Eleições 2010

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A crise da CPI

Câmara Legislativa em 01/09/2010 às 8:54

Do Correio Braziliense: O relatório da CPI da Codeplan foi encerrado, lido, votado e aprovado na semana passada. Mas ontem, integrantes da comissão parlamentar de inquérito que investigou suposto esquema de corrupção no GDF tomaram uma atitude inusitada. Reuniram-se para tentar convencer o relator da CPI, Paulo Tadeu (PT), a mexer no texto final. Entre as alterações, os distritais falam, inclusive, em retirar nomes para os quais houve pedido de indiciamento.

A aparente sintonia entre oposição e governo — que juntos aprovaram o relatório por quatro votos na quarta-feira passada — durou pouco. Depois de encerrada a CPI, o presidente da comissão, Aguinaldo de Jesus (PRB), além dos distritais Raimundo Ribeiro (PSDB) e Cristiano Araújo (PTB) questionaram alguns trechos do relatório e pediram revisão. Segundo Paulo Tadeu, os colegas se posicionaram contra a inclusão dos nomes do ex-vice governador Paulo Octávio, do ex-secretário de Governo José Humberto Pires, do ex-chefe de gabinete Fábio Simão e do ex-corregedor do DF Roberto Giffoni na lista de pedidos de indiciamento elaborada pela CPI. Entre os 22 nomes sugeridos, estão os dos ex-governadores Joaquim Roriz (PSC) e de José Roberto Arruda.

Na tarde de ontem, Aguinaldo organizou uma reunião com os deputados que integraram a CPI da Codeplan. Estiveram presentes Raimundo Ribeiro e Cristiano Araújo. Paulo Tadeu não foi. Mandou, no entanto, dois técnicos que participaram da confecção do relatório e o representaram. Ao ser informado do teor do encontro, Paulo Tadeu reagiu: “Em hipótese nenhuma vou participar dessa manobra indecorosa, ilegal, imoral, articulada por um conjunto de pessoas que foram, inclusive, indiciadas pelo esquema de corrupção”. Para Tadeu, os distritais que foram da base do governo estariam sendo pressinados a retirar os nomes de alguns políticos citados.

Os deputados teriam usado como argumento o fato de que o relatório da Polícia Federal, divulgado um dia antes das conclusões da CPI, indiciou menos pessoas que a lista proposta pela Câmara. Os parlamentares teriam dito também que no dia da votação do relatório final da comissão, o Correio havia antecipado parte das informações contidas no texto do relator. Como Paulo Tadeu não aceitou as alegações dos colegas, o presidente da comissão, Aguinaldo de Jesus, decidiu convocar uma reunião para hoje, às 10h, cujo item 2 da pauta é a leitura e a votação do relatório final da CPI (veja fac-símile). Na noite de ontem, no entanto, houve um recuo. A reunião pode não ocorrer.

“Voto de confiança”
Aguinaldo de Jesus nega que tenha como objetivo retirar nomes de políticos e ex-integrantes do governo indicados no relatório para indiciamento. “As reuniões são para discutir se algumas correções pedidas foram feitas, ninguém falou em nomes. Não sei de onde está saindo essa história. Se o Paulo Tadeu continuar nesse caminho de querer pressionar os deputados, não vamos encaminhar esse relatório a canto nenhum.
Aliás, o relator nem participou da reunião”, comentou Aguinaldo.

Raimundo Ribeiro confirmou, porém, que a questão dos indiciamentos foi discutida durante o encontro. Cristiano Araújo teria questinado a legitimidade da CPI para fazer tal tipo de apontamento. “Na semana passada, Paulo Tadeu apresentou o relatório e nós demos um voto de confiança. Aprovamos o texto com a ressalva de que faríamos uma leitura mais aprofundada e apontaríamos eventuais correções. Portanto, foi uma aprovação parcial. Algumas sugestões foram feitas e isso é o que vamos discutir com a toda transparência, até porque a reunião está marcada para ocorrer em plenário com a presença de todos”, disse Ribeiro.

Presidente desmente mudança em relatório

Câmara Legislativa em 31/08/2010 às 21:14

Presidente da CPI da Corrupção, deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), afirmou ao blog que não haverá reunião da comissão parlamentar nesta quarta-feira. Segundo explicação do presidente, a convocação foi marcada por conta de alguns detalhes do relatório que deveriam ser acertados entre o tucano Raimundo Ribeiro e o relator Paulo Tadeu (PT). Mas como os dois deputados não conseguiram se reunir ainda, a sessão foi adiada. Aguinaldo garante, no entanto, que esses detalhes pendentes em nada vão interferir no resultado apresentado pelo CPI, nem na essência do relatório. Qualquer outra afirmação diferente dessa é pura especulação.

Confusão na CPI da Corrupção

Câmara Legislativa em 31/08/2010 às 19:24

Os integrantes da CPI da Corrupção receberam nesta terça-feira (31) uma convocação para uma sessão extraordinária da comissão parlamentar para às 10h desta quarta-feira (1). A convocação não explica o motivo da chamada, mas os distritais de oposição já desconfiam o que seja: governistas trabalham para cancelar o relatório final da CPI. A alegação seria de que houve um equívoco na votação do relatório final apresentado pelo relator Paulo Tadeu (PT). E alguns dos parlamentares teriam votado o documento achando estar aprovando outro item.

A conversa  sobre a suposta votação equivocada vinha movimentado os corredores da Câmara Legislativa desde a semana passada. Ex-integrantes do GDF estariam sustentando essa versão. E pressionando os deputados de sua antiga base aliada a aprovar um relatório mais ameno do que o apresentado por Paulo Tadeu, com menos nomes envolvidos.

Paulo Tadeu se prepara para rebater essa versão. Sua assessoria técnica já está levantando toda a documentação para comprovar que não houve erro na aprovação do relatório - desde notas taquigráficas até a gravação da sessão feita pela TV Distrital.

Em defesa da ciclovia

Câmara Legislativa, Transporte em 31/08/2010 às 17:21

Depois do anúncio do governo de que foi cancelada a construção da ciclovia prevista para a EPTG, o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) marcou uma reunião esta semana com o secretário de Obras, João Padilha. O distrital vai pedir a manutenção da ciclovia, prevista no projeto original da via. O parlamentar defende que, em uma da vias mais movimentadas do DF, com movimento intenso nos horários do pico, a ciclovia seria uma alternativa àqueles que moram próximos de seus locais de trabalho.

Vivendo e Aprendendo como patrimônio

Câmara Legislativa, Educação em 27/08/2010 às 16:50

Na próxima terça-feira (31), os deputado distritais discutem em uma comissão geral uma solução para regularizar definitivamente a Associação Pró-educação Vivendo e Aprendendo. Criada por uma associação de pais, a escola funciona desde 1982 em uma  parte do terreno situado na quadra 604 do Setor de Grandes Áreas Norte. Mas, desde o início da década de 90, sofre a ameaça de ter de sair do lote, que é do GDF, e vem lutando para conseguir uma autorização definitiva para ocupação da área.

Uma das propostas a ser discutida na Câmara é o registro da proposta pedagógica da escola no Patrimônio Imaterial do Distrito Federal. Entre os convidados que participarão da comissão geral, marcada por iniciativa da Bancada do PT na Casa, estão o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o secretário de Cultura do DF, Silvestre Gorgulho. A comissão geral será no plenário da Câmara, a partir das 15h.

CPI só sugere

Câmara Legislativa em 26/08/2010 às 18:46

O presidente da CPI da Corrupção, deputado distrital Aguinaldo de Jesus (PRB) divulgou nota oficial nesta quinta-feira (26) para corrigir informações divulgadas sobre o relatório final da comissão. Segundo o presidente, há um erro na informação de que o relatório pediu o indiciamento dos citados nas investigações dos deputados. “Não cabe à CPI o indiciamento das pessoas, mas apenas a sugestão para os orgãos competentes apurem o que lhe couber diante das denuncias”, explicou, em nota.

Deputados negam pagamento

Câmara Legislativa em 26/08/2010 às 14:15

Mais dois distritais citados nos documentos apreendidos pela Polícia Federal apresentam explicações sobre a votação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) na Câmara Legislativa. Benedito Domingos (PP) e Roney Nemer (PMDB) esclarecem que não participaram da votação do Plano Diretor na Casa, nem no primeiro nem no segundo turno.

À época, Benedito estava à frente da administração regional de Taguatinga, tendo retornado à Câmara três dias após a conclusão da votação do projeto, em dezembro de 2008. Já Roney ocupava o cargo de presidente da Brasiliatur.

Em nota, o peemedebista afirmou que “sempre guiou seu trabalho de acordo com os interesses da população e, ao longo dos vinte e cinco anos de vida pública, pautou suas ações pela lisura, legalidade e pelo respeito aos moradores do DF”. Roney  afirma ainda estar confiante no trabalho da Polícia Federal e da Justiça e que sua inocência será comprovada.

CPI pede indiciamento de 22

Câmara Legislativa, GDF em 25/08/2010 às 18:34

Confira a lista de 22 pessoas que tiveram o indiciamento pedido pelo relatório da CPI da Corrupção nesta quarta-feira (25):

O relator pede o indiciamento de 22 pessoas:

- Joaquim Roriz (ex-governador do DF e candidato em 2010)

- José Roberto Arruda (ex-governador)

- Paulo Octávio (ex-vice-governador)

- Leonardo Prudente (ex-distrital)

- Benjamin Roriz (ex-secretário adjunto de relações institucionais)

- Domingos Lamoglia (conselheiro afastado do Tribunal de Contas, ex-chefe de gabinete de Arruda)

- José Geraldo Maciel (ex-chefe da Casa Civil)

- Weligton Moraes (ex-secretário de Comunicação)

- Fábio Simão (ex-chefe de gabinete de Arruda)

- Marcelo Toledo (policial aposentado e empresário)

- Marcelo Carvalho de Oliveira (executivo das empresas Paulo Otávio)

- Luiz Paulo Costa Sampaio (ex-presidente da Agência de Tecnologia da Infomação)

- José Humberto Pires (ex-secretário de Governo)

- Fernando Antunes (ex-secretário adjunto da Saúde)

- Gibrail Gebrim (ex-gestor da Secretaria de Educação)

- Roberto Gifonni (ex-corregedor do GDF)

- Ricardo Penna (ex-secretário de Planejamento)

- Gilberto Lucena (dono da Linknet)

- Maria Cristina Bonner (empresária e dona da TBA)

- Eurides Brito (ex-distrital)

- Júnior Brunelli (ex-distrital)

- Omézio Pontes (ex-assessor de imprensa de Arruda)

Controle dos distritais

Câmara Legislativa, GDF em 25/08/2010 às 9:00

Do Estado de S. Paulo: O relatório da Polícia Federal, revelado ontem pelo Estado, afirma que o ex-governador José Roberto Arruda “valia-se de peças estrategicamente dispostas no organograma do GDF para dar efetividade ao esquema”. O núcleo duro dessa atuação estaria em torno de cinco nomes: Arruda, José Geraldo Maciel, Omézio Pontes, Domingos Lamoglia e Durval Barbosa, este último, o delator do esquema ao Ministério Público Federal.

A Polícia Federal apreendeu, por exemplo, relatórios feitos por Omézio, uma espécie de assessor de comunicação de Arruda. Num desses relatos, Omézio comenta a atuação que deputados distritais aliados estavam tendo em relação ao governador. Entre eles está Rogério Ulysses, expulso do PSB por suposta ligação com o esquema de corrupção no Distrito Federal.

O assessor de Arruda reclama do político. “Estamos rotineiramente frequentando o seu gabinete, articulando com seu pessoal, na figura de seu chefe de gabinete Cristiomar, eles desenvolveram um jornal, que em momento algum citou a figura política do governador Arruda, não obstante esta negligência, isto já está administrado”, diz.

Omézio chega a citar uma suposta “contribuição”. “Acreditamos que tão logo recebam a contribuição, nos será aberto com mais facilidade, o espaço para acompanhamento da agenda do deputado.”

A Operação Caixa de Pandora, como ficou conhecida a revelação do escândalo, foi desencadeada em novembro do ano passado. Na época, foram divulgados vídeos em que Arruda e seus aliados recebiam dinheiro vivo das mãos de Durval Barbosa. Pressionado, Arruda deixou o DEM e foi cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária. O relatório final da Polícia Federal foi entregue à procuradora Raquel Dodge, do Ministério Público Federal. Caberá a ela fazer a denúncia à Justiça com relação aos acusados.

A expectativa é a de que a procuradora acolha as recomendações do delegado da PF Alfredo Junqueira, autor do relatório sobre a investigação. Ele aponta a prática de corrupção passiva, corrupção ativa e formação de quadrilha. Sugere ainda a apuração de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

CPI pede indiciamento de Roriz e Arruda

Câmara Legislativa, GDF em 25/08/2010 às 8:44

Do Correio Braziliense: Em sessão marcada para esta manhã, a CPI da Codeplan deverá votar o relatório final do deputado distrital Paulo Tadeu (PT) que confirma a existência de esquema de corrupção instalado na cúpula do poder no Distrito Federal e em atividade há pelo menos 11 anos. Elaborado por técnicos da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas do DF, o documento sustenta que os desvios de recursos de contratos com prestadoras de serviços ocorreu com a anuência dos dois ex-governadores eleitos na capital do país. Por isso, o texto pede o indiciamento de José Roberto Arruda (sem partido) e seu antecessor, Joaquim Roriz (PSC), candidato ao Buriti. Desde 1999, o GDF liberou R$ 4,2 bilhões para empresas investigadas na Operação Caixa de Pandora.

Concluído ontem, o documento que será apreciado pelos integrantes da CPI da Codeplan leva em conta informações também consideradas pela Polícia Federal (PF) em seu relatório final, encaminhado na semana passada à subprocuradora-geral da República Raquel Dodge, responsável pelo caso no Ministério Público Federal. O delegado Alfredo Junqueira, que comandou o inquérito na PF, detalha em 93 páginas os principais pontos levantados em quase um ano de investigação.

Para a PF, Arruda capitaneava um esquema de corrupção abastecido com dinheiro de empresas prestadoras de serviço para alimentar aliados. A estimativa é de que o Executivo tinha uma despesa mensal de R$ 600 mil com pagamentos à base de sustentação na Câmara, sem contar situações especiais, como a aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), quando os distritais teriam recebido R$ 420 mil para a votar a favor do projeto.

O ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel aparece no relatório da PF como um dos principais operadores do esquema, além do ex-assessor de imprensa Omézio Pontes, do conselheiro Domingos Lamoglia, do Tribunal de Contas do DF, e do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, o colaborador das investigações da Caixa de Pandora. Outras pessoas citadas como envolvidas na suposta organização criminosa são o ex-chefe de gabinete do governador Fábio Simão, o ex-presidente da Agência de Tecnologia da Informação Luiz Paulo Costa Sampaio, o policial civil aposentado Marcelo Toledo, e os ex-secretários de Planejamento Ricardo Penna e de Ordem Pública Roberto Giffoni. A PF lista ainda sete empresas que estariam envolvidas.

Continuidade
No relatório elaborado por Paulo Tadeu, o suposto esquema de corrupção do governo Arruda é uma continuidade da gestão anterior, conduzida por Roriz, uma vez que um dos principais operadores, Durval Barbosa, comandava o setor de informática nesse período.

Para aprovar o relatório do petista, serão necessários os votos de outros dois distritais. Na comissão, há aliados dos dois ex-governadores: Aguinaldo de Jesus (PRB), Batista das Cooperativas (PRP), Cristiano Araújo (PTB) e Raimundo Ribeiro (PSDB). Paulo Tadeu pretende apresentar seu relatório final mesmo se a sessão não der quórum, como ocorreu em várias situações cruciais desde a criação da CPI no início do ano.

O documento foi elaborado por técnicos da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas do DF, com o apoio de um delegado da PF. Dividido em seis principais focos de irregularidades, entre os quais os relacionados a contratos do Departamento de Trânsito (Detran) e do Banco de Brasília (BRB), o levantamento se concentra na área de informática. Entre os problemas identificados estão realização de despesas sem cobertura contratual, dispensa ilegal de licitação, despesas sem prévio empenho, escolha de empresas com critérios políticos e reconhecimento ilegal de dívidas. Tudo ocorria de forma organizada para facilitar os desvios de recursos públicos, segundo aponta o relatório.

Paulo Tadeu recomenda que a Câmara, por conta das irregularidades, reprove em plenário as contas do Executivo de 2003 a 2009. Até 2008, o Tribunal de Contas do DF apresentou e aprovou relatório prévio, com ressalvas. “Com tantas irregularidades apontadas pela CPI, pela Polícia Federal, Ministério Público e pela Justiça, a Câmara não poderá deixar de fazer a sua parte e reprovar as contas que ainda não foram analisadas no plenário”, sustenta o petista.

Sobre o pedido de indiciamento de Roriz, o coordenador de comunicação da campanha do ex-governador, Paulo Fona, afirma se tratar de uma medida política. “Um petista relator pedir para indiciar o governador Roriz faltando 39 dias para as eleições não tem nada de novo. É mais uma ação política com o objetivo de criar manchetes de jornais para mais tarde usar na televisão”, rebateu Fona. A defesa de Arruda nega todas as acusações.

Tensão na Câmara Legislativa

Câmara Legislativa em 24/08/2010 às 20:33

Deputados distritais começaram a movimentação para saber o que pode ser feito na Comissão de Ética da Câmara Legislativa com relação aos cinco processos por quebra de decoro parlamentar contra deputados citados na Operação Caixa de Pandora, mas que não foram flagradas em gravações. O acordo entre os parlamentares era de que assim que houvesse novas informações sobre a investigação, os processos seriam retomados. Se não houvesse fato novo, os processos seriam arquivados.

O problema é que no relatório da Polícia Federal sobre a Operação Caixa de Pandora apenas Benício Tavares (PMDB) passou sem novidades. Os nomes de Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Rogério Ulysses (PSB) e Roney Nemer (PMDB) reaparecem em novas suspeitas assim como novos nomes são incluídos na lista.

Deputados se defendem

Câmara Legislativa em 24/08/2010 às 18:47

Deputados Eliana Pedrosa (DEM), Raad (DEM) e Raimundo Ribeiro (PSDB) se manifestaram quanto a citação de seus nomes nos documentos apreendidos pela Polícia Federal na casa do ex-secretário José Geraldo Maciel, que integram o relatório da PF sobre a Operação Caixa de Pandora. Entre os documentos está uma lista feita por Maciel, suspeita de conter registros do pagamento de recursos a distritais para aprovação do PDOT, conforme denúncia de Durval Barbosa. Os três distritais negam o recebimento de qualquer valor.

Eliana Pedrosa argumenta que sequer votou o projeto do PDOT  nos dois turnos em que o Plano Diretor foi apreciado na Câmara Legislativa. Raad assegura que nunca recebeu dinheiro do governo ou de empresários e que o “OK” escrito ao lado do seu nome na lista de Maciel poderia representar apenas que ele não seria problema para a votação, uma vez que era suplente e sempre que se rebelava era mandado de volta para a casa.

Raimundo Ribeiro divulgou nota oficial sobre o caso. O distrital afirmou que nunca participou de qualquer situação ilícita e que é preciso mais investigações antes de qualquer conclusão sobre a votação do PDOT.

Relator apresenta conclusão da CPI

Câmara Legislativa em 24/08/2010 às 18:00

Depois do relatório da Polícia Federal, o relatório da CPI da Corrupção. Nesta quarta-feira (25), o relator da comissão parlamentar, deputado Paulo Tadeu (PT), vai apresentar suas conclusões sobre as investigações da CPI para apreciação dos colegas. A sessão está marcada para às 10h, no plenário da Câmara Legislativa.

Distritais e PDOT no relatório

Câmara Legislativa, GDF em 24/08/2010 às 15:23

De acordo com o relatório da Polícia Federal, ao qual o blog teve acesso, assinado pelo delegado Alfredo Junqueira, três documentos encontrados na casa do ex-secretário José Geraldo Maciel “corroborariam” as afirmações de Durval Barbosa em depoimento, de que os deputados distritais teriam recebido dinheiro para aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial. Um dos documentos é uma planilha de excel, intitulado “PDOT”, em os nomes dos deputados da base governista aparecem ao lado de números. Confira a listagem reproduzida no relatório:

Bispo Renato - 1,6

Ailton Gomes - 4

Batista - 4

Benedito Domingos - 4

Brunelli - 4

Charles - 2

Cristiano - 2

Eliana - 2

Eurides - 4

Geraldo Naves - 1,6

Raimundo Ribeiro - 2

Rogério Ulysses - 2

Roney - 2

Os nomes dos distritais Aguinaldo de Jesus, Pedro do Ovo, Alírio, Berinaldo, Benício, Raad, Jaqueline, Leonardo Prudente, Milton Barbosa, Paulo Roriz, Roberto Lucena e Wilson Lima também aparecem na lista mas não há números relacionados a eles.

Em uma segunda lista, os mesmos nomes aparecem com números e um registro de “OK” ao lado. Nessa nova listagem, os então suplentes Raad e Roberto Lucena também ganham um “OK”. Já o nome Charles passa a não ter mais nenhuma anotação. Os demais nomes em branco continuam da mesma forma.

No relatório, o delegado afirma que não se pretende “atribuir conduta criminosa” a partir tão somente das inscrições. Mas ressalta que “cabe o registro da informações que os documentos fornecem, pois se alinham às demais colhidas e apontam, no todo, o possível recebimento de valores por parlamentares”.

Agenda dos candidatos

Câmara Legislativa em 23/08/2010 às 20:46

Confira as atividades dos candidatos ao GDF para esta terça-feira (24):

Antônio Carlos de Andrade (PSOL)

9h - Visita ao Hospital Regional de Ceilânia

14h às 16h30 - Reuniões com apoiadores em Ceilândia

18h - Debate com candidatos ao Governo do Distrito Federal no DCE Hornestino Guimarães na UNB

Agnelo Queiroz (Coligação Um Novo Caminho)

9h30 - Ciclo de Debates da Fibra com candidatos ao GDF

11h30 - Assembléia dos Comerciários

15h - Caminhada no Comércio do Riacho Fundo I

Eduardo Brandão (PV)

9h – Debate na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF)

18h - Debate com candidatos ao Governo do Distrito Federal no DCE Hornestino Guimarães na UNB

Joaquim Roriz (Coligação Esperança Renovada)

11h – Debate na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF)

20h – Inauguração do comitê no Setor Sul do Gama

Newton Lins (Coligação Quero Mudar)

7h - Panfletagem na UnB

8h - Visita ao comércio da Asa Sul

13h - Visita ao comércio da Asa Norte

18h - Debate com candidatos ao Governo do Distrito Federal no DCE Hornestino Guimarães na UNB

TV Distrital vai sair do ar

Câmara Legislativa em 23/08/2010 às 19:45

Do Correio Braziliense: A TV Distrital, que acompanha o dia a dia dos parlamentares na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), vai ficar fora do ar a partir do próximo dia 26 por tempo indeterminado. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora na última semana. O motivo seria o término do contrato da empresa Canal 1 com a Casa. Uma nova licitação seria realizada, mas está suspensa a pedido da Canal 1, por suspeita de irregularidades no edital.

Segundo uma funcionária da TV Distrital, que preferiu não se identificar, o contrato terminaria em dezembro do ano passado. “O deputado Cabo Patrício prorrogou o contrato e, antes da licitação começar, a Canal 1 pediu a suspensão. Então o contrato não foi mais prorrogado pela Câmara”, disse. Segundo ela, no local trabalham mais de 40 pessoas, entre técnicos e jornalistas.

A TV Distrital, transmitida pelo canal 9 da Net e também pela internet, mostra à população tudo o que acontece na Casa. Segundo a funcionária, atualmente a atividade tem sido baixa e esse seria um dos motivos para o fim do contrato. “Há dias que várias sessões são realizadas, mas, por exemplo, nesta segunda, houve apenas um título de cidadão honorário. Parece que querem acobertar a falta de trabalho”, desabafou.

Segundo o diretor da empresa Canal 1, Antônio Batista Pereira, o pedido da suspensão da licitação foi feito por causa de um problema no edital da licitação, lançado em março deste ano. “O projeto não condizia com a realidade, não discriminava o serviço que a empresa teria que fazer”, explica. De acordo com ele, quando a empresa ganhou a licitação, em 2006, teve que trabalhar para o Tribunal de Contas do Distrito Federal, o que não estava explicitado no contrato. O diretor diz ainda que a Canal 1 mandou documentos comprovando as falhas no projeto básico do edital, recorreram à diretoria, mas nada foi feito. “Nós entramos na justiça e então a licitação foi embargada”, diz.

O contrato com a Canal 1 é de cinco anos, mas tem que ser renovado a cada 12 meses pela Câmara. Pereira explica que quando estourou o escândalo da Caixa de Pandora, em novembro de 2009, o então presidente da Câmara Legislativa, Cabo Patrício (PT) disse que não renovaria mais nenhum contrato e todos os serviços terceirizados teriam nova licitação. “Ele acabou não fazendo a licitação, mas o Wilson Lima disse que faria”, lembra.

Com o edital proposto por Lima embargado e sem uma nova empresa para administrar os serviços, quem perde é a população que não pode mais acompanhar as sessões na Casa. “Tem gente que diz que o contrato foi suspenso porque eles não querem que a população veja que o Plenário está vazio. A TV Distrital serve como transparência para as atividades parlamentares”. A Canal 1 deve retirar o equipamento e encerrar as atividades na próxima quinta-feira (26). “A impressão é que eles não vão renovar o contrato porque a gente entrou na justiça. O presidente da Câmara disse: ‘você foi pra justiça então resolva com a justiça’”.

Explicação
De acordo com o assessor de imprensa do deputado Wilson Lima (PR), presidente da Mesa Diretora, o contrato foi renovado várias vezes e, desta vez, será realizada uma nova licitação. “A licitação está em andamento. A procuradoria vai com recurso contra a suspensão”, explicou o assessor. Segundo ele, a TV Distrital vai ficar fora do ar até que seja contratada uma nova empresa. Quanto aos funcionários, o assessor explicou que eles são contratados da empresa. “A nova empresa pode contratá-los, se quiser”, disse.

Sem data para apresentação de relatório

Câmara Legislativa em 20/08/2010 às 11:15

A apenas dez dias do fim da prazo da CPI da Corrupção, os deputados distritais que integram a comissão ainda não marcaram a reunião para apresentação do relatório final das investigações. Concluído há duas semanas, o documento está nas mãos do relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT). A sessão da CPI, no entanto, dependia do retorno do presidente da CPI, Aguinaldo de Jesus (PRB), de sua licença por motivos de saúde. Aguinaldo voltou esta semana.

Benedito tem bens bloqueados

Câmara Legislativa, MPDFT em 20/08/2010 às 9:51

Do Correio Braziliense: Presidente regional do PP, o deputado distrital Benedito Domingos, candidato à reeleição, teve os bens bloqueados para ressarcimento dos cofres públicos de supostos desvios identificados durante as investigações da Operação Caixa de Pandora. É o quarto parlamentar citado a perder o direito de dispor de seu patrimônio em decorrência das denúncias feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. O ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente, o ex-corregedor da Casa Júnior Brunelli, ambos sem partido, e a ex-deputada Eurides Brito (PMDB) estão na mesma situação. A diferença é que, no caso de Benedito, não há vídeos com flagrantes da entrega de dinheiro.

Ao analisar ação do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do DF (MPDFT), o juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública, considerou consistentes outras provas apresentadas no processo, como depoimentos de Durval, documentos apreendidos na Operação Caixa de Pandora e escuta ambiental realizada com autorização da Justiça. Em conversa gravada com equipamento preso ao corpo de Durval, o então governador José Roberto Arruda e José Geraldo Maciel, chefe da Casa Civil à época, falam sobre pagamentos a deputados, entre os quais Benedito.

Álvaro Ciarlini decidiu bloquear o patrimônio de Benedito (aplicações financeiras, depósitos, créditos mobiliários, ações, moeda estrangeira em cofres, imóveis, carros, aeronaves e embarcações que porventura estiverem em nome do distrital). A intenção da Justiça é garantir a compensação de um suposto prejuízo de R$ 6.979.668,00 no orçamento do DF. O montante leva em conta depoimento de Durval segundo o qual Benedito recebeu R$ 6 milhões em troca de apoio do PP à candidatura de Arruda ao GDF em 2006.

Ainda segundo Durval, Benedito recebeu mesada de R$ 30 mil para votar a favor do GDF na Câmara. Os promotores que assinam a ação consideraram, para efeito desse cálculo, apenas o período em que o distrital esteve no exercício do mandato até a deflagração da Caixa de Pandora (27 de novembro). Nos dois primeiros anos do governo, o distrital esteve licenciado na função de administrador de Taguatinga. Para o MP, a título de danos morais para a população do DF, Benedito deve ainda devolver os recursos correspondentes à verba de gabinete que usou para pagar servidores na Câmara — R$ 108,8 mil mensais.

O Ncoc ajuizou ainda ação de improbidade administrativa contra Benedito em que pede como penas, além da devolução do prejuízo, a suspensão dos direitos políticos por 10 anos e o pagamento de multa de R$ 18 milhões. O MP quer que a Justiça o proíba de ocupar cargos e de firmar contratos com o Poder Público. Na declaração de bens encaminhada à Justiça Eleitoral, Benedito informou patrimônio de R$ 3,1 milhões. O Ministério Público quer que o Judiciário ressalve do bloqueio a conta bancária do distrital. Benedito disse que as denúncias são improcedentes. “Não há provas contra mim. Estou me defendendo dessas acusações. E vou anexar uma declaração do STJ que me isenta dessas denúncias”, afirmou.

Fim da novela que não saiu do papel

Câmara Legislativa, Transporte em 18/08/2010 às 12:48

Quase dois anos depois de ter sido criada, a Companhia Metropolitana de Transporte (CMT) teve seu fim aprovado nessa terça-feira (17). A ideia da companhia, ainda do governo Arruda, era criar um órgão com competência exclusiva de fiscalizar o trânsito no DF – só que com salários bem abaixo do patamar atual dos agentes do Detran. Uma saída para aumentar o patrulhamento nas ruas com ônus menor ao GDF do que um novo concurso para o Departamento de Trânsito, por exemplo.

A proposta, à época, rendeu polêmica e até greve dos servidores. A  bancada do PT também foi contra. Mas a pressão não impediu que a base governista, liderada por Leonardo Prudente, criasse a CMT. Sem nunca ter saído do papel, a companhia foi nocauteada ontem com uma votação tranqüila na Câmara Legislativa. Incentivados pelo coro de agentes do Detran que lotaram a galeria da Casa, os parlamentares decidiram acabar de vez com a companhia. E, com algumas exceções, voltaram atrás.

Distrital diz não ter relações com servidor

Câmara Legislativa, GDF em 13/08/2010 às 22:00

O deputado distrital Batista das Cooperativas (PRP) divulgou nota oficial sobre a Operação Hela, deflagrada nesta sexta-feira (13) pela Polícia Civil do DF. Confira:

1.   Fiquei surpreso e perplexo ao tomar conhecimento pela imprensa do envolvimento dos senhores Marco Antônio Furtado Mourão, Agda Figueiredo Furtado Mourão, Marielba Pereira Figueiredo Mariçoba e Jomar Torres Evangelista em fraude contra o governo do Distrito Federal e famílias de baixa renda;

2.   O senhor Marco Antônio Furtado Mourão exerceu o cargo de diretor de administração geral da administração regional de Águas Claras do Governo do Distrito Federal de 19 de janeiro de 2009 a 20 de novembro de 2009, por indicação do governador que ocupava o cargo na época, e não por indicação minha;

3.   Com a troca de gestor em agosto de 2009, após três meses o senhor Marco Mourão comunicou que estaria deixando o cargo para cuidar de sua empresa e desde então não ouvir falar mais nada do mesmo;

4.   As pessoas detidas na referida operação não integram o quadro pessoal da minha equipe. Eles jamais participaram de qualquer ato promovido por mim em relação a minha candidatura à reeleição;

5.   Como pessoa comum e agente público que sou, repudio qualquer ato fraudulento contra o estado e famílias de baixa renda, pois sou defensor da moradia há exatos 23 anos e jamais pratiquei alguma ação que venha a lesar o estado ou as famílias de baixa renda.”

Relatório pronto para ser apresentado

Câmara Legislativa, GDF em 09/08/2010 às 18:28

O relatório da CPI da Corrupção está concluído e deve ser apresentado oficialmente aos integrantes da comissão nos próximos dias. O relator do documento, deputado distrital Paulo Tadeu (PT), acredita que as conclusões não vão decepcionar a população. “Considerando a forma como a CPI foi conduzida, com todos os altos e baixos, acredito que o documento está bem fundamentado. Não quisemos fazer nada maior do que a crise que Brasília enfrentou, mas também não fizemos nada menor que ela”, afirma. A data oficial para apresentação do relatório ainda depende do retorno do presidente da comissão, deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), que está de licença-médica - o distrital foi internado para se submeter a um cateterismo.

CPI da Codeplan sobrevive

Câmara Legislativa em 06/08/2010 às 18:14

A CPI da Corrupção na Câmara Legislativa, criada no final de ano passado para investigar as denúncias da Operação Caixa de Pandora, ainda existe. Mais do que isso: foi prorrogada. O prazo para a comissão parlamentar apresentar seu relatório final terminaria na próxima terça-feira (10). Mas, sem apresentação, discussão e votação do documento, acabou adiado para o dia 1º de setembro. O relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT), garante que o relatório está na revisão final e que trará conclusões importantes. É esperar para ver.

Discussões trabalhistas no GDF

Câmara Legislativa, GDF em 21/07/2010 às 10:35

O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, está reunido nesta manhã com o governador Rogério Rosso (PMDB) para tratar de questões trabalhistas de cinco categorias do GDF. Extrapauta, o petista quer discutir ainda a situação dos quiosqueiros do Distrito Federal.

Distrital fecha escritório político

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 19/07/2010 às 18:25

Mais um distrital resolve agir em defesa da economia dos cofres públicos na Câmara Legislativa. O deputado Milton Barbosa (PSDB), candidato à reeleição, decidiu fechar seu escritório político em Ceilândia durante o período eleitoral. O aluguel do local tinha valor de R$ 2 mil mensais. A decisão já foi comunicada ao presidente da Casa, Wilson Lima.

Update: Informação dada ao blog por técnicos da Mesa Diretora da Câmara Legislativa: a decisão de fechar o escritório político em Ceilândia não vai ajudar o tucano Milton Barbosa a economizar recursos públicos. Isso porque um ato assinado pela Mesa Diretora proíbe os parlamentares de usarem recursos da verba indenizatória para aluguel de escritório ou produção de material de divulgação do mandato durante o período eleitoral. Ou seja, ainda que mantivesse o escritório, o aluguel do espaço não poderia ser pago com a verba.

