Eleições 2010

Arquivo para abril 2010

Limpeza pela Ficha Limpa

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 30/04/2010 às 20:24

Do Congresso em Foco: Balde, vassoura, água e sabão. E muita disposição para limpar simbolicamente o Congresso Nacional. Com esses ingredientes, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral está chamando a população a pressionar os deputados a aprovarem, na próxima terça-feira (4), o chamado Projeto Ficha, que restringe a candidatura de políticos com processos na Justiça. O ato de “limpeza” simbólica está previsto para começar às 16h, no gramado do Congresso.

A organização não-governamental Avaaz, parceira do MCCE, programou uma manifestação em forma de arte. Os interessados em participar podem levar produtos de limpeza, vassouras e baldes. A improvisação será feita por um grupo de teatro de rua. O MCCE é responsável pela coleta de mais de 1,6 milhão de assinaturas que permitiram o início da tramitação do projeto de lei de iniciativa popular na Câmara.

O movimento continua colhendo assinaturas em todo o país. A Avaaz já recolheu quase 2 milhões de assinaturas virtuais em favor do Ficha Limpa.

Mais brigas na comissão

Câmara Legislativa em 30/04/2010 às 18:45

Um novo desentendimento entre o presidente da Comissão de Ética e Direitos Humanos da Câmara Legislativa, Aguinaldo de Jesus (PRB), e a colega Erika Kokay (PT), relatora do processo por quebra de decoro contra a peemedebista Eurides Brito, aumentou as suspeitas sobre o interesse de alguns parlamentares em dificultar o processo contra Eurides.

Ao saber que Erika havia ido à Polícia Federal na quinta-feira (29) ouvir sozinha o depoimento de Durval Barbosa, Aguinaldo procurou a coordenação da comissão com um aviso: iria pedir a anulação do depoimento. O argumento era de que ele, como presidente, não fora avisado nem convidado a participar.

Na reunião da comissão na tarde desta sexta-feira (30), a deputada Erika Kokay (PT) expôs o problema aos colegas Paulo Roriz (DEM) e Raimundo Ribeiro (PSDB). O consenso foi de que, regimentalmente, o presidente não tem poder de anular depoimentos. A ameça de Aguinaldo, ao menos por enquanto, vai ficar só nisso.

TJDF concede liminar a procuradora

TCDF, TJDFT em 30/04/2010 às 16:52

A procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCDF, Márcia Ferreira Cunha Farias, entrou com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do DF pedindo a anulação da lista tríplice encaminhada ao governador Rogério Rosso (PMDB) para escolha do novo conselheiro do TCDF. O argumento é de que, entre os três nomes da lista, apenas a procuradora Cláudia Fernanda Pereira teria os dez anos de carreira exigidos pela Constituição Federal. O procurador já escolhido para a vaga, Inácio Magalhães, teria menos de sete anos no cargo - ele só tomou posse em julho de 2003. Além de Cláudia Fernanda, somente a procuradora-geral Márcia Ferreira, preenchem o requisito.

A ação foi encaminhada ao desembargador Nívio Gonçalves, que concedeu a liminar favorável à procuradora-geral.

Update: Em defesa da lista com diferenças de tempo de serviço está uma interpretação diferente da Constituição. Para alguns juristas, os “dez anos de carreira” exigidos pela lei não significariam exatamente dez anos no cargo de procurador e, sim, na administração pública.

Contradições em depoimentos

Câmara Legislativa em 30/04/2010 às 16:40

O terceiro depoimento na Comissão de Ética da Câmara Legislativa, na tarde desta sexta-feira (30), foi de Nilton Alves Ferreira, dono de uma escola em Planaltina que trabalhou na campanha da deputada Eurides Brito. Também repetindo insistentemente que não lembrava de detalhes porque “fazia muito tempo”, Nilton disse ter promovido três encontros para Eurides entre maio e junho de 2006 - um churrasco em sua casa, um no ginásio de esportes da escola e outro no Vale do Amanhecer. Os encontros eram para pedir voto para a deputada e, lá, ela teria pedido votos também para o senador Joaquim Roriz.

O depoimento,  no entanto, esbarrou em uma contradição. Nilton disse ter feito o encontro em sua casa, em Planaltina, no dia 20 de maio de 2006. E que a deputada, sempre pontual, chegou às 19h, o auge do evento foi por volta das 19h40, e ela foi embora por volta das 21h. O problema é que a primeira testemunha a depor, Marylene Caldas, também afirmou ter organizado um evento no dia 20 de maio, no mesmo horário. Nos esclarecimentos aos distritais, Marylene fez inclusive a mesma ressalva de Nilton - de que, pontual, Eurides chegara às 19h. O evento dela, no entanto, foi em Ceilândia. “Impossível estar nestes dois lugares ao mesmo tempo”, ponderou Erika Kokay (PT), relatora do processo por quebra de decoro parlamentar contra Eurides.

Servidor diz não saber quem fez jantar

Câmara Legislativa em 30/04/2010 às 15:54

Comissão de Ética ouve na tarde desta sexta-feira (30) testemunhas de defesa da deputada distrital Eurides Brito (PMDB) no processo por quebra de decoro parlamentar em curso contra ela na Câmara Legislativa. O primeiro a ser ouvido foi o líder comunitário David Oliveira Miranda, funcionário do gabinete da distrital peemedebista. Na casa dele teria ocorrido um dos jantares de campanha que teriam sido pagos com o dinheiro que Eurides recebeu de Durval Barbosa, como registrado no vídeo gravado pelo ex-secretário.

De acordo com as explicações de Eurides, o dinheiro teria vindo do então candidato ao Senado Joaquim Roriz, para pagar eventos de campanha. Um deles teria sido o jantar com direito a jogo da Copa do Mundo na casa de David.

Segundo o servidor, que repetiu várias vezes não lembrar direito do episódio por ter ocorrido há quatro anos, ele aceitou fazer uma reunião em sua casa em Ceilândia, para que a deputada esclarecesse quem eram seus candidatos majoritários.

Em meio a algumas contradições e várias respostas evasivas, David disse que não sabia que encontro contaria com um jantar e que teria sido surpreendido quando “alguém”, que ele não sabe identificar, o ligou no dia para avisar do buffet. Mesmo assim, não procurou saber quem pagaria a comida nem confirmar se o buffet era encomendado pelo gabinete da deputada.

Hospitais mais ágeis

GDF, Saúde em 30/04/2010 às 15:37

Da Agência Brasília: Após uma semana de reuniões, conversas e visitas, o governador Rogério Rosso assinou um decreto de ação emergencial para a saúde pública do DF: o Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde. O documento firmado nesta sexta-feira (30), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), é o primeiro passo para a descentralização das ações na re pública que dará mais autonomia e agilidade ao funcionamento dos hospitais e unidades de atendimento.

A Secretaria de Saúde, as Regionais de Saúde e os profissionais da área solicitaram a diminuição da burocracia e da dependência de cada hospital com relação à própria Secretaria. A descentralização dará mais autonomia gerencial e financeira a todos os hospitais e regionais em questões cotidianas e emergenciais. Ficará mais fácil, por exemplo, adquirir materiais de consumo e permanentes, medicamentos e equipamentos, realizar reparos nas instalações nas máquinas e fazer pequenas reformas, além de contratar serviços.

O governador disse que é importante dar maior capacidade de ação e reação aos hospitais no que diz respeito aos problemas cotidianos. “O médico e a sua equipe não podem parar de dar atenção ao paciente para se preocupar com o que está faltando no hospital, ou por conta de um problema físico, de equipamento e de instalações. Ainda mais quando esse problema é fácil de ser solucionado”, afirmou Rosso.

A Secretaria de Saúde irá se reunir, na próxima semana, com cada conselho administrativo dos hospitais. Eles têm prazo de 30 dias para apresentar a proposta de regulamentação da ação. Também serão definidos critérios e especificações para aquisição de bens e serviços, bem como os modelos de relatórios de prestação de contas.

Para o secretário de Saúde, Joaquim Barros Neto, definir o regulamento e o valor do recurso será muito fácil, pois cada hospital tem sua Tesouraria, Contabilidade e Administração. Ele destacou que a ação é importante, pois os hospitais terão rapidez para resolver pequenos problemas sem ter de passar pela Secretária e esperar a liberação de uma licitação. “Faltou luva, o diretor terá autonomia e dinheiro para providenciar a compra”, disse.

O valor global a ser transferido será definido com bases em critérios de produção assistencial observados no Sistema de Informações Hospitalares e Ambulatoriais do Ministério da Saúde (AIH/SUS e SAI/SUS). “Vamos analisar as variáveis, como número de UTIs, internações, cirurgias e atendimentos em geral. Vamos respeitar as regras do Fundo de Saúde, do Ministério da Saúde. Acompanhar a evolução das ações, tudo nas melhores condições possíveis para que o recurso seja aplicado da melhor forma e com transparência”, afirmou Rogério Rosso.

Os recursos não poderão ser aplicados no pagamento de despesas com pessoal, encargos sociais ou qualquer outro vínculo empregatício, implantação de novos serviços, gratificações, festas, viagens e hospedagens, obras de infraestrutura, aquisição de veículos, compra ou locação de equipamentos de informática, pesquisa e publicidade.

Conselheiro sabatinado na CEOF

Câmara Legislativa, TCDF em 30/04/2010 às 11:58

Acaba de ser aprovada na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa a indicação do procurador Inácio Magalhães para a vaga de conselheiro aberta no Tribunal de Contas do DF.  O procurador tinha de ser sabatinado pelos distritais, antes de sua indicação ser encaminhada ao plenário. Presentes na sessão estavam apenas os distritais Batista das Cooperativas (PRP), Eliana Pedrosa (DEM) e Cristiano Araújo (PTB). O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), e o deputado Geraldo Naves (sem partido) passaram pela reunião.

Batista dispensou as perguntas ao sabatinado, alegando que seu currículo já respondia a todas as questões. Eliana fez questões pontuais e Wilson Lima o alertou sobre a importância da celeridade nos julgamentos do TCDF. Por fim, Inácio foi aprovado com três votos e duas ausências. Sua indicação segue agora para plenário, onde deve ser apreciada na próxima terça-feira (4).

Sai regulamentação do PCS

Segurança, Senado em 30/04/2010 às 10:32

O pedido do senador Gim Argello (PTB) ao presidente Lula, no encontro do presidente com senadores da base aliada na noite de quinta-feira (29), deu certo. Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (30) a lei que regulamenta o Plano de Cargos e Salários dos policiais e bombeiros militares do Distrito Federal.

Update: O Diário Oficial da União trouxe uma confusão nos decretos. Os decretos de números 7.163 e 7.165 trataram da regulamentação do Corpo de Bombeiros. Mas um deles deveria tratar do PCS da Polícia Militar. A Casa Civil vai desfazer a confusão.

Comissão convoca maestros

Cultura, Câmara Legislativa em 30/04/2010 às 9:53

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa aprovou nessa quinta-feira (29) a convocação dos maestros Ira Levin e Joaquim França, da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, para explicarem aos distritais a aplicação de recursos destinados, por emendas parlamentares, à ONG que apóia a orquestra. As propostas foram apresentadas pelas distritais Erika Kokay (PT) e Jaqueline Roriz (PMN).

A convocação foi motivada por denúncia, publicada no Correio Braziliense em março, de que a entidade teria recebido recursos sob a influência política da distrital Eurides Brito, de quem o maestro Ira Levin é genro. (Leia reportagens aqui, aqui e aqui). As datas dos depoimentos dos maestros deverão ser confirmadas pelos convocados, dentro do prazo de 30 dias.

Os deputados da CAS também aprovaram a convocação do comandante da Polícia Militar do DF, coronel Silva Filho, para prestar esclarecimentos sobre os espancamentos de estudantes nas imediações da Câmara Legislativa, no dia das eleições indiretas. A iniciativa foi da petista Erika Kokay.

Descentralização da Saúde

GDF, Saúde em 30/04/2010 às 9:06

O governador Rogério Rosso (PMDB) anuncia na manhã desta sexta-feira (30), em coletiva à imprensa no Hospital Regional da Asa Norte, as diretrizes do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde. O projeto vai possibilitar maior agilidade na solução dos problemas da área, ao tentar reduzir a burocracia do setor. A proposta foi elaborada por um grupo de trabalho do governo, a pedido do governador, que na terça-feira (27) anunciou uma série de medidas para melhorar a Saúde do DF, como regularizar o abastecimento de remédios na rede pública e reabrir a Farmácia de Alto Custo na estação do Metrô da 102 Sul, que foi reformada. O programa de descentralização das ações de Saúde terá início imediatamente.

DEM não deixa o governo

GDF, Partidos em 30/04/2010 às 8:32

Da coluna de Claudio Humberto: O novo governador do DF, Rogério Rosso, é do PMDB e deve apoiar a candidatura de Agnelo Queiroz (PT) à sua sucessão, mas continua mantendo representantes do DEM em cargos importantes do governo.

Sarney diz ter relações pessoais com Arruda

GDF, Senado em 30/04/2010 às 8:29

Do Estado de S. Paulo: O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), admitiu há pouco que tem “relações pessoais” com o ex-governador José Roberto Arruda, mas negou ligações políticas e não quis comentar o conteúdo do manuscrito, feito por Arruda, em que a expressão “Sarney” surge numa contabilidade de caixa dois da campanha de 2006 ao lado do termo “250/150 PG”, conforme matéria publicada nesta quinta-feira, 29, no jornal O Estado de S.Paulo (leia aqui).

“Fomos colegas aqui no Senado. Temos relações pessoais, mas não políticas. Eu sempre pertenci ao PMDB e minhas ligações com o PMDB são com o governador Roriz”, disse Sarney, em entrevista aos jornalistas ao chegar no Senado.

Na campanha de 2006, o ex-governador Joaquim Roriz, citado por Sarney, foi apoiado por Arruda na sua candidatura ao Senado. Arruda foi eleito governador. Segundo depoimentos de Durval Barbosa, delator do esquema do “mensalão” do DEM”, foi Roriz quem autorizou, quando ainda era governador, a arrecadar fundos do seu governo para ajudar na campanha de Arruda.

Sarney afirmou que não comentaria o conteúdo do documento escrito por Arruda. “É uma história inocente que apareceu em cima da mesa de uma televisão”, disse. O senador refere-se ao episódio em que o tucano Márcio Machado, ex-secretário de Obras de Arruda, esqueceu esse documento e outra planilha em janeiro de 2007 durante entrevista a uma emissora de televisão.

O apontamento isolado do nome “Sarney” não permite indicar a quem da família do presidente do Senado supostamente se refere o manuscrito. Segundo perícia pedida pelo Estado, as letras “PG” foram escritas por Márcio Machado, um dos arrecadadores do caixa 2 do governador cassado que, depois de vencida a eleição, virou secretário de Obras do Distrito Federal.

Durval fala por mais de duas horas

Câmara Legislativa, GDF em 30/04/2010 às 8:23

Do Correio Braziliense: Relatora do processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Eurides Brito (PMDB) na Comissão de Ética da Câmara Legislativa, a deputada Érika Kokay (PT) se reuniu ontem com o ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa, colaborador do Ministério Público e da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora. Eles conversaram por cerca de duas horas e meia no Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal (PF) sobre as denúncias que Durval fez contra Eurides em vários depoimentos prestados aos investigadores sobre o suposto esquema de corrupção montado no governo de José Roberto Arruda para pagar secretários e deputados.

Érika Kokay não divulgou o teor do depoimento prestado espontaneamente por Durval. Ele foi convidado a falar sobre a gravação em que aparece entregando dinheiro nas mãos de Eurides quando era secretário de Relações Sindicais, em agosto de 2006. Durval sustentou no inquérito nº 650, em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que a deputada recebia mesada de R$ 30 mil em troca de apoio a Arruda no PMDB e na Câmara Legislativa. Por causa dessas denúncias, o Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) pediu o bloqueio dos bens de Eurides para ressarcir prejuízo que teria causado aos cofres públicos por receber dinheiro que seria desviado de contratos do governo.

Ela também é alvo de ação de improbidade administrativa protocolada nesta semana, sob a responsabilidade do juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, Álvaro Ciarlini. As duas ações levam em conta o testemunho e a gravação feita por Durval. Ele aceitou prestar depoimento à Comissão de Ética da Câmara com a condição de falar exclusivamente com Érika Kokay, sem a presença de outros deputados. A conversa foi gravada e acompanhada pela taquigrafia da Câmara Legislativa. O conteúdo do depoimento será remetido ao MP. Érika considerou a oitiva “rica” para elucidar os fatos que envolvem a denúncia contra Eurides por quebra de decoro — ela sustenta que nunca recebeu mesada.

Aguinaldo
Ontem, o deputado Aguinaldo de Jesus (PRB) foi confirmado como integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Codeplan, que apura denúncias de corrupção no GDF. Indicado pela líder do PMDB, Eurides Brito, Aguinaldo passa a ocupar a vaga a que o partido tem direito na CPI. Está mais uma vez desocupada, no entanto, a cadeira do DEM na Comissão.

CGU critica governo local

GDF em 30/04/2010 às 8:19

Do Correio Braziliense: A falta de justificativas de defesa de órgãos do Governo do Distrito Federal quanto às supostas irregularidades na aplicação de recursos federais irritou a Controladoria-Geral da União (CGU), que decidiu encaminhar os resultados da auditoria ao Tribunal de Contas da União (TCU). Com isso, a CGU considerou definitivas as medidas recomendadas pelos técnicos na auditoria realizada desde dezembro em recursos que totalizam cerca de R$ 26 bilhões. Apenas a Secretaria de Planejamento e a Companhia do Metrô contestaram os argumentos levantados pela Controladoria nos prazos determinados pela União.

“Nós, da CGU, não estamos percebendo grande disposição dos gestores locais em colaborar com as investigações, apesar de algum diálogo estar ocorrendo com a Secretaria da Fazenda com vistas a permitir o acesso às bases de dados para cruzamento de informações”, afirmou o ministro-chefe da Controladoria, Jorge Hage. Irritado, ele ressaltou que os pedidos foram feitos há um mês do anúncio do resultado preliminar da auditoria. “Isso é muito ruim para o Distrito Federal”, lamentou Hage, em nota divulgada no site do órgão.

Segundo a CGU, os prazos dados para que os órgãos do GDF se defendessem encerrou no último dia 22, mas apenas o Metrô e a Secretaria de Administração se justificaram no prazo. As secretarias de Obras, Desenvolvimento Social, Educação, Desenvolvimento Urbano, Fazenda e Trabalho, pediram e ganharam um novo prazo, que encerra no próximo dia 6. Hage considerou que a falta de respostas às indagações da CGU pode representar falta de argumento de defesa diante dos fatos constatados.

“Lamentável”
O ministro afirmou que é “profundamente lamentável” a falta de preocupação de alguns órgãos em corrigir as falhas apontadas pelos auditores. Segundo ele, a população de Brasília e a opinião pública nacional ainda pensavam em nutrir alguma esperança com a eleição do novo governo. “Mas, ao que tudo indica, não é o que está acontecendo”, afirmou Hage.

A União destinou em torno de R$ 26 bilhões para o GDF, sendo que a maior parte dos recursos — aproximadamente R$ 24 bilhões — é do Fundo Constitucional do Distrito Federal. O restante são de convênios entre o governo local e os ministérios. Ontem, o ministro-chefe da CGU afirmou que não pode fiscalizar os contratos realizados diretamente pelo GDF, o que também representava uma preocupação. A auditoria do governo federal ocorreu após a Operação Caixa de Pandora, desencadeada no fim do ano passado para desvendar denúncia de um esquema de pagamento de propina de empresários para o Executivo local.

Indicação deixou políticos insatisfeitos

GDF, Partidos, TCDF em 30/04/2010 às 8:16

Do Correio Braziliense: A indicação feita pelo governador para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) provocou o primeiro abalo nas relações de Rogério Rosso com a bancada do PT na Câmara Legislativa e com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. Petistas e o peemedebista não aprovam a escolha do procurador Inácio Magalhães Filho para a vaga aberta com a aposentadoria do conselheiro Jorge Caetano. A avaliação é de que ele tem uma relação próxima com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e também teria o apoio do senador Gim Argello (PTB).

Filippelli defendeu a indicação do procurador Demóstenes Tres Albuquerque, que teria boas referências do conselheiro Renato Rainha, com quem o presidente do PMDB-DF mantém amizade. Demóstenes teve também o nome referendado pelo ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), com quem trabalhou antes de passar no concurso para procurador do Ministério Público de Contas. A bancada do PT apoia a indicação da procuradora Cláudia Fernanda de Oliveira, mas aceita também a indicação de Demóstenes.

Inácio sofre rejeição de petistas porque foi nomeado em 2006 para o cargo de procurador-geral do Ministério Público de Contas pelo então governador Joaquim Roriz, embora seu nome não figurasse na lista tríplice eleita pelo órgão, conforme determinação legal. Roriz o recebeu na residência oficial de Águas Claras e a nomeação no Diário Oficial do Distrito Federal pegou os demais procuradores de surpresa. Por meio de mandado de segurança, Cláudia Fernanda e Demóstenes conseguiram suspender a nomeação. “Essa indicação causou grande mal-estar. Esperávamos que o novo governador fizesse uma escolha técnica e sem conotações políticas”, afirmou o líder da bancada do PT na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu.

Problema
Outro problema, segundo o distrital, é de ordem jurídica. A procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Márcia Farias, entrou ontem com mandado de segurança no Tribunal de Justiça do DF em que questiona a formação da lista tríplice com membros do Ministério Público de Contas, em sessão realizada na última segunda-feira. “Ainda há questionamentos quanto à legalidade dessa escolha”, acredita Paulo Tadeu. O governador Rogério Rosso (PMDB) disse ao Correio que a escolha de Inácio Magalhães levou em conta o seu currículo e o apoio que ele recebeu de servidores do TCDF.

Apesar de ressaltarem que a União não pode interferir na indicação do GDF, autoridades federais que acompanham o desenrolar da crise acreditavam em outra alternativa, como a de Demóstenes. Na quarta-feira, após ter escolhido seu preferido para o cargo de conselheiro, Rosso tentou falar com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, com quem já havia marcado uma audiência, mas acabou não sendo recebido.

Barreto evitou falar sobre a nomeação de Inácio, mas comentou o desenrolar da crise no DF, pouco antes de o ministro-chefe da Controladoria-geral da União (CGU), Jorge Hage, ter divulgado nota com críticas ao GDF. “Da mesma forma que o mau uso dos recursos públicos gerou crise no GDF, a correta aplicação dos recursos com transparência para a sociedade envolve a solução da crise”, disse Barreto.

Na manhã de hoje, Inácio será sabatinado na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara. O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), leu ontem em plenário a mensagem com a indicação, o que permite aos parlamentares analisarem a nomeação.

Via alternativa com PMDB, DEM e PSDB

Partidos, Política em 29/04/2010 às 19:25

Não apenas PDT e PSB pensam em um plano B para o caso de o PT voltar atrás nas conversas mantidas entre os três partidos. Também o PMDB tem alimentado uma segunda opção para as eleições de outubro. A ideia é fomentada principalmente pelo Democratas e por parte do PSDB: lançar uma chapa alternativa à polarização PT x Joaquim Roriz em uma coligação com as três legendas. O grupo contaria ainda com o apoio do PPS na empreitada.

Para o Democratas, esse seria o melhor cenário eleitoral. O PPS também sairia ganhando mais espaço. Como vantagem para o PMDB estaria o fato de que o cabeça de chapa poderia ser o atual governador Rogério Rosso. Apesar da promessa de que não será candidato à reeleição, não seria surpresa no meio político uma mudança de planos. Até porque, como todo mundo sabe, a “política é uma arte dinâmica”.

Diante de tantos cenários possíveis para outubro, as próximas semanas prometem ser bastante movimentadas. Alguns presidentes de partido até cancelaram agendas externas e sociais para cuidar apenas disso: conversas e mais conversas.

Entidades policiais preocupadas

Segurança em 29/04/2010 às 19:14

A Associação dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Adepol-DF) e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Sindepo-DF) divulgaram uma nota oficial sobre os recentes fatos relacionados à apuração do crime da 113 Sul, que vitimou o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Vilela, sua esposa, advogada Maria Vilela, e a empregada do casal, Francisca Silva.

As entidades estão preocupadas com a notícia divulgada na mídia de que a autoridade policial e agentes policiais haveriam forjado as provas no procedimento investigativo (leia matéria aqui). E pedem uma apuração profunda, imparcial e rigorosa, do caso. Confira trechos da nota:

“Adepol-DF e o Sindepo-DF  esclarecem que o fato epigrafado não traduz a conduta dos integrantes  da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os quais pautam suas ações respaldados nas normas legais e comprometidos com sua missão constitucional de atividade de polícia judiciária. Ademais os integrantes da PCDF subsumem-se a uma rígida legislação disciplinar e a uma corregedoria de polícia austera, isenta e desprendida de qualquer espécie de corporativismo.

Cabe enfatizar que a notícia de vício no procedimento investigativo foi confirmada pela  própria PCDF, o que revela que as investigações desencadeadas na busca da materialidade e autoria são norteadas  por critérios científicos e impessoais.

A Adepol-DF e o Sindepo-DF defendem uma apuração disciplinar pautada pela isenção, observância do contraditório e ampla defesa, com repreensão modelar, caso definida responsabilidade de algum servidor, que, evidentemente, representará conduta pontual e isolada, não maculando a imagem da PCDF, que desfruta de uma elevada credibilidade, decorrente da excelência do trabalho que desempenha, reconhecido em nível nacional e internacional.”

Opção pela independência

Partidos, Política em 29/04/2010 às 18:32

Se a crise no PT-DF não arrefecer e colocar em risco as candidaturas do PDT e do PSB, os dois partidos ainda ensaiam uma candidatura independente. Não foi descartada pelas duas legendas a possibilidade de lançar Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Governo do Distrito Federal com Cristovam Buarque (PDT) na principal vaga ao Senado. A eles ainda poderiam se juntar o PCdoB.

O único problema para esta chapa é o tempo. Se for para se declararem independentes do PT, o grito precisa ser dado agora em maio. Se esperarem até junto, pode ser tarde demais para fazer uma campanha majoritária. Sabendo disso, o PT adia o máximo possível seus confrontos. Trabalha com a aposta de que, sozinhos, os dois partidos não se viabilizariam, enquanto procura soluções para seus conflitos internos - ampliados ainda mais depois da intenção de se aliar ao PMDB-DF.

Briga pela segunda vaga

Partidos, Política em 29/04/2010 às 18:07

A superlotação de candidatos ao Senado na chapa encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz pode trazer ainda mais dor de cabeça para o PT. O problema é que o acordo fechado com o PDT, que ligou a candidatura ao Senado de Cristovam Buarque à candidatura ao GDF de Agnelo, foi firmada sob uma condição: o segundo nome na disputa ao Senado seria do socialista Rodrigo Rollemberg.

