Eleições 2010

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Arruda visita advogado

Política em 17/08/2010 às 21:06

Da Revista Época: O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda reapareceu em público nesta terça-feira. Vestido com camisa social cinza da marca Ralph Lauren e calça jeans, esteve em um escritório de advocacia localizado em um dos prédios comerciais mais movimentados de Brasília. Arruda disse à ÉPOCA que foi tratar de processos que tramitam em tribunais de contas. Na saída do escritório, Arruda abraçou populares e entrou em um Volkswagen Gol branco modelo 2010. O ex-governador estava sorridente e aparentemente disposto.

Arruda afirmou que está cuidando da saúde e se submetendo a tratamentos cardíacos. No dia 18 de março, o ex-governador teve de sair da superintendência da Polícia Federal em Brasília - onde esteve preso por tentativa de atrapalhar o trabalho da justiça na investigação do mensalão do DEM - para realizar um cateterismo, exame para diagnosticar condições das artérias coronárias.

Na segunda-feira (16), a Polícia Federal entregou à subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, que comanda o inquérito da “Caixa de Pandora”, o relatório final.

Arruda já prestou depoimento à Procuradoria Regional da República, em Brasília, ao procurador Ronaldo Albo, que comanda o inquérito que apura denúncias de irregularidades cometidas no âmbito do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O ex-governador teria dito que foi pressionado, no período em que era governador, pela promotora Deborah Guerner a beneficiar empresas em contratos emergenciais de coleta de lixo em Brasília.

Em conversas reservadas, Arruda tem dito que foi vítima de uma conspiração pessoal arquitetada pelo candidato ao governo de Brasília pelo PSC e ex-governador Joaquim Roriz.

Rogério Ulysses no PRTB

Partidos, Política em 12/08/2010 às 10:28

O deputado distrital Rogério Ulysses filiou-se nessa quarta-feira (11) ao PRTB. Ulysses vai ser o responsável pelo partido em São Sebastião. Segundo o presidente regional, Caio Donato, a legenda o recebeu de braços abertos. “É um político simples, humilde, que Brasília perdeu por acusações que não foram provadas”, afirmou. Além de Ulysses, está se filiando ao PRTB todo seu grupo político.

Presidente do PT é internado

Partidos, Política em 05/07/2010 às 11:53

Presidente nacional do PT , José Eduardo Dutra, passou mal na manhã desta segunda-feira (5) com fortes dores no peito. O petista foi encaminhado ao Hospital de Base de Brasília e passou por uma série de exames. O diagnóstico foi uma crise hipertensiva. Medicado, ele passa bem. (Com informações do PT Nacional).

Arruda forçado a depor

Política em 02/07/2010 às 19:01

Do G1: O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) foi levado nesta sexta-feira (2) pela Polícia Federal para depor na Procuradoria Regional da República, do Ministério Público, em Brasília. O procurador Ronaldo Albo expediu mandado de busca coercitivo para que o ex-governador fosse encaminhado pela polícia porque ele já havia faltado a três convocações.

Arruda depõe como testemunha no inquérito que investiga a participação da promotora do Distrito Federal Deborah Guerner no suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, que ficou conhecido como mensalão do DEM.

O advogado da promotora, Pedro Paulo de Medeiros, disse ao G1 que não iria se pronunciar sobre o caso porque o inquérito que investiga as denúncias está sob segredo de Justiça.

A promotora é suspeita de receber propina do suposto esquema de corrupção. Ela sempre negou envolvimento com o caso. No último dia 15 de junho, a Polícia Federal encontrou enterrado no jardim da casa da promotora um cofre com dinheiro e discos rígidos de computador.

Crise
O ex-governador é acusado de comandar o suposto esquema de corrupção e distribuição de propina a membros do Executivo e do Legislativo do Distrito Federal. A crise política no Distrito Federal teve início em novembro de 2009, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora, que investiga o suposto esquema de corrupção.

As denúncias levaram à prisão e afastamento de Arruda, por tentativa de suborno de uma testemunha do caso em fevereiro. Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) por infidelidade partidária, deixando vago o cargo.

José Roberto arruda foi solto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 12 de abril, após dois meses preso.

Arruda tira passaporte

Política em 18/06/2010 às 9:27

Da Folha Online: O ex-governador do Distrito Federal José Arruda Roberto (sem partido), acusado de ser o chefe do mensalão do DEM, tirou seu passaporte nesta quarta-feira. Pela jurisprudência do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que o investiga, Arruda poderia viajar sem ter de informar à Corte.

Segundo a Folha apurou, Arruda disse a aliados que perdeu alguns documentos, como passaporte e título de eleitor. Apesar de poder viajar sem informar o STJ, é praxe que os advogados informem ao tribunal quando investigados saem do país.

A defesa de Arruda preferiu não se pronunciar sobre a possibilidade do ex-governador viajar. Aliados de Arruda, no entanto, avaliam que uma viagem para fora do país poderia dar margem para que a Procuradoria Geral da República entre com um pedido de prisão preventiva.

Em fevereiro, Arruda foi preso por tentativa de suborno a uma testemunha do mensalão do DEM.

Aberta temporada de convenções

Partidos, Política em 17/06/2010 às 10:24

A convenção regional do PMDB, marcada para este sábado (19) e aguardada com expectativa para saber se o partido oficializa a aliança com o PT, abre oficialmente a temporada de convenções regionais no Distrito Federal. Também no sábado, PSB, PDT e PSOL definem posições e candidatos para outubro deste ano. Os socialistas devem confirmar a candidatura de Rodrigo Rollemberg ao Senado e consolidar sua nominata na disputa proporcional. O PDT faz o mesmo com Cristovam Buarque e sua nominata. Já o PSOL anuncia a candidatura de Toninho ao GDF.

Domingo (20) será a vez do PSL. O partido também deve oficializar candidatura própria com Newton Lins na disputa ao governo. Na semana seguinte, PT, PSC, PSDB e PTB realizam suas convenções.

O PT formaliza a candidatura de Agnelo Queiroz em encontro no Parque da Cidade, no domingo (27). No mesmo dia PSC lança o ex-governador Joaquim Roriz como candidato oficial ao GDF, e PSDB decide ao lado de quem a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia será candidata ao Senado. Na terça-feira (29), o PTB também decide seus rumos: a legenda tem de escolher por qual chapa o senador Gim Argello será candidato ao Senado.

Sem data para suas convenções ainda estão o DEM, o PR e o PPS.

AGENDA ATUALIZADA

19/6

PMDB - No CREA, na 902 Sul, às 9h.

PSB - Espaço Cultural da 508 Sul. A partir das 9h.

PDT - Sede nacional do partido, no SAFS, às 9h.

PSOL - Na Câmara Legislativa, às 9h.

PCdoB - No Clube dos Previdenciários, na 712/912 Sul, a partir das 19h.

20/6

PSL - No CAVE, Guará, das 9h às 13h.

21/6

PSDC - No Clube dos Previdenciários, na 712/912 sul, às 19h.

24/6

PTdoB - Às 9h na sede do partido no Conic.

26/6

PRB - Pela manhã, no Hotel Nacional.

27/6

PT - No Parque da Cidade - Pavilhão ExpoBrasília, às 10h.

PSC - No Sesc da 902 Sul, a partir das 9h.

PMN - Local ainda a ser definido.

29/6

PTB - Na sede do partido no Hotel Bonaparte, às 19h.

Aliados de Roriz deixam PSB

Partidos, Política em 17/06/2010 às 9:26

Em setembro do ano passado, quando o cenário político do Distrito Federal apontava para uma possível reeleição do então governador José Roberto Arruda, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) se reuniram para discutir uma possível aliança entre os dois partidos. Roriz seria candidato ao GDF, Rollemberg ao Senado. Um pré-acordo foi ensaiado à época e, a pedido de Roriz, alguns de seus apoiadores filiaram-se ao PSB - Cecília Landim, ex-secretária de Roriz, Leonice Bertollo, liderança da área rural de Planaltina, e João Gomes, liderança do Paranoá.

Nove meses e uma Operação Caixa de Pandora depois, o cenário no Distrito Federal sofreu uma reviravolta. Roriz deve ser candidato ao GDF, assim como Rollemberg ao Senado. Mas em chapas opostas. Por isso, nessa quarta-feira (16), os rorizistas apresentaram seus pedidos de desfiliação do PSB. O preço para se manter ao lado de Roriz será alto: há quatro meses da eleição ficam sem legenda e abandonam suas candidaturas de outubro.

Na luta por seus direitos

Cidades, Partidos, Política em 16/06/2010 às 20:07

A partir do dia 4 de julho tem início no Distrito Federal o projeto Paradas da Diversidade LGBT. Já tradicionais em algumas cidades, como Taguatinga que reuniu 25 mil pessoas no ano passado, as paradas têm como objetivo conscientizar a população sobre o fim do preconceito, ao mesmo tempo que alerta o segmento para a importância da mobilização como forma de defender seus direitos.

O projeto, coordenado pelo  Grupo Elos LGBT/DF, tem este ano o tema “Meu voto, minha cidadania! Voto não homofobia.” A escolha do assunto foi um incentivo para que a população saiba escolher seus candidatos de acordo com seu posicionamento com relação aos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Confira a agenda de paradas pelo Distrito Federal:

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Definição fica para a próxima semana

Partidos, Política em 16/06/2010 às 19:07

Democratas marcaram para a próxima quarta-feira (23) uma nova reunião para bater o martelo sobre a posição do partido para as eleições nacionais de outubro deste ano. Enquanto a definição nacional não sai, os rumos da legenda no Distrito Federal ficam em suspenso.

Segundo o presidente regional do partido, senador Adelmir Santana, assim que a nacional acertar os termos da aliança nacional - que deve ser concretizada com PSDB, PTB e PP - o DEM-DF define sua aliança local. “Queremos marcar uma reunião da executiva regional já para o fim do dia da quarta-feira. Definida a posição nacional, não há mais porque esperarmos”.

Os democratas esperam também algumas definições no cenário político da capital. Se o Tribunal Superior Eleitoral decidir, por exemplo, que políticos que renunciaram ao mandato para fugirem do processo de ética ou da cassação estão excluídos da disputa eleitoral devido ao projeto Ficha Limpa, muita coisa pode mudar. A principal delas seria o fim da candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) da briga pelo GDF, já que Roriz renunciou ao Senado em 2007 para escapar do processo na Comissão de Ética.

A existência ou não de Roriz na disputa interfere diretamente nas escolas do DEM, uma vez que a aliança com o ex-governador vem sendo defendida por parte da legenda. Santana prefere não se posicionar por enquanto. “Não podemos correr o risco de expor o partido. É preciso ter cautela neste momento”.

Mágoas de pré-campanha

Partidos, Política, Sem categoria em 16/06/2010 às 17:13

A preocupação do senador Cristovam Buarque (PDT) e do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) em conquistar a militância petista para que esteja engajada em suas campanhas tem fundamento. Vários apoiadores do deputado Geraldo Magela (PT), preterido na disputa ao Senado, já avisaram que não pretendem pedir votos para os dois candidatos.

Preferência por suplentes petistas

Partidos, Política, Senado em 16/06/2010 às 16:45

Embora estejam acaloradas as discussões sobre quem serão os suplentes de senador na chapa majoritária de Agnelo Queiroz (PT), já é dado como certo que, ao final, as vagas acabarão ocupadas por petistas. No páreo pela suplência de Cristovam Buarque (PDT), por exemplo, estão o presidente do PRB, Roberto Wagner, e o também pedetista George Michel. Já interessados na suplência de Rodrigo Rollemberg (PSB) estão os dirigentes do PCdoB.

A verdade, porém, é que os dois candidatos não anunciam mas mantêm a preferência por suplentes petistas. Com Cristovam, o nome cotado é o de Wilmar Lacerda. Com Rollemberg, o da ex-deputada Maria Laura. A opção por suplentes do PT tem motivação óbvia: integrantes de outras legendas os dois candidatos ao Senado apostam na suplência como uma forma de conquistar a militância petista e mantê-la ao seu lado ao longo da campanha.

Briga por um voo solo

Partidos, Política em 16/06/2010 às 15:39

Apesar da possibilidade cada dia mais remota de contar com a participação do PMDB e do PSDB, a via alternativa para as eleições de outubro deste ano ainda tem grandes apostadores. O principal deles tem sido o senador Gim Argello (PTB). Para o petebista, uma chapa distinta do PT e do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) seria a melhor opção para sua reeleição ao Senado.

Isso porque, com o PT, Gim não tem mais chances de se candidatar a senador. Já com Roriz, teria de disputar espaço com a tucana Maria de Lourdes Abadia, recém-lançada como candidata ao Senado pelo partido e com apoio declarado do ex-governador. Gim quer partir para a briga sozinho em uma chapa - ou com um candidato que não ofereça perigo real.

Para isso tem trabalhado na via alternativa. Tem ao seu lado o presidente regional do PP, Benedito Domingos, e lideranças do PPS, PV e PSL. Juntos, são os principais incentivadores da candidatura de Rogério Rosso (PMDB) ao GDF. Mas como essa saída está cada dia mais complicada, especulam também uma candidatura do DEM ou mesmo do PV.

Democratas se reúnem hoje

Partidos, Política em 16/06/2010 às 10:50

Democratas adiaram para a tarde a reunião da executiva da legenda marcada para a manhã desta quarta-feira (16). O encontro nacional deve ajudar a decidir os rumos do partido para esta eleição no Distrito Federal. A situação se complicou principalmente depois que a deputada distrital Eliana Pedrosa também se lançou candidata ao Senado na semana passada. A decisão da democratra acabou embolando ainda mais a chapa majoritária do partido, que já tinha o presidente regional, senador Adelmir Santana, e o deputado federal Alberto Fraga na disputa pela vaga.

Leitores escolhem senadores

Blog, Partidos, Política em 16/06/2010 às 9:13

As candidaturas ainda estão incertas, mas alguns candidatos às duas vagas para o Senado abertas nas eleições deste ano já têm eleitores cativos. De acordo com o resultado da enquete de férias do blog, os dois novos senadores do Distrito Federal em 2011 seriam o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT).

Rollemberg teve 50% dos votos dos internautas. Já Cristovam teve 44%. Em terceiro lugar na lista aparece a tucana Maria de Lourdes Abadia com 28%. O deputado federal Robson Rodovalho (PP) conseguiu 26% da preferência dos leitores.

Além deles, o democrata Adelmir Santana teve 9%, os candidatos do PSOl, Chico Santana e Jorge Antunes tiveram 2% cada e Alberto Fraga (DEM) e Gim Argello (PTB) ficaram com 1%.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

Convenção nacional do PCdoB

Partidos, Política em 15/06/2010 às 14:32

O PCdoB realiza nesta quarta-feira (16) convenção nacional para oficializar o apoio às candidaturas de Dilma Rousseff à Presidência da República e de Michel Temer à vice-presidência. A convenção será no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, a partir das 17 horas. No encontro será discutido também o programa partidário da legenda.

Campanha nas ruas

Partidos, Política em 15/06/2010 às 10:51

O desdém do presidente Lula com a lei eleitoral tem estimulado ainda mais a prática da campanha antecipada por todo o país. O Distrito Federal, claro, não seria exceção. Esse final de semana, durante o desfile em homenagem ao aniversário de Taguatinga, foi um exemplo de como os políticos apelam para as brechas na lei para dar início à campanha. Além das repetidas referências do mestre de cerimônia da festa a políticos da cidade, alguns deles partiram para o corpo a corpo com o eleitor.

A distrital Eliana Pedrosa (DEM), por exemplo, cercada de assessores, distribuía sorrisos e acenos aos taguatinguenses. Mais diretos, Dr. Charles (PTB) e Benedito Domingos (PP), contaram com cabos eleitorais para distribuir ao público panfletos parabenizando Taguatinga que também continham seus projetos e ações em benefício da região. Já o ex-deputado federal Ricardo Noronha (PSL) foi mais sutil. Quem foi assistir ao desfile recebeu uma tabela da Copa do Mundo com o devido patrocínio do radialista.

Magela lança pré-candidatura

Partidos, Política em 08/06/2010 às 9:42

O deputado federal Geraldo Magela lança oficialmente sua pré-candidatura à reeleição na Câmara Federal nesta terça-feira (8). O evento será no Teatro dos Bancários, às 19h.

Curso de legislação eleitoral

Câmara Legislativa, Partidos, Política, Sem categoria em 01/06/2010 às 10:41

Outra boa oportunidade para quem quer se preparar para as eleições de outubro deste ano. A Escola do Legislativo do DF (Elegis) promove a partir do dia 7 um curso de Legislação Eleitoral aberto à comunidade em geral - sejam candidatos a cargos eletivos, assessores parlamentares, servidores públicos, estudantes ou interessados em informações sobre as normas e regras do processo eleitoral de 2010.

O curso tem carga horária de 15 horas e a desembargadora do Tribunal de Justiça do DF, Ana Maria Amarante Brito, como instrutora. A programação inclui sete temas: aplicação da legislação eleitoral 2010; inovação e limites impostos pela legislação; o processo eleitoral - registro e impugnação de candidatos; ações e recursos eleitorais; condutas vedadas aos agentes públicos; propagandas eleitoral e partidária; e crimes eleitorais.

A melhor notícia é de que o curso é gratuito. As inscrições podem ser feitas até esta quarta-feira (2). Para saber mais informações ou se inscrever, clique aqui.

“Estou vivo”

Cidades, Política em 30/05/2010 às 15:42

O ex-governador José Roberto Arruda parece estar retomando, aos poucos, antigos hábitos políticos. Esses dias ele e a mulher, Flávia, estiveram no cemitério Campo da Esperança, acompanhando um sepultamento. Ao final, os dois foram até o galpão onde os jardineiros guardam seu material, comem e descansam. Arruda passou um bom tempo conversando com eles. Quando lhe perguntaram “como vai, governador?”, ele respondeu: “Estou vivo”.

Segundo os jardineiros, o ex-governador costumava ir ao cemitério com certa frequência. Reunia os trabalhadores, rezava um Pai Nosso. O hábito lhe rendera até um apelido no local: Arruda Padre Nosso.

PMDB faz convenção dia 19

Partidos, Política em 28/05/2010 às 23:04

Em reunião nesta sexta-feira (28) executiva regional do PMDB decidiu que o nome do partido para a composição de uma chapa majoritária será o do presidente regional da legenda, deputado federal Tadeu Filippelli. O partido, porém, não bateu o martelo sobre se Filippelli será o candidato a vice na chapa do PT ou o candidato ao GDF em uma chapa independente. A decisão só sairá na convenção regional do partido, marcada para o dia 19 de junho.

Com a medida, o PMDB tenta encerra as especulações sobre uma possível candidatura do governador Rogério Rosso. Apesar das constantes negativas do próprio Rosso de que sairia candidato à reeleiçao, nos bastidores das negociações de uma via alternativa à polarização PT-Roriz, o nome de Rosso era um dos mais cotados.

Investigação política, segundo Agnelo

Partidos, Política em 28/05/2010 às 22:06

O pré-candidato do PT ao GDF, Agnelo Queiroz, divulgou nota de esclarecimento sobre as denúncias publicadas pela revista Época. Confiram a íntegra do comunicado:

“Sob o comando do ex-governador José Roberto Arruda, que foi preso e renunciou ao mandato em razão das graves denúncias de corrupção que vieram à tona nos últimos meses, uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal urdiu um suposto inquérito de investigação destinado a atingir a imagem pública de Agnelo Queiroz, pré-candidato do PT ao governo do DF.

Versões desse suposto inquérito, que na verdade é um procedimento investigatório ilegal e clandestino, produzidas sob o patrocínio de agentes públicos incompetentes, mas domesticados e adestrados por interesses subalternos para alcançar resultados manipulados, em claro desafio à Constituição Federal, começam a chegar à imprensa. O objetivo é interromper a ascensão de Agnelo Queiroz nas pesquisas de intenção de voto para governador.

A falsa investigação, escorada em métodos fascistas, moveu-se com desvio de finalidade ao forjar premissas inverossímeis. Agnelo Queiroz não foi investigado, nem ouvido e, mais grave, sequer indiciado pelo fajuto inquérito. Mas o objeto estava fabricado para que surgisse como protagonista.

Trata-se da tentativa de rescaldar denúncias velhas, que não estão amparadas nas auditorias que o Tribunal de Contas da União e a Corregedoria Geral da União empreenderam na gestão de Agnelo Queiroz no Ministério dos Esportes, a fim de tentar equiparar a biografia política do pré-candidato do PT e de seus aliados ao prontuário policial ostentado por nossos adversários.

O que está em curso nos intestinos da Polícia Civil do Distrito Federal, e que conta com a anuência de facção do Ministério Público do Distrito Federal, é um procedimento de destruição de reputações que guarda similaridade a atos de barbárie cometidos pelos fascistas. Um governador que foi preso e renunciou ao mandato para não ser cassado, seus sócios, asseclas, herdeiros e criadores políticos creem-se capazes de manipular procedimentos policiais, influenciar a imprensa e dirigir decisões do Poder Judiciário com o fim exclusivo de produzir uma vitória eleitoral destinada a lhes devolver o poder político na capital da República. Não conseguirão. Não voltarão.

Resistiremos lutando com todas as armas legítimas da legalidade. Medidas judiciais e administrativas, verdadeiras e legítimas, em ambientes institucionais, serão movidas para que se punam os agentes que desconhecem as garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito.”

Uma mala de dinheiro

Partidos, Política em 28/05/2010 às 17:53

Da Revista Época:  O ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, terá um caminho duro até as eleições de outubro. Um obstáculo difícil será superar o adversário Joaquim Roriz (PSC), político popular que ficou quase 14 anos no poder e está na dianteira das pesquisas eleitorais realizadas até agora. Antes, porém, Agnelo terá de se defender de denúncias que o relacionam a desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte no governo Lula.

Uma investigação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal no início de abril, batizada de Operação Shaolin, prendeu cinco pessoas, apreendeu documentos e colheu depoimentos sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília. O relatório final da operação compromete Agnelo com um golpe milionário e sugere o envio das informações ao Ministério Público Federal (MPF) para que a investigação seja aprofundada. Os desdobramentos do caso dirão se o ex-ministro terá condições de se livrar das graves acusações ou se ele aumentará a lista dos políticos de Brasília flagrados com a mão no dinheiro público.

ÉPOCA teve acesso ao relatório da Polícia Civil. “Os indícios preliminares colhidos sugerem que Agnelo Queiroz teria se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um suposto esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do programa Segundo Tempo”, afirma, no documento, Giancarlos Zuliani Junior, o delegado responsável pela investigação.

A origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu. O maior convênio, de R$ 2 milhões, foi assinado em 2005 pelo então secretário executivo da pasta e atual ministro, Orlando Silva, com a Febrak. A federação teria de desenvolver atividades desportivas com 10 mil alunos da rede pública de ensino enquanto não estavam em sala de aula. O segundo convênio, de R$ 920 mil, foi firmado com a associação em 2006, quando Agnelo não era mais ministro do Esporte.

Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados.

A investigação sustenta que as ONGs de Dias forjavam a compra de materiais que seriam usados durante as atividades com as crianças, tais como quimonos, jogos de xadrez, damas, varetas e alimentos. As associações teriam atuado em conluio com empresas que forneciam notas fiscais frias para driblar a fiscalização do ministério.

De acordo com a apuração da polícia, empresas de fachada cobravam 17% do valor das notas para emitir os papéis frios, sacar os recursos depositados pelas associações em suas contas e devolver o dinheiro para as ONGs de João Dias. Os investigadores afirmam que Dias desviou recursos para a compra de uma casa avaliada em R$ 850 mil para construir duas academias de ginástica e financiar sua campanha para deputado distrital em 2006.

Uma testemunha disse ao delegado Giancarlos Zuliani que sacou entre os dias 7 e 8 de agosto de 2007 o equivalente a R$ 335 mil em uma agência do Banco de Brasília, o BRB. Essa testemunha não será identificada na reportagem porque, segundo um envolvido nas investigações, ela ainda não está sob proteção da polícia.

A mesma testemunha disse que colocou R$ 256 mil numa mochila e seguiu até a cidade-satélite de Sobradinho, acompanhada de Eduardo Pereira Tomaz, principal assessor de João Dias nos projetos do Segundo Tempo. Chegando ao local indicado, o estacionamento de uma concessionária de motos, um Honda Civic de cor preta, diz a testemunha, estacionou ao lado do carro onde estava com Eduardo. Eduardo, prossegue o relato, entregou a mochila com o dinheiro ao passageiro do carro preto.

A testemunha diz ter identificado o homem que pegou a mochila. “O local onde ocorreu a suposta entrega possuía boa iluminação, razão pela qual o declarante pode afirmar com convicção que Agnelo Queiroz foi a pessoa que recebeu a mochila contendo R$ 256 mil”, diz o relatório da polícia. O depoimento fornece detalhes do encontro em Sobradinho. O ex-ministro teria despejado o dinheiro no chão do carro para conferir os valores e, ao final, tirado R$ 1.000 e dado como gorjeta para Eduardo e para a testemunha.

Eduardo e João Dias foram presos temporariamente durante a Operação Shaolin. Um manuscrito encontrado na casa de Dias chamou a atenção dos policiais. Trata-se de um bilhete que relaciona o número “300.000” ao nome “Agnelo”. O papel foi submetido a perícia, que identificou João Dias como o autor do manuscrito. Gravações telefônicas autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Brasília, segundo os investigadores, interceptaram ligações realizadas por Ana Paula Oliveira, mulher de Dias, para Agnelo Queiroz na manhã de 5 de abril, logo após a prisão de João Dias Ferreira. De acordo com a investigação, Ana Paula tentou falar três vezes com Agnelo para “solicitar a indicação de um advogado para defender seu marido na situação relacionada ao Segundo Tempo”. Em outro momento, segundo a polícia, Dias quis auxílio de Agnelo para se defender em uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público Federal.

A polícia indiciou sete pessoas, entre elas João Dias e Eduardo Pereira Tomaz. Além de sugerir o envio das informações para o MPF, Zuliani pede que seja feito um rastreamento dos telefones celulares usados por Agnelo e pelos outros envolvidos na suposta entrega de dinheiro em Sobradinho. Propõe, também, que sejam pedidos os extratos telefônicos que contêm as chamadas geradas e recebidas pelas linhas usadas pelos suspeitos, inclusive Agnelo.

Agnelo nega ter recebido dinheiro proveniente das associações ligadas a João Dias. Diz não ter havido o encontro em Sobradinho descrito pela testemunha e ataca os investigadores. “Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda”, afirma.

“Esse dossiê, travestido de relatório final de um inquérito, produzido por um grupo da Polícia Civil do Distrito Federal que não tem competência legal para fazê-lo, está sendo usado por meus adversários políticos do momento para tentar equiparar a minha biografia ao prontuário policial deles.” Indagado sobre sua relação com João Dias, Agnelo afirma que foram “correligionários” no PCdoB na eleição de 2006, mas nega que tenha recebido pedido para ajudá-lo na defesa contra a denúncia do MP. “A investigação obedeceu a todas as condições técnicas e foi concluída”, afirma o diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso. “O relatório foi encaminhado pelo delegado constituído para a Justiça.”

João Dias nega o envio de pacotes de dinheiro para Agnelo. “Não existe possibilidade de qualquer tipo de benefício direto ou indireto ao ex-ministro Agnelo. Nunca houve nenhum tipo de ajuda financeira”, disse Dias a ÉPOCA. Dias afirma que não escreveu o bilhete e se compromete a fazer novos exames grafotécnicos para provar que a letra não é dele. De acordo com o Ministério do Esporte, os convênios com as associações de kung fu foram firmados obedecendo a critérios técnicos. O ministério diz que o dinheiro desviado, avaliado em R$ 4 milhões em valores atuais, foi cobrado dos representantes das ONGs. Eduardo Tomaz nega o encontro de Sobradinho e a entrega do dinheiro relatada pela testemunha no inquérito.

Diz uma lei não escrita, estabelecida há meses na política do Distrito Federal, que não vence as eleições quem tiver mais votos, mas quem conseguir sobreviver a denúncias de corrupção. Para Agnelo, o maior desafio agora não é enfrentar uma disputa com Roriz, mas provar que as acusações contra ele são inconsistentes.

Partido independente

Partidos, Política em 28/05/2010 às 14:32

Se a tal frente contra a polarização não vingar, o PSL já tem o plano B. Sai com candidatura majoritária própria. Na cabeça da chapa seu presidente regional, Newton Lins.

Frente contra a polarização

Partidos, Política em 28/05/2010 às 14:29

Um encontro no Lago Sul reuniu nesta sexta-feira (28) presidentes do DEM, PPS, PHS, PTN, PV, PTC e PSL para discutir a possibilidade de uma coligação para as eleições de 2010. A iniciativa foi do presidente do PSL, Newton Lins. A discussão passou pela criação de uma frente partidária contra a polarização existente hoje entre PT e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). “Toda polarização é burra e antidemocrática”, argumenta Lins.

A conversa rendeu dois consensos principais entre os partidos. O primeiro de que é preciso lançar uma candidatura alternativa às que estão apresentadas atualmente. O segundo é de que esta alternativa deve sair com ou sem a participação do PSDB. Os tucanos foram convidados para o encontro, mas preferiram não se envolver por enquanto. As sete legendas decidiram então manter o espaço aberto ao PSDB, mas, caso ele demore a se decidir ou decida se coligar a um outro candidato, a proposta da frente segue da mesma forma.

Uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (2).

PMDB e DEM estariam no esquema

Partidos, Política em 28/05/2010 às 9:51

Do Estado de S. Paulo: O delator do “mensalão do DEM” do Distrito Federal, Durval Barbosa, afirmou ao Estado que o presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema montado pelo governador cassado José Roberto Arruda.

“O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda”, disse Barbosa. Autor dos vídeos que levaram à queda de Arruda, de quem foi secretário de Relações Institucionais, Barbosa afirmou que a participação do presidente nacional do DEM é uma das vertentes da nova fase das investigações, com as quais colabora por meio de um acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal.

“O Ministério Público vai pegar”, afirmou, referindo-se à suposta participação de Rodrigo Maia no desvio de dinheiro do governo do Distrito Federal. O ex-secretário também acusou o PMDB de receber pagamentos mensais do esquema de Arruda.

Barbosa conversou com o Estado na quarta-feira à noite, quando participava de uma festa para mais de 500 pessoas numa das casas de eventos mais badaladas de Brasília. Era a abertura de uma feira de noivas.

Acompanhado da mulher, Kelly, Durval circulou com desenvoltura entre os convidados. Depois de passar meses fora de Brasília sob proteção da Polícia Federal, o ex-secretário, agora com pose de celebridade, tenta voltar às rodas sociais da capital federal.

Camiseta Versace sob o blazer bem cortado e ostentando no pescoço um vistoso pingente de ouro com o nome da mulher, o ex-secretário de Arruda passou pouco mais de duas horas na festa, sempre sob o olhar atento de dois seguranças armados.