Intenções de votos para distrital

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 17/07/2010 às 15:26

A pesquisa do Instituto Dados, realizado em parceria com o Jornal da Comunidade, trouxe sondagens para a Câmara Legislativa. Confira:

Deputado distrital (ESPONTÂNEA)

Chico Leite (PT) - 1,1%

Cabo Patrício (PT) - 1%

Chico Vigilante (PT) - 0,5%

Eliana Pedrosa (DEM) - 0,5%

Aylton Gomes (PR) - 0,5%

Paulo Roriz (DEM) - 0,4%

Maninha (PSOL) - 0,4%

Alírio Neto (PPS) - 0,4%

Arlete Sampaio (PT) - 0,4%

Dr Charles (PTB) - 0,4%

Wellington (PSC) - 0,3%

Benedito Domingos (PP) - 0,3%

Elias Francisco (PTB)- 0,3%

Renato Pulmão (PRP) - 0,3%

Raad Massouh (DEM) - 0,3%

Benício Tavares (PMDB) - 0,2%

Olair Francisco (PTdoB) - 0,2%

Cristiano Araújo (PTB) - 0,2%

Lilian Brunelli (PTdoB) - 0,2%

Raimundo Ribeiro (PSDB) - 0,2%

Roberto Lucena (PR) - 0,2%

Eude Santos (PR) - 0,2%

Agaciel Maia (PTC)- 0,2%

Wasny (PT) - 0,2%

Reis do Paranoá - 0,2%

Batista das cooperativas (PRP) - 0,1%

Berinaldo Ponte (PP) - 0,1%

Pedro do Ovo (PRP) - 0,1%

Roney Nemer (PMDB) - 0,1%

Wilson Lima (PR) - 0,1%

Simone Magalhães (DEM) - 0,1%

Evandro Garla (PRB) - 0,1%

Edmilson Santana (PTdoB) - 0,1%

Dirsomar de Vicente Pires (PT) - 0,1%

Eliel Mendes (PTdoB) - 0,1%

Milton Barbosa (PSDB) - 0,1%

Paulão (PT) - 0,1%

Paulo Roberto (PTB) - 0,1%

João Hermeto (PMDB) - 0,1%

Francisco da Feira (PMDB) - 0,1%

Gilson Amorim (PSL) - 0,1%

Jorjão (PTdoB) - 0,1%

Aguinaldo Lelis (PP) - 0,1%

A pesquisa teve 3 mil entrevistas feitas entre os dias 10 e 15 de julho. A margem de erro é de 1,8%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 20.587/2010.

Update: O restante dos números da pesquisa para distrital - indecisos 80%, nenhum 5%, outros 3%.

Sem dinheiro para turismo

Câmara Legislativa, GDF em 16/07/2010 às 11:02

A recém-criada Secretaria de Turismo do GDF (Setur) está apreensiva com a intenção dos deputados distritais de só trabalhar uma dia por semana nos próximos meses. Isso porque a Setur precisa da ajuda da Câmara Legislativa para deslanchar. A pasta, criada após a extinção da BrasíliaTur, ainda não tem orçamento próprio. Seus recursos viriam de um remanejamento no Orçamento do DF deste ano. Só que esse remanejamento precisa ser aprovado pela Câmara Legislativa.

O projeto de remanejamento das verbas foi enviado à Casa no final do primeiro semestre. O GDF tinha a esperança de que os distritais aprovassem a proposta antes do recesso parlamentar de julho. Mas isso não aconteceu. O medo agora é de que, como os distritais trabalharão apenas um dia por semana, a proposta acabe não sendo votada no início de agosto, mas em setembro ou outubro.

A equipe da secretaria, formada principalmente por técnicos vindos do Brasilia Convention Bureau, tem como foco o desenvolvimento do Turismo na cidade. Para isso, até reativaram o Conselho de Desenvolvimento do Turismo (Condetur), que já está em sua segunda reunião. A intenção é trabalhar em inúmeros projetos de desenvolvimento, inclusive para a Copa do Mundo de 2014. Mas não há dinheiro para levá-los adiante. Tudo o que foi feito até agora teve o apoio de parcerias.

Sem verba até o fim do mandato

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 15/07/2010 às 21:48

Depois de José Antônio Reguffe (PDT), Alírio Neto (PPS), Raad Massouh (DEM) e Chico Leite (PT) abrirem mão da verba indenizatória da Câmara Legislativa durante o período eleitoral - quando estarão fazendo mais campanha do que trabalhando efetivamente -, o distrital Roberto Lucena (PR) decidiu ir além. Encaminhou à Mesa Diretora da Câmara Legislativa ofício dispensando a verba indenizatória não apenas durante os três meses de campanha mas até o final do mandato.

Lucena sempre economizou na verba de quase R$ 12 mil mensais a que os distritais têm direito como ajuda de custo do mandato. Das vezes que assumiu à Casa foi sempre um dos que menos usou o recurso. Agora que assumiu a vaga em caráter quase definitivo - uma liminar do TSE o reconduziu ao mandato, perdido por decisão do TRE - quis oficializar a dispensa do dinheiro.

Petista quer redução de gastos na Câmara

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 14/07/2010 às 15:33

Candidato a deputado distrital, o ex-presidente do PT Chico Vigilante está finalizando uma proposta ousada a ser apresentada aos eleitores na campanha deste ano. Vigilante quer reduzir em 30% as despesas da Câmara Legislativa, da qual já fez parte na legislatura passada. A proposta não vai ficar apenas no discurso. O petista prepara uma proposta concreta de redução de gastos no Legislativo, apontando onde deverão ser feitos os cortes.

O alvo principal do enxugamento serão os cargos comissionados da Casa. Com ajuda de especialistas legislativos, Vigilante identificou uma dezena de cargos, principalmente de chefia, com funções equivalentes dentro da Câmara Legislativa. “Dessa forma, é possível reduzir despesas com pessoal, sem comprometer o trabalho da estrutura do Legislativo”, assegura o petista. Os detalhes da proposta serão divulgados no dia do lançamento oficial da candidatura de Chico Vigilante, no final do mês.

Os candidatos à Câmara Legislativa

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 12/07/2010 às 20:14

A pedidos, a lista de todos os candidatos a distrital que disputam esta eleição:

Nome para Urna Eletrônica - Partido

ADECIO (PDT)

ADELISE ROCHA (PTB)

ADILSON BARRETO (PV)

ADILSON GOMES (PRTB)

AGACIEL MAIA (PTC)

AGENILDO NERI (PSL)

AGUINALDO LELIS (PP)

AILTON AGUIAR (PSL)

PR. AILTON ENEAS (PRP)

AILTON MIRANDA (PTB)

RIBEIRO (PR)

AIRES COSTA (PSC)

ALAN CARLOS (PTC)

PASTOR ALAOR ROSA (PPS)

BETO FARIAS (PHS)

ALCEU ROCHA (PV)

ALCINA CAMARGOS (PSL)

ALCIR BORGES (PT)

ALDECYR MACIEL (PDT)

ADOLPHO FUÍCA (PV)

ALEIXO (PSL)

ALESSANDRA SOUZA (PR)

ALESSANDRA LOPES (PR)

ALESSANDRO PAIVA (PTN)

ALEX ALVES (PDT)

LÊDA (PMN)

ALEXANDRE BAPTISTA (PP)

ALEXANDRE BISPO (PTC)

ALEXANDRE COSTA JORGE (PSDB)

ALEXANDRE (PTB)

ALEXANDRE SARMENTO (PSB)

BOMBOM (PRTB)

ALEXANDRE NAVES (PTdoB)

ALEXANDRE PIMENTEL (PV)

DR. ALEXANDRE (PV)

ALEXANDRE GARCIA (PPS)

BRAGA (PDT)

ALFREDO ABREU (PPS)

ALIOMAR DINIZ (PTB)

ALIRIO (PPS)

ALISSON MEDEIROS (PP)

OGÂ ALTAIR (PHS)

PROFESSOR ALVARO (PSDC)

ALVIMAR (PHS)

ALZENIRA GARCEZ (PMDB)

IRMAO AMADEUS (PR)

AMAURI COELHO (PP)

AMILTON (PR)

PASTORA CRISTINA (PTC)

GORDINHA DO RABECAO (PR)

ANA CRISTINA (PSC)

ANA PAULA VALLE (PV)

ANCELMO RAMOS (PMN)

ANDERSON SILVA (PMDB)

ANDERSON FABRICIO (PR)

ANDRE BRETAS (PRB)

ANDRE DUTRA (PDT)

ANDRÉ ESQUELETO (PV)

ANDRE ALVES (PSDB)

ANDRE LUIZ (PMN)

ANDREA WANIS (PSB)

ANDRÉIA ZEMUNER (PMDB)

ANDRÉIA VULCANA (PV)

ANDRÉIA FERRAZ (PRTB)

ANGELA ASSIS (PCdoB)

ANISIO LOBO (PHS)

ANSELMO BARBOSA (PTB)

ANTONIA LIMA (PTC)

AGAMENON (PT)

AILTON BAIANO (PCdoB)

AIRTON MARTINS (PP)

APOLINÁRIO REBELO (PCdoB)

ASSUNCAO (PHS)

MORAIS (PSC)

SAMUKA (PTB)

CARLOS CAMPÊLO (PSOL)

BARROS (PSDC)

ANTONIO DE PADUA (PT)

TONINHO ABEIA (PRP)

TIO TONNE (PV)

TONINHO MARATONISTA (PV)

TONINHO GUERREIRO (PRP)

GIROTTO (PPS)

ANTÔNIO LEITÃO (PSB)

ANTONIO JORGE (PCdoB)

REI JORGE (PSOL)

CAFU (PT)

RESENDE (PTB)

MARCÉLIO SILVA (PMDB)

PAULO NASCIMENTO (PPS)

PROFESSOR TAVORA (PP)

RAMAIANA (PV)

GUILLEN (PSTU)

MESTRE ANTONIO (PTB)

SILAS (PV)

VAGNER MARROCOS (PSL)

ANTONIO VASCONCELOS (PR)

ANTÚLIO (PV)

ARCANJO AMIGO (PTdoB)

ARLETE SAMPAIO (PT)

ARNALDO MELO (PHS)

PHILLIPE (PPS)

BORGES SAO SEBASTIAO (PMN)

ATAÍDE (PTC)

GUTO BELLO (PV)

AUGUSTO TORRECILLAS (DEM)

AYLTON GOMES (PR)

BALTAZAR NOBRE (PTB)

BENEDITO MUTIRAO (PTdoB)

BENEDITO DOMINGOS (PP)

BENICIO TAVARES (PMDB)

BENTO SANTOS (PSC)

BERINALDO PONTE (PP)

BERNADETE (DEM)

BERNARDO MONSA (DEM)

BRUNO FONTINELI (PTB)

CAIO FEDRO (PMDB)

CANTÍDIO FERNANDES (PTC)

CARLA MANZI (PRP)

CASSIANO (PSDC)

CARLOS CAVALCANTE (PMN)

ALEXANDRE DA ACADEMIA (PSOL)

ANDRE RORIZ (PSDC)

PROFESSOR GARIBEL (PT)

CARLÃO (PT)

CARLOS ISSA (PTdoB)

KADIM (PSB)

KAKÁ (PV)

CARLOS JORGE (PRP)

ROBERTO EXPLOSAO (PSDC)

CARLINHOS (PRP)

BARREIRA (PT)

CELINA LEAO (PMN)

BISPA CELINA (PHS)

CELSO MONTEIRO DA SILVA (PTN)

MAJOR CHARLES MAGALHÃES (PRTB)

CHARLES GUERREIRO (PSB)

DR. CHARLES (PTB)

CHRIS COUTO (PDT)

CRISTIANO ARAUJO (PTB)

CICERO DO CARMO (PSDB)

CICERO LUCENA (PSL)

CINEZIO RODRIGUES (DEM)

CIPRIANO (PR)

CORONEL CIRLANDIO (PMDB)

CLAUDIA SOUSA (PTdoB)

CLAUDIANO PINTO (PRB)

DR. CLÁUDIO MÁXIMO (PMDB)

CLAUDIO PIRES (PSB)

CLAUDIO ORNELAS (PTdoB)

CLEONE GARCIA (PCdoB)

DRA CLEUSA (PTN)

CLEUZA BORGES (PR)

PROF. CRISTIANE OLIVEIRA (PV)

CRISTINA ROCHA (PT)

CRISTINA SOLANGE (PV)

CRISTOVAN CABRAL (PSL)

DANIEL M JORGE (PMDB)

DANIEL DONIZET (PR)

DANIELA (PT)

DANIO FERNANDES (PR)

DARI MONTEIRO (PSDB)

DAVID TERENA (PTB)

FRED LINHARES (PSC)

DEBORA COSTA (PMDB)

DELANI MARCELE (PTC)

DELFINO PEREIRA (PTdoB)

DELIO CARDOSO (PDT)

PROF DENIZARD (PDT)

DENIZIA MARIA (PSB)

DILVAN (PSL)

DIMILSON (PSDB)

GENINHO (PMN)

DINALVA CANTALLOPS (PR)

DIRSOMAR (PT)

JANE DA 3ª IDADE (PR)

DIVINO RABELO - DIDI (PSC)

DIVINO PIMENTA (PRB)

DIVINO GOMES (PV)

DORA NOBRE (PCdoB)

DORINHA DA ATIVIDADE (PSC)

DORGIVAL NOGUEIRA (PSC)

DORVAL CAVALCANTI (PP)

DOUGLAS LIMA (DEM)

DURVAL GAUCHO (PSDC)

DONA DEDÉ (PSB)

KEITH MARRONE (PSDC)

EDILSON BARBOSA (PDT)

EDILSON SANTANA (PTC)

EDIMAR PIRINEUS (PSC)

PARRIAO (PTdoB)

DYTZ (PSDB)

EDIVALDO DAS ASSOCIAÇÕES (PMDB)

EDLEUZO CAVALCANTE (PSOL)

EDILUCIA (PSDC)

EDMILSON SANTANA (PTdoB)

FERNANDES (PSDC)

NALDO CAMPOS (PCdoB)

EDNEWTON ARAUJO (PMN)

EDSON RABELLO (PSC)

EDSOM RUFINO (PP)

SUBTENENTE EURICO (PTC)

EDSON SEGURANCA (DEM)

PROFESSOR PORTELLA (PR)

RICARDO PATO (PRP)

EDU ZARATZ (PV)

DUDA RODRIGUES (PRB)

EDUARDO LOPES (PDT)

EDUARDO XAVIER (PSC)

XORORO (PHS)

EDUARDO MARIANO (PT)

JUNQUEIRA (PP)

ELAINE (PDT)

ELAINE FURTADO (PPS)

ELANY LEAO (DEM)

LÉO REZENDE (PMDB)

ELIANA CAMPOS (PHS)

ELIANA DAVID (PV)

ELIANA PEDROSA (DEM)

LILI BRANDÃO (PTC)

ELIAS CASTILHO (PTdoB)

ELIAS FRANCISCO (PTB)

ELIAS RODRIGUES (PV)

ELIAS TAVARES (PSC)

ELIDA MIRANDA (PMN)

ELIDIA INÊS (PP)

ELIEL MENDES (PTdoB)

ELIENE CADEIRANTE (PT)

ELIEZER MOTA (PTdoB)

PROFESSOR ELIO ZE NINGUEM (PSDB)

ENFERMEIRA BETE (PTB)

BETE GUILHERME (PMDB)

BETE (PDT)

ÉLVIO MEIRELES (PSB)

ELZA BERNARDO (PR)

ELZA DAMACENO (PTdoB)

EMERSON CASTRO (PDT)

NEGAO DO PARANOA (PTdoB)

ÊNIO ROBERTO (PCdoB)

EPITACIO JUNIOR (PDT)

ERENE ROSA (PSC)

ÉRIKA CARDOSO (PV)

ESMERALDA DA TORRE (PSL)

ESTER RIBEIRO (PRB)

EUCLIDES ASSUNÇAO (DEM)

EUDE SANTOS (PR)

EUDES TEIXEIRA (PSC)

NICE OLIVEIRA (PRTB)

EUTALIO (PV)

EVANDRO MACHADO (PT)

EVANDRO GARLA (PRB)

EVANDRO PEREIRA (PRP)

PROFESSOR FRANCO (PTB)

EVERALDO SOUTO DE CEILANDIA (PTB)

EVERARDO RIBEIRO (PMN)

EVILASIO CARRAJOLA (PTdoB)

PROFESSOR EZEQUIEL (PRP)

EZEQUIEL (PDT)

FABIO BARCELLOS (PDT)

FABIO CALAZANS (PR)

FABRICIO ROCHA (PSOL)

FATIMA PATRICIA (PDT)

FERNANDO GOMIDE (PR)

ATHANASIO (PSOL)

FERNANDO FIDELIS (DEM)

TIO FERNANDO (PHS)

NUNES (PTC)

FLAVIO FRANGO (PSL)

FRANCILENE (PDT)

FRANCISCA DOURADO (PMDB)

FRANCISCA PEREIRA (PCdoB)

SUBTENENTE JUNIOR (PSL)

CABO CARVALHO (PRTB)

CLAUDIO ABRANTES (PPS)

CALUDIO MONTEIRO (PRP)

FRANCISCO DA FEIRA (PMDB)

CHICO DOURADO (PSOL)

NETO SAMPAIO (PPS)

TELES (PTN)

CRIZANTO (PTdoB)

GAVIÃO (PSC)

MONTEIRO DA RÁDIO (PTC)

CHIQUINHO (PTB)

INDIO (PV)

CHICO ANDRADE (PPS)

CHICO VIGILANTE (PT)

DJ MACARRÃO (PMN)

EUCLIDES PAPIROS (PPS)

EVANDO MENESES (PSDB)

FERREIRA (PSOL)

IVAN SAIA DA FILA (PTdoB)

FRANCISCO DO GÁS (PSOL)

CHICO LEITE (PT)

CHICO DO PCDOB (PCdoB)

CHIQUINHO SILVA (PTB)

KICO (PTdoB)

SALES (PSB)

FRANCISCO ALMEIDA (PRTB)

CHIQUINHO DORNAS (PP)

GALDINO MELO (PR)

GEDALVA (PMDB)

GENILDO ESTEVES (PP)

GENU (PMDB)

VELHO PARA (PHS)

GEORGE MARANHAO (PTC)

GG DO GAS (PTdoB)

BISPO EDMILSON (PMN)

PATRIOTA (PSDB)

GERALDO MAGELLA (PTC)

GERALDO NAVES (DEM)

GERALÍCIO (PMDB)

GERSON ROCHA (PMDB)

DR. GETULIO (PTB)

NEY NERES (PHS)

GILSON AMORIM (PSL)

GILSON SERVIDOR (PSC)

GILSON MARTINS (PTC)

GILDETE GOMES (PMN)

GLACY BARBARA (PSDB)

GLEISHIERLA (PTB)

ENGENHEIRA GLORIA (PHS)

GOIANY (PDT)

GONDIBERTO (PDT)

GREGORIO (PTB)

GUILHERME CAMPELO (PTB)

GUILHERME LUZ (PV)

GUSTAVO CRUVINEL (PMN)

HAMILTON (PT)

TATU (DEM)

HAROLDO SOARES (PSDB)

HEITOR ANDRADE (PV)

HELCIO FREITAS (PV)

PROF HELDER (PDT)

HELENADAESTRUTURAL (PR)

PROFESSORA HELENEIDE BARATINHA (PT)

RICK MARANTZ (PCdoB)

ZILLER (PV)

HERIVELTO (PSDB)

HÉRMANOS (PV)

HERNANI (PHS)

NETO SUD (PHS)

SGT SIMOES (PRP)

HUGO SOUSA (PPS)

IBRAHIM (PHS)

ILDEU NERY (PCdoB)

ILMARA BARRETO (PR)

ILZA (PSDC)

INACIA LIMA (PMDB)

TIA INÁCIA (PMDB)

INAJARA ALVES (PV)

IOLANDO (PTB)

IPAMINONA RODRIGUES (PP)

CHRISTIANE TABOSA (PMN)

IRACI CLARO (PSB)

PASTORA IRENE (PSC)

IRIS MARIA (PRP)

IROITO NAKAO (PR)

ISAAC JUNIOR (PRP)

ISAIS LEAO (PPS)

ISIS MINA (DEM)

ISMAEL DA ESTRUTURAL (PCdoB)

ISRAEL DA MIX TUPI (PDT)

PROF ISRAEL BATISTA (PDT)

IVALDO SHOK (PCdoB)

IVAN RODRIGUES (PCdoB)

IVANA STOIMENOF (PSL)

IVANA OLIVEIRA (PDT)

MAGAL EXTERMINADOR DE INSETO (PP)

IVONE LUZARDO (DEM)

IVONETE MACEDO (PTB)

LIRA (PHS)

JACKELINE BONTEMPO (PMN)

JACKSON (PSDB)

PROFESSOR JACKSON (PSB)

PROFESSOR JACKSON (PMN)

JAISSON DOS FERAS (PCdoB)

JAIME RECENA (PSB)

JAIR CARVALHO (PSDB)

GRAZZIOTTI (PP)

MAX (PDT)

GUARDA JANIO (PSB)

JAQUELINE (PTdoB)

JEAN CARVALHO (PR)

JEAN (PRTB)

DJ JAMAIKA (PTN)

MAGRAO (PSL)

PROFESSORA JO (PMN)

JOANA CELIA LARA (PSDB)

ABENÇOADO (PSC)

J. LIMA - O NENEM (PMDB)

JOAO BATISTA (PRP)

BATISTA BELO (PP)

JOÃO CARLOS CORRÊA (PSB)

JOÃOSINHO TRINTA (PTB)

JOÃO DIAS (PCdoB)

JF (PSC)

JOAO DO VIOLAO (PPS)

SARGENTO HERMETO (PMDB)

JOAO LEAL (PSDB)

DR JOÃO LUIZ (DEM)

RICARDO NORONHA (PSL)

JOAO GOULART FILHO (PDT)

CHAVANTE (PTdoB)

VILELA (PR)

JOCÉLIA (PV)

JOCILON ENERGIA POSITIVA (PSDC)

JOE VALLE (PSB)

PROF. JOEL (PR)

JOILSON CONTADOR (PSOL)

JONAS LESSA (PMN)

CEZAR CALDAS (PTC)

JORJAO (PTdoB)

JORGE VIANA (PSC)

DELEGADO ZE ADAO (PTB)

DR ADILSON (PDT)

ALBERTO MEIRELES (PSL)

KAIAL (PCdoB)

PROF ZÉ ANTÔNIO (PCdoB)

ZEBATISTA (PSC)

BENE (PSDB)

NETO SALUT (PP)

ESPIGAO (PRP)

CÍCERO DA ADAPTE (PMDB)

JOSE REIS (PMN)

EDIVALDO BALZANI (PDT)

JOSE EDMAR (PSDB)

JOSE ERIBERTO ARRUDA (PSDB)

ESTAQUIO CABELEREIRO (PR)

JOSE FERNANDES (PHS)

CAVALCANTE (PTdoB)

ZEZÃO DO POVÃO (PSC)

ZEQUINHA (PTdoB)

GOUDIM (PMN)

HENRIQUE ARAUJO (PSB)

HENRIQUE OLIVEIRA (PSB)

IVAN (PHS)

JOSE LOURENÇO (PTdoB)

LUIS ALVARES (PHS)

VALENTE (PMDB)

OBREIRO JOSE (PHS)

ZÉ MARCOS (PCdoB)

JOSE MARIA (PP)

TRANQUILLINI (PMDB)

BATISTA DAS COOPERATIVAS (PRP)

MOACIR DO SETOR O (PDT)

FIGUEIREDO DO PARANAGUÁ (PSC)

NOGUEIRA (PSB)

RIBAMAR RECANTO (PTdoB)

MAJOR CRUZ (PSB)

DR.MACHADO (PSDC)

MELHORANÇA (PMN)

ROMILDO (PT)

J. RUBENS (PR)

SINEZIO (PHS)

DR FLAVIO (PTN)

ZÉ VIEIRA (PRB)

VIVALDO (PSDC)

NOSSO CANTOR WELLINGTON JOSE (PMN)

JOSINO (PMDB)

JOSUÉ CAMPOS (PHS)

JOSUE MIRANDA (PMN)

JOSUÉ DE SOUZA (PSC)

VEINHO VENDEDOR (PDT)

JUACY RIBEIRO (PSC)

JUAREZAO (PMN)

JUAREZ (PT)

JULIANO LOPES (PCO)

JULIMAR GONÇALVES (PCdoB)

CORONEL JÚLIO CÉSAR (PSC)

DR JULIO CESAR (PHS)

JULIO MENEGOTTO (PSB)

GABRIEL DA POLICIA MILITAR (PSDC)

JULIO URNAU (PSL)

JULIO CARDIA (PV)

JUNIA DOS CONDOMINIOS (DEM)

JUNCE DO PV (PV)

JURANDI MARINHO (PSB)

JUSSARA JAPIASSU (PSL)

KÁTHIA VALÉRIA (PSC)

KATIA QUERIDINHA (PHS)

KÁTIA MEDEIROS (PCdoB)

BUENO DO BEM (PTN)

LAUDIONE (PSOL)

LEANDRO (PCdoB)

LEDA MARIA (PSL)

LEHI PIRES (PRP)

LÉLIO SAUNDERS (PMDB)

LENICE SANTOS (PTdoB)

LEONARDO QUEIROZ (PTN)

LEONARDO NUNES (PSL)

LEONARDO RORIZ (PMN)

LETICIA SABOYA (PPS)

LEVY BRANDAO (PTN)

PROF. LEVY (PR)

LIBENCIO MUNDIM (PSL)

LILIAN BRUNELLI (PTdoB)

LILIAN TELOKEN (PDT)

LILIANE RORIZ (PRTB)

LINDOLFO MAGALHAES (PMDB)

BIGODE (PRB)

ALICE TOLEDO (PV)

LUCIA OTTONI (PSC)

LUCIANA (PCdoB)

FREDERICO (DEM)

PROFESSORA LUCILENE (PP)

LUCIMAR (PR)

LUCIMARA FAGUNDES (PMN)

LUCIO P SILVA (PSB)

LUCIO ROGERIO (PR)

LUDIMAR CALAND (PSDB)

LUIS VILLAS (PSL)

LULA MARQUES (PPS)

LUIS MAURICIO (PT)

LUIS NOBRE (PRTB)

LUIS SARAIVA (PHS)

DEDÉ RORIZ (PRTB)

LUIZINHO ARAÚJO (PSB)

LUIZ BITTENCOURT (PMDB)

ITI (PHS)

DR. LUIZ (PSC)

LULA CEILANDIA (PT)

FRANCA (PHS)

LUIZ FLAVIO (PT)

PROFESSOR LUIZ HELENO (PRP)

CORONEL FONSECA (PTdoB)

LUIZ LEITAO (PT)

LUIZ XAVIER (PSC)

LUIZA (PSTU)

REZENDE (PSOL)

LURI SAEKI (PTB)

JABA (PMN)

LUZIA DE PAULA (PPS)

DONNY (PTB)

DR. MANOEL (PSC)

DR. MATTA MACHADO (PV)

MESSIAS (PR)

MARCEL DA GLORIA (PSDB)

MARCELO TIGRE (PTC)

MARCELO COISA NOSSA (PCdoB)

MARCELO LEMOS (PSC)

MARCELO DO PV (PV)

MÁRCIA MAIA (PSC)

MARCIO APOLINARIO (PT)

DR MICHEL (PSL)

VALÉRIO BANDA MARANATHA (PTB)

MARCO ANTONIO DA UNB (PSC)

MARQUINHO CANDANGO (PCdoB)

MARCO LIMA DA GERAÇÃO BRASÍLIA (PTB)

MARQUINHO (PTC)

CAMPANELA (PT)

MARCONI (PT)

BISPO MARCOS (PTC)

MARCOS CELULAR (PTC)

MARCOS SUEL DA FARMACIA (PR)

DR. MARCUS (PTdoB)

BOLINHA (PHS)

MARCAO (PHS)

MARIA ANTONIA (PTdoB)

CIDA BORGES (PSOL)

CIDAO (PMN)

CIDA MARIA (PP)

CIDINHA ROCHA (PMN)

CELIA SILVA (PP)

CONCEIÇÃO CORRÊA (PTC)

GRAÇA ALVES (PTdoB)

PROFª FATIMA GODOI (PSC)

MARIA DE LOURDES (PHS)

DONA LURDES (PSDC)

MARIA DE LOURDES (PSDB)

LURDINHA (PDT)

MARIA DE LURDES (DEM)

WAGMA (PMDB)

DENISE (PSDC)

MARIAZINHA DOS TAXISTAS (PHS)

MARIA DO CARMO (PTdoB)

ROSÁRIO (PSOL)

SOCORRO CRONEMBERGER (DEM)

IRMÃ SOCORRO (PR)

SOCORRO MIRANDA (PSDB)

MARIA DOLORES (PV)

DOS REIS (PMN)

MARIA EULALIA (PDT)

MISSIONARIA FRANCISCA (PSC)

HELENA ALMEIDA (PSB)

MARIA INES (DEM)

MANINHA (PSOL)

MARIA J QUADRADO (DEM)

MARIA JOSÉ (PRB)

PASTORA BIA (PSDB)

MARIA LÚCIA MAZON (PTC)

MARIA LUCINETE (PTdoB)

MAURA (PR)

MARIA DELFIM (PHS)

PASTORA REGINA (PHS)

DRA MARIANGELA (PHS)

CLESSE CHAVES (PDT)

IRMÃ MARILENE (PRTB)

MARINA BATISTA (PSC)

MARINEUSA (PSL)

MARIO BLANCO (PSL)

ELESBAO (PDT)

DR. MARIO GOMES (PMN)

MARISA (PDT)

MARIZETE OLIVEIRA (PTdoB)

MARLENE SUCUPIRA (PP)

MARLICIO DE SOUZA (PRTB)

PROF MARUCIO (PP)

MATILDES AFONSO (PSDC)

PRADERA (PR)

MAURO CESAR (PMDB)

MAURO CEZAR (PTdoB)

MAURO MARTINELLI (PT)

MAURO TORRES (PSDB)

MICHEL PLATINI (PT)

LUNARDI (PSL)

MILTON BARBOSA (PSDB)

MIURA (PTB)

MILTON LOPES (PRP)

MOISÉS MARQUES (PSB)

MOISES PEDROCA (PTC)

MOYSES DOS CORREIOS (PCdoB)

NADJA MESQUITA (PRP)

NAGELA MARIA (PSDB)

NAIARA VICENTINA (PSC)

PASTORA NAIR (PTB)

NATALIA COTRIM (PTN)

DRª. NEIDE REIS (PSC)

NEIDE RODRIGUES (PMDB)

PROFESSOR NELSON (PT)

NERCI PINHEIRO (PR)

NERINEUMA GODOY (PTdoB)

NERY DO BRASIL (PDT)

NICSON (PSC)

NILSON PIRES (PSDC)

NILTON PEREIRA (PHS)

NINNON CORTEZ (PDT)

PROFESSOR NIVALDO (PTdoB)

NUBIA LIMA (PSL)

OLAIR FRANCISCO (PTdoB)

OLAVO NEGRAO (PHS)

OLEGARIO SOL (PDT)

OLGA SANAE (PHS)

OLIVEIRA ALVES (PSDC)

PASTOR OMAR BATISTA (PT)

OSMALDO DE SOUZA (PTB)

DR OSORIO RANGEL (PTdoB)

PATRICIA PEREIRA (PP)

PATRICIA VIÇOSA (PSC)

REV PAULO MIRANDA (DEM)

GUTO FELICIO DOS SANTOS (PSDB)

PAULÃO DA ESTRUTURAL (PT)

PAULO CÉSAR ÁVILA (PSC)

PAULO DE TARCIO (PHS)

PAULINHO DOMINGUES (PV)

PAULO MONTEIRO (DEM)

PAULO PONTES (PR)

PAULO GOMES (PTB)

PH (PCdoB)

PAULO DJORGE (PV)

PAULINHO ROBINSON (PSC)

PAULO RENATO (PRTB)

PAULO LIMA (PRB)

PAULO DA SAUDE (PTB)

PAULO RORIZ (DEM)

PAULO ROBERTO (PTB)

BETÃO (PSOL)

PAULO VICTOR (PSL)

PEDRO SANTOS (PTdoB)

QUEIROZ (PV)

CARLÃO MORADIA (PRTB)

PEDRO BARBUDO (PTC)

PEDRO DO OVO (PRP)

PEDRO PANIAGUA (PSOL)

CARVALHO DO CRESSPOM (PMN)

WAGNER DANTAS LOCUTOR DO POVO (PSDB)

PENIEL PACHECO (PDT)

PEDRO POETA (PP)

PETRONIO (PTdoB)

DR POMPILIO (PP)

PRISCILA PARISI (PTB)

RAAD (DEM)

RAFAEL MARQUES (PDT)

RAFA MADEIRA (PSOL)

RAIMUNDINHA A PATRIA (PTN)

FERREIRINHA (PTB)

RAIMUNDO RIBEIRO (PSDB)

MAITRE PIMENTEL (PSL)

MENEZES PENSADOR (PMDB)

SABOIA (PSDB)

BISPO NONATO (DEM)

RAQUEL COLAÇO (PCdoB)

RAQUEL RODRIGUES (PR)

RAUL DUSI (PSDB)

REBECA GUSMÃO (PCdoB)

DOUTOR REGINALDO PORTO (PCdoB)

REGINALDO SARDINHA (PMN)

REINALDO PIMENTEL (PSL)

REINALDO COLARES (PSDB)

REJANE PITANGA (PT)

RENATA BORGES (PSDC)

RENATA FORTES (PV)

BISPO RENATO ANDRADE (PR)

SERRALHEIRO XIMENES (PV)

RENATO PULMAO (PRP)

LEVI (DEM)

RENATO RÔMULO (PMDB)

CERTINHO DO PV (PV)

RHANI VIEIRA (PTC)

RICARDO PIRES (PPS)

DENTISTA NISHIMURA (PV)

SIQUEIRA CAMPOS (PSC)

TABA (PSDB)

RIVANE PEDRA (PTN)

RIVAS (PP)

ROBÉRIO NEGREIROS (PMDB)

ROBERT (PSDC)

ROBERTA CHAVES (PDT)

DR. ROBERTO LUCENA (PR)

ROBERTO BOTAFOGO (PRP)

ROBERTO CARLOS (PRTB)

ROBERTO KENNEDY (PSL)

RABELLO (PDT)

MESTRE BETINHO (PTB)

JUNIOR GROSSE (PPS)

ROBSON LEONEL (PR)

RODOLPHO HOTH HOTH (PSOL)

RODRIGO DELMASSO (PTN)

ROGERIO PREFEITO (PR)

ROGERIO MARTINS (DEM)

ROGERIO BANBAN (PHS)

PASTOR ROMILDO (PMN)

RÔMULO NEVES (PSB)

RONALD (PTB)

RÔNEY NEMER (PMDB)

RONILTON (PSL)

RONY ANDRADE (PSC)

BOMBEIRO ROOSEVELT (PSL)

PROFESSOR ROQUE (PSDB)

ROSA ALVES (PHS)

ROSEANE EMERICK (PTB)

ROSEMARY GUERREIRA (PMN)

ROZI COSTA (PSC)

ROZE MENDES (PSB)

RUBENS RORIZ (PSDB)

RUI (PSOL)

PASTORA RUTE (PTdoB)

SGT GAMELEIRA (PDT)

SABINA BATISTA (PRTB)

SALOMAO NETO (PSL)

SAMARA PORTELA (PMDB)

SANDRA FARAJ (PSDB)

MESTRE SANDRO (PMDB)

SARAH SIM (PP)

SARAH (PV)

SAULO BRANQUINHO (PDT)

TIAO BETEL DA ESTRUTURAL (PRP)

GURGEL (PTC)

MOACIR SANTOS (PDT)

TIAO TAMBORIM (PSDB)

SELMINHA (PP)

SERGINHO DAMACENO (PMDB)

SERGIO MONROE (PV)

SERGIO DIAS (PR)

SERGIO BICALHO (PSOL)

SÉRGIO TÉIA (PTC)

DOUTOR MORAES (PTdoB)

SEVERINO MENESES (PMDB)

SHEILA SANTOS (PHS)

SIDNEI SANTOS (PSC)

CABO PATRICIO (PT)

SILVANA CARVALHO (PSDB)

SIMONE HIP-HOP (PRB)

SIMONE MAGALHAES (DEM)

SIRMAI SOUZA (PDT)

SOCRATES (PT)

SOLANGE MADEIRA (PMDB)

PASTORA SOLANGE (PHS)

SOLANGE SANDRA (PP)

TELIA SOUSA (PTdoB)

TELMA BUENO (PV)

TELMA RUFINO (PRP)

THELMY (PV)

TIAGO MENDES (PHS)

URAQUITAN LARA (PRB)

BISPO UZIEL BATISTA (PTC)

VAGNER ANDRE (PTC)

VALCI SILVA (PSC)

VALCIDES (PP)

VALCIR COSTA (PSB)

VALDEIR DO GESSO (PTB)

VALDELINO BARCELOS (PRP)

VALDEMIR (PSL)

VALDEMIRO BISPO (PMN)

PROF. VALDIR PESSOA(PMDB)

VALERIA LEITE (PSB)

VALMIR VALENTIM (DEM)

RADIALISTA VALTER LIMA (PRTB)

PROFESSORA VANDERCY (PMN)

VANDERLEI REGO (PRP)

VANIA COELHO (PTC)

VANTUIL (PSL)

VERA DA CANDANGA (PRTB)

VERA PAIXÃO (PPS)

VICENTE DOS INQUILINOS (PTC)

VICENTE LOURENO (PT)

VICENTE MARINHO (PSL)

VILTON MATOS (PTB)

PROFESSOR VIRGILIO (PSDC)

VLADIMIR DANTAS (PMDB)

WAGUINHO (PR)

NEGUIN (PRTB)

WALDENOR PARAENSE (PSDC)

WALDIR CORDEIRO (PSB)

ROBERTO REMIXX (PRP)

WALMIR SERRA (PHS)

WALTER REZENDE (PTB)

WALTER CELIO (PT)

WALTER MARCELO (PMDB)

WANDERLEY CHAGAS (PDT)

WASHINGTON MESQUITA (PSDB)

WASNY (PT)

WELLINGTON (PSC)

WELLINGTON ROLIM (PP)

WELLINGTON FORMIGUINHA (PSL)

GUIRRA (PSDB)

WILLIAM ALMEIDA (DEM)

WILMA MAGALHÃES (PTB)

WILMAR CARVALHO (PSC)

WILSON BOCAO A FORÇA DA GENTE (PTdoB)

WILSON LIMA (PR)

JORGE SARKIS (PSB)

ZELIA (PR)

ZENOBIO ROCHA (PSL)

ZEZITO SARAIVA (DEM)

Para conhecer melhor qualquer um desses candidatos, clique aqui e pesquise o seu perfil.