À época da consolidação do compromisso, o PT pediu um tempo para anunciar Rollemberg na vaga porque antes teria de convencer o deputado federal Geraldo Magela (PT) a abrir mão da disputa. Dentro do PT, havia correntes partidárias que defendiam o nome de Magela para o Senado, uma vez que ele havia sido derrotado nas prévias para o GDF.

Magela avisou que fará o anúncio do cargo que disputará nestas eleições na próxima semana. A expectativa é de que ele se lance mesmo ao Senado, uma vez que conquistou o apoio de parte da militância petista - fundamental nessa briga por espaços eleitorais. Se isso for confirmado pela direção petista, o PDT ameaça desembarcar da chapa. Isso porque eles dizem não aceitar nenhum outro nome como parceiro na disputa ao Senado que não o de Rollemberg. “Só podemos aceitar outro candidato se o PSB o indicá-lo como tal. Fora isso, não há essa possibilidade”, garante Cristovam, que assegura que o PDT não romperá o acordo feito com o PSB.

No PT, o clima ainda é de conciliação. Os petistas ainda acreditam que será possível negociar esta vaga ao Senado de forma consensual, seja com a desistência de Magela ou de Rollemberg. “Não podemos deixar que nossos interesses particulares se sobreponham a uma ampla aliança que fará este governo mudar”, defende o ex-presidente do partido Chico Vigilante.

Adeus a aliança rorizista

Partidos, Política em 29/04/2010 às 17:50

As declarações do senador Gim Argello (PTB) de que estaria repensando sua candidatura ao Governo do Distrito Federal em outubro (leia aqui) foram vistas pelo grupo rorizista com um aviso de que o senador está prestes a desembarcar da coligação com o ex-governador Joaquim Roriz. Apesar de não haver nenhum acerto oficial, as conversas entre os dois estavam encaminhadas. Gim sairia de candidato ao Senado na chapa de Roriz.

As especulações seriam de que o petebista estaria migrando para a chapa petista de Agnelo Queiroz. Os petistas negam a articulação - se no passado, a chapa para a reeleição de José Roberto Arruda ao GDF sofria de superpopulação, agora é o PT quem padece deste mal. Na fila para a candidatura ao Senado já estão Cristovam Buarque (PDT), Rodrigo Rollemberg (PSB) e Geraldo  Magela (PT). Segundo a direção do partido, não tem como se abrigar mais um.

Servidores elogiam escolha para TCDF

GDF, TCDF em 29/04/2010 às 17:06

A escolha do procurador Inácio Magalhães Filho para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal agradou os servidores da Casa e suas entidades representativas.  O motivo da satisfação é o fato de Inácio ser servidor de carreira do tribunal. Nesta quinta-feira (29), associações divulgaram nota de agradecimento ao governador Rogério Rosso (PMDB) pela indicação de Inácio. Assinam os documentos a Associação dos Servidores do Tribunal de Contas (ASSECON), a Associação dos Analistas de Finanças e Controle (AFINCO) e o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas (Sindical).

Takane no trabalho

GDF, Trabalho em 29/04/2010 às 16:09

O governador Rogério Rosso (PMDB) nomeou nesta quinta-feira (29) o novo secretário de Trabalho do GDF, Takane Kitsuka do Nascimento. Ex-administrador de Samambaia na gestão José Roberto Arruda, à época cargo de indicação da distrital Jaqueline Roriz (PMN), Takane virou secretário sob as bençãos de Cristiano Araújo (PTB). Seu nome foi escolhido entre as sugestões do distrital e deixou para trás Artur Nogueira, tio do parlamentar.

Distrital deixa hospital

Câmara Legislativa em 29/04/2010 às 15:55

O deputado distrital Milton Barbosa (PSDB) deixou nesta quinta-feira (29) o Hospital das Forças Armadas e voltou para casa. A alta médica, porém, ainda não prevê o retorno aos trabalhos na Câmara Legislativa. Segundo as recomendações médicas, o distrital deve ficar em repouso absoluto até segunda-feira (3).

Erika ouve Durval Barbosa

Câmara Legislativa em 29/04/2010 às 12:48

A deputada distrital Erika Kokay (PT) foi nesta quinta-feira (29) à Polícia Federal ouvir o depoimento de Durval Barbosa para o processo por quebra de decoro parlamentar contra a distrital Eurides Brito (PMDB). A petista é relatora do processo na Comissão de Ética da Câmara Legislativa. O conteúdo da conversa será mantido em sigilo pela relatora.

Sol, suor e impostos

Economia, GDF em 29/04/2010 às 10:31

Os contribuintes que chegam mais cedo à agência da Receita do Distrito Federal, na 513 norte, para pegar senha de atendimento, têm de esperar até duas horas sob o sol do meio-dia. Muitos desistem por não aguentar o calor. Depois, esperam pelo menos mais uma hora, com sorte, para serem atendidos. A simples mudança da entrada da agência resolveria o problema da insolação dos cidadãos - enquanto na W2 todos ficam na calçada, na W3, a entrada é protegida por uma marquise, bem mais agradável para se esperar. Já a demora no atendimento é histórica, parece não ter solução.

Acordo tiraria envolvidos do palanque

Partidos, Política em 29/04/2010 às 8:27

Da coluna do Claudio Humberto: O acordo que PT e PMDB costuram em Brasília prevê a exclusão dos deputados distritais enrolados nos recentes escândalos do mensalão do DEM. Pelo acordo, a ser cumprido especialmente pelo PMDB, será negada legenda a políticos como a deputada Eurides Brito, líder do partido na Câmara Legislativa, que aparece em vídeo metendo maços de dinheiro na bolsa. O acerto objetiva neutralizar resistências no PT.

O acordo PT-PMDB é coordenado pelo próprio Lula. Ele tem dito a petistas históricos locais que a vitória no DF “é questão de honra”.

Pedido de bloqueio de bens contra distritais

Câmara Legislativa, MPDFT em 29/04/2010 às 8:21

Do Jornal de Brasília: Com artilharia pesada, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) disparou contra dois deputados distritais supostamente envolvidos com o esquema de pagamento de propina que derrubou o governo do DF após as investigações que deram origem a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O ex-deputado  Júnior Brunelli (PSC) e a distrital  Eurídes Brito (PMDB) foram alvo de duas ações civis públicas com pedido cautelar requerendo a indisponibilidade de seus bens e a devolução de quantias milionárias que teriam sido utilizadas de forma irregular.

As duas ações deram entrada ontem, às 16h, na 2ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do DF e serão apreciadas pelo juiz Álvaro Luís Ciarlini, o mesmo magistrado que deferiu outra ação movida pelo MP pedindo a indisponibilidade dos bens do ex-deputado Leonardo Prudente. Com isso, já são três de um total de oito distritais investigados pela Polícia Federal no supostos esquema fraudulento, que podem ter que acertar contas com a Justiça.

O valor da ação movida contra Brunelli é de R$ 5.554.080 milhões. Os promotores de Justiça do Núcleo de Combate Às Organizações Criminosas (NCOC) teriam se baseado em quantias supostamente usadas de forma irregular pelo deputado, incluido o recebimento de dinheiro por parte do esquema desbaratado pela PF. Na ação contra Eurídes Brito, a causa foi estipulada em R$ 4.304.412 milhões, utilizando como base o mesmo cálculo feito nos casos Brunelli e Leonardo Prudente, que teve sua ação estipulada em R$ 6.354.080 milhões.

De acordo com fontes do Ministério Público ouvidas pela reportagem, as ações contra Brunelli e Eurídes Brito devem ter o mesmo resultado do processo contra Prudente, ou seja, a indisponibilidade de todos os bens e direitos, bem como das empresas nas quais figurem como sócios, direta ou indiretamente, consistentes em imóveis, veículos, aeronaves e embarcações.

Suposta planilha de Arruda citava Sarney

GDF em 29/04/2010 às 8:14

Do Estado de S. Paulo: Um documento da contabilidade de caixa 2 da campanha do ex-governador José Roberto Arruda lista o nome “Sarney”. A anotação manuscrita foi feita pelo próprio Arruda, como comprova perícia feita a pedido do Estado. À frente do nome “Sarney”, o documento registra a anotação de uma quantia e quanto teria sido efetivamente pago: “250/150 PG”.

O apontamento isolado do nome “Sarney” não permite indicar a quem da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), supostamente se refere. Segundo a perícia, as letras “PG” foram escritas pelo tucano Márcio Machado, um dos arrecadadores do caixa 2 do governador cassado que, depois de vencida a eleição, virou secretário de Obras do Distrito Federal.

Em janeiro de 2007, no mês em que Arruda (ex-DEM, hoje sem partido) tomou posse, o secretário Márcio Machado esqueceu em cima da mesa de uma emissora de televisão, em Brasília, duas planilhas. A primeira, publicada pelo Estado no dia 4 de dezembro do ano passado, continha os nomes de 41 empresas que teriam doado para o esquema de caixa 2 da campanha de 2006 do então candidato do DEM ao governo do Distrito Federal. Machado admitiu que era o autor das anotações.

A segunda planilha, com nove nomes, é que foi submetida ao laboratório de perícia de Ricardo Molina. O perito afirma que foi escrita pela mão do ex-governador Arruda a relação de cinco desses nove nomes onde, na quinta anotação, aparece “Sarney - 250/150 PG”. Para chegar a essa conclusão, Molina comparou o documento da contabilidade do caixa 2 com uma carta escrita recentemente por Arruda, também de próprio punho, no dia 11 de fevereiro. A carta, com horário registrado das 17 horas e intitulada “Aos amigos do GDF”, foi escrita minutos depois de Arruda ter a prisão decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A análise da perícia técnica diz que os trechos escritos “permitem conclusões seguras” sobre os nomes listados nesta ordem: “1-Izalci-300/200-OK”, “2-Chico Floresta-80-OK”, 3-Ronaldo-Via-OK-500/2×200-1×150″, “4-J.Edmar-1.000/100PG+120+800″ e “5-Sarney-200/150PG”. E acrescenta: “Os nomes listados nos números de 1 a 5 foram certamente produzidos pelo punho escritor do governador Arruda.” O trabalho da perícia, assinada no dia 7 de abril, concluiu de maneira categórica: “Acima de qualquer dúvida razoável, podemos afirmar que a escrita cursiva emanou do punho do governador José Roberto Arruda.”

Em dezembro do ano passado, quando o Estado publicou a primeira reportagem sobre as anotações do caixa 2 de Arruda, Márcio Machado admitiu a autoria da tabela com os nomes das 41 empresas, mas disse que não saberia dizer quem era o responsável pelo documento que menciona “Sarney”. Agora, o perito Ricardo Molina desfaz a dúvida: “Existe, portanto, uma conexão de fato entre os dois documentos questionados.”

Comparando os “PGs” da planilha de Machado, a perícia concluiu que a anotação “PG” à frente dos valores ligados a “Sarney” também é do arrecadador de Arruda que virou secretário de Obras. Por causa do escândalo do “mensalão do DEM”, o PSDB exigiu a saída do tucano do governo e da presidência regional do partido no DF.

Em dezembro, Machado disse ao Estado, por meio de seu advogado, que a planilha era uma projeção de doações que seriam solicitadas às empresas por meio do tesoureiro oficial da campanha, José Eustáquio Oliveira. O tucano diz que não se recorda dos números nem acompanhou essas doações. Os dois documentos - o de Arruda e o de Machado - estão em poder do Ministério Público.

A reportagem procurou políticos da família Sarney para comentar a citação do sobrenome no manuscrito. Foram procurados o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e o deputado federal Sarney Filho (PV). Apenas o senador respondeu até o fechamento da edição. Por meio de sua assessoria, afirmou que não tem nenhuma relação com Arruda.

“O senador José Sarney, depois que deixou a Presidência da República, não mais se envolveu com as questões políticas de Brasília, embora tenha sempre se alinhado com as forças locais de seu partido, o PMDB, adversárias de Arruda. Isso é público e notório”, disse a assessoria. A então líder do governo Arruda na Câmara Legislativa, Eurides Brito, é parlamentar do PMDB. ”O senador e o ex-governador do DF nunca tiveram relacionamento de parceria política nem de amizade, o que faz do tal manuscrito uma peça sem sentido”, acrescentou a assessoria.

A reportagem procurou também o empresário Fernando Sarney, filho do senador, e que dirige os negócios da família. Seu advogado, Eduardo Ferrão, disse que o empresário não tem nenhuma relação financeira com Arruda e ignora a citação do sobrenome “Sarney” no manuscrito. Procurados, os advogados de Arruda não retornaram até o fechamento da edição.

Modificado, Ficha Limpa segue para plenário

Câmara dos Deputados em 29/04/2010 às 8:09

Da Folha de S. Paulo: Com um texto totalmente modificado, líderes dos principais partidos do governo assinaram ontem requerimento para que o projeto que proíbe a candidatura de pessoas com ficha suja siga direto para o plenário da Câmara. A promessa agora é votar a proposta na semana que vem. Mesmo assim, ela não deve valer para as eleições deste ano.

O texto, de iniciativa popular, foi apresentado ao Congresso com 1,6 milhão de assinaturas em 2009, mas o relatório, com flexibilizações, só foi apresentado ontem à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O relator, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), propõe tornar inelegível aqueles que tenham sido condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas estabelece o chamado efeito suspensivo, também em caráter colegiado. Com essa proposta, fica permitido ainda um recurso a outro órgão colegiado de uma instância superior para que se obtenha uma espécie de “autorização” para registrar a candidatura. Nesses casos, o político que conseguisse se candidatar teria seu processo analisado com prioridade pelo Judiciário.

Cinco deputados, encabeçados por Regis de Oliveira (PSC-SP), pediram vistas ao texto de Cardozo, impedindo a votação na CCJ. “O avanço para o que é hoje é mínimo. Na prática, todo tribunal vai acabar dando o efeito suspensivo e todos poderão concorrer”, disse Oliveira.

Hoje um candidato só fica inelegível quando não existir mais a possibilidade de recursos. A proposta protocolada originalmente propunha a inelegibilidade para os condenados já em primeira instância. PT e PMDB assinaram o requerimento de urgência para levar a proposta direto para o plenário. Eles haviam se recusado a assinar o mesmo documento no começo do mês, impedindo a votação do texto mais rapidamente.

Inácio Magalhães para o TCDF

GDF, TCDF em 29/04/2010 às 8:05

Do blog da jornalista Ana Maria Campos: O procurador Inácio Magalhães Filho foi o escolhido pelo governador Rogério Rosso para assumir a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Rosso enviou hoje (28) para a Câmara Legislativa a mensagem com a indicação do representante do Ministério Público de Contas. Ele foi escolhido de lista tríplice eleita pelos conselheiros do TCDF na última segunda-feira (26) que incluíam ainda os procuradores Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira e Demóstenes Tres Albuquerque.

O governador pretendia aguarda a publicação do acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que vinculou a origem da vaga aberta com a aposentadoria de Jorge Caetano com o Ministério Público de Contas e manteve a presidente do TCDF, Anilcéia Machado, no cargo. Ela ocupa vaga que deveria ser de um procurador. Mas Rosso foi orientado por advogados de que não havia essa necessidade de esperar para fazer a nomeação. A decisão foi tomada no fim da tarde.

Para se tornar conselheiro, Inácio Magalhães deverá passar por sabatina nas Comissões de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) e de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa. Depois disso, seu nome passará pelo crivo dos distritais em plenário.

Lista tríplice para defensor

GDF, Segurança em 29/04/2010 às 8:01

Da coluna Brasília-DF do Correio Braziliense: A Associação dos Defensores do GDF definiu ontem a lista tríplice a ser encaminhada ao governador Rogério Rosso para escolha do novo diretor-geral do centro de Assistência Judiciária do DF. Jairo Lourenço de Almeida recebeu 80,5% dos votos; seguido por Ricardo Batista Sousa, com 53,2%; e Rafael Augusto Alves, com 46,7% dos votos.

Novos secretários nomeados

Ciência e Tecnologia, GDF, Obras em 29/04/2010 às 7:59

Do Correio Braziliense: Para integrar a nova equipe de governo, Rosso nomeou ontem o defensor público do DF Geraldo Martins Ferreira como o novo secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania. Servidor público do GDF há 36 anos, Martins é o primeiro defensor público do DF a ocupar o cargo. Também foram nomeados David José de Matos, ex-presidente da Agência Reguladora de Águas e Saneamento (Adasa), como secretário de Obras; e Divino Valério Martins como secretário de Ciência e Tecnologia. O defensor público Jairo Lourenço de Almeida, por sua vez, será diretor-geral do Centro de Assistência Judiciária do DF. Rafael Augusto Alves será o subdiretor.

Comitê criado oficialmente

GDF, Obras em 29/04/2010 às 7:57

Do Correio Braziliense: Para verificar o andamento das 2 mil obras em execução no Distrito Federal, o governador Rogério Rosso (PMDB) instituiu um grupo especial de trabalho. O Comitê de Acompanhamento, Controle e Monitoramento de Obras Públicas, cuja criação foi publicada ontem no Diário Oficial do DF, será comandado pela vice-governadora do DF, Ivelise Longhi — arquiteta de carreira no GDF. Os integrantes terão prazo de três dias para fazer um levantamento das construções não concluídas, bem como da situação orçamentária de cada uma delas. A data prevista para entrega também deve constar no balanço. Com a criação da comissão, toda licitação para execução de obras do governo local passa a ser comunicada ao comitê e devidamente autorizada por ele.

“Vamos acompanhar desde as obras gigantescas até as menores e fazer um esforço concentrado para que elas não parem. Não dá para deixarmos tudo na mão de cada secretaria”, afirmou o governador. Nas comemorações do aniversário de Brasília, Rosso já havia afirmado que uma das prioridades é a conclusão da Linha Verde, que inclui a ampliação da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), com a criação de marginais e corredores exclusivos para ônibus. Outra preocupação é com a nova Rodoviária, praticamente pronta para inauguração. Falta apenas a construção de acessos, além da definição de como o sistema de transportes será operado. “Tem que funcionar, mas funcionar bem”, destacou o governador.

Envolvidos negam denúncias

GDF, Habitação em 29/04/2010 às 7:54

Do Correio Braziliense: Entre as empreiteiras que têm como filão a construção de casas para cooperativas no DF está a Costa Novaes, que pertence a Carlos Magno Santana Costa e Gilda Maria Ramos Costa, que são casados. Entre janeiro de 2007 e abril de 2008, Magno foi o chefe de gabinete do distrital Batista das Cooperativas. Por indicação do deputado, saiu para ocupar o cargo de coordenador de Projetos Especiais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab).

Na Codhab, Carlos Magno era responsável por preparar editais de convocação das cooperativas. Fez isso por um ano. Em abril de 2009, saiu da Codhab. Em 2010, a empresa de Carlos Magno venceu edital lançado pela Companhia para a construção de 900 moradias destinadas às cooperativas em Cidade Ocidental. A construção de cada uma das casas sairá, em média, por R$ 45 mil, fora o valor do terreno. Isso significa que em apenas um negócio a empresa de Carlos Magno terá a chance de movimentar, pelo menos, R$ 40 milhões.

A prosperidade de Carlos Magno como empresário e sua carreira de gestor público na Codhab coincidem com o ingresso de Batista na política, em 2006. Em janeiro do mesmo ano, Magno entra para a sociedade da Costa Novaes. O Correio esteve na construtora, que funciona no Alameda Shopping, em Taguatinga. O empresário não estava lá no momento, mas em entrevista por telefone afirmou que a participação de sua empresa está “absolutamente dentro da lei”.

Ele ressaltou que, enquanto ocupou cargo na Codhab não participou dos processos de licitação da Companhia. “Respeitei uma quarentena e se venci o edital é porque tive competência para isso. Em nenhum momento minha empresa se beneficiou pelos postos que ocupei”, afirmou. Ele garantiu ainda que, em caso de rescisão de contrato com a construtora, a empresa, no prazo estabelecido, devolve o dinheiro do cooperado.

Batista afirmou que atua em prol das cooperativas e que é natural manter pessoas ligadas ao setor como assessores. “Estranho seria se eu me chamasse Batista das Cooperativas e tivesse bancários como pessoas de confiança”, alegou. Batista se diz vítima de denúncias infundadas com interesses eleitoreiros. Ele nega que tenha algum dia se beneficiado pessoalmente ou aos negócios de Carlos Magno. “Ele não é o meu laranja, eu não tenho construtora nesse ramo. Milito em defesa dos cooperados e, desde 2006, na condição de deputado”, afirmou o deputado.

Esquema milionário

GDF, Habitação em 29/04/2010 às 7:52

Do Correio Braziliense: Duas investigações em curso no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apuram a conduta de cooperativas habitacionais e construtoras que podem estar agindo de má-fé ao vender o sonho da casa própria, cobrar em dinheiro e não entregar a moradia. Iniciados em março deste ano, os inquéritos civis públicos apuram denúncias de que uma área de 330 mil m² no Riacho Fundo II — identificada como a quarta etapa — teria mais compradores do que espaço físico. Promotores de Justiça também investigam suposto tráfico de influência que pode ter beneficiado a construtora Costa Novaes Empreendimentos Ltda. A empresa pertence a um dos principais aliados políticos do distrital Batista das Cooperativas (PRP). Em apenas um edital em que saiu vitoriosa em 2010, a empreiteira terá a chance de movimentar R$ 40 milhões.

O terreno que está no alvo do Ministério Público foi doado pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e tem capacidade para abrigar até 5.138 famílias. Mas há um conjunto de 207 cooperativas, cada uma com centenas, às vezes milhares de pessoas inscritas, que pagam taxas de manutenção e até mesmo o valor integral das casas na expectativa de morar nesse espaço cedido pelo governo federal. O inquérito do MP contém os relatos de pessoas que se sentiram enganadas pelas cooperativas porque pagaram valores entre R$ 3 mil e R$ 15 mil em 2006, mas ainda moram de aluguel.

As entidades ligadas às habitações, assim como as construtoras envolvidas no processo fecham negócios com base na expectativa de que terrenos do governo sejam liberados para a construção. Como existe uma negociação para que a área seja de fato autorizada, as pessoas confiam nas informações — supostamente privilegiadas — dos dirigentes de cooperativas e se arriscam em um negócio que nem sempre tem um desfecho esperado pelas famílias. É o que ocorre no caso do espaço entre as quadras 18 a 34 de Riacho Fundo II. O lugar foi doado pela União ao GDF em 2006. Mas, desde então, nenhuma casa foi construída. O processo de preparação do terreno, bem como o de licenças ambientais, se prolonga há quatro anos.

Frustração
O funcionário público Gabriel – que prefere preservar o nome verdadeiro para não sofrer retaliações – estava na expectativa de comprar um dos dois mil apartamentos que serão entregues na etapa IV do Riacho Fundo II. Há quatro anos, ele se cadastrou em uma cooperativa habitacional chamada Comteto, no Recanto das Emas . Precisou pagar uma taxa de R$ 300 só para se inscrever, além de um valor mensal de R$ 5 para manutenção da entidade. Mas a quantia mais alta teria sido paga diretamente à construtora Costa Novais Empreendimentos. “Me pediram R$ 5 mil para pagar a construtora e o restante eu ia pegar do crédito solidário da Caixa Econômica para a construção do apartamento”, diz, ressaltando que o imóvel seria de 55m², com dois quartos. Como o empreendimento até hoje não foi iniciado, Gabriel resolveu rescindir contrato há dois meses. “Me falaram que já estava certo, que eu ganharia o lote e que o canteiro de obras estava sendo construído”.

A promessa de receber lote no Riacho Fundo II também encheu Renata (nome fictício) de esperança. Há 10 anos, ela se associou a uma cooperativa local e calcula já ter gasto R$ 8 mil em valores cobrados pelos representantes das entidades. Ela guarda em casa diversos recibos comprovando o pagamento de parcelas de R$ 415 à entidade, mas em nenhum deles – datados de 2003 e 2004 – consta a assinatura de algum líder da cooperativa. “Eles não assinaram nada e hoje eu tenho medo de ter sido enganada”.

Segundo o site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, cooperativas e construtoras respondem a processos. Três deles transcorrem na Terceira Vara Cível de Taguatinga contra Carlos Magno, dono da Costa Novaes Empreendimentos. Outros dois processos também estão em execução na 6ª Vara de Fazenda Pública de Brasília contra a construtora de Magno. Em decisão proferida em 26 de março, a Justiça expediu mandado de citação para que a Costa Novaes efetuasse, no prazo de três dias, o pagamento da dívida, sob pena de penhora e avaliação de bens. O valor das causas varia entre R$ 110 mil e R$ 342 mil.

DEM sai da CPI

Sem categoria em 28/04/2010 às 20:06

A bancada do DEM na Câmara Legislativa decidiu retirar o nome do distrital Paulo Roriz da composição da CPI da Corrupção. A vaga, aberta com a saída da deputada Eliana Pedrosa há algumas semanas, seria ocupada por Roriz, cotado para presidir a comissão. O partido, porém, determinou que nenhum dos três distritais ocupasse a vaga. Com isso, a CPI segue apenas com três integrantes, desde que Eliana e o pedetista José Antônio Reguffe desistiram de seus cargos na comissão. Além do desfalque, a comissão está ainda sem presidente e vice.

A decisão do DEM foi mais uma medida para enfraquecer a CPI e deixá-la mais perto do fim. A nova bancada de oposição ao governo na Câmara Legislativa, porém, promete não deixar os trabalhos se encerrarem. Há deputado insatisfeito jurando que o PMDB vai saber o que é governador com uma CPI no encalço.

Diante disso, o PMDB tenta neutralizar as ameaças retomando a vaga que cabia à legenda, mas era ocupada por Reguffe. O partido já anunciou que quer o ex-secretário de Esportes do GDF Aguinaldo de Jesus (PRB) no posto. Sem um nome democrata, caberá então ao presidente Wilson Lima (PR) indicar o quinto elemento da comissão. As nomeações devem sair na próxima semana.

Gim diz que ainda não desistiu

GDF, Partidos, Política em 28/04/2010 às 19:57

As especulações de que teria desistido de concorrer ao cargo de governador do Distrito Federal nas eleições de outubro - principalmente para disputar uma das vagas ao Senado na chapa do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) - fizeram o senador Gim Argello adotar como lema uma citação do ex-ministro Petrônio Portela: “Quem tem tempo não tem pressa”.

Desde que a notícia se sua desistência da candidatura majoritária foi veículada, o senador diz estar recebendo manifestações de apoiadores e eleitores, contrárias à decisão. Por isso, decidiu pensar melhor sobre o assunto. ”O certo é que disputarei às eleições. O cargo ainda vou definir”, afirmou.

Militares pedem aumento

Segurança, Senado em 28/04/2010 às 19:42

O senador Gim Argello (PTB-DF) leva nesta quinta-feira (29) ao presidente Lula, em um encontro que terá com ele, uma proposta de aumento para os 25 mil policiais e bombeiros militares do Distrito Federal. O pedido foi feito na noite desta quarta-feira (28), quando o senador recebeu em seu gabinete representantes das duas corporações.