A fama adquirida após tornar-se homem-bomba do escândalo que defenestrou Arruda do governo tem feito com que muitos o evitem: no período em que permaneceu no evento, Barbosa conversou com menos de dez pessoas.

Na mesma festa, estava o presidente do DEM no Distrito Federal, senador Adelmir Santana. Razão para constrangimento? Para Barbosa, não. “O constrangimento é de quem roubou”, disse.

A metralhadora do delator do mensalão candango segue ativa. Além de disparar contra o presidente nacional do DEM, Barbosa afirmou que dirigentes do PMDB se beneficiavam do esquema de corrupção montado no governo Arruda.

Cota mensal

O dinheiro, segundo ele, era entregue ao presidente do diretório do partido no DF, o deputado federal Tadeu Filippelli. “Filippelli recebia R$ 1 milhão por mês para o PMDB”, afirmou Barbosa. “Inclusive tem um áudio sobre isso”, emendou.

O ex-secretário se recusou a dar detalhes sobre os supostos pagamentos ao DEM e ao PMDB sob o argumento de que o acordo de delação premiada o impede de falar a respeito de assuntos sob investigação. Ele indicou, porém, que está contando o que sabe ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Indagado sobre o que tem acrescentado às investigações da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela PF em novembro passado, primeiro ele fez mistério. “Vem muito mais por aí”, declarou. Depois, fez mais uma de suas profecias: “Mais uns 60 vão ser presos.”

Comemoração para Arlete

Partidos, Política em 27/05/2010 às 20:17

A petista Arlete Sampaio comemora nesta sexta-feira (28) seu aniversário. A festa, organizada por amigos, será na APCEF, com entrada franca, a partir das 21h.

arlete

PMDB quer adiar anúncio de alianças

Partidos, Política em 27/05/2010 às 19:01

PMDB-DF tem reunião da executiva regional nesta sexta-feira (28) para discutir as opções eleitorais do partido para outubro deste ano. Os peemedebistas pretendem deixar para a convenção regional, prevista para o dia 19 ou 20 de junho, a decisão oficial sobre as possibilidades de coligação para as eleições. A estratégia é ganhar tempo para convencer o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, a desistir da aliança com o PT.

360 graus na política

Partidos, Política em 27/05/2010 às 15:42

Analistas políticos da cidade acreditam que dois outros candidatos correm o risco de sofrer o mesmo fenômeno “360º” que sofreu o deputado Geraldo Magela (PT). O petista era pré-candidato a deputado federal, foi inflado para candidato ao governo, cogitou-se umacandidatura ao Senado, mas acabou pré-candidato à reeleição novamente. No mesmo caminho estariam o democrata Alberto Fraga e a tucana Maria de Lourdes Abadia.

Plebiscito para militares

Partidos, Política em 27/05/2010 às 14:27

Empenhados em unir os esforços para eleger candidatos fortes que defendam os interesses da corporação na Câmara Legislativa e na Câmara dos Deputados, policiais militares do Distrito Federal criaram um espaço na Internet para que os pré-candidatos da categoria coloquem suas candidaturas à prova em um plebiscito. Dessa forma, a categoria lançaria apenas os nomes mais votados e concentraria os votos de forma a elegê-los.

Na página virtual, batizada de “Prévias da PMDF’, os idealizadores da votação explicam que o espaço é um instrumento para “auxiliar a organização política, bem como ampliar as representações nas esferas dos poderes legislativos e executivos”. O objetivo é atestar o atual nível de aceitação dos pré-candidatos da PM, para os policiais possam investir nos mais fortes.

O prazo para inscrição das candidaturas acaba neste domingo (30). Até esta quinta (27), o plebiscito já contava com 24 pré-candidatos a distrital inscritos e nove a federal. A votação está marcada para os dias 4 a 6 de junho. Para conhecer os candidatos, se inscrever, votar ou apenas conhecer o espaço virtual, clique aqui.

Tucanos se reúnem nesta quinta

Partidos, Política em 27/05/2010 às 9:37

Executiva do PSDB-DF se reúne nesta quinta-feira (27). Na pauta do  encontro, mais discussões sobre o rumo do partido nas eleições de outubro deste ano. Os tucanos ainda não bateram o martelo sobre para qual lado a legenda segue nesta disputa - uma candidatura própria ou uma coligação, que poderia ser com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). A expectativa é grande. A reunião tucana está marcada para às 18h30, na sede do partido na Asa Norte.

Agenda positiva para novo presidente

Política, Senado em 26/05/2010 às 20:30

Já de olho nas políticas públicas do novo governo federal, o Sebrae fechou nesta quarta-feira (26) uma agenda com ações consideradas indispensáveis para o fortalecimento da pequena empresa no Brasil. O documento será entregue a todos candidatos presidenciáveis. A agenda foi feita a partir da discussão dos conselheiros do Sebrae, reunidos em encontro da entidade no centro de convenções Brasil 21.

Presidente do Conselho Nacional do instituto, o senador Adelmir Santana (DEM) anunciou que se licencia do cargo no próximo dia 3 para concorrer nas próximas eleições.

Chapa contemplaria seis legendas

Partidos, Política em 26/05/2010 às 18:44

A briga pelas suplências de senador na chapa majoritária petista promete esquentar ainda mais nos próximos dias. Em um almoço com os presidentes dos partidos que devem compor a coligação com o PT - PSB, PDT, PCdoB e PMDB - esta semana, foi discutida a proposta de uma chapa “plural”. A ideia era agraciar na majoritária todas as seis legendas da ampla aliança que deve ser consolidar do Distrito Federal - PT, PDT, PSB, PMDB, PCdoB e PRB. PT ficaria com o candidato ao governo, PMDB com o vice, PSB e PDT com as candidaturas ao Senado. Ao PRB e ao PCdoB restariam as duas primeiras suplências de senador. E os dois partidos não estão dispostos a abrir mão dessa participação na chapa.

Caberá agora ao PT contornar mais este impasse - já que no encontro regional da legenda, os petistas definiram que as suplências ficariam com o partido.

PT e DEM se saem bem na espontânea

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 26/05/2010 às 15:30

Cenário com intenções de voto, em pesquisa espontânea, para deputado distrital, feita pelo Instituto O&P. O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010). Confira:

Paulo Tadeu (PT) - 3,3%

Reguffe (PDT) - 2,3%

Erica Kokay (PT) - 1,8%

Tadeu Filippelli (PMDB) - 1,6%

Jaqueline Roriz (PMN) - 1,5%

Chico Leite (PT) - 1,4%

Eliana Pedrosa (DEM) - 0,9%

Arlete Sampaio (PT) - 0,8%

Geraldo Magela (PT) - 0,8%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 0,8%

Aylton Gomes (PR) - 0,8%

Paulo Roriz (DEM) - 0,7%

Branco/Nulo - 0,5%

Chico Vigilante (PT) - 0,5%

Raad Massouh (DEM) - 0,5%

Izalci Lucas (PR) - 0,5%

Rogério Ulysses (sem partido) - 0,5%

Augusto Carvalho (PPS) - 0,5%

Benedito Domingos (PP) - 0,4%

Osório Adriano (DEM) - 0,4%

Rôney Nemer (PMDB) - 0,4%

Outros - 13,7%

Nenhum - 6,6%

NS/NR - 59%

Petistas na frente para federal

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 26/05/2010 às 14:21

Confira intenções de voto para deputado federal, em pesquisa estimulada do Instituto O&P. Resultados mantém na liderança praticamente os mesmos distritais citados na pesquisa do Instituto Soma, divulgada na terça-feira (clique aqui para ver).

Erica Kokay (PT) - 8,9%

Paulo Tadeu (PT) - 7,9%

Jaqueline Roriz (PMN) - 7,5%

Reguffe (PDT) - 6,3%

Tadeu Filippelli (PMDB) - 6%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 4,6%

Robson Rodovalho (PP) - 4,6%

Geraldo Magela (PT) - 4,5%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 4,4%

Laerte Bessa (PSC) - 3,8%

Izalci Lucas (PR) - 2,7%

Alberto Fraga (DEM) - 2,4%

Jofran Frejat (PR) - 2,1%

Osório Adriano (DEM) - 2%

Augusto Carvalho (PPS) - 2%

Ana Cristina Kubitschek (DEM) - 0,7%

José Edmar (PSDB) - 0,6%

Egmar Tavares (PTdoB) - 0,6%

Ricardo Quirino (PR) - 0,4%

Messias de Souza (PCdoB) - 0,4%

Weber Magalhães (PSDB) - 0,3%

Marcio Machado( PSDB) - 0,3%

Roberto Policarpo (PT) - 0,3%

Nenhum - 13,3%

NS/NR - 13,6%

O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010).

Intenções de voto para o Senado

Partidos, Política, Senado em 26/05/2010 às 11:15

Pesquisa do Instituto O&P avaliou também intenção de votos para Senador. Confira o quadro:

TOTAL

1º VOTO

2º VOTO

Cristovam Buarque (PDT)

47,8%

39%

8,8%

Rollemberg (PSB)

33,9%

13%

20,9%

Gim Argelo(PTB )

18,1%

9,1%

9%

Adelmir Santana (DEM)

8,6%

5,6%

3%

Nenhum

47,7%

19,1%

28,6%

NS/NR

43,9%

14,1%

29,8%

O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010).

Em jogo, a indicação de suplentes

Partidos, Política em 26/05/2010 às 9:48

Uma vez que a aliança com o PMDB é questão resolvida para o PT - o partido já a aprovou - a discussão do momento na legenda é a indicação das suplências de senador. Resolução do encontro regional havia definido que as suplências seriam ocupadas por petistas, já que eles abriram mão da segunda vaga de candidato ao Senado. Uma delas, inclusive, estava sendo cobiçada pelas mulheres da legenda, que querem uma participação maior na chapa majoritária. No início da semana, porém, o PT ofereceu ao mais novo aliado, o PRB, a suplência de um dos candidatos ao Senado, no caso, Cristovam Buarque (PDT). A oferta causou protestos internos.

Diante das queixas, Rodrigo Rollemberg (PSB), segundo candidato a senador da chapa, prontamente anunciou que quer um suplente do PT. Interessado em garantir uma boa relação com a militância petista, Rollemberg preferiu não entrar na briga, que ainda promete mais discussões no partido.

A batalha dos vices

Partidos, Política em 26/05/2010 às 7:30

A pesquisa da O&P fez uma sondagem interessante. Aos seus 1.200 entrevistados, o instituto perguntou se o fato de um político específico compor uma chapa como candidato a vice-governador aumentava ou não a disposição do entrevistado de votar nesta chapa. A pergunta foi feita em quatro versões: com Tadeu Filippelli (PMDB), Jofran Frejat (PR), Arlete Sampaio (PT) e Robson Rodovalho (PP). Confira os resultados:

Com Filippelli como candidato a vice:

Aumenta muito a disposição de votar - 3,4%

Aumenta - 11,3%

Não altera - 55,3%

Diminui - 12,1%

Diminui muito - 6,6%

NS/NR - 11,3%

Com Frejat como candidato a vice:

Aumenta muito - 4,2%

Aumenta - 13,8%

Não altera - 56,1%

Diminui - 8%

Diminui muito - 5,7%

NS/NR - 12,3%

Com Arlete como candidata a vice:

Aumenta muito a disposição de votar - 4,4%

Aumenta - 12,4%

Não altera - 53,2%

Diminui - 9,3%

Diminui muito - 7,3%

NS/NR - 13,4%

Com Rodovalho como candidato a vice:

Aumenta muito - 2,4%

Aumenta - 11,1%

Não altera - 54%

Diminui - 9,7%

Diminui muito - 8,9%

NS/NR - 13,8%

A conclusão é alentadora principalmente para o PT. Para um pouco mais da metade dos eleitores, a escolha do vice, seja ele quem for, não faz diferença na hora de escolher em quem votar.

Roriz e Agnelo no segundo turno

Partidos, Política em 26/05/2010 às 6:26

O Instituto O&P Brasil fez também pesquisa de intenções de voto estimuladas para governador. A sondagem foi feita entre os dias 21 e 24 de maio, com 1.200 entrevistas e  margem de erro de 2,8 %. Confira:

Cenário 1:

Joaquim Roriz (PSC) - 40,9%

Agnelo Queiroz (PT) - 28,4%

Alberto Fraga (DEM) - 4,2%

Toninho (PSol) - 3,1%

Nenhum/BR/Nulo - 14,8%

NS/NR - 8,7%

Cenário 2:

Joaquim Roriz (PSC) - 38,9%

Agnelo Queiroz (PT) - 27,7%

Alberto Fraga (DEM) - 3,8%

Toninho (PSol) - 2,4%

Rogério Rosso (PMDB) - 2,1%

Nenhum/BR/Nulo - 15,7%

NS/NR - 9,4%

Cenário 3:

Agnelo Queiroz (PT) - 30,4%

Rogério Rosso (PMDB) - 7,4%

Alberto Fraga (DEM) - 6,3%

Toninho (PSol) - 5,5%

Nenhum/BR/Nulo - 33,7%

NS/NR - 16,6%

Indecisos ainda são maioria

Partidos, Política em 26/05/2010 às 6:07

Mais pesquisa apara animar o cenário. Dessa vez do Instituto O&P Brasil, realizada entre os dias 21 e 24 de maio, com 1.200 entrevistas. A pesquisa tem margem de erro de 2,8 % e foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010). Confira as intenções de voto para governador do DF, em sondagem espontânea:

Joaquim Roriz (PSC) - 25,7%

Agnelo Queiroz (PT) - 14,1%

Rogério Rosso (PMDB) - 2,1%

Cristovam Buarque (PDT) - 1,5%

José Roberto Arruda (sem partido) - 1,4%

Alberto Fraga (DEM) - 0,6%

José Antônio Reguffe (PDT) - 0,6%

Geraldo Magela (PT) - 0,3%

Toninho do PSOL - 0,3%

Donizete - 0,3%

Outros - 1,3%

Nenhum - 5,8%

Branco/ Nulo - 0,7%

NS/NR - 45,4%

PMDB deve ficar com PT

Partidos, Política em 25/05/2010 às 20:53

Entre os peemedebistas é dada como certa a aliança do partido com o PT para as eleições de outubro deste ano. O consenso teria sido alcançado nesse final de semana, durante as comemorações do Divino Espírito Santo, em Planaltina. O aviso de que o partido fechará a aliança com o PT chegou a ser dado aos petistas. Eles, porém, preferem não se pronunciar antes da confirmação oficial da coligação.

O PMDB estaria agora organizando as formalidades da aliança. Uma reunião de diretório deve ser marcada nos próximos dias para fechar a questão e anunciar a decisão formal do partido.

PSOL define pré-candidatos ao Senado

Partidos, Política em 25/05/2010 às 18:32

O PSOL-DF já decidiu quem serão os nomes do partido na disputa ao Senado Federal: o jornalista Chico Santana e o professor e maestro Jorge Antunes. O partido está  animado com os índices de intenção de voto registrados por Toninho do PSOL, seu candidato ao GDF, nas últimas pesquisas no DF. A aposta é de que a legenda crescerá o suficiente para eleger, ao menos, um deputado distritais nesta eleição.

PR analisa queixa contra distrital

Partidos, Política em 25/05/2010 às 16:19

A direção regional do PR-DFestá analisando um pedido de abertura de processo contra o deputado distrital Aylton Gomes (PR) dentro da legenda. O pedido foi feito por um filiado, questionando ações de Aylton como a participação na viagem à Goiânia do grupo que elegeu Rogério Rosso (PMDB), na eleição indireta para governador, contrariando a determinação do partido para que fosse eleitor de Wilson Lima. Se for aceito na Comissão de Ética, o processo pode terminar até mesmo em retirada da legenda para a eleição de outubro deste ano.

Intenções de votos para federal

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 25/05/2010 às 14:20

Confira cenário estimulado para deputado federal, de acordo com pesquisa do Instituto Soma:

Jaqueline Roriz (PMN) - 17%

Indecisos - 13%

Branco / Nulo - 12%

Paulo Tadeu (PT) - 10%

Bispo Rodovalho (PP) - 10%

José Antônio Reguffe - 9%

Erika Kokay (PT) - 8%

Izalci Lucas (PR) - 5%

Augusto Carvalho (PPS) - 4%

Osório Adriano (DEM) - 4%

Roney Nemer (PMDB) - 3%

Laerte Bessa (PSC) - 3%

Pastor Egmar (PTdoB) - 2%

Maurício Corrêa (PSDB) - 2%

Márcio Machado (PSDB) - 0%

Abadia com chances para Senado

Partidos, Política em 25/05/2010 às 12:24

Os tucanos que defendem a coligação do PSDB com a candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) ficaram eufóricos com o resultado da pesquisa do Instituto Soma para o Senado Federal. Isso porque a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) aparece em segundo lugar atrás apenas do senador Cristovam Buarque (PDT), que tenta a reeleição. Nos demais cenários, Abadia também aparece bem, sempre acima dos 20% das intenções de votos. Na leitura tucana, Abadia tem grandes chances de se eleger senadora na coligação com Roriz, o que interessaria à candidatura de José Serra a presidente e ao partido.

O argumento não deve ser ignorado na tarde desta terça-feira (25), quando o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, conversará com a direção local sobre os rumos para esta eleição.

Governo tem aprovação de 45%

GDF, Partidos, Política em 25/05/2010 às 11:04

Pesquisa do Instituto Soma Opinião & Mercado mediu também a aprovação do governador Rogério Rosso (PMDB), nesse primeiro mês de governo - a pesquisa foi feita entre os dias 18 e 24 de maio.  O resultado é positivo para Rosso - 45% dos 1.000 entrevistados disseram aprovar seu governo. Já 22% disseram desaprovar a condução do GDF e 33% não souberam responder.

A pesquisa Soma foi registrada no TSE 12103/2010 e no TRE-DF 1235/2010.

Roriz na frente em pesquisa Soma

Partidos, Política em 25/05/2010 às 10:29

Acaba de ficar pronta mais uma pesquisa do Instituto Soma Opinião & Mercado, com intenções de votos para quase todos os cenários no Distrito Federal. A pesquisa ouviu 1.000 entrevistados, entre os dias 18 e 24 de maio, e foi registrada no TSE 12103/2010 e no TRE-DF 1235/2010. Confira os cenários, estimulados, para governador:

peesquisa-soma-1

pesquisa-2

PRB junto com Agnelo

Partidos, Política em 24/05/2010 às 20:15

PRB-DF Anunciou nesta segunda feira (24) um apoio a candidatura petista de Agnelo Queiros. O anuncio formal foi feito em um encontro dos presidentes regionais dos dois partidos - Roberto Policarpo, do PT, e Roberto Wagner, do PRB. As duas legendas não sabem ainda como conciliar esse apoio com o líder do governo na Câmara, Aguinaldo de Jesus.

Conversa pode definir rumo tucano

Partidos, Política em 24/05/2010 às 16:58

O presidente regional do PSDB, Márcio Machado, se reúne nesta terça-feira (25) com o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra. A conversa foi marcada a pedido de Guerra, que deve dar as primeiras orientações ao partido sobre que rumo seguir nas eleições de outubro. A expectativa é grande. Parte dos tucanos da capital defendem uma chapa majoritária própria, em coligação com DEM, PMDB e PPS, entre outras legendas que faziam parte da base de apoio ao ex-governador José Roberto Arruda. Outra parte dos tucanos defende uma aliança com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

“Mas estamos trabalhando para, qualquer que seja o caminho a ser seguido pelo partido, não haja um racha significativo e para que seja possível trabalharmos unidos pelo nosso candidato à presidência, José Serra”, argumenta Machado. Uma definição por parte do PSDB então pode ajudar a consolidar o cenário eleitoral deste ano.

Mulheres querem ampliar espaço

Partidos, Política, Sem categoria em 24/05/2010 às 11:39

A setorial de mulheres do Partido dos Trabalhadores decidiu lutar por mais espaço na legenda - seja com candidatas às eleições de outubro deste ano, seja com participação em um possível governo em 2011. O segmento quer assegurar os 30%, definidos por lei, de candidaturas femininas nas eleições e repetir esse índice na participação do governo.

A decisão é decorrente do baixo número de mulheres na disputa proporcional pela legenda. Dos 38 candidatos a distrital do partido oito são mulheres - ou seja pouco mais de 20% da chapa. Já para federal, dos seus candidatos, apenas uma é mulher (17%). Isso numa disputa em que a candidata majoritária do PT é uma mulher - Dilma Roussef.

Vermelho, só na fé

Partidos, Política em 24/05/2010 às 10:27
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) de bandeira vermelha nas mãos? Não, a política do Distrito Federal foi sacudida, mas não tanto. O vermelho empunhado por Roriz é apenas a cor do Divino Espírito Santo, cuja festa reuniu milhares de fiéis, e políticos, esse final de semana em Planaltina.

“O loteamento de cargos hoje é mais explícito”

Partidos, Política, entrevista em 23/05/2010 às 13:52

Relatora do processo por quebra de decoro parlamentar da deputada Eurides Brito (PMDB), a petista Erika Kokay admite problemas na tese de defesa da peemedebista sobre o dinheiro que recebeu de Durval Barbosa. “Há muitas contradições”, afirma Erika, em entrevista ao jornal O Distrital desta semana, onde falou também do polêmico depoimento que colheu do ex-secretário Durval Barbosa, e da decepção com o novo governo, que considerou quase como uma intervenção, já que não teve participação popular, mas que acusou de criar uma nova forma de política: as capitanias hereditárias pós-modernas. Confira os principais trechos da entrevista a seguir. Para ler no jornal, clique aqui.

A senhora deve apresentar o relatório sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada peemedebista Eurides Brito esta semana. Como está a elaboração deste documento?

Erika Kokay - Estamos trabalhando para que ele fique pronto já nesta segunda-feira (24). O relatório tem todo o histórico do que aconteceu, tem muitos elementos a serem analisados. Um deles é que o argumento colocado pela deputada Eurides de que o dinheiro (recebido por ela no vídeo gravado por Durval Barbosa) vinha do (ex-governador Joaquim) Roriz não se confirmou. Nem nos depoimentos que foram prestados pelas testemunhas de defesa essa tese se confirmou. Ao contrário, não há nada material, nada consistente. Sobre as reuniões (Eurides explica em sua defesa que recebeu o dinheiro como pagamento dos gastos com reuniões políticas feitas a pedido de Roriz), em algumas, a deputada estaria no mesmo lugar, na mesma hora. As pessoas também não conseguem dar o nome de ninguém que estivesse na reunião. Ou seja , ela apresentou uma tese que, mesmo com as testemunhas, não conseguiu se consolidar.

Outro aspecto é que a deputada estaria com relações estremecidas com o ex-governador Roriz. O estremecimento ocorreu, a gente checou as datas e eles estavam com as relações estremecidas durante aquelas reuniões. Nós encontramos do começo de junho, dia 8 de junho de 2006 se não me engano, uma matéria de jornal que já dava notícias da reunião onde Roriz teria dito que iria derrotá-la (a ameaça do ex-governador a Eurides foi uma demonstração pública de que os dois estavam brigados). O jornal dava notícia de que isso teria acontecido semanas antes da data da publicação da matéria (o que daria final de maio de 2006). Seria exatamente no período em que a deputada diz ter feito as reuniões.

Há ainda uma série de contradições, então os depoimentos não são contundentes o suficiente para atestar a versão que foi apresentada pela deputada.

Durante a preparação do relatório a senhora ouviu em oitiva secreta o ex-secretário Durval Barbosa. Esse depoimento vazou sem revisão e acabou criando um clima constrangedor na Casa, e ainda levantando suspeitas sobre a sua conduta no caso. Qual avaliação a senhora faz do episódio?

Erika - O vazamento favoreceu a investigada. Eu não tenho nenhuma responsabilidade sobre ele, pedi uma apuração sobre esse aspecto. Estamos cobrando que ele seja investigado, por conta da exposição que houve de alguns parlamentares, absolutamente desnecessária, pela divulgação de um trecho da conversa que não deveria ter sido gravado. A deputada me acusa de falsidade ideológica porque eu retirei uma parte do depoimento que saiu por um equívoco, porque o microfone estava aberto, só por isso. (O trecho retirado por Erika tratava de uma declaração dela a Durval, contando um suposta denúncia da própria Eurides, feita a ela em uma festa, de que alguns parlamentares teriam recebido propina para aprovar projetos na Câmara). Não deveria compor o relatório para não expor deputados.

Mas a deputada Eurides Brito questionou a forma como esse depoimento foi feito e o fato de a senhora ter tirado um trecho da transcrição do depoimento.

Erika - Ela argumenta, com base no artigo 89 do Regimento Interno, que os trabalhos da comissão só poderiam ser iniciados com a presença da maioria de seus membros. Mas o mesmo artigo diz que “com a presença da maioria de seus membros ou com qualquer número se não houver questões sujeitas à deliberação”. O depoimento de Durval não tinha nenhum tipo de deliberação. O depoimento foi comunicado a apenas dois parlamentares, mas foi disponibilizado a todos os parlamentares. Então não tem porque haver qualquer tipo de questionamento. E o depoimento de Durval não é relevante para a construção do relatório.

Ela também falou da supressão das partes do depoimento – não foram “partes”, foi um trecho apenas. Do jeito que ela fala parece que eu adulterei o depoimento inteiro. As declarações do senhor Durval estão mantidas absolutamente na íntegra. E eu retirei o texto porque você não pode pegar um comentário feito em uma festa e transformá-lo em denúncia, seria uma irresponsabilidade.

Mas ela diz que isso consistiria até  mesmo em quebra de decoro parlamentar. Isso é uma ameaça. Então, para se defender, ela repete o comportamento patrimonialista, de ameaçar. O mesmo comportamento que levou a essa decisão judicial (decisão do TJDFT de afastar Eurides Brito do mandato até o final das investigações para que ela não interferisse no processo). Pelo entendimento da Justiça haveria uma pressão dela sobre os deputados.

Neste mesmo depoimento secreto à senhora, Durval Barbosa fala dos pecados do PT. Como a senhora recebeu essa denúncia?

Erika - É uma denúncia muito genérica. O PT tem 35 mil filiados em Brasília. Durval fala que existe pecados no PT sem dizer quem é o pecador , qual é o modus operandi… E ele se refere a este governo, ao contrário das denúncias do jornalista Edson Sombra, que trataram em sua maior parte de fatos do passado. Ele se refere ao governo Arruda.

Nós vamos enfrentar uma campanha em que, provavelmente, a polarização entre o PT e o rorizismo terá voltado à cidade e, obviamente, esse tipo de acusação sem fundamentação cria um espectro de temor, de tensão, que a mim não me abala em nada. E que não vai abalar o Partido dos Trabalhadores, cada um vai continuar sua vida. Eu mesma perguntei quem era o pecador, ele se negou a falar quem era, então fica uma acusação absolutamente etérea, e que não pode ter desdobramentos.

A senhora fala em eleição polarizada, mas o PT pode se coligar ao PMDB. Como seria?

Erika - A resolução tirada no encontro regional do PT fala do recorte ético. Para o PMDB reproduzir uma aliança nacional e compor com o Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal, tem de fazer uma opção, entre estar coligando com o PT para construir uma nova realidade no Distrito Federal ou aliar-se com seus membros que estão envolvidos no suposto esquema de corrupção. A resolução do partido é clara: você repete o arco nacional de alianças, mas com recorte ético. Então, se o PMDB vier carregando pessoas que estão absolutamente mergulhadas no escândalo que abalou Brasília, não há viabilidade qualquer tipo de composição.

Mas a senhora, que convive com parlamentares do PMDB, acredita que PMDB fará este recorte ético?

Erika - Eu diria que o PMDB não tem demonstrado, desde o fato da Caixa de Pandora, que teve realmente um rompimento com as pessoas que tiveram essa postura ou com o governo. Porque a líder do governo era do PMDB, o PMDB se retirou do governo, e a líder ficou até o final de seu mandato na liderança. Eurides Brito continuou líder do governo. Ou seja, o PMDB diz estar rompendo com o governo, mas continuou defendendo e representando os interesses do governo na Câmara Legislativa. É uma absoluta incoerência. Como houve incoerência do PPS, como houve de outros partidos.

A posição do PMDB durante toda a crise não indica uma postura de rompimento ou de limpeza ética neste processo. É um partido que todos nós respeitamos, partido de Ulysses Guimarães, que cumpriu uma função na história brasileira. Mas o PMDB não tem indicado que fará uma limpeza ética de suas estruturas para que me faça crer que ele optará pela ética para coligar com o Partido dos Trabalhadores. Sem optar pela ética, essa coligação será impossível.

E qual avaliação a senhora faz do governo do PMDB no DF?

Erika - O governo, em suas primeiras ações, não tem indicado que tenha estatura e compromisso necessários para sanear o Distrito Federal. As funções fundamentais de um governo tampão seriam sanear o Distrito Federal e aumentar os instrumentos de controle. Sanear significa romper os contratos, limpar a máquina… Eu tenho uma tristeza muito grande, porque eu amo por demais Brasília, ao abrir as páginas dos jornais e, me lembro de um poema de Mayakovski, “eu sinto cheiro de pólvora”. Porque você está vendo um governo loteado. Quando se loteia o governo, priorizam-se acordos políticos com objetivos muito imediatos em detrimento de políticas públicas para a população. Não tem como se ter um bom governo quando se faz esse tipo de loteamento, isso é capitania hereditária pós-moderna. Quando se faz esse tipo de loteamento, as capitanias hereditárias pós-modernas, não se tem integração entre as políticas públicas, não se tem uma linha de ação nem um projeto de governo.

Além disso, o governo retomou agora o convênio com o Entorno, um convênio que foi rompido porque se apontou inúmeras irregularidades. Não se mostrou que as irregularidades foram saneadas e, mesmo assim, retoma-se o convênio exatamente como se começou, como se não tivesse acontecido uma inspeção, um rompimento por conta de irregularidades.

Então eu digo que esse governo não tem mostrado o compromisso e a envergadura para sanear o Distrito Federal. Estamos vendo uma demonstração de incompetência e de tibieza com o empresariado também nesta questão do Passe Livre. É uma tibieza que não corresponde a um governo que se comprometeu com a moralidade.

A senhora acha que, apesar das mudanças, as práticas políticas continuam as mesmas?

Erika - Até o momento houve um loteamento de cargos. O loteamento hoje é mais explícito do que era antes. Mais explícito não quer dizer que seja maior. Mais o loteamento é nítido. Criaram-se diversos feudos dentro do Governo do Distrito Federal. O líder do governo dizer que não pode ser de oposição quem tem cargos no governo é uma fala emblemática. (Em seu primeiro dia como líder, Aguinaldo de Jesus disse à imprensa que o recém-criado bloco independente não seria tão independente assim porque teria centenas de cargos no GDF). É emblemática porque diz “nós vamos tirar as pessoas ligadas aos deputados que se posicionem contra o governo”. O critério não é competência, capacidade do servidor. O compromisso não é com a política pública é com o servilismo, subalternidade. Isso significa um outro aspecto grave para o Estado democrático que é uma Câmara Legislativa absolutamente curvada. Que foi o que nos vimos durante muito tempo. Eu acho que essa legislatura, entre tantas marcas, teve uma fundamental: a marca do servilismo.