Lucena reassume na segunda

Câmara Legislativa em 09/07/2010 às 19:01

O deputado distrital Roberto Lucena (PR) reassume o mandato na próxima segunda-feira (12). O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, já foi notificado da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que concedeu liminar a Lucena para que pudesse retornar à vaga de distrital. O peemedebista Wigberto Tartuce nem esquentou a cadeira. Volta a ser suplente cinco dias depois de tomar posse.

Por mais dias de trabalho

Câmara Legislativa em 08/07/2010 às 20:00

Do deputado distrital Chico Leite (PT), em seu Twitter: “Discordo da decisão da Mesa Diretora da Câmara Legislativa de marcar sessões plenárias, no segundo semestre, apenas para as terças-feiras. Acredito que é possível – e necessário – conciliar o trabalho legislativo e a campanha eleitoral”. O distrital ensaiou também um momento de rebeldia: “Essa medida deveria ter sido discutida com todos os deputados. Penso que é possível reverter a situação, que contraria o interesse popular”, acrescentou. Ao lado dele na campanha pelo fim do dia único de trabalho estão o pedetista José Antônio Reguffe e o democrata Raad Massouh.

A verdade, porém, é que a decisão da Mesa Diretora não faz mais do que oficializar uma situação que já era corriqueira entre os parlamentares. Mesmo em tempos normais de trabalho, eles só costumavam produzir mesmo às terças-feiras. As quartas, as sessões eram abertas e rapidamente se resolvia alguma pendência do dia anterior para que fossem logo encerrada. E sessões às quintas… bom, às quintas eles raramente apareciam em plenário. Tanto que o dia era dedicado a comissões gerais - assim podia ser aproveitado sem a exigência de grandes quóruns.

Lucena ganha liminar

Câmara Legislativa, TSE em 08/07/2010 às 19:59

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, concedeu nesta quinta-feira (8) liminar ao deputado distrital Roberto Lucena possibilitando a ele a retomada do mandato parlamentar. Lucena foi obrigado a deixar o cargo por decisão do TRE, que entendeu ser a vaga do PMDB, partido de origem de Lucena - que hoje está no PR. O ministro do TSE entendeu que Lucena deve ficar no cargo até o julgamento do mérito de seu recurso e da ação cautelar contra ele. Em seu lugar, o peemedebista Wigberto Tartuce havia tomado posse na quarta-feira (7).

Leia aqui a íntegra da decisão.

Por uma relação mais técnica

Câmara Legislativa, GDF em 07/07/2010 às 17:54

Depois de extinguir o cargo de chefe da Casa Civil, que na era José Roberto Arruda era ocupado pelo secretário José Geraldo Maciel, o governador Rogério Rosso (PMDB) nomeou nesta quarta-feira (7) o novo assessor responsável pela relação com os deputados distritais. Sai o advogado e jornalista Jozafá Dantas (PMDB) e a Coordenadoria Especial de Assuntos Parlamentares passa a ser responsabilidade do secretário-adjunto de Governo, Cleiton das Chagas Fernandes.

Cleiton vai acumular as duas funções na tentativa de despolitizar as relações entre o GDF e a Câmara Legislativa. Servidor da carreira da Fazenda, ele sempre atuou no plenário da Casa e tem fama de excelente técnico. O ideal para defender, no momento, os interesse do Executivo.

Update: Jozafá Dantasle deixa o governo para retomar uma função que sempre desempenhou dentro do PMDB: integrar a e quipe jurídica do partido na corrida eleitoral.

Vigão é o quarto a assumir mandato

Câmara Legislativa em 07/07/2010 às 13:10

O terceiro suplente do PMDB, Wigberto Tartuce, tomou posse como deputado distrital na Câmara Legislativa nesta quarta-feira (7). Vigão assume o mandato mais polêmico desta legislatura. A vaga começou ocupada por Pedro Passos (PMDB), que renunciou ainda no primeiro ano, diante das denúncias de envolvimento em irregularidades com obras à época em que foi secretário de Agricultura. Foi substituído por Eurides Brito. A distrital foi cassada no mês passado, depois das denúncias da Operação Caixa de Pandora.

No lugar de Eurides, assumiu Roberto Lucena (PR). O médico, porém, ficou pouco tempo no cargo. Apenas o suficiente para ser condenado por infidelidade partidária e também ter de deixar a Casa. Vigão assume agora com a missão de chegar a dezembro.

Distritais ficam mais ricos

Câmara Legislativa em 07/07/2010 às 9:34

Do Correio Braziliense: A declaração de bens dos deputados distritais é um indicador de que a profissão é lucrativa e abre portas para o sucesso financeiro. Dos 24 deputados, 19 aumentaram o patrimônio nos últimos quatro anos. Em alguns casos, a evolução foi fantástica. Há quem tenha melhorado em mais de 2.000%. E casos de distritais que conseguiram agregar mais de R$ 1 milhão aos seus rendimentos. Quase metade (11 políticos) de quem tem um assento na Câmara Legislativa é milionário. Em 2006, na eleição interior, apenas quatro tinham esse status.

No ato do registro de candidatura, os políticos são obrigados a declarar o que têm e quanto vale o patrimônio informado. Em 2006, o petista Cabo Patrício informou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter R$ 6 mil. Desde que se tornou distrital, com salário de R$ 12,4 mil, ele melhorou seus rendimentos e agora declarou à Justiça Eleitoral patrimônio avaliado em R$ 137,3 mil, uma evolução do ponto de vista percentual espetacular de 2.189%.

Em valores brutos, no entanto, o caso de Cabo Patrício perde para outros colegas. Em 2006, Paulo Roriz (DEM) declarou ser dono de R$ 1,7 milhão. Quatro anos depois, ao declarar o patrimônio no Diário da Câmara, o distrital revelou ter mais que dobrado a quantia. Atualmente, dispõe de R$ 3,9 milhões. A colega de partido, Eliana Pedrosa, também deu um salto. Entre os distritais, é a mais rica. Declarou no Imposto de Renda de 2010 ter R$ 7,1 milhão, melhoria de 136% em relação a 2006, quando era dona de R$ 3 milhões. Antes de ser deputada, ela controlava as empresas de vigilância e segurança, hoje em nome de familiares. O afastamento não prejudicou as finanças da parlamentar, que só lucrou no período.

Em 2006, Alírio Neto (PPS), que era delegado de polícia e se aposentou em meio ao mandato, declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 188,5 mil. Quatro anos mais tarde, seu patrimônio aumentou em 569%, passando a R$ 1,262 milhão. Para o distrital, trata-se de uma distorção da legislação brasileira que não permite atualização no valor de imóveis, a chamada atualização de ganho de capital. Ele exemplifica que em 1992 comprou uma casa no Guará, por R$ 70 mil, mas, com a valorização da área, conseguiu vendê-la por cerca de R$ 400 mil. Outro imóvel no qual investiu foi um lote no Taquari, comprado por R$ 72 mil, em 48 parcelas. Anos depois, a área estava avaliada em R$ 280 mil. “Nunca comprei nenhum desses imóveis enquanto era deputado. Tenho culpa se toda a cidade se valorizou? Como delegado de polícia digo mais: o problema não está no que a pessoa declara, mas naquilo que é omitido da declaração”, diz.

José Antônio Reguffe (PDT) compartilha da opinião de Alírio. Em 2006, a declaração do pedetista à Justiça Eleitoral registrava um patrimônio de R$ 775 mil. Em 2010, ele informou ser dono de R$ 1,8 milhão — o acréscimo, neste caso, é de 140%. O distrital enviou ao Correio, no entanto, comprovante de seu Imposto de Renda indicando que, quando ingressou no mandato, já tinha R$ 1.055 milhão. O que conquistou durante os últimos três anos foi resultado de investimento na Bolsa de Valores e na poupança. “Tudo foi ganho de forma honesta, está declarado no Imposto de Renda e publicado no Diário da Câmara. A população não deve se preocupar com o honesto que declara tudo no Imposto de Renda. Deve se preocupar com o corrupto que não declara”.

Campeão
O campeão de evolução patrimonial em termos percentuais, o petista Cabo Patrício, admite que a condição de deputado o ajudou a melhorar de vida. “Naquela época, tinha apenas um Palio velho, que tenho até hoje. Mas, depois de três anos e seis meses com um bom salário, é possível aumentar o patrimônio, sim. O que declarei não pode nem ser considerado um valor alto”, defende. Ele não tem imóveis e vive com a mãe. Como foi policial militar durante mais de 10 anos antes de ser expulso da corporação, as filhas têm direito à pensão e o deputado não precisa custear as despesas da família. No período de seu mandato, ele afirma ter comprado uma pick up Fiat Strada e a carta de crédito de um imóvel na Caixa Econômica Federal. “Já investi mais de R$ 70 mil nas prestações, mas, infelizmente, ainda não fui contemplado”, lamenta.

O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) está entre os quatro que mais faturaram neste quatro anos. Seus bens declarados subiram de R$ 123.820,00 para R$ 601.088,05, um aumento de 385%. A razão, segundo ele, é a especulação imobiliária. “O bem que tenho, uma casa na região do Grande Colorado, é o mesmo. Só que a valorização na área aumentou muito neste período, especialmente em razão da regularização das terras”, explica. Ele ressalta que, para exercer o cargo, abriu mão do salário que recebia, como advogado da União, mais rentável do que o atual.

Outro que integra o ranking da evolução patrimonial é o deputado Dr. Charles. Seu patrimônio, em 2006, estava calculado em R$ 145.591,00. Agora, chega a R$ 419.495,66, o que significa aumento de 188,13%. Segundo a assessoria do deputado, antes de se eleger, ele possuía uma chácara, um sítio, um lote em uma colônia agrícola e cotas em uma chopperia. Após assumir o cargo, parcelou dois veículos: um Fiat Gol e um Fiat Punto. Neste período, Dr. Charles também adquiriu o hábito de fazer uma poupança pessoal. O Correio tentou ouvir os distritais Paulo Roriz e Eliana Pedrosa, mas não conseguiu fazer contato com os deputados.

patrimonio

Wilson Lima registra candidatura

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 06/07/2010 às 18:07

O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), registrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sua candidatura à reeleição como deputado distrital. A decisão foi tomada em conjunto com seu partido, o PR, com o entendimento de que não haveria impedimentos para sua candidatura em outubro deste ano.

A dúvida sobre Lima decorria do fato de ele estar à frente do Governo do Distrito Federal em abril e não ter se desincompatibilizado do cargo. À época a permanência no Buritinga teria sido uma tentativa de convencer os colegas deputados a votar nele para governador tampão na eleição indireta. Para seus apoiadores, a medida era um aceno de que Lima estaria disposto a se sacrificar - no caso, desistindo da candidatura à reeleição - pelo bem do Distrito Federal.

A campanha não adiantou e Lima perdeu a eleição para governador tampão. Voltou para a Câmara e retomou o plano de ser candidato a distrital mais uma vez. Segundo o presidente do PR, Izalci Lucas, não há impedimento para isso. A assessoria do partido entendeu que Lima estava no GDF como presidente da Câmara Legislativa, segundo na linha sucessória do governo. Então não haveria do que se desincompatibilizar. Agora é esperar para saber se a Justiça também vai concordar com o argumento.

Candidatos criativos

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 06/07/2010 às 14:58

Nomes inusitados sempre são curiosidade entre os candidatos às eleições proporcionais. Este ano temos, por exemplo, a “Gordinha do Rabecão”. O nome real é Ana Cristina da Silva Neves, candidata do PR. Ao lado da Gordinha teremos também famosa heroína de seriados policiais: Keith Marrone. Ela mesmo, baixou no DF na pele de Edilaine Barbosa Linhares, candidata do PSDC.

Na ala mais, digamos, ambientalista temos Índio, do PV, e Gavião do PSC. Os dois são “franciscos”. Índio é o Francisco de Oliveira Lima, e Gavião, o Francisco de Assis da Silva.

Temos ainda algumas incógnitas. O que significará ”Velho Para”, nome de campanha de Geoma Climintino Leite, do PHS?

Para conferir os nomes de todos os candidatos a distrital, clique aqui.

Cada um na sua categoria

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 06/07/2010 às 14:39

Da lista com as 773 solicitações de registro para candidaturas a deputados distritais encontramos:

- 23 candidatos que se autointitulam professores;

- 20 que se apresentam como doutores;

- 15 pastores e bispos e,

- 14 candidatos com patentes da Polícia Militar .

Um petista ao menos

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 01/07/2010 às 21:05

Ex-presidente do PT-DF Chico Vigilante diz estar sentindo em sua campanha o resultado das variadas alianças firmadas pelo partido para eleição de outubro deste ano. Vigilante tem sido procurado até por representantes de vertentes contrárias à dele dentro do partido, com o argumento de que a eleição do petista para deputado distrital será muito importante. Seria a única forma de se garantir alguém no Legislativo que lute pelo PT frente ao novo governo pluripartidário.

Relatório da CPI em agosto

Câmara Legislativa em 01/07/2010 às 10:35

Relatório da CPI da Corrupção será entregue em agosto. O relator da comissão, deputado Paulo Tadeu (PT), explicou que o documento está em fase de finalização. Centenas de dados reunidos entre os documentos da Operação Caixa de Pandora, de contratos administrativos, do SIGGO e dos depoimentos prestados à CPI - por meio das respostas dos convocados - precisam ser processados e organizados no documento final da CPI.

O relatório trará também sugestões de medidas capazes de sanear as instituições e protegê-las de esquemas futuros. Daí o atraso na entrega, prevista para julho. A intenção dos deputados é aproveitar o recesso parlamentar para concluir o documento.

Lucena perde o mandato

Câmara Legislativa, TRE em 30/06/2010 às 20:11

O Tribunal Eleitoral Regional do DF determinou nesta quarta-feira (30) a perda do mandato do deputado distrital Roberto Lucena (PR) por quatro votos a dois. A ação contra Lucena foi ajuizada pelo PMDB à época do afastamento da deputada Eurides Brito (PMDB) do mandato. Suplente de Eurides, Lucena perderia o direito de ocupar a vaga da deputado hoje cassada por ter trocado de partido e se filiado ao PR.  No lugar do médico assume um ex-deputado: o peemedebista Wigberto Tartuce. Lucena avisou que vai recorrer da decisão do tribunal no TSE.

STF rejeita intervenção

Câmara Legislativa, GDF, STF em 30/06/2010 às 18:18

Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido de intervenção no Distrito Federal em sessão nesta quarta-feira (30). Com oito ministros presentes, bastavam cinco votos contrários à medida para que ela fosse rejeitada. O placar final foi de sete a um.

A maioria dos ministros acompanhou o entendimento do relator do processo, ministro César Peluzo, presidente do tribunal, de que não há mais motivos para decretar a intervenção no DF, uma vez que o GDF e a Câmara Legislativa tomaram providências necessárias para retomar a ordem pública na capital federal.

Acompanharam o voto do relator os ministros Dias Toffoli, Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. O ministro Gilmar Mendes também votou contra intervenção. Presidente do STF à época da apresentação do pedido pela Procuradoria Geral d República, o ministro chegou a ser relator do processo. Diante do conhecimento da proposta, argumentou que, neste momento, a crise já foi contornada. “Naquele momento havia uma espécie de letargia  institucional no DF, hoje foram tomadas providências”.

Único voto favorável, o vice-presidente do STF, ministro Ayres Brito, defendeu a medida, alegando que há uma cultura antirepublicana instalada entre os políticos do Distrito Federal, que vem de outros governos e que seria esta cultura, esses mau hábitos, que estariam sendo julgados no caso.

Ayres Brito defende medida

Câmara Legislativa, GDF, STF em 30/06/2010 às 17:48

O vice-presidente do STF, ministro Ayres Brito, é o primeiro voto a favor da intervenção na sessão de julgamento da medida nesta quarta-feira (30). Para o ministro, há uma “hecatombe institucional” no Distrito Federal decorrente de uma cultura antirepublicana instalada entre os políticos da capital já há vários anos.

O ministro afirmou que, desde a chegada do novo governo, tem acompanhado todas as medidas tomadas no DF e não se convenceu. “O que vejo é uma letargia. Mas isso não é causa é o sintoma”, afirmou. “O que está em julgamento hoje não é este governo, é essa cultura antirepublicana”, ressaltou.

“Basta lembrar quando um governador foi preso no Brasil desde a nossa Constituição? Nunca. E o anterior a este que está aí foi”, lembrou o ministro. “E o vice dele também renunciou. Onde já se viu isso?”.

Quatro a zero contra intervenção

Câmara Legislativa, GDF, STF em 30/06/2010 às 17:30

No segundo voto sobre o pedido de intervenção no Distrito Federal, o ministro Dias Toffoli rejeita medida. O terceiro voto veio da ministra Carmem Lúcia, também contrário à intervenção. Para a ministra, apesar de não haver mais necessidade da medida, o pedido teve sua importância ao mostrar às instâncias locais a importância do STF e de seu papel no zelo da ordem pública. O quarto voto da tarde foi dado pelo ministro Ricardo Lewandowski, também contrário à medida.

Presidente do STF nega intervenção

Câmara Legislativa, GDF, STF em 30/06/2010 às 16:37

Ministro César Peluzo, em seu voto como relator do processo, nega o pedido de intervenção no Distrito Federal. Depois de discorrer longamente sobre o caráter excepcional de uma intervenção federal, o presidente do STF usou como exemplo o caso de Mato Grosso, em que um pedido também foi negado diante das providências tomadas pelo governo local. “Se a ordem local já foi estabelecida de algum modo, não se faz necessária a intervenção, de jeito nenhum. E desde a deflagração da Caixa de Pandora tem havido uma ação diligente do governo e do Legislativo local no sentido de apurar fatos e punir envolvidos nas denúncias”, afirmou o ministro.

Peluzo citou ainda a abertura dos processos contra deputado distritais citados na operação, a cassação de Eurides Brito e a alteração na Lei Orgânica para realização da eleição indireta para governador como medidas tomadas pela Câmara Legislativa. E as auditorias em contratos, nomeação de técnicos para as Secretarias de Governo e outras medidas do GDF como medidas tomadas pelo Executivo. “É de conhecimento público e notório as ações promovidas pelo Judiciário e pelo MPDFT”, completou. “Não vejo motivo para o remédio constitucional”, concluiu.

Procuradores defendem GDF e CLDF

Câmara Legislativa, GDF, STF em 30/06/2010 às 15:44

Procuradores do Distrito Federal, Marcelo Galvão, e da Câmara Legislativa, Fernando Nazaré apresentam os argumentos aos ministros do Supremo Tribunal Federal para provar que a intervenção é desnecessária. No caso do GDF, procurador listou medida tomadas pelo novo governo, como auditoria dos contratos, reestruturação da Saúde e exoneração de envolvidos nas denúncias.

Já procurador da Câmara citou a criação da CPI da Corrupção, a abertura dos processos de impeachment e a organização da eleição indireta para governador. Por fim, citou a cassação da deputada Eurides Brito (PMDB).

Todas essas medidas já eram de conhecimento do STF. Resta saber se para os ministros serão suficientes. Para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não foram.

Vingança de Pandora?

Câmara Legislativa em 29/06/2010 às 18:03

Quase um mês após entregar o relatório com o pedido de cassação da agora ex-deputada Eurides Brito (PMDB), a deputada Erika Kokay (PT), relatora do caso na Comissão de Ética, continua no foco de seus opositores. A postura de Erika, insistindo nos pedidos de apuração das denúncias da Caixa de Pandora, fez os citados no caso se unirem e dobrarem a pressão contra a petista, que vem recebendo inúmeras ameaças.

“Não vou cair sozinho, a Erika vai junto” e “Os vitorioso de hoje são os fracassados de amanhã” têm sido duas das frases repetidas pelos envolvidos nas denúncias nos corredores da Câmara. Aliados da petista já estão preocupados. Ela, por sua vez, diz que não vai se intimidar. É esperar para ver até onde vai essa novela.

STF confirma julgamento de intervenção

Câmara Legislativa, GDF em 28/06/2010 às 17:30

Do Correio Braziliense: O pedido de intervenção federal no Distrito Federal deverá ser julgado nesta quarta-feira (30) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a expectativa é que aconteça antes do período de recesso judiciário. A intervenção foi ajuizada, em fevereiro deste ano, pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel.

O procurador encaminhou o pedido após a deflagração da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que investiga o suposto esquema de propina no Governo do Distrito Federal (GDF). Gurgel defende a medida como forma de resgatar a normalidade institucional e a própria credibilidade das instituições e dos administradores públicos no DF.

Em maio deste ano, o ministro e relator do processo, Cezar Peluso, deu um prazo para que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) apresentasse informações depois que a Procuradoria-Geral da República especificou a intervenção no âmbito do Poder Legislativo. Entretanto, durante a tramitação do processo, a CLDF realizou eleições indiretas, que elegeram o Rogério Rosso como o governador da cidade.

“Não vou bajular ninguém”

Câmara Legislativa, entrevista em 27/06/2010 às 20:46

Mal retomou o mandato na Câmara Legislativa - ele era secretário de Esportes do GDF - o deputado distrital Aguinaldo de Jesus (PRB) encarou duas missões difíceis: liderar a nova bancada do governo e presidir a Comissão de Ética da Casa. Depois de acusado de liderar a “operação abafa” na Câmara Legislativa, abriu os processos por quebra de decoro contra os cinco deputados citados na Operação Caixa de Pandora. Os distritais, porém, só devem começar a responder depois do recesso parlamentar, em agosto. Como líder, Aguinaldo tem cobrado mudanças nos hábitos dos distritais. “Tem cara que chega aqui e diz ‘não saiu minha nomeação, não vou votar. Tem de votar. Isso é que as pessoas têm de entender, eles têm de cumprir o papel de deputados”, desabafa em entrevista ao jornal O Distrital desta semana. Confira trechos a seguir ou clique aqui para ler a íntegra no jornal.

Como presidente da Comissão de Ética da Câmara Legislativa, o senhor abriu os processos por quebra de decoro parlamentar contra os cinco deputados citados nas denúncias da Operação Caixa de Pandora. Mas apesar de oficialmente abertos, eles não estão andando efetivamente. Como explicar essa decisão da Casa?

Aguinaldo de Jesus - Quando eu cheguei à Comissão de Ética estava estabelecido o seguinte: o arquivamento de um processo, do deputado Cabo Patrício (PT), a abertura de processos contra três deputados – dois pediram para sair (Leonardo Prudente e Junior Brunelli renunciaram para não serem cassados) e um avançou, o da deputada Eurides Brito (PMDB) – e o sobrestamento dos cinco restantes para quando houvesse fatos novos. Quando eu cheguei à Comissão, eu sorteei o relator, que foi a deputada Erika Kokay (PT), para o processo de Eurides Brito e deixei sobrestado o restante até que findasse o de Eurides. Porque defendi que não se podia tratar de várias coisas ao mesmo tempo. Se já tem um processo em andamento e você abre outros, poderia dar a conotação de que se abriu um montão de coisas para não dar seguimento a nenhuma. Seria pior ainda.

Então escolhemos o relator, Erika fez as oitivas, encerramos a parte da Comissão de Ética e o processo terminou como todo mundo já sabe, com a cassação da deputada. Quando eu fui ao Ministério Público e eles me perguntaram: “Então tá, o processo da Eurides Brito está assim, mas e os dos outros deputados? O que vocês vão fazer?”. Eu respondi: “No dia 24 (dia seguinte à data da votação da cassação), eu vou reunir a Comissão de Ética para analisarmos o que fazer com os processos, se continuam sobrestados ou se a gente os abre ou se os arquiva logo”.

Fui questionado por muitos colegas que não deveria ter marcado a reunião para o dia seguinte ao da cassação. Mas, claro que eu tinha de marcar. Eu tenho uma responsabilidade, tenho de responder ao Ministério Público, tenho de responder à sociedade, eu não quero que a minha presidência tenha a conotação de embromation, de enrolação. Eu tinha de tomar uma posição. Só que essa posição eu não poderia tomar sozinho, tinha de ouvir o colegiado da Comissão.

E qual foi a decisão?

Aguinaldo – Votamos pela abertura dos processos. Agora qual será o procedimento? Eu vou pegar os ofícios deliberados na comissão, com o pedido de cópia do Inquérito 650, e entregá-los pessoalmente ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. Vou levar esses documentos em mãos nesta segunda-feira (28) para agilizar o processo. Se eles tiverem uma cópia lá para me fornecer na segunda-feira mesmo, eu já trago. Se não tiver, vou aguardar eles me mandarem a cópia desse inquérito.

Com a cópia nas mãos, vou conversar com os deputados para saber se a gente faz uma reunião extraordinária da comissão ainda este semestre ou no início de agosto. O processo já foi aberto, mas para que eu possa escolher o relator é preciso ter o inquérito.

A intenção então foi mostrar ao Ministério Público e à sociedade a disposição da Câmara Legislativa em não arquivar os processos?

Aguinaldo - Como é que eu vou arquivar se eu não sei se os deputados estão indiciados ou não? Eu posso arquivar e cometer uma injustiça com a sociedade. Poxa, os caras estão sendo indiciados na Justiça e a Câmara arquivou os processos contra eles na Casa? Aí ficaria muito ruim. Eu prefiro, para dar uma resposta à sociedade, aos órgãos de Justiça, que a gente abra os processos, tome as providências legais, buscando as documentações, os deputados comecem a preparar suas defesas, e , com o inquérito e a defesa, o relator possa fazer seu relatório e sugerir se arquivamos o caso ou se pedimos a cassação. Eu acho que isso é a coisa mais coerente a ser feita. Até para que os deputados que estão sendo citados possam se defender. E se for o caso, para que sejam inocentados. Agora se não fizermos nada disso, nem isso eles poderão falar para a sociedade.

Esse tem de ser o procedimento. Eu sei que alguns deputados podem ficar chateados porque abrimos os processos, mas era preciso. É para o bem desta Casa, para o bem dos deputados, para o bem de todos. E abrir o processo não é condenar ninguém. É dar a ele o direito de se defender. Mostramos também que nós não estamos parados. Acabamos de cassar uma deputada. Dois deputados renunciaram se não seriam cassados também. A Câmara não está sendo omissa.

Isso seria uma resposta para colaborar com o julgamento da intervenção no Distrito Federal, previsto para esta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal?

Aguinaldo - Vai depender da interpretação dos ministros. Porque falar que a Câmara não está fazendo nada diante de tudo o que estamos fazendo é jogar no lixo todo o esforço feito nesta Casa.

Mas o senhor acha que o que foi e está sendo feito é suficiente?

Aguinaldo - Claro, com certeza. A Casa desde o início da crise, toma providências. Agora o Roberto Gurgel (procurador geral da República) falar que o GDF e a Câmara Legislativa são uma metástase é misturar o justo com o pecador. É jogar todo mundo na vala comum, dizer que ninguém presta aqui. Eu vou dizer que no Tribunal de Contas todos são problemáticos porque tem um conselheiro envolvido no inquérito? Eu vou dizer que, no Ministério Público, todos os promotores não prestam porque há dois ou três envolvidos? É brincadeira, né? Eu não posso generalizar as coisas. Tem pessoas sérias, tem pessoas citadas no inquérito que são sérias e tem pessoas envolvidas realmente. A gente precisa separar umas das outras.

Então o senhor não acredita que exista mais clima para a intervenção…

Aguinaldo - Eu acho que não. O GDF fez várias demonstrações de normalidades na cidade, abriu várias auditorias, puniu quem tinha de punir. A Justiça fez o papel dela e contribuiu para isso, a Câmara também deu sua contribuição, então todos estão trabalhando pela normalidade na cidade. Agora, se as pessoas acham que tudo o que foi feito até agora não é nada, que só vale o que o procurador fala ou o que o Durval (Barbosa) está falando, então vamos abandonar tudo e ir embora do país. Porque aí você rasga a Lei Orgânica, a Constituição Federal, você rasga tudo. Se você não tem direito nem de se defender, fica difícil.

Como líder do governo o senhor tem visto esse esforço do governo? Como tem sido a experiência na liderança?

Aguinaldo – Um ensinamento porque conviver com ser humano é muito difícil ainda mais quando envolve interesses. É uma experiência muito grande e a gente procura fazer o nosso melhor. Mas, assim como os deputados sentem, muitas vezes, seus interesses prejudicados, eu também sinto os meus. Desde que virei líder, não nomeei ninguém. E há deputados aí que nomearam. Até agora eu não consegui sentar com o governador para perguntar “como vou resolver o meu problema”? Porque já resolvi o de todo mundo. Até agora não tive tempo, fiquei só apagando incêndio. Apagando incêndio no meio dos deputados e no próprio GDF, como no caso da greve dos rodoviários, quando precisei ficar a madrugada inteira colaborando com as negociações, separando brigas e até fazendo orações para ver se as pessoas ficam em paz.

O presidente da Câmara, Wilson Lima, reclamou na imprensa esses dias da falta de quórum dos deputados nas sessões. E avisou que, se o governador quiser aprovar projetos na Casa, basta mandar os deputados aparecerem para votar…

Aguinaldo - O governador não tem de mandar os deputados virem votar, não foi o governador quem elegeu os deputados. Quem elegeu os deputados foi o povo. Se o deputado não está vindo trabalhar, ele não está correspondendo aos votos que a população dedicou a ele. E isso não é culpa do governador, o que o governador tem a ver com isso? O deputado é obrigado a vir trabalhar porque ele recebe por isso. Agora se ele vai ser a favor do projeto do governador ou contra, isso é outra história. Mas que ele tem de vir trabalhar, ele tem.

Mas tradicionalmente na Câmara, o líder de governo também atua como uma espécie de bedel, chamando os distritais da base para as votações.

Aguinaldo - Eu não vou fazer isso nunca. Eu só imploro a Deus. Eu tenho as minhas obrigações e elas são cumpridas. Eu venho aqui, assino meu ponto, trabalho, correspondo à sociedade. Terminado o meu trabalho, eu vou embora como todos os trabalhadores. Agora eu não vou ficar aqui “fulano, vai lá votar, vai”. Aqui não tem mais nenhuma criança. Eles são todos adultos. Homens e mulheres que eu acredito que têm responsabilidades.

Se não há quórum, não é problema meu. Também é uma responsabilidade do presidente da Casa chamar os deputados para trabalhar. E se eles não vêm, ele tem meios para denunciar e cobrar. Até porque ele é o responsável pela Câmara Legislativa. Se ele não consegue reunir deputados, não sou eu, como líder, que vou conseguir. Até porque às vezes até tem quórum, mas não existe acordo para a votação. Porque existe oposição, existe um grupo independente e o grupo que apóia o governo. Só que o que estamos vendo na prática é um samba do crioulo doido…

Por que o senhor diz isso?

Aguinaldo - Temos observado que os valores estão invertidos, nós não sabemos mais quem é quem. Aqui está tudo virado. É verdade. As coisas estão meio confusas, por quê? Porque passamos por um processo difícil de afastar um governador, eleger outro, agora faltam poucos dias para as eleições, poucos dias para o fim do mandato. E temos um governador que quer reunir todo mundo, mas nem sempre tem condições, porque são tantos os problemas do governo que ele acaba esquecendo a Câmara Legislativa. E se ele esquece a Câmara Legislativa, o deputado acaba se sentindo preterido. Como aconteceu nessa quinta-feira: o acordo para acabar com a greve dos rodoviários incluía uma contrapartida do governo, que era aprovar um crédito suplementar e um projeto sobre o ICMS que beneficiariam o sistema de transporte. O governador determinou isso.