Os militares mostraram ao senador que o Plano de Cargos e Salários aprovado para a categoria no ano passado não representou reajustes salariais significativos para as duas corporações. “Sei que o prazo é exíguo, mas vamos tentar resolver esse aumento. Com a PM e o Corpo de Bombeiros bem estruturados, nós temos um ganho na qualidade de vida para toda a população do DF”, prometeu o senador.

Presente no encontro, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Gilberto Porto, primeiro agradeceu a ajuda do senador na aprovação do Plano de Cargos e Salário. Depois, pediu que Gim intercedesse junto ao governo federal para a regulamentação da Lei 12.087 que dá estrutura definitiva ao plano. O petebista ligou para a Casa Civil e conseguiu a promessa de que a lei será sancionada por Lula nos próximos dias.

CPI aprova 41 oitivas

Câmara Legislativa, GDF em 28/04/2010 às 11:59

Integrantes da CPI da Corrupção aprovam oitivas de 41 pessoas na comissão. Entre elas, deputados distritais, secretários de estado e os ex-goverandor José Roberto Arruda e ex-vice Paulo Octávio. A ideia inicial é pedir esclarecimentos por escrito aos citados na Operação Caixa de Pandora.

Batista das Cooperativas acrescentou mais dois nomes a serem ouvidos - o do presidente do PR e ex-secretário de Ciência e Tecnologia, Izalci Lucas, e o pré-candidato petista ao GDF, Agnelo Queiroz. A justificativa é de que Izalci atuava em uma área relacionada a contratos de informática e Agnelo viu vídeos de Durval Barbosa antes da divulgação da Operação Caixa de Pandora. “Não estamos aventando presunção de culpa, mas ouvindo pessoas como testemunhas”, argumentou. A proposta, porém, vai ser discutida apenas na próxima semana.

Os nomes aprovados:

1)   Benjamim Roriz

2)   Luiz Paulo da Costa Sampaio

3)   Conselheiro Domingos Lamóglia

4)   José Geraldo Maciel

5)   Joaquim Domingos Roriz

6)   Paulo Octávio

7)   José Roberto Arruda

8 )   Deputada Eurides Brito

9)   Deputado Aylton Gomes

10)Deputado Benedito Domingos

11)Deputado Benício Tavares

12)Deputado Geraldo Naves

13)Deputado Osório Adriano

14)Deputado Rogério Ulisses

15)Berinaldo Pontes

16)Fábio Simão

17)Fernando Antunes

18)Flávia Peres Arruda

19)Gibrahil Hassan Gebrim

20)Haroaldo Brasil de Carvalho

21)José Humberto Pires de Araújo

22)José Luiz Valente

23)José Luiz Vieira Naves

24)Júnior Brunelli

25)Leonardo Prudente

26)Lucio Flávio de Oliveira

27)Luiz França

28)Marcelo Carvalho

29)Marcelo Toledo Watson

30)Odilon Aires

31)Omésio Ribeiro Pontes

32)Paulo Pestana

33)Paulo Roberto (DFTRANS)

34)Pedro Marcos Dias (Pedro do Ovo)

35)Renato Malcotti

36)Ricardo Pinheiro Penna

37)Roberto Eduardo Ventura Giffoni

38)Rodrigo Arantes

39)Tales de Souza

40)Valdivino José de Oliveira

41)Wellington Luiz Moraes

Em crise com o GDF

Câmara Legislativa, GDF em 28/04/2010 às 11:42

Reunião da CPI da Corrupção na manhã desta quarta-feira (28) mostrou um integrante de postura nova: o distrital Batista das Cooperativas (PRP). Batista fez uma enfática defesa dos trabalhos da CPI, ao lançar sua candidatura à presidência da comissão.

“Eu nunca defendi que tínhamos de sepultar a CPI. Muito pelo contrário. Esta Casa tem surpreendido muitos pessimistas de plantão. E essa CPI também vai surpreender. Se não ficar ninguém nesta CPI, eu vou ficar!”, discursou um inflamado Batista.

Não foi à-toa. Sua nova postura diante das investigações seria decorrente de um desgaste em suas relações com o GDF por conta do comando da área da Habitação. Na noite de terça-feira (27), Batista e o ex-secretário da pasta, Paulo Roriz (DEM) se estranharam gravemente. À imprensa, Batista fez insinuações de que Roriz estaria envolvido em irregularidades na Habitação. Recebeu então o telefonema do distrital, transtornado.

Depois do bate-boca, os dois se entenderam. Batista explicou ter dado as declarações de cabeça quente, ao saber, pelo governo, que teria sido Paulo Roriz o responsável por impedir suas indicações para a Codhab, com a justificativa de que seus apoiadores estariam sob suspeita. O democrata desmentiu a versão e os dois concluíram estarem sendo vítimas dos novos governistas. “Querem nos ferrar’, avaliou Roriz.

Resta saber quanto tempo durará a crise entre distritais e GDF…

PSOL em busca de alianças

Partidos, Política em 28/04/2010 às 11:01

O PSOL-DF começou esta semana uma série de conversas para as eleições de outubro deste ano. A intenção é construir uma frente de esquerda no  Distrito Federal. O primeiro encontro foi com representantes  do PCB. As duas legendas afirmam ter pontos em comum como, por exemplo, a elaboração de um programa socialista de governo para a capital. “Queremos uma frente de esquerda para enfrentar a coligação de direita, representada por Joaquim Roriz e seus aliados e a coligação de centro direita, representada por Agnelo Queiroz e Tadeu Filippelli, que estão em estágio avançado de entendimento entre o PT e o PMDB no DF”, diz Toninho, presidente regional do PSOL.

Na próxima quinta feira (29), o PSOL conversará com a direção do PSTU. O objetivo é o mesmo: a construção de uma frente de esquerda.

PDT quer desfiliação de Aguiar

GDF, Política em 28/04/2010 às 9:57

A executiva do PDT-DF se reuniu na noite de terça-feira (27) para decidir a situação do partido junto ao novo Governo do Distrito Federal. A conclusão foi de que o partido não participará do governo Rogério Rosso e que nenhum filiado poderá ocupar cargos de confiança no GDF. A reunião, convocada depois da nomeação do vice-presidente da legenda, Marcelo  Aguiar, para secretário de Educação, tratou ainda da desfiliação do pedetista. O pedido de licença apresentado por Aguiar ainda não foi avaliado. Mas a direção do partido espera que ele peça desfiliação do partido, ou será levado à Comissão de Ética da legenda.

CCJ analisa Ficha Limpa

Câmara dos Deputados em 28/04/2010 às 9:06

Da Agência Brasil: A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vai apreciar hoje (28), às 10h, as 28 emendas apresentadas em plenário ao projeto Ficha Limpa. A proposta, de iniciativa popular, chegou à Casa com mais de 1,5 milhão de assinaturas e tramita juntamente com o Projeto de Lei Complementar 168/93, que altera a Lei de Inelegibilidades. O parecer sobre a matéria será apresentado pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP).

A CCJ tem até amanhã (29) para discutir e aprovar o parecer. Caso contrário, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), já anunciou que as emendas serão analisadas diretamente pelo Plenário, em regime de urgência.

Indiciada na CPI da Educação

Câmara Legislativa, Educação, GDF em 28/04/2010 às 8:55

Do blog da jornalista Ana Maria Campos: A Secretaria Extraordinária de Educação Integral, reduzida ao status de subsecretaria, será comandada por antiga servidora da educação, Hélvia Paranaguá, indicada pela deputada Eurides Brito (PMDB).

A CPI da Educação na Câmara Legislativa, relatada pelo deputado distrital Paulo Tadeu (PT) em 2006, pediu o indiciamento de Hélvia, por corrupção, concussão, prevaricação e advocacia administrativa. A atual vice-governadora, Ivelise Longhi, era deputada distrital e foi a vice-presidente da CPI da Educação.

Update: Secretaria de Educação esclarece que a subsecretária Hélvia Paranaguá é servidora de carreira da Secretaria. “Não é porque houve denúncias por ocasião da CPI da Educação que ela deve ficar parada na carreira e não mais assumir cargos dentro do GDF. Além do mais, aquelas acusações mostraram-se sem fundamento, já que os integrantes da CPI, de posse de tanta documentação e de tantos poderes, não conseguiram provar nada contra a servidora e nada lhe foi imputado”, diz nota oficial.

Terrenos fantasmas à venda

GDF, Habitação em 28/04/2010 às 8:50

Do Correio Braziliense: As denúncias que envolvem o esquema de concessão e de venda ilegais de lotes pela Companhia Habitacional do Distrito Federal (Codhab) atingem ex-autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF) e presidentes de cooperativas candangas. As fraudes, praticadas com o uso de documentos sem valor jurídico, oferecem autorizações para a ocupação de terrenos ainda em fase de estudos para provável urbanização. A investigação, aberta pelo governo local há uma semana, aponta para a falsificação de documentações e arrecadação irregular de mais de R$ 10 milhões em dois anos.

A falcatrua aparece como um possível desdobramento da Operação João de Barro, que apura indícios de corrupção na doação de áreas por meio da Codhab. O Correio teve acesso a dois documentos que confirmam a concessão indevida de lotes na capital. As autorizações para Ocupação de Lote levam o timbre do GDF e da Codhab e são supostamente vendidas para associados de cooperativas. O preço do documento pode variar de R$ 10 mil a R$ 20 mil. O valor legal delas, no entanto, inexiste, uma vez que apenas Termos de Concessão de Uso servem para comprovar a posse de um terreno.

A suposta fraude é investigada pela Corregedoria do Distrito Federal. Apura-se ainda se o esquema milionário contava com a anuência de servidores do GDF, assim como procura-se identificar os principais beneficiados. Sabe-se que pelo menos mil associados de cooperativas pagaram para obter as autorizações para Ocupação de Lote, mas há dúvidas quanto ao destino do dinheiro. Estão sendo investigados desde funcionários públicos até presidentes das associações. “São denúncias graves, que o governo já tem conhecimento. A apuração é prioridade”, explicou o governador do DF, Rogério Rosso (PMDB).

Uma das autorizações de Ocupação de Lote conseguida pelo Correio tem a assinatura de João Carlos Coelho de Medeiros, que ocupou o cargo de diretor-presidente da Codhab até março de 2010. A documentação identifica o nome e o CPF do beneficiado, e o autoriza a ocupar um imóvel na Quadra 117, Conjunto 14, Lote 18, no Recanto das Emas. A reportagem esteve no local e encontrou um terreno coberto de mato e lixo. O terreno fica ao lado da Quadra 116, a última da cidade. Vizinhos contam que a área seria destinada às cooperativas. “Toda semana chega alguém perguntando sobre esses lotes”, contou uma moradora.

O administrador do Recanto das Emas, Stênio Pinho, estranhou a existência de documentação que autoriza a ocupação de lotes na Quadra 117. Segundo ele, há um projeto para a urbanização da área na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do DF (Seduma). O estudo, porém, jamais saiu do papel. “Não existe endereço algum nessa área, e a população não pode ser enganada dessa forma. Todos os programas de habitação do Distrito Federal estão parados para investigar justamente esse tipo de fraude”, afirmou.

Equívoco
João Carlos de Medeiros acabou exonerado do cargo de presidente da Codhab em 20 de abril, um dia após a posse de Rogério Rosso como chefe do Executivo local. Ele exercia função comissionada no órgão, onde prestava serviço desde 6 de março de 2009 — atuou como diretor até fevereiro do ano passado, quando passou a ser presidente. “Assim que assumi o governo, recebi informações da Corregedoria e da Secretaria de Segurança sobre essas denúncias. Meu primeiro decreto foi exonerar a Diretoria da Codhab para que eles não atrapalhassem as investigações”, revelou Rosso.

Medeiros admitiu ao Correio que assinou a Autorização para Ocupação de Lote obtida pela reportagem e ainda defendeu a legalidade do documento. “Trata-se de uma pré-habilitação, uma documentação que, mais à frente, deve ser trocada por um Termo de Concessão de Uso. É um procedimento adotado há muitos anos. Se alguém está vendendo ou pagando por isso, não tenho nenhuma responsabilidade”, argumentou. Ele reconheceu, no entanto, falhas no texto. Entre elas, a estipulação de prazo de 120 dias para a ocupação do lote. “A expressão pode estar equivocada.”

A outra autorização a que o Correio teve acesso indica a assinatura do deputado distrital Paulo Roriz (DEM). O documento, datado de 2 de junho de 2009, permite a ocupação de um terreno no Riacho Fundo II. Por meio de nota, a assessoria de Roriz divulgou que “trata-se de uma falsificação grosseira, na qual foi utilizada uma cópia da assinatura do parlamentar, sem valor jurídico algum, possivelmente usada com má-fé na tentativa de enganar pessoas de baixa renda (sic)”. O papel atesta Roriz como secretário de Habitação, época em que não estava mais à frente do cargo.

Comitê decidirá sobre obras

GDF, Obras em 28/04/2010 às 8:42

Do Correio Braziliense: No mandato-tampão, a decisão sobre a continuidade e a contratação de obras não ficará restrita ao crivo do secretário de Obras. Um comitê presidido pela vice-governadora Ivelise Longhi, arquiteta de carreira do Governo do Distrito Federal, vai cuidar do assunto. A decisão foi tomada ontem pelo governador Rogério Rosso (PMDB) que deverá editar um decreto com os nomes dos membros da comissão. Os secretários de Planejamento, Governo, Fazenda, Transportes e o de Obras participarão da discussão. A palavra final será do próprio governador.

Rosso confirmou na secretaria de Obras a indicação do presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. Sai Jaime Alarcão, que ficou no cargo durante a gestão de Wilson Lima (PR), a pedido do ex-titular da pasta Márcio Machado, e entra Davi Matos, que foi adjunto de Filippelli na Agência de Infraestrutura e Obras no governo de Joaquim Roriz, hoje no PSC. Matos também foi presidente da Agência Reguladora de Águas e Saneamento (Adasa), por indicação de Filippelli. Na Novacap, braço operacional das obras, Rosso deve manter a diretoria que já havia sido sugerida pelo peemedebista no governo de José Roberto Arruda.

Com a criação do comitê de gerenciamento, os principais assessores de Rosso na área financeira, gestão e de infraestrutura terão poder para decidir prioridades na contratação de novas obras, na deflagração de processos de licitação e na suspensão de eventuais projetos, caso haja algum problema. Estão em curso cerca de 2 mil obras, iniciadas por Arruda, principalmente no sistema viário. Entre os grandes projetos herdados por Rosso estão a conclusão da Linha Verde, uma reforma na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cuja licitação para o projeto básico está sob investigação no Ministério Público do DF.

Polícia no poder

GDF em 28/04/2010 às 8:40

Do Correio Braziliense: O poder da Polícia Civil do Distrito Federal é evidente no governo de Rogério Rosso. O novo governador nomeou policiais em cargos de grande visibilidade e destaque. Cotado para comandar a instituição, o delegado Antônio Coelho perdeu a indicação para o colega Pedro Cardoso, que já estava no cargo desde fevereiro. Mas ganhou uma das pastas mais visadas na estrutura do Executivo, tão importante que, no formato da gestão anterior, foi delegada ao vice-governador Paulo Octávio: a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Outro delegado, Geraldo Nugoli, vai dirigir o Departamento de Trânsito (Detran-DF), tirando das mãos de policiais militares o comando da área.

A distribuição de cargos estratégicos entre policiais civis de diferentes grupos pacifica as forças políticas na instituição. Cardoso era o nome da preferência do ex-diretor-geral da Polícia Civil, hoje deputado federal Laerte Bessa (PMDB-DF); do presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF), Wellington Luís; e do presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (Sindepo), Mauro Cézar Lima. De grupo antagônico, o deputado distrital Alírio Neto (PPS), que apoiou a campanha de Rogério Rosso nas eleições indiretas, queria mudanças no comando da Polícia Civil.

Indicação
Nos três anos do governo de José Roberto Arruda, Alírio teve no diretor-geral da Polícia Civil um amigo e coordenador de campanha, o delegado, agora aposentado, Cleber Monteiro. Ele saiu por desentendimentos com Arruda no auge da crise da Caixa de Pandora. Mas Alírio recebeu agora uma compensação. Ex-diretor do Departamento de Atividades Especiais (Depate), órgão que reúne todas as divisões estratégicas na estrutura policial, o delegado Geraldo Nugoli é uma indicação dele.

A escolha de Nugoli para o Detran-DF foi decidida na última sexta-feira em reunião entre Rosso e Alírio, da qual participou também o deputado federal Alberto Fraga (DEM). Com a indicação, o governador quebra uma sequência de nomes de policiais militares para o comando do Detran-DF, que teve como últimos diretores os coronéis da reserva Jair Tedeschi e Cezar Caldas.

A escolha de Coelho para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico é um capítulo à parte. Ex-delegado titular da 2ª DP (Asa Norte), Antônio Coelho chegou a ser cotado para a direção-geral da Polícia Civil três vezes desde 2007. Com muitas conexões políticas, Coelho, que ajudou na campanha de Arruda e também na de Rosso, chegou a ser confirmado para o cargo quando Cleber Monteiro deixou a função. Querido por muitos agentes, ele sofre resistência de parte dos delegados por ser ligado politicamente a Marcelo Toledo, agente da Polícia Civil aposentado, investigado na Operação Caixa de Pandora. Coelho é apoiado pelo deputado distrital Benício Tavares (PMDB) e pelo ex-chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão. “Policiais desfrutam de grande credibilidade pelo trabalho que desempenham. É normal serem chamados para funções estratégicas”, analisa Pedro Cardoso.

Comentário do blog: Na cidade já circula uma brincadeira sobre tantos policiais no novo governo - É que o GDF havia virado mesmo um caso de Polícia…

Os artigos cancelados do PDOT

Câmara Legislativa, GDF, TJDFT em 28/04/2010 às 8:35

Do Correio BraziliensePrincipais pontos considerados inconstitucionais pelo TJDFT no Plano Diretor de Ordenamento Territorial.

Incisos II a IV e parágrafos 1º e 2º do artigo 43 — Fixa índices urbanísticos de lotes para novos parcelamentos;

Incisos V e VII do artigo 53 — Destina área para criação de Setor de Garagens, em Samambaia;

Inciso VII do artigo 55 — Destina área na Fazenda Sucupira, no Riacho Fundo, para criação do Parque Tecnológico de Biotecnologia e Agronegócios;

Artigo 70 — Cria o Setor Habitacional Catetinho;

Incisos XII, XIV e XV do parágrafo 1º do artigo 74 — Transformam em zona urbana de expansão e qualificação trecho a Noroeste de Santa Maria até o Córrego Alagado, DF-180 (trecho a Oeste, entre a Rodovia DF-190 e o Córrego Samambaia), trecho ao longo da BR-060, a oeste de Samambaia;

Artigo 109 — Possibilita que o lote da Novacap, no Setor de Indústria e Abastecimento, tenha uso comercial e habitacional;

Artigo 113, parágrafo 3º — Fica assegurada a ocupação de 100% dos imóveis localizados no Setor Central do Guará;

Artigos 200 a 203 — Criam a figura do urbanizador social, pessoa física ou jurídica que no sentido de ajudar no processo de regularização de parcelamentos e levantamento de novas áreas habitacionais.

PT segue sem consenso sobre PMDB

Partidos, Política em 27/04/2010 às 21:58

O diretório do PT-DF decidiu adiar a decisão sobre uma possível aliança entre o partido e o atual governo peemedebista, com direito a coligação nas eleições de outubro. O adiamento foi provocado pela total falta de consenso na legenda, como ficou demonstrado na reunião desta terça-feira (27). Parte dos petistas está fazendo duras críticas à aliança. Outra parte considera a coligação essencial para a vitória nas urnas. A decisão da legenda foi de não colocar a questão em votação, para amadurecer um pouco mais as discussões sobre o tema.

Emendas consideradas inconstitucionais

TJDFT em 27/04/2010 às 21:11

O Conselho Especial do TJDFT encerrou nesta terça-feira (27) o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade, impetrada pelo Ministério Público do DF, contra o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF (PDOT). Ao todo, 60 dispositivos foram considerados inconstitucionais (50 deles por vício formal e 10 por vício material).

O tribunal entendeu que não seria preciso anular toda a lei, mas somente as emendas parlamentares acrescentadas ao texto original do Plano Diretor. Entre as emendas consideradas inconstitucionais está a que cria o Setor Habitacional Catetinho. Todos os dispositivos anulados podem ser conferidos aqui.

Cuidado redobrado pré-eleição

Partidos, Política em 27/04/2010 às 20:48

Dirigentes do PT começam a se preocupar com o andamento da Operação Shaolin. As investigações estariam chegando perigosamente perto do partido.

(Um aviso aos desavisados: nenhum partido exerce controle sobre este blog.)

Deputada marca depoimentos

Câmara Legislativa em 27/04/2010 às 19:40

A deputada distrital Erika Kokay (PT), relatora do processo por quebra de decoro parlamentar da peemedebista Eurides Brito, já fez o primeiro pré-agendamento das oitivas de testemunha do caso na Comissão de Ética da Câmara Legislativa. Previstos para sexta-feira (30) estão os depoimentos de duas pessoas indicadas por Eurides - Marylene Caldas e Célia Cristina Couto - e uma pedida por Erika - David Miranda.

Na próxima segunda-feira (3) seria a vez de mais duas testemunhas da distrital - Elizangêla Pires e Nilton Ferreira - e mais uma da relatora - Watanábio Brandão. O agendamento, no entanto, precisa da confirmação das testemunhas. As oitivas têm um impedimento: são meros convites e os indicados não são obrigados a comparecer à Câmara Legislativa.

De bem com a Polícia

GDF, Segurança em 27/04/2010 às 19:23

A Polícia Civil do DF está em lua de mel com o novo governador Rogério Rosso (PMDB). Além da nomeação de policiais civis para diversos cargos do GDF, Rosso assinou nesta terça-feira (27) o decreto que autoriza o pagamento de um benefício conquistado pela categoria desde o início do governo, mas que ainda não havia sido liberado: a conversão em dinheiro de licenças-prêmios não usufruídas.

A medida foi aprovada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal em 2008 e foi paga a cerca de 250 policiais aposentados. Faltava pagar delegados, agentes e peritos na ativa. O pagamento será feito em 36 parcelas.

Update: Governador não assinou o decreto hoje. Assina na quarta-feira (28).

PDT reafirma que decisão foi pessoal

GDF, Partidos em 27/04/2010 às 19:00

A executiva regional do PDT divulgou nota no final da tarde desta terça-feira (27), assinada pelo presidente do partido, Ezequiel Nascimento, sobre a decisão do pedetista Marcelo Aguiar de assumir a Secretaria de Educação do GDF. Aguiar anunciou que também vai se licenciar do partido. Confira a nota do PDT:

“A Direção Executiva do Partido Democrático Trabalhista do Distrito Federal (PDT-DF) informa que a nomeação do seu atual vice-presidente Marcelo Aguiar para ocupar a Secretaria de Educação do GDF não é resultado de discussão, deliberação ou indicação partidária. É decisão pessoal do governador Rogério Rosso e do nomeado.

A direção do PDT reitera sua confiança na competência e seriedade do novo secretário, qualidades indispensáveis para integrar o nosso partido, mas reserva-se o direito de levar a decisão pessoal do seu vice-presidente às instâncias partidárias para a adoção das providências que couberem“.

Geraldo Martins vai para Sejus

GDF, Segurança em 27/04/2010 às 18:26

O atual chefe da Defensoria Pública, o defensor público de carreira, Geraldo Martins, será o novo secretário de Justiça e Cidadania do GDF. A indicação foi feita pelo distrital Alírio Neto (PPS). Martins foi procurador da Câmara Legislativa na legislatura passada.

As nomeações incluíram também a chefia do Na Hora, que será ocupada pelo presidente da Associação Brasiliense de Papiloscopista (Asbrapp), José Luiz Lopes, e do Procon, Oswaldo Moraes. Ligado ao ex-diretor do órgão, Ricardo Pires (PPS), Moraes foi um dos primeiros funcionários do instituto.

Anilceia fica no TCDF

Câmara Legislativa, STJ, TCDF em 27/04/2010 às 16:47

Do blog da jornalista Ana Maria Campos: O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu há pouco que a presidente do Tribunal de Contas do DF, Anilcéia Machado, deve permanecer no cargo de conselheira. Os ministros da 1ª Turma do STJ decidiram que o problema de distribuição das vagas no TCDF poderá ser resolvido com a indicação de um membro do Ministério Público de Contas para a vaga aberta com a aposentadoria do conselheiro Jorge Caetano.

Com isso, a Câmara Legislativa perdeu a chance de indicar o novo conselheiro. Estava tudo preparado para eleger o deputado distrital Aguinaldo de Jesus (PRB).

Aprovadas oitivas para Eurides

Câmara dos Deputados em 27/04/2010 às 16:43

Reunião da Comissão de Ética da Câmara Legislativa, na tarde desta terça-feira (27), quase tirou a relatoria do processo por quebra de decoro parlamentar contra a peemedebista Eurides Brito da responsabilidade de Erika Kokay (PT). Sob o argumento de que a petista estava em recuperação do infarto sofrido no início do mês, o presidente da comissão, deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), sugeriu trocar o relator do processo. Erika, que retomou os trabalhos logo após a eleição indireta, recusou com veemência a sugestão. A deputada tem ainda 30 dias úteis, prorrogáveis por mais 30, para apresentar o seu parecer sobre o caso.

E na sessão foram aprovados os depoimentos de 13 testemunhas para o processo. Seis foram apresentadas a pedido da defesa de Eurides Brito, como forma de comprovar os eventos realizados na campanha - a peemedebista argumenta que o dinheiro recebido era para pagar eventos da campanha de senador do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

Outros sete depoimentos foram propostos por Erika Kokay. Entre eles, Watanábio Brandão, que trabalhou na campanha do ex-governador, a ex-secretária de Educação Vandercy Camargos e o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa.

Persona non grata

Cidades, GDF em 27/04/2010 às 12:24

Lideranças políticas e comunitárias do Cruzeiro estão apreensivos com os rumores que correm na cidade de que o ex-deputado distrital Odilon Aires, do PMDB, estaria se articulando para indicar o administrador do Cruzeiro. Envolvido em várias denúncias e citado na Operação Caixa de Pandora, Odilon Aires é persona non grata no Cruzeiro.

Update: O ex-deputado distrital Odilon Aires (PMDB) assegurou ao blog que não vai indicar o administrador do Cruzeiro. Segundo ele, indicar administrador é sempre um risco: ”Se ele faz um bom trabalho, vira candidato. Se não faz, acaba com a reputação do padrinho político”, afirma, de forma pragmática. Além disso, Odilon diz defender a eleição direta para administrador regional. ”Sou morador do Cruzeiro, querido na cidade, é um absurdo afirmarem esse tipo de coisa”, reclamou.