A senhora acredita que o bloco independente não é tão independente assim?

Erika - Criar um bloco independente deveria ser absolutamente desnecessário. Todos os parlamentares deveriam carregar uma marca de independência. Todos os partidos deveriam ser independentes. É premissa do exercício parlamentar. Então você ter um bloco independente significa que temos um outro de submissão ao governo?

A senhora acredita que o fantasma da intervenção está definitivamente afastado?

Erika - Quem pode bater no peito hoje e dizer que foi eleito por 13 pessoas? Só o governador Rogério Rosso. Metade da população do Distrito Federal não sabe quem é o governador. Isso não é uma espécie de intervenção? Uma intervenção com relação à vontade do povo? E uma intervenção federal viria, teoricamente, com alguém que não estaria vinculado aos grupos políticos conhecidos da cidade, então teria, teoricamente, mais isenção. Mas nós temos de certa forma um interventor, se considerarmos que o povo não votou neste governador, construído em cima de acordos que a população desconhece e que vem das mesmas estruturas que deram origem à Caixa de Pandora. Não estou dizendo que eles estão ligados à Caixa de Pandora, mas que vêm da mesma estrutura, do mesmo Poder.

O que eu temo é que o compromisso passe a ser não com a população de Brasília, que não participou desta eleição, que foi barrada no baile. Mas que o compromisso seja com os treze eleitores, e é isso que está se vendo.

Então a senhora acredita que ainda há motivo e clima para uma intervenção…

Erika - Criou-se uma CPI na Câmara Legislativa, certo? Mas esta Câmara está investigando alguma coisa? Ela não consegue fazer a CPI andar. E é um instrumento simples! Essa morte prematura da CPI é um indício de que a Câmara não consegue cumprir a sua função, que também é de fiscalizar.

Da parte do governo, você tem um governo loteado, loteado inclusive com pessoas que participaram da Caixa de Pandora. Você tem, por exemplo, Hélvia Paranaguá, que teve o indiciamento pedido na CPI da Educação, e foi promovida no governo Rosso (Hélvia é a nova secretária de Educação Integral). Governo que vem na perspectiva de dizer que não é necessária uma intervenção para sanear o DF. Então são muitas contradições. Eu acho que ainda está pautada a perspectiva de uma intervenção.

Leitores veem pouco tempo para via alternativa

Partidos, Política em 23/05/2010 às 10:42

A chapa alternativa formada por PSDB, DEM, PPS entre outros partidos parece não ter convencido os leitores do blog. Na enquete da semana, 72% afirmaram que essa via alternativa não teria mais tempo para se viabilizar e disputar as eleições de outubro deste ano. Para eles, a disputa vai ser polarizada novamente. Já 28% defenderam a nova chapa. Nesse caso, os internautas defendem que são partidos fortes, com tempo de tevê e bons nomes.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

Propaganda antecipada

Partidos, Política, TRE em 23/05/2010 às 8:25

Da Folha de S. Paulo: Políticos de ao menos sete Estados estão fazendo propaganda disfarçada, mesmo com as proibições impostas pela legislação eleitoral. Os disfarces mais comuns são outdoors com mensagens simpáticas, adesivos com os nomes dos políticos e até faixas do Dia das Mães. A propaganda, permitida após 5 de julho, é crime eleitoral se feita antes do tempo e pode dar multa de R$ 5.000 a R$ 25 mil, o que já ocorreu em Alagoas e no Acre.

No Tocantins, o deputado estadual Ângelo Agnolin (PDT), pré-candidato à Câmara, disse que distribuiu dez faixas em rotatórias celebrando o Dia das Mães. Em Cascavel (PR), o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB) espalhou outdoors que divulgam um instituto social que leva o seu nome. A promotora Simone Lorenz vê propaganda antecipada na divulgação, porque o instituto tem o mesmo nome do candidato.

Os políticos negam que estejam fazendo propaganda antecipada e dizem até que as mensagens não influenciam na decisão do voto do eleitor. Renato Lima, assessor jurídico do deputado Sarto Nogueira (PSB-CE), disse que a tabela da Copa não configura propaganda eleitoral. ”Como é que existe campanha antecipada quando não se sabe se a pessoa é candidata?”, questionou. O advogado disse que a tabela possui caráter institucional da entidade privada da qual o deputado é diretor clínico -o impresso veicula o nome de um hospital.

Já o deputado estadual Ângelo Agnolin (PDT-TO), que distribuiu faixas sobre o Dia das Mães, afirmou que não há por que a Justiça Eleitoral questionar sua iniciativa. O deputado afirmou que a mensagem é uma tradição familiar e que faz isso todos os anos. “Na verdade, seria uma falta com as mães tocantinenses deixar de cumprimentá-las no seu dia.”

O deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) disse que a divulgação do instituto que leva seu nome não pode ser caracterizada como campanha. Segundo ele, periodicamente a entidade divulga suas ações. “Casualmente podem achar que seja campanha extemporânea, mas o instituto é uma organização de responsabilidade social que com frequência divulga seus atos.”

Comentário do blog: Faixas e outdoors com mensagens de Dia das Mães e afins? No Distrito Federal dá para fazer uma lista, não dá?

Fraga, Filippelli ou Rosso?

Partidos, Política em 22/05/2010 às 13:32

Entre os defensores da via alternativa para as eleições de outubro, formada por PMDB, PSDB, DEM, PPS e outros partidos, três nomes são cogitados como possíveis candidatos ao governo: o do deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB), o do também deputado federal Alberto Fraga (DEM) e o do governador Rogério Rosso (PMDB). As indefinições do cenário eleitoral, porém, ainda impedem que essa via alternativa deslanche.

Nome começa a ser trabalhado

Partidos, Política em 22/05/2010 às 12:47

Enquanto o PMDB não decide se coliga com o PT ousegue outro caminho para as eleições de outubro deste ano, apoiadores do governador Rogério Rosso começam a trabalhar seu nome como possibilidade de cabeça de chapa em um candidatura própria. Ainda discretamente, adesivos com o nome do governador começam a aparecer nos carros, principalmente na região de Ceilândia. Em encontros com lideranças comunitárias, peemedebistas fazem sondagens sobre a aceitação do novo governador. A articulação, no entanto, não é oficial. Afinal, Rosso se comprometeu a não se candidatar ao concorrer nas eleições indiretas de abril deste ano.

Acessibilidade é o tema

Partidos, Política em 21/05/2010 às 9:46

Quem foi a algum evento cultural nos últimos dias deve ter assistido a um filminho sobre a importância da acessibilidade para inclusão social de pessoas com mobilidade reduzida - cadeirantes, principalmente. O anúncio, leve para não atrapalhar o programa de quem saiu para se divertir, faz parte do projeto Vem pra vida, criado pelo produtor cultural Ronald de Carvalho. Vítima de esclore múltipla, Ronald se viu, há quatro anos, sem poder andar. A doença mudou seu foco de trabalho e hoje desenvolve projetos de acessibilidade na área cultural. O filme, claro, também funciona como uma pré-campanha: Ronald é pré-candidato a distrital pelo PTB.

Tucanos cobram definição

Partidos, Política em 20/05/2010 às 20:29

Os tucanos do Distrito Federal estão pressionando a direção nacional do partido por uma orientação sobre que rumo tomar para as eleições de outubro deste ano. Ouviram, por enquanto, que a internação do presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra, adiará mais um pouco a decisão final do partido. Guerra foi internado em São Paulo no final da semana passada, depois de passar mal por conta da diabetes, e teve alta apenas nessa quarta-feira (19).

Apesar do adiamento, a cúpula tucana avisou que está preocupada com possíveis rachas no partido, que podem prejudicar a campanha de José Serra em Brasília. O temor, aliás, foi tema da conversa entre a ex-governadora Maria de Loudes Abadia e os distritais Milton Barbosa e Raimundo Ribeiro, em um almoço esta semana em que estava presente também o presidente regional licenciado da legenda, Márcio Machado.

Abadia levou aos colegas a preocupação com a indefinição do partido, que já estaria se refletindo na campanha de Serra. Na última pesquisa da Vox Populi, o pré-candidato tucano à Presidência caiu de 37% das intenções de votos em janeiro para 34% este mês. Enquanto isso, Dilma Roussef (PT) subiu de 20% para 42%.

Corpo a corpo da nacional

Partidos, Política em 20/05/2010 às 15:14

Se o PT tem agora a aprovação da base para ampliar o leque de alianças para as eleições de outubro, incluindo o PMDB nessa lista, esse aval se deu principalmente pela atuação, nos bastidores, de petistas de peso da cúpula nacional. Isso porque, na véspera do encontro regional do último sábado (15), o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, recorreu à nacional para pedir ajuda. Antevendo uma derrota nas duas principais questões em discussão na legenda - a possibilidade de coligação com o PMDB e a oferta da segunda vaga ao Senado ao PSB - , Policarpo procurou o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o subchefe de gabinete de Lula, Swedenberger Barbosa, para garantir o resultado do encontro.

A preocupação era de que, sem ampla aliança e com o deputado federal Geraldo Magela na vaga ao Senado, o PT-DF iria contrariar os interesses da candidatura de Agnelo Queiroz ao GDF e de Dilma Roussef à Presidência, ao fechar as portas a dois partidos aliados no campo nacional. Diante disso , Policarpo, Dutra, Padilha e Berger foram a campo. Dividiram as tarefas e conversaram pessoalmente com mais de cem dos 350 delegados do encontro, ouvindo reclamações e reivindicações, tratando de queixas e mágoas e removendo obstáculos políticos.

Deu certo. Com o cuidado para que a resolução final do encontro fosse redigida de forma a não fazer menção explícita ao PMDB, o PT aprovou a possibilidade de aliança com a legenda, assim como entregou ao PSB uma das vagas ao Senado. E manteve inabaladas as relações no campo nacional.

PMDB discutirá aliança com PT

Partidos, Política em 20/05/2010 às 11:29

Dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB conversaram na noite dessa quarta-feira (19) com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, sobre as possibilidades  de aliança entre essas legendas para a eleição de outubro deste ano. Reunidos na chapa majoritária que tem como cabeça o petista Agnelo Queiroz, os partidos criaram uma espécie de conselho político para tratar das questões políticas do grupo até a formalização das alianças em julho.

A conversa com Filippelli foi de reabertura das negociações. Apesar do aceno de que queriam o PMDB em sua chapa majoritária, os petistas haviam suspendido as tratativas diante da reação negativa que a proposta provocou internamente. Resolvida essa questão - com a aprovação de uma ampla aliança no Distrito Federal, no encontro regional do final de semana -, o PT pode retomar o diálogo com o PMDB. ”Fizemos uma avaliação do quadro geral e deixamos clara nossa disposição em construir uma alternativa com o PMDB”, afirmou Roberto Policarpo, presidente regional do PT-DF.

A discussão agora está nas mãos dos peemedebistas. Filippelli vai levar o assunto para a próxima reunião da executiva regional, a ser marcada nos próximos dias. “Os partidos sinalizaram com uma boa abertura de diálogo, mostraram que não estão mais pensando apenas nos próprios interesses. Mas a decisão não cabe a mim. Vamos discutir isso no partido, assim como o PT também fez”, declarou o peemedebista.

O que mudará com Ficha Limpa

Partidos, Política em 20/05/2010 às 10:58

Confiram como ficaram as novas regras do Ficha Limpa - ainda não é o ideal, mas já foi um avanço:

- Ficam inelegíveis aqueles que foram condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz). Atualmente, só ficam inelegíveis condenados em última instância, quando não há mais possibilidade de recursos;

- Em compensação, os condenados por colegiados podem recorrer a outro colegiado, que poderá suspender o efeito da inelegibilidade;

- Quem responde processo mas ainda não tem condenação, ou tem condenação apenas de juiz de primeira instância, estará livre para disputar a eleição;

- Políticos que renunciarem ao mandato para escapar de processo de cassação também ficam inelegíveis;

- O prazo de inelegibilidade para os fichas sujas será de oito anos, em todas as hipóteses previstas pela lei.

Denúncia de uso irregular de imóvel

Partidos, Política em 19/05/2010 às 20:33

O deputado Rogério Ulysses (sem partido) divulgou nesta quarta-feira (19) uma denúncia contra o presidente de seu ex-partido por suposto uso irregular de imóvel da União. Marcos Dantas, presidente regional do PSB, ocupa atualmente um apartamento funcional no bloco K da 104 Norte. A permissão de uso, porém, foi revogada em 1º de junho de 2007, segundo consta no Diário Oficial da União. Segundo Ulysses, Dantas seria proprietário de um apartamento no Guará.

“Vale a pena ser o presidente do partido. Além de receber um bom salário no gabinete do senador Renato Casagrande (nde Dantas trabalha hoje), ele mora de graça, às custas do Erário Público”, afirmou Rogério Ulysses. Pelas contas do distrital, o aluguel de imóvel semelhante custa, em média, R$ 2.500, mais R$ 500 de condomínio.

O presidente do PSB se justificou explicando que, como servidor federal, ao assumir um cargo de chefia no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), teve direito ao apartamento funcional. Ao ser requisitado para o Senado, a permissão foi cancelada. Mas ele acionou a Justiça que, por enquanto, tem entendido que o cargo que ele ocupa no Senado seria correlato ao que ele tinha no FNDE, logo deveria manter o imóvel. O caso, no entanto, ainda não teve o mérito julgado.

“Essa denúncia parece um ato de desespero, porque dia 21 de maio está chegando. O deputado deveria processar e denunciar as pessoas que o envolveram na Caixa de Pandora, mas isso ele não fez”, rebateu Dantas. O presidente explica ainda que o apartamento no Guará é de sua segunda esposa e não dele, que não possui nenhum imóvel.

Na próxima sexta-feira, o diretório nacional do PSB julga o recurso de Ulysses contra sua expulsão do partido. O distrital alega que sequer teve direito de se defender no processo.

Conversa com o PMDB

Partidos, Política em 19/05/2010 às 19:20

Depois do café da manhã nesta quarta-feira (19), dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB se reúnem nesta noite com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. O encontro será para tratar das alianças partidárias para eleição de outubro deste ano.

Roriz lidera pesquisa Vox Populi

Partidos, Política em 19/05/2010 às 11:07

A pesquisa Vox Populi, via Cláudio Humberto: Pesquisa Vox Populi, divulgada pelo telejornal BandCidade, em Brasília, informa que o ex-senador Joaquim Roriz (PSC) lidera com folga a disputa pelo governo do Distrito Federal, com 42% das intenções de voto, seguido por Agnelo Queiroz (PT), que subiu pelo menos cinco pontos percentuais e agora soma 32%. Em terceiro aparece o nome da ex-deputada Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com 6%.

O atual governador do DF, Rogério Rosso (PMDB), também aparece neste novo levantamento, com 4%, e Alberto Fraga (DEM) tem 3%. Brancos e nulos somam 9% e não sabem ou não responderam 4% dos entrevistados.

Roriz também lidera com folga o índice de rejeição: 34% dos entrevistados afirmam que jamais votariam nele. O deputado Fraga, que está em 5º lugar nas intenções de voto, ficou em 2º em rejeição, com 14%, ao lado da tucana Maria de Lourdes Abadia. A rejeição do petista Agnelo Queiroz soma 10%, contra 6% para Rogério Rosso, o de menor rejeição.

Arruda tem 5% na espontânea - Um dos aspectos mais curiosos da nova pesquisa Vox Populi, que ouviu 600 pessoas entre os dias 8 e 12 deste mês, é na referência espontânea da intenção de voto, sem que o entrevistador mostre uma cartela com nomes de candidatos. Nesse caso, o ex-governador José Roberto Arruda, que foi preso sob a acusação de tentar subornar testemunhas, ainda soma 5% das intenções de voto. Mas, novamente, o líder absoluto é Joaquim Roriz, com 31% das referências espontâneas, contra 21% de Agnelo Queiroz.

Crise por candidatura própria

Partidos, Política em 18/05/2010 às 16:57

A executiva nacional do PMDB fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a possibilidade de, nos estados, o partido oferecer palanque a candidatos distintos do escolhido na esfera nacional. A questão é uma tentativa de subsidiar um problema interno do partido - já que nem todas as regionais querem se coligar ao PT nas disputas estaduais. É o caso do Distrito Federal.

No DF, o PMDB local sonha com a garantia de que poder fazer alianças com DEM e PSDB e receber em seu palanque não a petista Dilma Roussef, mas o candidato tucano à presidência, José Serra, sem, com isso, ser alvo de retaliações partidárias ou prejudicar o desempenho do partido.

Isso porque a opção eleitoral que mais cresce na preferência dos peemedebistas é a de uma candidatura majoritária própria, com apoio do DEM, PSDB, PPS e PP. Com o máquina do governo nas mãos, o partido sabe que tem uma oportunidade única de encarar a disputa eleitoral deste ano. O problema maior, porém, é o palanque nacional. Com o presidente nacional do partido, Michel Temer, indicado para vice de Dilma Roussef, seria complicado recebê-los em Brasília apenas no palanque do PT, sem participação do PMDB local.

PMDB é primeira via

Partidos, Política em 18/05/2010 às 16:14

Raciocínio do deputado distrital Alírio Neto (PPS), um dos principais articuladores da eleição do peemedebista Rogério Rosso para o Governo do Distrito Federal: “Eu nunca vi a ‘terceira via’ ser a da governo. O governo é sempre a ‘primeira via’. A ’segunda via’ é a oposição. Em Brasília, quem é ‘terceira via’ é o Roriz”.

O distrital defende a formalização de uma aliança entre PPS, DEM e PSDB, tendo o PMDB como cabeça de chapa.

Aliança com PMDB na pauta

Partidos, Política em 18/05/2010 às 15:15

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, reúne para um café da manhã nesta quarta-feira (19) as lideranças dos partidos que compõem a tradicional aliança de esquerda com o PT: PDT, PSB e PCdoB. A conversa será para discutir a política de alianças que fechará a chapa majoritária das quatro legendas. Na prática, a pauta da discussão será a indicação do candidato a vice-governador - e se ela será mesmo entregue ao PMDB. Resistência entre os partidos não existem mais. A crença é de que o a aliança com o PMDB fortalece a chapa e facilita a vitória do candidato ao GDF, Agnelo Queiroz (PT).

Pré-convenção do PSL

Partidos, Política em 18/05/2010 às 10:05

O PSL-DF promove nesta terça-feira (18) sua pré-convenção para as eleições deste ano. O partido, que ainda não decidiu quem vai apoiar na disputa majoritária de outubro, pretende fortalecer sua nominata para assegurar a eleição ao menos de deputados distritais da legenda. Entre as apostas do partido estão, por exemplo, o ex-administrador do SIA Miguel Lunardi. A reunião será na QI 07 do Lago Sul, a partir das 19h.

Rollemberg na disputa ao Senado

Partidos, Política em 17/05/2010 às 21:22

O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) lançou nesta segunda-feira (17) sua pré-candidatura ao Senado Federal. Rollemberg vai disputar o cargo na chapa majoritária de Agnelo Queiroz (PT). Na festa, no Teatro Dulcina, a presença maciça dos petistas foi o sinal mais claro de que o socialista assegurou seu lugar na chapa. Na mesa principal, parlamentares do PT faziam às vezes de anfitrião, já que o PSB hoje só tem Rollemberg como parlamentar.

Outra presença importante foi a do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “Foi uma decisão madura e correta esta do PT no final de semana. Nós não estamos aqui para brincadeira”, avisou Padilha.

As consequências de um crise

Partidos, Política, entrevista em 17/05/2010 às 20:15

Presidente regional do PR, o ex-secretário de Ciência e Tecnologia do GDF, Izalci Lucas, sempre foi aliado do ex-governador José Roberto Arruda. Esta semana, porém, seu partido, puxado pelo deputado federal Jofran Frejat e pela cúpula nacional, anunciou uma aliança com o ex-adversário Joaquim Roriz (PSC) para as eleições de outubro. O PR terá o vice na chapa de Roriz, na pessoa de Frejat. Para Izalci, a aliança com Roriz será a saída para os partidos que antes compunham a base do governo Arruda. “O natural seria formamos uma terceira via, mas isso deveria ter sido feito antes. Agora não dá mais tempo. Esta eleição será polarizada novamente”, avalia. Em entrevista ao jornal o Distrital desta semana, Izalci fala da aliança com Roriz e detalha também os altos e baixos vividos pelo PR durante a campanha de Wilson Lima para governador, na eleição indireta realizada pela Câmara em abril. Confira a seguir principais trechos da entrevista. A reportagem completa está aqui.

O PR, assediado por diversos partidos, inclusive pelo PT, acabou de formalizar uma aliança com o PSC do ex-governador Joaquim Roriz para as eleições deste ano. Por que a escolha por Roriz?

Izalci Lucas - O PT chegou mesmo a nos convidar. Convidar a mim e convidar também o deputado Jofran Frejat. O (deputado federal Geraldo) Magela esteve lá em casa duas vezes. Eu fui a um evento em Brazlândia e o Agnelo (Queiroz, pré-candidato do PT ao GDF) esteve lá com Magela. Daí Agnelo me falou: “Izalci, precisamos conversar, vamos conversar esta semana”. Eu concordei. Mas a conversa nunca foi marcada.

Já o deputado Jofran Frejat havia sido convidado oficialmente pelo Roriz (para ser candidato a vice em sua chapa majoritária), e ele conduziu o processo de forma muito elegante, sempre deixando claro que a palavra final seria do partido.

É evidente que também fizemos uma avaliação com a nacional sobre isso. E chegamos à conclusão de que, neste momento, o melhor seria realmente apoiar o Jofran Frejat para vice. Depois disso, conversamos com Roriz, que nos passou a informação de que já estava conversando com outros partidos também. Emissários do Roriz já tinham conversado com o DEM, com o PSDB. Dissemos a ele que a nacional já havia liberado a aliança. Eu também conversei com os deputados do partido, com os pré-candidatos, e não houve resistências. Então a aliança ficou praticamente acertada, precisando apenas ser referendada pela reunião da executiva do partido, que seria na semana seguinte (na terça-feira, 11).

Mas a conversa que tivemos com Roriz vazou e, no dia seguinte, o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, que nunca me atendia ou retornava minhas ligações, me telefonou. À tarde, ele e Agnelo vieram ao meu escritório. Queriam fechar uma aliança com o PR ou, ao menos, que nós adiássemos a aliança com Roriz. Eu disse a eles: “tarde demais, já apertei a mão do homem”. Não ia mais voltar atrás.

Além de ter Frejat como vice, o que mais o PR ganha com esta aliança?

Izalci – Força na disputa proporcional. Queremos fazer um chapão, pelo menos para deputado federal (cargo para o qual Izalci vai disputar a eleição novamente). A tendência é que os demais partidos acabem se coligando em uma ampla aliança com Roriz. E essa aliança se repetirá na disputa proporcional. A intenção é trabalhar (a tucana Maria de Lourdes) Abadia para o Senado, se se confirmar a aliança com PSDB. Também o (deputado federal Alberto) Fraga para o Senado, se o DEM entrar na aliança. Essa é a expectativa.

Outro que tem interesse em disputar a chapa pelo Senado é o (também deputado federal Robson) Rodovalho, pelo PP. Então eu acho que, reunindo esses partidos (PSC, PMN, PR e PSDB, PP e DEM), é possível eleger até quatro deputados federais. E o desenho é que esses partidos acabem mesmo fechando com Roriz. E, se isso acontecer, melhora muito, mais do que eleger quatro federais, eu acho que será possível ganharmos já no primeiro turno.

Mas o senhor acha que é uma tendência natural das legendas que apostavam na reeleição do ex-governador José Roberto Arruda, agora se reunirem em torno de Joaquim Roriz?

Izalci - Eu acho que o natural seria formamos uma terceira via, uma alternativa. Mas isso deveria ter sido feito antes. Agora não dá mais tempo. Esta eleição será polarizada novamente.

A ampla aliança que elegeu o peemedebista Rogério Rosso a governador na eleição indireta não teria sido um primeiro passo para esta via alternativa?

Izalci - Esse era o desenho e a vontade do Filippelli. Quando ele patrocinou, ou ajudou a patrocinar, essa eleição, a intenção dele era o PMDB assumir o GDF e ele se candidatar ao governo em outubro. Mas o que a gente viu foi outra coisa. Ele não conseguiu manter os compromissos feitos com os partidos. Os partidos que o ajudaram não foram atendidos depois da eleição. E isso enfraqueceu muito a relação dele com essas legendas, o que acabou atrapalhando o surgimento desta outra via.

Como assim?

Izalci - O que aconteceu na prática na eleição? O Wilson Lima (presidente da Câmara, candidato derrotado do PR na eleição indireta) conduziu o processo eleitoral de forma muito técnica, naquela visão que ele tinha de evitar a intervenção. Mas, na prática, os deputados são muito pragmáticos. Ninguém acredita em promessas futuras.

No início da campanha de Wilson Lima, houve uma reunião na casa de (deputado distrital do PTB) Cristiano Araújo, e estávamos lá eu, Benício (Tavares, PMDB), Alírio (Neto, do PPS), Filippelli e o Cabo Patrício (PT).

Cabo Patrício?

Izalci – Sim. Quando a gente estava trabalhando no começo da campanha, a gente tinha a ideia de convidar o PT para compor a chapa, numa grande aliança por Brasília. Porque a gente sabia que se conseguisse isso ganharia a eleição e levaria o governo com tranqüilidade. Depois, quando já era Filippelli que estava em campanha, ele acabou adotando a mesma ideia. Neste dia, Cabo Patrício estava lá para discutir essa possibilidade de aliança.

Mas então Alírio precisou sair para um compromisso no Lago Sul. Lá ele encontrou Marcelo Toledo numa padaria e ele fez uma ameaça aberta aos distritais caso eles votassem no Wilson Lima (Toledo teria dito, em alto e bom som, que se os distritais elegessem Wilson Lima governador, ele, Toledo, denunciaria quanto custaram os votos de parlamentares na eleição do próprio Lima para presidente da Câmara, um mês antes).

Alírio contou a história para Benício. E o Filippelli estava lá. E a turma ficou meio assim… ficou todo mundo preocupado. Eu achei aquilo muito estranho, os caras ficaram muito diferentes. Então eu liguei para Wilson Lima e ele disse que não sabia nada daquilo. Mas a partir daí a história mudou. Ninguém falou mais nada comigo.

O senhor acha que a ameaça surtiu efeito?

Izalci - Não tenho dúvida. Foram vários fatores que fizeram a gente perder a eleição, não foi só esse. Mas talvez tenha sido esse o motivo para mudarem o candidato.

Aí o que aconteceu? Wilson começou a ficar inseguro. Mas continuou as conversas. E um dos artifícios que o Filippelli usou na campanha foi a questão do apoio de Roriz a Wilson Lima. Porque os deputados não queriam a participação de Roriz neste processo.

As coisas então começaram a ficar difíceis para o Wilson e ele estava muito preocupado com Aylton (Gomes, deputado distrital do PR). Eu disse a ele: “com Aylton você não se preocupe, eu vou conversar com ele”. Então fiquei incumbido de conversar com Aylton e eles irem para a Câmara já com tudo certo. No dia da eleição, houve uma reunião na casa do deputado federal Alberto Fraga, com Wilson, o PSDB e os democratas – que, aliás, são bem articulados. São quatro e cada um votou de um jeito (no dia da eleição, Paulo Roriz votou com Wilson Lima, Eliana Pedrosa votou com o candidato petista e Raad Massouh se absteve. O ex-democrata Geraldo Naves, que estava sendo contado como voto da bancada à época, votou com Rogério Rosso).

Bom, mas o Aylton não participou desta conversa. Mesmo assim, eu disse a ele que teria jeito. Ele era o primeiro voto e teria de votar em Wilson Lima. Eles (o grupo que apoiava o PMDB) já tinham até pensado numa estratégia para Aylton votar no final. Mas eu disse “negativo, você vai votar primeiro e vai ser no Wilson” (como presidente regional do PR, Izalci poderia dificultar a liberação da legenda para o deputado, caso ele se rebelasse).

Só que quando eles chegaram da casa do Fraga, a estratégia havia mudado. Eles discutiam votar no Luis Filipe (Coelho, candidato do PTB) no primeiro turno e, no segundo turno, votar no candidato do PT. Aí eu, que não tinha participado dessa discussão e não sabia dessa nova estratégia, foi tentar entender o que estava acontecendo. Quando eu vi que Wilson não ia mais ser candidato, avisei ao Aylton que ele estava liberado. E fui embora da Câmara. Quando eu estava no caminho para o Guará, Aylton me liga dizendo que Wilson tinha retomado a candidatura. Mas eu já o havia liberado e disse que ele poderia votar como quisesse.

Mas o deputado Aylton Gomes já estava fechado há alguns dias com o grupo que apoiou Rogério Rosso…

Izalci - Sim, o Aylton já tinha costurado o acordo com o PMDB, tanto que ele tinha viajado para Goiânia com o grupo (os eleitores de Rosso foram levados, de jatinho, para Goiânia na véspera da eleição, para que não houvesse mudanças de voto). Depois ele me disse que havia combinado com o PMDB que o PR manteria seu espaço dentro do governo. Quando o Wilson desistiu e eu o liberei para votar como quisesse, Aylton ligou para o Filippelli, para o Benício e para o Alírio, e perguntou se o acordo ainda estava de pé. “O Izalci está aqui liberando o voto”, avisou. E eles responderam que sim, estava tudo certo. O compromisso que eles assumiram com Aylton era de que não mexeriam na estrutura do PR no governo (o partido ocupava a Secretaria de Ciência e Tecnologia, da qual Izalci foi secretário até a desincompatibilização, e a Administração de Planaltina, a cargo de Aylton Gomes).

Depois, no dia seguinte, eu participei de um almoço promovido pelo Filippelli para os partidos que apoiaram o PMDB. Filippelli fez o compromisso de que Rosso iria governar com os partidos e não só com os deputados. Os partidos teriam espaço. Aqueles partidos que assinaram a Carta de Brasília – PMDB, PT, PPS, PDT, PR, PRB… Mas não foi o que aconteceu, ele não teve como honrar esse compromisso.

O Alírio, por exemplo, ganhou um espaço grande no governo, mas o PPS não. Tanto é que o partido ainda não decidiu se ele vai ser líder e se eles vão continuar apoiando o Rosso. Daí esse almoço foi no domingo e, na quinta, o PMDB rachou (quando se tornou pública a briga entre Rosso e Filippelli, já que o novo governador não atendia aos pedidos do presidente de seu partido).