Mas, nossa reunião acabou na madrugada, e se o governador não teve tempo ou não se lembrou de ligar para o presidente da Casa para falar do acordo, eu não tenho culpa. Eu vim aqui, cumpri o meu papel. Daí chega o presidente e diz “mas o governador não ligou para mim para dizer que havia o acordo”. A culpa não é minha. Liguem para o governador e dêem uma bronca nele. Ou então o governador ligue para o presidente e peça desculpas por ter esquecido. Tem de ser por aí. O que não pode é essa coisa de “ah, eu não vou votar porque ninguém ligou para mim”. Ah, peraí, né?

O senhor não acha que esse comportamento pode ser decorrendo do fato de os distritais da base serem muito paparicados pelo governo?

Aguinaldo - Acho que não. Acho que muitos aqui foram tratados a ferro e fogo nos governos anteriores. Iam votar porque era a ferro e fogo. Agora esse governador procura ser amigo e o pessoal abusa. É complicado. Até hoje eu não nomeei ninguém e não é por isso que eu vou chegar aqui e xingar o governador ou deixar de votar projetos do governo. Tem cara que chega aqui e diz “não saiu minha nomeação, não vou votar”. Tem de votar. Isso é que as pessoas têm de entender. Elas têm de cumprir o papel de deputados. O que não pode é ficar chateado com o Executivo, porque não conseguiu ser atendido pelo governador. Será que a população o elegeu só para ser atendido pelo governador ou para ele trabalhar na Câmara? As pessoas têm de ter consciência. Por isso eu não vou ficar bajulando ninguém. Quer votar, vota, não quer votar, vamos embora. Não vou ficar aqui implorando: “vamos votar se não o governador vai brigar comigo”. Eu estou aqui, não estou? Estou fazendo a minha parte. Se tiver de reclamar, reclama com os outros , comigo não.

Mas o que o senhor tem feito no papel de líder?

Aguinaldo - Eu faço essa interlocução entre os deputados e o governador. Só que. às vezes, eu não consigo, na ponta do governador, essa interlocução. Então cria-se uma dificuldade. Porque eu entendo que o governador não tenha tanta experiência assim, que esteja assumindo um compromisso arriscado, um estado cheio de dívidas, cheio de problemas. Ele está tentando resolver as dívidas, as obras, não é fácil, mas as pessoas não querem entender isso. Tem gente que pensa assim: se não me atender, que se lasque o resto. Me atendeu, pode fazer o que quiser. Eu não posso ser egoísta. Não me atendeu, mas o governador está lá resolvendo um problema que vai beneficiar milhares de pessoas na cidade, então eu me sinto atendido.

Ação contra nove distritais

Câmara Legislativa, MPDFT em 25/06/2010 às 20:00

Do blog de Ana Maria Campos: O Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) ajuizou há pouco ação de improbidade administrativa contra nove deputados distritais que tiveram as despesas de hospedagem em hotel pagas por um empresário. Na avaliação dos promotores, houve uma ofensa ao princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade.

Os distritais se hospedaram no Hotel Castro’s, em Goiânia (GO), na véspera da eleição indireta que escolheu o governador Rogério Rosso (PMDB), no dia 17 de abril, com despesas custeadas pelo empresário André Luís Lemos. Eles se refugiaram fora de Brasília para evitar pressões políticas em torno da candidatura do então governador interino, Wilson Lima (PR), hoje presidente da Câmara Legislativa.

São alvo da ação os deputados Aguinaldo de Jesus (PR), Alírio Neto (PPS), Aylton Gomes (PR), Batista das Cooperativas (PRP), Benício Tavares (PMDB), Cristiano Araújo (PTB), Dr. Charles (PTB), Rogério Ulysses (sem partido) e Rôney Nemer (PMDB).

Os deputados viajaram no avião da família de Cristiano Araújo. As despesas de hospedagem no valor de R$ 2.961,10 foram pagas pelo empresário a pedido do senador Gim Argello (PTB).

PGR suspeita que mensalão continua

Câmara Legislativa, GDF em 25/06/2010 às 8:38

Do G1: O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, voltou a defender nessa quinta-feira (24) a intervenção federal no Distrito Federal devido ao suposto esquema de corrupção no governo local. Segundo ele, mesmo após a prisão e o afastamento do ex-governador do DF José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), o suposto esquema de pagamento de propina envolvendo os poderes Executivo e Legislativo, que ficou conhecido como mensalão do DEM, continua em operação. “Há indícios de que o esquema continua. Mesmo com o afastamento de Arruda não foi desmantelado, não se desfez”, afirmou o procurador-geral.

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima quarta-feira (30) o julgamento do pedido de intervenção feito pela PGR em fevereiro, logo após a prisão de Arruda. Segundo Gurgel, a expectativa é de que a Suprema Corte julgue procedente a intervenção.

Ele refutou o argumento de que a intervenção já não teria efetividade devido ao tempo que se passou desde o pedido. “Não perdeu o ‘timing’. Continuamos com os mesmos problemas, e o atual governador não tem condições de sanear os problemas, porque foi eleito com votos dos mesmos deputados envolvidos no esquema”, argumentou Gurgel.

Procurado pelo G1, o governador Rogério Rosso informou, por meio de sua assessoria, que não comentaria as declarações do procurador.

Sobre o inquérito, resultado da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que está sendo analisado pela PGR, Gurgel afirmou que ainda aguarda a análise de provas e materiais pela PF para que seja apresentada à Justiça a denúncia contra os envolvidos.

Ainda sem corregedor

Câmara Legislativa em 24/06/2010 às 20:55

Ficou para a próxima semana a eleição do novo corregedor da Câmara Legislativa. Isso porque os distritais não entram em acordo sobre quem seria o nome ideal. A candidatura de Raad Massouh (DEM), lançada esta semana, não emplacou. Os deputados ainda preferem Roberto Lucena (PMDB) para o cargo.

Processos abertos, mas parados

Câmara Legislativa em 24/06/2010 às 16:26

Comissão de Ética encontrou uma saída para atender à cobrança da população sem de fato investigar os distritais antes do fim do Inquérito 650 do Superior Tribunal de Justiça. Os distritais abriram os cinco processos que estavam sobrestado. Mas só vão começar os trabalhos de cada ação depois de receberem informações da Polícia Federal e do próprio STJ.

A expectativa  é de que essas informações sejam liberadas assim que o inquérito for concluído - a previsão é na próxima terça-feira, dia 30. Só com as informações sobre o envolvimento de cada deputado nas denúncias é que a Comissão vai sortear os relatores e começar a contar os prazos regimentais. Ou seja, na prática, as ações seguem sobrestadas, ainda que abertas.

Uma nova reunião da comissão foi marcada para o dia 26 de agosto, depois do recesso parlamentar. Caso PF e STJ encaminhe as resposas antes disso, os deputados marcarão uma sessão extraordinária.

Sem clima para festas

Câmara Legislativa em 24/06/2010 às 16:13

Os deputados distritais, pelo visto, ainda não se recuperaram da crise política no Distrito Federal. Este ano eles não tiveram clima sequer para realizar a tradicional festa junina da Câmara Legislativa, já esperada pelos servidores da Casa. As comemorações de São João, que acabavam se transformando na festa de contraternização pelo fim do semestre, ficaram para o próximo ano.

Ética não tem consenso sobre processos

Câmara Legislativa em 24/06/2010 às 15:52

Comissão de Ética terminou reunião sem decidir o andamento dos processos por quebra de decoro parlamentar contra os cinco distritais citados na Operação Caixa de Pandora - Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Roney Nemer (PMDB) e Rogério Ulysses (sem rascunho).

Umas das propostas foi de deixar os processos para serem analisados em agosto, depois do recesso parlamentar na Câmara Legislativa. O argumento era de que o inquérito da Operação Caixa de Pandora deve ser concluído no próximo dia 30 e, com isso, será possível à Câmara ter acesso às acusações efetivas contra os deputados. “Se arquivarmos, poderemos estar cometendo uma injustiça com a sociedade. Se abrirmos os processos, porém, será uma injustiça com os distritais que sequer foram ouvidos ainda porque não há processo”, ponderou o presidente da comissão, Aguinaldo de Jesus (PRB). ”Sou a favor de a Câmara abrir os processos devidos, mas no tempo e com as justificativas certas”, completou.

A tese foi defendida também por Batista das Cooperativas (PRP), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Paulo Roriz. A petista Erika Kokay cobrou uma posição mais rígida da Casa. Sem consenso, os distritais decidiram discutir o assunto em reunião fechada para encontrar uma solução.

Um candidato a corregedor

Câmara Legislativa em 23/06/2010 às 10:27

Com a discussão sobre o nome corregedor da Câmara Legislativa suspensa até a votação da cassação da deputada Eurides Brito (PMDB), que ocorreu nessa terça-feira (22), os deputados distritais retomam o assunto nesta quarta-feira (23). Um candidato ao cargo enfim apareceu: Raad Massouh (DEM). O democrata já tem experiência no posto - ele foi o corregedor responsável pela denúncia contra o ex-distrital Pedro Passos, à época da CPI da Gautama. Se emplacar seu nome, Raad promete passar o recesso cuidando do trabalho da Corregedoria, abandonado desde o início do ano, com a renúncia de Junior Brunelli (PSC), o então corregedor, do mandato parlamentar.

Comissão de Ética na quinta

Câmara Legislativa em 22/06/2010 às 21:20

Depois da cassação da deputada Eurides Brito (PMDB) nesta terça-feira (22), os deputados distritais se preparam para concluir os outros cinco processos abertos na Comissão de Ética da Câmara Legislativa, decorrente de denúncias da Operação Caixa de Pandora. A comissão se reúne nesta quinta-feira (24) para discutir o futuro dos cinco distritais que ainda estariam sob o peso da quebra de decoro parlamentar: os peemedebistas Benício Tavares e Roney Nemer, Rogério Ulysses (sem partido), Aylton Gomes (PR) e  Benedito Domingos (PP). A expectativa, no entanto, é que, sem dados concretos contra eles - já que o inquérito da Caixa de Pandora ainda não foi concluído - os processos sejam arquivados.

Deputados intermedeiam negociação

Cidades, Câmara Legislativa, Transporte em 22/06/2010 às 21:02

Com a continuidade da greve dos rodoviários, a bancada do PT na Câmara Legislativa conseguiu uma reunião com o governador Rogério Rosso (PMDB) às 11h desta quarta-feira (23) na Residência Oficial de Águas Claras. Do encontro com o governador participam os deputados e representantes da categoria. Os rodoviários querem aumento salarial de 20% e a renovação do acordo coletivo da categoria. Os empresários dizem não ter condições de atender às reivindicações. O impasse provocou a paralisação do serviço público nos últimos 13 dias.

Voto marcado

Câmara Legislativa em 22/06/2010 às 17:51

Do blog de Ana Maria Campos: Um voto “Não” à cassação foi marcado com X. Será que foi um sinal para Eurides Brito de que o compromisso de apoio foi mantido?

Especulações sobre votos na Câmara

Câmara Legislativa em 22/06/2010 às 17:48

Impossível saber com certeza, mas são muitas as especulações sobre de quem foram os 16 votos “sim” pela cassação de Eurides Brito (PMDB) e de quem foram os seis votos “não” e “abstenções. Cinco votos são conhecidos: os quatro petistas - Paulo Tadeu, Erika Kokay, Chico Leite e Cabo Patrício - e o distrital José Antônio Reguffe (PDT). Outros seis teriam vindo do bloco independente da Casa. Confirmados como votos pela cassação estão Jaqueline Roriz (PMN), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Raad Massouh (DEM). Os outros três seriam do presidente da Casa, Wilson Lima (PR), Milton Barbosa (PSDB) e Paulo Roriz (DEM).

As maiores especulações tratam dos últimos cinco votos, que poderiam ter sido dado pelos demais distritais alvos de processos por quebra de decoro parlamentar. Entre eles, estariam Geraldo Naves (DEM) e Roney Nemer (PMDB). Uma abstenção teria sido de Benedito Domingos (PP).

A contabilidade, porém, é só especulação. A votação secreta assegura aos distritais a eterna dúvida sobre seus votos.

Update: Os petebistas Cristiano Araújo e Dr. Charles negaram ter votado contra a cassação de Eurides Brito.

Câmara cassa Eurides

Câmara Legislativa em 22/06/2010 às 16:31

Deputados distritais acabam de votar o pedido de cassação da deputada afastada Eurides Brito (PMDB). Por 16 votos a três, três abstenções, e a peemedebista foi cassada. Suplente da peemedebista, o distrital Roberto Lucena (PR) se absteve da votação. Já o deputado Benício Tavares, colega de partido de Eurides, estava de licença médica e não participou da votação.

Eurides é a segunda distrital a ser cassada nos 20 anos de história da Câmara Legislativa. O primeiro foi Carlos Xavier, em 2004.

Voto de conveniência

Câmara Legislativa em 22/06/2010 às 12:04

Os advogados da deputada distrital Eurides Brito (PMDB) questionaram na Justiça a inconstitucionalidade da votação aberta na Câmara Legislativa. Questionaram a validade da alteração à Lei Orgânica, proposta pelo petista Chico Leite e aprovada em dezembro de 2006, que acabou com as votações secretas na Casa, inclusive para sessões de cassação de mandato. Só não prestaram atenção a um detalhe: Eurides foi uma dos 17 distritais que aprovaram a mudança. A peemedebista votou sim, segundo consta na folha de votação da proposta, elaborada à época. Pelo visto, ela mudou de ideia.

Sessão para votar cassação será secreta

Câmara Legislativa, TJDFT em 21/06/2010 às 18:58

A deputada distrital afastada Eurides Brito (PMDB) coneguiu nesta segunda-feria (21) uma liminar para ajudá-la na sessão que decidirá pela sua cassação ou não nesta terça-feira (22) na Câmara Legislativa. A liminar concedida pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF prevê que a votação seja secreta. Com isso, os distritais poderão votar sem que sua opção seja conhecida do público.

A decisão do juiz baseou-se no argumento de que a mudança na Lei Orgânica que passou a declarar aberta todas as sessões da Câmara Legislativa seria inconstitucional, uma vez que, na Constituição, as votações semelhantes são secretas.

Futuro de Eurides só depois do recesso

Câmara Legislativa em 18/06/2010 às 19:38

Prevista para a sessão da próxima terça-feira (22), a votação do pedido de cassação da deputada afastada Eurides Brito (PMDB)) deve ficar para o próximo semestre. A intenção dos distritais aliados da peemedebista é não dar quórum para a votação do processo este semestre. Com menos de 15 dias para o início do recesso, a estratégia é não deixar que o plenário alcance o quórum de 16 deputados exigidos para votação da cassação.

Para encerrar o semestre, porém, os deputados pretendem aprovar uma agenda positiva com projetos de lei de interesse da população - e que exijam maioria simples para aprovação em plenário.

A maldição da corregedoria

Câmara Legislativa em 18/06/2010 às 10:47

A Corregedoria da Câmara Legislativa era ocupada, no ano passado, pelo deputado distrital Junior Brunelli (PSC). Mal esquentou a cadeira de corregedor, Brunelli foi atingido em cheio pelas denúncias da Operação Caixa de Pandora. A crise foi tamanha que Brunelli renunciou ao mandato de distrital para fugir da cassação. O cargo de corregedor então ficou vazio.

Em março deste ano, amenizada a crise política na cidade, os distritais decidiram reocupar a vaga da Corregedoria. O escolhido foi o democrata Paulo Roriz. No dia em que sua indicação ao cargo seria anunciada, Roriz perdeu a cabeça com manifestantes que ocupavam a galeria da Casa. Depois de chamá-los de “palhaços”, o deputado lhes dirigiu um gesto ofensivo (uma “banana”). O episódio acabou esquecido com um pedido de desculpas público do distrital, mas enterrou de vez suas chances de ser corregedor.

Esta semana, a Câmara viveu enredo semelhante, com personagens diferentes. Decididos a escolher um novo corregedor, já que o cargo continua vago desde a saída de Brunelli, os distritais discutiam a indicação do suplente Roberto Lucena (PR). Nessa quinta-feira (17), quando seu nome deveria ser oficializada para a vaga, Lucena começou o dia na companhia da Polícia: foi preso por débitos com a pensão alimentícia das filhas. A eleição para a Corregedoria, claro, virou passado.

Se continuar assim, a Corregedoria corre o risco de terminar esta legislatura sem titular…

Preso por pagamento de PA

Câmara Legislativa em 17/06/2010 às 17:24

O deputado distrital Roberto Lucena (PR) foi preso na manhã desta quinta-feira (17) em uma operação da Polícia Civil batizada de Ateneia, que levou para prisão devedores de pensão alimentícia. O distrital divulgou nesta tarde uma nota de esclarecimento sobre o caso, afirmando que foi preso por equívoco. Segundo ele, “a dívida que originou o referido mandado encontra-se em discussão na Justiça” por cobrar valores já pagos da pensão.

Ninguém quer ser corregedor

Câmara Legislativa em 16/06/2010 às 18:28

Ainda não foi nesta quarta-feira (16) que a Câmara Legislativa deu uma resposta às críticas da Procuradoria Geral da República sobre o fato de a Casa seguir há quatro meses sem um corregedor. A chamada para eleição desta tarde caiu no vazio. De candidatos. Depois de aberto o prazo para inscrição das candidaturas, nenhum distrital se manifestou. O desinteresse pelo cargo - vago desde março, quando o distrital Junior Brunelli (PSC) renunciou ao mandato - inviabilizou a eleição e deixou frustrado o presidente da Casa, Wilson Lima (PR). “Já passou da hora. O Poder Legislativo não pode continuar sem corregedor”, reclamou. Ninguém pareceu se importar.

Corregedor enfim será escolhido

Câmara Legislativa em 16/06/2010 às 11:44

Depois das críticas da procuradora-geral da República em exercício, Deborah Duprat, que, no documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) reforçando o pedido de intervenção federal na capital, criticou o fato de mesmo depois de cinco meses do início dos trabalhos, a Câmara ainda não ter um corregedor eleito, os distritais decidiram tomar providência. Foi publicado no Diário da Casa desta quarta-feira (16) ato da Mesa Diretora convocando a todos para a eleição do novo corregedor na sessão desta tarde. Ainda não há candidatos oficiais para o cargo, mas o líder do governo na Casa, deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), assegurou que o cargo não mais ficará vago.

Curso de legislação eleitoral

Câmara Legislativa, Partidos, Política, Sem categoria em 01/06/2010 às 10:41

Outra boa oportunidade para quem quer se preparar para as eleições de outubro deste ano. A Escola do Legislativo do DF (Elegis) promove a partir do dia 7 um curso de Legislação Eleitoral aberto à comunidade em geral - sejam candidatos a cargos eletivos, assessores parlamentares, servidores públicos, estudantes ou interessados em informações sobre as normas e regras do processo eleitoral de 2010.

O curso tem carga horária de 15 horas e a desembargadora do Tribunal de Justiça do DF, Ana Maria Amarante Brito, como instrutora. A programação inclui sete temas: aplicação da legislação eleitoral 2010; inovação e limites impostos pela legislação; o processo eleitoral - registro e impugnação de candidatos; ações e recursos eleitorais; condutas vedadas aos agentes públicos; propagandas eleitoral e partidária; e crimes eleitorais.

A melhor notícia é de que o curso é gratuito. As inscrições podem ser feitas até esta quarta-feira (2). Para saber mais informações ou se inscrever, clique aqui.

Chico Leite esclarece nomeações

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 16:17

Deputado distrital Chico Leite (PT) encaminhou ao blog nota de esclarecimento sobre a citação de seu nome como um dos parlamentares com cargos no governo José Roberto Arruda. Confira o que diz o distrital petista:

“Prezada Paola Lima , com todo o respeito, refuto veementemente a inclusão do meu nome na planilha de indicação de cargos para o GDF por parlamentares, constante da matéria publicada no caderno Cidades, páginas 34 e 35, da edição de hoje do Correio. Essa mesma informação foi publicada no jornal O Estado de São Paulo em 19 de fevereiro de 2010 e contestada no mesmo dia em nota dirigida ao jornal, acompanhada de esclarecimentos do deputado Raimundo Ribeiro, autor da indicação, e do mencionado funcionário.

Os mesmos documentos foram encaminhados ao líder do PT na Câmara Legislativa e relator da CPI, deputado Paulo Tadeu, e ao presidente do PT, Roberto Policarpo. Como parlamentar de oposição, nunca indiquei nem pleiteei, como jamais poderia fazer, cargos no atual governo. À época, em conversa com o deputado Raimundo Ribeiro, que teve a hombridade de ligar para o repórter do Estadão e desmentir esse dado da planilha, pude concluir que a inclusão do meu nome se deveu a erro material ou a má fé de quem elaborou a planilha.

Tivessem as conceituadas jornalistas do Correio me ouvido acerca da reportagem, a correção em tempo evitaria esse atingimento da minha honra política.”

Adversários tinham participação

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 8:36

Do Correio Braziliense: A lista de distribuição de cargos contempla até adversários. O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) tinha a sua fatia na gestão Arruda. Na planilha consta o registro de 11 servidores diretamente vinculados a ele na estrutura do governo. Os afilhados de Roriz estavam assim divididos: três no gabinete do governador, seis em administrações regionais e dois na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Um dos servidores, inclusive, leva o sobrenome do ex-governador — Maria Joaquina Roriz, com um salário de R$ 1.519,71 na Administração Regional do Gama.

Acusado de empregar servidores fantasmas no Senado Federal, o senador da Paraíba Efraim Morais (DEM) tinha, de acordo com a planilha, uma indicação no GDF, uma servidora lotada na Administração do Gama. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) também aparecia como tendo indicado um encarregado na Administração de Santa Maria com salário de R$ 513, um dos mais baixos no organograma do Executivo. Até mesmo um deputado de oposição estava mencionado na planilha com uma indicação. Chico Leite sugeriu, de acordo com o documento apreendido pela PF, a nomeação de Élvio Ramos Ventura, que recebia DAF 6, correspondente a R$ 882,17.

Outro petista citado na planilha é o ex-deputado federal Sigmaringa Seixas, com duas nomeações: uma na Administração do Núcleo Bandeirante e outra na Secretaria de Ciência e Tecnologia. Cada servidor com salário de R$ 1.519,71. Desafeto de Arruda, o deputado federal Laerte Bessa (PSC) tinha uma cota de R$ 76,4 mil para empregar no GDF pessoas de sua confiança. A maior parte foi abrigada na Administração Regional do Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA).

Na época da elaboração do documento, o senador Gim Argello (PTB) contava com 13 servidores de sua confiança na administração direta do DF. Nove funcionários ocupavam cargos na Secretaria de Justiça e Cidadania. O PTB, presidido por Gim, também tinha uma indicação na Casa Civil, o subsecretário de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais, Paulo Goyaz, que em 2009 recebia um salário de R$ 6.112,1.

Os articuladores políticos do governo costumavam reclamar de que Arruda tinha dificuldade para delegar atribuições e gostava de controlar todas as negociações cotidianas. Ao dono das planilhas, José Geraldo Maciel, seu primo de Itajubá (MG), o então governador transferiu, pela primeira vez, a competência de administrar a base aliada. Engenheiro eletricista, Maciel mostrou-se um colaborador sistemático. Arruda foi cassado por infidelidade partidária em meio ao escândalo da Caixa de Pandora. Maciel deixou o cargo tão logo vieram à tona as denúncias do esquema de corrupção.

Critérios de apadrinhamento

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 8:34

Do Correio Braziliense: A barganha no governo era organizada. Tão minuciosamente sistematizada que havia até pontuação para definir quem tinha direito a mais espaço na administração pública. De acordo com o núcleo de poder na gestão de José Roberto Arruda, os servidores de carreira, aqueles contratados por meio de concurso público, valiam 0,2. Menos que os técnicos, cujo peso atribuído e registrado nas planilhas a que o Correio teve acesso com exclusividade era de 0,5. No organograma oficial, os cargos mais valiosos eram os comissionados, aqueles de livre indicação dos políticos, nos quais ficam abrigados os cabos eleitorais.

Os documentos apreendidos durante a Operação Caixa de Pandora expõem uma hierarquia entre os aliados criada especialmente para a partilha dos cargos no GDF. Em uma das planilhas, os políticos eram classificados de acordo com siglas. PBC, por exemplo, significa Parlamentar da Base da Campanha. Essa espécie de político tinha peso de 1,3. Faziam parte do grupo distritais como Alírio Neto (PPS), Aylton Gomes (PR), Batista das Cooperativas (PRP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (que responde a processo por quebra de decoro parlamentar em função da Caixa de Pandora), Júnior Brunelli (ele renunciou para escapar da cassação) e Leonardo Prudente (que também desistiu do mandato para não sofrer as consequências de uma ação por quebra de decoro).

Escore mais alto era concedido aos deputados PSE, que na linguagem do governo Arruda significava Parlamentar na Secretaria. O peso dos PSE correspondia a 1,5. A mais alta patente, com pontuação de 1,7, era para o político tipo PAD, ou Parlamentar na Administração Regional. Apenas dois chegaram a esse patamar: Benedito Domingos e Aylton Gomes, que exerceram, respectivamente os cargos de administradores de Taguatinga e de Planaltina. Quando assumiu a função, Aylton Gomes subiu de nível na estrutura de poder da organização.

No índice desenvolvido durante a gestão Arruda, todas as esferas de parlamentares eram contempladas na qualificação. Senador equivalia a 0,20 e deputados federais, a 0,7. Os partidos políticos ou PTP também estavam discriminados, com índice de 0,10. Até suplentes tinham direito a indicações. Os DFS (deputados federais suplentes), no entanto, eram considerados menos valiosos — 0,35 — que os titulares. Eram menos aquinhoados que os substitutos de distritais, que na escala do governo receberam 0,5 como pontuação.

Escalões
Na divisão dos cargos, o governo separou os deputados em primeiro e segundo escalões. Benedito Domingos e Aylton Gomes, em função da pontuação que lhes cabia, tinham uma cota de R$ 135 mil mensal para indicar seus afilhados políticos no GDF. Eliana Pedrosa, Raimundo Ribeiro, Rôney Nemer, Paulo Roriz e Aguinaldo de Jesus estavam, em tese, num nível abaixo. A cota estabelecida para esses deputados era de R$ 105 mil.

O próximo nível de classificação abarcava os deputados Leonardo Prudente, Wilson Lima, Benício Tavares, Júnior Brunelli, Cristiano Araújo, Batista das Cooperativas, Eurides Brito, Jaqueline Roriz, Alírio Neto e Rogério Ulysses. Esses tinham uma crédito de R$ 95 mil em cargos comissionados. Alírio Neto mudou de padrão quando assumiu a Secretaria de Justiça e Cidadania em fevereiro de 2009. Os suplentes eram tratados como aliados de uma categoria inferior. Podiam chegar a, no máximo, R$ 25 mil por mês. Conforme indicado na reportagem, as cotas, na maioria das vezes, não eram cumpridas. E muitas vezes a partilha se moldava para atender a negociações pontuais para a votação de projetos de interesse do governo na Câmara Legislativa.

A partilha de cargos entre distritais

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 8:28

Do Correio Braziliense: O Correio teve acesso com exclusividade aos registros dos dados armazenados no computador de Maciel apreendido durante a Operação Caixa de Pandora. Mantidos em sigilo no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os documentos esmiuçam um esquema de partilha do poder com base em critérios inventados para atender a uma hierarquia que estabelece gradações entre os aliados.

PSB pede mandato de Ulysses

Câmara Legislativa, Partidos, TRE em 27/05/2010 às 19:17

O vice-presidente do PSB-DF, Moisés Marques, protocola nesta sexta-feira (28), no Tribunal Regional Eleitoral, o pedido de retomada do mandato do distrital Rogério Ulysses para o partido. O PSB decidiu acionar a Justiça para recuperar a vaga na Câmara Legislativa depois que o diretório nacional confirmou a expulsão do distrital da legenda.

Estudantes querem fiscalizar Passe Livre

Câmara Legislativa, GDF, Transporte em 27/05/2010 às 17:12

O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, vai tentar intermediar uma reunião entre estudantes e Governo do Distrito Federal para tratar do projeto do Passe Livre. O Movimento Estudantil quer ter acesso às informações sobre execução e custos do benefício implementado hoje no DF.

Tadeu recebeu esta semana representantes dos Diretórios Centrais de Estudantes (DCE’s) da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica de Brasília (UCB). Os líderes estudantis entregaram ao parlamentar sugestões de emendas ao novo projeto do Passe Livre Estudantil que tramita na Casa.

Relator pode ser definido em sorteio

Câmara Legislativa em 27/05/2010 às 16:44

Com a Comissão de Constituição e Justiça sem presidente desde a substituição de Raad Massouh (DEM), os deputados distritais discutem a possibilidade de se escolher por sorteio o relator para o processo por quebra de decoro contra Eurides Brito (PMDB), que precisa ser votado na comissão antes de chegar a plenário. A medida dispensaria uma eleição urgente para presidente, uma vez que cabe a ele escolher o relator para as proposições em análise na comissão. A CCJ tem o prazo de cinco sessões ordinárias, a contar desta quinta-feira, para colocar em votação o pedido de cassação contra Eurides. Na comissão, porém, é avaliada apenas a parte formal do processo.

Defesa dos servidores exonerados

Câmara Legislativa, GDF em 27/05/2010 às 16:31

O assunto que esquentou o plenário da Câamra Legislativa nesta quinta-feira (27) foi a exoneração de 147 servidores da Coordenadoria de Serviços Públicos do GDF. O debate, acalorado, não foi por conta das exonerações. Mas pela operação de guerra que se montou no Buritinga nesta manhã para formalizar a saída desses funcionários. Segundo relato dos funcionários, que assistiam à sessão da galeria, o departamento foi fechado sem que eles pudessem esvaziar suas gavetas ou retirar objetos pessoais das salas. Além disso, vários foram obrigados a passar por revista e tiveram os carros revistados.

“Exonerar servidores em cargos de confiança é prerrogativa do governo, mas o que nos chamou atenção foi que eles foram dispensados sem ao menos passar o serviço para os novos servidores. Além disso, com a desculpa de uma operação pente-fino, lacraram as portas do Buritinga e eles ainda tiveram de sair como se fossem bandidos”, denunciou Eliana Pedrosa (DEM). A deputada contou que conversou que o governador Rogério Rosso (PMDB) e ele teria dito que desconhecia a situação. E aceitou receber os ex-servidores em uma reunião nesta sexta-feira (28) às 17h.  

A afirmação de que o governador não sabia das exonerações provocou ainda mais discussões em plenário. “O governador sabia, sim, porque esses servidores foram à casa dele na noite de quarta-feira, falar das exonerações”, criticou a distrital Jaqueline Roriz (PMN). “Como o governador não sabia de exoneração assinada por ele?” , questionou Raimundo Ribeiro (PSDB).

Comissão vota por cassação

Câmara Legislativa em 27/05/2010 às 11:55

Comissão de Ética aprova por unanimidade pedido de cassação da deputada Eurides Brito (PMDB) por quebra de decoro parlamentar. Deputados Paulo Roriz (DEM), Raimundo Ribeiro (PSDB), Batista das Cooperativas (PRP) e o presidente da comissão, Aguinaldo de Jesus (PRB), votaram com a relatora do processo, Erika Kokay (PT), que recomendou a cassação de Eurides por acreditar que a deputada está envolvida nas denúncias da Operação Caixa de Pandora.

O processo agora é encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Constatada a legalidade do processo, ele segue para plenário. Para cassação, são necessários 13 votos contrários a Eurides.

Deputados negam extinção de processo

Câmara Legislativa em 27/05/2010 às 11:53

Antes mesmo de votar o relatório de Erika Kokay (PT) sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra Eurides Brito (PMDB), os integrantes da Comissão de Ética da Câmara Legislativa negaram o pedido do advogado de Eurides para que o processo fosse extinto. O pedido argumentava que o processo deveria ser arquivado uma vez que Eurides já estava afastada do cargo por decisão da Justiça.

Pandora pode ter 300 investigados

Câmara Legislativa, GDF em 27/05/2010 às 8:45

Do Correio Braziliense: Seis meses depois da deflagração da operação que abalou o mundo político na capital do país, a Caixa de Pandora ainda reserva muitas surpresas. Força-tarefa formada por promotores de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que trabalha em parceria com a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge e com a Polícia Federal (PF), apura a participação de aproximadamente 300 pessoas relacionadas direta ou indiretamente ao suposto esquema de corrupção que enriquecia autoridades em troca de apoio à gestão de José Roberto Arruda com dinheiro desviado de contratos públicos. Essa investigação, ainda não concluída, tem como propósito embasar as denúncias que serão ajuizadas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra todos os envolvidos na revelada organização criminosa.

Além da análise de documentos apreendidos nas buscas ocorridas em 27 de novembro de 2009 e em outras duas operações realizadas posteriormente, os investigadores aguardam o resultado das perícias da PF nos computadores recolhidos nas casas e nos gabinetes dos suspeitos, entre os quais o conselheiro Domingos Lamoglia, do Tribunal de Contas do DF, do ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel e do ex-chefe de gabinete de Arruda Fábio Simão. Os laudos são vitais para construir a lógica das ações penais que vão apontar uma quadrilha que desviava dinheiro com várias ramificações.

A estratégia do MP será dividir as denúncias em vários núcleos: comando, operação, apoio político e relações empresariais. A intenção é evitar uma ação penal com muitos réus, o que dificultaria o andamento processual e poderia levar a nenhuma condenação, mesmo após tanto trabalho investigativo. Casos complexos como o processo do mensalão do governo Lula, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), em que o então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, denunciou 40 pessoas, transcorrem durante anos e há risco de prescrição sem um desfecho judicial.

No total, Raquel Dodge, responsável pela Operação Caixa de Pandora, deverá propor cerca de 10 ações penais. Ela já ajuizou duas denúncias contra Arruda. Numa delas, o ex-governador e outras cinco pessoas são acusados de compra de testemunha, o jornalista Edson Sombra, motivação da prisão preventiva que o manteve na prisão por dois meses entre fevereiro e abril. Arruda também foi denunciado por falsificação de documento. A ação se refere aos recibos que atestariam recebimento de dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa como doação para compra de panetones para pessoas carentes.

Derrocada
Na avaliação do Ministério Público, os documentos foram forjados quando Arruda tentou criar uma versão para o vídeo em que aparece recebendo R$ 50 mil de Durval — a imagem é o pivô de sua derrocada. As duas ações tramitam no STJ, mas poderão ser baixadas para o Tribunal de Justiça do DF porque ele não tem mais foro especial. O Inquérito nº 650 ainda permanecerá nas mãos de ministros do STJ por força do foro especial de que ainda dispõe o conselheiro Domingos Lamoglia. Alvo de processo administrativo disciplinar no TCDF, ele pode ser aposentado compulsoriamente. Em caso de aposentadoria, o foro especial cai.

Enquanto Arruda se recupera psicologicamente da maior crise da história do DF, seu algoz, Durval Barbosa, começa a retomar a vida normal. Ele ainda colabora com a Justiça e o MP, mas já circula pela cidade. Cada vez que decide contar um pouco do que sabe sobre desvios de recursos, Durval provoca estrago, como recentemente quando prestou depoimento à deputada Érika Kokay (PT), no processo por quebra de decoro contra Eurides Brito (PMDB). O colaborador da Operação Caixa de Pandora sustentou que o PT também tem os seus pecados.