Servidores contestam nomeação

GDF, Segurança em 27/04/2010 às 12:14

Servidores do Detran foram surpreendidos nesta terça-feira (27) com a nomeação do delegado Geraldo Nugoli para a direção do órgão. Os servidores, por meio do Sindetran, estavam mobilizados na campanha para que o novo diretor do departamento fosse alguém do quadro de servidores, numa tentativa de evitar o que eles chamaram de “paraquedistas”. O sindicato chegou a enviar uma carta aberta ao governador Rogério Rosso e à população, explicitando o pedido.

Na próxima sexta-feira (30), a categoria fará uma assembleia para tratar do assunto. A intenção é até fazer greve para impedir o que eles consideram uma um ingerência no órgão. Confira a seguir a íntegra da carta aberta ao governador:

“Com enorme satisfação vimos por meio deste instrumento público parabenizar a Vossa Excelência e sua vice pela eleição para Governador e Vice governadora do Distrito Federal. Nesta oportunidade solicitamos sua atenção para um grave problema que tem sido recorrente em nossa Autarquia nos últimos anos. Trata-se essencialmente das exageradas interferências políticas de gestão em detrimento dos aspectos técnicos que deveriam preponderar na condução de políticas, bem como na composição da cúpula administrativa do Órgão.

Durante anos o Detran vem sendo usado como moeda de troca ou pagamento de favores políticos prestados a candidatos ao GDF ou a parlamentares da base de apoio destes governadores. Esta prática, que é repugnante por si só, atenta contra os princípios constitucionais que norteiam a boa administração pública, e consequentemente, o bom andamento dos serviços que prestamos à sociedade.

A eleição de Vossa Excelência, ainda que em meio à maior crise já experimentada pela capital desde sua fundação, pode ser o marco do rompimento desta relação equivocada com parlamentares e representar o fim da interferência espúria que na maioria das vezes atende tão somente a demandas de ordem pessoal, interesses escusos e anti-republicanos que camuflam o desvio do interesse público, haja vista o envolvimento direto do órgão com várias empresas citadas na “operação caixa de pandora”. Isto tudo precisa ter fim, visto que estas gestões em sua maioria foram obscuras, tendenciosas e temerárias ao ponto de quase pôr fim ao que até pouco tempo era considerado o melhor Detran do Brasil.

Para o conhecimento de Vossa Excelência, somente nos primeiros anos do governo Arruda foram três os diretores que se alternaram no poder e nada fizeram pelo trânsito da Capital Federal, além de prejudicar o trabalho dos servidores enquanto pioravam as condições de trabalho. Deixaram as políticas de trânsito à margem do interesse público, desprovidas de qualquer ação capaz de reduzir os índices de acidentes de trânsito ou melhorar a fluidez de veículos no já caótico trânsito de Brasília. Neste contexto, tivemos um advogado/jornalista e dois coronéis no comando do Detran.

Recentemente, com o mandato interino do Deputado Wilson Lima, para nossa grata surpresa, um servidor de carreira assumiu a Direção Geral do órgão. Há que se registrar que, apesar do curto espaço de tempo, o trabalho da equipe deste último no comando do Detran-DF trouxe de volta a auto-estima dos servidores com resultados imediatos como a diminuição no tempo de atendimento dos nossos usuários, intensificação da fiscalização, visibilidade na educação de trânsito, bem como o fim das intermináveis filas para vistoria de veículos.

Isto posto, sabedores da intenção de Vossa Excelência em compor sua equipe com corpo técnico dos respectivos órgãos e secretarias, solicitamos que seja dado ao Detran-DF o mesmo tratamento dispensado aos outros órgãos do governo, e ainda a imediata substituição de alguns diretores suspeitos de contratação de empresas para atender a interesses privados, que investem contra a administração pública. Valorizar a prata da casa significa não só a manutenção de servidores nos cargos de comando da Autarquia, mas principalmente, resgatar a instituição que foi referencial para o país e que hoje agoniza com as administrações desastrosas a que fomos submetidos. É preciso que fique claro que não mais aceitaremos passivamente estas interferências políticas em detrimento do que é probo.

Não queremos e nem pretendemos indicar nenhum nome a Vossa Excelência, pois achamos que este nome emana da autoridade do chefe de Estado. Entretanto, reafirmamos nossa convicção de que Brasília precisa de um Detran de Estado e não um Detran palco de negociatas. É hora de decretar fim ao balcão de negócios em que esta autarquia se transformou, é necessário que se faça uma auditoria completa nos contratos, convênios e credenciamentos celebrados pelo Detran com empresas nos últimos anos, pois somente assim, sairemos das páginas policiais e migraremos para as manchetes de destaque pela excelência no atendimento, como em nosso passado recente.

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal confia na pessoa de Vossa Excelência e espera um tratamento adequado, até porque, muito mais que habilitar e registrar veículos, temos como missão primordial a preservação de vidas. Precisamos desta chance para mostrar do que somos capazes e, para isso, não nos custa repetir que existem em nossos quadros servidores técnicos do mais alto nível que estão à disposição para assumir tais funções.

Por fim, confiantes na vontade de mostrar para o resto do país que nossa cidade é maior que a crise do momento e, também, certos de que Vossa Excelência representa a possibilidade da correção destes rumos, contamos com o apoio para inaugurar uma nova fase para o trânsito da Capital Brasileira.”

Democratas seguem neutros

GDF, Partidos em 27/04/2010 às 11:10

Democratas do Distrito Federal decidiram dar mais um tempo ao governador Rogério Rosso (PMDB) antes de se decidirem se serão situação ou oposição ao novo governo. Em reunião na noite de segunda-feira (26), o DEM avaliou que nem o líder de governo na Câmara Legislativa foi anunciado ainda. Então, melhor esperar mais medidas do GDF para saber o tom que o novo governo terá.

O tempo servirá também para os democratas se certificarem se a aliança do PMDB com o PT será mesmo consolidada. “Temos de saber se esse vai ser um governo petista ou peemedebista”, diz o presidente regional do DEM, senador Adelmir Santana. Entre os deputados distritais, a preferência é pela neutralidade. Eliana Pedrosa, por exemplo, tem defendido que, neste momento atípico do DF, é preciso pensar na cidade e assegurar governabilidade a Rogério Rosso.

A neutralidade, no entanto, traz outro benefício à bancada. Com centenas de indicações no GDF, eles negociam a manutenção desses servidores no governo. Como oposição declarada, essa negociação ficaria praticamente impossível.

Cristovam: “sou contrário”.

GDF, Partidos em 27/04/2010 às 10:18

O secretário de Educação Integral do GDF, Marcelo Aguiar, sabia a polêmica que criaria dentro do partido ao aceitar retomar o cargo no governo. Por isso decidiu se licenciar. O senador Cristovam Buarque (PDT) anunciou, na manhã desta terça-feira (27), por meio de seu Twitter, sua posição sobre o caso: “Não indico ninguém e sou contrário ao PDT participar novo governo do DF”.

STJ julga recurso de Anilceia

STJ, TCDF em 27/04/2010 às 9:41

Do STJ: A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) retoma, nesta terça-feira (27), julgamento dos recursos que contestam decisão do ministro Luiz Fux determinando que a conselheira do Tribunal de Contas do Distrito Federal Anilcéia Machado deixe o cargo. O ministro Hamilton Carvalhido, cujo pedido de vista interrompeu a apreciação dos agravos regimentais apresentados pela conselheira e pelo Distrito Federal, leva seu voto-vista sobre o tema na próxima sessão.

Anilcéia é a atual presidente do TCDF. Em 2006, ela era deputada distrital e foi indicada pela Câmara Legislativa do DF para ocupar a vaga aberta com a saída do conselheiro Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, ex-procurador geral do MP junto ao TCDF. A nomeação de Anilcéia foi feita em 21 de fevereiro de 2006 pelo então governador do DF, Joaquim Roriz.

Ao julgar um recurso do Ministério Público do DF, o ministro Fux constatou que a vaga no TCDF para a qual Anilcéia foi nomeada é vinculada ao Ministério Público. Por isso, deve ser ocupada por pessoa oriunda da carreira dessa instituição que atua no TCDF.

A decisão do relator foi tomada individualmente. O recurso da conselheira foi apresentado aos demais ministros da Turma, no dia 20, ocasião em que foi rejeitado pelo relator. O pedido de vista do ministro Carvalhido se deu tão logo o ministro Benedito Gonçalves, segundo a votar, votou acompanhando o relator.

Secretário licencia-se do PDT

Educação, GDF, Partidos em 27/04/2010 às 9:27

O novamente secretário de Educação do GDF, Marcelo Aguiar, explicou ao blog que recebeu o convite do governador Rogério Rosso para reassumir a pasta em caráter estritamente pessoal. Tanto que está protocolando nesta terça-feira (27) o pedido de licença do partido.

“O PDT ainda não se posicionou sobre a participação no GDF. Por isso, deixo-os à vontade para encaminhar as discussões sobre a conveniência política de particpar ou não do atual governo”, diz Aguiar. “Frente à crise por que passa nossa cidade, eu que sou brasiliense, não poderia me furtar ao apelo do governador em contribuir para sua superação”.

A decisão de retornar à Educação fez Aguiar adiar o projeto eleitoral de se candidatura a uma das vagas proporcionais.

Troca no Transporte

GDF, Obras, Transporte em 27/04/2010 às 7:18

Da coluna de Claudio Humberto: O governador do DF, Rogério Rosso, deve nomear David de Matos em lugar de Jaime Alarcão, no cargo de secretário de Obras. Outro que deve rodar é o secretário de Transportes, Gualter Tavares, acusado de ameaçar empresários que denunciaram suposta maracutaia na área.

Troca na Codhab

Câmara Legislativa, Câmara dos Deputados, GDF, Obras em 27/04/2010 às 7:13

Do Correio Braziliense: O governador Rogério Rosso ainda não terminou a composição do primeiro escalão de seu governo, mas antes que isso ocorra terá de substituir um dos primeiros cargos a serem definidos. Rosso deslocará a delegada Adryani Fernandes Lobo da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), para onde havia sido nomeada, para uma subsecretaria de Cidadania e Justiça. Quem assumirá o lugar da delegada que nem chegou a tomar posse é César Melo - ele já participava do governo. A troca ocorreu, segundo informou a assessoria de imprensa do GDF, em função de um problema de saúde de Adryani.

(Comentário do blog: politicamente, a troca não afeta o padrinho do cargo, deputado distrital Benício Tavares (PMDB). César Melo, que ocupava a Subsecretarias de Cidadania da Sejus, é homem de confiança de Benício.)

Até as 20h30 de ontem, a cúpula do governo ainda discutia a formação de governo. Até esse horário, o Diário Oficial do DF estava em aberto. Um dos cargos debatidos entre o governador e seus principais aliados era o de secretário de Obras. O presidente do PMDB no DF, Tadeu Filippelli, deve indicar Davi Matos para a pasta. Para a Secretaria de Educação, discute-se a possibilidade de o PDT apresentar o nome de Marcelo Aguiar, que no governo de José Roberto Arruda foi secretário de Educação Integral.

(Comentário do blog: A nomeação de Marcelo Aguiar já foi publicada no DODF - veja aqui. Eunice Santos, a ex-secretária, assumiu uma assessoria na Secretaria de Governo. Já Davi Matos ainda não foi nomeado. Matos foi presidente da Adasa e também secretário-adjunto de Tadeu Filippelli na Secretaria de Obras, no governo Joaquim Roriz.)

Dentro de um acordo no qual os distritais aliados terão voz na composição de governo, o deputado Cristiano Araújo (PTB) sugeriu quatro nomes para a Secretaria de Trabalho. Um deles é o do próprio tio, o atual administrador do Paranoá, Artur Nogueira. Ele foi nomeado para comandar a administração pelo ex-governador Arruda, em janeiro do ano passado. Nogueira é irmão da mãe do distrital. O candidato à vaga é empresário e filiado ao mesmo partido do sobrinho. Nas eleições indiretas, Cristiano votou na chapa encabeçada por Rosso.

Corte de gastos

GDF em 27/04/2010 às 6:58

Da coluna de Claudio Humberto: O governo do Distrito Federal tem quase 9 mil “cargos de confiança” que não foram preenchidos no governo Arruda. Serão extintos.

Saem novas nomeações

GDF, Partidos em 27/04/2010 às 6:41

Do blog da jornalista Ana Maria Campos: O PDT virou governo de novo. O pedetista Marcelo Aguiar foi nomeado secretário de Educação. Está no Diário Oficial do Distrito Federal que foi publicado na internet segunda (26) à noite.

Mais uma novidade no Diário Oficial do DF: o delegado Antônio Coelho, que estava cotado para assumir a direção-geral da Polícia Civil do DF, foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Ex-diretor da Divisão de Atividades Especiais (Depate) da Polícia Civil do DF, o delegado Geraldo Nugoli, é o novo diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran-DF). Nugoli era considerado uma indicação do deputado Alírio Neto (PPS) no Depate. O distrital — que ajudou na eleição do governador Rogério Rosso e é delegado aposentado — não indicou o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Pedro Cardoso, mas não perdeu espaço no governo.

Apesar de apagões, CEB dá lucro

GDF em 27/04/2010 às 6:32

Do Correio Braziliense: A holding Companhia Energética de Brasília (CEB), composta por oito empresas, fechou 2009 com lucro de R$ 39 milhões. Foi o primeiro superavit desde 2006. O balanço comercial, divulgado ontem, prevê para este ano investimentos de R$ 75 milhões na modernização e construção de subestações e linhas de energia, valor inferior ao de 2009, que somou R$ 97,7 milhões. Até 2012, a companhia planeja aplicar mais R$ 400 milhões na infraestrutura de distribuição e resolver os problemas de fornecimentos que irritam a população.

O saldo positivo da holding quebrou um jejum de nove anos de partilha de lucros entre os acionistas da empresa mista. Como determinado pela Lei nº 6.404, que rege as sociedades anônimas, os donos da CEB receberão R$ 9,2 milhões de dividendos, equivalentes a 25% do lucro total obtido no ano passado — conforme o Correio antecipou ontem. O Governo do Distrito Federal abocanha a maior parte do valor, uma vez que é dono de 70% dos papéis da CEB. Os outros R$ 3 milhões serão repartidos entre acionistas da iniciativa privada.

A CEB afirma que as contas da companhia só saíram do vermelho — em 2006, a dívida chegou a R$ 197 milhões — porque houve mudança na gestão e alienação de patrimônio inutilizado. “A partir de 2007, houve reversão no quadro financeiro. O resultado da sequência desse trabalho está permitindo a distribuição dos dividendos por parte da holding”, explica o diretor de relações com investidores, Fernando Fonseca.

Além dos financiamentos de bancos estatais, o grupo vendeu imóveis ociosos para capitalizar as empresas. Em 2007, um terreno no Setor de Autarquias Norte foi vendido para a Terracap; em 2008, a Eletronorte comprou o prédio da antiga sede, na 904 Sul, totalizando R$ 89 milhões. A venda de quatro terrenos em Águas Claras rendeu mais R$16 milhões aos cofres da CEB ano passado. A expectativa é que o terreno do Setor Noroeste seja arrematado em licitação por R$ 247 milhões.

Prioridade
Os proventos deverão ser aplicados na melhoria da distribuição de energia. Em 2006, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entendeu que a CEB investiu de forma desproporcional na geração de energia, superando em R$ 142 milhões o gasto destinado a melhorias na distribuição. A Aneel determinou a suspensão dos investimentos em geração e a aplicação dos recursos na revitalização do sistema de linhas de transmissão e subestações, responsável pela chegada da eletricidade às 830 mil unidades consumidoras do DF. Em janeiro, foram inauguradas as subestações do Mangueiral, em São Sebastião, e do Vale do Amanhecer, em Planaltina.

Carlos Leal, diretor de comercialização da CEB, admitiu que a estrutura da capital está obsoleta e não suporta o crescimento exponencial do consumo. “O sistema está vulnerável em relação à capacidade necessária para suprir a demanda. Temos obras prioritárias de subestações e linhas de transmissão para construir caminhos alternativos de suprimento para restabelecer a energia”, afirmou. Segundo ele, estão em andamento 35 obras emergenciais, incluindo três subestações (Riacho Fundo, Setor Hípico e Samambaia). Leal garante que melhorias já podem ser observadas, mas que a qualidade ideal só deve ser palpável em 2012.

Quanto às ameaças de novos apagões, Leal argumentou que em dias de chuvas intensas “é inevitável haver algum desligamento”, mas que a CEB está trabalhando para “dotar o sistema para que os desligamentos tenham a mínima duração possível”. O descumprimento de metas de qualidade já fez com que a CEB recebesse 17 multas da Aneel entre 2002 e 2009, totalizando R$ 42,1 milhões. A holding recorreu de todas elas.

Ser ou não ser governo?

Partidos, Política em 27/04/2010 às 6:28

Do Correio Braziliense: A missão de derrotar Wilson Lima — candidato do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) — na eleição indireta encorajou o Partido dos Trabalhadores do DF a se juntar ao PMDB. A reação desigual da militância do PT, no entanto, provocou um recuo no partido e rachou os petistas entre os que apoiam e aqueles que desaprovam a aproximação ao novo governo. O tema promete ser o mais polêmico da reunião do diretório regional da legenda marcada para hoje à noite. A ocupação ou não de cargos na administração Rogério Rosso (PMDB) também será decidida.

O PT é conhecido por ser um partido que segue as posições tomadas em colegiado. Por isso, a importância do encontro de hoje na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a partir das 19h no Conic. O que for decidido pela maioria dos 43 dirigentes regionais no DF terá de ser tomado como regra no partido, que possui 15 tendências diferentes. Um posicionamento oficial e uniforme da legenda virá de uma queda de braço entre dois grupos.

De um lado, estão as tendências mais à esquerda, que concentram a maioria dos militantes e querem trilhar um caminho para as eleições de outubro independente do PMDB. Esse grupo usa como argumento a proximidade que os peemedebistas mantiveram com os governos acusados de corrupção e se ampara ainda em uma pesquisa interna realizada pelo PT, que apurou alta rejeição numa chapa eventualmente formada pelo pré-candidato ao GDF Agnelo Queiroz e o presidente do PMDB local, Tadeu Filippelli.

De outro lado, tentará prevalecer a opinião de uma corrente de petistas mais vinculada à direção do partido, diretamente envolvida na negociação sobre as eleições. Há representantes desse grupo na Articulação, a maior tendência do partido e onde estão abrigados, por exemplo, o presidente da legenda no DF, Roberto Policarpo, e Agnelo Queiroz. Quem é favorável a uma aproximação com o PMDB alega que esse movimento, assim como foi fundamental para a determinar a vantagem na eleição indireta, continuará sendo decisivo para neutralizar a força de Joaquim Roriz na disputa.

Mandato
O mandato eletivo é outra linha de corte na polêmica da aliança com o PMDB. Quem tem e quer manter o posto na próxima legislatura acha arriscado assumir publicamente a união com o partido do governo. Isso explica a postura de distritais do PT que ou são radicalmente contra a junção, como Chico Leite, ou evitam declarar publicamente apoio à aliança, a exemplo de Paulo Tadeu e Cabo Patrício.

Durante compromisso do PT no último fim de semana, o deputado federal Geraldo Magela (PT) optou por um discurso de distanciamento em relação ao PMDB. “Devemos nos antecipar e não aceitar participar desse governo. Temos um projeto e queremos nos unir com outros partidos para ganharmos a eleição e começarmos a governar em 1º de janeiro de 2011”, disse Magela, que deve concorrer a uma vaga ao Senado Federal.

Agnelo, que nos bastidores tem defendido a junção com o PMDB, não descartou a hipótese e falou em unir esforços: “Vamos iniciar um projeto de mudança, alternativo, pensando nos próximos 50 anos. Será um programa de governo com os nossos aliados para diminuir as forças do adversário, que está no poder há muito tempo e fazendo políticas desajustadas e conservadoras”.

Lista tríplice para TCDF

GDF, TCDF em 27/04/2010 às 6:23

Do Correio Braziliense: O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) escolheu ontem a lista tríplice que será encaminhada ao governador Rogério Rosso para nomeação do próximo conselheiro ou conselheira a ser incorporado à Corte em vaga pertencente ao Ministério Público de Contas. Na votação ocorrida em plenário na manhã de ontem, os conselheiros selecionaram os procuradores Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira, Demóstenes Tres Albuquerque e Inácio Magalhães Filho.

Cada um dos indicados teve três votos. Com apenas um voto, a procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Márcia Ferreira Cunha Farias, ficou fora da lista. Na solenidade de posse do conselheiro Domingos Lamoglia, em setembro, Márcia defendeu que a próxima vaga a ser aberta no TCDF deveria ser preenchida por um dos quatro procuradores do Ministério Público de Contas. Era considerada, até então, o nome preferido pelo ex-presidente do TCDF Paulo César Ávila e Silva para a próxima vaga.

Origem
A origem da vaga que deve ser preenchida com a aposentadoria do conselheiro Jorge Caetano ainda é uma incógnita. O ministro Luiz Fux, no STJ, considera que a presidente do TCDF, Anilcéia Machado, ocupa cargo que deveria ser exercido por alguém com origem no Ministério Público de Contas. Mas a conselheira conseguiu suspender a decisão até o julgamento final do caso no STJ. Dessa forma, o TCDF elegeu a lista tríplice para a vaga de Jorge Caetano. Rosso, no entanto, foi aconselhado por advogados a aguardar uma manifestação clara do Ministério Público do DF, autor do mandado de segurança que questiona a indicação de Anilcéia, antes de fazer a nomeação.

O TCDF vive um momento difícil. Além da crise com a vaga hoje ocupada por Anilcéia, Lamoglia, um dos sete conselheiros que integram a Corte, está afastado do cargo e responde a processo administrativo disciplinar por suposto envolvimento no esquema de corrupção investigado na Operação Caixa de Pandora. Ele foi filmado recebendo maços de dinheiro de Durval. A casa dele foi alvo de busca e apreensão, onde os investigadores encontraram dinheiro e documentos relacionados a políticos.

Investigados em duas frentes

Câmara Legislativa, GDF em 27/04/2010 às 6:20

Do Correio Braziliense: Todos os investigados no inquérito nº 650, conhecido como Caixa de Pandora, em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), terão de se defender em dois foros. Enquanto se preocupam com os desdobramentos da futura denúncia por crime de corrupção que deverá ser apresentada pela subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, eles são alvo de investigação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do DF (MPDFT) e devem sofrer ações que podem levar a inelegibilidade, multa, perda do cargo, devolução de dinheiro aos cofres públicos e impossibilidade de firmar contratos com o Poder Público.

O ex-governador José Roberto Arruda, ex-secretários do GDF e deputados distritais são investigados desde janeiro, quando o ministro Fernando Gonçalves, ex-relator do caso no STJ, autorizou o compartilhamento com os promotores que atuam na primeira instância, para atuação na esfera cível, das provas que embasam o inquérito criminal.

As informações, perícias, gravações, os documentos apreendidos e depoimentos prestados no inquérito 650 poderão ser usados pelo Ministério Público nas ações de improbidade administrativa e pedido de ressarcimento de prejuízos por supostos desvios de dinheiro de contratos firmados por prestadoras de serviços com o Governo do Distrito Federal. As investigações poderão levar também a ações numa das varas de Fazenda Pública do DF contra qualquer autoridade envolvida, uma vez que não há foro especial nesses casos. A Constituição Federal só estabelece o foro para governador, deputados federais, secretários e distritais nos processos criminais.

Na semana passada, o juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, determinou o bloqueio dos bens do ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido), pelo envolvimento no escândalo do mensalão do governo Arruda. Esta é apenas a primeira consequência do compartilhamento das provas. Foi uma decisão técnica do grupo de promotores que atuam no Ncoc ajuizar ações separadas, levando em conta cada caso e autoridade citada na Operação Caixa de Pandora. Eles não antecipam os próximos passos na investigação.

Prudente
No caso de Prudente, o MP pediu a indisponibilidade de todos os bens em nome do ex-presidente da Câmara como forma de garantir o ressarcimento de um suposto prejuízo aos cofres públicos de R$ 6,3 milhões. O Ministério Público levou em conta a suposta mesada de R$ 50 mil paga ao ex-distrital em troca de apoio a Arruda no período de agosto de 2006, quando Prudente foi filmado recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, até 27 de novembro de 2009, data em que foi deflagrada a Operação Caixa de Pandora. Na ação, há também um pedido de indenização a títulos de danos morais à população pelo constrangimento causado pelas imagens de corrupção.

O juiz responsável pela ação encaminhou ontem ofício à Delegacia Regional da Receita Federal em que pede uma cópia da última declaração de Imposto de Renda (IR) de Prudente. A intenção do magistrado é ter acesso à relação de todos os bens do ex-deputado distrital para impedir que estes sejam transferidos a terceiros, como forma de eventual tentativa de burlar o bloqueio dos bens.

Parte do PT não quer alianças

Partidos, Política, Sem categoria em 26/04/2010 às 19:29

Na reunião do diretório do PT desta terça-feira (27) as discussões prometem ser ainda mais acaloradas do que o normal. Em meio à organização do programa de governo do partido e da política de alianças para outubro, a legenda segue bastante dividida. Enquanto dirigentes defendem as alianças com potencial de vitória, como com o PMDB local, algumas correntes começam a se manifestar contrárias à ideia.

Nesse final de semana, a zonal do Plano Piloto, uma das mais importantes da legenda, organizou um encontro com uma centena de delegados petistas, que decidiram defender que o PT não faça aliança com o PMDB. A medida valeria já para este novo governo.

A Juventude do partido também divulgou uma nota questionando a possível aliança com o PMDB. “Um erro na composição da chapa pode retirar a confiança da nossa candidatura, que em síntese, representa toda a construção do PT nestes 30 anos de história, ou seja, a luta pelos interesses populares. Logo, falar que Roriz é ladrão não altera em nada a sua imagem e sua força eleitoral, porque o povo já sabe disso. No entanto, dizer que Agnelo e o PT estão se aliando com gente corrupta, decepciona, nos enfraquece moralmente e eleitoralmente, porque o povo espera outra postura do PT e quando vota na esquerda acredita na mudança e na honestidade”, diz o documento.

Mesma posição têm as correntes de esquerda petista (Articulação de Esquerda; Campo Democrático Socialista; Democracia Socialista; Movimento de Reafirmação do Socialismo). Em nota aos filiados, consideraram “preocupante” a posição dos que defendem as amplas alianças. O grupo é contrário à participação do partido no atual governo e também não vê com bons olhos a aliança com PMDB em outubro. “No DF, em virtude do envolvimento recorrente em escândalos de desvio de conduta de membros deste partido, ao admitirmos uma aliança com todas as “crias” de Roriz, de quem somos históricos adversários e que até ontem estavam com o Arruda, geramos uma incoerência para toda a população”, argumentam. “Ao invés de derrotá-los criamos as condições para uma derrota previamente anunciada, tanto da candidatura de Agnelo quanto de nossas candidaturas a proporcionais”.