Esse foi o episódio da eleição. Evidentemente que Wilson estava trabalhando com a perspectiva de ir para o Tribunal de Contas do DF, depois deu aquele problema na Justiça e a vaga acabou compensando a da Anilcéia (Machado, presidente do TCDF, que perdeu temporariamente a vaga no pleno por ter entrado num lugar que caberia ao Ministério Público. Anilcéia acabou garantindo o cargo na Justiça, mas para compensar o MP, a vaga aberta em abril foi entregue a eles).

Mas como está a situação do PR hoje no governo?

Izalci – Pois é, para minha surpresa houve várias modificações na Secretaria. Eu conversei com o governador Rogério Rosso e ele me garantiu que não havia mexido na pasta, que ela continuava com o PR. Quer dizer, o PR teria a secretaria, mas quem estava fazendo as nomeações era apenas o Aylton (nomes do segundo escalão da pasta foram substituídos por indicações diretas do parlamentar). Mas nós estamos tentando ajustar isso.

Sim, mas semana passada, Wilson Lima anunciou a formação de um bloco independente na Câmara Legislativa, confirmando que não está alinhado ao governo…

Izalci – Wilson Lima é presidente da Câmara Legislativa. Ainda tem um poder muito grande. E até a semana passada o governador ainda não o havia procurado. Mas eu tive uma conversa com o governador e acredito que ele deve buscar um entendimento com Wilson nos próximos dias. A tendência é a gente ir conversando mais e mais para tentar resolver essas coisas. Não dá mais para ficar perdendo tempo com isso, temos de nos preparar para a campanha.

De volta ao começo

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 17/05/2010 às 19:21

O deputado federal Geraldo Magela (PT) será candidato à reeleição na Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada depois da segunda derrota do petista no partido, nesse final de semana, quando os delegados da legenda votaram por liberar a segunda vaga da disputa ao Senado para partidos aliados - no caso, o PSB.

No primeiro acordo firmado entre Magela e a direção do PT-DF, quando José Roberto Arruda ainda era governador e parecia ter uma reeleição garantida, o parlamentar aceitara ser candidato ao Senado. Agora, desgastado dentro do partido, terá uma campanha difícil para a Câmara Federal.

Isso porque, na avaliação de parte do PT, sua disputa por cargos na chapa majoritária acabou atrasando as alianças e a preparação para a campanha. Sua opção em ser candidato ao governo, depois que a crise tirou Arruda do páreo, provocou as prévias internas e atrasou a escolha do candidato majoritário. Derrotado nas prévias, sua intenção de voltar a concorrer ao Senado esbarrou nas conversas para coligações partidárias, que ficaram suspensas até a definição final sobre a questão. Depois disso tudo, seus adversários garantem que não será mais o mais votado da legenda.

Festa do PR com Roriz

Partidos, Política em 17/05/2010 às 14:06

Na noite desta segunda-feira (17) o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) faz uma visita oficial ao PR, onde será recebido pelo presidente regional do partido, Izalci Lucas. O encontro é um agradecimento pelo apoio formalizado a Roriz pela legenda para as eleições de outubro deste ano. O evento, que será uma espécie de recepção, contará com a presença de toda a cúpula do PR, incluindo o presidente de honra da legenda, Valdemar Costa Neto. A festa é no colégio INEI da 606 Norte, a partir das 19h.

Leitores apoiam aliança

Blog, Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:53

Foi um resultado apertado mas a opinião dos leitores deste blog quanto à possibilidade de aliança entre PT e PMDB no Distrito Federal para as eleições deste ano foi a mesma do encontro regional do PT nesse final de semana. Sessenta e um por cento dos internautas que participaram da enquete do blog esta semana disseram ser a favor da aliança, que ajudaria a fortalecer o PT na disputa contra Joaquim Roriz (PSC).

Outros 39% dos leitores disseram ser contra a coligação. Par eles, aliar-se ao PMDB seria aliar-se ao tipo de política que o PT sempre combateu.

Uma nova enquete já está no ar. Participe.

Entrevista Agnelo Queiroz

Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:03

Do Tribuna do BrasilO pré-candidato do PT às eleições para governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, falou com exclusividade ao Tribuna do Brasil sobre suas metas, prioridades e investimentos - caso seja eleito em outubro. Agnelo alfineta o ex-governador: “Roriz (…) foi conivente com invasões”. Acompanhe abaixo a íntegra da entrevista.

O que o senhor pretende fazer de novo?
Realizar uma gestão transparente com a participação popular. Precisamos fortalecer o poder político local, pois as cidades, hoje, têm pouca autonomia para realizar suas ações. Temos que cortar orçamentos, colocando gente que mora na cidade, administradores que tenham conhecimento ou que vivam na cidade.

Qual a sua prioridade?
Os serviços de saúde se destacam, pois está muito ruim. Primeiramente vamos ter que fazer uma mudança de modelo para fortalecer o básico, para se evitar que as pessoas fiquem doentes. É preciso ter uma assistência forte de atenção básica: fortalecer, dar resolutividade aos centros de saúde, criar unidades intermediárias, esvaziar as emergências e deixá-las para quem corre risco de morte.

Qual a medida imediata para a saúde?
Alterar a porta de entrada do sistema de saúde que não pode ser o pronto socorro, e ter uma atenção digna ao cidadão no tratamento da doença.

O senhor é favorável à terceirização de algumas áreas da saúde?
Sou contra entregar o sistema e delegar responsabilidades. Temos de profissionalizar e ter instrumentos, como os usados nas áreas privadas. Assim poderemos combater o desperdício, o roubo, a utilização indevida dos medicamentos e equipamentos.

Qual outra prioridade?
Educação pública de qualidade. Temos que reforçar a valorização aos profissionais com qualificação, treinamentos e transformar a escola em um espaço prazeroso, agradável para que a criança tenha vontade de ir pra escola.

E no transporte?
Pensando em um projeto de desenvolvimento econômico da cidade planejado, a questão central é o transporte. Devemos ter investimento em transporte público de qualidade.

Qual a solução para o transporte público?
Ainda existem áreas no DF que não têm transporte rodoviário e em muitos destes locais, é possível fazer vias exclusivas e integrar o sistema de bilhete único com um transporte complementar. Se não fizermos isto não adianta alargar as vias, pois elas estarão sempre entupidas.

E o processo de liberação de invasão?
O ex-governador Joaquim Roriz teve uma política habitacional para a baixa renda, mas foi conivente com invasões. Isso destrói nossas nascentes e com as áreas de preservação temos que ser rigorosos. A legalidade tem que ser garantida com muito rigor e tem coisas positivas que foram feitas no atual governo que devem que ser continuadas.

E a segurança pública?
Temos que aperfeiçoar a parte de polícia comunitária, isto é uma saída. Os recursos humanos são de excelente qualidade. Só precisamos valorizar os profissionais e utilizar tecnologias.

E as alianças políticas do PT?
Estamos com o PSB e PCdoB. Vamos procurar até o final do prazo discutir com os outros partidos de esquerda, inclusive com o PMDB.

Você acha que o Filippelli seria um bom vice?
Feita a aliança com o PMDB, vamos discutir a questão do vice que no caso seria indicado pelo PMDB. Mas Filippelli tem todas as condições para ser um bom vice.

O que você está achando do governo Rosso?
Rosso entrou para fazer esta transição e nós o apoiamos. Estamos confiando que ele cumpra os compromissos assumidos publicamente.

O Chico Vigilante é importante dentro da estrutura de campanha?
O Chico é grande liderança do PT. Uma pessoa respeitada, pois foi deputado distrital, deputado federal e irá contribuir sim.

O senhor pretende ser o único palanque para Dilma no DF?
Acho que sim, a não ser que tenha outra novidade, mas um palanque amplo e representativo é fundamental. É importante ter palanques que garantam a vitória da Dilma em cada estado.

A campanha de Dilma influencia a sua?
Influencia sim, pois é uma campanha nacional e vai ser muito polarizada. Caminha para ser um plebiscito entre o PSDB, o PT e seus aliados, e isso necessariamente terá um impacto forte nos estados.

Os últimos acontecimentos atrapalham a candidatura Roriz?
Eu acho que a crise atinge muito a candidatura do ex-governador, até porque grande parte dos relatos e acontecimentos aconteceu durante o governo dele.

E isso o prejudica de alguma forma, tendo visto os vídeos de Durval?
Eu nem conhecia o Durval. Foi a primeira vez que o encontrei fisicamente e ele me apresentou um vídeo sem condição de saber se estava editado ou não. Ele me falou que iria entregar para a polícia e eu achei que aquele era o caminho correto e de fato era um caso de polícia e não de luta política de oposição de governo.

Houve rumores de que o senhor estaria envolvido na Operação Shaolin.
Isso não procede. É desespero do nosso adversário com o crescimento da minha campanha, mesmo antes de aliança e lançamento formal. Quem fez a denúncia e a tomada de contas foi o ministério e encaminhou ao Tribunal de Contas. Isso foi julgado e a tomada de contas especial que determinou a devolução do recurso. Portanto, foi feito corretamente.

Eleições milionárias

Partidos, Política em 17/05/2010 às 6:58

Da coluna de Cláudio Humberto: O PSDB foi o partido que mais gastou nas eleições de 2006: R$ 328 milhões, seguido pelo PMDB (R$ 284 milhões) e PT (R$ 250 milhões), diz o site Às Claras. Valores contabilizados, oficiais. Já o “por fora”…

Gim com Roriz?

Partidos, Política em 16/05/2010 às 9:50

Do Informe JB: Ex-governador quatro vezes no Distrito Federal, o ex-senador Joaquim Roriz (PSC) é candidato ao Palácio Buriti. Além de liderar a corrida, fez as pazes com Gim Argello (PTB), o suplente que ocupou a sua vaga na Casa Alta. Gim, hoje mais poderoso que muitos veteranos no Congresso, usou do prestígio para cobrar ser o único candidato ao Senado na chapa de Roriz.

Embora com mais quatro anos de mandato, Argello prefere disputar a eleição, ainda em alta, a sentir o peso da culpa de confiar que o TSE não vá derrubá-lo do mandato por conta dos rolos mal explicados de Roriz quando saiu – o famoso caso do bezerro de ouro.

Corre em Brasília que Roriz vai sucumbir na esteira do caso Arruda, pelas ligações de outrora no GDF. Neste caso, a equação muda, sem alterar o projeto. Gim sai candidato ao governo; Roriz emplaca a filha de vice.

Por enquanto, ainda não

GDF, Política em 16/05/2010 às 9:35

Da coluna de Cláudio Humberto: Arruda se animou depois que soube de pesquisa em que aparece em terceiro para o governo do DF, atrás apenas de Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT). Mas não quer nem ouvir falar em política.

Prestação de contas

Partidos, Política, TSE em 16/05/2010 às 9:25

Do Painel da Folha de S. Paulo: No dia 11 de agosto, técnicos do TSE receberão a primeira leva de extratos com a movimentação das contas de campanha. Em 13 de setembro e 13 de outubro, o BC enviará outros lotes. Antes, o tribunal tinha acesso a essas informações apenas 30 dias depois da eleição.

Campanha contra o crack

Política em 16/05/2010 às 9:23

Do Painel da Folha de S. Paulo: Prestes a sair do forno, o plano de combate ao crack foi discutido sexta-feira em reunião no CCBB, sede provisória do governo. São iniciativas de sete ministérios na tentativa de diminuir o acesso à droga e ampliar a rede de tratamento do usuário.

As regras para o PT

Partidos, Política em 16/05/2010 às 8:58

Do Correio Braziliense: A intenção de retomar o Governo do Distrito Federal motivou a direção do PT local a rever suas estratégias de alianças para as eleições de outubro. O partido, que caminhava com planos de indicar o candidato ao governo e um dos dois nomes que disputarão o Senado, decidiu, em encontro regional de dirigentes realizado ontem, abrir mão do cargo majoritário em prol de uma composição mais ampla com legendas parceiras. A resolução criou a oportunidade para o PSB lançar o deputado federal Rodrigo Rollemberg ao cargo de senador e reforçou a possibilidade de o senador Cristovam Buarque (PDT) disputar a reeleição na chapa de esquerda, liderada pelo PT.

A parceria com o PMDB, que sem nunca ter existido de fato já passou por idas e vindas, foi outro ponto alto do encontro de lideranças do PT, ocorrido no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV). Os petistas do DF resolveram seguir a recomendação da direção nacional do partido de não fechar as portas para os peemedebistas, principais aliados da candidatura de Dilma Rousseff à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em texto elaborado por integrantes do partido e aprovado pelos delegados da legenda no início da noite de ontem por ampla maioria, a orientação é no sentido de ampliar o leque de apoiadores. “A política de alianças para o DF envolve o mesmo arco de partidos do governo Lula e da candidatura Dilma”, diz o texto. Ao mesmo tempo em que o documento permite a dobradinha com o PMDB, faz ressalvas sobre a participação da turma envolvida com a Caixa de Pandora. “Não haverá concessões no campo ético para os integrantes de partidos envolvidos com os escândalos desnudados na nossa cidade”, reforça o documento. O deputado Chico Leite ainda defendeu que políticos com condenação criminal ou por improbidade administrativa em primeira instância não pudessem se tornar candidatos.

Ao abraçar a candidatura de Rollemberg para o Senado, o PT alijou da disputa ao cargo majoritário o petista Geraldo Magela, a quem resta agora a opção de concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados. Até o último instante, Magela resistiu em ceder o espaço para Rollemberg. Ele se submeteu à votação dos dirigentes e perdeu.

No discurso de abertura do Congresso, Magela chegou a rifar Cristovam, ao defender que ele e Rollemberg fossem os candidatos ao Senado. A proposta, no entanto, não encontrou eco entre a maioria dos dirigentes. Esta foi a segunda derrota de Magela, que em abril perdeu, nas prévias internas do partido, a disputa com Agnelo Queiroz pela condição de candidato ao governo do DF em outubro.

E se Magela não fez lá tanta questão de Cristovam, mesmo tratamento não pode ser cobrado do presidente do PT regional, Roberto Policarpo. Ele é um dos favoráveis a uma aliança com o PDT e chegou a cometer um ato falho durante seu discurso de apresentação do candidato ao governo “Cristo… quer dizer, Agnelo Queiroz”. A troca incomodou a plateia, que reagiu mal ao engano.

Já a participação do presidente do PT nacional, José Eduardo Dutra, no encontro regional reanimou a fatia do partido local a favor de uma coligação mais robusta para outubro. Dutra defendeu uma aliança não excludente. “Não se pode fechar as portas para nenhum partido, porque senão, corremos o risco de facilitar uma situação que hoje não existe no DF, a de um palanque para José Serra (candidato pelo PSDB à Presidência da República)”, considerou o presidente nacional da sigla.

A predisposição do PT em rever política de alianças pode ser o primeiro passo para uma retomada das conversas com o PMDB. Segundo avalia Tadeu Filippelli, que preside os peemedebistas no DF, “o PT começa a resgatar a posição de maturidade que teve no início do projeto, permitindo uma reabertura de interlocução”. Um dos motivos que pode ter contribuído para o choque de realidade no PT é o fato de Joaquim Roriz (PSC) ter conseguido confirmar o apoio do PR, movimentação considerada ruim num cenário em que o principal objetivo é esvaziar a candidatura do ex-governador.

Chapa petista sem Magela, mas com PMDB

Partidos, Política em 15/05/2010 às 20:59

O PT-DF aprovou neste sábado (15), no encontro regional do partido, os dois pontos mais polêmicos sobre coligações para a eleição de outubro deste ano: a ampla aliança com os partidos da base do governo Lula e a liberação das duas vagas para o Senado para legendas aliadas. Na prática, os petistas aprovaram a aliança com o PMDB-DF e rejeitaram a possibilidade de candidatura de Geraldo Magela para o Senado.

A direção do PT colocou para análise dos 35o delegados do partido a resolução tratando da política de alianças partidárias para outubro. Depois de aprovada a resolução como um todo, dirigentes pediram para que os dois pontos principais do documento fossem destacados para votação em separado. Um deles era a liberação para que o partido repetisse, no Distrito Federal, o leque de alianças nacional. Isso incluía a aliança com os peemedebistas. O tema foi motivo de bastante discussão nas últimas semanas e levantou críticas ferrenhas do grupo contrário ao que chamaram de “vitória a qualquer preço”. A questão, no entanto, foi aprovada com ampla maioria entre os delegados.

O segundo destaque foi sobre a escolha de se ter, ou não, um petista na disputa ao Senado. O maior defensor da tese era o deputado federal Geraldo Magela, interessado na vaga. Parte da direção apostou que Magela acabaria por desistir da disputa, uma vez que o partido havia sinalizado inúmeras vezes pelo interesse de oferecer a outra vaga ao Senado ao PSB de Rodrigo Rollemberg. Magela não desistiu e levou a discussão até a votação final. Foi derrotado e saiu do encontro visivelmente abatido.

As decisões petistas deste sábado devem agora dar uma reorganizada no tabuleiro eleitoral da capital. Os próximos dias devem ser bastante movimentados.

PR integra caravana rorizista

Partidos, Política em 15/05/2010 às 20:12

Com a recém-consolidada aliança entre PR e PSC, o presidente regional do PR, Izalci Lucas, participou neste sábado (15) pela primeira vez da caravana de filiação do PSC, que este final de semana foi a o Riacho Fundo II. Desde o ano passado, o ex-governador Joaquim Roriz tem visitado as cidades do Distrito Federal com os primeiros partidos de sua base de apoio - PSC, PMN, PTdoB, PSDC e PRTB - para conquistar novos filiados e retomar o contato com a população. Já há algumas semanas, o deputado federal Jofran Frejat (PR), pré-candidato a vice na chapa rorizista, participa da caravana.

Tucanos afinados com a nacional

Partidos, Política em 15/05/2010 às 9:51

O secretário-geral do PSDB-DF, Antônio Barbosa, informou ao blog que nenhuma das correntes ligadas ao PSDB-DF teria entrado em contato com o PSDB Nacional para tratar da possibilidade de uma terceira via no Distrito Federal. O secretário nega também que a direção nacional tenha vetado a participação tucana nas discussões da terceira via - o partido, segundo ele, desconhecia a reunião marcada para sexta-feira (14).

“Qualquer concretização em relação à formação de coligação ou a formação de outra alternativa para o GDF vai depender de sinalização do PSDB  Nacional”, garantiu Barbosa.

Deputado valente

Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:23

Da coluna de Cláudio Humberto: O ex-secretário de Educação do governo Arruda, José Luiz Valente, já acertou com o presidente regional do PMDB, deputado Tadeu Filippelli (DF), que será mesmo candidato a deputado federal em outubro.

Pelo PTB ao lado do PT

Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:22

Da coluna de Cláudio Humberto: Dilma Rousseff trabalha para levar o líder do PTB no Senado, Gim Argello, a apoiar o petista Agnelo Queiroz ao governo do DF.

Jefferson libera PTB nos estados

Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:13

Da Folha de S. Paulo: O PTB decidiu apoiar a candidatura de José Serra (PSDB) à sucessão presidencial, disse o presidente do partido, Roberto Jefferson. Ele disse que a convenção de junho vai ratificar a decisão, que dará ao tucano mais 53 segundos de tempo na TV.

Mas, para não rachar o partido, Jefferson decidiu que irá liberar os Estados que quiserem apoiar outra candidatura: “É fundamental construir a aliança sem arrebentar o partido”. Segundo ele, o PTB não apoia Serra no Piauí, Alagoas, Distrito Federal e Pernambuco. Em Alagoas, o candidato ao governo do PTB é o senador Fernando Collor, que apoia Dilma.

O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), pró-Dilma, disse que a decisão será tomada só no dia 18, mas que tudo será feito dentro do script feito por Jefferson: “Nós sabemos das dificuldades dele com o PT e ele sabe da relação da bancada com o governo Lula”.

Jefferson disse que o PSDB “está ajudando” o partido a construir palanques em outros Estados, e citou o Rio Grande do Sul. O programa do PTB no rádio e na TV, que será veiculado no dia 24 de junho, já irá falar de Serra.

Seminário para discutir política

Partidos, Política em 14/05/2010 às 17:11

O PSOL promove neste final de semana um seminário para discutir política e cidadania. O encontro terá a presença dos pré-candidatos do partido à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, e aos governos de Goiás, Washington Fraga, e do Distrito Federal, Toninho do PSOL.

O seminário terá palestras sobre combate à corrupção e reforma política, com Marcelo Lavenère Machado, ex-presidente da OAB e integrante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE); democratização do poder e participação popular, com Artur Sinimbu Silva, mestre em Ciência Política da UNB; e política externa, com Virgílio Caixeta Arraes, especialista também da UnB.

O seminário acontece no edifício Venâncio V, no Conic, a partir das 18h desta sexta-feira (14) e na manhã de sábado (15).

Rodovalho aguarda PP

Partidos, Política em 14/05/2010 às 15:58

O deputado federal Robson Rodovalho (PP) segue, aliás, em um período de expectativa. Além de aguardar a solução sobre seu mandato no TSE, o bispo acompanha as negociações de seu partido sobre as coligações para a eleição de outubro deste ano. A discussão agora está com a cúpula nacional do partido, que decide qual presidenciável vai apoiar. O lobby está forte para que o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles, seja indicado como vice do tucano José Serra.

Se isso ocorrer, aumentam as chances do partido, no Distrito Federal, fechar com o grupo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Rodovalho tem sido cotado para ser um dos nomes ao Sendo na chapa rorizista.

PR à espera do mandato de Rodovalho

Partidos, Política, TRE em 14/05/2010 às 15:21

O PR do Distrito Federal aguarda ansiosamente o julgamento da ação por infidelidade partidária que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o deputado federal Robson Rodovalho (PP), pela troca de legenda no final do ano passado - Rodovalho deixou o DEM para filiar-se ao PP. A aposta do PR é que o bispo perderá a ação e seu mandato será entregue ao presidente regional da legenda e primeiro suplente da coligação democrata, Izalci Lucas.

O processo contra Rodovalho já se arrasta há seis meses. Na semana passada, ocorreria mais uma oitiva de testemunhas, só que uma delas apresentou um atestado médico pedindo para adiar o depoimento. O tribunal não aceitou o adiamento. A decisão é vista pelo PR como um sinal de que, agora, o caso segue com mais celeridade.

Os advogados de Rodovalho, porém, acreditam que o julgamento só sai no segundo semestre. Eles trabalham com a tese de redução de danos - caso o deputado perca mesmo o mandato, que isso ocorra já em meio à campanha eleitoral, quando o impacto será menor.

Do outro lado da causa, o PR torce pelo fim do julgamento. Principalmente depois que o partido perdeu parte do espaço no GDF, com a derrota de Wilson Lima (PR) nas eleições indiretas para governador. Receber um mandato parlamentar no Congresso significaria recuperar parte da estrutura fundamental para uma campanha.

Rollemberg confiante no PT

Partidos, Política em 14/05/2010 às 12:49

Com as intenções eleitorais nas mãos dos 350 delegados do PT, que neste final de semana decidem se será ele ou o petista Geraldo Magela o segundo nome a disputar a vaga ao Senado na chapa de Agnelo Queiroz, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) diz estar confiante na escolha do PT. “Acredito que os delegados petistas sabem que podemos contribuir para que as pessoas de bem voltem a governar o Distrito Federal”, afirma. Na segunda-feira (17), Rollemberg promove uma plenária do seu mandato. O encontro deve ser o palco do lançamento de sua pré-candidatura ao Senado. Às 19h, no Teatro Dulcina.

PT se prepara para encontro

Partidos, Política em 14/05/2010 às 11:24

Na véspera do encontro regional, onde 350 delegados do partido devem decidir os rumos do PT-DF nas eleições de outubro, o presidente regional da legenda, Roberto Policapo, se reúne com dois caciques petistas para discutir as opções possíveis para o partido este ano. Ao meio-dia, Policarpo tem um encontro com o ministro das Relações Institucionais do governo federal, Alexandre Padilha. Às 15h, a reunião é com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Na pauta das conversas três pontos fundamentais: a possibilidade de coligação com o PMDB-DF, a abertura da segunda vaga ao Senado para o PSB ou indicação de um petista para o posto, no caso, o deputado federal Geraldo Magela.

Como os ânimos do partido estão bastante acirrados diante dessas questões, Policarpo quer o respaldo, e as orientações, do PT Nacional para conduzir a discussão.

Milton e Abadia conversam

Partidos, Política em 14/05/2010 às 10:47

Dentro das conversas tucanas sobre os possíveis caminhos do PSDB nesta eleição, o deputado distrital Milton Barbosa e a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia almoçam juntos nesta sexta-feira (14). Os dois não conversam desde o final do ano passado, em meio à crise política que assolou o Distrito Federal. Agora, devem afinar os desejos quanto à disputa eleitoral de outubro.

Cúpula tucana enterra terceira via

Partidos, Política em 14/05/2010 às 10:26

A ausência dos tucanos na reunião dos presidentes de partidos para discutir coligações partidárias para as eleições de outubro, marcada para esta sexta-feira (14), foi uma decisão da cúpula nacional do PSDB. Durante toda a quinta-feira (13), várias tentativas foram feitas pelo grupo tucano do Distrito Federal que aposta no chapão como alternativa eleitoral, mas nenhuma teve sucesso. Emissários da ala ligada ao presidente afastado Márcio Machado e ao ex-vice Gustavo Ribeiro procuraram a senadora Marisa Serrano, para que intermediasse o pedido à direção nacional para que permitisse as conversas pela terceira via.  Não conseguiram. A cúpula do PSDB desautorizou qualquer integrante a falar em nome do partido sobre esse assunto.

A ordem foi comemorada pelo grupo rorizista dentro e fora do partido. A leitura é de que a proibição de se investir em uma terceira via é um aceno claro de que o PSDB caminha para a parceria com Joaquim Roriz (PSC).

Update: A pedido do PSDB, a reunião dos partidos foi adiada para segunda-feira (17).

Por que um petista ao Senado

Partidos, Política em 14/05/2010 às 9:33

O deputado federal Geraldo Magela (PT) divulgou uma espécie de manifesto em defesa da indicação de um petista para uma das vagas ao Senado na chapa majoritária liderada por Agnelo Queiroz (PT). Magela, que está de olho nesta vaga, briga para que o partido não ofereça as duas vagas de senador aos partidos com quem deseja firmar aliança. A direção petista, no entanto, trabalha para oferecer ao PSB, de Rodrigo Rollemberg, o espaço. A decisão final sai da reunião do diretório do PT, neste sábado (15). Confira os argumentos de Magela:

“- Todas as pesquisas de opinião e intenção de votos demonstram que o PT é o partido de maior preferência da população, variando entre 21% a 25%. Os partidos que vêem a seguir – PMDB, PSDB e DEM - ficam abaixo de 10%. O PSB e o PDT ficam entre 0,5% a 1,5%.

- Em praticamente todas as eleições o PT teve candidato ao Senado, chegando a eleger dois senadores em eleições distintas. Infelizmente, por razões diversas, estes dois senadores deixaram o PT.

- O PT tem dentre seus quadros políticos diversos companheiros e companheiras com condições de disputar e vencer a eleição, para ajudar o próximo governo de nossa Presidente Dilma Roussef.

- O Presidente Lula sempre deixou clara sua opinião: o PT deve eleger o maior número de senadores para ajudar no próximo governo, já que foi no Senado Federal que ele enfrentou suas maiores dificuldades na Presidência.

- A chapa com Agnelo Governador, um vice de outro partido, um senador petista e outro dos partidos coligados contará com a plena unidade do PT, pois poderá contemplar todos os segmentos partidários e consolidar a unidade da militância, trazendo toda a base partidária para a campanha.

- A presença de um petista na chapa para o Senado fortalece as candidaturas dos nossos candidatos a deputados, tanto distritais quanto federais, já que ajudará na mobilização do Partido.

- Não há qualquer risco de comprometimento das alianças, já que o Presidente Regional do PDT, Ezequiel Nascimento, já declarou à imprensa que não deixará de estar junto com o PT por nenhuma razão e que a aliança já selada, é irreversível.

- O PSB, além de ter garantida a eleição de seu deputado federal, poderá estar na chapa majoritária com várias possibilidades.

- É vontade da amplíssima maioria da base partidária que o PT tenha uma candidatura ao Senado, perpassando esta opinião por todas as correntes políticas, todas as categorias profissionais, todas as cidades, etc.”

Pressão na chapa petista

Partidos, Política em 14/05/2010 às 7:51

Do Correio Braziliense: Em reunião na tarde de ontem, o presidente do PCdoB do Distrito Federal, Augusto Madeira, o senador Cristovam Buarque, do PDT, e o deputado Rodrigo Rollemberg (foto), do PSB, pressionaram o presidente do PT do DF, Roberto Policarpo, pela ampliação da coligação de apoio a Agnelo Queiroz (PT), pré-candidato ao Buriti. Policarpo disse que ele e Agnelo são a favor da entrada do PMDB na chapa, mas que a decisão será tomada por voto amanhã, no congresso do PT, assim como a segunda vaga ao Senado, disputada por Rollemberg.

PPS distante do PT no DF

Partidos, Política em 14/05/2010 às 7:49

Do Correio Braziliense: O PPS convocou uma reunião do diretório nacional para o próximo dia 21 com o propósito de fechar questão contra o apoio a candidatos a governador da base de Dilma Rousseff (PT) em todo o território nacional. Com isso, a participação da legenda na coligação em torno do candidato do PT, Agnelo Queiroz, em Brasília, foi para o espaço. Nas eleições de 1986, o antigo PCB adotou posição semelhante em relação ao PMDB e só elegeu três deputados. Um deles foi Augusto Carvalho (DF), que hoje apoia Agnelo.

Tucanos mais perto de Roriz

Partidos, Política em 13/05/2010 às 15:31

O assédio prometido pelo grupo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) em cima dos tucanos da capital federal parece estar dando resultados. Depois das definições políticas previstas para este final de semana - com reunião do PT e encontro de partidos da terceira via - a expectativa é de que o PSDB defina sua posição para a eleição já na semana que vem. Há quem garanta que a escolha será pelo grupo rorizista.

Partidos discutem eleições na sexta

Partidos, Política em 13/05/2010 às 15:26

Presidentes de dez partidos do Distrito Federal se reúnem nesta sexta-feira (14) para discutir as possibilidades de coligação para as eleições de outubro deste ano. As legendas, puxadas por PMDB, PSDB, DEM e PPS, devem discutir se haverá ou não condições para criação de uma via alternativa nesta eleição. O encontro vai discutir também os possíveis cenários eleitorais de depois deste final de semana, quando o PT-DF realiza reunião de diretório e deve decidir se firma ou não aliança com o PMDB local.

O presidente do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, conversa com a direção petista já no sábado. A aposta na cidade é de que a aliança PT e PMDB não vingue. E na segunda-feira (17), será a vez do Democratas se reunir para discutir internamente as possibilidades desenhadas pelo grupão de partidos.