Deputada promete não interferir

Câmara Legislativa em 26/05/2010 às 16:54

Em sua entrevista coletiva, a deputada Eurides Brito (PMDB) provocou a relatora do processo por quebra de decoro da qual é alvo, Erika Kokay (PT), ao lembrar que a petista passou por processo semelhante no início desta legislatura. Acusada por um ex-servidor de fazer caixa dois na campanha, Erika teve o pedido de quebra de decoro arquivado na Comissão de Ética (leia aqui nota de esclarecimento divulgada por Erika à época).

Eurides insinuou que a colega só teria se livrado da cassação por interferência do governo federal, que pediu o arquivamento do processo ao governo local. “Eu não farei pedido algum, nem vou querer que interfiram a meu favor. Cada parlamentar deve votar com sua consciência”, prometeu Eurides.

Outra crítica da peemedebista à relatora do processo foi a retirada do depoimento de Durval Barbosa do relatório final. Eurides afirmou que as declarações de Durval eram uma importante peça em sua defesa.

Eurides vai recorrer à Justiça

Câmara Legislativa em 26/05/2010 às 16:38

Do Correio Braziliense: A deputada afastada Eurides Brito (PMDB) disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira (26), que vai entrar na Justiça para questionar o relatório que pede a cassação de seu mandato de distrital. Segundo Eurides, a relatora Érika Kokay (PT) foi “desonesta” ao retirar de seu parecer o depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa à Comissão de Ética da Casa. Para Eurides, a petista fez isso para preservar seu partido, que foi acusado por Durval, durante a oitiva, de ter “pecadores”.

Eurides garantiu que não vai renunciar até o momento da votação no plenário da Câmara Legislativa, que decidirá pela cassação ou não de seu cargo como deputada . Afirmou, no entanto, que independentemente do resultado não pretende mais concorrer a nenhum cargo eletivo. “Vou respeitar a compulsória (aposentadoria no serviço público aos 70 anos), até porque já passei três anos desse prazo”, disse Eurides, revelando pela primeira vez sua idade.

Está marcada para quinta-feira (27) a análise do parecer da relatora na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Eurides foi enquadrada nos crimes de lesão ao erário, de formação de quadrilha e de improbidade administrativa. É provável que a opinião de Érika Kokay prevalesça sobre entre a maioria dos cinco integrantes da comissão.

PT e DEM se saem bem na espontânea

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 26/05/2010 às 15:30

Cenário com intenções de voto, em pesquisa espontânea, para deputado distrital, feita pelo Instituto O&P. O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010). Confira:

Paulo Tadeu (PT) - 3,3%

Reguffe (PDT) - 2,3%

Erica Kokay (PT) - 1,8%

Tadeu Filippelli (PMDB) - 1,6%

Jaqueline Roriz (PMN) - 1,5%

Chico Leite (PT) - 1,4%

Eliana Pedrosa (DEM) - 0,9%

Arlete Sampaio (PT) - 0,8%

Geraldo Magela (PT) - 0,8%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 0,8%

Aylton Gomes (PR) - 0,8%

Paulo Roriz (DEM) - 0,7%

Branco/Nulo - 0,5%

Chico Vigilante (PT) - 0,5%

Raad Massouh (DEM) - 0,5%

Izalci Lucas (PR) - 0,5%

Rogério Ulysses (sem partido) - 0,5%

Augusto Carvalho (PPS) - 0,5%

Benedito Domingos (PP) - 0,4%

Osório Adriano (DEM) - 0,4%

Rôney Nemer (PMDB) - 0,4%

Outros - 13,7%

Nenhum - 6,6%

NS/NR - 59%

Título a Márcia Fernandez

Câmara Legislativa, Partidos em 25/05/2010 às 20:39

Ex-secretária adjunta da Secretaria de Desenvolvimento Social, a peemedebista Márcia Fernandez recebe título de Cidadã Honorária de Brasília nesta sexta-feira (28). O título vai ser concedido por iniciativa da ex-secretária da pasta Eliana Pedrosa (DEM). A sessão solene será no plenário da Câmara Legislativa, a partir das 19h.

Orçamento traz queda de receita

Câmara Legislativa, GDF em 25/05/2010 às 17:32

Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa aprovou nesta terça-feira (25) o relatório preliminar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Relator da proposta e presidente da comissão, o deputado Cristiano Araújo (PTB) fez um alerta ao analisar o projeto: o orçamento do Distrito Federal para 2011 traz uma projeção negativa de arrecadação.

Os cálculos feitos pelo relator mostraram que a diferença entre a receita fiscal estimada para o próximo ano e a despesa do GDF é de R$ 358,7 milhões para menos (ou seja, despesa maior que receita).

Ainda segundo o documento, também houve redução nas receitas fiscais em 2009 de 5,15% com relação ao estimado. O desempenho de 2010 ainda não foi calculado. A queda na arrecadação seria decorrente dos efeitos da crise econômica internacional, que acabaram influenciando a receita total do DF - que inclui repasses federais, arrecadação de tributos e multas, cobranças por serviços e vendas de bens, dentre outras fontes de renda. Ao todo, a capital arrecadou R$ 7,5 bilhões contra a previsão de R$ 7,7 bilhões. Uma redução de 2,9%.

Cristiano Araújo requisitou informações adicionais ao GDF sobre as perdas de arrecadação. “Queremos explicações técnicas mais completas para que possamos elaborar o Orçamento de 2011 sem maiores dificuldades”, disse o parlamentar. A LDO tem de ser aprovada no plenário até junho.

Distritais criticam troca de administradores

Cidades, Câmara Legislativa, GDF em 25/05/2010 às 16:51

Deputados distritais do bloco independente da Câmara Legislativa subiram na tribuna da Casa nesta terça-feira (25) para criticar a troca dos administradores regionais de Sobradinho e da Estrutural. Raimundo Ribeiro (PSDB) reclamou da substituição de Alexandre Yanes, administrador de Sobradinho indicado por ele, por Carlos Augusto, novo nome indicado pelo democrata Raad Massouh.

“Ficou claro que os critérios para nomeação foram os votos da eleição indireta”, afirmou Ribeiro, que votou em Wilson Lima. Já Raad se absteve. “O Carlos pode até ser uma pessoa correta. Minha crítica é ao método. Ao coronelismo que se implantou no Distrito Federal”, afirmou Ribeiro, que defendeu a aprovaçao de Yanes diante da população da cidade.

Outra mudança criticada foi na Administração da Estrutural. O policial  Alceu de Matos foi substituído pelo jornalista Maurizon Alves Abadio. Alceu, era indicação do democrata Paulo Roriz, que votou em Wilson Lima. Já Maurizon, é de Geraldo Naves (sem partido), que votou no governador Rogério Rosso.

Relatório pede cassação de Eurides

Câmara Legislativa em 25/05/2010 às 16:06

Da Câmara Legislativa: A deputada Erika Kokay (PT) recomendou a cassação do mandato da distrital afastada Eurides Brito (PMDB) por quebra de decoro parlamentar, em relatório apresentado na tarde desta terça-feira (25) à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa. O relatório será apreciado pelos integrantes da Comissão em reunião extraordinária nesta quinta-feira (27), às 10h, convocada pelo deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), presidente do colegiado.

Caso o relatório seja aprovado pela Comissão, a cassação do mandato ainda terá que ser analisada pelo Plenário da Casa na forma de um projeto de resolução. Se o projeto receber 13 votos favoráveis, Eurides perderá o mandato parlamentar.

A relatora do processo concluiu que contra Eurides Brito há indícios de formação de quadrilha, crime de natureza continuada e recebimento de recursos ilícitos. Segundo Kokay, as diligências e os depoimentos colhidos durante o processo evidenciaram várias contradições e não sustentaram a defesa apresentada pela distrital afastada.

“Esperamos agora que a sociedade possa ter a certeza de que esta Casa não está coberta pelo manto da impunidade”, assinalou Kokay.

Além de Aguinaldo de Jesus, também acompanharam a entrega do documento os deputados Raimundo Ribeiro (PSDB), Paulo Roriz (DEM) e Batista das Cooperativas (PRP), integrantes da Comissão de Ética.

Números - O processo contra a distrital Eurides Brito tem 12 volumes e mais de 2 mil páginas. Já o relatório apresentado nesta terça-feira conta com 126 páginas. A parte conclusiva do documento tem cerca de 20 páginas.

Relatório será entregue hoje

Câmara Legislativa em 25/05/2010 às 10:01

Relatora do processo por quebra de decoro contra a peemedebista Eurides Brito, a distrital Erika Kokay (PT) entrega nesta terça-feira (25) o documento final sobre o caso. A entrega do relatório à Comissão de Ética da Câmara Legislativa será às 14h30. No documento, a deputada deve indicar se o caso de Eurides foi mesmo de quebra de decoro ou não. Se tiver concluído que sim, os distritais devem decidir qual será a punição para a colega - que pode ser a cassação do mandato.

Adiada oitiva de secretário

Câmara Legislativa, GDF, Saúde em 24/05/2010 às 18:04

Mudanças na agenda da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa. A apresentação do secretário de Saúde, Joaquim Barros, marcada para quarta-feira (26) foi adiada a pedido dele. A nova data da oitiva será 19 de junho, às 19h, no plenário.

Mudanças na Secretaria de Educação

Câmara Legislativa, Educação, GDF em 24/05/2010 às 17:28

A subsecretaria de Educação Integral agora mudou de mãos. Sai Hélvia Paranaguá e entra Ivana Santana. Ivana também é servidora de carreira da Secretaria e assume junto com o novo adjunto, Jaci Braga. Hélvia, porém, não deixa o governo por pressão da oposição - que fez sérias críticas ao GDF por nomeá-la, já que a servidora teve indiciamento pedido pela CPI da Educação da Câmara Legislativa. Ela assume um cargo de assessoria direta do secretário de Educação, Marcelo Aguiar. Segundo ele, a servidora é de total confiança e todos os processo abertos contra ela acabaram sendo arquivados por falta de provas.

A presença, ou não, dos distritais

Câmara Legislativa em 24/05/2010 às 9:32

Do Correio Braziliense: Confira a lista de presença e o número de faltas dos deputados distritais nas 41 sessões deste primeiro semestre de 2010.

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O futuro de Eurides no plenário

Câmara Legislativa em 22/05/2010 às 10:36

Um consenso de que a situação da deputada distrital Eurides Brito (PMDB) deve ser decidida pelo plenário da Câmara Legislativa e não nas comissões da Casa começa a se consolidar entre os parlamentares. A tese é de que não caberia a apenas cinco parlamentares (número de integrantes das comissões) decidir por salvá-la ou puni-la no processo de quebra de decoro parlamentar em andamento na Casa.

A preocupação em diluir entre todos a responsabilidade pelo mandato de Eurides ficou ainda maior depois das decisões da Justiça por seu afastamento. Isso porque, na ação, o Ministério Público cita possíveis manobras que estariam sendo feitas pelo presidente da Comissão de Ética, Aguinaldo de Jesus (PRB), para beneficiar a peemedebista.

Em uma reunião dos 13 distritais da base do governo esta semana, a conversa tratou apenas da situação da ex-líder do governo. A deputada teria cobrado dos colegas que a defendessem, uma vez que todos estiveram lado a lado nos últimos anos. Aguinaldo argumentou que suas tentativas de diminuir o desgaste da peemedebista na Comissão de Ética apenas pioraram a situação, ao fundamentar o pedido de afastamento contra ela. Desta vez, ele não estaria mais disposto a ser citado nas ações.

Para não ser cassada, caso a cassação seja o caminho apontado no relatório da deputada Erika Kokay (PT) a ser apresentado nesta semana, Eurides precisa ter 13 votos favoráveis a ela. No atual desenho político da Câmara, é difícil dizer se a ex-líder mantém este número de aliados a seu lado.

Agenda cheia na Câmara

Câmara Legislativa em 21/05/2010 às 16:00

A próxima semana promete ser movimentada na Câmara Legislativa. Para segunda-feira (24) estão previstas a entrega do relatório de Erika Kokay (PT) sobre o processo de quebra de decoro parlamentar contra a distrital Eurides Brito (PMDB) e a oitiva do presidente do Metrô-DF, Cairo Ramos. O presidente vai à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa para falar sobre a terceirização do metrô e os últimos acidentes ocorridos com trens.

Na quarta-feira (26) também está prevista - ainda não foi confirmada - a reunião da Comissão de Ética para apreciar o relatório sobre o processo contra Eurides. À noite a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) terá nova oitiva, dessa vez com o secretário de Saúde, Joaquim Barros.

Sexta-feira, dois novos convocados: o presidente da CEB, Carlos Leal, também na CAS, e o coronel Silva Filho, na Comissão de Ética e Direitos Humanos da Casa. O primeiro vai dar explicações aos deputados sobre os apagões de energia sofridos pelos brasilienses nos últimos meses. O segundo, sobre suposta violência policial contra manifestantes no processo de eleição indireta na Câmara.

PSB confirma expulsão Ulysses

Câmara Legislativa, Partidos em 21/05/2010 às 14:59

Do blog de Ana Maria Campos: Com 55 votos favoráveis, uma ausência e uma abstenção, o diretório nacional do PSB confirmou há pouco a expulsão do deputado distrital Rogério Ulysses, um dos alvos da busca e apreensão da Operação Caixa de Pandora. O relatório foi elaborado pelo vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral. Com a decisão, o distrital que tem base eleitoral na cidade de São Sebastião está fora da próxima eleição.

TJDF mantém Eurides afastada

Câmara Legislativa, TJDFT em 20/05/2010 às 19:10

Tribunal de Justiça do DF mantém o afastamento da deputada distrital Eurides Brito (PMDB) do mandato. A decisão foi dada em caráter liminar pela desembargadora Nídia Corrêa Lima, da 3ª Turma Cível em resposta ao recurso apresentado pela distrital contra a decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, que a afastou do exercício de seu mandato até o fim das investigações que pesam contra ela no Superior Tribunal de Justiça. Com isso, Eurides permanece afastada da Câmara até o julgamento do mérito da ação contra ela no tribunal.

Na decisão desta quinta-feira (20), a magistrada concordou na íntegra com a primeira decisão do tribunal. “Não merece censura a decisão de primeiro grau, porquanto o afastamento da ora agravante do exercício de seu mandato parlamentar revela-se necessário, de modo a não comprometer o bom andamento da ação de improbidade administrativa, como também para a apuração dos fatos no âmbito da Comissão de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A simples presença da agravante nas dependências da Casa Legislativa local, além de causar um constrangimento para os demais parlamentares da Comissão de Ética, que apuram as denúncias surgidas com a operação denominada “Caixa de Pandora”, pode vir a comprometer os trabalhos ali desenvolvidos, na medida em que é inconteste a influência da parlamentar junto aos seus pares”, afirma na decisão. Agora, o recurso de Eurides segue para apreciação do colegiado do tribunal. (Com informações do TJDFT).

Orçamento sempre teve problemas

Câmara Legislativa, GDF, Transporte em 20/05/2010 às 17:28

O clima está exaltado na comissão geral sobre Passe Livre, que acontece na tarde desta quinta-feira (20). Deputados, secretários de estado e estudantes discutem uma solução para ao projeto de Passe Livre, no novo modelo aprovado no ano passado pela Câmara Legislativa.

O problema de falta de recursos para o projeto, porém, era anunciado. Em novembro do ano passado, quando os distritais discutiam a Lei Orçamentária do DF para 2010, o deputado Paulo Tadeu (PT) denunciou que o governo destinava apenas R$ 151 mil para investimento no Passe Livre durante todo o ano (leia aqui) . À época, o cálculo do custo mensal com o benefício era de R$ 3,5 milhões. Foi preciso então modificar o projeto, e orçamento para o Passe Livre chegou a R$ 30 milhões para o ano todo. Ainda insuficiente, como se comprova hoje.

Líder enquadrado por colegas

Câmara Legislativa em 19/05/2010 às 18:20

O deputado distrital Aguinaldo de Jesus (PRB) começou com pé esquerdo seu trabalho na liderança de governo na Câmara Legisaltiva. Depois de, na terça-feira (18), ter ironizado o bloco independente criado na Casa, afirmando à imprensa que não existe independência se os parlamentares são “codependentes” do governo, por terem indicados centenas de cargos no GDF, na sessão desta quarta (19), Aguinaldo foi devidamente enquadrado pelos colegas do dito bloco.

“Um líder de governo tem de agregar, de conciliar. E não foi isso que vimos nesta Casa. Sou um homem de respeito, sempre votei com a minha consciência e não admito que façam insinuações sobre minha posição por conta de cargos do governo. Os cargos não são dos parlamentares, são do governador, que nomeia quem ele quiser”, discursou o tucano Milton Barbosa.

Confrontado pelos colegas, Aguinaldo desmentiu as declarações. O único problema é que toda a imprensa já tinha ouvido…

Trégua no DEM

Câmara Legislativa, Partidos em 19/05/2010 às 17:56

O racha no Democratas não vai mais render. Ao perceber que a medida do líder do DEM, Paulo Roriz, de substituí-lo na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legisaltiva, estava realmente fundamentada no Regimento Interno da Casa, o distrital Raad Massouh desistiu de brigar. O clima ainda não é de conciliação, mas os parlamentares decidiram por uma trégua.

Raad teve ainda um prêmio de consolação: foi indicado para a Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo, atualmente presidida pela distrital Jaqueline Roriz (PMN).

Raad recorre de sua saída da CCJ

Câmara Legislativa, Partidos em 19/05/2010 às 16:04

Promete render ainda mais o racha entre os democratas na Câmara Legislativa. O distrital Raad Massouh (DEM) subiu à tribuna na sessão desta quarta-feira (19) para reclamar da forma como foi retirado, contra sua vontade, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual era presidente. Depois de ter negado o pedido para que o memorando entregue pelo líder de seu partido com sua substituição fosse indeferido, Raad avisou que vai recorrer da decisão em plenário.

“Venho tratar de um assunto muito grave. Em março eu fui eleito presidente da CCJ. E hoje, por intermédio de um memorando, fui comunicado que não sou mais o presidente da comissão. Não há explicação para isso. Até porque nunca tive determinação do partido para fazer oposição a esse governo”, reclamou. A queixa rendeu bate-bocas entre Raad e Eliana Pedrosa e entre Raad e Paulo Roriz.

“Não vou perder muito tempo com os reclames de nosso colega Raad. O senhor não está em sintonia com o partido. Então quero lembrá-lo de que o mandato não é do senhor, é do partido. Quer manter-se neutro, tudo bem. Mas ou vossa excelência caminha junto às determinações do DEM ou receberá as sanções determinadas pelo partido”, ameaçou Roriz, depois de mostrar que a decisão de retirar Raad da CCJ estava amparada no Regimento Interno.

O recurso de Raad vai ser encaminhado à Procuradoria-geral da Casa para avaliação. De lá, será encaminhado ao plenário.

Aumento da arrecadação é o menor em três anos

Câmara Legislativa, GDF em 19/05/2010 às 15:26

Do Correio Braziliense: A projeção de crescimento de arrecadação do Governo do Distrito Federal para 2011 é menor do que nos últimos três anos. A previsão apresentada no projeto de lei de diretrizes orçamentárias (PLDO), enviado à Câmara Legislativa na última sexta-feira, mostra uma queda forte no ritmo de crescimento da receita real do Executivo, principalmente em relação ao programado para esse ano. A projeção superdimensionada do aumento da arrecadação para 2010, de 12,2%, não se repetirá em 2011. O estimado é que a receita real cresça apenas 2,2%, apesar de o governo ter calculado uma arrecadação de R$ 13,2 bilhões. Nesse ano, o previsto é que sejam colhidos R$ 12,9 bilhões aos cofres públicos.

Numa análise preliminar, o PLDO não apresenta grandes modificações em relação ao projeto encaminhado pelo Executivo no ano passado. A atual gestão dá continuidade a ações do governo de José Roberto Arruda, cassado pela Justiça por infidelidade partidária em março passado. Em 2011, o índice da inflação continuará como limitador para o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotivos (IPVA) — repetindo o que ocorreu esse ano. O reajuste da Taxa de Limpeza Pública (TLP), porém, será feito como no passado: por projeto de lei específico.

As metas e prioridades administrativas em 2011 seguem a tendência dos anos anteriores. O foco são os programas de assistência social à população de baixa renda (29 projetos), obras de urbanização e de transportes (38 projetos) e saneamento básico (16 projetos). Segurança, saúde e educação receberam menos de 10 projetos cada. Ao todo, são 124 projetos. Os programas Bolsa Social, Nosso Leite, Nosso Pão, entre outros, são tratados como prioritários.

Dentre as obras, destacam-se a melhoria do sistema viário (Programa Brasília Integrada), implantação do sistema de abastecimento de água de Águas Lindas de Goiás, a urbanização do Noroeste, do Jardim Botânico e de Águas Claras. A reforma da Torre de TV e a revitalização da orla do Lago Paranoá também estão na pacote. Em relação ao ritmo dos projetos, o PLDO mostra que há 83 obras em andamento normal, seis atrasadas, quatro paralisadas e 28 em situação inicial.

O projeto autoriza também o Executivo e o Legislativo locais a terem aumento de R$ 754 milhões na folha de pagamento em 2011. Há ainda a previsão de melhorias salariais para 95.310 servidores com um custo previsto de R$ 371,5 milhões. O acréscimo na folha respeita o limite definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para gasto com pessoal do Poder Executivo, que atualmente encontra-se em 43,4% da receita corrente líquida.

Não há previsão do PLDO ser lido em plenário da Câmara e seguir para as comissões de análise. Os distritais têm prazo até antes do recesso de julho para apreciá-lo. O projeto é base de construção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2011.

PMDB pede cargo de Lucena

Câmara Legislativa, Partidos, TRE em 19/05/2010 às 15:17

Do Correio Braziliense: O mandato de Roberto Lucena, suplente da deputada distrital afastada pela Justiça Eurides Brito, está ameaçado. O PMDB moveu uma ação que reivindica o cargo ocupado por Lucena na terça-feira (18). O processo corre no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). O partido alega que a vaga ocupada pelo deputado, atual membro do Partido da República (PR), pertence ao PMDB. Seu afastamento depende da decisão do TRE.

O presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, confirma que o processo corre desde março no TRE. A ação foi movida quando o suplente assumiu, temporariamente, o cargo de Eurides, por conta de uma decisão que impedia supostos envolvidos na Operação Caixa de Pandora de votarem no processo de impeachment de Arruda.

“Tecnicamente, a posse do suplente, na época da votação do impeachment de Arruda, deu margem para que entrássemos com o pedido de devolução do cargo, que pertence ao PMDB”, explica. Em março, Lucena já havia mudado de partido, o que deu margem para que sua ex-legenda entrasse com o pedido de devolução da vaga.

Retaliação democrata a Raad

Câmara Legislativa, Partidos em 19/05/2010 às 10:32

O deputado distrital Raad Massouh (DEM) perdeu nesta quarta-feira (19) a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa. Foi publicada no Diário da Casa a substituição de Raad pelo também democrata Paulo Roriz. A decisão foi tomada por Roriz, que é líder da bancada, e por Eliana Pedrosa (DEM), que é a vice-líder, como forma de “puxão de orelha” ao colega pela postura independente que vem adotando.

Nos últimos dias, por exemplo, Raad criticou a formação do bloco independente na Casa, que conta com a participação de Paulo Roriz e de Eliana, e desagradou os colegas. A substituição na CCJ teria sido o primeiro alerta. Os democratas avisam que, se Raad mantiver o comportamento “rebelde”, o caso será levado à executiva do DEM. E a próxima retaliação pode vir diretamente do partido.

A decisão de passar o comando da CCJ para Paulo Roriz também teve uma motivação política. A CCJ é a principal comissão da Casa, por onde todas as propostas precisam passar, e ter no seu comando um presidente de oposição pode dar muita dor de cabeça ao governo.

Relator apresenta questionários

Câmara Legislativa em 18/05/2010 às 19:47

A CPI da Corrupção na Câmara Legislativa tem reunião marcada para esta quarta-feira (19), às 10h. Na pauta do encontro, o relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT), fará uma apresentação sobre os questionários encaminhados às 41 autoridades citadas no inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) (veja lista aqui). As perguntas estão sendo entregues aos depoentes esta semana. Depois de recebidas, eles têm o prazo de dez dias corridos para apresentar seus esclarecimentos.

Relatório apreciado na próxima semana

Câmara Legislativa em 18/05/2010 às 18:49

Relatora do processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada distrital Eurides Brito, a petista Erika Kokay planeja entregar até a próxima segunda-feira (24) seu relatório sobre o caso. O prazo final oficial é dia 27 de maio, mas Erika acredita que será possível concluir o relatório ainda esta semana. Presidente da Comissão de Ética, o deputado distrital Aguinaldo de Jesus (PRB), pretende colocar o relatório em votação tão logo seja entregue. Dará apenas o prazo necessário para que os demais integrantes da comissão conheçam o voto da relatora.

Se o relatório for entregue na segunda, a expectativa é de que processo seja votado na Comissão de Ética já na quarta-feira (26). O entendimento entre os integrantes da comissão é de que a decisão pelo futuro de Eurides é importante demais para ser tomada por apenas cinco deputados. Logo, deve ser repassada para o plenário.

Lucena ocupa vaga de Eurides

Câmara Legislativa em 18/05/2010 às 17:42

A sessão no plenário da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (18), contou também com a presença do mais novo parlamentar da Casa: o primeiro suplente do PMDB, Roberto Lucena, que assumiu no lugar de Eurides Brito (PMDB), afastada do mandato por ordem da Justiça. Lucena assumiu a vaga no Legislativo prometendo trocar a equipe do gabinete no próximo dia 1 de junho e  reduzir os gastos com a verba indenizatória.

Base governista volta a plenário

Câmara Legislativa, GDF em 18/05/2010 às 17:38

Pela primeira vez desde a eleição indireta , os deputados distritais da base governista retomaram o trabalho em plenário. Vieram, inclusive, com um novo líder de governo - o distrital Aguinaldo de Jesus (PRB). A presença da base, no entanto, não foi suficiente para aprovar o novo projeto do Passe Livre enviado pelo Executivo esta semana. Apesar da pressão para o projeto ser apreciado em plenário ainda nesta terça (18), os blocos independente e o de oposição - que somam hoje 12 parlamentares - conseguiram aprovar o requerimento para realização de uma comissão geral sobre o assunto na tarde de quinta-feira (20). Além disso, a intenção é discutir o projeto em todas as comissões da Casa referente ao tema.

A tarde, entretanto, não foi perdida. Os distritais conseguiram aprovar um crédito suplementar.

Eurides recorre de decisão

Câmara Legislativa, TJDFT em 18/05/2010 às 12:32

A deputada distrital Eurides Brito (PMDB) divulgou nesta terça-feira (18) uma nota sobre a decisão da Justiça que a afastou do mandato parlamentar. Eurides afirma que segue sem ter sido notificada e sem ter tido acesso à ação. Nesta tarde, seus advogados entram com recurso contra a decisão. A distrital também questiona um erro na grafia de seu nome, que teria dificultado o acesso de sua assessoria jurídica ao processo.

Confira a nota na íntegra:

“Até o momento, a deputada Eurides Brito não foi notificada da decisão da Justiça, que determinou o afastamento dela do cargo de deputada distrital. Entretanto, o advogado protocolará recurso contra a decisão na tarde de hoje. É provável que a decisão saia esta semana.

O Ministério Público deu entrada ao pedido de afastamento no dia 7 de maio. No entanto, a decisão da Justiça foi proferida na última quinta-feira (13). Mas só foi tornada pública ao encerramento do expediente de sexta-feira (14). A deputada Eurides Brito, principal interessada na decisão, só tomou conhecimento após às 19 horas. Sendo, desta maneira, impedida de recorrer imediatamente.

No sábado (15), o advogado da deputada foi ao Tribunal de Justiça do DF (TJDF). Entretanto, o plantão não permitiu que ele tivesse acesso à decisão nem ao processo. Ontem (17), novamente o advogado voltou ao TJDFT e, enfim, teve o acesso permitido. Com isso, mesmo sem a notificação, ele começou a trabalhar no agravo, que será protocolado hoje à tarde.

Ainda que, tanto o escritório do advogado como o gabinete da parlamentar consultem todos os dias o site do TJDF, não foi encontrado nenhum novo processo com nome da deputada. Agora, sabe-se o porquê. O nome da parlamentar foi escrito de maneira equivocada. Ao invés de Eurides, foi grafado como Eurídice. Razão pela qual não foi possível encontrar o referido processo.

Após a decisão, sem qualquer tipo de requerimento ou manifestação por qualquer das partes, o nome passou a ser grafado como deveria ser e, portanto, visto agora por qualquer um no site do TJDF. Coincidência?”

Estudantes criticam Patrício

Câmara Legislativa, Partidos em 17/05/2010 às 17:43

O vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício, passou por um constrangimento no encontro regional do PT-DF, no último sábado. Isso porque o grupo que fez parte da invasão da Câmara, em dezembro do ano passado, se manifestou veementemente contra a postura do distrital de aprovar o pedido de investigação contra os servidores envolvidos no ato (leia aqui). Para os estudantes, a sindicância é uma retaliação dos deputados envolvidos nas denúncias da Caixa de Pandora.

Cerca de dez membros da juventude petista subiram ao palco para censurar o ato da mesa da Câmara. O acordado era não tocar no nome do Cabo Patrício, mas, no finalzinho do pronunciamento, um jovem não aguentou e fez uma crítica direta ao deputado. Sob fortes protestos do grupo, o distrital teve direito a resposta e disse que fez tudo para negociar, na época, uma saída pacífica dos estudantes e que agora a mesa agia para coibir excessos cometidos na invasão, como alguns furtos.

Update: Deputado Cabo Patrício enviou esclarecimentos ao blog sobre o episódio no encontro regional. Confiram:

“Não houve nenhum constrangimento de minha parte. Ao contrário, houve pleno exercício da democracia e do debate, como ocorre cotidianamente dentro do âmbito do PT. Os estudantes tiveram direito à fala, assim como eu - mesmo diante de protestos deles para impedirem a minha fala, sendo necessária a atuação da segurança do evento para retirá-los do palco.

A abertura da sindicância interna para apurar o que ocorreu em dezembro, durante invasão da Câmara Legislativa por manifestantes, é conseqüência de um inquérito policial existente, que identificou a participação de servidores da Câmara. Não agir assim seria omissão e prevaricação, já que eu estava no exercício da presidência da Casa, função que exige postura institucional. A abertura da sindicância não significa, em absoluto, pré-julgamento. Ao contrário, ela amplia o direito de defesa até para que não haja injustiça e condenação de inocentes. O simples fato de participar da manifestação não é problema algum. Vários servidores estavam fazendo isso exercendo a função que têm dentro dos gabinetes.

Para manter a coerência, a defesa de apuração tem que valer em ambos os casos: para quem desviou dinheiro público apontados na operação Caixa de Pandora e assim para quem lesionou o patrimônio público da Câmara Legislativa. Houve furto e depredação de objetos da Casa. Isso precisa ser apurado. E os responsáveis, punidos. Cada um na sua devida proporção. Nem sempre ser justo é o caminho mais fácil.”

Primeira medida em bloco

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 17:33

O recém-criado bloco independente da Câmara Legislativa se reuniu nesta segunda-feira (17) com a presença de seu mais novo integrante: o deputado distrital Roberto Lucena, primeiro suplente do PMDB e agora filiado ao PR. Lucena vai assumir o cargo no lugar da peemedebista Eurides Brito, afastada do mandato por decisão judicial.

Do encontro saiu a primeira medida concreta a ser tomada pelo bloco: a organização de uma comissão geral na quinta-feira (20) pela manhã para discutir o novo projeto de lei do Passe Livre, enviado à Casa pelo Executivo. Diante de todos os problemas do Passe Livre - como suspeita de recebimento de propina para aprovação da proposta é o principal deles - os distritais dizem que não vão aprovar esta nova versão a toque de caixa. Querem que a proposta seja discutida em todas as comissões pertinentes ao assunto antes de chegar para votação em plenário.

Só para lembrar, o bloco independente é formado pelo presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), pelos tucanos Raimundo Ribeiro e Milton Barbosa, pelos democratas Eliana Pedrosa e Paulo Roriz e ainda pela distrital Jaqueline Roriz (PMN) e agora por Roberto Lucena (PR).

Tratamento à altura

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 11:35

Um momento surreal durante o depoimento de Eurides Brito à Comissão de Ética na manhã desta segunda-feira (17). Em meio ao seu pronunciamento, a relatora do processo por quebra de decoro parlamentar contra Eurides, a petista Erika Kokay, trocou a forma de tratamento com que se referia a Eurides. Substituiu o “Vossa Excelência”, usado para deputados e autoridades, pelo “Vossa Senhoria”, usado para pessoas comuns.

Eurides reagiu imediatamente. “Se a senhora está trocando o “excelência” pelo “senhoria” levando em conta meu afastamento do mandato a mando da Justiça, aviso que ainda não foi comunicada oficialmente e continuo no cargo de deputada. Então pode voltar a me chamar de “Vossa Excelência”!

Ponto a ponto de Eurides

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 11:14

Em seu depoimento à Comissão de Ética, na manhã desta segunda-feira (17), a deputada distrital Eurides Brito (PMDB) questionou as declarações de Durval Barbosa de que teria pago a ela, por cerca de 40 meses, entre 2003 e 2006, uma mesada mensal a mando do ex-governador José Roberto Arruda, recém-eleito deputado federal àquela época. Eurides diz achar o fato impossível, considerando a personalidade de Joaquim Roriz (PSC), que era o governador no período. “Ele nunca daria poder dentro do governo a outra pessoa, ainda mais a um deputado que sequer havia tomado posse”, contestou, analisando que as mesadas teriam começado em janeiro e Arruda só foi empossado deputado em fevereiro.

Outro questionamento da peemedebista foi o motivo de Arruda lhe pagar a tal mesada: “Por que ele me daria uma pensão se eu sequer trabalhei a seu favor na campanha? Em 2002, meu candidato a federal era Tadeu Filippelli”, argumentou a distrital, que mostrou santinhos de campanha de 2002 para comprovar quem eram seus candidatos.

Eurides reafirmou também sua tese de defesa de que o dinheiro - R$ 30 mil - recebido por Durval Barbosa foi o ressarcimento, pago a mando de Roriz, dos custos pela realização de eventos de campanha de 2006 para explicar aos cabos eleitorais que ela apoiaria Arruda para o governo e Roriz para o Senado. “A comissão não fez a acareação entre mim e governador Roriz, como eu havia sugerido. Se tivesse feito teria sido mais fácil resolver esse problema”, reclamou.

Outro detalhe ressaltado por Eurides foi o resultado do laudo sobre o vídeo feito por Durval em que ela aparece recebendo o dinheiro. No laudo, os peritos confirmam que ela fechou a porta a pedido do ex-secretário. “Isso mostra que eu não fechei a porta quando entrei na sala. Não fechei porque não me importaria que alguém entrasse no gabinete naquele momento”, explicou. E completou: “Só acho estranho ele ter apenas um vídeo comigo quando diz ter passado 40 meses me pagando mesada”, ponderou.