Roriz retoma caravana

Cidades, Partidos, Política em 26/04/2010 às 18:18

O meio político do Distrito Federal começa a deixar a crise para trás. O ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que havia suspendido as caravanas de filiação do seu partido pelas cidades, sempre aos sábados, e com presença dos aliados já declarados, retomou a peregrinação este mês. No sábado (17), o grupo esteve em Ceilândia e registrou 900 filiações. Nesse final de semana, a visita foi  a Sobradinho II. No próximo sábado, Roriz, o deputado federal Jofran Frejat (PR), pré-candidato a vice do ex-governador, e demais pré-candidatos à disputa proporcional estarão na Candangolândia.

Aniversário concorrido

Partidos, Política em 26/04/2010 às 16:57
Foto: Joel Rodrigues

Foto: Joel Rodrigues

Antes da reunião desta segunda-feira (26) em que se deve discutir os rumos do partido quanto ao atual Governo do Distrito Federal, os democratas viveram um dia de descontração no aniversário do presidente regional da legenda, senador Adelmir Santana. A festa, na Mansão Casa Grande, contou com mais de cinco mil convidados - a expectativa era de dois mil -  entre eles, democratas como Osório Adriano e os distritais Eliana Pedrosa e Raad Massouh, o tucano Maurício Correa, e os distritais Batista das Cooperativas (PRP) e Aylton Gomes (PR).

Também presente na festa, o presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, subiu ao palco para elogiar o trabalho do senador.

A festa foi organizada por amigos do senador e teve até vídeo do cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil cumprimentando-o pelo aniversário.

Distrital deixa a UTI

Câmara Legislativa em 26/04/2010 às 16:47

O deputado distrital Milton Barbosa (PSDB) deixou a UTI e agora está em um apartamento do Hospital Incor nesse final de semana. Segundo a família, o estado de saúde do deputado é estável, com melhoras significativas. A equipe médica, no entanto, não liberou visitas, que estão restritas à família.

Herança democrata

Partidos, Trabalho em 26/04/2010 às 16:05

Na partilha de cargos da Secretaria de Trabalho, há quem diga que não existe motivos para a briga. Mais da metade dos cargos das pasta são de servidores indicados pelo grupo do ex-governador José Roberto Arruda, principalmente o ex-secretário de Governo, José Humberto Pires, e a distrital Eliana Pedrosa (DEM). Como os dois estariam, teoricamente, afastados do atual governo, sobra espaço para atender novos aliados, sejam eles petebistas ou progressistas.

Disputa pelo Trabalho

Partidos, Trabalho em 26/04/2010 às 15:55

O presidente regional do PP, deputado distrital Benedito Domingos, e o deputado federal do partido, Robson Rodovalho, se reuniram com o presidente regional do PTB, senador Gim Argello, na semana passada. Entre os assuntos do encontro, além das eleições, estava a Secretaria de Trabalho do GDF, até pouco tempo ocupada por Rodovalho.

Depois das negociações para a eleição indireta para governador do DF, em que os dois distritais do PTB desistiram de votar no candidato de seu partido para apoiar o atual governador Rogério Rosso, um dos supostos acertos com a legenda seria a indicação do novo secretário de Trabalho do GDF. O escolhido seria Artur Nogueira, tio do distrital Cristiano Araújo (PTB). Atual administrador do Paranoá, ele até teria feito algumas reuniões com a equipe avisando da mudança de posto.

Fato é que na Secretaria de Trabalho, o clima é de pura apreensão. E o PP, que cuidou da pasta até agora quer manter sua participação no governo, já que Benedito também apoiou Rogério Rosso.

Presidente da Aruc é reeleito

Cidades, Cultura em 26/04/2010 às 15:18

O jornalista Moacyr de Oliveira Filho, o Moa, foi reeleito presidente da ARUC no sáabdo (24). Moa vai ter Márcio Barbosa Coutinho, o Careca, como vice-presidente.

A posse da nova diretoria, eleita para o biênio 2010/2012, será nesta sexta-feira (30), às 19h30, na quadra da ARUC.  Os dirigentes da escola mais tradicional de Brasília querem fazer uma grande festa  para mostrar a força da entidade e do Carnaval de Brasília que, segundo os cruzeirenses, foi totalmente esquecido nas comemorações dos 50 anos de Brasília. Para isso, convidaram dirigentes das demais escolas de samba, políticos, parlamentares, intelectuais e personalidades da cidade.

E em 2011 é a Aruc quem completa 50 anos. Caberá à diretoria recém-eleita a festa a responsabilidade de programar os festejos do cinquentenário da escola, comemorado em 21 de outubro de 2011.

Tucano defende candidatura própria

Partidos, Política em 26/04/2010 às 14:17

Tucano filiado em outubro do ano passado, o deputado distrital Raimundo Ribeiro é um dos defensores de que o partido tenha candidatura própria em outubro deste ano. “Um partido com um candidato à Presidência como José Serra, não pode abrir mão de ter candidatura ao governo”, argumenta. A tese do distrital é apoiada por outros tucanos da legenda. O raciocínio do grupo é simples - sem candidatura democrata para apoiar, é melhor sair sozinho nas eleições do que se aliar ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

Update: O distrital Raimundo Ribeiro mandou esclarecimentos ao blog. Segundo ele, sua defesa de candidatura própria para o PSDB não se relaciona com nenhuma estratégia de estabelecimento ou não de alianças. “Considero prematuro para qualquer raciocínio em torno da formação de palanque eleitoral no DF”, diz. O blog acrescenta que, no caso de Ribeiro, a tese pode não ter relação com as possibilidades de alianças. Mas, isso não vale para todos os tucanos.

“Vai ter azul contra vermelho”

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 26/04/2010 às 10:02

Presidente do PMN-DF e candidata a deputada federal nestas eleições, a deputada distrital Jaqueline Roriz enfrenta a dualidade de ser filha de um dos políticos mais importantes e controversos do Distrito Federal. Talvez por isso esteja passando por um dos momentos mais difíceis de seu mandato, com a vitória do grupo opositor a Joaquim Roriz para o comando do GDF. Como uma das líderes da nova oposição na Câmara Legislativa, se diz preocupada com os acordos fechados para a eleição indireta do peemedebista Rogério Rosso e desmente o suposto apoio dado por seu pai a Wilson Lima, adversário de Rosso na disputa. Em entrevista desta semana o jornal O Distrital, a deputada também questiona a postura do Ministério Público, que considera “eleitoreira”. Confira trechos da conversa a seguir ou clique aqui.

A senhora acredita que agora, com a eleição do novo governador, o Distrito Federal entra na normalidade?

Jaqueline Roriz – Eu não acredito. Por causa do comprometimento dos votos que elegeram o novo governador. Veja bem, eu não estou falando da competência dele. Acredito até que Rogério Rosso é mais competente do que muita gente que já disputou este cargo. Ele administrou Ceilândia, que é a maior cidade do Distrito Federal, e foi muito bem na época, então a dificuldade que ele pode ter não é por falta de experiência. Acho que a maior dificuldade vai ser administrar os compromissos que ele fez para viabilizar sua eleição. E isso não sou apenas eu que digo. Os tais compromissos estão correndo a cidade. E isso é muito sério.

Além dos oito votos que ele recebeu (de deputados citados na Operação Caixa de Pandora), outros votos me causaram estranheza. Dois votos de distritais cujo partido tinha um candidato e ele não recebeu nenhum voto. Que compromissos foram feitos com o PTB para eles não votassem no próprio candidato do partido? Terracap, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, de Saúde… Que tipo de comprometimento são esses? Eu tenho essas preocupações. Tenho muito receio do que foi feito para essa eleição ser realizada.

Me estranha muito também o fato de um deputado estar na mesa de negociação com Wilson Lima e, faltando dez minutos para a eleição, decidir não votar mais nele. Essas coisas me causam muita estranheza. Não só a mim como à população do Distrito Federal inteira.

Foi essa estranheza que levando a senhora e outros distritais para uma oposição ao atual governo? As relações ficaram difíceis depois da eleição?

Jaqueline – Não acho que é isso. Mas me preocupa, por exemplo, o grau de comprometimento do PT com essa eleição. Semana passada o deputado Paulo Tadeu deixou claro, em seu discurso como líder do PT, que não existem compromisso nem comprometimento do partido com o novo governo. Isso me dá até uma certa tranqüilidade, saber que não vai haver interferência na Câmara Legislativa contra uma oposição séria. Não será uma oposição por oposição. Mas oposição com fundamento, oposição nas questões que a gente vê que tem interesses escusos, essa oposição tem de existir.

Mas a quem defenda que este é um momento excepcional em que não seria adequado fazer oposição ao governo…

Jaqueline - Eu discordo totalmente. É salutar ter oposição. O que eu tenho grandes problemas é entender o posicionamento de pessoas nesta Casa. Pessoas que não definem o que elas são. Veja bem, eu votei contra o Wilson Lima (na eleição para presidente da Casa, em fevereiro, Jaqueline votou no candidato do PT, Cabo Patrício). Mas naquele momento Wilson Lima representava um governo que estava sendo investigado, que estava na Caixa de Pandora. Num segundo momento, eu fui lá conversar com ele. Foi conferir o comprometimento dele com a cidade, ele me contou que já havia visitado o procurador-geral, contou que havia estado até com Dilma (Roussef, ministra da Casa Civil e candidata petista à Presidência). Naquele momento eu senti que ele poderia conduzir este processo com isenção. Engana-se quem acredita que (o ex-governador Joaquim) Roriz interferiu nisso. É ridículo o que se diz nesta cidade.

Mas a notícia era de que o ex-governador Joaquim Roriz teria apoiado Wilson Lima e até pedido votos para ele.

Jaqueline - Meu pai tinha o candidato dele: chamava-se Paulo César Ávila. Percebeu-se que não tinha como viabilizar o nome dele, e ele retirou sua candidatura. Nós fizemos uma análise entre os candidatos e ele resolveu, por bem, apoiar Wilson Lima. Mas jamais deu um telefonema para Wilson Lima. Chegou um momento que eu até liguei para Wilson e ofereci: se você quiser, eu falo que não estou dando meu apoio a você.

A senhora acha que a história do apoio de Joaquim Roriz a Wilson Lima foi criada para prejudicar a candidatura dele?

Jaqueline - Acho que foi uma jogada muito esperta de um certo cidadão, que não vou citar o nome, para acontecer exatamente o que aconteceu.

A criação de uma frente anti-Roriz contra a candidatura de Wilson Lima?

Jaqueline - Sim. Foi inteligente, esperto, e a imprensa comprou a ideia com facilidade. Mas não existiu esse apoio, jamais teve. Dou minha palavra que não teve. Meu pai convidou para vice Jofran Frejat (deputado federal), que é do partido de Wilson Lima (o PR), mas nem o aval do partido ainda a gente tem. O que me causa estranheza é o próprio partido dele não tê-lo apoiado (a deputada fala do outro distrital do PR, Aylton Gomes, que também votou em Rogério Rosso).

Isso já foi o prenúncio da eleição. Se meu pai estivesse em último lugar nas pesquisas ninguém ia estar preocupado com a interferência dele, com esse apoio. Achei que foi uma vinculação muito traiçoeira. Ontem vi uma declaração do deputado Benedito Domingos (PP) de que, quando percebeu que Roriz estava apoiando Wilson Lima, ele saiu da campanha. Mentira! Ele me chamou para uma reunião no gabinete dele na sexta-feira, véspera da eleição, e ele ainda apoiava Wilson. E naquele momento todo mundo já sabia dessa história.

A senhora é presidente do PMN-DF. Como estará o partido aqui e nacionalmente?

Jaqueline - No Distrito Federal estamos em uma ampla coligação com o PSC de Joaquim Roriz. Nacionalmente, a presidente do partido, Telma Ribeiro, esteve no lançamento da candidatura tucana de José Serra à Presidência da República, e as conversas são para uma aliança com o PSDB. Não foi formalizada ainda como a com o PPS já foi, mas a probabilidade é de que vá sim acontecer.

E essa aliança vai ajudar a trazer o tucano José Serra para o palanque de Roriz?

Jaqueline - Estamos trabalhando para isso. A Abadia (ex-governadora Maria de Lourdes) é uma grande liderança do PSDB aqui. E ela já sinalizou que a intenção dela é essa. Não só é intenção como ela pretende ser candidata em outubro aliada ao grupo de Roriz. Ela é uma pessoa muito habilidosa, ela está sabendo puxar o partido para o lado do Roriz. E não seria novidade isso, né? Roriz sempre ofereceu palanque para o PSDB. Ele coordenou a campanha de segundo turno do Alckmin (Geraldo, candidato à Presidência em 2006).

A senhora acha que vai ter polarização nesta eleição?

Jaqueline - Vai ter azul contra vermelho de novo. Vai.

Depois da crise política na capital, espera-se que esta seja uma eleição muita pautada na moralidade e na ética. Mas o ex-governador Joaquim Roriz tem sido alvo de inúmeras denúncias do Ministério Público. A senhora acredita que será possível superar isso?

Jaqueline - As denúncias que estão aparecendo do Ministério Público são de antes de 2006. Como diz o assessor de imprensa do meu pai, Paulo Fona, é a Operação Zumbi, ressuscitando coisa que já morreu. Eu não consigo acreditar que alguns membros do Ministério Público se prestem a esse trabalho eleitoreiro. E é ridículo que o Ministério Público, sério como é, aceite isso. Roriz já está há três anos sem cargo público e sem foro privilegiado. Por que a Justiça não agiu neste tempo? Levaria ele para a cadeia se tivesse motivo. Está visível e as pessoas não são tolas. Estão percebendo que é um ato totalmente eleitoreiro.

Então vai ser possível falar de ética?

Jaqueline - Se for analisar por esse ângulo, o PT também vai ter muito o que explicar porque o mensalão começou com o PT. O discurso da ética não pertence mais ao PT. Pertence àqueles que não se mancharam no processo. A ética agora é individual, não é partidária. No palanque do PT vão estar peemedebistas, vão estar lá outras pessoas que têm muito mais explicações a dar sobre ética.

E diante de tantas denúncias, o que a senhora acha que é possível fazer para recuperar a imagem da Câmara Legislativa?

Jaqueline - Eu conversei com duas pessoas sobre isso esta semana: meu pai e o deputado Raimundo Ribeiro. Perguntei a meu pai como governar com uma Câmara Legislativa deste jeito. Ele me disse “Sabe o que você tem de fazer? Manda o projeto. Se eles não aprovarem não tem discussão. Apenas mostre a população que não foi aprovado por que a Câmara não quis. Não tem negociação. E isso tem de acontecer no primeiro dia de governo”.

Depois conversei com Raimundo Ribeiro, que por sinal é um homem muito sério, e ele disse a mesma coisa: “Não pode negociar. Se o projeto for sério o deputado tem de votar pela sua consciência”.

A senhora acha então que o papel do Executivo é fundamental para mudar essa prática política que vemos hoje?

Jaqueline - Exatamente. E para governar esta cidade em 2011 vai ser preciso muita experiência no Executivo, não vai ser para qualquer um. Vamos ter um momento difícil. Por tudo o que aconteceu, aqui e no Brasil inteiro, vamos ter uma mudança de comportamento dos eleitores e dos políticos. Eu acredito muito nisso.

Câmara em ritmo lento

Câmara Legislativa, GDF em 26/04/2010 às 8:12

Do Correio Braziliense: A dois meses do início oficial da campanha para as eleições de outubro, os deputados da Câmara Legislativa devem manter em plenário o mesmo ritmo lento de trabalho incorporado desde que estourou a Operação Caixa de Pandora, em novembro do ano passado. A tensão pré-eleitoral, que paira na Casa, pode emperrar mais ainda a extensa pauta de votações, que hoje acumula mais de 500 projetos parados.

Os assuntos prioritários que deverão ser tratados no próximo bimestre nem sequer foram definidos pelos líderes partidários. Um dos motivos da letargia é a nova troca de comando do Palácio do Buriti. A mudança trouxe uma indefinição nas correlações de forças na Câmara, que aguardam uma agenda do Executivo para se reposicionarem politicamente.

O atual Governo do Distrito Federal só pretende elaborar a agenda depois de concluída a análise de todos os projetos de autoria do Executivo em tramitação na Câmara. O governador Rogério Rosso (PMDB) determinou que uma equipe técnica da Secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão tenha conhecimento e controle das proposições, principalmente daquelas que envolvem recursos públicos. Existem propostas do Executivo que tiveram seu valor inicial triplicado devido às emendas parlamentares.

“Tirar (os projetos), não tem problema. Depois, se quiser, pode pedir para retornar à pauta. Mas acho que o governo tem que construir logo um apoio possível para votar os projetos dele. Mandar o time de choque para cá votar as matérias”, disse o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), que até o último dia 16 era o governador interino do DF.

Para Lima, o “abacaxi mais grosso” foi descascado por ele, enquanto esteve à frente do Palácio do Buriti. “O aumento salarial (dos servidores) eu que enfrentei”, lembrou, dizendo que agora Rosso tem que tocar as obras que estão em andamento e precisam ser inauguradas, como as Vilas Olímpicas. O deputado defende que a prioridade na Câmara, para os próximos dois meses de legislatura, seja a aprovação dos créditos orçamentários e das possíveis alterações que o Executivo poderá fazer na estrutura governamental.

O líder do DEM, Paulo Roriz, criticou a retirada dos projetos do Executivo da pauta. “São mais de 150 propostas”, ponderou. O neo-oposicionista disse que a Câmara aguarda as decisões do GDF para poder andar. “Estamos preparados para executar todos os projetos que cabem a nós. Mas o Executivo tem que fazer a sua parte”, disse. Pertencente à base aliada, o deputado Aylton Gomes (PR), líder do extinto bloco Republicano Progressista, aposta na retomada do funcionamento normal da Casa. “A crise está sendo espantada. A eleição indireta foi legítima. Os deputados têm disposição para retomar as votações”, disse, sem revelar, no entanto, quais serão os assuntos prioritários para os próximos 60 dias. A reunião para decidir a manutenção do bloco deve ocorrer esta semana.

Sem liderança
O governo ainda não tem um líder na Casa. A tarefa de representar o governador Rogério Rosso é considerada vulnerável, em ano eleitoral, para qualquer deputado da base de sustentação. Caso o novo comando tenha algum tipo de desgaste, o problema pode migrar para a imagem do distrital. Dependendo dos planos do parlamentar, a posição pode ser um tiro no pé. Durante as gestões de Wilson Lima e de Paulo Octavio (sem partido), o GDF não teve um líder na Câmara. Nenhum distrital queria o cargo.

A desarticulação da base e da oposição ao governo e ainda a indefinição dos blocos parlamentares também podem contribuir para um baixo desempenho do Legislativo distrital. Nas duas sessões ordinárias da semana passada, não houve votação por falta de quorum. A tendência é que a presença de deputados seja cada vez mais rarefeita. “Os trabalhos ficam estagnados até o novo governo se posicionar. Além disso, tem a ameaça do pedido de intervenção federal, que poderá ser julgado nas próximas semanas. A Câmara sofre influências internas e externas que refletem nas atividades parlamentares”, ponderou o líder do PT, Paulo Tadeu. A tendência, segundo o distrital, é que a atuação parlamentar seja cada vez mais enxuta, e que a Câmara fique mesmo voltada para o ano eleitoral. “Só as prioridades do Executivo deverão ser votadas”, prevê.

Nos bastidores, comenta-se que a crise política atrasou a preparação da campanha eleitoral deste ano, no âmbito do Legislativo. “A agenda deste ano em comparação a outros períodos eleitorais está atrasada. Em outra situação teria uma ação maior dos parlamentares. A crise acabou gerando uma série de indefinições”, avaliou um assessor parlamentar da Câmara Legislativa. “Mas, depois das convenções em junho, ninguém segura os distritais. Eles vão estar concentrados na campanha”, disse.

Nove projetos
Desde o retorno aos trabalhos deste ano, os deputados aprovaram apenas nove projetos, todos de autoria do Executivo. As propostas concederam reajustes salariais a servidores de carreira, créditos suplementares ao orçamento, autorização de crédito no BNDES para o Veículo Leve sobre Pneus (VLP), liberação da bandeira dois para os táxis, nas corridas até o Aeroporto Internacional de Brasília, e a regulação do quiosques e dos puxadinhos.

Para o deputado José Antônio Reguffe (PDT), os projetos de autoria parlamentar deveriam ganhar prioridade na Casa nos próximos meses. “Não acho que tenhamos que aprovar os 500 projetos em tramitação. Quantidade não é qualidade. Mas a Casa deve priorizar os projetos ou fazê-los serem discutidos no plenário”, defendeu.

Jornalista lança livro

Cidades, Cultura em 25/04/2010 às 16:53

O jornalista Evan do Carmo lança nesta quarta-feira (28) o livro “O Moralista”. Segundo o autor, o romance, inspirado no estilo de escritores russos, é uma “crônica debochada com impressões do mundo contemporâneo, cheio de cenas rápidas e memórias em flashback. Não é a Caixa de Pandora, mas cita muita gente conhecida da política e da imprensa brasileira”. O lançamento será na Livraria Fnac do Park Shopping, às 19h30.

Leitores ainda acreditam em intervenção

Blog, Câmara Legislativa, GDF em 25/04/2010 às 13:12

O governador Rogério Rosso (PMDB) está certo quando diz que é preciso vencer a desconfiança da população. Enquete dessa semana do blog apontou que 70% dos leitores não acredita que a eleição do peemedebista afasta a possibilidade de intervenção no Distrito Federal.

Dezesseis por cento dos internautas foram mais moderados - preferem avaliar as primeiras semanas de governo antes de emitir opinião. Apenas 13% dos leitores afirmaram acreditar que o fantasma da intervenção foi realmente vencido.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

O uso da Internet na eleição

Partidos, Política em 25/04/2010 às 9:52

Da Revista Época desta semana: Neste ano, os candidatos festejaram a conquista de uma nova vitrine para fazer propaganda política: a internet. Todos apostam na rede como um poderoso meio para interagir com os eleitores, medir em tempo real a reação da opinião pública, debater com os adversários e, no limite, estabelecer a agenda da eleição. Dois fatores ampliaram a relevância da campanha on-line. O primeiro – e mais óbvio – é o crescimento do número de internautas no país. De acordo com o Ibope, o Brasil saltou de 32 milhões de pessoas com acesso à internet nas eleições de 2006 para mais de 66 milhões hoje.

O segundo fator é a nova legislação eleitoral sobre o assunto. Ela dá aos partidos uma liberdade inédita na rede. Ao contrário dos anos anteriores, quando a internet estava sujeita às mesmas restrições aplicadas à TV e ao rádio, neste ano é possível organizar debates livremente, mesmo sem a participação de todos os candidatos, usar redes sociais mesmo antes do período oficial de campanha e fazer da internet um campo de provas para todo tipo de ideia exótica na batalha eleitoral.

Os coordenadores dos principais partidos têm uma inspiração comum. Com um misto de deslumbramento e inveja, todos citam o sucesso da campanha presidencial de Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Num país onde a renda, o alcance da internet e a cultura de participação política são maiores, Obama soube usar ferramentas como o Twitter – até então pouco conhecido – para se comunicar com seus eleitores, opinar sobre questões cruciais do país, animar a militância e arrecadar fundos. Ao todo, foram mais de US$ 500 milhões doados por cidadãos e empresas via internet, metade de toda a verba recebida pela campanha de Obama. A esperança dos marqueteiros políticos digitais é obter no Brasil um sucesso comparável.

Para tentar transformar essa esperança em realidade, os três principais candidatos à sucessão de Lula armaram estratégias digitais distintas. Até agora, o PT foi o partido que mais investiu na campanha on-line. Seu principal objetivo é estimular os militantes a criar e disseminar conteúdo favorável à candidata. Para isso, será usado um software para cadastrar e classificar militantes com uma espécie de ranking. O internauta ganhará pontos de acordo com a qualidade e a frequência de suas colaborações. Os voluntários mais prolíficos serão convidados a reuniões exclusivas e receberão conteúdos especiais, como ocorreu na campanha de Obama. Os petistas contam com a consultoria de três profissionais que estiveram envolvidos nela.

No PSDB, o próprio candidato, José Serra, é um usuário frequente da internet e das redes sociais. Atualizado pelo próprio Serra, seu perfil no Twitter conta com mais de 209 mil seguidores (o maior número entre os políticos brasileiros) e é usado quase exclusivamente para assuntos leves, como futebol, música ou cinema. A iniciativa é vista no partido como uma eficiente maneira de humanizar a imagem de um candidato tido como sério e fechado demais.

Outro objetivo da campanha tucana na rede, de acordo com um de seus estrategistas, é tentar influenciar a imprensa. Para isso, além do Twitter de Serra, o PSDB conta com três sites para reunir militantes e divulgar críticas aos adversários. Um deles, o mobilizapsdb.org.br, incentiva os internautas a espalhar um quadro com uma comparação entre os candidatos. O quadro define Dilma como uma menina rica, frequentadora de “escolas burguesas”, que “ingressou em grupos armados responsáveis por assaltos, sequestros e assassinatos”. O perfil de Serra o define como um rapaz estudioso, filho de imigrantes, que ingressou na política pelas eleições.

Na campanha de Marina Silva (PV), a internet se tornou uma prioridade quase natural, pois Marina tem pouco tempo no horário eleitoral gratuito em comparação com seus adversários. Sua estratégia é usar o programa na TV para divulgar seus sites e criar interação por meio de remissões a textos publicados em seu blog. Outra meta é usar a internet para arrecadar doações de cidadãos. O PV é o primeiro partido brasileiro a implantar esse sistema, semelhante ao usado na campanha de Obama. Representantes da sigla dizem que, até o fim de março, o partido recebera R$ 203 mil em doações feitas por 91 pessoas.

A euforia em relação à campanha de Obama fez com que o PT contratasse Ben Self, ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata e hoje dono de uma agência especializada em marketing político na internet. No ano passado, Self participou de eventos de política e marketing digital no Brasil. Era tratado como herói, sempre lembrado pelos números gordos da campanha on-line democrata: mais de 13 milhões de e-mails de eleitores cadastrados, uma rede de 3 milhões de doadores e a arrecadação recorde. Mas há tanta disparidade entre Brasil e Estados Unidos que fica difícil acreditar na “obamização” de nossos candidatos. A começar pelo alcance da internet. Nos Estados Unidos, ela atinge 76% da população. No Brasil, 34%. Há motivo para ceticismo até entre os marqueteiros digitais. “A internet não ganhou a eleição para o Obama. Quem ganhou foi o Obama”, diz Sérgio Caruso, coordenador de comunicação digital do PSDB. “A internet só ajudou a espalhar e a explicar suas propostas.”