Estratégia rorizista de conquista

Partidos, Política em 13/05/2010 às 14:03

O grupo rorizista está na maior satisfação por ter conseguido consolidar a aliança com o PR e trazer o deputado federal Jofran Frejat para a chapa majoritária como vice. Conquistar o PR era o primeiro passo da estratégia rorizista de recuperar a forte aliança partidária que costumava sustentar as candidaturas, e os governos, de Joaquim Roriz. O próximo passo já está em andamento: trazer o PSDB local de uma vez para a chapa.

As negociações caminham em duas frentes - uma via a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, que sempre manteve boas relações com Roriz, e outra via cúpula nacional tucana. A aproximação, porém, enfrenta resistências. Tucanos contrários a uma aliança com Roriz trabalham fortemente para viabilizar uma via alternativa na cidade, com PMDB, DEM, PPS e PP. E a possibilidade preocupa seriamente o grupo de Roriz, que pretende intensificar o assédio nos próximos dias.

O terceiro passo da conquista rorizista também já está planejado - ganhar apoio do Democratas. O partido tem sido seduzido com a possibilidade de indicar um dos candidatos ao Senado na chapa rorizista. E há democratas mais animados com essa proposta do que com a viabilidade da via alternativa.

Terceira via, não!

Partidos, Política em 13/05/2010 às 11:23

Entre os partidos que discutem compor o chapão para concorrer com Joaquim Roriz e Agnelo Queiroz, ninguém aceita chamar o grupo de “terceira via”. O nome não anda bem visto no Distrito Federal, que nunca emplacou um candidato vindo de uma “terceira via” nas eleições. Até mesmo o ex-governador José Roberto Arruda, eleito em uma chapa democrata que se apresentava com opção a Joaquim Roriz e ao PT, não era exatamente uma terceira via já que, informalmente, teria sido apoiado por Roriz.

A brincadeira é de que essa chapa alternativa seria uma chapa branca: um simbolismo contra a guerra de cores que sempre domina Brasília em períodos eleitorais - o vermelho do PT, o azul de Roriz, o verde de Arruda…

Roriz e Abadia condenados

GDF, Partidos, Política em 13/05/2010 às 8:19

Do Correio Braziliense: O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e a sua sucessora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) foram, ontem à tarde, condenados por improbidade administrativa. A acusação é de que o ex-governador teria usado o helicóptero do governo para ir à sua residência, localizada no Setor de Mansões Park Way e à fazenda, no município de Luziânia (GO), mesmo depois de não chefiar mais o Executivo local. Durante maio de 2006, ele teria acompanhado Maria de Lourdes Abadia a diversos eventos oficiais. De acordo com a sentença da 8ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, os dois devem devolver aos cofres públicos as despesas com tripulação, combustível e manutenção do aparelho.

Segundo a denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), após deixar o cargo para concorrer a uma vaga no Senado, Joaquim Roriz teria utilizado o helicóptero, com a colaboração efetiva de Abadia, em 17, 18, 20, 22, 30 e 31 de maio de 2006, para fins eleitorais. Para a instituição, eles infringiram os artigos 10 e 11 da Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), ao usarem equipamentos, veículos, máquinas e o trabalho de servidores públicos para um fim privado, pecando contra a honestidade, a imparcialidade, a legalidade e a lealdade às instituições.

Na sentença, Joaquim Roriz confirmou ter usado o helicóptero e alegou que o fez a convite da então governadora, que buscava “colher todas as informações para se situar bem nas funções que lhe cumpria desempenhar”, diz o texto. Maria de Lourdes Abadia defendeu-se confirmando que necessitava de informações sobre as obras a serem inauguradas.

Por meio de seu assessor de Imprensa, Paulo Fona, o ex-governador garantiu que todas as ocasiões em que utilizou o helicóptero foram pela necessidade de acompanhar sua sucessora. “Ele sempre fez uso do helicóptero indo ao encontro dela ou na presença dela, para debater a transição entre os governos”, afirma o assessor. Fona comenta ainda que Abadia teria usado o meio de transporte pouquíssimas vezes. “Ela tinha medo de voar”, revela.

Segundo o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), o valor da condenação será liquidado na sentença, arbitrada pelo juiz. Depois de definida a quantia, os réus terão que arcar também com multa civil correspondente a duas vezes o valor do dano. Mas, segundo Paulo Fona, Roriz e Abadia, decidiram recorrer da decisão.

Roriz é apontado como um dos favoritos ao Governo do Distrito Federal, nas eleições de outubro. Cinco partidos (PSDC, PRTB, PT do B e PMN) já aderiram à candidatura de Roriz. Em 2006, ele chegou a eleger-se senador, mas renunciou ao cargo para evitar a cassação devido às denúncias de corrupção. Na operação Caixa de Pandora, o ex-governador é citado como o responsável pelo esquema de corrupção que teria continuado na gestão de José Roberto Arruda.

PMDB cada vez mais longe do PT

Partidos, Política em 13/05/2010 às 8:16

Do Correio Braziliense: Subiu no telhado o projeto de aliança entre PT e PMDB. Os dois partidos, que desde a eleição indireta de 17 de abril vinham ensaiando uma coligação para a disputa de outubro, recuaram. Durante reunião da executiva regional do PMDB, na última segunda-feira, a maioria dos dirigentes se posicionou contra a parceria com petistas. Atitude que reflete, na verdade, reação a uma ala do PT contrária à união. Assim, a tendência atual é de que cada uma das agremiações siga caminho em direções opostas. O PMDB estuda lançar candidatura própria.

Um dos principais defensores da aliança com os petistas, o deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB) sofre resistências dentro do PT e do próprio partido que lidera na condição de presidente regional. Há setores do PT que consideram a aproximação com o PMDB um tiro no pé porque atrairia não só a força de um partido considerado importante, com generoso tempo de televisão, mas também problemas em tamanho avantajados. O PMDB abriga nomes investigados na Operação Caixa de Pandora. Os distritais do partido, Eurides Brito, Rôney Nemer e Benício Tavares, são alvo do Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça, que apura o pagamento de propina a deputados da base de apoio ao governo de José Roberto Arruda (sem partido).

A poucos meses da campanha e a dias do encontro dos 350 delegados regionais do PT, não há um petista que assuma a responsabilidade de pedir votos para a turma de Pandora. Uma eventual parceria teria entre as cláusulas do contrato a exclusão dos distritais suspeitos da campanha. Resultado: os deputados do PMDB, alguns com voto na executiva, pressionam para o partido rever a aproximação com o PT. Alegam que uma possível aliança formal com a legenda da esquerda só traria vantagens para os petistas, que ganhariam tempo de TV. E, se muito, ajudaria a eleger Tadeu Filippelli como vice na chapa capitaneada por Agnelo Queiroz. “É um casamento de fachada, por interesse. O PT só quer o tempo de TV do PMDB, mas não está interessado em assumir a noiva, contra quem está cheio de preconceitos”, ilustra um peemedebista com lugar no comando do partido.

As reservas do PT ficaram explícitas com a declaração de Chico Vigilante de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia orientado o partido a conversar com o PMDB na capital, mas não com a Caixa de Pandora. Vigilante é um dos principais nomes do partido no DF e quem costuma fazer a interlocução entre a direção nacional da legenda e a instância local. Apesar do mal-estar causado pela opinião de alguns petistas, Filippelli ainda defendeu a tentativa de ajustar os ponteiros com o PT de Agnelo durante o encontro com os correligionários na última segunda-feira.

Diante das ponderações dos aliados, no entanto, o presidente da sigla já fala abertamente em jogar a toalha nos planos de uma parceria. “O PT parecia propor um projeto alicerçado na maturidade, mas em função das disputas internas, da falta de pulso e de liderança, esse plano inicial se converteu em um projeto voltado para o próprio umbigo, para os projetos pessoais de alguns”, considerou Filippelli.

O presidente regional do PMDB confia que a legenda chegará a um consenso e trabalhará em sintonia. Segundo afirmou, uma das hipóteses passa por uma terceira via, que poderia reunir PMDB e PSDB e acrescentar adeptos como o DEM, isolado em função da crise, e ainda o PPS, o PHS, o PRP e o PP. Na última sexta-feira, Filippelli esteve com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com quem conversou sobre uma possível junção. Abadia, por enquanto, não disse nem que sim nem que não. Ela ainda pesa na balança a briga que vai comprar com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que se tornou inimigo de Filippelli.

PMDB quer apostar em chapão

Partidos, Política em 12/05/2010 às 10:54

O PMDB antecipou-se ao PT. Em reunião da executiva regional do partido esta semana, os peemedebistas decidiram investir num outro caminho para as eleições de outubro deste ano, que não a aliança com os petistas. A decisão ainda não é definitiva, mas virou a primeira opção do partido no cenário eleitoral para este ano. A proposta é viabilizar uma outra via no Distrito Federal, que surja como alternativa às candidatura de Joaquim Roriz e de Agnelo Queiroz.

Os nomes da chapa majoritária ainda não estão sendo discutidos, mas a intenção é reunir na mesma coligação os partidos da ampla frente partidária criada à época da crise política na cidade e que seguem sem alianças definidas na capital. São eles PMDB, PPS, PSDB, PV, PHS e PRB.

O maior obstáculo para a chapa atualmente é o racha no PSDB. Um dos partidos de maior peso no grupo, a legenda está dividida entre a via independente - que conta com adesão de boa parte dos tucanos do DF - ou uma aliança com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) - que conta com o aval de um bom número de tucanos nacionais. A decisão, porém, passa pela ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, que tanto pode ocupar uma vaga majoritária nesta chapa como na coligação rorizista. Por enquanto, ainda é difícil dizer com certeza para onde seguem os tucanos. Se optarem pelo chapão, praticamente asseguram o fôlego do grupo.

Acertando o passo com o governo

GDF, Partidos, Política em 12/05/2010 às 9:51

O deputado distrital Alírio Neto (PPS) foi escolhido para a liderança do governo na Câmara Legislativa, mas talvez não assuma o papel. É que o PPS, seu partido, ainda não decidiu se aprova ou não a indicação de Alírio para o posto. Isso porque o partido também não decidiu qual será sua postura com relação ao novo governo de Rogério Rosso.

Uma reunião da executiva regional nessa terça-feira (11) decidiria se legenda daria ou não aval a Alírio para ser líder do governo. Mas não houve consenso. O partido quer, antes de bater o martelo sobre a questão, ter uma conversa com o governador. O encontro, marcado para terça, foi adiado por conta de agendas do peemedebista.

Aliados que ajudaram Rosso a se eleger na eleição indireta da Câmara Legislativa, os integrantes do PPS andam desconfiados da boa vontade de Rosso de deixá-los participar do governo - com exceção, é claro, do próprio Alírio, que tem sido bem tratado. Além disso, o PPS cobra de Rosso o cumprimento dos pontos da Carta de Brasília, assinada também pelo partido, e que o novo governador havia se comprometido a cumprir tão logo assumisse o Executivo. Pouco coisa, porém, foi feita até agora.

Anúncio oficial do PCdoB

Partidos, Política em 12/05/2010 às 6:36

Da coluna Brasília-DF do Correio Braziliense: Depois de muita cena, o PCdoB do DF oficializa hoje, no Hotel Mercure, o apoio à candidatura de Agnelo Queiroz (PT) ao GDF. O anúncio será feito em ato retirando a pré-candidatura ao Buriti do advogado Messias de Souza.

Os oito pré-candidatos

Partidos, Política, Senado em 11/05/2010 às 19:12

Em meio às conversas para composição das chapas, o funil político do Distrito Federal deixou apenas oito nomes como apostas do momento para a disputa ao Senado nas eleições de outubro. Dessa lista, sejam quais forem as possibilidades de aliança, devem sair os nomes dos dois novos senadores do DF em 2011. Isso, claro, se nenhuma outra crise estourar até outubro…

Adelmir Santana (DEM)

Alberto Fraga (DEM)

Cristovam Buarque (PDT)

Geraldo Magela (PT)

Gim Argello (PTB)

Maria de Lourdes Abadia (PSDB)

Robson Rodovalho (PP)

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Façam suas apostas!

Os pecados petistas segundo Sombra

Partidos, Política em 11/05/2010 às 16:26

Jornalista Edson Sombra contou em seu blog nesta terça-feira (11) diversas histórias que presenciou ao longo de sua vida profissional que comprovariam as declarações de Durval Barbosa de que o PT-DF não seria tão ético como quer fazer parecer. No texto, prometido desde a semana passada, Sombra conta episódios suspeitos protagonizados como suposta cobrança de propina, pagamento para aprovação de projeto e mentiras contadas com convicção. Confira os principais trechos da denúncia - ou leia a reportagem completa aqui:

Após a aproximação com o PT, recebi de uma parlamentar da época a missão de ir à Secretaria de Administração do governo Cristovam. O objetivo era que eu conversasse diretamente com o então secretário da pasta e recebesse, pessoalmente, uma incumbência. Ao chegar lá, fui informado que o GDF tinha faturas atrasadas a acertar com empresas prestadoras de serviço e que poderia dar agilidade à liberação dos pagamentos para os empresários que pagassem porcentagem, em dinheiro, referente ao valor total da fatura.

Fiquei impressionado com a naturalidade com que o secretário tratou do assunto e resolvi visitar a empresa por ele indicada para verificar como funcionava o esquema. Ao conversar com o representante da referida empresa, confirmei o que suspeitava: as prestadoras de serviço tinham de pagar até 10% sobre o valor das faturas para que o governo pagasse a dívida atrasada. Isso em pleno governo do PT“.

(…)

Ao ler este relato, a hoje ex-parlamentar deve lembrar muito bem do ocorrido. Foi a prova que tive que os esquemas de corrupção não são exclusividades de partidos, mas sim de grupos que estão dentro deles. E vale mencionar: não foi a única experiência desse tipo com integrantes do Partido dos Trabalhadores. Logo após esse episódio, fui procurado novamente pela mesma parlamentar petista, que manifestou interesse em regularizar a situação da Academia de Tênis, tradicional clube da cidade que foi acusado de ter invadido áreas públicas. A idéia da deputada era a seguinte: ela apresentaria o projeto para legalizar a área e eu, como assessor do deputado João de Deus, convenceria o parlamentar a assumir a relatoria da matéria. Em troca, receberíamos uma quantia de R$ 100 mil, dividida igualmente entre nós dois. Por motivos óbvios, a investida da parlamentar não vingou.

Tempos depois o tal projeto foi, de fato, apresentado na Câmara Legislativa, mas com um detalhe: o relator foi o então deputado distrital Adão Xavier, que mais tarde trocou o nome para Carlos Xavier. E a autoria do projeto foi da referida parlamentar à época.”

(…)

Logo após a cassação do ex-senador Luiz Estevão, denunciei na Câmara Legislativa a venda de uma ata da reunião do Partido dos Trabalhadores por um irmão de um candidato a distrital do PT, hoje ainda deputado pelo mesmo partido, pela quantia de R$ 20 mil. A venda dessa ata de governistas para a oposição da época tinha dois objetivos específicos: prejudicar o projeto de reeleição de Cristovam Buarque e, com o dinheiro arrecadado, turbinar a campanha do irmão do tal negociador, que conseguiu à época ser eleito para a Câmara Legislativa. Vale esclarecer que esses negociadores faziam parte de um grupo contrário ao governo Cristovam, embora fossem do Partido dos Trabalhadores.

(…) 

Lembro que coloquei à disposição do partido um depoimento feito ao Ministério Público pelo senhor Alberto, ex-funcionário do escritório político de Arruda, localizado na 502 Sul, para entrar no programa de Tv da campanha do PT ao Buriti. Neste depoimento, o senhor Alberto, que já havia feito a denúncia do esquema da Codeplan ao MP, contava como se fazia o caixa dois na 502 Sul para a campanha do então candidato Arruda. O programa não foi ao ar, segundo o próprio Chico, porque a candidata Arlete Sampaio teria afirmado que se tivesse que ganhar a eleição daquela forma, ela preferia não vencer. O tempo provou que ela estava errada. Tanto que hoje está aí o resultado das investigações de parte dos fatos que estavam contidos naquele depoimento: a Caixa de Pandora.”

(…)

“Ainda em 2006, tive - para minha surpresa -, no edifício Liberty Mall, um encontro com um parlamentar do PT que, junto com integrantes do PMDB e do PSDB, visava cooptar a então também candidata ao governo do DF, Maria de Fátima Passos (PSDC). O objetivo era pagar uma quantia em dinheiro à candidata para que ela utilizasse o tempo de televisão para atacar José Roberto Arruda. Só que o grupo do então democrata foi mais eficiente e acabou desarticulando a operação, pagando, segundo me foi relatado, R$ 200 mil para que Fátima Passos não atacasse Arruda durante a campanha, dinheiro este oriundo dos cofres da Codeplan. Isso tudo que estou relatando faz parte de uma história até então não contada. Muitos, talvez, tentem negar. Mas é a pura verdade.”

(…) 

Não posso esquecer e estarei pronto a revelar os conteúdos das conversas e tratativas com o senhor Agnelo sobre a campanha deste ano que, embora não envolvam dinheiro, revelam que para chegar ao poder, eles fazem acordo até com o diabo, desde que o diabo seja vice. Isso ocorreu na época que o deputado federal Geraldo Magela queria se cacifar para ser lançado pré-candidato do PT ao governo do Distrito Federal.

Me mantive calado até este exato momento. Mas eu e Agnelo sabemos quais os motivos que o levaram a assistir os vídeos na sala do ex-secretário de Relações Institucionais e pivô da crise do GDF, Durval Barbosa, meu amigo pessoal. Agnelo não deve ter esquecido de nosso encontro na Torteria di Lorenza no Sudoeste, a mesma que foi palco do flagrante da prisão do ex-conselheiro do Metrô, Antonio Bento, que tentava me subornar. 

Na presença de um colega de partido, o deputado Chico Leite, de mim e de uma jornalista, Agnelo tentou negar que teria visto os vídeos. É o mesmo Agnelo que, em outra conversa, admitiu receber apoio no passado para sua campanha ao Senado de um importante nome do governo Arruda. É o mesmo Agnelo, inclusive, que ao sair da sala de Durval Barbosa, à porta do elevador do 10º andar, levou consigo dois CDs com áudios que tratam da comercialização de lotes no Pró-DF, programa do GDF de incentivo ao desenvolvimento econômico, e que nada fez a respeito. Dias depois, o próprio Agnelo me devolveu todo o material.”

“Esse mesmo Agnelo é o que no ano passado demonstrava nos bastidores a intenção de ter encontros com o senhor Joaquim Roriz, chegando até a pensar em propor ao mesmo que sua filha, Jaqueline Roriz (PMN), fosse escolhida vice na chapa do PT. Isso porque, naquela época, Arruda seria imbatível na reeleição. Cheguei a tratar sobre esse encontro com pessoas ligadas ao ex-governador Roriz e só não ocorreu porque houve vazamento e foi matéria do Correio Braziliense.”

(…) 

Por diversas vezes, nos últimos dias, eu e Chico Vigilante conversamos – e ele sabe bem disso – sobre algumas pessoas que, filiadas ao PT, hoje ostentam sinais exteriores de riqueza. Parlamentares petistas se encontravam às escondidas com o ex-governador José Roberto Arruda. Autoridades do PT, que embora criticassem a gestão do ex-democrata – tinham cargos indicados no governo“.

(…)

O PT cobra ética dos demais partidos, mas não se pronunciou até hoje sobre o nome do ex-deputado Chico Floresta (PT) ter aparecido numa lista do Arruda como suposto beneficiário do esquema de corrupção. O PT não cobrou explicações ao senhor Cabo Patrício por ter apresentado um projeto de lei que beneficiava empresas do ex-presidente da Câmara Legislativa e ex-deputado Leonardo Prudente (sem partido). O PT que não cobrou do senhor Benício Tavares (PMDB) os nomes dos 14 deputados que ele revelou na gravação realizada no gabinete de Durval Barbosa e que, segundo o próprio Benício, teriam se beneficiado do dinheiro dos empresários de transporte para aprovarem a famosa Lei do Passe Livre para pessoas com deficiência.”

(…)

“Quero frisar que não poderia deixar ser taxado de mentiroso em troca de uma imagem já falida do Partido dos Trabalhadores. Além disso, não poderia abandonar uma pessoa que teve a coragem de se incriminar, de se separar dos seus próprios filhos, de se expor e revelar o maior escândalo de corrupção já descoberto no Brasil, que é Durval Barbosa. Não poderia fazer isso em troca de uma amizade com um político, mesmo sendo essa amizade verdadeira e até mesmo mais antiga. 

Por esses fatos que expus acima, e com todos os detalhes que estarei pronto para esclarecer nos fóruns cabíveis, estou encaminhando a íntegra deste relato às autoridades competentes. Acredito que a verdade tem um preço. E a amizade também tem. Mas entre a amizade e a verdade, escolho a verdade. E nem que para isso eu seja retirado do hall de amigos de Chico Vigilante. Não tenho opção. Se esse é o preço da verdade, pagarei por ela. Seja política ou juridicamente.”

Anúncio oficial de aliança

Partidos, Política em 11/05/2010 às 15:40

O PR reúne a executiva nesta terça-feira (11) para anunciar oficialmente aliança com o PSC do ex-governador Joaquim Roriz. O encontro deve contar com a presença do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. O anúncio será às 19h, no Inei da 606 Norte.

As opções democratas

Partidos, Política em 11/05/2010 às 14:11

Com reuniões semanais e filiados divergindo em todas elas, o Democratas do Distrito Federal luta para viabilizar uma boa opção para a legenda nas eleições de outubro deste ano. Desestabilizado depois da crise desencadeada pela Operação Caixa de Pandora, que derrubou seus principais e mais promissores nomes, o partido batalha para encontrar um plano B que o mantenha de pé nos próximos quatro anos.

Atualmente, a legenda trabalha com três opções. A primeira é manter a ideia original de ter uma candidatura majoritária própria. A falta de nomes consolidados, porém, faz com que parte da legenda considere essa escolha um suicídio político. A segunda hipótese é viabilizar uma terceira via eleitoral, fazendo frente ao PT e a Joaquim Roriz (PSC), em uma ampla coligação com PMDB, PSDB, PPS e PP. A proposta é defendida por vários democratas, com apoio de integrantes dos demais partidos. O presidente regional da legenda, senador Adelmir Santana, tem conversado com o presidente do PMDB, Tadeu Filippelli, com dirigentes do PSDB nacional e com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), na tentativa de costurar essa coligação. O acerto, entretanto, ainda não prosperou.

A terceira opção para o partido é ainda uma coligação com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Neste caso, o DEM teria direito a indicar o nome para uma das vagas ao Senado. Os problemas são os democratas ainda resistentes a uma aliança com Roriz. E também a dificuldade de se decidir quem seria o candidato ao Senado. O deputado federal Alberto Fraga seria a indicação natural, já que trabalhava por uma candidatura majoritária desde à época da chapa com José Roberto Arruda. O presidente do partido, Adelmir Santana, porém, não abre mão de sua candidatura à reeleição. Sem querer se envolver com a disputa interna do partido, Roriz vinha adiando uma conversa mais profunda com os democratas. Esta semana, porém, teria aceitado discutir a aliança a sério.

Luta pelo voto válido

Partidos, Política em 11/05/2010 às 12:04

Os candidatos a cargos eletivos este ano terão de fazer campanha de um jeito diferente. Não apenas pelas mudanças nas regras eleitorais, mas por conta da descrença do eleitor com a classe política, que ficou ainda maior depois da Operação Caixa de Pandora. O PTB, por exemplo, partido que conseguiu escapar das principais acusações da crise, vem fazendo um trabalho de corpo-a-corpo com o eleitorado, para ressaltar a importância de não anular o voto ou deixá-lo em branco. “Explicamos que ao deixar de votar o eleitor passará quatro anos sem ter de quem cobrar. Além disso, não votar é contribuir para que tudo continue como está”, diz Georgios Tzemos, secretário-geral do partido e pré-candidato a deputado federal.

Tentativa sem PT

Partidos, Política em 11/05/2010 às 9:53

Do Informe JB: Tal como um jornaleiro anunciando uma nova, o federal Tadeu Filippelli (PMDB-DF) tem mostrado pesquisa que encomendou para dirigentes do PSDB, PPS e DEM de Brasília, na qual Roriz não será eleito. Filippelli, que sonha em se candidatar ao governo com o apoio destes partidos, alerta que Roriz ainda será pego pela Justiça na esteira do caso Arruda.

PT decide alianças

Partidos, Política em 11/05/2010 às 8:02

Do Correio Braziliense: Chegou a hora da verdade. No próximo fim de semana, o PT vai decidir formalmente se aceitará o PMDB, grande adversário nas últimas cinco eleições, como parceiro na disputa ao Executivo local. Os petistas discutirão em encontro regional, no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV), o arco de alianças para o pleito de outubro.

Os delegados da legenda vão dizer se aceitam ou não no Distrito Federal as siglas que seguirão com a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Na prática, será uma decisão sobre a possibilidade de ter um peemedebista como vice na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz. O nome mais provável é o do presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli.

A discussão vai atear fogo no encontro do PT. A expectativa é de que haja um racha entre os 350 delegados pela controvérsia da proposta inédita na capital do país. A Articulação, maior corrente do partido, e todas as tendências que formavam o antigo Campo Majoritário do PT seguem a orientação nacional e defenderão uma aliança ampla, ou seja, que seja permitida a parceria com o PMDB. “Queremos formar uma grande frente contra (Joaquim) Roriz”, afirma o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo.

Desse conjunto de correntes considerado à direita do PT, apenas o grupo liderado pelo deputado distrital Chico Leite é contra a aliança com o PMDB. “Faço política por princípios e temos muitas diferenças que não mudaram”, explica o petista. A esquerda do partido, que tem como principais expoentes o líder da bancada do PT na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu, e a ex-vice-governadora Arlete Sampaio, se reúne amanhã para tomar uma decisão sobre o assunto.

Na quinta-feira, a corrente Movimento PT, do deputado federal Geraldo Magela, fecha posição. Em Goiânia, onde a tese de aliança entre petistas e peemedebistas foi aprovada em 2008 na campanha municipal, o apoio da tendência de Magela, liderada em Goiás pelo deputado estadual Luís Cesar Bueno, foi decisivo numa disputa acirrada que deixou o partido rachado. Com o PMDB, maior partido do país e com maior representação na Câmara dos Deputados, o PT ganha tempo de televisão e estrutura, mas pode ter problemas para se explicar à militância.

De acordo com petistas, no DF, a ideia enfrenta grande rejeição nas bases da legenda. Há uma resistência em seguir na campanha com o grupo que já foi do ex-governador Joaquim Roriz, hoje no PSC, e também com os peemedebistas sob investigação na Operação Caixa de Pandora: os deputados distritais Eurides Brito, Benício Tavares e Rôney Nemer, além de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de José Roberto Arruda, todos apontados pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa como beneficiários de mesada em troca de apoio político.

TRE multa Roriz e PMDB

Partidos, Política, TRE em 11/05/2010 às 7:56

Do Correio Braziliense: Juntos, o PMDB e o ex-governador Joaquim Roriz (hoje filiado ao PSC) atropelaram a legislação eleitoral em dois aspectos. Fizeram divulgação de candidatura fora de época e distorceram o sentido de propaganda eleitoral. Foi o que considerou, por unanimidade, a corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na tarde de ontem. Por seis votos, o Tribunal condenou Roriz e o PMDB ao pagamento de multa e cassou o direito da legenda de exibir 300 segundos de sua programação nas redes de rádio e televisão.

O julgamento do TRE refere-se a duas inserções, cada uma com 30 segundos, veiculadas em setembro do ano passado. Na ocasião, Roriz fazia críticas às áreas de saúde, transporte e social. Em seguida, se colocava como opção ao cargo de governador. “Por tudo isso, eu serei candidato ao governo do Distrito Federal”. O anúncio provocou o Ministério Público Eleitoral, que fez uma representação contra o PMDB e Joaquim Roriz.

A Procuradoria Regional Eleitoral acusou tanto o partido quanto o postulante ao GDF de desvirtuarem o significado de propaganda partidária. O relator do processo no TRE, desembargador Mário Machado, concordou com a tese do Ministério Público. E pediu aplicação de multa no valor que corresponde à média entre o mínimo de R$ 5 mil e o máximo de R$ 25 mil. A decisão de cobrar R$ 15 mil (para cada réu) provocou uma divergência na corte.

O desembargador João Egmont achou o valor exagerado. Mas Machado explicou o motivo para ter sugerido a quantia intermediária. “Há circunstâncias que podem elevar a punição do mínimo ou máximo. O fato de a propaganda ter sido direta, sem dissimulações, de se tratar do anúncio para o cargo mais alto na estrutura de governo e ainda de a infração ter sido cometida por um político experiente, que já foi várias vezes governador, torna a situação mais grave”, considerou Machado. O desembargador foi apoiado pelos demais colegas.

mo Joaquim Roriz deixou o partido no ano passado e se filiou ao PSC, a cassação do tempo de televisão é castigo que só deve prejudicar ao PMDB. A aplicação da pena de supressão de 5 minutos da programação partidária ocorrerá nas próximas inserções da legenda, marcadas para os dias 21, 24, 26, 28 e 31 deste mês. O tempo equivale a cinco vezes o que foi transmitido fora da lei.

A mudança de partido foi, inclusive, usada pela defesa para alegar a inocência de Roriz. Segundo o advogado Marcelo do Nascimento Pereira, o ex-governador deixou o PMDB justamente por não ter a garantia da legenda para disputar o cargo. Além do mais, o advogado sustentou que o anúncio da candidatura foi apenas uma manifestação pessoal “sem pretensões formais”. A advogada do PMDB, Gabriela Rollemberg, por sua vez, afirmou que o partido não tinha conhecimento do conteúdo da fala de Roriz no programa e que ele tomou a atitude de transgredir a legislação eleitoral “por sua conta e risco”.

O procurador eleitoral do DF, Renato Brill, considera o julgamento de ontem exemplar para o período pré-eleitoral. “O Tribunal aplicou corretamente a legislação, de forma pedagógica, para inibir partidos políticos e pré-candidatos contra os abusos”, disse. A condenação de Roriz e do PMDB foi a terceira desde o ano passado. O sobrinho do ex-governador, Dedé Roriz, também havia sido punido por divulgação de candidatura fora do prazo pela internet. O deputado distrital Rogério Ulysses (sem partido) foi considerado culpado, por ter feito a divulgação de banners com intenção eleitoreira em São Sebastião, cidade onde mantém base eleitoral. Roriz e o PMDB ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A campanha já começou mesmo…

Partidos, Política, TRE em 10/05/2010 às 21:06

É fato: pré-candidatura e escritório político tornaram-se termos padrão para o que na prática significa: “campanha antecipada dentro da lei”.