Eurides questiona processo

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 10:25

Começou há pouco o depoimento da deputada Eurides Brito (PMDB) na Comissão de Ética da Câmara Legislativa. O primeiro ponto de seu depoimento foi o questionamento da oitiva secreta do ex-secretário Durval Barbosa pela relatora do processo por quebra de decoro parlamentar do qual Eurides é alvo, deputada Erika Kokay (PT). Eurides cobrou a existência da ata que deliberou sobre a oitiva de Durval e que a autorizou. Além disso, a peemedebista questionou o fato de não ter ficado sabendo do depoimento. “Eu tinha todo o interesse em ouvi-lo, questioná-lo e confrontá-lo, mas não tive oportunidade. Tive meu direito de ampla defesa cerceado, o que contamina todo o processo”, argumentou Eurides.

Entrevista Roberto Lucena

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 6:51

Do Correio Braziliense: Segundo suplente de deputado distrital pelo PMDB, Roberto Lucena deve assumir a vaga aberta por Eurides Brito (PMDB), afastada do mandato por decisão judicial. Lucena é médico da rede pública de saúde do DF e irmão de Gilberto Lucena, dono da Linknet, empresa citada no escândalo da Caixa de Pandora por suposto envolvimento no esquema de pagamento de propina à base aliada do governo na Câmara.

Sobre a carreira, Roberto afirma que será norteadora para o seu mandato relâmpago. “A saúde pública será minha maior preocupação, o carro-chefe do meu mandato”, afirmou, em entrevista ao Correio.

Quanto ao parentesco com um dos pivôs da crise política no DF, o suplente se distancia: “Eu tenho a ver com o povo, eu não tenho nada a ver com a situação dele. Sou irmão dele e nada mais”. Mas foi a Linknet, a empresa do irmão, que bancou a campanha de Roberto Lucena. Dos R$ 449,4 mil declarados à Justiça Eleitoral, R$ 439 mil foram doados pela firma do irmão — 97,7% do total. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Como o senhor reagiu ao saber que deve assumir o mandato de deputado com a decisão judicial que afastou Eurides Brito?
Tranquilo e preparado, sabendo da minha responsabilidade e do compromisso que eu tenho que ter com a sociedade.

O senhor vai substituir uma deputada acusada de envolvimento com um esquema de corrupção. A responsabilidade aumenta?
A responsabilidade de qualquer homem público está sempre aumentada. Ser deputado e fazer as coisas certas não é uma virtude, é uma obrigação.

O presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), é do mesmo partido que o senhor e faz parte de um bloco que se formou recentemente na Casa, o dos distritais autodenominados independentes. O senhor vai entrar para esse time?
Não tenho nada definido ainda. Sou da base do povo, não decidi se vou seguir bloco algum. Vou pedir a Deus que me faça votar as coisas única e exclusivamente de interesse da população.

Pretende substituir a estrutura de gabinete de Eurides por assessores indicados pelo senhor?
Vou trabalhar com pessoas minhas, acredito. Se estou no cargo, tenho que ter pessoas próximas a mim.

Qual será o carro-chefe do breve mandato do senhor?
O de uma pessoa que se preocupa demasiadamente com a saúde pública, além de tudo o que for de interesse e venha a beneficiar a população.

O senhor acha correto que Eurides responda ao processo por quebra de decoro fora do cargo?
É uma decisão judicial, e não minha. Prefiro não tecer comentários.

O senhor é sempre lembrado por ser irmão de Gilberto Lucena, empresário da cidade apontado na Caixa de Pandora como tendo participação no suposto esquema de pagamento de propina à base aliada do governo. Tem receio de que o vínculo familiar se torne uma pecha?
Eu sou independente, ele (Gilberto) é independente. Ele responde pelos seus atos, como eu respondo pelos meus. Fui deputado esse tempo todo (11 meses) e nunca interferi contra ou a favor dele. Eu tenho a ver com o povo, eu não tenho nada a ver com a situação dele. Sou irmão dele e nada mais.

Para o senhor, foi uma surpresa ver o nome do próprio irmão envolvido na Caixa de Pandora?
Fico muito decepcionado com tudo o que ocorreu e o que possa estar ocorrendo, isso me deixa muito triste. Acho que a população precisa ser respeitada, quem entra para a política deveria pensar única e exclusivamente no povo.

Vai ser candidato em outubro?
Sem dúvida nenhuma. Eu tive votos suficientes para ser deputado titular, fiquei entre os 24 deputados mais votados, mas não entrei. Vou ser candidato até para sentir o gosto de ser titular.

É muito ruim ficar ao sabor do titular?
É frustrante. Nos últimos anos em Brasília, o suplente não tem vez, é vazio, vazio, vazio…

Eurides no ataque

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 6:47

Do Correio Braziliense: Afastada do cargo de distrital por força de uma liminar desde a última sexta-feira, Eurides Brito (PMDB) partiu para o ataque como uma estratégia de defesa. A deputada questionou a estatura moral de Érika Kokay (PT), relatora do processo a que responde por quebra de decoro, desqualificou as acusações de Durval Barbosa e apontou a artilharia para os petistas. “Não entendo por que ninguém vai atrás de saber quem são esses pecadores do PT citados por Durval”, provocou ontem pela manhã, durante entrevista coletiva. Na tarde de hoje, os advogados de Eurides vão tentar reaver o posto da política na Câmara Legislativa. Ela foi impedida de atuar como parlamentar enquanto durarem as investigações em curso na Comissão de Ética da Casa.

Durante a entrevista, a distrital afastada se disse vítima de um julgamento político dirigido pelas mãos de oponentes. A deputada afirmou que, no lugar de Érika, teria se declarado impedida de participar da Comissão de Ética. “Ela foi alvo de terríveis acusações, como manter uma conta fantasma com a ajuda de um servidor. A denúncia, no entanto, morreu na Corregedoria, porque houve a intervenção do então governador José Roberto Arruda e até do Palácio do Planalto. Eu não tenho coragem de fazer o que ela fez”, afirmou Eurides, que avisou: “Não vou propor o afastamento dela porque, se fizesse isso, sairia na imprensa de Brasília, do Brasil, do mundo e da interplanetária que eu estaria tentando interromper as investigações”.

Eurides foi afastada do cargo por uma liminar proferida pelo juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF. A decisão em caráter cautelar aceita os argumentos do Ministério Público (MP), que considerou a permanência da deputada na Câmara Legislativa um risco para o correto andamento do processo por quebra de decoro a que Eurides responde. Para promotores de Justiça do MP, a distrital estava usando de influência política na tentativa de interferir no processo conduzido pela Comissão de Ética.

A entrevista foi concedida no escritório de seus advogados. Eurides disse considerar que tem chances de provar sua inocência na Justiça, mas acha improvável se livrar da cassação no plenário da Câmara. “A Justiça não trabalha com fofoca, nem com o ouvi dizer, vai em cima dos fatos. Mas, entre os deputados, o julgamento é político. Se precisar, cairei firme, de pé, sem pedir nada a ninguém”, avisou a distrital afastada. Eurides comentou que já havia sido pressionada pelos colegas a deixar o posto. “Um dia, o Paulo Tadeu (distrital pelo PT) me disse que a Câmara continuaria a sofrer com uma imagem desgastada se eu não saísse do cargo. Eu disse que, se dependesse de mim, a Câmara ia seguir com a imagem desgastada”, afirmou.

A distrital, flagrada em vídeo embolsando R$ 30 mil em espécie, dinheiro organizado em maços e entregue pelas mãos do ex-secretário de Relações Institucionais, diz que o depoimento de Durval Barbosa é “incoerente” e “inconsistente”. Para Eurides, “não faz sentido ter recebido dinheiro enviado a mando de Arruda durante o governo Roriz”. Além disso, Eurides ironiza o fato de Durval ter apresentado “apenas uma fita” e “não ter mais nenhuma prova comprometedora contra ela, nem posterior, nem anterior à data da gravação”.

Em depoimento à Comissão de Ética, Durval acrescentou que Eurides recebeu “mesada” de R$ 30 mil com dinheiro de propina entre os anos de 2003 e 2006. Os pagamentos, segundo ele, teriam continuado no governo Arruda, por intermédio do ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel.

Em reação às declarações de Eurides Brito, a relatora do processo por quebra de decoro, Érika Kokay, considerou que a parlamentar sob investigação está repetindo o erro que culminou com o afastamento dela do mandato. “Eurides está confundindo os papéis, ela não é investigadora. É investigada. Ao me atacar, ela busca desviar o foco, me intimidar e me constranger. Justamente por esse tipo de comportamento, foi retirada do cargo”, rebateu Érika. Para a relatora, Eurides se apropria de uma técnica “própria da ditadura de desqualificar quem busca a verdade”.

Está marcado para hoje o depoimento de Eurides à Comissão de Ética da Câmara. A deputada será a última de uma série de oito testemunhas ouvidas. O prazo para a conclusão do relatório vai até 27 de maio, quando poderá ser estendido por mais 30 dias. O mais provável, no entanto, é que o documento fique pronto nos próximos dias.

Indefinições sobre afastamento

Câmara Legislativa em 16/05/2010 às 9:01

Do Correio Braziliense: O afastamento de Eurides Brito (PMDB) do mandato gerou dúvidas no comando da Câmara Legislativa de como proceder com a saída da parlamentar, que foi determinada pela Justiça na última sexta-feira. A Presidência da Câmara não sabe o que fará com relação à estrutura de gabinete vinculada ao mandato da distrital, que continua recebendo salário de R$ 12,4 mil. Por isso, pedirá na próxima segunda-feira um parecer da Procuradoria-Geral da Casa com o objetivo de obter respostas quando às providências com relação à verba de gabinete e aos servidores ligados à peemedebista, impedida de permanecer na Câmara por decisão do juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal.

Um dos primeiros passos do encaminhamento à vaga aberta pela distrital deve ser a convocação do suplente de Eurides, o médico Roberto Lucena. Ele é irmão de Gilberto Lucena, dono da Linknet, uma das empresas suspeitas de participação no suposto esquema de pagamento de propina para a base aliada do governo José Roberto Arruda, base do escândalo da Caixa Pandora.

Se a presença de Roberto Lucena de fato se confirmar, haverá um redistribuição de forças em plenário. O médico é filiado ao PR e entrará, muito provavelmente, já alinhado com os interesses do chamado grupo independente, hoje formado por seis parlamentares: Wilson Lima (PR), Eliana Pedrosa (DEM), Paulo Roriz (DEM), Raimundo Ribeiro (PSDB), Milton Barbosa (PSDB) e Jaqueline Roriz (PMN). Com sete membros, além de quatro petistas da oposição e mais José Antônio Reguffe, do PDT, o grupo pode ganhar musculatura em votações de interesse do governo, já que, juntos, farão exatamente metade do plenário. Em caso de empate durante a análise de um projeto, o voto de minerva seria do presidente Wilson Lima (PR), também adepto aos autodenominados independentes.

Eurides Brito é acusada pelo Ministério Público de usar o mandato para tentar interferir no processo que investiga a participação dela em um suposto esquema de corrupção detalhado no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça. A decisão judicial tem o caráter liminar e, por isso, ainda pode ser contestada pela parlamentar, que tentará reverter o entendimento do juiz de primeira instância. Na manhã de hoje, a deputada dará uma entrevista coletiva. Em nota, Eurides alega que “foi surpreendida pelo noticiário de uma decisão que não conhece sequer o teor completo”.

Pega de surpresa

Câmara Legislativa, TJDFT em 15/05/2010 às 16:09

A deputada distrital Eurides Brito (PMDB) divulgou uma nota neste sábado (15) sobre a decisão da Justiça que determinou seu afastamento do mandato até o fim das investigações sobre as denúncias da Operação Caixa de Pandora. Na nota, a deputada diz ter sido surpreendida com o noticiário sobre seu afastamento sem sequer conhecer o teor completo da decisão judicial. Leia a íntegra da nota:

“A deputada Eurides Brito foi surpreendida pelos noticiários de uma decisão que não conhece sequer o teor completo. Contudo, sabe que foi tomada com base em matéria jornalística.

A deputada já orientou sua equipe de advogados para promover os recursos judiciais competentes. Registra, desde logo, com o sempre devido respeito à Justiça, que é no mínimo estranho que uma decisão de tal importância, seja proferida em caráter liminar, após o término do expediente forense. Ou seja, após as 19h, em uma sexta-feira, inviabilizando qualquer defesa de imediato.

Porém, surpreendentemente, teve ampla divulgação local e nacional, sendo que a principal interessada não foi sequer intimada, comunicada ou ouvida.

Confiante nas garantias constitucionais e legais, em particular, repita-se, o da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, a deputada tomará as providências necessárias que o Estado Democrático de Direito assegura a todos os cidadãos.”

Eurides marcou ainda uma entrevista coletiva sobre o assunto para às 10h deste domingo (16).

O nepotismo de Jaqueline

Câmara Legislativa em 15/05/2010 às 8:07

Do Correio Braziliense: O Ato da Mesa Diretora nº 29 de 2008 da Câmara Legislativa estabeleceu como norma que parentes de deputados, sejam consanguíneos ou por afinidade, não podem tomar posse em cargos de confiança na Casa. Do contrário, seria configurado nepotismo, prática proibida. Um quadro anexo a esse ato informa os graus de vínculo vetados segundo as normas do Legislativo. Enteados de companheiro ou companheira são um dos casos. Mesmo assim, Cynara Fernandes Bandeira foi nomeada para um cargo de natureza especial com salário de R$ 11.954 no gabinete da distrital Jaqueline Roriz (PMN). Cynara é enteada de Manoel Neto, companheiro de Jaqueline há anos.

A nomeação de Cynara está publicada na edição de ontem do Diário da Câmara Legislativa. A servidora já havia trabalhado para Jaqueline em 2008, mas foi exonerada em 2 de janeiro do ano passado, época em que o patrulhamento para evitar o nepotismo estava no auge. Desde ontem, Cynara voltou para o gabinete — mesmo lugar onde trabalha sua irmã, Cynthia Fernandes Bandeira Franco Americano. Com as regras impostas pelos próprios deputados, a contratação tanto de uma como de outra infringe as regras para acabar com o nepotismo no Poder Legislativo.

Em 2007, a Resolução nº 226 vedou “a nomeação de cônjuges ou companheiros, além de parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau do parlamentar”. No ano seguinte, o Ato nº 29 especificou quais casos seriam considerados nepotismo e as punições previstas para a infração à norma. Um quadro anexo ao documento cita que estão proibidos de tomar posse nos cargos em comissão parentes de sangue, como filho, filha, irmão, irmã, pai, mãe, neto, neta, bisneto, bisneta e até bisavô ou bisavó.

No mesmo quadro, há uma coluna dedicada aos parentes por afinidade, na qual se lê que não podem trabalhar na Câmara por indicação de deputado marido de bisavó, avós do cônjuge, cunhado, sogra, genro, marido da neta e nora do cônjuge, além dos enteados de cônjuge/companheiro. Caso em que se enquadrariam Cynara e Cynthia, enteadas de Manoel Neto, companheiro de Jaqueline Roriz.

Ao tomar conhecimento da apuração da reportagem do Correio, a distrital Jaqueline Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz, voltou atrás. Mandou para a Presidência da Câmara um ofício em que pede para tornar sem efeito a nomeação de Cynara Fernandes. O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), prontamente atendeu ao pedido e assinou o ato que desconsidera a contratação da enteada de Manoel Neto, companheiro da parlamentar. Cynara, portanto, não terá a chance de tomar posse no cargo de CNE 1, o mais alto salário na estrutura de gabinete e lideranças da Câmara Legislativa.

Quanto a Cynthia, que já trabalha no gabinete, a distrital resolveu aguardar um parecer da Procuradoria-Geral da Câmara sobre o assunto. Jaqueline considera um “exagero” a proibição de empregar quem considera uma “ex-enteada do companheiro”. A assessoria jurídica da deputada alega que o item do Ato da Mesa Diretora que prevê essa proibição estaria em desconformidade com a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata de nepotismo, segundo a qual os casos considerados problemáticos vão até o parentesco em terceiro grau. Os assessores defendem que o vínculo em questão seria mais distante.

A distrital só vai exonerar Cynthia Fernandes, caso a Procuradoria-Geral da Casa se pronuncie contrariamente à permanência da funcionária. O artigo 6º do Ato nº 29 da Mesa Diretora estabelece que o distrital ou o suplente em exercício que nomear servidor em desacordo com a Resolução nº 226 (a que proibiu o nepotismo) faltará com o decoro parlamentar e estará sujeito às penalidades do Código de Ética da Casa — que vão de advertência à cassação do mandato.

Diligências no Buriti

Câmara Legislativa em 15/05/2010 às 8:02

Do Correio Braziliense: A relatora do processo por quebra de decoro contra Eurides Brito, a petista Érika Kokay, fez ontem uma visita ao gabinete onde trabalhava o ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel, no Palácio do Buriti. A diligência foi feita a pedido de Eurides. A distrital alega que a ida ao local confirmaria uma suposta incoerência do depoimento de Durval Barbosa. Ele contou que viu Eurides na antesala do gabinete de Maciel num dia em que teria levado dinheiro ao gabinete do então secretário.

Eurides afirma que uma simples visita ao local mostraria que quem vai ao gabinete onde trabalhava Maciel, seja pelo acesso privado ou social, não teria condições de ver alguém na sala de espera. O escritório em questão fica no 11º andar do anexo do Buriti. Érika Kokay esteve no local, mas preferiu não antecipar as conclusões que estarão em seu relatório final. Um dos entendimentos possíveis, no entanto, é o de que o fato não seja definitivo para provar que Eurides não esteve no gabinete de Maciel no dia do pagamento da suposta mesada, já que Durval poderia ter passado por onde a parlamentar estivesse.

Duas testemunhas convidadas para depor no processo faltaram à audiência marcada para ontem. O deputado Benício Tavares e o ex-distrital Odilon Aires, ambos do PMDB, foram chamados para esclarecer a versão apresentada por Eurides, segundo a qual os dois estavam presentes a uma das conversas que a distrital afastada manteve com o ex-governador Joaquim Roriz (hoje no PSC) — o que seria uma prova da ligação entre os dois. No entanto, como foram chamados na condição de convidados, já que as comissões não têm poder de convocar, os dois políticos rejeitaram o convite.

Afastada até o fim das investigações

Câmara Legislativa, TJDFT em 15/05/2010 às 8:00

Do Correio Braziliense: No intuito de evitar que a deputada distrital Eurides Brito (PMDB) se aproveite do cargo para se autoproteger e escapar de qualquer punição, o juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, decidiu afastá-la imediatamente do mandato. De acordo com a decisão, em caráter liminar, Eurides não poderá exercer a atividade parlamentar enquanto estiver em andamento o processo por quebra de decoro parlamentar na Câmara Legislativa aberto para apurar sua conduta e a ação de improbidade administrativa ajuizada no Tribunal de Justiça do DF contra a distrital. A peemedebista é uma das principais investigadas no inquérito 650, em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), conhecido como Operação Caixa de Pandora.

Na prática, a liminar significa que a deputada ficará fora do cargo até o fim de seu mandato, uma vez que dificilmente a Justiça concluirá até 31 de dezembro o julgamento da ação de improbidade contra Eurides proposta há um mês pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Nessa ação, a distrital teve os bens bloqueados, também por decisão do juiz Álvaro Ciarlini, como forma de garantir possível prejuízo no valor de R$ 4,3 milhões aos cofres públicos, referente à mesada e a título de danos morais à população. Eurides foi filmada pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa quando guardava R$ 30 mil na bolsa, dinheiro com origem nos esquemas de desvios de recursos dos contratos de informática.

A liminar que afasta a deputada foi concedida em resposta a uma ação cautelar do MP sob o fundamento de que Eurides continua usando o mandato para obter favores e influenciar investigações relacionadas às denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propinas para a base aliada e secretários do governo Arruda.

“Embora a ré Eurides Brito tenha protagonizado cenas de obtenção de vantagens ilícitas que chocam a sociedade, a deputada distrital permanece exercendo as funções parlamentares, participando de sessões e de votações, compondo quoruns, integrando comissões, formulando acordos para aprovação de leis, indicando pessoas para cargos no Executivo e, sobretudo, valendo-se do cargo em proveito pessoal”, apontam os promotores.

Na ação, o MP cita reportagem do Correio, publicada em 28 de abril, sobre a interferência de aliados de Eurides, como o deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), na tentativa de protegê-la na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa, onde tramita o processo por quebra de decoro contra a deputada. Eurides tem, inclusive, acompanhado pessoalmente todos os depoimentos prestados em seu processo. Os promotores do Ncoc levaram em conta ainda a indicação feita por Eurides da atual secretária de Educação Integral, Hélvia Paranaguá, que foi indiciada em 2006 na CPI da Educação.

O único depoimento que a peemedebista não assistiu foi o de Durval, colhido pela relatora do caso, deputada Érika Kokay (PT), nas dependências da Polícia Federal. No depoimento, Durval disse que filmou Eurides uma única vez, mas poderia ter adotado tal expediente 50 vezes se quisesse. Segundo o ex-secretário de Relações Institucionais, Eurides recebeu mesada de R$ 30 mil, entre 2003 e 2006, em troca de apoio ao então deputado José Roberto Arruda em seus planos de se eleger governador.

Na administração de Arruda, ela teria passado a receber o pagamento por meio de um dos operadores do ex-governador. Procurada pela reportagem, Eurides Brito disse por meio de sua assessoria de imprensa que não se pronunciaria agora, uma vez que não teve acesso à decisão. Eurides afirma que recebeu dinheiro de Durval em 2006 para cobrir despesas com eventos de campanha.

Processo contra Eurides prossegue

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 22:37

O afastamento da deputada Eurides Brito (PMDB) do mandato de deputada distrital não interrompe o processo por quebra de decoro parlamentar contra ela, em tramitação na Comissão de Ética da Câmara Legislativa. O entendimento é da relatora do caso de Eurides, a deputada Erika Kokay (PT). Como o afastamento não é definitivo, nada muda no processo. Tanto que o depoimento de Eurides, marcado para a próxima segunda-feira (17), está mantido.

Justiça afasta Eurides

Câmara Legislativa, MPDFT, TJDFT em 14/05/2010 às 22:25

Do TJDFT: O Juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública determinou o imediato afastamento da deputada distrital Eurides Brito da Silva do execício de seu mandato popular até que terminem as apurações e procedimentos pendentes contra a ré.

Trata-se de Ação Cautelar fundamentada no art. 20, parágrafo único, da Lei nº 8429/92, ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O órgão ministerial alega nos autos que Eurides Brito responde, perante a Justiça, Ação de Improbidade Administrativa em virtude de recebimento de “mensalão” ao longo dos anos de 2006 a 2009. O dinheiro, pago pelo ex-governador do Distrito Federal, com dinheiro público, seria advindo de esquema de corrupção implementado na capital da república, fatos que estão sob a apuração na “Operação Caixa de Pandora”.

Segundo o autor, matéria veiculada no jornal Correio Braziliense do dia 28 de abril de 2010 descreve estratégia ora adotada por deputados distritais para “blindar” a deputada, sendo certo que há fundada razão para crer que a requerida continuará a agir em prol da organização criminosa instalada na capital da república “seja para encobrir fatos passados - ocultando provas, dinheiro e corrompendo testemunhas, como para impedir que se desvendem fatos futuros”.

Ao fundamentar a decisão liminar, o juiz transcreve o art. 20, parágrafo único, da Lei nº 8429/92, que dispõe: “A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual”.

De acordo com o magistrado, existem fortes indícios da existência de prática de atos ímprobos por parte da demandada, todos fartamente divulgados pela mídia e de domínio público. “O Distrito Federal, ao que parece, foi dominado por uma grande e complexa rede criminosa que perpetrou uma série de graves delitos que agora necessitam de apuração e de punição exemplar. A imoralidade pública ora demonstrada, ao menos indiciariamente, ultrapassou, por certo, todos os limites do ponderável, mostrando-se necessária uma reação das instituições públicas no sentido de resguardar nossa estrutura de estado republicana”, afirma.

Benício e Odilon confirmam rusgas

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 15:52

Os peemedebistas Odilon Aires e Benício Tavares encaminharam à Comissão de Ética da Câmara Legislativa, nesta sexta-feira (14) respostas praticamente iguais aos questionamentos quanto à relação da colega de partido deputada Eurides Brito (PMDB) e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) na campanha de 2006. Um possível estremecimento entre os dois está sendo investigando pela relatora do processo por quebra de decoro contra Eurides, Erika Kokay (PT). Isso porque Eurides argumenta em sua defesa que o dinheiro recebido por ela no vídeo gravado por Durval Barbosa seria um ressarcimento de eventos conjuntos feitos por ela, pagos por Roriz.

Os dois peemedebistas, em suas respostas, confirmaram ter presenciado a conversa entre Eurides e Roriz, em que o ex-governador teria dito a Eurides que ela não se elegeria.

Eles contaram terem sido chamados por Roriz para uma conversa em sua residência no Park Way, junto com Eurides, no início de agosto de 2006. No encontro, o ex-governador pediu para que eles abandonassem a campanha do então candidato ao GDF, José Roberto Arruda, para apoiar a candidata tucana Maria de Lourdes Abadia. Os três distritais afirmaram ser impossível trocar de candidato àquela altura, quando já haviam se comprometido com Arruda. Diante disso, Roriz disse a Eurides que ela não se elegeria naquela disputa. Segundo os peemedebistas, nada mais foi dito e eles foram embora.

Eurides convida colegas para oitiva

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 14:02

Relatora do processo por quebra de decoro parlamentar da deputada Eurides Brito (PMDB), a distrital Erika Kokay (PT) acredita estar perto de concluir as investigações que fundamentarão seu relatório sobre o caso. Nesta sexta-feira (14), a Comissão  de Ética se reúne para o depoimento dos peemedebistas Benício Tavares e Odilon Aires - os dois, porém, não confirmaram presença e adiantaram à Comissão que preferem responder às questões por escrito.

Na segunda-feira (17) pela manhã, será a vez de Eurides Brito apresentar suas alegações finais. A deputada enviou um comunicado nesta sexta aos colegas parlamentares, convidado-os para assistir seu depoimento. No texto, Eurides diz que gostaria da presença de todos porque “as informações que prestará podem servir muito para o ajuizamento sobre a questão”.

Normas para evitar excessos

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 7:41

Do Correio Braziliense: Até a publicação, nesta semana, do Ato da Mesa Diretora regulamentando o uso do suprimento de fundos, uma das poucas regras objetivas para a utilização desse recurso era o teto de R$ 8 mil para a compra ou contratação de serviços. A quantia corresponde a 10% de R$ 80 mil, valor utilizado em licitações para compras e serviços na modalidade carta-convite, como prevê a Lei Federal nº 8.666/93. Portanto, na lista de suprimento de fundos de 2008, que consta na auditoria de 2009, o valor de R$ 65 mil chama a atenção. Ele é oito vezes maior do que o limite imposto pela legislação.

A quantia foi destinada a pagar parte da premiação do Festival de Cinema de Brasília. A verba foi depositada em conta especial a que um servidor teve acesso, e depois repassada aos agraciados. “É para evitar situações como essa que disciplinamos as regras para o suprimento de fundos”, justifica o procurador-geral da Câmara Legislativa, Fernando Nazaré.

O procurador explica que a decisão de reunir no ato as normas espalhadas em decretos locais e federais para regulamentar o suprimento de fundo da Câmara Legislativa foi uma iniciativa dos técnicos da Casa. Nazaré é do quadro de servidores efetivos e sustenta que a medida foi tomada no sentido de “restringir o uso inadequado” do expediente. O ato publicado no Diário da Câmara da última quarta-feira foi tema de reportagem publicada na edição de ontem do Correio (leia aqui).

O documento prevê várias situações que justificariam a pulverização dos gastos. Por exemplo, nos casos das despesas que exijam pagamento imediato, da contratação de pessoas jurídicas para prestação de serviço, de viagens de servidores, da compra de material de consumo, combustível, lubrificante, táxi e até de despesas sigilosas, secretas e de natureza reservada. Esse item chama a atenção por abrir brechas para a utilização equivocada dos recursos públicos.

Fernando Nazaré afirma, no entanto, que a permissão só se dará por meio de uma autorização prévia, que será regulamentada pela Mesa Diretora e fiscalizada por órgãos de controle. Quando houver a liberação desse tipo de verba, garante, o servidor terá de especificar os gastos para o Tribunal de Contas do Distrito Federal. Além disso, o procurador informa que, no caso dos pagamentos sigilosos, o cheque para o pagamento do suprimento é nominal. “É um dinheiro que se destina a ações da polícia legislativa ou mesmo de integrantes de CPIs em curso na Câmara, mas apesar de ter esse nome de sigiloso terá de passar por fiscalização como qualquer outra despesa”, afirma Nazaré.

Brecha na lei provoca farra de gastos

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 7:36

Do Correio Braziliense: Dois relatórios de auditoria interna da Câmara Legislativa registram em detalhes uma série de irregularidades, algumas suspeitas de fraudes e vários casos considerados abusivos no uso do chamado suprimento de fundos. Esse expediente, regulamentado na última quarta-feira em ato da Mesa Diretora da Casa, permite que quantias de até R$ 8 mil sejam repassadas diretamente para servidores de carreira a uma conta corporativa para a compra de materiais e contratação de serviço em caráter de urgência, de natureza esporádica e inesperada. Mas o que se relata nos documentos a que o Correio teve acesso é o exagero e até mesmo a má-fé no uso de uma facilidade com previsão na lei.

A falta de critérios para a utilização do suprimento de fundo gerou distorções detectadas por, pelo menos, duas auditorias realizadas pela Assessoria Especial de Fiscalização e Controle, órgão técnico da Câmara Legislativa especializado em investigar a rotina financeira da Casa. A auditoria de 2008 é a última concluída pela unidade, que ainda está elaborando o relatório referente ao período de 2009.

O documento, finalizado no ano passado, expõe casos como o de três processos de compra de ferramentas e materiais de construção na empresa Ferragens Ferrocenter. A primeira no valor de R$ 5.753,00, a segunda de R$ 6.115,00 e uma terceira conta de R$ 3.515,00.

Para os auditores da Câmara, a compra repetida de objetos do mesmo estabelecimento sem a devida comprovação da necessidade da despesa é indício de fraude. “Da forma como a administração da CLDF vem tratando o instituto do suprimento de fundo, constata-se a ocorrência da irregularidade de fracionamento de despesa para aquisição por meio do suprimento de fundos, com fuga ao procedimento licitatório cabível”, diz o documento.

Para em seguida informar que o método não é novidade: “Situação bastante parecida com a do exercício de 2007, quando foram adquiridos diversos materiais de construção por vários processos separados”. De acordo com a Unidade de Auditoria Interna, os materiais comprados não foram registrados para “fins de conhecimento e definição de estoque mínimo”.

Em outra situação foi pedida a aquisição de materiais audiovisuais, no valor de R$ 1.980,00, sob o argumento de que a licitação para a compra dos objetos estaria atrasada. Mas, segundo identificaram técnicos da Unidade de Auditoria Interna, “não foi constatada nenhuma aquisição ou tentativa de aquisição de materiais audiovisuais mediante licitação no exercício de 2008”.

Além disso, “constatou-se que em março de 2009 há novamente movimentação de processo de compra desses materiais”. Da mesma forma, essa aquisição não foi antecedida de uma consulta ao Setor de Almoxarifado para pesquisar se não havia em estoque o material solicitado.

Outro flagrante do desvirtuamento no uso do suprimento de fundos é a contratação de serviços por meio do recurso de natureza esporádica e inesperada para casos perfeitamente previsíveis, como a manutenção de máquinas de ar-condicionado e de café, que são “despesas recorrentes na Casa e que, por isso, deveriam ter a cobertura de contratos administrativos”. Até mesmo a compra de materiais hospitalares e de uso médico foi realizada com o suprimento de fundos, o que, de acordo com os auditores, ocorreu “ao arrepio da Lei de Licitações”.

O exemplo mais visível da distorção do suprimento de fundos é a compra e colocação de um toldo de proteção, instalado perto da entrada principal da Câmara Legislativa. O local, onde há um jardim e que funciona como o fumódromo da Casa, foi montado às custas da verba para despesas miúdas e imprevisíveis.

“Esse um dos casos mais graves do uso indevido do suprimento de fundos, porque não há como explicar que não coubesse planejamento e contratação de licitação para tomar providências como a de colocar um toldo de proteção”, considerou Rosendo Ferreira Pinto, funcionário de carreira da Segunda Secretaria da Câmara, órgão responsável pela gestão orçamentária da Casa.

Peemedebistas querem depor por escrito

Câmara Legislativa em 13/05/2010 às 10:42

Os peemedebistas Odilon Aires e Benício Tavares não devem aparecer para depor na Comissão de Ética da Câmara Legislativa, onde tramita um processo por quebra de decoro parlamentar contra a distrital Eurides Brito (PMDB). Os dois pediram à relatora do processo contra Eurides, deputada Erika Kokay (PT), para responder os questionamentos por escrito.

Odilon e Benício foram convidados a falar no processo porque teriam testemunhado o estremecimento de Eurides com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), de quem a deputada afirma ter recebido o dinheiro entregue a ela por Durval Barbosa, na cena gravada por ele.

Raad se ampara no DEM

Câmara Legislativa, Partidos em 13/05/2010 às 10:33

Depois de ameaçar levar a postura do colega de partido Raad Massouh à reunião da executiva do DEM na noite de quarta-feira (12), o líder da legenda na Câmara Legislativa, Paulo Roriz, não apareceu na reunião. Mesmo assim, o assunto foi discutido. Raad explicou à direção democrata e à distrital Eliana Pedrosa sua discordância do novo bloco “independente” criado com participação dos dois distritais democratas no Legislativo. Segundo ele, enquanto o Democratas não se posicionar com relação ao novo governo do Distrito Federal, ele também se manterá neutro.

Despesas sigilosas na Câmara

Câmara Legislativa em 13/05/2010 às 8:22

Do Correio Braziliense: A mesma Câmara que iniciou a atual legislatura, em 2007, com o discurso de uma pauta ética se aproxima do final do mandato com uma atitude na contramão da transparência de gastos. A partir de um ato da Mesa Diretora, os deputados distritais autorizam a Casa, por meio de seus servidores de carreira, a fazer despesas de caráter “sigiloso, secreto e de natureza reservada”.

A permissão está regulamentada no Diário da Câmara Legislativa de ontem. O Ato nº 10 da Mesa estabelece que poderá ser concedido suprimento de fundos a servidor ocupante de cargo efetivo para o pagamento de despesa orçamentária. Ou seja, funcionários concursados terão acesso direto a recursos do orçamento da Câmara para realizar determinados tipos de gastos.