Os petistas, que contrataram Self, demonstram uma fé maior nos poderes digitais. “A dinâmica da internet é diferente do rádio e da TV. É impossível fazer uma campanha centralizada na internet”, afirma Marcelo Branco, coordenador da campanha on-line de Dilma. Na semana passada, porém, o próprio Branco protagonizou um episódio que revela alguns limites nessa dinâmica da rede. De forma equivocada, ele protestou em seu Twitter contra a campanha elaborada para comemorar os 45 anos da Rede Globo (pertencente ao mesmo grupo de mídia que publica ÉPOCA). Branco afirmou que ela lembrava o mote de campanha de Serra, O Brasil pode mais. A Globo preparava a campanha desde novembro de 2009, quando ainda não havia candidatos – muito menos slogans. Mesmo assim, a emissora optou por suspender a campanha para evitar insinuações.

“Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada”, diz uma nota divulgada pela Rede Globo. “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa.” Como as regras eleitorais deram à campanha na internet esse ambiente de liberdade absoluta, é natural que Branco tenha se sentido confortável e escorregado numa prática infelizmente comum entre os blogueiros e militantes que povoam as redes sociais: publicar informações de modo pouco responsável, sem checagem. Nos próximos meses, é de esperar que a campanha se acirre, e a internet pode propiciar aos candidatos a chance de difamar quem eles quiserem sem nenhum tipo de compromisso – sobretudo, sem ter de se preocupar com as regras vigentes no rádio ou na TV, sob a forte vigilância do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os próprios partidos acabam sendo vítimas desse ambiente. Seus sites oferecem diversas brechas a criminosos, que usam o anonimato da rede para invadi-los e derrubá-los. Uma onda recente de ataques atingiu sites oficiais de três dos principais partidos brasileiros. O primeiro a sofrer uma invasão foi o do PT, no dia 12 de abril. Na semana passada, os sites do PSDB e do PMDB também foram atacados. “Muita gente sabe explorar essas brechas porque as falhas mais comuns estão abertamente divulgadas em blogs, fóruns e sites especializados”, diz um hacker brasileiro.

Outro fator que limita o uso eleitoral da internet no Brasil é a obrigatoriedade do voto. A rede, por sua natureza, depende da iniciativa dos usuários. As informações sobre política na internet são acessadas apenas por aqueles que se interessam pelo assunto. “Para a maioria dos eleitores, que se sente obrigada a votar, esse interesse espontâneo por política não existe”, afirma a cientista política Alessandra Aldé, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Nos Estados Unidos, essa parcela desinteressada da população não influencia o resultado, pois tende a se abster nas eleições. No Brasil, graças ao voto obrigatório, é menor o peso dos eleitores mais engajados no resultado das eleições.

Não é à toa, portanto, que a maior aposta de todos os partidos para a campanha continue sendo mesmo o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Em vez dos 34% de penetração da internet, a TV está presente em 97% dos domicílios brasileiros – atinge, portanto, quase todos os eleitores. “Ainda vai levar um bom tempo para a internet começar a ter um alcance parecido com esse”, diz Antônio Graeff, fundador de uma agência digital e autor do livro Eleições 2.0, sobre o uso da rede para campanha. A pesquisadora Alessandra, da Uerj, tem opinião parecida: “Em termos de impacto direto, a força da internet ainda é muito menor que a do horário eleitoral”. “Para a maioria dos eleitores, a política só começa quando a campanha chega à televisão.”

Políticos ainda tentam vender facilidades

Câmara Legislativa, GDF, Saúde em 25/04/2010 às 8:49

Da coluna de Claudio Humberto: Corruptos beijam cobra na boca: apesar do estado de alerta provocado pelos escândalo recentes, políticos de Brasília tentam intermediar a liberação de “restos a pagar” de 2009, no valor de R$ 33 milhões, em contratos do governo do DF para direcionar pacientes da rede pública às UTIs de hospitais particulares. A movimentação, detectada pela área de Inteligência, já foi comunicada ao novo governador Rogério Rosso.

A liberação de “restos a pagar” na área de saúde havia sido combinada em gestão anterior, mas um novo governo do DF zerou as negociatas. Informe da área de Inteligência, a que esta coluna teve acesso, diz – sem citar nomes – que há deputado exigindo comissões de R$ 700 mil. Donos de hospitais não comentam o assédio e juram que não darão trela a deputados pilantras. A não ser com a câmera de video à mão.

Secretário garante combate à corrupção

Câmara Legislativa, Economia, GDF em 24/04/2010 às 17:03

O secretário de Desenvolvimento Econômico, João Jacques, rebateu as declarações do distrital Milton Barbosa (PSDB), feitas em um pronunciamento na tribuna da Câmara Legislativa esta semana. Milton chamou a secretaria de “escola de rapinagem, de trapincolagem (hábito de não pagar dívidas), de corrupção” e denunciou que lotes do Pró-DF estariam sendo entregues mediante pagamento de propina (leia reportagem aqui). João Jacques considerou o pronunciamento “uma injustiça”. “Estive respondendo pela função de secretário por um mês e 20 dias e, no período, tomamos algumas medidas com total apoio do então governador Wilson Lima para dificultar a ação de corruptos”, garantiu.

Confira a nota na íntegra:

Com todo o apreço que tenho pelo deputado distrital Milton Barbosa (PSDB), seu pronunciamento promove injustiça com a nova realidade da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Estive respondendo pela função de secretário por um mês e 20 dias e, no período, tomamos algumas medidas com total apoio do então governador Wilson Lima para dificultar a ação de corruptos. Foram afastados alguns servidores, criamos uma Ouvidoria, nomeamos duas comissões para estabelecer critérios objetivos no processo de análise e indicação de áreas nos pólos de implantação dos empreendimentos, além de ser requerida uma auditoria da Corregedoria Geral, que está sendo realizada. Trouxemos alguns servidores de outras áreas e relocamos colaboradores do quadro para suprir funções relevantes.

Por tudo isso, acredito que o deputado Milton Barbosa tenha feito seu pronunciamento com base em conjunturas passadas. Tenho certeza que temos hoje uma secretaria melhor e menos vulnerável.

Sou servidor do quadro do Governo do Distrito Federal há 34 anos, tive o privilégio de conduzir a Ouvidoria Geral do GDF por dois anos. Amo Brasília e desde junho de 1963 moro na cidade, portanto tenho compromisso  om ela. Em nome dos bons servidores da secretaria, promovo estes esclarecimentos.”

Campanha para reeleição

Partidos, Política em 24/04/2010 às 15:22

Diante dos últimos acontecimentos da política - eleições indiretas, coligações - o deputado distrital Chico Leite (PT) desistiu de concorrer a uma vaga na chapa majoritária dentro do partido. Leite, que cobiçava uma vaga no Senado, pretende agora disputar apenas a reeleição para distrital. “A situação está muito complicada. Vou fazer minha campanha para a reeleição. E pensar em 2014, 2018…”.

Feira de Ciências

Agricultura, Cidades em 24/04/2010 às 12:42

Começa neste sábado (24) na Embrapa o projeto Ciência para a Vida, que há dez anos faz a ponte entre a pesquisa e da tecnologia agropecuária e o dia-a-dia das pessoas. A edição deste ano vai homenagear os 150 anos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e comemorar os 50 anos de Brasília. Confira a programação deste final de semana e clique aqui para saber sobre o restante do evento, que dura até o dia 2 de maio. A entrada é franca.

Sábado (24)

14h30 - Prosa Rural ao vivo

14h às 16h - Oficina de fabricação de tomate seco, conservas e receitas

14h às 17h - Oficina de aproveitamento alimentar de frutos do cerrado

14h às 18h - Oficina de criação de acessórios sustentáveis

18h às 19h - Happy Hour: Um Banquinho, um Violão com George Durand

21h - Orquestra Paulistana de Viola Caipira

Domingo (25)

9h às 11h - Degustação, avaliação e discussão da qualidade da carne bovina

9h às 12h - Oficina de aproveitamento alimentar de frutos do cerrado

12h às 14h - Almoço musical: Um Banquinho, um Violão com George Durand

9h às 13h - Aula sobre preparação da carne suína para cozinha de refeições coletivas

10h às 13h- Oficina de bordados da flora de Brasília - usando pontos tradicionais

14h às 16h - Degustação, avaliação e discussão da qualidade da carne bovina

14h às 17h - Desenho e aquarela aplicados na ilustração botânica

15h às 19h - Aula sobre corte e preparo de receitas de carne ovina de panela

18h às 19h - Happy Hour: George Durand e banda

19h30 - Prosa Rural ao vivo e Reinaldo Cordeiro

20h - Catira

A profecia

Câmara Legislativa, GDF em 24/04/2010 às 10:41

Do Painel da Folha de S. Paulo: Nos trabalhos da Constituição de 1988, Sigmaringa Seixas (PT-DF) relatou o capítulo relativo à autonomia do Distrito Federal. Diante do texto, que garantia à capital o direito de eleger governador e deputados, Carlos Sant’anna (PMDB-BA) achou por bem alertar o colega:

-Nós vamos aprovar o seu relatório, mas um dia você vai se arrepender profundamente do que fez.

O escândalo do mensalão candango, que derrubou José Roberto Arruda e seu vice, fez com que ex-colegas de Constituinte relembrassem a cena de mais de duas décadas atrás, levando Sigmaringa a comentar:

-São os fatos… mas continuo a favor de eleições no DF!

MPF de olho em Roriz

Partidos, Política em 24/04/2010 às 10:32

Da coluna Brasília-DF, do Correio Braziliense: A batata do ex-governador Joaquim Roriz está assando. O Ministério Público Federal continua defendendo a intervenção no Distrito Federal, mas a prioridade dos procuradores já é impedir que o pré-candidato do PSC ganhe as eleições e volte a comandar os destinos de Brasília.

Suspeita de pagamento de propina

Câmara Legislativa, Transporte em 24/04/2010 às 10:20

Do Correio Braziliense: Em 30 de novembro de 2009, o empresário e ex-senador Valmir Amaral invadiu a sala onde o então presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, daria uma entrevista coletiva para explicar o episódio do dinheiro na meia. Na época, a história estava quente. O vídeo do dinheiro colocado nas vestimentas tinha sido divulgado dois dias antes. Valmir chamou a atenção dos jornalistas por dois motivos. Pelo teor das denúncias que fez contra os deputados — de que teriam recebido dinheiro para alterar a Lei do Passe Livre — e pelo estado alterado em que se encontrava quando anunciou o suposto esquema de corrupção. Valmir Amaral se dirigiu ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e, diante de promotores de Justiça, confirmou em detalhes o que havia dito de improviso no fim do ano passado.

Em função do depoimento, o Núcleo de Combate ao Crime Organizado (Ncoc) decidiu ouvir os deputados acusados por Amaral. O primeiro a prestar depoimento foi Leonardo Prudente, na tarde da última quinta-feira. Apesar de o nome completo de Leonardo Prudente ter sido citado por Amaral, em novembro e no depoimento ao MP, ex-deputado — ao ser questionado pelos promotores — entrou em crise de identidade, alegando que o Leonardo ao qual se referia Amaral não era ele. Detalhe: não há nenhum xará nesta legislatura. Prudente foi evasivo e negou ter recebido qualquer dinheiro para votar pela aprovação do passe livre. Prudente está com os bens bloqueados a pedido do Ministério Público. No momento em que prestava depoimento, saiu a decisão da Justiça tornando indisponível o patrimônio do ex-parlamentar, acusado de receber mesada para apoiar os interesses do governo na Câmara.

Depois de Prudente, os promotores também vão convocar os distritais Eurides Brito (PMDB), Benício Tavares (PMDB) e o deputado federal Alberto Fraga (DEM). O nome dos quatro aparecem no depoimento prestado por Valmir Amaral ao MP. O ex-senador acusa Leonardo, Eurides e Benício de terem recebido dinheiro de empresas ligadas ao setor de transporte para aprovar o projeto do Passe Livre. Quanto a Fraga, o empresário desconfia que Benício Tavares tentou se aproximar de Fraga, ex-secretário de Transportes, com o objetivo de beneficiar Wagner Canhedo, dono da Viação Planalto (Viplan).

Valmir Amaral disse ao MP que, em junho de 2009, recebeu um telefonema de Canhedo, pedindo que ele fosse ao seu escritório no Setor de Oficinas Sul (SOF Sul). Amaral teria ido ao encontro de Canhedo na Viplan. Na ocasião, teria recebido a informação de que seria necessário pagar R$ 1 milhão aos integrantes da Câmara Legislativa para que os distritais incluírem uma emenda estendendo o passe livre aos portadores de necessidades especiais. E que se houvesse veto do governador a essa emenda, , seriam cobrados outros R$ 600 mil para que os parlamentares derrubassem a negativa. Segundo Amaral contou aos promotores, Wagner Canhedo propôs a ele que contribuísse com R$ 170 mil para a suposta propina.

Num dos trechos do depoimento, o ex-senador diz que o valor a ser desembolsado por empresa tinha um cálculo específico: “Representa uma proporção de sua (a de Valmir Amaral) participação no mercado de transporte urbano no DF, que corresponde a cerca de 15%; que, salvo engano, o grupo Constantino detém cerca de 39% do mercado, o grupo Canhedo cerca de 30%, a Viação São José cerca de 9% e a Viação Riacho Grande cerca de 7%, que o declarante (Amaral) suspeita que todos os grupos e empresas do sistema de transporte urbano tenham pago, primeiramente R$ 1 milhão e depois mais R$ 600 mil para viabilizar a apresentação e a aprovação da emenda, bem como a derrubada do veto”. A lei chegou a ser aprovada em julho pelos distritais, com a emenda, que acabou vetada pelo então governador, José Roberto Arruda. O veto foi derrubado. Diante das denúncias, porém, novo projeto foi encaminhado â Câmara e o passe livre tornou-se lei apenas para os estudantes.

O Correio tentou entrar em contato com Wagner Canhedo, mas não conseguiu. Também procurou o Sindicato das Empresas de Transporte Público do DF, cujo presidente é o próprio Canhedo. Por meio de sua assessoria de imprensa, o sindicato disse que os fatos narrados por Amaral são inverdades. Por meio de nota, Eurides Brito diz que interpelou judicialmente o empresário para que ele “prove as infundadas acusações que fez contra a deputada”. Alberto Fraga disse que, no ano passado, antes mesmo de iniciada a crise política, ao tomar conhecimento de boatos sobre o pagamento de empresários a distritais, pediu ao governador que vetasse o projeto. “Se o Ministério Público me chamar vai perder tempo, porque eu não vou. Quero ver eles me obrigarem”, disse Fraga. O Correio telefonou para Benício Tavares e Leonardo Prudente, mas não conseguiu encontrar os distritais.

Nada muda na Segurança

GDF, Segurança em 24/04/2010 às 10:13

Do Correio Braziliense: O governador Rogério Rosso decidiu manter toda a cúpula da segurança pública. Em reunião na tarde de ontem, ele confirmou a permanência do diretor-geral da Polícia Civil do DF, delegado Pedro Cardoso, num dos cargos mais cobiçados na estrutura do governo. O secretário de Segurança, delegado João Rodrigues, e os comandantes do Corpo de Bombeiros, Antônio Gilberto Porto, e da Polícia Militar do DF, Coronel Ricardo da Fonseca Martins, também serão mantidos. “Não haverá mudanças porque a equipe tem dado resultados”, disse o governador ao Correio.

Como a Polícia Civil do DF tem vários representantes no meio político, havia uma disputa pela indicação do chefe da instituição. O delegado Antônio Coelho, ex-titular da 2ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, era cotado para o cargo. Mas ele não ficará fora da nova administração. “É um policial importante e será aproveitado em área da maior relevância no governo”, disse Rosso. O governador se reuniu de manhã com o deputado distrital Alírio Neto (PPS) e com o deputado federal Alberto Fraga (DEM), ambos com base eleitoral no setor. Alírio disse ao Correio que não indicou o diretor da Polícia Civil e nem o secretário de Segurança.

Fraga apoiou a candidatura de Wilson Lima (PR) para o mandato-tampão e chegou a propor um acordo com o PT para evitar a vitória de Rosso. O problema do deputado do DEM não é o novo governador, mas uma disputa política com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, um dos mentores da candidatura de Rosso. O governador disse ontem ao Correio que convidou Fraga a colaborar na área de transportes. “Essa parte do sistema viário é muito importante. O Fraga tem todo o conhecimento dessa área e vai nos ajudar”, disse Rosso, sem antecipar se pretende indicar alguém da confiança dele para o cargo de secretário de Transportes e para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF). “Vou colaborar com o governo. Confio no Rosso. Ele é jovem e bem-intencionado”, disse Fraga.

Tribunal de Contas
Outro assunto importante é a decisão sobre a indicação para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do DF. A vaga foi aberta na última quinta-feira com a aposentadoria compulsória do conselheiro Jorge Caetano, que completou 70 anos. Rosso não quis comentar o assunto. Mas é provável que a indicação parta da Câmara Legislativa. Há um entendimento político entre os distritais que a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a origem da vaga ocupada por Anilcéia Machado, hoje presidente do TCDF, deve prevalecer. O ministro Luiz Fux considerou que a vaga pertence ao Ministério Público de Contas. Um recurso da Anilcéia está suspenso. Mas dois de cinco ministros mantiveram a decisão anterior.

Rosso afirma que elegeu entre suas prioridades a segurança e também a saúde. Na próxima semana, ele deverá fazer uma vistoria em hospitais. “Vou despachar lá para ver os problemas, conversar com as pessoas, entender as insatisfações”, antecipou. Ele ainda não decidiu nomes para a Secretaria de Saúde.

Comentário do blog: A Segurança Pública sempre foi uma das principais preocupações da esfera nacional com relação à crise política em Brasília. Em encontros com parlamentares e representantes do GDF, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, reafirmou por diversas vezes a importância de se preservar a Segurança Pública, para que não houvesse reflexos diretos na cidade. Rogério Rosso, ao não mexer na equipe, demonstra a preocupação em não desestabilizar o setor.

As crianças de Brasília

Artigos em 23/04/2010 às 19:37

Eliana Pedrosa *

Brasília faz 50 anos e ainda não aprendeu a cuidar de suas crianças. Cinquentenária, essa senhora já devia ter experiência de filhos e de netos, mas parece não querer olhar para o futuro, não querer construir os cidadãos de amanhã.

Os anos passam, Governos entram e saem, sem que se consiga achar uma solução definitiva para diminuir o sofrimento de centenas de crianças abandonadas, vítimas de violência, sem o amor e o carinho que, oferecidos na infância, farão toda a diferença nas suas vidas adultas.

Os abrigos, construídos há mais de 20 anos, tornaram-se depósitos de jovens e crianças que, sem ter para onde ir, são encaminhadas para a assistência do Estado. Por mais que contem com a dedicação e o trabalho de assistentes e cuidadores sociais abnegados, os abrigos são impessoais, frios e jamais substituirão o aconchego de um lar.

A sociedade não enxerga nossos meninos e meninas como vítimas. Para ela, a criança abandonada, aquela que sofreu violência doméstica, foi abusada sexualmente, não passa de um menor infrator e não deve conviver com outras crianças bem nascidas e bem amadas. É mais uma crueldade dos nossos tempos modernos que nos torna cegos e egoístas ao ponto de não perceber que esses meninos e meninas devem ser nossa principal preocupação e, acima de tudo, a prioridade número um de todos os governos.

Quando estava à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social, com o apoio do Ministério Público, do Governo Federal e dos técnicos da Secretaria, iniciamos a implantação de dois programas que podem mudar radicalmente o atendimento a crianças e adolescentes. Um deles se chama Casa Lar.  Com atendimento personalizado de até seis crianças e adolescentes, reproduzindo um ambiente familiar, em residências e com inserção comunitária, a Casa Lar é o que há de mais moderno no acolhimento de crianças separadas das famílias por violência doméstica, abuso sexual, negligência ou abandono.

Na Casa Lar as crianças têm todo acolhimento de um lar que é administrado por cuidadores sociais. Lá elas vivem o dia-a-dia como qualquer criança em sua família. Frequentam regularmente a escola, fazem seus deveres de casa, brincam com os amigos da quadra e fazem passeios, tudo sob o olhar, o carinho e a atenção desses agentes sociais que cuidam ainda da alimentação, das roupas e da saúde dessas crianças. Elas ficam nas casas lares até que a sua situação familiar seja resolvida e possam voltar a conviver com suas famílias de origem, parentes ou ainda serem adotadas.

Três Regiões Administrativas já possuem essas residências, mas a ampliação do atendimento com outras casas tem sido dificultada porque a população ao saber que terá uma casa lar na vizinhança passa a fazer oposição sistemática e os proprietários das residências escolhidas para a implantação do programa acabam desistindo de alugá-las. Assim, a ampliação do programa, com mais casas que gradativamente substituiriam o sistema tradicional de abrigos não tem sido feita com a rapidez que uma ação dessa magnitude requer. O preconceito tem falado mais alto que o amor e o carinho que a sociedade deveria dar a essas crianças que já sofreram tanto.

Depois do Casa Lar, iniciamos também o programa Família Acolhedora que é uma nova forma de proteger crianças e adolescentes vítimas de abandono, negligência e múltiplas formas de violência.

O programa substitui a hospedagem nos abrigos por casas de famílias. Nessa nova forma, a criança ou o adolescente é hospedado por uma família que o receberá e cuidará dele, enquanto sua família de origem se reestrutura para recebê-lo de volta. Para isso, serão oferecidos apoio e suporte psicossocial à família da criança, além de apoio psicossocial à família que está hospedando a criança para que possa exercer a função de acolhimento.

As temporadas em casas de família evitarão que parte das crianças em situação de vulnerabilidade tenha que se mudar para um abrigo. Algumas delas não precisam de moradia permanente — apenas algumas semanas ou meses, até que a família biológica esteja pronta para recebê-las de volta. As famílias interessadas em participar do projeto poderão abrigar uma criança ou duas, no caso de irmãos.

No aniversário de nossa capital, a capital de todos os brasileiros, o principal compromisso deve ser com os nossos meninos e meninas. São cerca de 800 crianças e adolescentes vivendo em abrigos do Estado e conveniados, além daqueles que já estão nas casas lares. Os abrigos existem e têm sido contemplados com recursos públicos, doações de dinheiro e de material. Mas isso só não basta e não resolve. É de carinho, amor e dedicação que essas crianças mais precisam.

*Eliana Pedrosa é deputada distrital pelo DEM

Presidente mantém petista na CPI

Câmara Legislativa em 23/04/2010 às 18:26

O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), avisou: não vai aceitar a indicação do PMDB para a vaga aberta na CPI da Corrupção. Lima já havia indicado o petista Chico Leite como quinto integrante da comissão quando a líder do PMDB, Eurides Brito, decidiu indicar Aguinaldo de Jesus (PRB) para a vaga. A indicação, pela divisão partidária na Casa, caberia mesmo ao PMDB. Mas o partido, que abriu mão de indicar o nome em outras ocasiões, deixou o tempo correr também nesta indicação. No entendimento do presidente, o nome de Aguinaldo de Jesus chegou depois do prazo e, por isso, ele vai manter Chico Leite na composição da comissão.

Faltou combinar com o vice

Partidos, Política em 23/04/2010 às 17:00

O deputado federal Jofran Frejat (PR) disse não ter sido consultado sobre articulações do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, divulgada nesta sexta-feira (23) na imprensa, de colocá-lo como vice na chapa petista de Agnelo Queiroz ao GDF. “Se isso é realmente verdade só esqueceram de combinar comigo”, brincou.

Frejat chegou a ter conversas com o PT-DF no ano passado, sobre a possibilidade de integrar a chapa majoritária do partido. A proposta era lançar a “chapa da Saúde”, uma vez que tanto ele quanto Agnelo são médicos de formação. Mas as crises internas na legenda acabaram esfriando as aproximações. Nesse meio tempo, Frejat recebeu o convite formal do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) para que fosse candidato a vice em sua chapa. “Ainda dependo da decisão do partido, mas por enquanto essas são as minhas expectativas”, afirmou.

Maioria quer eleição para administrador

Cidades, Câmara dos Deputados, GDF em 23/04/2010 às 16:04

A mobilização nas cidades para apresentar sugestões ao governador Rogério Rosso (PMDB) de nomes mais integrados com a região para comandar as administrações regionais é a comprovação, na prática, do que uma pesquisa do Instituto O&P Brasil apontou como tendência. No levantamento feito entre os dias 10 e 13 de abril, o instituto revelou que 81,5% dos entrevistados são a favor de eleições diretas para escolha do administrador regional.

Apenas 15% dos 1.200 entrevistados foram contrários à proposta e 3,5% não souberam responder. A proposta de eleição direta para administrador tramita na Câmara dos Deputados, apresentada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB).

Comunidades se organizam

Cidades, GDF em 23/04/2010 às 15:52

A ideia da comunidade do Lago Sul, de discutir em conjunto opções de nome para administrador regional da cidade e apresentar ao novo governador Rogério Rosso, também foi adotada por moradores de Planaltina e do Lago Norte.

Nas duas regiões, a intenção é organizar uma lista tríplice a ser encaminhada a Rosso para que ele escolha um administrador mais próximo da comunidade. No Lago Norte a lista está sendo elaborada com critérios estabelecidos dentro das metas do governador: ter reputação ilibada e perfil técnico. Um dos nomes cem discussão é o de Marcelo Lemos, presidente da Associação Comercial e Industrial do Lago Norte.

Em Planaltina, a iniciativa partiu de lideranças partidárias. Mas a intenção é a mesma: escolher nomes com “Ficha Limpa” e apresentá-los ao governador como opção para a Adminsitração Regional.

Sugestão para o Lago Sul

Cidades, GDF em 23/04/2010 às 12:10

Representantes do setor produtivo do Lago Sul, entre empresários e lideranças da cidade, tentam uma audiência com o governador Rogério Rosso (PMDB). Eles querem apresentar um sugestão de nome para a Administração Regional do Lago Sul. A proposta é que o novo administrador seja morador da região e tenha experiência administrativa. O grupo, claro, tem um nome a apresentar: o empresário Guto Valadares, ex-secretário de Esportes do GDF.

Frejat de fora da denúncia

Câmara dos Deputados, Saúde, TJDFT em 23/04/2010 às 10:40

O deputado federal Jofran Frejat (PR) procurou o blog para um esclarecimento sobre a denúncia acatada pelo TJDFT por desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal na Saúde (leia aqui). O processo original incluía seu nome na lista de réus, por ter conduzido a Secretaria de Saúde na gestão Joaquim Roriz. Como Frejat é deputado federal, a denúncia subiu para o Supremo Tribunal Federal, seu foro privilegiado.

Lá, os ministros entenderam que o deputado não estava envolvido no processo e retiraram seu nome da ação. Assim, a denúncia voltou ao TJDFT. “Eu não era mais secretário à época das supostas irregularidades”, explica o ex-secretário.