Messias é pré-candidato a federal

Partidos, Política em 10/05/2010 às 18:59

De pré-candidato ao GDF a pré-candidato a deputado federal. O advogado Messias de Souza (PCdoB) promove nesta terça-feira (11) um jantar político para consolidar sua disposição a disputar um cargo na Câmara dos Deputados. O jantar acontece na véspera do anúncio oficial do apoio do PCdoB à candidatura petista de Agnelo Queiroz ao GDF, marcado para quarta-feira (12).

PSDB e PT prometem adotar Ficha Limpa

Partidos, Política em 10/05/2010 às 16:58

Do Congresso em Foco: A pressão em torno do projeto ficha limpa está funcionando. Os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, e do PT, José Eduardo Dutra, assumiram nesta segunda-feira (10) o compromisso de adotar o ficha limpa para candidatos de seus partidos. A afirmativa foi feita durante debate entre os dois presidentes, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Ambos informaram que vão adotar as regras previstas no projeto de lei em tramitação na Câmara. O anúncio foi feito após pergunta de um internauta que questionou o motivo de petistas e tucanos não adotarem as regras do ficha limpa assim como farão o PV, o DEM e outros partidos.

Apesar da promessa, no entanto, os presidentes partidários não souberam explicar como se dará a aplicação dessa medida internamente, mas adiantaram que serão usados dados de registro no partido. “Não é difícil de funcionar. É ver as nominatas em cada estado e fazer uma avaliação das indicações”, disse Guerra.

“Todos os candidatos são conhecidos do partido. Não tem quem caia de paraquedas, que você não conheça a ficha pregressa. Entre os candidatos a deputados federais eu não conheço ninguém que já tenha sido condenado nas condições do projeto”, afirmou Dutra.

Comentário do blog: Pronto, agora praticamente todos os partidos prometeram adotar o Ficha Limpa já nestas eleições - PT, PSDB, PSB, DEM, PPS, PV, PDT. Resta saber se a proposta vai mesmo sair do campo das promessas. O que vocês acham?

Liberado pelo partido

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 10/05/2010 às 16:47

O deputado federal Robson Rodovalho (PP) encaminhou ao blog uma explicação quanto à matéria, publicada nesta segunda-feira (10) pelo jornal O Estado de São Paulo e reproduzida no blog que tratava da postura do PP contrária a aprovação do projeto Ficha Limpa (leia aqui). Rodovalho explicou que ele é signatário da proposta. O partido, inclusive, o teria deixado livre para votar como quisesse - e o bispo garante que é favorável ao projeto.

“Sou um candidato ficha limpa”

Partidos, Política, entrevista em 10/05/2010 às 11:32

Presidente regional do PTB, o senador Gim Argello trabalha pela candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Por isso, até toparia sair candidato ao Buriti e acabar oferecendo mais um palanque para a petista no Distrito Federal. E, se não for eleito, ainda conta com mais quatro anos do mandato no Senado que herdou de Joaquim Roriz (PSC). Aliás, em entrevista ao jornal O Distrital desta semana, Gim não esconde que uma opção que o agrada seria disputar a eleição de outubro como candidato de Roriz ao Senado. Confira os principais trechos da entrevista a seguir (para ler a edição inteira, clique aqui):

Os dois votos do PTB foram fundamentais para a vitória do peemedebista Rogério Rosso nas eleições indiretas para governador do Distrito Federal. Por que o partido o apoiou e qual a avaliação que o senhor está fazendo deste novo governo?

Gim Argello - Eu estou muito feliz com o apoio dado a Rogério Rosso. Rogério Rosso é um jovem brilhante da nossa cidade. Está mostrando a feição da nova Brasília. A feição que nós esperamos de um servidor público. Para o Distrito Federal como um todo é muito bom, a imagem, o esforço que ele está desprendendo – Rogério está trabalhando hoje 18 horas por Brasília. Você vê que a passagem dele pelo ministro Jorge Hage (Rosso foi à Controladoria Geral da União na quinta-feira entregar as contas do GDF para fiscalização do órgão) foi repleta de sucesso. Ele levou as prestações de contas, mostrou, abriu, está dando transparência às contas do governo, está com a disposição de acertar e está fazendo por onde.

Mas por que votar em outro nome se o PTB tinha candidato ao governo (o advogado Luiz Filipe Coelho)?

Gim - O Luiz Filipe é um grande nome nosso. Tanto que ele quanto o Estênio Campelo (que foi candidato a vice na chapa petebista) devem disputar a eleição proporcional. O PTB tinha candidatos excelentes, mas na hora de fechar a composição que resolveria o problema de Brasília, nós entendemos que era melhor não criarmos uma disputa, não criarmos uma disputa de segundo turno, porque nossa preocupação imediata era assegurar a governabilidade do Distrito Federal. Para passar essa transição de oito meses com muita responsabilidade.

E o PTB faz parte desta coligação de governo?

Gim - O PTB sempre apoia a governabilidade.

Mas também integra o GDF…

Gim – Nos perguntaram se o PTB tinha alguém para indicar, mas na verdade às estrelas do partido eu pedi, a todas elas, que disputassem a eleição. Porque o partido foi feito para disputar eleição. Mas para as posições que o governador precisar, nós temos quadros. O PTB, graças a Deus, é um partido que tem bons quadros técnicos e políticos no Distrito Federal.

E essa “colaboração” vale também para as eleições de outubro?

Gim - Não sei, acho que não.

O senhor vai ser candidato a governador do Distrito Federal em outubro?

Gim - Hoje eu te digo “eu sou candidato”. A que exatamente, ainda não sei. As pesquisas qualitativas vão dizer agora.

Deixa eu te revelar uns dados, uma coisa impressionante. Eu sou do grupo da coordenação da campanha da ex-ministra Dilma Roussef (PT). Sou o representante do meu partido no grupo. Aí eles fizeram uma avaliação de todos os integrantes deste grupo para saber o que cada um teria a oferecer à campanha, em termos de análise e conteúdo. Eles avaliaram que minha candidatura está crescendo, que eu estou em um dos melhores momentos da vida política, que o mundo político e a mídia reconhecem o trabalho que venho realizando. Eu consegui ocupar espaços. Ainda na avaliação deles, numa campanha atípica como a que teremos no Distrito Federal este ano, o que eu preciso melhorar é o manejo do conteúdo.  Por que qual é a matriz absoluta desta eleição? O discurso da ética e da moralidade. E neste caso sou um candidato “ficha limpa”. Porque quando a gente chega a hora da verdade, eu nunca fui condenado a nada. Daí esta facilidade que eu tenho de responder ao eleitor.

Continuando a avaliação, eles acham que eu agreguei valor ao mandato de senador. Porque dos casos de suplentes do Distrito Federal eu sou o que mais ocupou espaço no cenário nacional – sou líder do meu partido há mais de um ano, sou primeiro vice-líder do governo.

E este ano ainda é o relator-geral do Orçamento da União para 2011…

Gim – Bom, neste caso, há mais de 60 anos o PTB não emplaca a relatoria do Orçamento da União porque este cargo só é dado a partidos grandes, e nós somos um partido médio. Então, eu só preciso manejar melhor meu conteúdo. O que significa isso: que tudo o que eu já fiz nesses três anos e meio de mandato ninguém conseguiu fazer. Tem senador aí que passou oito anos na Casa sem nunca aprovar um projeto. Eu já aprovei mais de 20. Além de todos os recursos que já consegui trazer para o Distrito Federal. Tudo isso já seria suficientes para mostrar um bom trabalho à população. Isso porque a cidade clama por quem dá resultados. E eu, neste momento, quem traz resultados e recursos para Brasília hoje sou eu. E mesmo antes de ser relator do Orçamento.

Por exemplo, na eleição passada, eu disse que o PTB faria dois deputados distritais e um federal. Ninguém acreditava, lembra? Pois fizemos (o federal Jofran Frejat e os distritais Cristiano Araújo e Dr. Charles). Dessa vez agora vamos fazer de quatro a cinco distritais. E dois federais pelo PTB.

Dois nomes para a Câmara dos Deputados é muita coisa para um só partido. Quem são os candidatos a federal do PTB?

Gim - Temos 14 nomes. Entre os que eu acho que serão eleitos estão Lurdinha Araújo (mãe do distrital Cristiano Araújo), (o radialista) Toninho Pop, (o empresário) Georgios Tzemos, (o ex-secretário de Cultura) Ricardo Marques, Paulinho do Pró-vida.

E para distrital?

Gim – Para distrital temos 105 nomes. Mas devemos lançar 70. O mais votado da próxima eleição em Brasília é Cristiano Araújo, disparado.

Com uma aposta dessa o senhor tem então um cenário promissor para ser candidato ao GDF, não é? O senhor vai oferecer o palanque para Dilma Roussef?

Gim – Palanque para Dilma eu vou oferecer onde quer que eu esteja. Mas não preciso de palanque para trabalhar pela ministra. Nós temos agendas políticas semanais. Semana passada, por exemplo, fizemos uma junto à Canção Nova. Na próxima semana já temos outro evento. Com isso eu acho que faço mais do que qualquer palanque. Porque eu acho que a Dilma vai fazer este país evoluir. Ela é muito competente, trabalhadora, simboliza o que eu penso que está preparado para o futuro deste país.

Agora o PTB trabalha com vários cenários para a minha candidatura. Primeiro cenário: sair candidato ao Governo do Distrito Federal. Segundo cenário: sair candidato ao governo com apoio do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Ser candidato a senador, na chapa de Roriz, pode ser outro cenário. E agora estou conversando com Agnelo (Queiroz, candidato petista ao GDF) que também pensa que poderíamos formar juntos um palanque para Dilma em Brasília. Não sei qual formato disso ainda.

Mas por que eu não discuto nenhum desses cenários mais a fundo? Porque quem tem prazo, não tem pressa. Eu tenho prazo. Eu ainda tenho 50 dias para definir. E para quem eu definir tende a eleição de Brasília.

Mas nós decidimos no partido, a meu pedido, que só vamos tirar uma posição a partir do dia 10 de junho. Por que isso? Para ver o quadro eleitoral. O quadro de Brasília hoje não é um quadro definido. Então ninguém pode me cobrar uma decisão. Decisão de quê? Eu não faço isso de brincadeira. Eu sou responsável por centenas de candidatos. Então eu estou procurando uma via clara para caminhar. Mas me atraem muito, eu não posso negar, dois desses cenários: ser candidato a governador ou disputar o Senado na chapa de Joaquim Roriz.

O nosso partido está sendo muito procurado também, e eu estou escutando muito, o Palácio do Planalto. Eu estou trabalhando muito para levar o PTB como um todo para a campanha da Dilma.

Como fica essa situação no partido? Porque o senhor trabalha, já há algum tempo, pela candidatura da Dilma e o presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, trabalha do outro lado pela candidatura do tucano José Serra. Como isso vai ser resolvido?

Gim – Eu ouvi uma frase bacana outro dia, quando discutíamos isso, ele me disse “Gim, nós estamos tensionando, né?”. Mas estamos tensionando com muita ternura. Porque ele trabalha todos os dias para puxar o diretório para o Serra. E eu trabalho todos os dias para puxá-lo para a Dilma. A nossa contabilidade tem dia que está melhor para ele, tem dia que está melhor para mim. E estamos fazendo isso com muita determinação, cada um de um lado. Estamos lutando espaço por espaço.

Mas essa “guerra” terá data para terminar e vencedor. Ou o PTB estuda uma possibilidade de se manter neutro e liberar os estados, a exemplo do que já fez o PP?

Gim – Sim, tem data. Mas o PTB não vai ficar neutro. O PTB vai tomar partido. E eu vou trabalhar para que seja pela Dilma.

Voltando à esfera local, o PTB conseguiu ficar de fora das denúncias da Operação Caixa de Pandora, deflagrada no ano passado. Mas no depoimento dado à Comissão de Ética da Câmara Legislativa na semana passada, o ex-secretário Durval Barbosa citou o distrital Dr. Charles como um dos envolvidos no suposto esquema de propina do GDF. Como o partido viu esta denúncia?

Gim – Como presidente do partido eu digo que acredito na inocência do Charles, isso já está comprovado.   E eu acredito que isso foi uma tentativa de colocar culpabilidade em quem não tem. A Câmara Legislativa, o Poder Legislativo foi atingido como um todo. O Poder Executivo local também foi atingido. Isso foi muito ruim para a democracia. Havia nomes se destacando que hoje preferem nem serem lembrados pelo eleitor. A realidade é que você tem de fazer política com ética, com transparência, e você não pode acreditar quando tentam enlamear pessoas que só fazem trabalhar. E quem sabe fazer essa diferença neste momento? O eleitor. Ele é sábio neste momento. Ainda mais em Brasília onde o eleitor é politizado e todo mundo sabe de tudo o que acontece neste cenário.

O senhor acha que esta vai ser uma eleição atípica no Distrito Federal?

Gim – Sim, com certeza. A gestão do ex-governador José Roberto Arruda estava sendo maravilhosa. Mas agora isso não ser considerado na eleição. Agora qual será o critério de avaliação do eleitor? Teremos de pensar o que nós queremos da nossa cidade – educação, segurança, emprego, atendimento de saúde digno, transporte. Agora como vamos conquistar tudo isso outra vez? Escolher quem vai ter a capacidade de realizar isso a partir de agora será o grande desafio desta eleição. Quem vai cuidar disso com transparência, com honestidade? Os moradores de Brasília foram chamados a pensar nisso, a participar. O que é muito bom. Vai se destacar quem realmente trabalha. Tem muita gente que fez a vida pública em cima do discurso da ética e quando passou pelo executivo não deixou saudades.

Arlete lança pré-candidatura

Partidos, Política em 10/05/2010 às 10:07

Nesta quinta-feira (13), a petista Arlete Sampaio lança sua pré-candidatura a deputada distrital pelo partido. Arlete, que já foi vice-governadora e deputada distrital, é uma das grandes aposta do partido para ampliar a bancada petista na Câmara Legislativa em 2010. O evento será no Teatro dos Bancários, a partir das 19h.

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PSDB preocupado com Roriz

Partidos, Política em 09/05/2010 às 7:45

Do Painel da Folha de S.Paulo: Não obstante a aliança fechada com o PSC, a campanha de Serra quer mantê-lo o mais distante possível do Distrito Federal, onde o único palanque disponível é o do encrencado Joaquim Roriz. Um dirigente tucano resume: “É 1% do eleitorado e 99% de problema”.

PT com PDT e PSB

Partidos, Política em 09/05/2010 às 7:31

Do Correio Braziliense: Se depender da direção nacional do PT e da coordenação de campanha da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, a chapa encabeçada por Agnelo Queiroz (PT) na disputa ao Governo do Distrito Federal apostará no senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e no deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para a corrida ao Senado. Os arranjos para essa aliança agradam Agnelo e também facilitam os entendimentos nacionais com PDT e PSB, aliados importantes de Dilma. A candidatura de Rollemberg ganhou força com o recuo do PSB no lançamento de Ciro Gomes (PSB-SP) como concorrente à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na semana passada, as direções nacionais do PT e PSB voltaram a tratar do assunto, depois do sepultamento das pretensões de Ciro. A fatura foi colocada na mesa. O discurso foi de que o PT precisa dar demonstrações de companheirismo nos estados como retribuição ao gesto da direção nacional do PSB, articulado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

A candidatura de Rollemberg, líder do PSB na Câmara, é uma das apostas nacionais do partido. Da mesma forma, o PDT tem crédito. Na avaliação de pedetistas, uma possível candidatura do distrital José Antônio Reguffe (PDT) ao GDF tiraria votos de Agnelo Queiroz. A corrida solo chegou a ser ensaiada, mas foi abortada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que comanda o PDT nacionalmente.

Lupi é o avalista do acordo que levou à aliança em torno do projeto de reeleição do senador Cristovam Buarque, com o apoio dos petistas. O problema é o diretório regional do PT, que ainda precisa confirmar os planos nacionais. Não há na legenda uma definição sobre esse assunto, que deverá ser tratado nos encontros regionais nas próximas semanas. Algumas tendências não abrem mão de lançar um candidato do PT ao Senado. Nesse caso, o nome mais forte para a disputa é o deputado Geraldo Magela.

Roriz flerta até com DEM

Partidos, Política em 09/05/2010 às 7:29

Do Correio Braziliense: Depois de confirmar a aliança com Jofran Frejat (PR) como vice na chapa ao Governo do Distrito Federal, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) trabalha agora para definir quais serão os dois políticos que apoiará na corrida ao Senado. A prioridade de Roriz é uma composição com o PSDB, que abra espaço para a candidatura da tucana Maria de Lourdes Abadia. Mas há outras possibilidades. O DEM, agora sem José Roberto Arruda e Paulo Octávio, tem sido cortejado, assim como o PP. Também há uma negociação em curso com o senador Gim Argello, presidente regional do PTB, que permitiria ao herdeiro do mandato de Roriz tentar renovar a permanência no Senado quatro anos antes do previsto.

O mandato de Gim Argello termina apenas em fevereiro de 2015, quando tomará posse um candidato a ser eleito em outubro de 2014, numa disputa bem mais acirrada do que agora, quando haverá renovação de dois terços das cadeiras. Roriz e Gim têm conversado sobre o assunto. Se o petebista for eleito agora, o segundo suplente da chapa eleita em 2006, Marcos Almeida (PMDB), tesoureiro das campanhas de Roriz, assumiria o gabinete pelos próximos quatro anos.

Mas o ex-governador tem dificuldades para fechar a composição dos sonhos de Gim e transformá-lo na prioridade ao Senado. Em um partido nanico, o PSC, Roriz precisa construir um arco de alianças para assegurar à candidatura tempo de televisão . Dessa forma, ele tenta atrair para o seu lado uma legenda com grande representação no Congresso.

Um emissário de Roriz esteve com o deputado Alberto Fraga e com o senador Adelmir Santana, ambos do DEM, para lhes oferecer uma parceria. Presidente regional do DEM, escolhido na intervenção nacional, Adelmir sempre trabalhou para se tornar candidato à reeleição. Mas Fraga também tem se articulado nacionalmente para disputar um cargo majoritário. Na conversa, Fraga disse ao interlocutor que sua prioridade é concorrer ao GDF em outubro, mas não está fechado a negociações. “Não estou dizendo nem que sim nem que não. Não posso fechar as portas. Mas a minha intenção é o governo”, disse Fraga.

Expurgo no DEM
A chapa dos sonhos de Roriz para o Senado teria um candidato do DEM e outro do PSDB. Para ter o DEM como parceiro, o grupo rorizista até preparou o discurso. Dirá que a parte da legenda contaminada pela Operação Caixa de Pandora já foi expurgada. A desvinculação das denúncias feitas por Durval Barbosa é uma das estratégias da campanha rorizista, que está umbilicalmente ligada à gênese da formação do suposto esquema montado no governo de José Roberto Arruda.

Num cenário em que o DEM lance candidato ao Senado, dificilmente a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia aceitaria concorrer. Depois da derrota de 2006, para José Roberto Arruda, ela se recolheu e tem se mantido longe da corrida eleitoral. Por isso, segundo quem tem conversado com a tucana, Abadia teme entrar agora em uma disputa majoritária. Ela tem dito que prefere se candidatar a deputada federal, quadro mais realista no entendimento dela.

Roriz tem conversado com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e com o secretário-geral do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Mas ainda não há uma aliança formalizada com a legenda, que terá o ex-governador de São Paulo José Serra como candidato à Presidência da República.

O deputado federal Robson Rodovalho (PP) é uma das opções de Roriz. Bispo da Igreja Sara Nossa Terra, Rodovalho puxaria os votos de evangélicos, uma parcela do eleitorado que o ex-governador considera fundamental para vencer a eleição. Roriz já tem interlocutores nesse segmento, como o Pastor Vilarindo, da Igreja Batista. Mesmo assim, ele tem conversado com o presidente regional do PP, deputado distrital Benedito Domingos. Nas últimas semanas, rorizistas não têm descartado, nem mesmo, uma nova parceria com o PMDB, caso o PT decida não aceitar o deputado Tadeu  Filippelli, presidente regional do partido, como candidato a vice na chapa encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz.

Fraga inaugura escritório

Partidos, Política em 08/05/2010 às 17:29

O deputado federal Alberto Fraga (DEM) inaugura seu escritório político pré-campanha nesta terça-feira (11). O escritório será próximo ao Carrefour Norte, no SOF Norte. O evento começa às 19h.

Magela e o Senado

Partidos, Política em 08/05/2010 às 11:11

O deputado federal Geraldo Magela (PT) acabou adiando seu anúncio definitivo sobre a qual cargo pretende concorrer nas eleições de outubro deste ano. A decisão pode ser sacramentada apenas na reunião do diretório do partido, marcada para o próximo final de semana. Caberá às bases petistas escolher - e provavelmente bater o martelo - sobre o futuro eleitoral do parlamentar. Magela, porém, tem ampliado o número de militantes que defendem sua candidatura ao Senado. A direção da legenda, porém, torce por uma decisão do petista baseada no que eles consideram “bom senso”: abrir mão da vaga ao Senado e concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados para deixar a tal vaga disponível para negociação com as coligações.

PR banca candidatura de Lima

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 08/05/2010 às 7:51

Do Correio Braziliense: O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), vai tentar um novo mandato de deputado distrital nas eleições de 3 de outubro. Ele estuda uma estratégia para conseguir o aval da Justiça Eleitoral nessa empreitada. Em tese, o distrital, que esteve no comando do Governo do Distrito Federal após o prazo de desicompatibilização do Executivo, não poderia concorrer a nenhum outro cargo nas próximas eleições, a não ser para o de governador. A legislação eleitoral estabelece que os candidatos a cargos no Legislativo não podem ocupar funções públicas no período de seis meses antes da data do pleito.

O PR, segundo o presidente regional do partido, Izalci Lucas, poderá fazer uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no Distrito Federal sobre a possibilidade de Wilson Lima concorrer em outubro. O argumento dos advogados da legenda é de que Lima exerceu o cargo de governador até 19 de abril — data na qual Rogério Rosso assumiu o mandato-tampão — como uma obrigação por estar, como presidente do Legislativo local, na linha sucessória do Executivo.

Dessa forma, ele não poderia, segundo defende o PR, ser prejudicado com a inelegibilidade nas próximas eleições. Outro caminho seria registrar a candidatura de Wilson para distrital e aguardar algum pedido de impugnação que, então, seria combatido pelos advogados.

Tribunal de Contas
Em 3 de abril, data-limite para deixar a função no GDF, Wilson Lima decidiu ficar no cargo porque apostou que conseguiria vencer a eleição indireta ocorrida no dia 17 do mesmo mês. Ele preferiu ficar mais oito meses à frente do Palácio do Buriti a tentar se reeleger como distrital. No entanto, foi derrotado no embate na Câmara e reassumiu a Presidência da Casa. Entre os planos de Wilson Lima, estava ainda a nomeação como conselheiro do Tribunal de Contas do DF na vaga aberta há duas semanas com a aposentadoria de Jorge Caetano. Mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pertencia a um integrante do Ministério Público de Contas. Na última quinta-feira, o procurador Inácio Magalhães Filho assumiu o gabinete, depois de ter o nome aprovado com o voto de 18 deputados distritais.

Aliança sacramentada na terça

Partidos, Política em 08/05/2010 às 7:48

Do Correio Braziliense: O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) conseguiu o aval do PR, partido do deputado Jofran Frejat, para tê-lo como vice na chapa para a disputa eleitoral de outubro. Na próxima terça-feira, pré-candidatos e integrantes da executiva regional da legenda, presidida no DF pelo ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Arruda Izalci Lucas, se reúnem para sacramentar a decisão. O convite de Roriz a Frejat foi feito há dois meses e, desde então, os dois aliados então caminham juntos pelas cidades do Distrito Federal se apresentando ao eleitorado.

A dobradinha de Roriz com o ex-secretário de Saúde tem como meta reforçar o discurso de prioridade na melhoria do atendimento nos hospitais, um dos temas que deverá fervilhar na campanha, especialmente no embate com o médico Agnelo Queiroz, candidato do PT ao Executivo.

Atualmente no quinto mandato como deputado federal, Frejat foi secretário de Saúde pela primeira vez entre 1979 e 1993, depois de ter dirigido o Instituto de Medicina Legal (IML) por seis anos. Nos governos de Joaquim Roriz, Frejat ficou à frente da pasta em várias ocasiões. A estratégia do grupo rorizista é dividir os votos dos médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde, que votariam em grande parte no candidato petista. Com a aliança entre PSC e PR, Roriz começa a ampliar o tempo de televisão que terá para divulgar propostas, defender-se de eventuais ataques e mirar os adversários. “Foi o próprio PT que nos empurrou para essa aliança, ao se unir com o PMDB na eleição indireta”, afirma Izalci Lucas.

Na disputa pelo mandato-tampão ao GDF, os petistas se comprometeram a votar no hoje governador Rogério Rosso (PMDB) num eventual segundo turno na Câmara Legislativa. Esse compromisso fortaleceu a candidatura do peemedebista e acabou garantindo sua vitória ainda no primeiro turno. Na última semana, a bancada do PT passou a atacar a gestão de Rosso, com o aval da direção nacional do partido. Mas está encaminhada uma aliança eleitoral entre Agnelo e o PMDB. A negociação é conduzida pelo presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), convidado a ser vice na chapa encabeçada pela petista Dilma Rousseff.

Composição
Embora ainda não seja consenso no PT, há uma expectativa de que Filippelli seja o vice de Agnelo. Nessa chapa, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) deverão ser os candidatos ao Senado. Esse acordo também é costurado com a participação da cúpula da campanha de Dilma. A vaga de Rollemberg ao Senado na chapa de Agnelo é uma das compensações ao PSB pela retirada da candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à sucessão do presidente Lula.

Enquanto isso, Roriz busca parceiros entre os partidos que estarão no palanque com o candidato tucano à Presidência da República, José Serra. Com base em pesquisas que encomenda para definir sua estratégia eleitoral, Roriz aposta que, hoje, tem garantido 35% do eleitorado. Ele acredita que esse índice chegará aos 39%, com os votos dos eleitores de municípios do Entorno. Roriz vem conversando com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e tem o apoio do secretário-geral do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira, para uma reaproximação. Roriz, inclusive, trabalhou pela composição de seu partido, o PSC, com a chapa de Serra.

Uma visita de Roriz ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, em março, despertou críticas do líder do PSDB no Senado, Arthur Vírgilio (AM). Sérgio Guerra, no entanto, tenta contornar a situação. O partido espera o suporte de Roriz para a candidatura da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) ao Senado. No grupo rorizista, há uma aposta de que, sem rumo e abatido pela crise provocada pela Operação Caixa de Pandora, o DEM também acabe aderindo à candidatura do ex-governador do DF rumo a um quinto mandato no Palácio do Buriti.

Alírio é o líder

Câmara Legislativa, GDF, Política em 07/05/2010 às 17:54

Já está decidido: o líder do governo na Câmara Legislativa será o deputado distrital Alírio Neto (PPS). A bancada do governo, enfim, se acertou e promete chegar ao plenário afiada na próxima terça-feira para tocar os trabalhos na casa.

Anúncio será no Gama

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 07/05/2010 às 11:03

O anúncio formal da aliança entre PR e PSC será feito na caravana de filiação do partido pelas cidades do Distrito Federal que, neste sábado (8), vai a ao Gama. O evento será no Clube Flamboyant, a partir das 9h.

Para animar o presidente regional do partido, Izalci Lucas, candidato a deputado federal nesta eleição, os rorizistas fazem planos de eleger um chapão para a Câmara dos Deputados - Jaqueline Roriz (PMN), Laerte Bessa (PSC) e Izalci Lucas (PR).

PT, pecados e a eterna patrulha

Partidos, Política em 07/05/2010 às 10:50

Em resposta à insistente patrulha e para por fim aos eternos e cansativos questionamentos sobre posições políticas deste blog, reproduzo o diálogo entre Durval Barbosa e Erika Kokay, publicado originalmente no blog da jornalista Ana Maria Campos, e sobre o qual já falamos inúmeras vezes aqui. Para quem ainda não sabia, Durval diz que o PT também tem pecados. Confiram:

No depoimento prestado à deputada Érika Kokay (PT), Durval Barbosa disse que a petista tem vida limpa, mas o partido dela teria muitos “pecados” no governo Arruda. Ele, no entanto, não deu detalhes.

Durval - Apoiei o Arruda.

Érika - O valor mensal…

Durval - Infelizmente.

Érika - Pois é. Eu não apoiei, não. Felizmente. Esse valor mensal de trinta mil reais que a deputada Eurides Brito…

Durval - Mas não se vanglorie muito, que têm pecados fortes dentro de seu partido, tá.

Érika - Meu partido?

Durval - Não se vanglorie muito. Cuide de você, porque você eu conheço. Você eu sei que… Você tem sua vida limpa. Eu inclusive andei mandando uns recados pra você, mas têm muitos pecados dentro do seu partido. Muitos. Inclusive nesse governo.

Érika - Nesse governo Arruda?

Durval - Positivo.

Érika - Mas quem é o pecador?

Durval - Em outra oportunidade, se eu tiver oportunidade. Não nessa.

Érika - Mas me fale um negócio. Olha que eu enfartei. Oh, esse…

Durval - Pergunte ao Chico. O Chico saiu lá do Sombra… chorando.

Érika - O Chico Vigilante?

Durval - Hum-hum.

Érika - Ele sabe dessa história.

Durval - Ele sabe. Ele confia em mim. Ele confia em mim. Ele confia no Sombra.

Érika - Ave Maria! Esse valor mensal de trinta mil reais que a deputada Eurides recebia é… período que já foi falado. Eu vou ler outro trecho aqui do inquérito…

PR anuncia aliança

Partidos, Política em 07/05/2010 às 9:06

Da coluna de Cláudio Humberto: O PR anuncia neste sábado, oficialmente, seu apoio a Joaquim Roriz para o governo do DF. O deputado Jofran Frejat será o vice.

TRE julga Roriz na segunda

Partidos, Política, TRE em 07/05/2010 às 8:42

Do Correio Braziliense: O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) será julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na próxima segunda-feira, pelo crime de propaganda eleitoral antecipada. Em setembro do ano passado, ele anunciou em um programa eleitoral do PMDB, partido ao qual pertencia, que seria candidato ao Governo do Distrito Federal em 2010. O Ministério Público Eleitoral (MPE) entendeu que o comentário era campanha política feita fora do prazo legal e entrou com uma ação pedindo a punição de Roriz e da legenda.

A sanção prevista para o candidato que se precipita é uma multa que pode chegar a R$ 25 mil. No caso do partido que atropela a legislação eleitoral, a consequência é mais drástica. Além do pagamento de multa, a legenda corre o risco de perder o direito de veicular inserções na televisão em horário nobre durante um semestre. De acordo com o artigo 36 da Lei nº 9.054/97, a propaganda somente é permitida após 5 de julho do ano da eleição.