O documento prevê várias situações que justificariam a pulverização dos gastos. Por exemplo, nos casos das despesas que exijam pagamento imediato, da contratação de pessoas jurídicas para prestação de serviço, de viagens de servidores, da compra de material de consumo, combustível, lubrificante, táxi, e até das tais despesas sigilosas. Os valores a que funcionários terão acesso chegam ao teto de R$ 8 mil. A quantia corresponde a 10% de R$ 80 mil, valor utilizado em licitações para compras e serviços na modalidade carta-convite, como prevê a Lei Federal nº 8.666/93. O expediente é utilizado para as despesas consideradas de natureza “miúda”.

O pagamento aos servidores incumbidos de fazer as despesas será depositado em conta especial de agência do Banco de Brasília (BRB), que terá a indicação do nome, matrícula, além do cargo e função do responsável. A autorização para uso da conta se dará por meio do ordenador de despesa da Câmara. E o funcionário que tiver tal permissão receberá um talão de cheques. Sistema parecido ao dos cartões corporativos, que desencadearam dois grandes escândalos, um na esfera local investigado pela Operação Aquarela e outro de proporções federais, que expôs irregularidades em diversos ministérios.

Um dos signatários do ato da Mesa Diretora que disciplinou o suprimento de fundos foi o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR). Ele afirma, no entanto, que a medida nada mais é do que “uma compilação de resoluções e decretos”. Segundo Lima, a prática já existe na Casa, apenas foi regulamentada por meio do Ato publicado ontem. O distrital alega que não há “nenhuma intenção de esconder nada”. Ele explica que a iniciativa vai agilizar a solução de problemas “corriqueiros” e que não exigem abertura de licitação. Sobre os gastos de natureza sigilosa e secreta, Wilson Lima afirma que se prestam a missões de deputados ou servidores como “viagens ou diligências dentro das apurações de uma CPI”.

A explicação não é consenso para justificar a brecha dos gastos às escondidas nem entre os 24 deputados. José Antônio Reguffe, do PDT, é um dos que está em desacordo com a medida. “É inaceitável que na Câmara Legislativa existam despesas sigilosas, isso lembra aquela história nefasta dos cartões corporativos. É mais um desrespeito da Câmara com o contribuinte do DF”, considera Reguffe.

Raad será pauta na executiva do DEM

Câmara Legislativa em 12/05/2010 às 17:53

O líder do DEM na Câmara Legislativa, deputado Paulo Roriz, vai levar para a reunião da executiva do partido, na noite desta quarta-feira, uma queixa contra o colega de bancada Raad Massou.

Raad fez críticas, pela imprensa, ao recém formado bloco independente da casa, que conta com a participação do DEM.

Raad teria dito que o bloco é uma retaliação ao governo. Paulo Roriz considerou antipartidária a posição do colega.

Perguntas prontas na CPI

Câmara Legislativa em 12/05/2010 às 14:13
Sem Cristiano Araújo (PTB) para ocupar a quinta vaga ainda aberta, a CPI da Corrupção teve reunião de um só integrante na manhã desta quarta-feira (12). O relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT) abriu a sessão para fechá-la em seguida por falta de quórum. Tadeu, no entanto, segue com o trabalho da relatoria. Nesta tarde, tentará reunir as três assinaturas necessárias para enviar as perguntas por escrito às 41 autoridades convocadas para prestar esclarecimentos à comissão (veja lista aqui). Se conseguir, encaminha as perguntas ainda nesta quarta-feira.

Sindicato questiona sindicância

Câmara Legislativa em 12/05/2010 às 12:05

O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do DF (Sindical-DF), Adriano Campos, afirmou ao blog ter ficado surpreso com a sindicância aberta pela Mesa Diretora da Casa contra servidores que supostamente teriam participado da invasão do Legislativo no final do ano passado (leia aqui). Para o sindicato, esse processo é uma retaliação à participação da entidade não na ocupação, mas no movimento Fora Arruda.

Segundo Adriano, nenhum diretor do Sindical participou da ocupação da Casa. A atuação dos sindicalistas, respaldada em assembleia pela categoria, teria sido, principalmente, “no sentido de impedir a desocupação de forma violenta, evitando  desgaste ainda maior para a imagem da Câmara Legislativa, coisa que seria inevitável se a polícia agisse”.

“Participamos, sim, de todas as mesas de mediação e, finalmente, no dia da desocupação, estivemos à frente das negociações para permitir a saída tranquila dos estudantes. Nosso único objetivo foi garantir a segurança dos estudantes e evitar uma situação de conflito”, afirma o presidente do Sindical.

A entidade questiona ainda a forma como a comissão encarregada da sindicância está conduzindo o processo. Até o momento, a Casa não teria recebido o inquérito policial que investigou a ocupação. “Ou seja, nossos diretores e servidores foram arrolados num processo sem saber os motivos e critérios que os levaram a essa situação, sem, portanto, nenhum direito de manifestação respeitado. É uma situação que beira ao estado policial de exceção”, critica Adriano. “O Sindical não se intimidará diante de qualquer ato autoritário e permanecerá firme até que sejam apurados e responsabilizados todos aqueles que praticam a corrupção no DF”, conclui o sindicalista.

Renovação na Câmara

Câmara Legislativa em 12/05/2010 às 6:41

Da coluna do jornalista Claudio Humberto: Na próxima eleição, segundo avaliação do instituto Soma, a renovação da Câmara Legislativa do DF pode igualar ou superar os 63% de 2006, quando quinze novos deputados foram eleitos, em um total de 24.

Para o instituto Soma, oito dos deputados enrolados no DEMsalão podem voltar à Câmara do DF, incluindo Leonardo Prudente, aquele do dinheiro nas meias, e Júnior Brunelli, o da oração da pilantragem.

Outros citados no escândalo da Caixa de Pandora têm “densidade eleitoral” para retornar à Câmara Legislativa, avalia o Soma: Benedito Domingos (PP), Milton Barbosa (tucano, irmão de Durval Barbosa, o delator), Dr. Charles e Rôney Nemer (PMDB) e Benicio Tavares (PTB).

Em busca de um presidente

Câmara Legislativa em 12/05/2010 às 6:31

Do Correio Braziliense: Há um mês sem presidente, desde a saída de Eliana Pedrosa (DEM), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan da Câmara Legislativa tentará hoje, mais uma vez, eleger um nome para o cargo. O último acordo para colocar um integrante da comissão na vaga teria perdido validade depois do depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF Durval Barbosa à Comissão de Ética. Ele citou o deputado Batista das Cooperativas (PRP) — que até então era cotado para ocupar a Presidência — como um dos recebedores de propina para votar a favor de projetos de interesse do Executivo.

O distrital tem interesse em ocupar o cargo para ter mais força de negociação com o governador Rogério Rosso (PMDB), que presidiu a Codeplan até poucos dias depois da divulgação das denúncias da Operação Caixa de Pandora, em novembro de 2009. Batista decidiu de última hora votar no peemedebista na eleição indireta para governador do DF, mas teria ficado contrariado por ter sido preterido em indicações feitas pelo Executivo. Mesmo após as acusações de Durval, o deputado mantém a candidatura à Presidência da CPI.

Se o nome de Batista não vingar, a tarefa de definir o novo presidente será na base da eliminação. Paulo Tadeu (PT) está impedido porque já é o relator e Raimundo Ribeiro (PSDB) declarou que não quer a função. Sobram os governistas Aguinaldo de Jesus (PRB) e Cristiano Araújo (PTB). O petebista foi indicado para integrar a comissão pelo presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), mas até ontem à noite ainda não tinha decidido se iria se juntar aos colegas. O deputado chegou a dizer que não assumiria, mas preferiu aguardar a bênção de Rogério Rosso para entrar na comissão. “Se ele não aceitar, faço outra indicação”, afirmou o presidente da Casa.

Enquanto a CPI tenta sobreviver, técnicos continuam a analisar as informações obtidas nos documentos recebidos da Codeplan e no cadastro dos gastos do GDF. Eles finalizam hoje os questionários que serão enviados para 41 pessoas, entre elas os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz (PSC), deputados distritais e secretários de Estado.

Oposição B na Câmara

Câmara Legislativa, GDF em 12/05/2010 às 6:25

Do Correio Braziliense: A correlação de forças na Câmara Legislativa começa a ser definida. O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), anunciou ontem a formação de um “bloco independente” ao governo, composto por ele e outro cinco distritais ex-governistas: Jaqueline Roriz (PMN), Milton Barbosa (PSDB), Raimundo Ribeiro (PSDB), Paulo Roriz (DEM), Eliana Pedrosa (DEM). O novo grupo foi fechado durante um almoço no Carpe Diem, na Asa Sul.

“Somos um bloco independente que está preocupado com a situação de Brasília. Não vamos ficar olhando para os nossos umbigos pensando nas eleições de outubro. Esse é um caminho inverso ao do povo”, justificou o presidente. Na prática, a formação deverá atuar como oposição ao novo governo.

Integrantes do novo bloco foram os primeiros a chegar ao plenário para a sessão ordinária de ontem, que não durou 10 minutos. Lima abriu e encerrou a sessão por falta de quorum. Ao todo, contando com três deputados que estavam na Comissão de Direito do Consumidor no mesmo horário, dos 24 distritais, apenas oito compareceram. “Quero saber se a campanha (política) já começou. Os deputados precisam tocar as coisas na Casa”, criticou Paulo Roriz. Ele sugeriu ao presidente que reunisse os líderes partidários para acertar uma agenda de votações no plenário. “São sempre os mesmos que faltam à sessão. Acho que eles (deputados governistas) estão mais preocupados com os acertos (eleitorais) com o governo”, avaliou Wilson Lima.

O democrata Raad Massouh deixou claro que não faz parte do bloco independente. “Não fui convidado para o almoço e, mesmo que fosse, não iria. Não quero fazer apoio nem oposição antes de dar oportunidade para o novo governo”, afirmou. O DEM tem reunião da executiva regional hoje para discutir a relação com o governo Rosso e outros assuntos.

O líder do PT, Paulo Tadeu, chamou o novo bloco de “oposição B”. “Nós é que somos a oposição”, disse. Na semana passada, o discurso em plenário dele e do vice-presidente da Casa, Cabo Patrício, sinalizou que o partido, até então, não teria batido o martelo sobre a aliança com o PMDB. Os petistas atacaram a lentidão do governador Rogério Rosso (PMDB) para cumprir os compromissos firmados na Carta de Brasília, assinada por 10 partidos e apresentada durante a eleição indireta para o Buriti como condição para apoio político. No entanto, a oposição petista na Câmara pode ser revista na convenção do partido.

PR e PSC
O novo bloco de oposição na Câmara é um reflexo dos acordos políticos feitos fora do âmbito legislativo. O PR anunciou ontem apoio ao PSC, que tem como presidente de honra Joaquim Roriz. Isso confirma a presença do deputado federal Jofran Frejat (PR) como pré-candidato a vice-governador na chapa de Roriz. A dobradinha pretende puxar os votos do pré-candidato do PT, Agnelo Queiroz. A saúde pública será tema tanto do palanque do petista quanto de Frejat, que já foi secretário de Saúde do DF várias vezes.

Sindicância contra servidores

Cidades, Câmara Legislativa em 11/05/2010 às 17:45

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa abriu esta semana uma sindicância interna para apurar a suposta participação de oito servidores na invasão da Casa por estudantes em dezembro do ano passado. A acusação é de que os servidores teriam ajudado os estudantes e teriam sido flagrados nas filmagens da invasão participando do movimento. Entre os investigados estão integrantes do sindicado, servidores de carreira e funcionários do gabiente dos parlamentares petistas Erika Kokay e Paulo Tadeu.

Aberta quatro meses depois do incidente, a sindicância está sendo vista pelos servidores da Casa como perseguição por parte dos distritais. Principalmente depois que o vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT), garantiu em solenidade na Casa na manhã desta terça-feira de que os servidores serão punidos. Patrício foi muito cobrado pelo partido por concordar com a sindicância contra funcionários dos colegas. Questionou apenas se, se fosse em gabinetes democratas, o partido iria concordar com a investigação. O líder do PT, Paulo Tadeu, se disse surpreso com a sindicância e prometeu conversar com a Mesa Diretora sobre o caso.

Bloco independente consolidado

Câmara Legislativa, GDF em 11/05/2010 às 15:49

Presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), confirmou a criação de um bloco “independente” na Casa. O bloco é formado pelo próprio Lima mais os dois tucanos Raimundo Ribeiro e Milton Barbosa, Jaqueline Roriz (PMN) e os democratas Paulo Roriz e Eliana Pedrosa. O grupo não quis anunciar uma “oposição” pura e simples. Preferiu defender uam postura ” independente” e “séria”. O acordo foi firmado em um almoço nesta tarde, no restaurante Carpe Diem da Asa Sul.

Ex-governistas discutem bloco de oposição

Câmara Legislativa, GDF em 11/05/2010 às 11:29

Ex-governistas derrotados na eleição indireta para governador do Distrito Federal se reúnem nesta terça-feira (11), em um almoço, para discutir a composição de um bloco de oposição na Câmara Legislativa. PSDB, DEM, PR e PMN tentam encontrar uma forma de atuar dentro da Casa, principalmente agora que a base governista foi consolidada sem levá-los em consideração.

A intenção de criar um bloco independente vem sendo defendida pela distrital Jaqueline Roriz (PMN) há algumas semanas. Integrantes de alguns dos partidos que integrariam o bloco, porém, estão resistentes a se colocar na oposição e romper definitivamente com o governo. Raad Massouh (DEM), por exemplo, não quer tomar partido. Eliana Pedrosa (DEM) e Milton Barbosa (PSDB) defendem uma posição mais branda. A discussão desta terça ainda promete render.

Reunião para escolha do presidente

Câmara Legislativa em 11/05/2010 às 10:50

Com novo integrante, CPI da Corrupção se reúne nesta quarta-feira (12), às 10h, para eleger o novo presidente e o novo vice da comissão. O relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT) afirma que, apesar dos altos e baixos da comissão, ele segue com o trabalho da relatoria e promete entregar o relatório final para aprovação dos colegas em julho.

Cristiano entra na CPI

Câmara Legislativa, GDF em 11/05/2010 às 10:46

O petebista Cristiano Araújo é o mais novo integrante da CPI da Corrupção na Câmara Legislativa. A indicação está publicada no Diário da Câmara Legislativa desta terça-feira (11). A nomeação de Cristiano para a CPI fortalece a base governista na comissão, que também conta com Aguinaldo de Jesus (PRB). Os outros três integrantes são Paulo Tadeu (PT), Raimundo Ribeiro (PSDC) e Batista da Cooperativas (PRP).

Esvaziada pelos próprios governistas, que tentaram enterrar a CPI por falta de integrantes, a comissão foi ressuscitada depois que o distrital Batista das Cooperativas, em crise com o novo governo, candidatou-se à presidência da comissão, com a ameaça de transformá-la num calo para o Executivo. Com Batista e dois distritais menos “alinhados” com o GDF - Paulo Tadeu e Raimundo Ribeiro -, além de dois cargos vagos, que poderiam ser ocupados por mais oposicionistas, a comissão poderia realmente virar uma dor de cabeça para o governo. Antes que isso acontecesse, os governistas retomaram seus postos e prometem reconquistar Batista. Assim voltam a ter o comando da CPI e seguem para a campanha sem sustos.

Update: Cristiano anunciou que não vai assumir a vaga. Segundo ele, foi escolhido a sua revelia.

Eurides entrega planilha de eventos

Câmara Legislativa em 11/05/2010 às 7:59

Do Correio Braziliense: A deputada Eurides Brito (PMDB) apresentou ontem à Comissão de Ética da Câmara Legislativa uma planilha com o suposto calendário das reuniões de apoio ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC) na campanha política de 2006. Ela reafirmou que recebeu R$ 30 mil para realizar 12 reuniões durante a pré-campanha do então candidato ao Senado, entre maio e junho daquele ano. A distrital, que responde a um processo de quebra de decoro parlamentar por ter sido filmada pelo ex-secretário de Relações Institucionais do GDF Durval Barbosa colocando maços de dinheiro na bolsa, mostrou fotografias que, segundo ela, comprovam a continuidade das reuniões em prol da candidatura de Roriz durante o segundo semestre de 2006. Eurides disse que o ex-governador não aparece nas fotos porque ele “não frequentava os encontros de massa”.

As novas contribuições de Eurides confirmam, mais uma vez, a contradição entre as versões sobre a origem do dinheiro recebido pela deputada. Em resposta escrita à relatora do processo, deputada Érika Kokay (PT), na semana passada, Roriz negou com ênfase que teria ressarcido a peemedebista pelo gasto com as despesas das supostas reuniões durante a campanha de 2006. O ex-governador disse que, à época, as relações entre ele e Eurides estavam estremecidas. A distrital confirmou ontem o “estremecimento”, mas destacou que o sentimento ruim não durou mais que dois dias.

“Roriz chamou a mim, ao Odilon (Aires) e ao Benício (Tavares) e perguntou-nos se não daria para abandonar a campanha do Arruda (ex-governador José Roberto Arruda). Nós três dissemos que não. E ficou tudo bem. Apenas a mim, ele (Roriz) disse que iria me derrotar. Voltei dois dias depois, porque fiquei magoada. Nos acertamos e pedi que ele pagasse as despesas de maio e junho (de 2006). Foi feito então o pagamento de R$ 30 mil que o vídeo mostra”, explicou Eurides.

Na planilha, no entanto, a data do “estremecimento” entre os aliados políticos está detalhada entre 10 junho a 14 de julho de 2006. “Fiz às pressas, na hora do almoço, a planilha”, disse a distrital.

Para esclarecer se realmente ocorreu a reunião em que Roriz disse que derrotaria Eurides, o distrital Benício Tavares (PMDB) e o ex-deputado Odilon Aires serão convidados a depor na Comissão de Ética. A sugestão feita pelo deputado Raimundo Ribeiro (PMDB) pode não ser aceita pelas novas testemunhas. Confirmar se a relação entre Roriz e Eurides estava realmente estremecida em 2006 é um questão importante para constar no relatório de Érika Kokay. “Existem contradições que precisam ser esclarecidas. É estranho que a deputada apresente fotos das reuniões no segundo semestre de 2006, mas não tenha nenhum registro das reuniões da pré-campanha”, avaliou a petista.

Apesar de ter tido uma relação próxima a Eurides durante 17 anos, a ex-secretária de Educação Wandercy Camargo não soube informar, ontem, em depoimento à comissão, se a deputada trabalhou em prol de Roriz na campanha de 2006. A testemunha convidada por Érika contou apenas que soube do “estremecimento entre os dois políticos” e que ouviu da própria Eurides que a deputada apoiaria José Roberto Arruda em 2006. Wandercy disse que, a partir de 2002, a amizade com a distrital foi esfriando e elas se afastaram naturalmente.

“Não era mais uma pessoa da confiança dela (Eurides)”, disse, apesar de ter lembrado que foi grande colaboradora durante as campanhas da distrital. O depoimento final de Eurides foi agendado para a próxima sexta-feira.

Distrital lança livro sobre consumidor

Cidades, Câmara Legislativa em 10/05/2010 às 20:13

O deputado distrital Chico Leite (PT), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara Legislativa, lança livro sobre defesa do consumidor nesta terça-feira (11). A obra “Direito do Consumidor em Debate” é uma coletânea de artigos produzidos a partir das principais discussões realizadas pelo Fórum de Defesa do Consumidor, presidido pelo distrital, que reúne Ministério Público, Procon/DF, Delegacia do Consumidor, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor - Ministério da Justiça, Defensoria Pública.

O lançamento, que contará com palestra  do parlamentar sobre o tema, será na Universidade Católica,  às 19h30. O livro será distribuído gratuitamente.

Eurides, Benício e Odilon devem depor

Câmara Legislativa em 10/05/2010 às 17:31

A Comissão de Ética da Câmara Legislativa vai convocar para depor o deputado distrital Benício Tavares e o presidente do INAS, Odilon Aires, no processo por quebra de decoro da distrital Eurides Brito (PMDB). A sugestão foi feita pelo deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) na esperança de que os dois peemedebistas esclareçam a real relação da colega Euride com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Benício e Odilon teriam visto Roriz dizer a Eurides que ela perderia a eleição, declaração que comprovaria a tese dos rorizistas de que os dois estavam rompidos na campanha e não haveria porque Roriz ter dado dinheiro a eventos da peemedebista.

A aliados, a deputada teria questionado qual a importância desse desentendimento para o processo contra ela. A relatora do caso, deputada Erika Kokay (PT) acredita, no entanto, que a comprovação do estremecimento entre Eurides e Roriz coloca em xeque a defesa da peemedebista: por que um candidato pagaria eventos de campanha a outro candidato com quem está brigado?

Erika Kokay pretende voltar ainda esta semana ao Ministério Público, para saber do andamento do laudo do vídeo em que Eurides aparece recebendo dinheiro de Durval Barbosa. A petista também deve ir ao antigo escritório do ex-secretário, a pedido da própria Eurides, que deve ser a próxima a depor na Comissão, nesta sexta-feira (14).

Leitores acreditam que CPI é útil

Blog, Câmara Legislativa em 10/05/2010 às 10:36

Apesar de continuar aos trancos e barrancos - há quase 10 dias sem reuniões - a CPI da Corrupção da Câmara Legislativa ainda é considerada importante. Em enquete da semana deste blog, 67% dos leitores afirmaram que os distritais também precisam investigar as denúncias da Operação Caixa de Pandora. Quanto mais frentes de trabalho no caso, melhor, defendem.

Já 33% acreditam que a CPI não tem mais utilidade. Como a Polícia Federal e o Ministério Público já estão investigando, e estão mais adiantados do que os distritais, o trabalho na comissão não acrescentaria nada de novo.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

PDOT em risco

Cidades, Câmara Legislativa em 08/05/2010 às 15:17

Está nas mãos do deputado distrital Paulo Roriz (DEM) a relatoria, na Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara Legislativa, do projeto de lei complementar que revoga a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). A proposta, assinada pelos quatro parlamentares petistas, anula o restante do projeto do PDOT, que sobreviveu à decisão da Justiça - em abril, o TJDF declarou inconstitucionais 60 trechos da proposta.

A relatoria de Roriz, porém, ainda é uma icógnita. Ex-base governista e integrante de um partido que não se posicionou como situação ou oposição, o parlamentar tem nas mãos um projeto que, aprovado, poderia dar muita dor de cabeça ao governo. Com o PDOT anulado, boa parte dos programas de expansão habitacional já em andamento poderiam ser interrompidos.

Para evitar surpresas, a base governista precisa estar afinada, como promete atuar a partir da próxima semana, para evitar o avanço da proposta na Casa. Porque loucura para comprar a briga, Roriz parece ter. Ainda mais com apoio da oposição tradicional, autora do projeto. Quando relatou outro projeto polêmico - o da regularização de projetos de igreja, em 2008 - o distrital, que andava insatisfeito com o GDF, revelou as inúmeras irregularidades existentes no projeto, abrindo uma caixa-preta que os colegas insistiam em querer aprovar. (Para quem não lembra, entre os terrenos supostamente de igrejas, a serem regularizados, havia até apartamento no Sudoeste).

A pergunta agora é se tem vontade política para isso.

Depoimentos complicam Eurides

Câmara Legislativa em 08/05/2010 às 7:54

Do Correio Braziliense: A versão de Eurides Brito (PMDB) para explicar o dinheiro, entregue por Durval Barbosa, que a distrital colocou na bolsa até agora não encontrou eco em nenhuma das oito testemunhas ouvidas pela Comissão de Ética da Câmara Legislativa. Em resposta por escrito a sete questões elaboradas pela relatora do processo de quebra de decoro contra a parlamentar, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) negou com ênfase o relato da deputada, segundo o qual os maços de dinheiro flagrados no vídeo gravado pelo ex-secretário de Relações Institucionais foram enviados a mando de Roriz para acerto de contas da campanha de 2006. Sem encontrar respaldo nos depoimentos realizados até agora, torna-se cada vez mais provável um relatório que sugira ao plenário a cassação do mandato da deputada.

No questionário respondido por Roriz à relatora do processo, Érika Kokay (PT), o ex-governador afirma que em 2006 suas relações com a deputada estavam estremecidas. Segundo o então candidato ao Senado, o distanciamento teria ocorrido em virtude da opção de Eurides em apoiar a chapa de José Roberto Arruda (sem partido). Naquela época, o PMDB ficou rachado entre os que se uniriam ao PSDB em prol de Maria de Lourdes Abadia e aqueles favoráveis à eleição de Arruda. A direção nacional do partido chegou a nomear um interventor, na época o deputado Tadeu Filippelli (PMDB).

Roriz afirmou, em documento com reconhecimento de firma em cartório, que “não, jamais, nunca” recebeu por parte de Eurides uma planilha ou orçamento contendo as despesas realizadas pela deputada durante a pré-campanha de 2006. O ex-governador diz ainda que “nunca assumiu compromisso de ressarcir despesas da então candidata”.

Na semana passada, o assessor de campanha de Roriz Watanábio Brandão afirmou desconhecer qualquer tipo de ajuda financeira de Roriz a Eurides. E disse ainda que, na função de coordenador de campanha, dificilmente não tomaria conhecimento de um evento patrocinado pelo ex-governador. Para manter a versão, Eurides afirmou que, devido ao grau de intimidade com o ex-governador, nunca precisou de intermediários.

As respostas de Roriz se somam a uma série de relatos que ou desmentem a história contada por Eurides ou simplesmente não a confirmam. Dos oito depoimentos colhidos pela Comissão de Ética da Câmara, quatro foram sugestões da própria Eurides. Entre as quais o testemunho da merendeira aposentada pela rede pública de ensino Leondina Ribeiro de Couto. A servidora foi ouvida ontem. Mas o pouco que recordou sobre o episódio das reuniões feitas por Eurides quase nada contribuíram para reforçar a tese da distrital.

A merendeira confirmou que realizou um almoço na campanha de 2006 em sua chácara, no Gama, com o objetivo de divulgar o nome de Eurides para a Câmara Legislativa e de Joaquim Roriz para o Senado. Mas Leondina disse desconhecer quem pagou pelo almoço, que teria sido preparado e servido por uma empresa contratada por intermédio da deputada. Ela recordou, no entanto, que Roriz não havia comparecido ao evento, como havia sido combinado.

O ex-diretor financeiro da Terracap Ildeu de Oliveira também falou ontem à Comissão de Ética da Câmara. Integrante da executiva do PMDB em 2006, Ildeu contou os bastidores de uma reunião no auge da crise do partido em que estavam presentes Roriz e Eurides. Na ocasião, o ex-governador teria declarado publicamente o rompimento com a distrital. Segundo o ex-diretor da Terracap, Roriz teria dito que derrotaria Eurides. Ele chegou a comentar que não entendia por que o comentário foi direcionado apenas à deputada, já que outros partidários estavam na mesma situação. Nesse momento, Eurides deixou escapar que também não entendia a postura do ex-governador.

Os depoimentos, entre os quais o de Durval Barbosa, que deu detalhes sobre o suposto pagamento da mesada a deputada só complicaram a vida da distrital, que resistiu à ideia de renunciar. Durval chamou Eurides de mentirosa e acrescentou que ele próprio pagou a ela 48 parcelas de R$ 30 mil entre 2003 e 2006. Depois disso, o repasse teria continuado por meio do ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel. Na semana que vem, será a vez da ex-secretária de Educação, Vanderci Camargo, ser ouvida pela Comissão de Ética da Câmara. A oitiva está agendada para segunda-feira, às 14h.

PR banca candidatura de Lima

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 08/05/2010 às 7:51

Do Correio Braziliense: O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), vai tentar um novo mandato de deputado distrital nas eleições de 3 de outubro. Ele estuda uma estratégia para conseguir o aval da Justiça Eleitoral nessa empreitada. Em tese, o distrital, que esteve no comando do Governo do Distrito Federal após o prazo de desicompatibilização do Executivo, não poderia concorrer a nenhum outro cargo nas próximas eleições, a não ser para o de governador. A legislação eleitoral estabelece que os candidatos a cargos no Legislativo não podem ocupar funções públicas no período de seis meses antes da data do pleito.

O PR, segundo o presidente regional do partido, Izalci Lucas, poderá fazer uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no Distrito Federal sobre a possibilidade de Wilson Lima concorrer em outubro. O argumento dos advogados da legenda é de que Lima exerceu o cargo de governador até 19 de abril — data na qual Rogério Rosso assumiu o mandato-tampão — como uma obrigação por estar, como presidente do Legislativo local, na linha sucessória do Executivo.

Dessa forma, ele não poderia, segundo defende o PR, ser prejudicado com a inelegibilidade nas próximas eleições. Outro caminho seria registrar a candidatura de Wilson para distrital e aguardar algum pedido de impugnação que, então, seria combatido pelos advogados.

Tribunal de Contas
Em 3 de abril, data-limite para deixar a função no GDF, Wilson Lima decidiu ficar no cargo porque apostou que conseguiria vencer a eleição indireta ocorrida no dia 17 do mesmo mês. Ele preferiu ficar mais oito meses à frente do Palácio do Buriti a tentar se reeleger como distrital. No entanto, foi derrotado no embate na Câmara e reassumiu a Presidência da Casa. Entre os planos de Wilson Lima, estava ainda a nomeação como conselheiro do Tribunal de Contas do DF na vaga aberta há duas semanas com a aposentadoria de Jorge Caetano. Mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pertencia a um integrante do Ministério Público de Contas. Na última quinta-feira, o procurador Inácio Magalhães Filho assumiu o gabinete, depois de ter o nome aprovado com o voto de 18 deputados distritais.

Roriz nega pagamento a Eurides

Câmara Legislativa em 07/05/2010 às 18:19

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) entregou oficialmente à Comissão de Ética da Câmara Legislativa suas respostas às perguntas que recebeu por escrito da comissão. As perguntas foram feitas pela deputada Erika Kokay (PT), relatora do processo por quebra de decoro contra a peemedebista Eurides Brito, como forma de esclarecer pontos da defesa da deputada. Eurides afirma que o dinheiro que recebeu de Durval Barbosa foi entregue a mando de Roriz, em um ressarcimento a gastos que ela, Eurides, teve com eventos conjuntos na campanha de 2006. Confira:

1. À época dos fatos relatados, houve alguma reunião de Vossa Senhoria com a Deputada Eurides Brito, com o intuito de chegarem a um acordo acerca da opção política da deputada, com apoio a sua candidatura ao Senado e ao candidato ao Governo do GDF, Sr. José Roberto Arruda?

Roriz: No primeiro semestre de 2006 eu tentava lançar um candidato de unidade do Governo. Porém o então PFL, hoje DEM, decidiu concorrer ao pleito de 2006 com uma chapa própria, chamada de “puro sangue”, para governador e vice-governador. Com isso, o meu partido na época, decidiu fazer uma coligação com o PSDB para apoiar a vice-governadora Maria de Lourdes Abadia. Houve, naturalmente, resistências no PMDB, que ficou dividido politicamente.

Por conta disso, participei de reuniões partidárias que contaram com a presença de deputados distritais do partido, inclusive a deputada distrital Eurides Brito. No entanto, não chegamos  a um acordo, o que inclusive levou a uma intervenção da direção nacional do partido no PMDB do Distrito Federal, com meu apoio, para garantir a coligação com o PSDB de Maria de Lourdes Abadia. Na ocasião, o interventor nomeado foi o deputado federal Tadeu Filippelli.

Depois disso, o partido, em convenção, decidiu apoiar a chapa Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e Maurício Corrêa (PMDB), com o meu nome para o Senado da República.

2. À época dos fatos relatados, Vossa Senhoria solicitou a Deputada Eurides Brito que promovesse reuniões com a finalidade de esclarecer a seus eleitores o seu apoio político à candidatura de Vossa Senhoria e ao candidato de outro partido ao governo do GDF?

Roriz: Não. Participei de inúmeras reuniões públicas com a então candidata ao Governo do Distrito Federal em 2006, Maria de Lourdes Abadia, com o objetivo de pedir votos da população para a chapa que estávamos apoiando.

3. Houve o compromisso de Vossa Senhoria em ressarcir as despesas efetivadas pela Deputada Eurides Brito com essas reuniões políticas, realizadas na pré-campanha eleitoral de 2006, conforme relata?

Roriz: Não. Nunca assumi compromisso de ressarcimento de despesas da então candidata Eurides Brito.

4. Foi apresentada a Vossa Senhoria alguma planilha ou orçamento das despesas realizadas pela Deputada Eurides Brito com essas reuniões políticas na pré-campanha eleitoral de 2006?

Roriz: Não. Jamais. Nunca.

5. O referido pagamento para ressarcir tais despesas teria sido feito pelo senhor Durval Barbosa Rodrigues, autorizado por Vossa Senhoria, como afirma a Deputada Eurides Brito?

Roriz: Nunca. Só tomei conhecimento desses fatos recentemente, pela imprensa.

6. O ato do referido pagamento, caso tenha sido autorizado por Vossa Senhoria, foi o mesmo que aparece no vídeo, amplamente divulgado na mídia televisiva?

Roriz: Como disse anteriormente, soube desses fatos pela televisão, rádios, blogs e jornais.

7. A relação de Vossa Senhoria com a Deputada Eurides Brito no período da campanha eleitoral de 2006 estava na mais perfeita harmonia ou havia qualquer “estremecimento” à época?

Roriz: Pelos fatos narrados antes - a formação da chapa “puro sangue” do então PFL e a dissidência do PMDB contra a coligação com a chapa do PSDB - nossa relação política estava bastante estremecida. A deputada distrital Eurides Brito era uma das pessoas do PMDB contra a aliança com o PSDB e a candidatura de Maria de Lourdes Abadia. Ela apoiava o candidato José Roberto Arruda e eu a minha vice-governadora Maria de Lourdes Abadia. Divergimos sobre o assunto, aliás, como ela relatou para a mídia. Havia sim estremecimento.

Alírio é o líder

Câmara Legislativa, GDF, Política em 07/05/2010 às 17:54

Já está decidido: o líder do governo na Câmara Legislativa será o deputado distrital Alírio Neto (PPS). A bancada do governo, enfim, se acertou e promete chegar ao plenário afiada na próxima terça-feira para tocar os trabalhos na casa.

O desafio de encontrar um líder

Câmara Legislativa, GDF em 07/05/2010 às 11:54

Quase vinte dias depois de eleito, o governador do DF, Rogério Rosso, ainda não anunciou quem será o líder de sua bancada na Câmara Legislativa. A demora na escolha tem dois motivos principais. O primeiro é o desenho ainda indefinido da base governista. A nova relação de forças na Câmara Legislativa misturou antigos governistas e oposicionistas criando novas bancadas. Mas  boa parte dos distritais ainda não sabe como, ou não quer, se posicionar.

O PT se colocou na oposição. Assim como o PMN de Jaqueline Roriz. Mas democratas e tucanos ainda não se posicionaram oficialmente. Diante dos rumores de que o PSDB integraria um bloco de oposição com PMN e PR, tucanos se apressam em dizer que ainda é cedo para se posicionar. O mesmo se deu com os democratas.

De outro lado, a bancada considerada como base conta com PTB, PPS, PP, entre outras legendas ainda em dúvida e distritais sem partido. Dentre eles, ninguém quer se posicionar como líder de governo ainda em formação. O segundo motivo para a demora em sair um líder é o fato de os parlamentares temerem, principalmente, o desgaste político em ano eleitoral.