Governador de todos, ainda

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 23/04/2010 às 10:02

Enquanto o Democratas não toma uma posição oficial sobre o novo governo, a deputada distrital Eliana Pedrosa prega moderação. “Este não é um momento político comum, é um período excepcional, em que precisamos pensar na cidade”, diz para fundamentar sua defesa de que não haja oposição pura e simples ao GDF. No entendimento da deputada, Rogério Rosso agora é o governador de todos e deve receber um voto de confiança. Pelo menos neste período inicial. “Daqui a alguns meses, com a campanha, ele pode virar o governador do PMDB. Mas ainda não é o momento”, alega.

Boas relações

Câmara Legislativa, GDF em 23/04/2010 às 10:01

Assim que soube da notícia do infarto de Milton Barbosa (PSDB), o governador Rogério Rosso seguiu para o Incor. Está lá desde o início da manhã.

Milton sofre infarto

Câmara Legislativa em 23/04/2010 às 9:58

O deputado distrital Milton Barbosa (PSDB) sofreu um infarto na madrugada desta sexta-feira (23). O parlamentar começou a sentir dores na noite de quinta, procurou o médico e acabou internado no Incor, onde passou por um cateterismo. Agora, segue internado na UTI, mas passa bem. Segundo amigos próximos, já pede inclusive para voltar para casa e fazer ligações no celular. Não há previsão de alta.

O tucano é o segundo parlamentar a sofrer problemas do coração nas últimas semanas. Na início do mês foi a petista Erika Kokay quem infartou. A distrital já se recuperou e retomou esta semana o trabalho na Câmara Legislativa.

Presidente trabalhou para licitante

GDF, MPDFT, Transporte em 23/04/2010 às 8:59

Da coluna de Claudio Humberto: O presidente do Metrô-DF, José Gaspar de Souza, foi demitido ontem, após a Operação Bagre, do Ministério Público do DF, quando o governador recém-empossado Rogério Rosso soube que ele havia trabalhado para uma das licitantes do projeto básico do VLT, o veículo leve sobre trilhos. Gaspar trabalhou para a TCBR, ex-sócia da Dalcon, vencedora da disputa. Exceto os preços, as propostas eram idênticas.

José Gaspar de Souza trabalhou na TCBR entre 2003 a 2006, segundo verificou o Ministério Público. Outros dois também foram demitidos.

Campanha pela vaga do TCDF

Câmara Legislativa, GDF, TCDF em 23/04/2010 às 8:52

De O Globo: Derrotado na eleição indireta que escolheu o novo governador do Distrito Federal, o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wilson Lima (PR), poderá ganhar uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do DF. Ele disputa o cargo com outros deputados distritais, mas sua nomeação é encarada como uma espécie de prêmio de consolação, após perder a eleição indireta do último sábado com os votos de só quatro dos 24 deputados distritais.

Há quem diga até mesmo que a indicação para o TC-DF faria parte de um acordo político que garantiu a vitória ao novo governador, Rogério Rosso (PMDB).

Lima é aliado do governador cassado José Roberto Arruda. Nessa condição, foi alçado a governador interino em fevereiro, quando o então vice, Paulo Octávio, renunciou, em meio a denúncias de envolvimento no escândalo do mensalão do DEM. Na época, Lima foi eleito presidente da Câmara Legislativa, o que lhe permitiu assumir o governo do DF, cargo que ocupou por quase dois meses.

A vaga disputada por Lima foi aberta com a aposentadoria, ontem, do conselheiro Jorge Caetano. O TC-DF atualmente tem um conselheiro afastado por suspeita de participação no mensalão do DEM.

Não a duas vagas petistas

Partidos, Política em 23/04/2010 às 8:43

Do Painel da Folha de S. Paulo: Ao tentar impor Geraldo Magela (PT) como candidato ao Senado na chapa de Agnelo Queiroz (PT) ao governo, o partido pode acabar rachando o palanque de Dilma no DF. O PDT não topa e ameaça desembarcar. Pelo acordo, a chapa ficaria assim: Agnelo para o governo e Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Senado. O PMDB indicaria o deputado Tadeu Filippelli para vice.

Chamamento pelo Twitter

Cidades, Câmara Legislativa em 23/04/2010 às 8:39

Da Folha de S. Paulo: “Aquele seu brother, que você sabe que vai vir, liga pra ele. Quem tiver celular com internet, manda por e-mail, pelo Twitter”, pedia Yuri Soares, 24, estudante de história da Universidade de Brasília e um dos invasores do prédio que abrigará a nova sede da Câmara Legislativa.

Yuri era um dos poucos com verdadeira bagagem no assunto invasão, a começar por ter sido um dos líderes da tomada da reitoria da UnB, em 2008. Para convocar adeptos contra o ex-reitor Timothy Mulholland, porém, não existia Twitter.

Foi assim, midiática e multimídia, a primeira noite estudantil no edifício ainda em construção. A Folha acompanhou as primeiras 12 horas.
Ontem os cerca de 60 estudantes decidiram deixar o local depois que a Justiça determinou a reintegração de posse. Eles deixaram o prédio por volta das 20h45.

Os primeiros invasores entraram por uma janela aberta pouco depois das 19h de anteontem. À meia-noite, a reportagem contou mais de 70 pessoas, reunidas para uma discussão política: “o que queremos exatamente?”
Uma coisa era certa: desejam a impugnação da eleição indireta que elegeu Rogério Rosso (PMDB) governador.

A mensagem era uma das músicas cantadas após a passagem-relâmpago da Polícia Militar pelo local: “Po-pu-la-ção, não se iluda, o Rosso é Roriz e é Arruda!”

Mudar a destinação do prédio invadido também fez parte da reivindicação. Consideram que no local deveria ter uma escola de política e ética.
Enquanto as ideias eram discutidas, passaram pelo prédio um funcionário da Via Engenharia (empresa responsável pela construção), a PM com cães, e até o atual reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Jr. “Recebi um chamado de que alunos da universidade estavam sob risco”, disse o reitor. A favor da invasão? “Não me cabe julgar.”

Passada a meia-noite, enquanto parte dos estudantes debatia a pauta de negociações, outra debandava, outra dormia e outra ainda trabalhava na tarefa de divulgar o movimento. ”O pessoal ainda não está respondendo”, reclamou Yuri da falta de apoios no Twitter do DCE. Até o rapper GOG foi usado como chamariz. “GOG presente e apoiando a ocupação da Câmara”, dizia uma das mensagens no microblog.

Às 3h, praticamente todos que ocupavam o prédio dormiam. Tour feito pela Folha durante a madrugada constatou que as dezenas de salas do edifício estavam prontas, mas sem móveis. Os estudantes se concentraram no segundo de cinco andares, aproveitando o silêncio dos gabinetes vazios.
Às 7h, os invasores começaram a levantar dos madeirites e papelões, usados como cama. Na saída, Taís, 22, ex-aluna de direito, dizia: “Voltem sempre ao hotel Câmara”.

Justiça acata denúncia contra Roriz

GDF, MPDFT, Saúde em 23/04/2010 às 8:34

Do Correio Braziliense: A Justiça aceitou mais uma denúncia contra o ex-governador Joaquim Roriz. Dessa vez, as acusações são de desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal, houve fraude contábil e fiscal e contração de gastos nos dois últimos quadrimestres do mandato — ambos na área da saúde —, o que é vedado pela LRF. O MPF apurou que teriam sido gastos mais de R$ 12 milhões em desacordo com as normas. O processo corre na 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

Além de Roriz, são citados na denúncia o ex-secretário de Fazenda Valdivino José de Oliveira e os ex-titulares da pasta de Saúde Jofran Frejat, Paulo Afonso Kalume Reis, Aloísio Toscano França e Arnaldo Bernadino Alves. As supostas irregularidades estão detalhadas no Inquérito nº 365/2003 DF e foram levantadas em 2002 por um grupo-tarefa composto por integrantes do Ministério Público Federal (MPF), da Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus), do Tribunal de Contas do DF, do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Consta dos autos que o grupo-tarefa constatou a existência de compras sistemáticas de medicamentos e insumos médicos e hospitalares que contrariam toda a normativa da administração pública (financeira, contábil, fiscal e de licitações). Medicamentos e insumos da área de saúde eram adquiridos sem licitação, mediante a emissão de vales, recibos e declaração.

“Balbúrdia contábil”
Na denúncia entregue à Justiça, o MPF escreveu que “a balbúrdia contábil lembra a forma adotada nos tempos em que as transações comerciais eram feitas na base da confiança entre os pequenos comerciantes e os moradores das cidadezinhas do interior do Brasil”. Efetuada a negociação, havendo ou não disponibilidade de caixa, era feita a nota de empenho da despesa. O produto era cotado pelo preço do dia do efetivo pagamento e não do dia do fornecimento.

Sobre o assunto, o assessor de imprensa de Roriz, Paulo Fona, afirmou que “as contas do governo Roriz desse período já foram devidamente aprovadas pelo Tribunal de Contas do DF, dentro dos critérios da LRF”. Acrescentou que as explicações já foram dadas nos autos e que “é estranho que uma parcela do MP continue a retomar processos com mais de cinco anos, exatamente num ano eleitoral. Parece haver uma operação zumbi com o objetivo de reviver arquivos mortos. O governador continua confiando na Justiça brasileira”.

Ansiosos pelas mudanças

Câmara Legislativa, GDF em 23/04/2010 às 8:30

Do Correio Braziliense: Um dos compromissos de Rogério Rosso (PMDB) na breve campanha dirigida aos distritais foi promover mudanças drásticas na administração pública. Mas, por enquanto, ele fez alterações pontuais, substituindo os cargos estratégicos mais ligados à governadoria. O ritmo do novo chefe do Executivo, que calcula cada movimento para se precaver de uma possível intervenção federal no DF, tem causado ansiedade em seu colégio eleitoral. Representantes do grupo que o elegeu e mesmo os deputados contrários à sua vitória cobram a transfiguração do Executivo.

Em três dias de governo, Rosso nomeou sete pessoas para o alto escalão do GDF: na Secretaria de Governo, Planejamento e Gestão, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, na Companhia de Desenvolvimento Habitacional, na Chefia de Gabinete e na Gerência dos Condomínios.

No Diário Oficial do DF publicado no início da noite de ontem, Rosso confirma a indicação do major Leonardo Moraes para a chefia da Casa Militar. Ele era administrador de Ceilândia, época em que assumiu o cargo por indicação de Benício Tavares. Fez várias campanhas para Joaquim Roriz ao lado da mulher, Sílvia Guimarães, líder comunitária na cidade. Já a chefia de Casa Civil foi extinta e suas atribuições migraram para a pasta de Planejamento e Gestão.

O total de indicações ainda é pouco para eleitores que aguardam ainda a confirmação de acertos anteriores à vitória de Rosso na escolha indireta. Importante articulador para o êxito do peemedebista na Câmara, o deputado Alírio Neto (PPS) considera essa ansiedade natural “para ver concretizadas as mudanças técnicas que foram compromissadas. Tá certo que são só quatro dias com um feriado no meio, mas há que sinalizar que os compromissos serão honrados”. Ele faz menção às alterações técnicas, mas é fato que os deputados também aguardam as substituições de caráter político. “Os distritais estão apreensivos. Ficam na expectativa do Diário Oficial para saber em que momento os acordos serão honrados e, até agora, muito pouco ou quase nada se cumpriu”, avalia um assessor da Câmara Legislativa com trânsito entre os parlamentares.

A cobrança a Rosso na Câmara tem diferentes matizes partidárias. O PT, que endossou a vitória de Rosso à Câmara Legislativa, já reclama de demora. Para o líder do partido na Casa, Paulo Tadeu, “o governador até hoje não tomou medidas saneadoras estruturais, fez mudanças pontuais de indicados, uma troca de nomes. Estamos aguardando as medidas reais”, cobrou Tadeu. Ele nega uma aliança formal entre PT e PMDB e condiciona essa parceria à conduta do governador que seu partido ajudou a eleger.

Oposição
Se com menos de uma semana aliados já reclamam, os distritais que
torceram contra o ingresso de Rosso no governo se sentem ainda mais à vontade. Atuando como uma espécie de porta-voz da oposição a Rosso na Câmara Legislativa, o deputado Milton Barbosa (PSDB) subiu à tribuna para dar conselhos, num tom de ironia, a Rogério Rosso, a quem chamou de “garoto novo”. “Antes de ele (Rosso) demitir trabalhadores que estão dependendo da alimentação dos seus filhos, deveria adotar medidas saneadoras”, criticou Milton, irmão de Durval Barbosa, que se tornou pivô da Operação Caixa de Pandora ao revelar em vídeos e depoimentos o suposto esquema de corrupção do GDF.

Milton Barbosa chamou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de “escola de rapinagem, de trapincolagem (hábito de não pagar dívidas), de corrupção”. E fez uma provocação ao dizer que o atual governador conhece muito bem a secretaria. “Ninguém ou quase ninguém consegue um terreno no Pró-DF sem pagar um preço, e esse preço com certeza não vai para os cofres públicos não, vai para o bolso de alguém”, denunciou o parlamentar Barbosa, que ainda opinou sobre o Banco de Brasília, a CEB, a Caesb e a Codhab.

Polícia Civil
Na Polícia Civil do Distrito Federal, a disputa também é grande. São cotados para comandar a corporação o atual diretor, Pedro Cardoso, e o delegado Antônio Coelho. Ex-titular da 2ª Delegacia de Polícia do DF, na Asa Norte, Coelho é muito influente no meio político. Já assessorou o deputado Benício Tavares (PMDB) na Câmara Legislativa e manteve amizade com o ex-senador Luiz Estevão e com o ex-chefe de gabinete do governador Fábio Simão. Em 2007, Coelho, que fez campanha para José Roberto Arruda, era cogitado para assumir a Direção-Geral da Polícia Civil, mas perdeu a indicação para o delegado Cleber Monteiro, hoje aposentado. Quando Monteiro deixou o cargo, Coelho voltou a ter o nome considerado para o posto, mas acabou novamente preterido por Cardoso.

A permanência do atual diretor-geral da Polícia Civil é apoiada pelo deputado Laerte Bessa (PSC), que comandou a instituição entre 1999 e 2006. Bessa disse que o governador Rogério Rosso já lhe garantiu que nada muda na Polícia Civil do DF. “Gosto do Coelho e ele terá a sua vez, mas em time que está ganhando não se mexe. Essas mudanças causam instabilidade na Polícia Civil”, avalia Bessa, um dos principais aliados do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). De acordo com Bessa, Rosso lhe prometeu ainda que o atual corregedor, o delegado Haendel Silva Fonseca, continuará no cargo. Se Coelho não for indicado para o comando da Polícia Civil, ele deverá virar diretor do Departamento de Trânsito (Detran-DF).

Desocupação pacífica

Cidades, Câmara Legislativa em 23/04/2010 às 8:24

Do Correio Braziliense: Pouco mais de 24 horas depois de ocuparem a futura sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) decidiram desocupar, na noite de ontem, o prédio que custou mais de R$ 100 milhões aos cofres públicos pacificamente. Apesar de o protesto ter tido um desfecho tranquilo, o dia foi tenso e fez muitos lembrarem das três ocasiões em que integrantes do movimento contra a corrupção na capital entraram em confronto com a polícia.

A ocupação permanecia morna até as 15h30, quando os cerca de 30 estudantes souberam que a Procuradoria da CLDF havia protocolado, na 3ª Vara de Fazenda de Fazenda Pública, um pedido de reintegração de posse. No documento, o procurador Fernando Nazaré argumentou os motivos da solicitação. “É um imóvel público de destinação especial, não pode ser usado indiscriminadamente”, sustentou.

O juiz Marco Antônio da Silva Lemos não demorou a se pronunciar. Menos de duas horas após receber o pedido, decretou: “Determino a reintegração de posse imediatamente”. O magistrado foi além e também determinou que o prédio continue sob a vigilância da polícia. “Que seja mantida no local força policial até a data da inauguração efetiva para permitir a entrada e circulação no referido local tão somente dos trabalhadores da construção e instaladores, servidores, parlamentares e demais pessoas, a critério exclusivo da direção”, diz o texto.

Policiamento
A ordem judicial bastou para esfriar o ânimo dos manifestantes. Em seguida, dezenas de policiais militares cercaram o local, enquanto cerca de 80 estudantes permaneciam dentro do espaço. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) formou um cordão impedindo a entrada de outras pessoas. O clima ficou tenso. Dentro da Câmara, em um hall que dá acesso aos gabinetes do 2º andar, os estudantes entoavam gritos de protestos contra o ex-governador Arruda, o distrital Geraldo Naves e novo governador do DF, Rogério Rosso. A comandante da operação, major Priscila, deixou claro que queria evitar um confronto e chamou um negociador profissional, o tenente Michelo Bueno. Por volta das 20h30, em uma conversa com os estudantes Raul Cardoso e Talyta Mendonça, duas das lideranças do movimento, o tenente finalmente conseguiu um acordo: os oficiais de Justiça entregaram o pedido de reintegração de posse, o prédio foi vistoriado e os manifestantes desocuparam o espaço.

A manifestação foi encerrada com uma passeata que seguiu até o Complexo da Funarte, no Eixo Monumental. “Saímos vitoriosos porque o movimento alcançou seu objetivo, que era ocupar o prédio no dia do aniversário de Brasília e sair hoje (ontem). Chamamos a atenção e mostramos que não concordamos com muita coisa que ocorre na capital”, afirmou.

Segundo os estudantes, a ocupação foi motivada, principalmente, pela eleição de Rogério Rosso para o cargo de governador-tampão do DF até o fim do ano. “Não reconhecemos esse pleito, ainda mais porque participaram dela vários dos envolvidos no esquema de corrupção denunciado pela Operação Caixa de Pandora. Isso não pode ser legítimo”, disse a estudante de geografia Luana de Medeiros, 19 anos.

O comandante de policiamento da PM, coronel Luiz Henrique Fonseca, não divulgou o efetivo usado na operação, mas tentou justificar a presença de tantos militares. “A polícia tem que trabalhar sempre pensando no pior. Em outras ocasiões, já tivemos policiais machucados e temos de nos prevenir ”, disse o oficial.

Suspeita de fraude no VLT

GDF, MPDFT, Transporte em 23/04/2010 às 8:20

Do Correio Braziliense: O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã de ontem, a Operação Bagre, que investiga possíveis fraudes na licitação de projetos básicos de engenharia do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que será administrado pelo Metrô-DF. Uma promotora e um oficial de Justiça executaram mandados de busca e apreensão na sede administrativa do Metrô, em Águas Claras. Além disso, o MPDFT esteve em outros cinco endereços, entre eles a residência de José Gaspar de Souza, presidente do Metrô, e os escritórios das empresas responsáveis pelo projeto básico — a Dalcon Engenharia e a Altran TCBR. O governo afastou, na tarde de ontem, a diretoria da Companhia do Metropolitano.

A Operação Bagre está a cargo da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público Social do Ministério Público do DF. Um carro oficial do MP chegou à sede do Metrô por volta de 10h e ficou lá até as 13h40. O veículo transitou entre os prédios dos centros de Controle Operacional, onde fica a presidência, e o da manutenção. A promotora e o oficial de justiça estavam acompanhados de outros dois servidores. Quando saíram, levavam pastas, envelopes, documentos e computadores. Segundo pessoas que trabalham no prédio, o material era, em sua maioria, da diretoria da empresa, no entanto, computadores pessoais de alguns funcionários também foram recolhidos.

De acordo com uma nota publicada no site oficial do MPDFT, existem fortes indícios de fraudes na licitação. Ainda segundo a nota, há suspeita de envolvimento de servidores e das empresas que participaram da licitação. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, no entanto, como as investigações correm em segredo de Justiça, não é possível passar mais esclarecimentos.

Explicações
Um total de 40 empresas concorreu à licitação do projeto básico do VLT. No entanto, apenas duas entregaram a proposta. O Metrô-DF se manifestou apenas por meio de nota à imprensa. Segundo a empresa, a cópia integral dos autos do processo está em poder do Ministério Público do DF desde 2007. Além disso, o órgão também alega que a concorrência foi analisada pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF), que não apontou irregularidades. “A suspeição apontada é infundada e será totalmente esclarecida no Tribunal de Justiça do DF”, ressaltou a nota.

O diretor da Dalcon Engenharia, Antônio Américo Requião Passos, também diz que as investigações não têm fundamento. Segundo ele, a empresa paranaense ganhou a concorrência por cumprir todos os requisitos exigidos. “Nós providenciamos uma defesa, porque não vemos nenhum motivo para essa ação. Participamos de uma concorrência que foi divulgada, fizemos um projeto básico e encerramos ali nossa participação”, garantiu. O Correio tentou falar, por telefone, com os responsáveis pela multinacional francesa Altran. Até o fechamento desta edição, porém, a empresa não se manifestou.

Por conta da ação do Ministério Público, o governador do DF, Rogério Rosso, determinou a substituição imediata do presidente da empresa, José Gaspar de Souza, e do diretor de Operação e Manutenção, José Dimas Machado. Também por meio de uma nota, Rosso disse que afastou o chefe da Diretoria Técnica do Metrô-DF, Celso Renato Pitanguy Lucena, e exigiu que os cargos sejam ocupados por servidores públicos com perfil técnico. Segundo Rosso, o objetivo é colaborar com o bom curso das investigações face à ação do Ministério Público do DF. O VLT está orçado em R$ 1,5 bilhão e será um sistema de transporte que ligará o fim da Asa Sul à Asa Norte. É considerada a obra mais cara do DF.

Explicações sobre Passe Livre

Câmara Legislativa, Transporte em 23/04/2010 às 8:16

Do Correio Braziliense: Leonardo Prudente passou a tarde de ontem dando explicações ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a respeito de um episódio que nasceu a partir das revelações da Caixa de Pandora. O ex-distrital prestou depoimento a promotores de Justiça do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (Ncoc) do MP sobre denúncias feitas pelo ex-senador Valmir Amaral, dono de empresas de ônibus no DF.

No início de dezembro passado, auge da crise política na capital da República, Amaral fez graves acusações contra distritais já atingidos pela Operação Caixa de Pandora, que os apontava como parte de um esquema de corrupção envolvendo governo e empresas ligadas à administração pública. No dia em que Leonardo Prudente daria uma coletiva para explicar o vídeo em que aparece recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa e enfiando as notas nos bolsos da roupa e nas meias, o ex-senador roubou a cena.

Valmir Amaral invadiu o local preparado para a coletiva de Prudente e acusou os deputados de cobrarem pela alteração da Lei do Passe Livre. “Foi R$ 1 milhão pra (sic) alterar a lei e mais R$ 600 mil pra derrubar o veto do governador. O governador ia vetar.” O projeto de Lei do Passe Livre Estudantil foi sugerido pelo governo em março do ano passado. Os distritais modificaram a proposta por meio de emendas. Em uma delas, pediram a extensão do benefício aos deficientes, item vetado pelo então governador, José Roberto Arruda. O veto foi derrubado pelos distritais da base aliada.

O empresário Valmir Amaral chegou a citar os nomes dos deputados que teriam liderado a negociação em torno do Passe Livre. “Na época, o presidente do sindicato falou que era o presidente Leonardo Prudente, Eurides Brito e tem outros deputados. Quem deu? Tem que perguntar a quem deu. Eu não dei o dinheiro. A minha parte era R$ 170 mil e eu não dei.” Pouco mais de quatro meses depois das denúncias, o Ncoc chamou Prudente para uma audiência reservada. Participaram do depoimento os promotores Clayton da Silva Germano e Aurea Regina Ramim.

Bloqueio de bens e inelegibilidade

Câmara Legislativa, MPDFT em 23/04/2010 às 8:14

Do Correio Braziliense: A Justiça determinou ontem o bloqueio de todos os bens do ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido), como garantia para o ressarcimento de prejuízos causados aos cofres públicos e à imagem da população do Distrito Federal pela suposta participação dele no esquema do mensalão. Com a decisão, Prudente está impedido de dispor de bens e direitos, como casas, apartamentos, salas, carros, gado, aeronaves, embarcações e aplicações financeiras que estejam em seu nome. Ele também não poderá vender ou repassar a outras pessoas ações de empresas em que figure como sócio. Apenas a conta- corrente do ex-deputado está preservada, como forma de garantir a sua subsistência e a de sua família.

Na decisão, o juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, atendeu o pedido do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). Na semana passada, conforme revelou o Correio com exclusividade, os promotores de Justiça ingressaram com ação de improbidade administrativa contra Prudente, em que pedem que o ex-deputado devolva R$ 6.354.080. Ainda não há decisão quanto ao mérito do pedido, mas já há uma sinalização do juiz de que o ex-distrital recebeu recursos ilícitos, conforme foi denunciado pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, em colaboração com o MP e a Polícia Federal (PF) na Operação Caixa de Pandora.

Em depoimento, Durval disse que Prudente recebia R$ 50 mil por mês para dar apoio à campanha e depois ao governo de José Roberto Arruda. O dinheiro era desviado de contratos de terceirização de serviços prestados ao governo, segundo relato de Barbosa. Prudente é o principal personagem de um dos momentos mais emblemáticos da Caixa de Pandora, a gravação em que aparece guardando dinheiro na meia porque já não havia espaço em nenhum dos bolsos do terno para as cédulas.

Como a imagem foi flagrada em agosto de 2006, os promotores calcularam 40 meses de mesada, até 27 de novembro de 2009, quando as denúncias vieram à tona com o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da Operação Caixa de Pandora, inclusive na casa de Prudente no Lago Norte. Lá, a PF encontrou R$ 80 mil em dinheiro vivo guardados no motor da banheira de hidromassagem. Durante esses pouco mais de três anos, Prudente teria recebido indevidamente R$ 2 milhões como mesada.

Inelegibilidade
Justamente por causa da enorme repercussão que a imagem da meia provocou no país, o MPDFT pede indenização por danos morais para os moradores da capital. Além da gravação em que recebe dinheiro de Durval, Prudente aparece na famosa “oração da propina”, ao lado de Júnior Brunelli (PSC), que também renunciou ao mandato para escapar de um processo por quebra de decoro que levaria à cassação do mandato e a uma pena de inelegibilidade por oito anos. Para calcular a dívida que Prudente teria com o contribuinte, os promotores se baseiam nas despesas do ex-distrital com seu mandato na Câmara Legislativa. Os deputados gastam R$ 108.852 por mês com a contratação de servidores comissionados e a manutenção do gabinete parlamentar. Em 40 meses, essa conta chega a R$ 4.354.080.