Além de ferir a lei eleitoral, o anúncio antecipado da candidatura de Roriz em rede nacional causou uma crise interna no PMDB. Na ocasião, o partido ainda não tinha confirmado se o ex-governador seria o candidato da legenda. O presidente regional da legenda, Tadeu Filipelli, chegou a falar que Roriz não era dono do partido. Duas semanas depois da veiculação da propaganda na TV, o ex-governador migrou para o PSC. A mudança, no entanto, não provoca nenhum prejuízo para o processo.

A defesa alegará no julgamento que Roriz não cometeu irregularidade. “O ex-governador manifestou um desejo de participar das eleições de 2010. Ele não foi o único responsável pela aparição. O partido tomou conhecimento prévio”, afirmou o assessor de imprensa do ex-governador, Paulo Fona. A propaganda foi veiculada em 7, 9 e 11 de setembro do ano passado. O relator do processo no TRE é o desembargador Mário Machado.

Sem apoio
Roriz enviou ontem à deputada distrital Érika Kokay (PT), relatora do processo de quebra de decoro parlamentar contra Eurides Brito (PMDB) na Câmara Legislativa, as repostas às sete perguntas sobre as acusações feitas por Durval Barbosa no depoimento à Comissão de Ética. O ex-secretário de Relações Institucionais do GDF disse que Eurides recebeu mesada de R$ 30 mil durante 48 meses. Durval gravou a deputada colocando maços de dinheiro na bolsa durante a campanha de 2006. A distrital nega as acusações e afirmou que a quantia recebida na filmagem foi dada por Roriz para custear as despesas com reuniões para a campanha do ex-governador ao Senado.

Em reposta, Roriz negou qualquer envolvimento com a deputada durante a campanha de 2006. Ele disse que não pagou e nem fez acordo com a peemedebista para que ela o ajudasse na promoção de reuniões de apoio estratégico à campanha dele. Apesar de ter recebido as respostas das mãos da deputada Jaqueline Roriz (PMN), filha do ex-governador, Érika pediu que a assinatura de Roriz fosse registrada em cartório. O conteúdo integral das respostas será divulgado hoje na Comissão de Ética, que ouvirá mais duas testemunhas de Eurides sobre o suposto esquema de pagamento de propina. Leondina Ribeiro e Ildeu de Oliveira prestaram esclarecimentos em defesa da investigada.

Aposta na Internet

Política, Senado em 06/05/2010 às 19:35

O senador Adelmir Santana (DEM) está comemorando os bons resultados de sua inserção pelo mundo virtual. Com dez dias de funcionamento, seu portal na Internet registrou mais de 17 mil acessos (veja site aqui). O senador, que já era adepto do Twitter (confira aqui), quer investir na página pessoal como forma de se tornar mais conhecido entre os eleitores do DF. Adelmir tentará a reeleição para o Senado este ano.

A onda agora é lilás

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 06/05/2010 às 17:38

A deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM) mudou de cor para sua campanha pela reeleição em outubro deste ano. Nada mais de apenas azul em suas ações. O tom agora será lilás. A mudança foi decidida depois de uma análise da equipa da deputada, sob o argumento de que lilás é a cor ideal para aproximar Eliana do eleitorado feminino, seu principal alvo para esta eleição. A nova cor já enfeita o site oficial da deputada - confira aqui.

Dilma em evento católico no DF

Partidos, Política em 06/05/2010 às 16:35

Apoiador antigo da Canção Nova, o senador Gim Argello (PTB) deixou os amigos ainda mais felizes na noite de quarta-feira (5) durante a inauguração da sede da Central Multimídia do grupo católico. Gim conseguiu levar para o evento a pré-candidata petista à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, e o chefe do gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho.

Em pré-campanha, Dilma conversou com os mais de 50 bispos católicos que estão em Brasília preparando o Encontro Eucarístico deste ano, e estavam presentes na inauguração.

Sobrou tempo também para uma conversinha com o presidente do Sinpol-DF, Wellington Luiz de Souza. Os policiais civis informaram a Dilma que gostariam de participar da elaboração do Plano Nacional de Segurança da candidata.

Crise no ninho tucano

Partidos, Política em 06/05/2010 às 12:13

Do blog de Carlos Honorato: O ex-secretário de Obras do governo de José Roberto Arruda e envolvido na Operação Caixa de Pandora, o engenheiro Marcio Machado, está fazendo de conta que nada aconteceu. Tanto que comandou, sábado passado, a reunião do PSDB-DF. Ele tenta retomar o comando do partido, mas muitos integrantes da executiva já alertaram que a sua permanência no ninho tucano é ruim para ele e para o partido.

Tanto que na reunião, alguns tucanos lembraram que ele abandonou a candidatura de Maria de Lourdes Abadia para virar tesoureiro da campanha de José Roberto Arruda em 2006. O tucano Geraldo Campos bateu na tecla do envolvimento dele com o escândalo da Operação Caixa de Pandora.

Marcio Machado ficou nervoso e até foi grosseiro com Geraldo Campos, um tucano fora de qualquer suspeita. Pegou muito mal para Machado. Se ele tiver juízo ele sai do partido ou se afasta de qualquer cargo na direção do PSDB-DF.

Só para lembrar, em janeiro de 2007, no mês em que Arruda (ex-DEM, hoje sem partido) tomou posse, o secretário Márcio Machado esqueceu em cima da mesa de uma emissora de televisão, em Brasília, duas planilhas. A primeira, publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo  no dia 4 de dezembro do ano passado, continha os nomes de 41 empresas que teriam doado para o esquema de caixa 2 da campanha de 2006 do então candidato do DEM ao governo do Distrito Federal. Machado admitiu que era o autor das anotações.

A segunda planilha, com nove nomes, é que foi submetida ao laboratório de perícia de Ricardo Molina. O perito afirma que foi escrita pela mão do ex-governador Arruda a relação de cinco desses nove nomes onde, na quinta anotação, aparece “Sarney - 250/150 PG”.

Em dezembro do ano passado, quando o Estado publicou a primeira reportagem sobre as anotações do caixa 2 de Arruda, Márcio Machado admitiu a autoria da tabela com os nomes das 41 empresas, mas disse que não saberia dizer quem era o responsável pelo documento que menciona “Sarney”. Agora, o perito Ricardo Molina desfaz a dúvida: “Existe, portanto, uma conexão de fato entre os dois documentos questionados.”

Em dezembro, Machado disse ao Estado, por meio de seu advogado, que a planilha era uma projeção de doações que seriam solicitadas às empresas por meio do tesoureiro oficial da campanha, José Eustáquio Oliveira. O tucano diz que não se recorda dos números nem acompanhou essas doações. Os dois documentos - o de Arruda e o de Machado - estão em poder do Ministério Público.

PDT dá ultimato a Aguiar

GDF, Partidos, Política em 05/05/2010 às 22:43

O PDT-DF entregou nesta quarta-feira (5) ao secretário de Educação do GDF e vice-presidente licenciado do partido, Marcelo Aguiar, uma notificação exigindo que ele escolha entre permanecer no governo ou no partido. O ultimato é decorrente da decisão do PDT em não participar do novo governo. Os pedetistas não se contentaram, porém, apenas com o pedido de licença apresentado por Aguiar logo depois de aceitar o convite de Rogério Rosso, de quem é amigo pessoal. Segundo eles, essa possibilidade não está prevista no estatuto do partido. As opções então são a desfiliação ou o adeus ao GDF.

Marcelo Aguiar tem agora até sexta-feira (7) para dar sua resposta. Se optar pela continuidade no GDF, seu nome será levado à Comissão de Ética do PDT-DF.

Diretório nacional se reúne dia 21

Partidos, Política em 05/05/2010 às 11:34

Está marcada para o próximo dia 21 reunião do diretório nacional do PSB. Na pauta do encontro, além do futuro do partido no Distrito Federal - a aposta ainda é o deputado Rodrigo Rollemberg como candidato ao Senado na chapa petista -, a decisão sobre o recurso apresentado pelo distrital Rogério Ulysses contra sua expulsão da legenda pela executiva regional. Dentro do partido, o entendimento é de que o diretório deva negar o pedido de Ulysses.

Curso inédito sobre eleições

Cidades, Educação, Política em 05/05/2010 às 9:36

O Uniceub lança nesta quarta-feira (5) um curso inédito no Distrito Federal: batizado de “O Voto no DF: Ética, Psicologia e Estratégia Eleitoral”. Com 30 horas de duração, o curso funciona como uma atualização sobre eleições, com aulas de estratégia eleitoral, marketing, legislação e, principalmente, ética na política.

O curso é uma parceria de organizações não-governamentais, com o objetivo de construir novos modelos para os processos eleitorais e políticos na capital. Seu lançamento oficial terá solenidade nesta manhã, no auditório da OAB-DF, na Asa Norte. As aulas começam no próximo dia 14.

Presidente quer ser distrital

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 05/05/2010 às 8:02

Da coluna de Cláudio Humberto: O presidente da Câmara Legislativa e ex-governador interino do DF Wilson Lima (PR) bateu o martelo: é candidato a deputado distrital.

Comentário do blog: Lima estaria, inclusive, fazendo reuniões no Gama para conversas com eleitores. Só parece ter esquecido um detalhe - não se desincompatibilizou em abril, época em que ocupava o cargo de governador interino (relembre aqui). Tem argumentado a amigos e eleitores de que “cumpria uma missão” naquele momento e não pode agora ser punido por isso. Resta saber se a Justiça eleitoral vai entender seu momento missionário.

PSC fecha com Serra

Partidos, Política em 05/05/2010 às 7:46

Da Folha de S. Paulo: O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ganhou ontem o apoio formal do PSC, o que lhe garantirá cerca de 18 segundos a mais na propaganda eleitoral de rádio e TV. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, havia convidado os dirigentes do partido para uma conversa ontem, mas à tarde, após reunião da Executiva, o PSC decidiu nem ouvi-la. O partido apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso e esteve ao seu lado na campanha de 2006.

Folha apurou que a legenda mudou de lado por avaliar que Dilma não controla o PT, diferentemente de Lula. E que, em um eventual governo dela, medidas como as previstas no Programa Nacional de Direitos Humanos teriam mais chances de sobreviver. O programa, que previa inicialmente a legalização do aborto e a união e adoção por homossexuais, assustou os conservadores do partido.

O presidente do PSC, Everaldo Pereira, é pastor da Assembleia de Deus no Rio. Há outros dirigentes ligados à Igreja Católica, como o líder do partido na Câmara, Hugo Leal (RJ). ”Nós tínhamos um encontro marcado com Dilma, mas achamos que não era conveniente gastar tempo dela. Acreditamos que efetivamente o Brasil pode avançar mais com Serra”, disse Pereira, já incorporando o slogan do tucano, que diz: “O Brasil pode mais”.

Serra já tinha o apoio formal de PSDB, DEM e PPS, o que lhe assegurava 5min37s de propaganda eleitoral, segundo levantamento feito pela Folha.
Dilma fechou até agora com PT, PMDB, PDT, PR, PC do B e PRB, o que dá a ela 8min16s dos 25 minutos. Com o apoio do PSC, Serra terá agora 5min55s.

O PP tende a ficar neutro, liberando seus filiados nos Estados a apoiar o candidato que for mais conveniente em sua região. Esse foi o recado que a direção do partido transmitiu reservadamente a Dilma, em um almoço ontem, no seu escritório de campanha.

Câmara aprova Ficha quase Limpa

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 05/05/2010 às 7:43

Da Folha de S. Paulo: A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de hoje, por 388 favoráveis a 1, o texto principal do projeto de lei que proíbe a candidatura de políticos com ficha suja. A promessa do presidente Michel Temer (PMDB-SP) é votar os 12 destaques hoje. A proposta ainda pode ser totalmente modificada, mantendo, inclusive, as regras atuais.

Depois de concluído na Câmara, o projeto tem que ser votado pelo Senado. O único deputado a votar contra foi Marcelo Melo (PMDB-GO). Temer disse no plenário que o colega deve ter se equivocado.

Apresentado no ano passado por iniciativa popular com 1,6 milhão de assinaturas, o projeto original propunha a inelegibilidade para os condenados já em primeira instância. O aprovado ontem, de relatoria do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), prevê tornar inelegível aqueles que tenham sido condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas estabelece o chamado efeito suspensivo, também em caráter colegiado.

Dessa forma, fica permitido ainda um recurso a outro órgão colegiado de uma instância superior para que se obtenha uma espécie de “autorização” para registrar a candidatura. Pela legislação atual, o candidato só fica inelegível quando não existir mais a possibilidade de recurso.

O texto vem sendo discutido há meses na Câmara e há dúvidas se ele valerá para as eleições de outubro. O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defende que, para valer para neste pleito, a mudança tinha de ter sido aprovada em 2009.

O líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), discorda. De qualquer forma, a questão deve parar na Justiça. ”Essa não é mais uma dúvida política, e sim jurídica”, disse Temer, que respondeu às críticas sobre a demora na aprovação da proposta: “Com certeza, se tivesse colocado a proposta antes ela seria rejeitada.”

O projeto de lei já passou por uma comissão, que havia definido que a inelegibilidade valeria para os condenados por um órgão colegiado, sem a possibilidade do recurso suspensivo. Representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, responsável pelo texto, fizeram protesto ontem à tarde na entrada do Congresso.

PCdoB aceita aliança com PT

Partidos, Política em 04/05/2010 às 20:15

Em reunião do diretório regional na segunda-feira (3), o PCdoB do Distrito Federal decidiu abrir mão da candidatura própria ao GDF para integrar uma coligação com o PT-DF. O partido decidiu defender que se repita na capital federal o mesmo arco de alianças firmados na esfera nacional em torno da candidatura da petista Dilma Roussef à Presidência da República. Para isso, o partido retirou o nome do advogado Messias de Souza da disputa ao governo local.

“A candidatura do PCdoB foi lançada em um momento de muita indefinição no cenário eleitoral. O PT sequer tinha o nome de seu candidato. Agora as coisas começaram a se acertar e, em defesa de uma grande aliança de esquerda, retiramos a nossa candidatura”, explicou o presidente regional da legenda, Augusto Madeira, que também defende a coligação com o PMDB local. O presidente afirmou ainda que o partido cobiça uma vaga na chapa majoritária petista.

De olho na neta de JK

Partidos, Política em 04/05/2010 às 16:36

Por falor no ex-governador Joaquim Roriz (PSC), ele diz ter gostado de saber, pelos jornais, que a a neta de Juscelino Kubistcheck, Ana Christina, mulher do ex-vice-governador Paulo Octávio, provavelmente será candidata a deputada federal ou distrital na eleição de outubro. A amigos, Roriz confidenciou que ficou feliz, fundamentalmente, por ver uma neta de JK disputando eleições no ano do cinquentenário da cidade.

O afago, claro, deve estar carregado de segundas intenções eleitorais…

Roriz deve manter contradições

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 04/05/2010 às 15:29

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) deve negar o pagamento de eventos de campanha a deputada distrital Eurides Brito (PMDB) em resposta oficial à Comissão de Ética da Câmara Legislativa. Pessoas próximas ao ex-governador apostam que ele dirá que sempre foi aliado da peemedebista, até o rompimento durante a campanha de 2006, quando ela apoio a candidatura para o GDF de José Roberto Arruda. A declaração vai confirmar o que disse Watanábio Brandão em depoimento à Comissão na segunda-feira (3).

Aliados do ex-governador lembram que, à época, houve até uma intervenção no PMDB por conta do racha no partido - um grupo queria apoiar Arruda, outro preferia manter o apoio à tucana Maria de Lourdes Abadia.

Há ainda a famosa frase que teria sido dita por Roriz a Eurides, no auge do estremecimento: “Você não vai ganhar a eleição”. A diferença é que, segundo os rorizistas, a briga entre os dois ocorreu antes da campanha, antes mesmo dos eventos citados por Eurides. Já a peemedebista garante que o estremecimento se deu depois no auge da campanha, a época do ressarcimento dos eventos já realizados.

“Por volta de agosto, eu disse a Roriz ‘fiz as reuniões que o senhor pediu, botei seu nome nos panfletos e o senhor não me pagou ainda’. O governador, que sempre me tratou gentilmente, pôs o  dedo na minha cara e disse ‘você não vai ganhar a eleição. No dia seguinte, recebi o telefonema do Durval para pegar o dinheiro’”, conta a parlamentar, em seu blog (veja aqui).

Pelo visto, as contradições vão continuar.

PSB-DF adota Ficha Limpa

Partidos, Política em 04/05/2010 às 10:32

Uma vez que o projeto do Ficha Limpa não vai ser aprovado de forma a valer ainda este ano, os partidos que defendem o projeto prometem adotá-lo, como regra partidária, já para esta eleição. A garantia foi dada pelo PV, PDT e PPS. Esta semana o PSB também adotou a ideia. Para ser aprovado na convenção do partido e concorrer, pela legenda, a algum cargo eletivo em outubro, o candidato socialista terá de preencher os requisitos previstos na proposta, ou seja, nada de processos ou envolvimento em irregularidades. Uma ressalva: a decisão foi tomada pelo PSB do Distrito Federal.

PT se defende de acusações

Partidos, Política em 04/05/2010 às 9:40

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, disse não temer as denúncias feitas por Durval Barbosa em depoimento à Comissão de Ética, onde disse que o PT “também tinha pecados”. “Confiamos plenamente nos nossos representantes, na nossa bancada. Então queremos que Durval mostre quem são os pecadores”, afirmou. Policarpo disse ainda que, se algo ficar comprovado contra algum petista, não haverá dois pesos e duas medidas: “Pediremos para ele o mesmo rigor na apuração e na punição que pedimos aos demais”, assegurou.

Um petista citado em novas denúncias da Caixa de Pandora, o ex-distrital Chico Floresta divulgou uma nota negando ter qualquer relação com o suposto esquema de pagamento de propinas que teria se instalado no Distrito Federal. O nome do petista aparece em uma das listas esquecidas pelo ex-secretário de Obras Márcio Machado numa emissora de tevê e que, depois de periciado, afirmou-se ter sido escrita pelo ex-governador José Roberto Arruda. Na lista, o nome “Chico Floresta” aparece ao lado da anotação “80 - OK” (leia aqui).

Ficha Limpa só vale para 2012

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 04/05/2010 às 7:46

De O Globo: Os deputados podem até votar esta semana, no plenário da Câmara, o chamado projeto Ficha Limpa - que impede a candidatura de condenados pela Justiça -, embora ainda sejam grandes as resistências. Mas as novas regras só deverão valer mesmo para as eleições municipais de 2012. Pelo menos é esse o entendimento que prevalece hoje no Congresso.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse nesta segunda-feira que, mesmo que o projeto seja aprovado esta semana , não haverá tempo de as regras serem aplicados na eleição de outubro. Antes contrário à proposta, Vaccarezza diz que, agora, há condições de aprovar o projeto devido às mudanças feitas pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), relator do novo texto, apresentado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ).

- O governo vai ficar distante, não é tema para dar orientação (de governo). O projeto está bastante adequado e deve ser votado ainda esta semana. Mas as regras só valem para 2012 - disse Vaccarezza.

Ele explicou que, apesar de algumas interpretações jurídicas em contrário, a avaliação é de que, para valerem em 2010, as regras precisariam ter sido aprovadas um ano antes, ou seja, em setembro de 2009.

Mesmo depois de mudanças já feitas no projeto de origem popular, que vetava candidaturas de todos os políticos condenados pela Justiça em primeira instância, ainda são grandes as resistências à proposta. O PT, que era radicalmente contra o texto apresentado inicialmente pelo deputado Índio da Costa (DEM-RJ), mudou de ideia depois que Cardozo assumiu a relatoria do projeto, mas não garante todos os votos. O mesmo acontece em outros partidos.

A negociação feita por Cardozo, que prevê a possibilidade de os condenados por um júri colegiado recorrerem a instância superior para tentar suspender a inelegibilidade, foi bem recebida. Mas há quem defenda outras mudanças no texto, para garantir a aprovação. Entre elas, a exigência de que, nos casos de crimes eleitorais, a condenação seja em segunda instância para impedir a candidatura. O argumento é o de que, nos tribunais regionais eleitorais, pode haver perseguição política.

Os que estão contrários ao projeto trabalham para que haja um esvaziamento do plenário nesta terça-feira, quando o projeto deve entrar em pauta. Eles são contra, mas não querem expor essa posição no painel eletrônico de votação.

O rolo compressor

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 04/05/2010 às 7:28

Do Correio Braziliense: As denúncias do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa não têm fim. Ele já prestou mais de 20 depoimentos ao Ministério Público e à Polícia Federal, mas toda vez que diz algo sobre o suposto esquema de corrupção instalado na capital do país provoca suspeitas de novos envolvidos na suposta distribuição de propina em troca de apoio ao governo de José Roberto Arruda. Na última quinta-feira, o colaborador da Operação Caixa de Pandora apontou mais dois deputados que seriam beneficiários de vantagens: Dr. Charles (PTB) e Batista das Cooperativas (PRP). E ainda mirou o PT. Disse, sem apontar nomes, que o partido também “tem os seus pecados” na ex-administração de Arruda.

Durante duas horas e meia, Durval prestou depoimento na última quinta-feira à vice-presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa, Érika Kokay (PT), nas dependências da Polícia Federal (PF). Convidado pela comissão para falar como testemunha do processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Eurides Brito (PMDB), Durval, ao responder a questionamentos da distrital petista, ampliou o foco. Disse que no suposto esquema de mensalão Dr. Charles tinha tratamento diferenciado em relação a outros deputados. Recebia entre R$ 80 mil e R$ 100 mil por mês para apoiar o governo. Batista também tinha relação especial, segundo Durval. Além do mensalão, o distrital do PRP tinha outros interesses e era “recebedor, beneficiário de muita coisa”.

Érika Kokay quis saber por que até o momento o envolvimento de Dr. Charles e Batista das Cooperativas não havia sido apontado no Inquérito nº 650, em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Durval garantiu que novidades sobre essas acusações ainda virão à tona. O relatório final da Polícia Federal sobre as buscas e apreensões feitas durante a Operação Caixa de Pandora ainda não está concluído, tampouco a denúncia que a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge, responsável pelo caso, deverá apresentar contra Arruda e vários deputados distritais. “Estão nas ações. Não se preocupe. Eu falei naquele dia (depoimento à CPI da Codeplan) que isso é um rolo compressor. Ele vem devagar, vem amassando tudo, vem destruindo tudo”, afirmou Durval.

Insinuações
Durante o depoimento, Durval lamentou ter apoiado Arruda, mas disse que Érika Kokay não poderia se vangloriar de não tê-lo apoiado e insinuou que integrantes do PT teriam mantido relações promíscuas com o governo Arruda. Durval disse ainda que Érika tem um “passado limpo”, mas outros petistas, não. O ex-presidente do PT-DF Chico Vigilante teria ficado sabendo na casa do jornalista Edson Sombra, amigo e companheiro de Durval nas denúncias da Operação Caixa de Pandora, sobre “os pecados” de petistas. E teria chorado. “Ele sabe. Ele confia em mim. Ele confia em mim. Ele confia no Sombra”, disse Durval.

Vigilante confirmou que tem ido à casa de Sombra, na Asa Norte, inclusive para almoçar, o que aconteceu, por exemplo, na última sexta-feira, quando comeram galinha cabidela. Mas nega que tenha se abalado ou tomado conhecimento de qualquer denúncia relacionada a seu partido. “Se tem uma coisa que não me comove é corrupção. Corrupto não é meu amigo e nem é protegido por mim. Se houver algum petista envolvido, serei o primeiro a pedir a sua expulsão”, sustentou Vigilante. “Vou pedir à direção do PT que exija de Durval os nomes de petistas envolvidos. Não se pode jogar uma suspeição assim sobre o partido. Quero saber quem são os pecadores”, acrescentou. Sombra não quis comentar o teor da conversa com Vigilante.

Respostas
Dr. Charles negou que tenha recebido qualquer quantia de Durval. Ele considerou as acusações do ex-secretário de Relações Insticuionais “hilárias”. Disse que na gestão Arruda mantinha uma conduta que desagradava o governo. “Votei contra várias matérias, assinei a favor da criação das CPIs e do BRB. Então, não faz o menor sentido falar que recebia dinheiro para colaborar com o governo”, alegou. Dr. Charles disse que vai processar Durval por calúnia e difamação “mesmo se ele tivesse falado que eu fiquei com oito centavos”.

Batista das Cooperativas afirmou ter em mãos um atestado expedido pelo ex-ministro Fernando Gonçalves, ex-relator do Inquérito nº 650 do STJ, de que ele não está sob investigação. Em nota, Batista afirmou que a Coordenadora da Corte Especial do STJ, Vânia Maria Soares Rocha, emitiu certificado onde, em pesquisa realizada no processo, foi encontrada apenas uma vez a palavra Batista e esta não se refere ao distrital. “Sinto-me isento de qualquer acusação que venha a sofrer por parte do senhor Durval Barbosa. Vejo com estranheza o crédito que a imprensa tem dado a este senhor”, afirmou Batista.

Caberá a Roriz desfazer contradição

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 03/05/2010 às 17:29

Depois da contradição entre os depoimentos de Eurides Brito (PMDB) e de Watanábio Brandão na Comissão de Ética, a deputada Erika Kokay (PT) decidiu encaminhar ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC) duas perguntas por escrito para esclarecer as argumentações de Eurides. A primeira é sobre como era a relação do ex-governador com a deputada peemedebista durante a campanha. A segunda, se ele realmente encomendou e pagou os eventos citados por Eurides.

Acareação na Comissão de Ética

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 03/05/2010 às 17:22

Depoimento do ex-coordenador de campanha do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), Watanábio Brandão, na Comissão de Ética acabou se transformando em uma acareação com a deputada distrital Eurides Brito (PMDB). O depoimento de Watanábio deveria esclarecer se havia ou não eventos na campanha de Eurides pagos por Joaquim Roriz, como a deputada alega em sua defesa no processo por quebra de decoro parlamentar na Comissão.

Watanábio disse não saber de nenhum evento conjunto entre os dois candidatos e que, o que sabia, na época, era que Eurides estaria com relações estremecidas com Roriz, por conta do lançamento da candidatura de Jaqueline Roriz, filha do ex-goverandor, como adversária da peemedebista.

Eurides desmentiu a versão. Disse que nunca precisou de intermediários para conversar com Roriz e que acertou diretamente com ele o pagamento dos eventos que organizou em favor do ex-senador. Ele haveria prometido lhe ressarcir os R$ 30 mil gastos nos tais eventos, o que só aconteceu ao final da campanha - com a entrega de dinheiro filmado por Durval Barbosa. Além disso, não haveria estremecimentos entre eles porque Roriz costumava apoiar mais de um candidato por vez.

Aproveitando o dia

Política em 03/05/2010 às 14:57

O Carpe Diem do Casa Park recebeu na tarde desta segunda-feira (3) quase todas as tendências políticas do DF. Em uma mesa o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, com o ex-presidente da Novacap Luiz Carlos Pietschmann. Em outra, fieis escudeiros do ex-governador Joaquim Roriz, Paulo Fona e Jose Flávio de Oliveira. Em uma terceira mesa o democrata Paulo Roriz e a ex-administradora de Santa Maria Maria do Socorro Lucena. Por fim, apoiadores do senador Gim Argelo, como o diretor da Terracap, Marcos Vinícius.

Oposição com credibilidade em alta

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 03/05/2010 às 14:13

A pesquisa do Instituto Dados trouxe outra sondagem interessante para o Distrito Federal: a do nível de confiança dos deputados distritais. Ao perguntar quais os três deputados distritais que mais merecem confiança a seus 2.500 entrevistados, o instituto deu uma panorama da credibilidade da Câmara Legislativa. E o resultado só é animador para a oposição - os cinco distritais que sempre atuaram na base adversária à governista lideram o ranking de confiança.

Há, porém, algumas curiosidades. O ex-distrital Junior Brunelli (PSC), que renunciou ao mandato depois de ter um processo por quebra de decoro parlamentar aberto contra ele na Casa, aparece como o oitavo mais confiável. Da situação, Eliana Pedrosa (DEM) e Alírio Neto (PPS) foram considerados os de maiores credibilidade. Confira a lista completa:

Paulo Tadeu (PT) - 6,1%

Chico Leite (PT) - 5,8%

José Antônio Reguffe (PDT) - 4%

Érica Kokay (PT) - 4%

Cabo Patrício (PT) - 3,5%

Eliana Pedrosa (DEM) - 2,2%

Alírio Neto (PPS) - 2%

Brunelli (PSC) - 1,3%

Jaqueline Roriz (PMN) - 1,2%

Raimundo Ribeiro (PSDB) - 1%

Cristiano Araújo (PTB) - 1%

Paulo Roriz (DEM) - 0,9%

Milton Barbosa (PSDB) - 0,9%

Eurídes Brito (PMDB) - 0,7%

Doutor Charles (PTB) - 0,6%

Guarda Jânio (PTB) - 0,1%

NS/NR - 39,7%

Nenhum - 39,2%

A pesquisa do Instituto Dados foi realizada entre os dias 24 e 28 de abril e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral  (9.423/2010). A margem de erro é de 2%.

Petistas lideram para distrital

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 03/05/2010 às 11:55

Confira o resultado da pesquisa estimulada para deputado distrital, feita pelo Instituto Dados entre 24 e 28 de abril. Foram ouvidas 2.500 pessoas em todo o Distrito Federal. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral  (9.423/2010). A margem de erro é de 2%.

Chico Leite (PT) - 7%

Cabo Patrício (PT) - 5,8%

Eliana Pedrosa (DEM) - 5,6%

Arlete Sampaio (PT) - 3,4%

Chico Vigilante (PT) - 3,2%

Alírio Neto (PPS) - 3,1%

Brunelli (PSC) - 2,7%

Benedito Domingos (PP) - 2,4%

Liliane Roriz - 2,2%

Paulo Roriz (DEM) - 2,2%

Maninha (PSOL) - 2,2%

Cristiano Araújo (PTB) - 1,8%

Pedro do Ovo (PRP) - 1,6%

Benicio Tavares (PMDB) - 1,5%

Milton Barbosa (PSDB) - 1,4%

Roney Nemer (PMDB) - 1,4%

Aguinaldo de Jesus (PRB) - 1,3%

Berinaldo Pontes (PP) - 1,3%

Batista das Cooperativas (PRP) - 1,3%

Olair Francisco (PMN) - 1,2%

Doutor Charles (PTB) - 1%

Raimundo Ribeiro (PSDB) - 1%

Eurides Brito (PMDB) - 0,8%

Dirsomar de Vicente Pires - 0,8%

Toninho Pop - 0,8%

Wasny de Roure (PT) - 0,8%

Joãozinho Trinta (PTB) - 0,7%

Mônica Nóbrega (DEM) - 0,6%

Fábio Barcellos (PDT) - 0,4%

Joe Valle (PSB) - 0,4%

Raad Massouh (DEM) - 0,4%

Aylton Gomes (PR) - 0,3%

João Leal - 0,1%

NS/NR - 20,3%

Nenhum - 19,2%

Corrida para a Câmara Federal

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 03/05/2010 às 10:59

A pesquisado Instituto Dados trouxe ma is sondagens além das divulgadas neste final de semana. Os 2.500 eleitores ouvidos pelo instituto falaram, por exemplo, sobre seus candidatos a deputado federal e a distrital. Confira os resultados da consulta estimulada para a Câmara dos Deputados. A pesquisa, ralizada entre 24 e 28 de abril, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral  (9.423/2010). A margem de erro é de 2%.