A onda agora é lilás

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 06/05/2010 às 17:38

A deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM) mudou de cor para sua campanha pela reeleição em outubro deste ano. Nada mais de apenas azul em suas ações. O tom agora será lilás. A mudança foi decidida depois de uma análise da equipa da deputada, sob o argumento de que lilás é a cor ideal para aproximar Eliana do eleitorado feminino, seu principal alvo para esta eleição. A nova cor já enfeita o site oficial da deputada - confira aqui.

Novos depoimentos na Comissão de Ética

Câmara Legislativa em 06/05/2010 às 17:07

A Comissão de Ética da Câmara Legislativa terá novos depoimentos nesta sexta-feira (7) dentro do processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Eurides Brito (PMDB). Desta vez serão ouvidas testemunhas de defesa de Eurides - as senhoras Leondina Ribeiro do Couto e Célia Cristina de Oliveira do Couto - que teriam participado da organização de eventos em apoio à peemedebista. A pedido da relatora do processo, deputada Erika Kokay (PT), será ouvido também  ex-presidente da Terracap Ildeu de Oliveira. Os depoimentos começam às 14h.

Postura de oposição novamente

Câmara Legislativa, GDF em 06/05/2010 às 11:06

Depois de 17 dias de governo, a bancada do PT na Câmara Legislativa decidiu qual será sua postura com relação ao novo governo de Rogério Rosso: os petistas vão ser oposição. Pelo menos foi o demonstrado nos últimos discursos feitos pela bancada no plenário da Casa. Na terça-feira (4), o vice-presidente da Câmara, Cabo Patrício, foi duro ao cobrar medidas do novo governador. “O governador ainda não mostrou a que veio. Uma série de bandidos continuam no governo”, criticou. Na quarta-feira (5) foi a vez do líder da bancada, Paulo Tadeu subir à tribuna para criticar o governo.

De posse da Carta de Brasília, compromisso assinado por 11 partidos para a condução do GDF, e lido por Rosso em sua cerimônia de posse, Tadeu pontuou uma a uma as ações que deveriam ter sido feitas, mas não foram. Auditoria no governo, publicização da contas, reavaliação do PDOT e do Setor Noroeste, enxugamento da máquina, adoção de um conselho de notáveis… nada foi implementado até agora.

“Nenhuma medida para viabilizar este compromisso foi tomada até hoje. Ao contrário, nomeações foram feitas para fortalecer grupos políticos”, acusou o petista.

Rigor na apuração do vazamento

Câmara Legislativa em 06/05/2010 às 9:55

A péssima repercussão provocada pelo depoimento do ex-secretário Durval Barbosa à Comissão de Ética da Câmara Legislativa fez com que a deputada distrital Erika Kokay (PT), a quem Durval deu o depoimento, pedisse à Polícia Legislativa rigor na apuração de quem vazou a transcrição da conversa à imprensa. A principal preocupação de Erika foi com o vazamento da transcrição da oitiva sem revisão. O documento original da taquigrafia continha o trecho em que a petista comenta ter ouvido da colega Eurides Brito (PMDB), em uma festa, que alguns distritais haviam recebido propina para aprovar um projeto. E esse relato acabou sendo um dos estopins da crise interna na Casa.

Consulta ao STJ

Câmara Legislativa, STJ em 06/05/2010 às 8:16

Do Correio Braziliense: A Mesa Diretora da Câmara Legislativa só decidirá pela representação de quebra de decoro parlamentar contra os deputados citados no depoimento de Durval Barbosa à Comissão de Ética após manifestação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os distritais querem saber se os colegas que foram apontados pelo ex-secretário como beneficiários de um suposto esquema de propina também estão citados no inquérito da Caixa de Pandora. No relato, Durval disse que Batista das Cooperativas (PRP) e Dr. Charles (PTB) receberam dinheiro e outras vantagens para aprovar projetos na Casa. O delator do escândalo de corrupção no DF disse também que há “petistas pecadores”.

O presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), disse que o pedido será encaminhado ao STJ o quanto antes. “O STJ pode apresentar nomes para a Casa tomar providências e apurar”, afirmou. Questionado se o pedido seria uma estratégia para ganhar tempo e deixar esfriar as denúncias contra os distritais e integrantes do PT, Lima retrucou: “Não podemos fazer a abertura do processo por ilações”.

A decisão de recorrer ao STJ foi determinada na reunião da Mesa Diretora que teve a participação de cinco deputados cujos nomes são citados por Durval no depoimento ou já foram em outras oitivas: Aylton Gomes (PR), Cristiano Araújo (PTB), Benedito Domingos (PP), Dr. Charles (PTB) e Geraldo Naves (sem partido). A Procuradoria-Geral da Câmara irá elaborar um parecer sobre o relato de Durval à Comissão de Ética, que está investigando o possível envolvimento da deputada Eurides Brito (PMDB) no esquema de pagamento de propina.

A Mesa Diretora também decidiu ontem que a mudança para a nova sede da Câmara Legislativa terá que ocorrer até 1º de julho. Os distritais derrubaram o veto do Executivo ao Projeto de Lei nº 637/200, que obriga o governo a comprar, no prazo de 72 horas, medicamentos em falta na rede pública. Com 16 votos favoráveis, a proposta dos deputados Chico Leite(PT) e Raimundo Ribeiro (PMDB) foi aprovada em plenário. Pelo texto, o próprio paciente poderá comprar o medicamento na farmácia e pedir o ressarcimento aos cofres públicos, desde que apresente a nota fiscal. Já a lei que regulariza quiosques foi analisada e alterada pelos deputados.

TCDF tem novo conselheiro

Câmara Legislativa, TCDF em 06/05/2010 às 8:12

Do Correio Braziliense: A Câmara Legislativa aprovou ontem, por 18 votos favoráveis, a indicação do procurador Inácio Magalhães para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). A votação ocorreu sem a participação da bancada do PT, que retirou-se do plenário em protesto contra o processo de escolha de Inácio. Ele foi indicado ao cargo pelo governador Rogério Rosso (PMDB), após a saída de Jorge Caetano, que se aposentou há duas semanas. Além dos petistas, o deputado Rôney Nemer (PMDB) também não estava presente no momento da votação. José Antônio Reguffe (PDT) preferiu se abster de votar no nome do novo conselheiro.

Inácio acompanhou a votação dentro do plenário. Quando o líder do PT, Paulo Tadeu, comunicou que a bancada do partido não iria participar da votação, amigos e familiares do novo conselheiro que estavam na galeria gritaram “fica, fica” para o petista, mas de nada adiantou. “Não concordamos com o método usado para a aprovação de Inácio. Preferimos sair a fazer o debate sobre o método feito pelos parlamentares”, disse Tadeu. Ao abster-se da votação, Reguffe justificou que defende que a vaga do TCDF seja preenchida por concurso público. “Quem vai julgar as contas do governo é uma pessoa indicada pelo governador”, criticou.

Alírio Neto (PPS), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Eliana Pedrosa (DEM) manifestaram-se a favor da escolha do novo conselheiro. O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), que tentou ser indicado pela vaga, mas não teve sucesso, disse que a nomeação de Inácio foi tratada de forma “hábil” na Câmara. O novo conselheiro desconsiderou as ponderações contrárias à aprovação dele. “As questões foram levantadas no âmbito judicial e conquistei a vitória. Respeito a posição do PT. Quanto à pecha de vinculação ao (Joaquim) Roriz, reafirmo que não tenho ligações partidárias”, afirmou Inácio.

O decreto do governador com a nomeação de Inácio deve ser publicado hoje no Diário Oficial do Distrito Federal. O cargo de conselheiro é cobiçado pelas vantagens que oferece. É um emprego para o resto da vida, com salário de R$ 22 mil — igual ao de um desembargador — e aposentadoria integral.

Abalo
A escolha de Rosso provocou o primeiro abalo nas relações do governador com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filipelli, e os distritais do PT na Câmara. Petistas e peemedebistas não aprovaram o nome do procurador por avaliarem que é próxima a ligação de Inácio com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que durante seu governo o indicou para procurador fora da lista tríplice exigida. Os deputados não gostaram também do apoio que o senador Gim Argello (PTB) deu a Inácio.

O processo de substituição do conselheiro Jorge Caetano foi questionado pela procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Márcia Farias, que entrou com mandado de segurança contestando a formação da lista tríplice. Além de Inácio, os procuradores Demóstenes Tres Albuquerque e Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira foram incluídos na relação. O desembargador Nívio Gonçalves concedeu liminar para suspender a lista sob o fundamento de que Inácio e Demóstenes não tinham o tempo mínimo de 10 anos na carreira, exigido pela Lei Orgânica do DF para transferência ao cargo de conselheiro. Na última terça-feira, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF derrubou liminar e autorizou todos os trâmites para o preenchimento da vaga.

Sindicato quer enxugamento de cargos

Câmara Legislativa em 05/05/2010 às 14:47

O Sindicato dos Servidores da Câmara Legislativa (Sindical) fez um protesto na hall da Casa nesta quarta-feira (5) reivindicando a reposição salarial dos servidores e uma reestruturação administrativa do Legislativo. O ponto principal da reestruturação seria o enxugamento dos cargos. A proposta está em negociação com a Mesa Diretora da Casa.

Presidente quer ser distrital

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 05/05/2010 às 8:02

Da coluna de Cláudio Humberto: O presidente da Câmara Legislativa e ex-governador interino do DF Wilson Lima (PR) bateu o martelo: é candidato a deputado distrital.

Comentário do blog: Lima estaria, inclusive, fazendo reuniões no Gama para conversas com eleitores. Só parece ter esquecido um detalhe - não se desincompatibilizou em abril, época em que ocupava o cargo de governador interino (relembre aqui). Tem argumentado a amigos e eleitores de que “cumpria uma missão” naquele momento e não pode agora ser punido por isso. Resta saber se a Justiça eleitoral vai entender seu momento missionário.

Sessão vira bate-boca

Câmara Legislativa em 05/05/2010 às 7:35

Do Correio Braziliense: Um dos trechos do depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa que causou repercussão na Câmara Legislativa partiu da própria deputada Érika Kokay (PT), relatora do processo por quebra de decoro contra a distrital Eurides Brito (PMDB), acusada de receber mesada para apoiar o governo. A petista contou a Durval que ouviu da peemedebista, ex-líder do governo Arruda, o relato de que vários governistas exigiam propina para aprovar projetos na Casa.

A conversa entre as duas teria ocorrido em maio do ano passado, na festa de aniversário do deputado Cristiano Araújo (PTB), dias antes da votação do projeto que criou o plano de saúde dos servidores do Governo do Distrito Federal.

Cristiano comemorou 26 anos em 11 de maio, uma segunda-feira, com um jantar em sua casa no Lago Sul no fim de semana anterior. Érika disse a Durval, segundo registro das notas taquigráficas da Casa, que Eurides lhe apontou na festa vários deputados que receberiam pagamento em troca de voto favorável à aprovação do projeto. Na terça-feira seguinte, como teria antecipado Eurides, 23 deputados votaram a favor da proposta que havia despertado um longo debate com técnicos do governo.

Na sessão, a Câmara aprovou o projeto em dois turnos e com redação final. Em entrevista ao Correio, Érika confirmou ontem que ouviu a história de Eurides.

O trecho em que petista descreve a suposta conversa com a peemedebista foi suprimido das notas taquigráficas depois da revisão da petista. Na primeira versão, Érika contou que Eurides apontou vários deputados presentes na festa como beneficiários da suposta propina (veja aqui). E citou os deputados Geraldo Naves (sem partido) e Rogério Ulysses (PSB).

Ontem, Érika Kokay explicou que retirou o trecho do documento porque não tinha certeza de datas e dos nomes de todos os governistas apontados por Eurides. “Só posso confirmar que ela me disse que havia propina para aprovar o projeto. E me surpreende a tranquilidade com que a deputada Eurides foge da verdade”, afirmou Érika Kokay.

As últimas denúncias feitas por Durval Barbosa na Comissão de Ética da Casa, na semana passada surtiram efeito explosivo ontem no plenário da Câmara Legislativa. O clima exaltado entre os parlamentares impediu qualquer tipo de votação, inclusive a da indicação do procurador Inácio Magalhães para a vaga do Tribunal de Contas do DF. Eurides e Naves chamaram Érika de “mentirosa”. Eles negaram as acusações de recebimento de propina feitas por Durval, criticaram o vazamento do conteúdo do relato para a imprensa e colocaram em xeque a maneira com que a petista conduz a investigação.

Bate e rebate
Eurides desqualificou as informações prestadas por Durval. Ela disse que está analisando e destacando as “incongruências, inverdades e coisas absurdas” ditas pelo ex-secretário. “Vou me manifestar no tempo oportuno. Ninguém vai fazer relatório antecipado”, ameaçou. A distrital afirmou já ter encontrado “quatro assuntos” descontextualizados no relato. Entre eles, está a parte que teria contado para Érika, durante uma festa, quais eram os deputados que recebiam propina.

“Nunca tive essa conversa. Tenho muito cuidado com quem converso”, alfinetou. Em outro momento, Eurides desafiou a deputada petista. “Se eu disse isso mesmo, ela foi conivente e faltou com a ética”, afirmou.

Naves subiu à tribuna para criticar a forma com que Érika colheu o depoimento de Durval. “Você é uma mentirosa”, acusou. Ele disse que a relatora não foi colher o depoimento e, sim, fazer um próprio relato. “Tenho certeza de que Eurides não falou para a senhora que tinha gente (deputados) recebendo propina”, afirmou. Érika insistiu na veracidade da conversa com Eurides.

Adiada aprovação de conselheiro

Câmara Legislativa, TCDF em 04/05/2010 às 18:00

A votação da indicação do novo conselheiro do Tribunal de Contas do DF, Inácio Magalhães, foi adiada para a sessão de quarta-feira (5) pelos deputados distritais. Prevista para entrar em plenário na tarde desta terça-feira (4), a proposta acabou provocando polêmica entre os parlamentares, não mais pela indicação do nome de Magalhães, mas pela forma açodada como seria votado na Casa, segundo a avaliaçãode alguns deputados. A preocupação com a pressa na aprovação - que provocou até bate-boca no plenário entre o presidente da Casa, Wilson Lima (PR), e o líder do PT, Paulo Tadeu, - acabou por adiar a votação para a sessão de quarta.

Mesa se reúne na quarta

Câmara Legislativa em 04/05/2010 às 17:55

Ficou para a manhã desta quarta-feira (5) a reunião da Mesa Diretora da Câmara Legislativa para discutir os pedidos de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra os distritais Dr. Charles (PTB) e Batista das Cooperativas (PRP), acusados por Durval Barbosa de envolvimento no suposto esquema de irregularidades do GDF. Na pauta da reunião também deve entrar a eleição de um novo corregedor para a Casa, cargo que, desde a saída de Junior Brunelli (PSC), está vago.

Relatora envia perguntas a Roriz

Câmara Legislativa em 04/05/2010 às 17:51

A deputada distrital Erika Kokay (PT) encaminhou nesta terça-feira (4) as perguntas por escrito ao ex-governador Joaquim Roriz sobre o suposto pedido do ex-governador para que a deputada distrital Eurides Brito (PMDB) promovesse eventos conjuntos para os dois na campanha de 2006. Os eventos justificam, segundo a defesa da distrital em seu processo por quebra de decoro parlamentar do qual Érika é relatora, o dinheiro recebido por Eurides de Durval Barbosa, flagrado em gravação feita pelo ex-secretário.

Ao todo, a petista faz sete questionamentos ao ex-governador:

1 - Se ele se reuniu com Eurides para discutir o apoio dela à candidatura de José Roberto Arruda ao GDF;

2 - Se ele pediu a Eurides que promovesse eventos para esclarecer o apoio da distrital à sua candidatura ao Senado;

3 - Se ele se comprometeu a ressarcir as despesas feitas nesses eventos;

4 - Se Eurides apresentou a ele alguma planilha ou orçamento dos custos desses eventos;

5 - Se esses ressarcimentos foram feitos via Durval Barbosa;

6 - Se o pagamento, caso tenha sido autorizado, é o mesmo flagrado nos vídeos de Durval, e;

7 - Se a relação entre ele e a deputada Eurides à época da campanha de 2006 estavam em harmonia ou com relações estremecidas.

Sabendo de antemão que o ex-governador deve desmentir sua defesa, a peemedebista já aceita uma acareação com o ex-governador. Roriz, no entanto, não aceitou vir á Câmara Legislativa pessoalmente.

TJDF derruba liminar

Câmara Legislativa, TCDF em 04/05/2010 às 15:53

O procurador Inácio Magalhães já chegou à Câmara Legislativa para conversar com os deputados distritais sobre a aprovação de sua indicação para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do DF. Magalhães veio trazer pessoalmente aos distritais a notícia de que o Tribunal de Justiça do DF derrubou, nesta tarde, a liminar que anulara a lista tríplice para indicação ao cargo.

O pedido havia sido feito pela procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCDF, Márcia Ferreira Farias na última sexta-feira (30) (leia aqui). O desembargador Nívio Gonçalves entendeu que havia argumentos para anular a lista. Por 11 a um, os desembargadores entenderam que a lista tinha validade.

Roriz deve manter contradições

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 04/05/2010 às 15:29

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) deve negar o pagamento de eventos de campanha a deputada distrital Eurides Brito (PMDB) em resposta oficial à Comissão de Ética da Câmara Legislativa. Pessoas próximas ao ex-governador apostam que ele dirá que sempre foi aliado da peemedebista, até o rompimento durante a campanha de 2006, quando ela apoio a candidatura para o GDF de José Roberto Arruda. A declaração vai confirmar o que disse Watanábio Brandão em depoimento à Comissão na segunda-feira (3).

Aliados do ex-governador lembram que, à época, houve até uma intervenção no PMDB por conta do racha no partido - um grupo queria apoiar Arruda, outro preferia manter o apoio à tucana Maria de Lourdes Abadia.

Há ainda a famosa frase que teria sido dita por Roriz a Eurides, no auge do estremecimento: “Você não vai ganhar a eleição”. A diferença é que, segundo os rorizistas, a briga entre os dois ocorreu antes da campanha, antes mesmo dos eventos citados por Eurides. Já a peemedebista garante que o estremecimento se deu depois no auge da campanha, a época do ressarcimento dos eventos já realizados.

“Por volta de agosto, eu disse a Roriz ‘fiz as reuniões que o senhor pediu, botei seu nome nos panfletos e o senhor não me pagou ainda’. O governador, que sempre me tratou gentilmente, pôs o  dedo na minha cara e disse ‘você não vai ganhar a eleição. No dia seguinte, recebi o telefonema do Durval para pegar o dinheiro’”, conta a parlamentar, em seu blog (veja aqui).

Pelo visto, as contradições vão continuar.

Cinco meses e nada de CAF

Câmara Legislativa em 04/05/2010 às 15:12

Prestes a terminar o primeiro semestre do ano legislativo, a Câmara Legislativa ainda não conseguiu entrar no ritmo normal do trabalho. Nesta terça-feira foi mais uma vez cancelada a reunião da Comissão de Assuntos Fundiários da Casa. Seria a primeira do ano, mas não houve quórum. A CAF é presidida pelo deputado Dr. Charles (PTB) e tem como integrantes Cabo Patrício (PT), Paulo Roriz (DEM), Benedito Domingos (PP) e Roney Nemer (PMDB).

Batista acredita em revanche

Câmara Legislativa, STJ em 04/05/2010 às 10:59

Diante das acusações feitas por Durval Barbosa contra ele, o deputado distrital Batista das Cooperativas (PRP) divulgou uma nota de esclarecimento com dois documentos obtidos por ele com o Superior Tribunal de Justiça. O primeiro é uma certidão oficial do tribunal afirmando que o nome dele não consta nos autos do Inquérito 650. De acordo com o documento, a única citação ao nome “Batista” ocorre na transcrição de um diálogo entre Durval Barbosa e o ex-secretário da Casa Civil José Geraldo Maciel.

A transcrição oficial do diálogo é o segundo documento usado na defesa de Batista. Na conversa, Durval e Maciel estão falando do projeto da Linha Verde e citam um “Alfredo Batista”. Parte do conteúdo da conversa foi excluído do documento entrege ao distrital por fazer parte da investigação sigilosa. Mas, logo após a citação deste Alfredo, Durval pergunta a Maciel se Batista (referindo-se ao parlamentar) havia “equilibrado”. “Depois de muita porrada ele está mais sei lá.. Oh rapaz que deu trabalho para a mãe dele”, brinca Maciel. Os dois então mudam de assunto.

Para Batista, os dois documentos são a prova de que ele não estaria envolvido nas denúncias da Caixa de Pandora. “Sabendo que poderia vir alguma revanche depois do modo como o tratei no depoimento da CPI (lembre aqui), eu já estava prevenido e pedi essa certidão ao STJ. As acusações de Durval não são verdadeiras”, garante o parlamentar.

O relato de Erika

Câmara Legislativa, GDF em 04/05/2010 às 7:43

Do blog da jornalista Ana Maria Campos: A deputada Érika Kokay (PT) também fez um relato a Durval Barbosa. Ela contou ter ouvido da própria Eurides Brito (PMDB), numa festa de aniversário do deputado Cristiano Araújo (PTB) que vários distritais recebiam pagamento para aprovar projetos na Câmara Legislativa.

Veja o relato:

Érika - Eu vou lhe dizer uma coisa: teve uma vez, eu estava num jantar, a deputada Eurides Brito estava também, e a gente estava com dificuldade para aprovar um projeto que era caro para os trabalhadores. Era a questão do plano de saúde. O Odilon é, inclusive, o presidente do instituto, não é? É isso. A gente tinha um projeto, os trabalhadores tinham concordado em terceirizar e tal, não sei o quê, enfim. Aí, nessa ocasião, os deputados não queriam aprovar, os governistas não queriam aprovar. Nós queríamos aprovar porque era um pleito dos trabalhadores e tal.

E aí ela me disse assim: esse aqui recebe, esse aqui está recebendo propina, esse está recebendo propina, esse está recebendo, e quinta-feira vai votar. E aí quinta-feira realmente votou. E ela apontou o Geraldo Naves que estava nesta reunião - era o aniversário do deputado Cristiano Araújo - apontou o Rogério Ulysses; apontou o… aí não me lembro mais quem. Apontou vários deputados que estavam ali: esse está recebendo, esse está recebendo, esse está recebendo, esse está recebendo para votar quinta-feira. E de fato se votou quinta-feira.

Agora os trabalhadores também ocuparam a Câmara e tal. O senhor tem noção de alguma coisa relativa ao INAS, essa… Odilon Aires? Essa… me ocorreu esse processo, mas o senhor não conheceu?

Durval - Não. Isso eu não tenho nenhum conhecimento desse fato…

Érika Kokay - Está bem.

Durval - Mas se ela falou…

Érika - É, só que ela falou, mas não se sustenta…

Durval - Hein?

Érika - Ela falou, mas não sustenta.

Durval - Se ela falou, mas você presenciou. Você é autoridade. Você pode colocar…

Érika - É…

Durval - … que você presenciou.

Érika - É.

Eurides teria levado R$ 1,4 mi

Câmara Legislativa, GDF em 04/05/2010 às 7:34

Do Correio Braziliense: Durval Barbosa complicou, e muito, a situação da distrital Eurides Brito (PMDB). Até onde se sabia, por relatos do próprio ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, a deputada havia recebido R$ 30 mil de propina. Cena que foi, inclusive, gravada e documentada como uma das evidências do esquema de corrupção relatado no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em novo depoimento, desta vez à Comissão de Ética da Câmara Legislativa, Durval acusa a parlamentar de ter recebido 48 parcelas de R$ 30 mil. Ou seja: R$ 1,4 milhão em espécie.

Durval afirma que os repasses ocorreram de 2003 a 2006 e que no governo de José Roberto Arruda (sem partido) os pagamentos se mantiveram, mas ficaram sob a responsabilidade do ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel.

As revelações de Durval são uma resposta à defesa de Eurides, que alega ter recebido os R$ 30 mil flagrados em vídeo a mando do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) com o objetivo de quitar dívidas de campanha. Boa parte das 51 páginas produzidas com o testemunho de Durval à relatora do processo de quebra de decoro contra Eurides, Érika Kokay (PT), são dedicadas a explicar a participação da distrital peemedebista no suposto esquema do mensalão.

O delator do escândalo que deu origem à Caixa de Pandora afirma, por exemplo, que gravou uma ocasião do acerto de contas com a distrital, mas poderia ter feito o mesmo outras 40 vezes.

Perguntado sobre a origem do dinheiro pago a Eurides, o ex-secretário de Relações Institucionais é certeiro: “Corrupção”. E acrescenta que “seria o retorno em relação aos contratos”.

Segundo Durval, Eurides sabia da procedência dos valores entregues por ele em função da existência de contratos na área de educação. Segundo o relato à Comissão de Ética da Câmara, Eurides não era operadora do esquema, mas se beneficiava dele, tendo “pleno conhecimento do que ocorria”. A distrital sempre teve ingerência na área de Educação. No primeiro mandato de Roriz, foi a secretária dessa pasta e, mesmo depois de deixar o cargo e voltar à Câmara, continuava indicando os nomes para o setor.

“Cara de pau”
Na versão apresentada pelo pivô do escândalo do mensalão que derrubou o governo Arruda, Eurides ficava à vontade para gastar o dinheiro como bem quisesse. “Não necessariamente na campanha. Podia ser de caráter particular, podia ser de… podia empregar onde quisesse. Agora, eu acredito que, no período da campanha, ela tenha empregado para fomentar a campanha. Agora, esse período todo foi campanha? Eu não acredito”, disse o depoente à Érika Kokay.

Durval chegou a chamar Eurides de “cara de pau” e “mentirosa”. “Depois de velho, eu acreditaria que ela, na condição de evangélica, poderia pegar uma passagem da Bíblia onde diz que ‘A verdade vos libertará’. E ela não vai conseguir se libertar porque não disse a verdade.” Sobre a hipótese de a deputada ter promovido eventos de campanha para Roriz em 2006, Durval achincalha: ‘Só se foi despacho de macumba, porque não acredito que uma pessoa esteja trabalhando para um candidato e fazendo promoção para outro”.

Eurides Brito rebateu as acusações, reforçando a versão de que recebeu dinheiro enviado por Roriz por intermédio de Durval para pagar eventos de campanha. “Se eu devesse alguma coisa a alguém não enfrentaria esse processo. Se estou aqui é porque tenho segurança da minha inocência.”

Seis anos de esquema

Câmara Legislativa, GDF em 04/05/2010 às 7:30

Do Correio Braziliense: Entre janeiro de 2003 e novembro de 2009, quando foi deflagrada a Operação Caixa de Pandora, Durval Barbosa admitiu ter recebido R$ 160 milhões em propinas para o esquema supostamente comandado pelo ex-governador José Roberto Arruda. Desse montante, R$ 60 milhões teriam sido desviados da Codeplan, de contratos com empresas de informática, durante o último mandato do ex-governador Joaquim Roriz, hoje no PSC. Já no governo Arruda, o valor teria chegado a R$ 100 milhões.

Com o depoimento prestado à deputada Érika Kokay, relatora do processo de possível quebra de decoro de Eurides, Durval confessou ter recebido o dinheiro pessoalmente. “Passou pela sua mão?”, questionou a petista. “Pela minha mão”, confirmou Durval.

O ex-secretário de Relações Institucionais do GDF disse que pagava alguns integrantes do suposto esquema, como a deputada Eurides Brito, Fábio Simão (ex-chefe de gabinete de Arruda) e o distrital Benício Tavares, todos do PMDB, a pedido do ex-governador. Ele negou que o pagamento feito em 2006, em que Eurides aparece em vídeo colocando o dinheiro na bolsa, tenha sido feito por recomendação de Roriz, como sustenta a peemedebista.

Durval contou que prestava contas a Arruda e disse que ele tinha o controle de tudo. “O negócio era estruturado, devidamente organizado, descentralizado, mas integrado”, descreveu. “Era uma organização criminosa, que funcionava com chefia, com time, funcionava com tudo”, acrescentou. De acordo com Durval, no governo Arruda, Fábio Simão deixou de ser beneficiário de mesada, como supostamente ocorria no governo Roriz, e se tornou operador. A própria Eurides teria passado a receber por outra fonte, o ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel.

Durval voltou a denunciar pagamento de propina para aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) e citou Eurides, relatora setorial do projeto, como uma das prováveis beneficiadas. Disse que empresários pagaram duas vezes. Uma vez para os distritais e outra para o governo. E explicou: “Ali tinha criação de algumas áreas, tinha a junção de alguns terrenos e mudanças de gabarito, tudo ao mesmo tempo, tinha uma loucura”.

O rolo compressor

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 04/05/2010 às 7:28

Do Correio Braziliense: As denúncias do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa não têm fim. Ele já prestou mais de 20 depoimentos ao Ministério Público e à Polícia Federal, mas toda vez que diz algo sobre o suposto esquema de corrupção instalado na capital do país provoca suspeitas de novos envolvidos na suposta distribuição de propina em troca de apoio ao governo de José Roberto Arruda. Na última quinta-feira, o colaborador da Operação Caixa de Pandora apontou mais dois deputados que seriam beneficiários de vantagens: Dr. Charles (PTB) e Batista das Cooperativas (PRP). E ainda mirou o PT. Disse, sem apontar nomes, que o partido também “tem os seus pecados” na ex-administração de Arruda.

Durante duas horas e meia, Durval prestou depoimento na última quinta-feira à vice-presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa, Érika Kokay (PT), nas dependências da Polícia Federal (PF). Convidado pela comissão para falar como testemunha do processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Eurides Brito (PMDB), Durval, ao responder a questionamentos da distrital petista, ampliou o foco. Disse que no suposto esquema de mensalão Dr. Charles tinha tratamento diferenciado em relação a outros deputados. Recebia entre R$ 80 mil e R$ 100 mil por mês para apoiar o governo. Batista também tinha relação especial, segundo Durval. Além do mensalão, o distrital do PRP tinha outros interesses e era “recebedor, beneficiário de muita coisa”.

Érika Kokay quis saber por que até o momento o envolvimento de Dr. Charles e Batista das Cooperativas não havia sido apontado no Inquérito nº 650, em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Durval garantiu que novidades sobre essas acusações ainda virão à tona. O relatório final da Polícia Federal sobre as buscas e apreensões feitas durante a Operação Caixa de Pandora ainda não está concluído, tampouco a denúncia que a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge, responsável pelo caso, deverá apresentar contra Arruda e vários deputados distritais. “Estão nas ações. Não se preocupe. Eu falei naquele dia (depoimento à CPI da Codeplan) que isso é um rolo compressor. Ele vem devagar, vem amassando tudo, vem destruindo tudo”, afirmou Durval.

Insinuações
Durante o depoimento, Durval lamentou ter apoiado Arruda, mas disse que Érika Kokay não poderia se vangloriar de não tê-lo apoiado e insinuou que integrantes do PT teriam mantido relações promíscuas com o governo Arruda. Durval disse ainda que Érika tem um “passado limpo”, mas outros petistas, não. O ex-presidente do PT-DF Chico Vigilante teria ficado sabendo na casa do jornalista Edson Sombra, amigo e companheiro de Durval nas denúncias da Operação Caixa de Pandora, sobre “os pecados” de petistas. E teria chorado. “Ele sabe. Ele confia em mim. Ele confia em mim. Ele confia no Sombra”, disse Durval.

Vigilante confirmou que tem ido à casa de Sombra, na Asa Norte, inclusive para almoçar, o que aconteceu, por exemplo, na última sexta-feira, quando comeram galinha cabidela. Mas nega que tenha se abalado ou tomado conhecimento de qualquer denúncia relacionada a seu partido. “Se tem uma coisa que não me comove é corrupção. Corrupto não é meu amigo e nem é protegido por mim. Se houver algum petista envolvido, serei o primeiro a pedir a sua expulsão”, sustentou Vigilante. “Vou pedir à direção do PT que exija de Durval os nomes de petistas envolvidos. Não se pode jogar uma suspeição assim sobre o partido. Quero saber quem são os pecadores”, acrescentou. Sombra não quis comentar o teor da conversa com Vigilante.

Respostas
Dr. Charles negou que tenha recebido qualquer quantia de Durval. Ele considerou as acusações do ex-secretário de Relações Insticuionais “hilárias”. Disse que na gestão Arruda mantinha uma conduta que desagradava o governo. “Votei contra várias matérias, assinei a favor da criação das CPIs e do BRB. Então, não faz o menor sentido falar que recebia dinheiro para colaborar com o governo”, alegou. Dr. Charles disse que vai processar Durval por calúnia e difamação “mesmo se ele tivesse falado que eu fiquei com oito centavos”.

Batista das Cooperativas afirmou ter em mãos um atestado expedido pelo ex-ministro Fernando Gonçalves, ex-relator do Inquérito nº 650 do STJ, de que ele não está sob investigação. Em nota, Batista afirmou que a Coordenadora da Corte Especial do STJ, Vânia Maria Soares Rocha, emitiu certificado onde, em pesquisa realizada no processo, foi encontrada apenas uma vez a palavra Batista e esta não se refere ao distrital. “Sinto-me isento de qualquer acusação que venha a sofrer por parte do senhor Durval Barbosa. Vejo com estranheza o crédito que a imprensa tem dado a este senhor”, afirmou Batista.

Confronto entre Batista e Erika

Câmara Legislativa em 03/05/2010 às 18:11

A deputada distrital Erika Kokay (PT) classificou de intimidadora e absurda a postura do colega de Comissão de Ética, Batista das Cooperativas (PRP), em reunião da comissão na tarde desta segunda-feira (3). Citado como um dos envolvidos no esquema da Caixa de Pandora, em depoimento de Durval Barbosa colhido por Erika na semana passada (leia aqui), Batista questionou a validade as denúncias e mesmo a saúde da petista - recém-saída de um infarto - para conduzir o processo.

“A senhora não tem estabilidade emocional para relatar esse caso”, avaliou o distrital, que chegou a ameaçar pedir a suspeição de Erika como relatora do caso. O bate-boca tomou conta da comissão e foi preciso até que os demais distritais petistas presentes na Casa aparecessem para defender a colega de bancada.

“Considero isso uma ameaça. E quero que alguém comprove alguma irregularidade minha na conduta desse processo. Se tem alguém querendo ser parcial aqui, não sou eu”, devolveu Erika, que ainda provocou: “O que teme o deputado Batista das Cooperativas?”.

O confronto acabou levando a discussão para a Mesa Diretora da Casa. Como as novas denúncias de Durval não fazem parte do processo contra Eurides, motivo pelo qual Erika Kokay foi ouvir o ex-secretário, serão excluídos de seu relatório. “Vou me ater apenas à parte que trata o caso do qual sou relatora”, avisou a petista. As denúncias, no entanto, não ficarão perdidas. Serão analisadas pela Mesa Diretora. Como a Câmara segue sem corregedor eleito, posto que seria responsável pela análise das denúncias e da possibilidade de abertura de processo contra parlamentares, cabe à Mesa fazer a discussão sobre as providências no caso.