Jaqueline Roriz (PMN)- 7,4%

Geraldo Magela (PT) - 7,2%

Maria de Lourde Abadia (PSDB) - 6,7%

José Antônio Reguffe (PDT) - 6,6%

Érika Kokai (PT) - 6,3%

Paulo Tadeu (PT) - 6%

Tadeu Filippelli (PMDB) - 5,7%

Izalci Lucas (PR) - 5,6%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 4,9%

Augusto Carvalho (PPS) - 3,9%

Alberto Fraga (DEM) - 3,1%

Osório Adriano (DEM) - 2,8%

Laerte Bessa (PSC) - 2,4%

Pastor Egmar - 1,7%

Roberto Policarpo (PT) - 0,4%

Ricardo Marques (PTB) - 0,4%

Ezequiel Nascimento (PDT) - 0,2%

Weber Magalhães - 0,2%

NS/NR - 16,3%

Nenhum - 12,1%

Pesquisa Exata no DF

GDF, Partidos, Política em 03/05/2010 às 7:30

Da coluna de Claudio Humberto: O ex-governador do DF Joaquim Roriz, atualmente filiado ao PSC, já não é “imbatível” nas urnas, a julgar pela mais recente pesquisa, divulgada neste domingo pelo Jornal de Brasília. O levantamento do Instituto Exata Opinião Pública, realizado entre os dias 14 e 20 de abril, mostra que a vantagem de Roriz sobre os demais candidatos diminuiu acentuadamente e que, hoje, haveria segundo turno disputado palmo a palmo com o candidato do PT, Agnelo Queiroz.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do DF com o número 9340/2010 e tem uma margem de erro de 2,5% e um intervalo de confiança de 95,5%. Na pesquisa para governador, a Exata utilizou como metodologia a pesquisa estimulada, na simulação dos dois turnos.

No primeiro, Joaquim Roriz teve a preferência de 36,3% dos 3.170 entrevistados em todas as regiões administrativas do DF, contra 26,8% de Agnelo Queiroz, do PT. Em terceiro lugar apareceu o deputado federal Alberto Fraga (DEM), com 6,8%, e o senador Gim Argello (PTB) ficou em quarto,  com 4%. Há 16,8% de indecisos e 9,2% estão dispostos a anular o voto. Na simulação de segundo turno, Roriz e Agnelo estão tecnicamente empatados, com 43,4% contra 41,1%, respectivamente.

Cabe mais um?

Partidos, Política, TSE em 03/05/2010 às 7:22

Do Painel da Folha de S.Paulo: Políticos do governo e da oposição aguardam ansiosos a resposta do TSE a três consultas sobre a possibilidade de incluir candidatos a senador numa chapa sem necessidade de coligação nacional entre os partidos que a integram. Na prática, trata-se de decidir se um candidato a governador pode “carregar” mais de dois candidatos ao Senado. Em busca de argumentação jurídica que sustente o voto dos ministros, técnicos do tribunal apelidaram sua obra de “emenda Rio”. Nesse Estado, se a resposta do TSE for favorável, Sérgio Cabral (PMDB) -e por tabela Dilma Rousseff (PT)- poderá contar com a trinca Lindberg Farias (PT), Jorge Picciani (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) -este último hoje sem lugar na chapa.

Os efeitos da eventual licença do TSE vão além do Rio. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que já tem como candidatos ao Senado Orestes Quércia (PMDB) e um tucano a ser definido, finalmente encontraria um lugarzinho para acomodar Romeu Tuma (PTB).

Comentário do blog: No Distrito Federal, a licença também poderia beneficiar o PT, que poderia abrigar Cristovam Buarque (PDT), Rodrigo Rollemberg (PSB) e o petista Geraldo Magela.

Em busca de uma vaga na Câmara

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 03/05/2010 às 7:14

Do Correio Braziliense: Em menos de seis meses, o Distrito Federal vai conhecer seus novos representantes na Câmara Legislativa. Mas antes das eleições de outubro e até do período de campanha autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — que permite as propagandas somente a partir de 6 de julho — já é possível ter uma prévia do que veremos no horário eleitoral na televisão e dos rostos que vão estampar os panfletos espalhados por toda a cidade. Os pré-candidatos a deputados distritais são criativos na hora de divulgar currículos e intenções. Entre eles há quem queira, por exemplo, transformar a nova sede da Câmara Legislativa em um hospital público e acabar com a revista íntima na visita a presídios.

Os partidos divulgaram centenas de nomes. Um dos atrativos é o salário de distrital, fixado em R$ 12,5 mil — isso sem falar na verba indenizatória e na de gabinete. Cada sigla pode lançar oficialmente até 48 nomes, entre eles um terço deve ser de mulheres. Há 24 vagas na Câmara Legislativa. A Resolução nº 2.3191 de 2009 do TSE, que regulamenta a propaganda eleitoral, afirma que mesmo antes do período de campanha, os pré-candidatos podem se apresentar à população, mas sem pedir votos. Baseados nisso, alguns já estão na internet, reunidos em blogs coletivos ou em páginas pessoais. Para serem considerados canditados, eles ainda precisam da aprovação da legenda.

O Partido Trabalhista do Brasil do Distrito Federal (PTdoB-DF) é um dos mais organizados e apresenta 20 aspirantes a políticos no blog precandidatosptdobdf.blogspot.com (veja aqui). Há muitos currículos peculiares no site. Nos cadastros constam informações de utilidade duvidosa para o eleitor como o tipo sanguíneo e o signo de cada um. Mas o portal também traz dados relevantes na hora de escolher em quem votar.

Uma das possíveis opções é o vice-presidente da Associação dos Butequeiros do Recanto das Emas, João Inês Barbosa de Jesus, o Marçal, 42 anos. Além de líder da associação voltada para os boêmios da região, ele é filho de uma parteira e de um agricultor, nasceu na Bahia, tem 15 irmãos, é casado, pai de dois filhos, bombeiro aposentado e tem segundo grau completo. Marçal nunca se candidatou a uma vaga na CLDF. Decidiu disputar o cargo porque acredita em uma renovação do poder. “O que mais gosto de fazer é ajudar as pessoas. Pretendo aprovar uma unidade hospitalar e colocar médicos urgentemente nos postos existentes no Recanto. Quero trazer mais uma delegacia de polícia e colocar viatura nas ruas em vez de postos policiais. Ainda espero regularizar os comércios das quadras e entrequadras”, relatou.

Não falta quem queira trabalhar na Câmara pelo Recanto das Emas. José Ribamar Silva, o Ribamar do Recanto, 44 anos, nascido em São Luis do Maranhão, carrega no currículo várias experiências como assessor sindical, tem também cursos de datilografia, recursos humanos e legislação trabalhista. Candidato pela mesma cidade, Lusimar Torres Arruda, 40 anos, é solteiro, policial militar, pedagogo e tem curso de Excelência ao Atendimento ao Cidadão. Apelidado de Jabá pelos colegas, ele pretende colocar em prática o que aprendeu com relação aos direitos do povo.

Promessas
Wilson Bocão, 42 anos, morador de Sobradinho, quer deixar o emprego de motorista de ônibus para ser deputado distrital. Ele promete ao povo transformar a nova sede da Câmara Legislativa em um hospital público. “É um absurdo a Câmara ser assim e os hospitais caindo aos pedaços. Não precisamos disso tudo”, justificou. O comerciante Elson Joaquim Lemos, 42 anos, filiado ao PDT, se apresenta como “goiano de Pires do Rio, signo: câncer. Pai, irmão, devoto do Espírito Santo. Com escolaridade de ensino médio. Admirador de: Betinho, Madre Tereza, Tancredo Neves, Vargas, Benício, Roriz, Marina Silva, Jofran, em especial meu pai e mãe”.

Elson Joaquim esteve preso durante 34 dias por receptação de carga roubada. “Meu irmão comprou a carga sem saber e eu levei para o meu comércio”, explicou. “Todo político deveria passar pelo menos uma semana no presídio. Eu, por exemplo, conheci o inferno. Agora vou lutar pelo fim da revista íntima e pelo uso de aparelhos de raios X para checagem. Não é porque estive preso que sou uma pessoa ruim”, disse.

Outro concorrente, Kico Locutor, líder comunitário e radialista amplamente conhecido em Sobradinho, vem com a proposta de trazer mais esporte, cultura e lazer. Kico tem uma vasta experiência em vender o próprio peixe. Em todo canto da cidade há um adesivo com o nome e o telefone do Kico Locutor. Ele pensa alto. “Kico Locutor rumo ao Buriti em 2022”, avisou. Um dos candidatos do Partido Progressista (PP), Valberto Pinto, 30 anos, já tem até slogan de campanha divulgado em sua página do Orkut: “Até que enfim algo novo para Brasília”. Ele quer conquistar os jovens para se eleger.

Muitos apostam na categoria para a qual trabalham na hora de chamar a atenção do público. É o caso do bombeiro civil Evilásio Rodrigues, que postou no blog uma foto carregada de simbolismo, vestido em uma farda amarela e com equipamentos de segurança necessários para apagar um incêndio, quem sabe o “fogo” que se instalou na Câmara Legislativa com o escândalo do suposto esquema de propina denunciado pela Operação Caixa de Pandora. Pelo Partido Humanista da Solidariedade do DF (PHS-DF), Maria Bonfim, a Mariazinha, presidente do Sindicato dos Taxistas, pretende ocupar uma vaga na CLDF.

Boa parte dos pré-candidatos tem em comum a atuação como líder comunitário. O médico e prefeito comunitário de uma quadra do Sudoeste Benetido Antonio de Sousa, mais conhecido como Benedito Mutirão, aposta na popularidade adquirida em meio à população que ajudou a atender em ações coletivas de saúde em comunidades carentes. Mulheres estão no páreo. A missionária Lucinete Bezerra é também professora e já tentou ser vereadora em Goiás, em 2000. Para ela, existem três qualidades da mulher na política: a mulher pró-criativa (mãe e dona de casa), a provedora (operária e trabalha fora) e a competitiva, que traz perspectiva de crescimento.

Convenções
O PHS-DF cadastrou mais de 100 interessados nas vagas. “Temos mais nomes que o necessário e vamos escolher os melhores na nossa convenção, em junho”, garantiu o presidente regional, Antenor Fernandes. O grupo conta ainda com um pré-candidato a presidente da república, o morador de Brasília e advogado Oscar Silva. “Acreditamos na possibilidade de vitória. Pesquisas mostraram intenções de voto para Oscar Silva no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste”, garantiu Antenor.

Com o slogan: “No PCdoB tem lugar para você”, o Partido Comunista do Brasil no DF (PCdoB-DF) atraiu meia centena de inscrições para distritais Em 2006, eles lançaram sete nomes e o PCdoB conseguiu 20 mil votos. Com os 48 candidatos, o partido pretende atingir pelo menos 60 mil votos, a quantidade necessária para conquistar uma vaga no Legislativo.

O Partido dos Trabalhadores no DF (PT-DF) encerrou recentemente as inscrições para pré-candidatos. Receberam 53 manifestações de interesse que serão avaliadas e os nomes escolhidos neste mês. Alguns dos concorrentes constam no site do PT-DF como Carlão, Paulão da Estrutural e Luiz Carlos, o Lula. O Correio não teve acesso à lista de pré-candidatos a deputados distritais de outros partidos.

Polarização confirmada na cidade

Partidos, Política em 02/05/2010 às 10:25

A pesquisa do Instituto Dados com o grupo Comunidade trouxe ainda dois outros motivos de comemoração para os petistas. Na sondagem espontânea, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) apareceu com 16,6% das intenções de votos para o GDF. O petista Agnelo Queiroz contabilizou 10,8%. Todos os outros pré-candidatos a governador citados na pesquisa espontânea tiveram índice inferior a 1%.

Além disso os índices de rejeição dos candidatos registraram um cenário favorável a Agnelo. Enquanto seu principal adversário, Joaquim Roriz, tem o maior índice da pesquisa - 32,9% - Agnelo conta com apenas 7,1%. Confira:

Joaquim Roriz (PSC) - 32,9%

Alberto Fraga (DEM) - 12,7%

Agnelo Queiroz (PT) - 7,1%

Tadeu Filippelli (PMDB) - 5,9%

Toninho do PSOL - 5,9%

Maurício Correa (PSDB) - 4,6%

Rogério Rosso (PMDB) - 4,4%

Messias de Souza (PCdoB) - 4,3%

Não soube/Não respondeu - 15,2%

Nenhum - 9,9%

Todos - 5,2%

Petistas satisfeitos com pesquisa

Partidos, Política em 02/05/2010 às 10:09

Petistas comemoram neste final de semana o crescimento de seu pré-candidato Agnelo Queiroz nas intenções de voto para o Governo do Distrito Federal. Os dados são da mais recente pesquisa do Instituto Dados, feita em parceria com o grupo Comunidade (veja aqui). Na sondagem para governador, a diferença registrada entre Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT) é uma das menores dos últimos tempos: cerca de 8%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral  (9.423/2010) e ouviu 2.500 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de abril. A margem de erro é de 2%. Confira:

Cenário 1

Joaquim Roriz (PSC) - 35,4%

Agnelo Queiroz (PT) - 27,3%

Nenhum - 16,6%

Não sabe/Não respondeu - 12,4%

Alberto Fraga (DEM) - 5,1%

Toninho do PSOL - 2,6%

Messias de Souza (PCdoB) - 0,5%

Cenário 2 (sem Joaquim Roriz)

Agnelo Queiroz (PT) - 28,8%

Nenhum - 27,4%

Não sabe/Não respondeu - 18,2%

Tadeu Filippelli (PMDB) - 8,9%

Alberto Fraga (DEM) - 6,1%

Rogério Rosso (PMDB) - 5,8%

Toninho do PSOL - 3,2%

Messias de Souza (PCdoB) - 1%

Maurício Correa (PSDB) - 0,6%

Vigilante lança blog

Blog, Partidos, Política em 01/05/2010 às 15:37

O ex-presidente regional do PT-DF Chico Vigilante, pré-candidato mais uma vez a deputado distrital, lança nesta terça-feira (4) seu “espaço virtual” na Internet. A festa de lançamento do blog será no Teatro dos Bancários, na 314/315 Sul, a partir das 19h.

Eleitores podem fiscalizar

Partidos, Política em 01/05/2010 às 9:42

Do Estado de S. Paulo: Eleitores e ONGs interessados em garantir eleições limpas neste ano podem montar em suas cidades um Comitê 9840 para fiscalizar e denunciar venda de votos e publicidade irregular, além de garantir a aplicação do projeto Ficha Limpa, em discussão na Câmara, que proíbe a participação de políticos com problemas na Justiça.

A partir das orientações do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), ONG que reúne 44 entidades defensoras do Ficha Limpa, mais de 300 órgãos desse tipo foram fundadas em todo o País desde que, há dez anos, foi aprovado o primeiro projeto de iniciativa popular, a Lei 9840, que pune candidatos que compram votos. Desde a aprovação, mais de mil políticos foram cassados.

Na expectativa de que a Ficha Limpa seja aprovado ainda a tempo para as eleições de outubro, - o que só ocorrerá se o projeto for sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até 6 de junho - o MCCE se prepara para, após isso, entrar em uma nova luta. “Se o Congresso não fizer a reforma política, nós vamos preparar outro projeto de iniciativa popular para que isso ocorra, com temas como o financiamento público de campanhas”, adiantou a diretora da secretaria-executiva do MCCE, Jovita José Rosa. “Só o controle social dos poderes públicos pode garantir algum futuro ao Brasil.” Nesta semana, o comitê de São Paulo promoveu coleta de assinaturas no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e amanhã está prevista uma caminhada em prol da aprovação, no Parque do Ibirapuera. O pedido de urgência urgentíssima será votado na terça-feira.

Fiscalização

E onde se instalaram, os comitês 9840 têm colaborado para levar mais transparência à política. Em Imperatriz (MA), o órgão local, coordenado pelo padre Agenor Mendonça, tem promovido cursos, em convênio com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU), para capacitar eleitores a fiscalizar gastos públicos. Graças à mobilização local, o comitê conseguiu mandar assinaturas de nada menos do que 20% dos eleitores (cerca de 30 mil de 150 mil), considerado o maior porcentual do País, à coordenação do Ficha Limpa. “Praticamente todas as entidades mais importantes como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as principais ONGs locais participam do comitê. Temos, tradicionalmente, um alto grau de inserção na sociedade”, comemorou o religioso.

Na Paraíba, o comitê local, chamado Fórum de Combate à Corrupção, tem uma peculiaridade: em vez de ONGs, o órgão foi fundado por 22 entidades públicas, entre os quais o TCU, o tribunal de contas estadual, a CGU , o Ministério Público Federal e Estadual e a Receita Federal e estadual. “Percebemos que os órgãos trabalhavam de forma autônoma, com uma enorme dispersão de esforços, recursos e tempo. Com a criação do fórum, fazemos a integração e compartilhamento dos dados para combater a corrupção e o desperdício”, explicou o coordenador, Rainério Rodrigues Leite, também diretor regional do TCU.

A ideia, entretanto, de acordo com ele, é devolver o fórum à sociedade civil tão logo esteja fortalecido. “O nosso problema é que aqui, um Estado pobre nordestino, não temos ONGs de projeção para fazer o trabalho”, explicou Leite.

Para instalar um Comitê 9840, há uma série de iniciativas a serem tomadas. A primeira é entrar no site do MCCE (clique aqui) e preencher um formulário. Em seguida, convidar entidades da sociedade civil. Como o comitê é considerado uma rede de organizações, não precisa eleger diretoria nem registrar em cartório. A partir daí, a nova organização poderá fiscalizar a atividade política.

Limpeza pela Ficha Limpa

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 30/04/2010 às 20:24

Do Congresso em Foco: Balde, vassoura, água e sabão. E muita disposição para limpar simbolicamente o Congresso Nacional. Com esses ingredientes, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral está chamando a população a pressionar os deputados a aprovarem, na próxima terça-feira (4), o chamado Projeto Ficha, que restringe a candidatura de políticos com processos na Justiça. O ato de “limpeza” simbólica está previsto para começar às 16h, no gramado do Congresso.

A organização não-governamental Avaaz, parceira do MCCE, programou uma manifestação em forma de arte. Os interessados em participar podem levar produtos de limpeza, vassouras e baldes. A improvisação será feita por um grupo de teatro de rua. O MCCE é responsável pela coleta de mais de 1,6 milhão de assinaturas que permitiram o início da tramitação do projeto de lei de iniciativa popular na Câmara.

O movimento continua colhendo assinaturas em todo o país. A Avaaz já recolheu quase 2 milhões de assinaturas virtuais em favor do Ficha Limpa.

Via alternativa com PMDB, DEM e PSDB

Partidos, Política em 29/04/2010 às 19:25

Não apenas PDT e PSB pensam em um plano B para o caso de o PT voltar atrás nas conversas mantidas entre os três partidos. Também o PMDB tem alimentado uma segunda opção para as eleições de outubro. A ideia é fomentada principalmente pelo Democratas e por parte do PSDB: lançar uma chapa alternativa à polarização PT x Joaquim Roriz em uma coligação com as três legendas. O grupo contaria ainda com o apoio do PPS na empreitada.

Para o Democratas, esse seria o melhor cenário eleitoral. O PPS também sairia ganhando mais espaço. Como vantagem para o PMDB estaria o fato de que o cabeça de chapa poderia ser o atual governador Rogério Rosso. Apesar da promessa de que não será candidato à reeleição, não seria surpresa no meio político uma mudança de planos. Até porque, como todo mundo sabe, a “política é uma arte dinâmica”.

Diante de tantos cenários possíveis para outubro, as próximas semanas prometem ser bastante movimentadas. Alguns presidentes de partido até cancelaram agendas externas e sociais para cuidar apenas disso: conversas e mais conversas.

Opção pela independência

Partidos, Política em 29/04/2010 às 18:32

Se a crise no PT-DF não arrefecer e colocar em risco as candidaturas do PDT e do PSB, os dois partidos ainda ensaiam uma candidatura independente. Não foi descartada pelas duas legendas a possibilidade de lançar Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Governo do Distrito Federal com Cristovam Buarque (PDT) na principal vaga ao Senado. A eles ainda poderiam se juntar o PCdoB.

O único problema para esta chapa é o tempo. Se for para se declararem independentes do PT, o grito precisa ser dado agora em maio. Se esperarem até junto, pode ser tarde demais para fazer uma campanha majoritária. Sabendo disso, o PT adia o máximo possível seus confrontos. Trabalha com a aposta de que, sozinhos, os dois partidos não se viabilizariam, enquanto procura soluções para seus conflitos internos - ampliados ainda mais depois da intenção de se aliar ao PMDB-DF.

Briga pela segunda vaga

Partidos, Política em 29/04/2010 às 18:07

A superlotação de candidatos ao Senado na chapa encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz pode trazer ainda mais dor de cabeça para o PT. O problema é que o acordo fechado com o PDT, que ligou a candidatura ao Senado de Cristovam Buarque à candidatura ao GDF de Agnelo, foi firmada sob uma condição: o segundo nome na disputa ao Senado seria do socialista Rodrigo Rollemberg.

À época da consolidação do compromisso, o PT pediu um tempo para anunciar Rollemberg na vaga porque antes teria de convencer o deputado federal Geraldo Magela (PT) a abrir mão da disputa. Dentro do PT, havia correntes partidárias que defendiam o nome de Magela para o Senado, uma vez que ele havia sido derrotado nas prévias para o GDF.

Magela avisou que fará o anúncio do cargo que disputará nestas eleições na próxima semana. A expectativa é de que ele se lance mesmo ao Senado, uma vez que conquistou o apoio de parte da militância petista - fundamental nessa briga por espaços eleitorais. Se isso for confirmado pela direção petista, o PDT ameaça desembarcar da chapa. Isso porque eles dizem não aceitar nenhum outro nome como parceiro na disputa ao Senado que não o de Rollemberg. “Só podemos aceitar outro candidato se o PSB o indicá-lo como tal. Fora isso, não há essa possibilidade”, garante Cristovam, que assegura que o PDT não romperá o acordo feito com o PSB.

No PT, o clima ainda é de conciliação. Os petistas ainda acreditam que será possível negociar esta vaga ao Senado de forma consensual, seja com a desistência de Magela ou de Rollemberg. “Não podemos deixar que nossos interesses particulares se sobreponham a uma ampla aliança que fará este governo mudar”, defende o ex-presidente do partido Chico Vigilante.

Adeus a aliança rorizista

Partidos, Política em 29/04/2010 às 17:50

As declarações do senador Gim Argello (PTB) de que estaria repensando sua candidatura ao Governo do Distrito Federal em outubro (leia aqui) foram vistas pelo grupo rorizista com um aviso de que o senador está prestes a desembarcar da coligação com o ex-governador Joaquim Roriz. Apesar de não haver nenhum acerto oficial, as conversas entre os dois estavam encaminhadas. Gim sairia de candidato ao Senado na chapa de Roriz.

As especulações seriam de que o petebista estaria migrando para a chapa petista de Agnelo Queiroz. Os petistas negam a articulação - se no passado, a chapa para a reeleição de José Roberto Arruda ao GDF sofria de superpopulação, agora é o PT quem padece deste mal. Na fila para a candidatura ao Senado já estão Cristovam Buarque (PDT), Rodrigo Rollemberg (PSB) e Geraldo  Magela (PT). Segundo a direção do partido, não tem como se abrigar mais um.

Acordo tiraria envolvidos do palanque

Partidos, Política em 29/04/2010 às 8:27

Da coluna do Claudio Humberto: O acordo que PT e PMDB costuram em Brasília prevê a exclusão dos deputados distritais enrolados nos recentes escândalos do mensalão do DEM. Pelo acordo, a ser cumprido especialmente pelo PMDB, será negada legenda a políticos como a deputada Eurides Brito, líder do partido na Câmara Legislativa, que aparece em vídeo metendo maços de dinheiro na bolsa. O acerto objetiva neutralizar resistências no PT.

O acordo PT-PMDB é coordenado pelo próprio Lula. Ele tem dito a petistas históricos locais que a vitória no DF “é questão de honra”.

Gim diz que ainda não desistiu

GDF, Partidos, Política em 28/04/2010 às 19:57

As especulações de que teria desistido de concorrer ao cargo de governador do Distrito Federal nas eleições de outubro - principalmente para disputar uma das vagas ao Senado na chapa do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) - fizeram o senador Gim Argello adotar como lema uma citação do ex-ministro Petrônio Portela: “Quem tem tempo não tem pressa”.

Desde que a notícia se sua desistência da candidatura majoritária foi veículada, o senador diz estar recebendo manifestações de apoiadores e eleitores, contrárias à decisão. Por isso, decidiu pensar melhor sobre o assunto. ”O certo é que disputarei às eleições. O cargo ainda vou definir”, afirmou.

PSOL em busca de alianças

Partidos, Política em 28/04/2010 às 11:01

O PSOL-DF começou esta semana uma série de conversas para as eleições de outubro deste ano. A intenção é construir uma frente de esquerda no  Distrito Federal. O primeiro encontro foi com representantes  do PCB. As duas legendas afirmam ter pontos em comum como, por exemplo, a elaboração de um programa socialista de governo para a capital. “Queremos uma frente de esquerda para enfrentar a coligação de direita, representada por Joaquim Roriz e seus aliados e a coligação de centro direita, representada por Agnelo Queiroz e Tadeu Filippelli, que estão em estágio avançado de entendimento entre o PT e o PMDB no DF”, diz Toninho, presidente regional do PSOL.

Na próxima quinta feira (29), o PSOL conversará com a direção do PSTU. O objetivo é o mesmo: a construção de uma frente de esquerda.

PDT quer desfiliação de Aguiar

GDF, Política em 28/04/2010 às 9:57

A executiva do PDT-DF se reuniu na noite de terça-feira (27) para decidir a situação do partido junto ao novo Governo do Distrito Federal. A conclusão foi de que o partido não participará do governo Rogério Rosso e que nenhum filiado poderá ocupar cargos de confiança no GDF. A reunião, convocada depois da nomeação do vice-presidente da legenda, Marcelo  Aguiar, para secretário de Educação, tratou ainda da desfiliação do pedetista. O pedido de licença apresentado por Aguiar ainda não foi avaliado. Mas a direção do partido espera que ele peça desfiliação do partido, ou será levado à Comissão de Ética da legenda.

PT segue sem consenso sobre PMDB

Partidos, Política em 27/04/2010 às 21:58

O diretório do PT-DF decidiu adiar a decisão sobre uma possível aliança entre o partido e o atual governo peemedebista, com direito a coligação nas eleições de outubro. O adiamento foi provocado pela total falta de consenso na legenda, como ficou demonstrado na reunião desta terça-feira (27). Parte dos petistas está fazendo duras críticas à aliança. Outra parte considera a coligação essencial para a vitória nas urnas. A decisão da legenda foi de não colocar a questão em votação, para amadurecer um pouco mais as discussões sobre o tema.

Cuidado redobrado pré-eleição

Partidos, Política em 27/04/2010 às 20:48

Dirigentes do PT começam a se preocupar com o andamento da Operação Shaolin. As investigações estariam chegando perigosamente perto do partido.

(Um aviso aos desavisados: nenhum partido exerce controle sobre este blog.)

Ser ou não ser governo?

Partidos, Política em 27/04/2010 às 6:28

Do Correio Braziliense: A missão de derrotar Wilson Lima — candidato do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) — na eleição indireta encorajou o Partido dos Trabalhadores do DF a se juntar ao PMDB. A reação desigual da militância do PT, no entanto, provocou um recuo no partido e rachou os petistas entre os que apoiam e aqueles que desaprovam a aproximação ao novo governo. O tema promete ser o mais polêmico da reunião do diretório regional da legenda marcada para hoje à noite. A ocupação ou não de cargos na administração Rogério Rosso (PMDB) também será decidida.

O PT é conhecido por ser um partido que segue as posições tomadas em colegiado. Por isso, a importância do encontro de hoje na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a partir das 19h no Conic. O que for decidido pela maioria dos 43 dirigentes regionais no DF terá de ser tomado como regra no partido, que possui 15 tendências diferentes. Um posicionamento oficial e uniforme da legenda virá de uma queda de braço entre dois grupos.

De um lado, estão as tendências mais à esquerda, que concentram a maioria dos militantes e querem trilhar um caminho para as eleições de outubro independente do PMDB. Esse grupo usa como argumento a proximidade que os peemedebistas mantiveram com os governos acusados de corrupção e se ampara ainda em uma pesquisa interna realizada pelo PT, que apurou alta rejeição numa chapa eventualmente formada pelo pré-candidato ao GDF Agnelo Queiroz e o presidente do PMDB local, Tadeu Filippelli.

De outro lado, tentará prevalecer a opinião de uma corrente de petistas mais vinculada à direção do partido, diretamente envolvida na negociação sobre as eleições. Há representantes desse grupo na Articulação, a maior tendência do partido e onde estão abrigados, por exemplo, o presidente da legenda no DF, Roberto Policarpo, e Agnelo Queiroz. Quem é favorável a uma aproximação com o PMDB alega que esse movimento, assim como foi fundamental para a determinar a vantagem na eleição indireta, continuará sendo decisivo para neutralizar a força de Joaquim Roriz na disputa.

Mandato
O mandato eletivo é outra linha de corte na polêmica da aliança com o PMDB. Quem tem e quer manter o posto na próxima legislatura acha arriscado assumir publicamente a união com o partido do governo. Isso explica a postura de distritais do PT que ou são radicalmente contra a junção, como Chico Leite, ou evitam declarar publicamente apoio à aliança, a exemplo de Paulo Tadeu e Cabo Patrício.

Durante compromisso do PT no último fim de semana, o deputado federal Geraldo Magela (PT) optou por um discurso de distanciamento em relação ao PMDB. “Devemos nos antecipar e não aceitar participar desse governo. Temos um projeto e queremos nos unir com outros partidos para ganharmos a eleição e começarmos a governar em 1º de janeiro de 2011”, disse Magela, que deve concorrer a uma vaga ao Senado Federal.

Agnelo, que nos bastidores tem defendido a junção com o PMDB, não descarto