Na ação contra Prudente, o MP pede como pena a inelegibilidade do político pelo período de 10 anos, a contar da data da eventual condenação, pagamento de multa de R$ 6 milhões, correspondentes a três vezes o valor que Prudente teria recebido indevidamente como mesada, além de proibição de firmar contratos com o Executivo e o Legislativo. Os contratos em curso das empresas do ex-deputado deverão ser suspensos, caso a Justiça acate o pedido dos promotores no julgamento da ação. Prudente passou a tarde ontem em depoimento ao MP e não foi localizado pela reportagem. Na semana passada, ele negou que tenha recebido mesadas em troca de apoio a Arruda. Sobre a cena em que aparece recebendo dinheiro de Durval, Prudente afirma que se tratava de dinheiro para a campanha de 2006 e admite que os recursos não foram mencionados na prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A reinauguração de Brasília

Artigos em 22/04/2010 às 20:40

Cristiano Araújo*

Como tudo o que envolve Brasília, seu aniversário de 50 anos jamais será esquecido. Mais do que marcar o auge de uma epopéia que começou ainda na época do Império, quando se iniciaram as discussões sobre a necessidade de transferência da Capital Federal para o interior do Brasil, as comemorações marcam um novo período para nossa cidade e toda a nossa gente.

Como é do conhecimento comum, a sucessão de fatos que antecederam esse 21 de abril, envolvendo suspeitas de desvios de recursos e, principalmente, de condutas, chocou a todos nós.

Do mais humilde cidadão até os maiores mandatários de nosso país, aos quais orgulhosamente hospedamos, foram de alguma forma tocados e instados a buscar formas de refazer as relações humanas e principalmente, as políticas. Enfim, de refazer o passado.

O aniversário de Brasília, sem dúvida nenhuma, serve como um momento de profunda reflexão. Desde já, ele marca um novo tempo. Um novo momento para que velhas práticas em favor de poucos sejam substituídas por ações em benefícios de todos.

Aproxima-se a hora de pormos fim às gambiarras políticas. Época do fim de manipulação de classes e de massas. Época de marcar as relações pelo diálogo franco e aberto, não pelo denuncismo infundado e irresponsável, tão comuns atualmente.

É época da reinaugurarmos Brasília!

Como todos sabemos, nossa cidade já foi palco de momentos difíceis em outras oportunidades. Momentos em que as liberdades eram restritas e o poder de manifestação popular quase inexistia.

Mesmo assim, reagimos. E como no passado, toda a nossa população demonstra sua capacidade de reação aos últimos contratempos.

Nossas vidas seguem. Medidas para afastar a crise foram adotadas dentro dos limites estabelecidos pela Constituição da República e por todo o nosso ordenamento jurídico, demonstrando que temos a maturidade necessária para oferecer respostas.

Nossos setores continuam cumprindo seus papéis, buscando o aperfeiçoamento de suas atividades. O setor produtivo continua ampliando nossas riquezas. O setor público se mantém oferecendo seus serviços que podem e devem ser melhorados, com o acompanhamento e o envolvimento de todos.

As instituições republicanas funcionam e, o mais importante: as informações circulam para que todos nós tenhamos condições de nos posicionar, de expressar nossas opiniões.

É assim que queremos Brasília. Madura com seus 50 anos, com seu povo comandando seu destino, sem intervenções. Momentos ruins são enfrentados por todos nós. Mas essas fases devem ser utilizadas como aprendizado para a evolução.

O comando do País foi transferido para o interior de nosso território com os objetivos de proteger nossa capital e de promover a integração de nosso povo. Temos a responsabilidade de irradiar bons exemplos daqui para o resto do Brasil. Tenho certeza que nenhum de nós fugirá desta responsabilidade!

Parabéns, Brasília! Parabéns, cidadãos brasilienses!

*Cristiano Araújo é deputado distrital pelo PTB, líder da legenda na Câmara Legislativa e presidente da Comissão de Economia Orçamento e Finanças da Casa.

Empresário respondem à CPI

Câmara Legislativa em 22/04/2010 às 19:58

Apenas três empresários encaminharam à CPI da Corrupção respostas às perguntas enviadas pelos deputados distritais: Nerci Soares (veja aqui) da Unirepro, Alvadir da Silva Oliveira, da CTIS, e Antônio Ricardo Pechis, da Adler. Este último, no entanto, não esclareceu os questionamentos da CPI.

Cristina Bonner, da TBA informática, e Gilberto Lucena da LinkNet pediram mais 15 dias para encaminhar as respostas à Comissão Parlamentar de Inquérito.

PSB mantém apoio a intervenção

GDF, Partidos em 22/04/2010 às 19:01

O PSB-DF divulgou nota sobre a posição do partido quanto ao novo Governo do Distrito Federal. Os socialistas reconhecem a legitimidade da eleição indireta, embora não tenha participado do processo eleitorado - o único distrital do PSB foi expulso da legenda por ter sido citado na Operação da Caixa de Pandora. O partido, no entanto, continua na defesa da intervenção federal como solução para a crise política no Distrito Federal.

Confira a íntegra da nota do PSB:

“O Partido Socialista Brasileiro vem a público reconhecer os preceitos constitucionais que permitiram a eleição do novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, embora tenha-se mantido o tempo todo à margem do processo eleitoral.

O PSB reitera, contudo, a sua posição a favor da intervenção federal, por considerá-la a melhor solução para a crise política e institucional que se abateu sobre a Capital Federal.

Frente ao quadro de desconfiança da sociedade com eleição indireta é dever do governador assumir o compromisso de promover uma administração pautada na ética, na moralização e no saneamento de órgãos e empresas públicas que estão sob suspeição, colaborando ainda com a Justiça e impondo o princípio da transparência nas contas e contratos, sem acobertar ilícitos ou proteger correligionários e aliados envolvidos em denúncias.

Os socialistas perfilam, assim, ao lado dos brasilienses na expectativa de ver resgatada a normalidade institucional, mobilizando-se com redobrada atenção para acompanhar as ações do GDF.”

Vice-presidente tucano renuncia

Partidos, Política em 22/04/2010 às 17:48

O vice-presidente do PSDB, Gustavo Ribeiro, anunciou nesta quinta-feira (22) sua renúncia ao cargo na executiva do partido. Ribeiro avisou da decisão informalmente a dirigentes tucanos, mas ainda não formalizou o pedido. Com o presidente regional, Márcio Machado, licenciado desde a crise da Operação Caixa de Pandora, Ribeiro é quem estava no comando do partido. Se confirmar sua renúncia, os tucanos terão de escolher um novo vice.

Há na legenda quem acredite, porém, que o aviso foi apenas uma forma de pressionar a legenda a trazer de volta o presidente licenciado, de quem Ribeiro se aproximou ao longo do governo José Robeto Arruda.

PT ainda dividido sobre PMDB

Partidos, Política em 22/04/2010 às 17:22

O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, foi à tribuna da Casa nesta quinta-feira (22) desmentir as especulações de que seu partido vá indicar cargos no GDF e de que a aliança entre PT e PMDB esteja formalizada para as eleições de outubro. Tadeu afirmou que nenhuma dessas decisões foram tomadas e que não há um nome sequer nomeado no novo governo a pedido do PT.

Apesar do discurso veemente de seu líder na Câmara, o PT ainda está dividido quanto a posição que terá com relação ao governo e ao PMDB. Uma reunião da executiva regional na próxima terça-feira (27) deve iniciar as dicussões sobre coligações partidárias e, em especial, a aliança com os peemedebistas. A legenda está bastante dividida sobre o assunto.

Oficialmente, os petistas afirmam que uma coligação com o PMDB só poderia sair depois que o partido tomasse providências quanto aos filiados envolvidos na Operação Caixa de Pandora - já que até hoje nada foi feito partidariamente quanto a eles. Extraoficialmente, porém, discute-se a possibilidade de aliança com a ala peemedebista que ficou longe da crise. Como argumento está o fato de que tanto PSB quanto PDT estavam próximos ao governo José Roberto Arruda antes da crise e isso não impediu a coligação, já fechada, com o PDT nem as conversas, bem encaminhadas, com o PSB.

Briga por indicação na CPI

Câmara Legislativa em 22/04/2010 às 17:08

CPI da Corrupção ganha fôlego em meio a uma disputa interna na Câmara Legislativa. Diante do desinteresse dos partidos em indicar o quinto integrante da comissão, a Mesa Diretora publicou no Diário da Câmara Legislativa desta quinta-feira (22) a indicação do petista Chico Leite para o cargo. O PMDB, a quem cabia a vaga mas não se manifestara, decidiu então apresentar hoje sua indicação: o distrital do PRB, Aguinaldo de Jesus.

A briga pela vaga ainda não terminou. O PMDB alega que, regimentalmente, o direito a indicação é dele. O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), diz que a indicação veio da presidência devido a falta de iniciativa do PMDB. A decisão deve sair no Diário da Casa de sexta-feira (23).

Prudente fica com bens indisponíveis

Câmara Legislativa em 22/04/2010 às 17:00

Do Correio Braziliense: A Justiça do Distrito Federal determinou indisponibilidade de todos os bens do ex-deputado distrital Leonardo Prudente e de empresas ligadas direta ou indiretamente a ele. A sentença é do juiz da 2ª Vara lvaro Luis de A. Ciarlini. De acordo com uma conta feita pelo Ministério Público, a dívida de Prudente atinge a cifra de R$ 6.354.080,00. São R$ 2 milhões pelo “salário” de R$ 50 mil que ele supostamente recebia do caixa que seria abastecido com dinheiro desviado de contratos de terceirização de serviços, segundo relato de Durval Barbosa em depoimentos prestados aos promotores.

 O restante leva em consideração despesa mensal de R$ 108.852,00 que a Câmara Legislativa teve com a contratação de servidores comissionados indicados por Prudente e com recursos destinados à manutenção de seu gabinete parlamentar.

Democratas caminha para oposição

GDF, Partidos, Política em 22/04/2010 às 15:20

Uma reunião na próxima segunda-feira (26) deve definir a posição formal do Democratas com relação a essa nova gestão do GDF: se aliado ou oposição. Apesar da pressão de alguns integrantes da legenda para que o grupo se mantenha na oposição, o presidente regional do partido, senador Adelmir Santana, decidiu esperar ao menos a primeira semana do novo governo para avaliar as medidas do governador Rogério Rosso (PMDB).

Enquanto esperam, os deputados distritais do partido se dividem. Raad Massouh optou por ser da base de governo. Com discurso de independência, mantém-se aliado ao PMDB. Paulo Roriz não declara oficialmente, mas tende a se manter na oposição. Já Eliana Pedrosa tem afirmado que vai seguir a determinação do partido. Pode vir a ser oposição, se for esse o caminho do Democratas, mas hoje não tem posição definida.

Diante de suas boas relações com o presidente do PMDB, Tadeu Filippelli, o presidente do DEM até ponderou uma aliança entre os dois partidos. A coligação, que ganharia força com este governo tampão, poderia aparecer como uma terceira via nas eleições de outubro. O único impedimento seria uma aliança do PMDB com o PT. Nesse caso, o DEM seria levado automaticamente para a oposição. Como o acerto entre PMDB e PT está confirmado - os peemedebistas devem indicar o vice na chapa de Agnelo Queiroz -, não sobram ao Democratas muitas opções.

Ocupação segue até a noite

Cidades, Câmara Legislativa em 22/04/2010 às 13:39

Manifestantes decidem manter ocupação da nova sede da Câmara Legislativa pelo menos até o final da noite desta quinta-feira (22). Os integrantes do movimento Fora Arruda e Toda a Máfia ocuparam o prédio recém-concluído na noite de quarta-feira (21). A Procuradoria Geral do DF deve entrar esta tarde com ação para reitegração de posse do prédio. O pedido deve ser assinado conjuntamente pela Procuradoria da Câmara Legislativa.

Confira a nota divulgada pelo grupo para explicar a ocupação:

“O Movimento Fora Arruda e toda a Máfia – criado após o estouro do maior escândalo de corrupção do Brasil, a Caixa de Pandora – continua na luta por uma nova política no Distrito Federal, com a construção de novos 50 anos para Brasília.

Exatamente no cinqüentenário da capital federal, ocupamos o prédio destinado à nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Este ato simbólico busca expressar toda a indignação da população brasiliense com a atual situação política e social em que vivemos.  Não podemos deixar que as comemorações dos 50 anos de Brasília sirvam como uma nuvem para camuflar todas as injustiças do DF.

Não podemos aceitar um governador eleito por 13 deputados – dos quais 8 estão comprovadamente ligados às denúncias de corrupção do DF. A escolha de um governador deve ser feita pelo seu povo. Exigimos a impugnação da eleição indireta de Rogério Rosso (PMDB), que esteve a serviço de Roriz e Arruda nas últimas gestões de governo e representa a continuidade dessa mesma política.

O prédio que ocupamos – superfaturado e desnecessariamente grande e luxuoso – não pode abrigar os mesmos corruptos que elegeram Rosso e tentam nos calar com panetone. Ele deve ser destinado às necessidades da população. Sua gestão deve ser feita diretamente pelos movimentos sociais. O primeiro passo para essa conquista é a realização de uma auditoria das obras do prédio, que custou três vezes o valor do orçamento inicial.

Exigimos também uma auditoria das obras da nova rodoviária. Aliás, toda a política de transportes do DF tem que ser questionada. É preciso cancelar o contrato do atual passe livre com a empresa Fácil. Lutamos por um transporte realmente livre, gratuito e de qualidade. Os usuários têm o direito de construir um transporte verdadeiramente público para o DF, participando ativamente das decisões.

Para começarmos a construir outros 50 anos, é fundamental que o atual Plano de Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) seja totalmente anulado. A farsa do Setor Noroeste como um bairro ecológico tem que ser desmascarada. É preciso respeitar a comunidade indígena do Santuário dos Pajés e a biodiversidade. É inadmissível construir apartamentos exclusivos para a elite local, enquanto milhões de pessoas não tem condições adequadas de moradia. A ação cautelar que impede as obras no Noroeste tem que ser cumprida.

Todas as investigações devem ser aprofundadas e os corruptos, punidos. A população deve ter acesso a todos os vídeos do inquérito da Caixa de Pandora. Só quando todos estiverem cientes do que está acontecendo nos bastidores da política, teremos força para construir o poder popular. Nenhuma ação violenta e repressora vai nos parar. Exigimos a demissão do Coronel Silva Filho, da Polícia Militar – responsável por várias agressões criminosas contra o movimento.

Participe dessa luta você também. Venha para a Câmara! Mostre que você também está indignado. Coloque faixas pretas no seu carro, na sua janela ou onde mais a criatividade deixar. Poder para o povo!”

CPI sem atenção

Câmara Legislativa em 22/04/2010 às 13:29

Reunião da CPI da Corrupção marcada para a manhã desta quinta-feira (22) foi cancelada por falta de quórum - apenas o relator da comissão, Paulo Tadeu (PT), apareceu.

O relator informou que já definiu os nomes de parlamentares, ex-secretários de governo, ex-governadores e ex-vice-governadores que devem ser ouvidos pela comissão. Para que esses depoimentos sejam marcados, porém, é preciso aprová-los entre os cinco integrantes da comissão. Com a disposição que os distritais têm demonstrado em levar a CPI adiante, essas convocações podem demorar a sair…

Contradições de uma cidade ainda nova

Artigos em 22/04/2010 às 13:21

Hélio Doyle*

Quando eu era criança e morava no Rio de Janeiro, passava as férias escolares em Belo Horizonte, onde meus pais viveram até se casarem e se mudarem para o então Distrito Federal, onde nasci. Lembro-me bem de passeios de carro que fazíamos com meus pais em BH: eles iam mostrando as casas em que haviam morado, os locais que frequentavam quando jovens, espantando-se com o crescimento da cidade, com a ocupação dos vazios, com as áreas antes desertas plenamente habitadas. Prédios no lugar de casas, ruas asfaltadas onde havia trilhas no mato. Reclamavam das mudanças, sentiam a nostalgia dos tempos em que Belo Horizonte era ainda jovem, com menos de 50 anos.

Brasília agora completa apenas 50 anos e sinto a mesma sensação que meus pais. Lembro-me das brincadeiras na poeira e no barro das superquadras, das viagens do Plano Piloto para Taguatinga ou Sobradinho tendo às margens apenas o verde do cerrado. Lembro-me do mato que era o Sudoeste e do horizonte limpo de construções. Da tranquilidade do Eixo Rodoviário, que nos permitia atravessá-lo sem maiores riscos e até pedir para o motorista do ônibus que vinha de Goiânia ou São Paulo dar uma paradinha e me deixar ali mesmo, em frente à 106 Sul, para não ter de seguir até a Rodoviária e voltar.

É claro que as cidades crescem e mudam de fisionomia, é natural que as áreas vazias sejam ocupadas. Que o barro dê lugar ao asfalto, que as árvores sejam derrubadas para que prédios sejam construídos. Que não seja mais possível jogar bola em ruas que se transformaram em vias de movimento intenso. Nós, que vivemos os primeiros anos de Brasília, temos saudades daqueles tempos e também manifestamos nossa nostalgia.

Brasília cresceu e mudou. Em alguns aspectos, para melhor. Em outros, para pior. Carrega consigo as contradições de uma cidade nova de que já falava Joaquim Pedro de Andrade nos anos 1960. Metrópole por um lado, cidade do interior por outro. Cosmopolita e provinciana. Progressista e reacionária. Lago Sul e Estrutural. Plano Piloto e Águas Claras. Ruas vazias, lugares cheios. BMW e carroça puxada por cavalo na mesma tesourinha. Moradores honestos e desonestos.

Brasília tem as virtudes e os problemas de todas as cidades populosas, as grandezas e as pequenezas de qualquer lugar do Brasil. Não é a ilha da fantasia pintada pelos que a destratam, nem uma cidade comum, banal. Aqui não jorra leite e mel, como sonhou Dom Bosco, mas o índice de desenvolvimento humano é o maior do País e o índice de desigualdade social é o quarto pior. Não é a utopia dos planos de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, nem o inferno imaginado pelos udenistas e antimudancistas. É uma cidade metida a ser Estado, com bairros acreditando que são cidades e prefeito fingindo ser governador. Uma cidade diferente, mas igual às outras — a mais paradoxal de todas as paradoxais cidades brasileiras.

O problema nos 50 anos não é Brasília ter crescido e se desenvolvido, ter recebido milhares de pessoas vindas de todos os cantos para trabalhar, estudar, viver melhor. Tinha de ser assim, a dinâmica inevitável de uma cidade bem-sucedida é essa. O problema é que em muitos aspectos cresceu mal, submetendo-se à lógica do crescimento a qualquer custo, predatório, que no discurso beneficia todos, mas na prática só beneficia uns poucos, pouquíssimos.

Os que previram os problemas tentaram resistir e lutaram para evitar o pior. Mas esbarraram em duas muralhas poderosas: antes, o autoritarismo e a prepotência dos militares; depois, a arrogância e a politicagem dos civis. Todos mostrando não ter compromisso com a cidade, com as ideias que nortearam sua construção, com a real qualidade de vida dos candangos por nascimento ou por adoção. Em diferentes graus, às vezes mais, às vezes menos, mas na essência sem se preocupar com o futuro da cidade e de seu povo, mas com seus planos políticos, suas vaidades e seus bolsos.

Nas duas situações, em primeiro lugar foram colocados os interesses dos poderosos, dos que têm poder político, poder econômico e poder na mídia. Sejam quais fossem esses interesses, servidos juntos ou separados: econômicos, financeiros, políticos, administrativos, personalistas. Toda generalização é perigosa e injusta e não se trata de personalizar ou colocar no mesmo balaio e no mesmo nível todos os que têm ou já tiveram poder real nesta cidade. Claro que nos tempos dos militares e agora no dos civis também houve gente e coisas boas, obras e realizações positivas para os brasilienses e para a consolidação da capital federal.

Mas na perspectiva histórica, embora seja tão curto o período, podemos reduzir o peso das personalidades e enfatizar as ações. Poderíamos exaltar o positivo, mas é mais produtivo ressaltar o que os poderosos fizeram — e fazem — de ruim em Brasília nesses 50 anos, por vontade própria, submissão a pressões, aceitação passiva, negligência ou omissão: o desvirtuamento do plano piloto, com aumento de gabaritos, adensamento excessivo das áreas centrais, liberalidade diante das transgressões; a destruição dos revolucionários sistemas de educação e de saúde e a deterioração do sistema de transporte público; a conivência com a ocupação de áreas públicas e com a grilagem de terras por pobres e ricos; a especulação imobiliária e a proliferação de condomínios em detrimento da qualidade de vida, do meio ambiente, do projetado Lago São Bartolomeu e da bacia do Paranoá; a partidarização e a politicagenização (diferente de politização) das polícias e de serviços públicos essenciais; o patrimonialismo, o fisiologismo e as práticas corruptas.

Entre esses dois momentos, o do autoritarismo e o da politicagem, houve um breve interregno quando José Aparecido de Oliveira pensou grande e olhou para o futuro, inscrevendo Brasília no Patrimônio Cultural da Humanidade e tombando o Plano Piloto. Não fosse isso, a situação seria hoje muito pior. O escandaloso PDOT recentemente aprovado não teria poupado o Plano. Estariam hoje sendo regularizados, ao gosto dos transgressores e dos demagogos, os maiores atentados contra a cidade.

Mas Brasília é mesmo paradoxal. Apesar de tudo, mantém ainda o espírito e a energia de seus construtores, a beleza do cerrado e do céu, a grandiosidade de seu projeto urbanístico e de sua arquitetura, o vigor de suas manifestações culturais, a força de seus habitantes que a amam e daqui não querem sair porque, com todos os problemas, a vida em Brasília ainda é melhor. Logo, ainda há tempo e disposição para desfazer o mal que foi feito e reconstruir nossa cidade. Nem que demore mais 50 anos. (Artigo publicado no Jornal da Comunidade)

*Hélio Doyle é jornalista e professor da UnB e vive em Brasília desde 1961.

Empresária confirma propina

Câmara Legislativa, GDF em 22/04/2010 às 12:11

A representante da Unirepro em Brasília, a empresária Nerci Soares Bussamra, foi a primeira a entregar à CPI da Corrupção as respostas às perguntas dos integrantes da comissão, que trocaram o depoimento presencial por questionamentos escritos. Em sua resposta, Nerci confirma que pagou R$ 150 mil a Durval Barbosa para que liberasse pagamentos pendentes à empresa.

“Tomei a decisão porque a situação da minha empresa estava crítica e eu já estava inclinada a fechar a filial por conta dos atrasos de pagamentos”. Nerci reafirmou também não ter tido contato com o então secretário de Saúde, deputado federal Augusto Carvalho (PPS),

O prazo para entrega das respostas à CPI termina nesta quinta-feira (22) às 18h.

Manifestantes fazem assembleia

Cidades, Câmara Legislativa em 22/04/2010 às 10:23

Da Agência Brasil: Integrantes do Movimento Fora Arruda que ocupam o prédio onde funcionará a sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) participam de assembleia para decidir os rumos da manifestação. Eles estão no prédio desde as 20h de ontem (21) e reivindicam o cancelamento da eleição indireta, realizada no último sábado (17), que escolheu Rogério Rosso (PMDB) como novo governador do DF.

“O movimento defende a ilegalidade do processo eleitoral que escolheu Rogério Rosso como governador, por isso decidimos fazer a ocupação. Queremos negociar o cancelamento desse processo”, disse o advogado do movimento, Gilson dos Santos.

Durante a assembleia, os manifestantes, a maioria estudantes da Universidade de Brasília, também vão decidir com quem vão negociar caso optem por continuar a ocupação. De acordo com o advogado, o governo do Distrito Federal é o responsável legal pelo terreno onde a futura sede da Câmara foi construída, por isso a negociação deve ser com um representante do Executivo.

Vice será peemedebista

Partidos, Política em 22/04/2010 às 10:11

De um dirigente petista do DF: “O PMDB vai, sim, indicar o vice de Agnelo Queiroz na chapa majoritária para as eleições de outubro. Agora se será o deputado federal Tadeu Filippelli ainda não sabemos”.

Rosso enfrenta protestos

Cidades, GDF em 22/04/2010 às 7:39

De O Globo: O governador do Distrito Federal recém empossado, Rogério Rosso (PMDB), enfrentou nesta quarta-feira protestos do movimento “Fora Arruda e Toda Máfia” durante as comemorações do cinquentenário da cidade. No início da noite, cerca de sessenta manifestantes invadiram a nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Eles ocuparam o prédio principal, que deve ser inaugurado nos próximos meses e ameaçam só deixar o local depois que Rosso sair do governo. A Policia Militar chegou ao local.

Horas antes, na saída da cerimônia no Museu da República , Rosso teve que passar por manifestantes com nariz de palhaço e pelo boneco do Tony Panetone - uma alusão ao “escândalo dos panetones”.

Os manifestantes gritavam que Rosso é “tão corrupto e tão ladrão quanto Arruda e Roriz”. Houve também princípio de tumulto entre manifestantes e policiais militares que tentavam abrir espaço para que o carro do governador deixasse o local.

Durante o evento, Rosso disse que o comparecimento de 500 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios para comemoração dos 50 anos de Brasília é uma resposta a situação dos últimos meses.

- Brasília é maior que a crise - repetiu várias vezes o governador do DF.

Rosso foi abordado por integrantes do programa humorístico “CQC”, da Rede Bandeirantes, que perguntaram quanto tempo ele iria ficar no governo já que é o quarto governador em pouco mais de dois meses.

- Espero que o tempo suficiente para que todos vocês me entendam que Brasília é maior que tudo isso - respondeu.

Volto na próxima

Política, STF em 22/04/2010 às 7:32

Do Painel da Folha de S. PauloEm sua primeira aparição pública pós-renúncia ao governo do DF, Paulo Octávio avisou que voltará à política: “Agora é esperar um pouquinho. Volto na próxima.” Também ele foi ao evento do Supremo comemorativo dos 50 anos de Brasília.

Eleição indireta agrava crise

GDF, STF em 22/04/2010 às 7:30

Da Folha de S. Paulo: Depois de participar de uma sessão solene no Supremo em homenagem a Brasília, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que a eleição indireta realizada pela Câmara Distrital que escolheu Rogério Rosso como governador apenas “agravou” a crise política local e reforça a necessidade de uma intervenção federal.

“Ele teve 13 votos, sendo que 8 foram das pessoas mais escandalosamente envolvidas com esse esquema criminoso. Independentemente de quem tenha sido eleito, não faço qualquer juízo da pessoa dele, parece-me evidente que não haverá condições de proceder a um saneamento da máquina administrativa do DF”, disse.

Já o vice-presidente da República, José Alencar, que também participou da sessão, foi contra a intervenção. “O ideal é que as coisas se normalizassem. Estamos já muito próximos das eleições e, a partir daí, esperamos que as coisas mudem”, disse.

Manifestantes ocupam Câmara

Cidades, Câmara Legislativa, GDF em 22/04/2010 às 7:27

Da Folha de S. Paulo: No dia em que Brasília completou 50 anos, um grupo de 60 manifestantes, formado na maior parte por estudantes, invadiu a nova sede da Câmara do Distrito Federal para protestar contra o atual governador do DF, Rogério Rosso (PMDB). O movimento de alunos da UnB, que promoveu a invasão ontem à noite, se autodenomina “Fora Arruda e toda máfia” e alega que Rosso não tem legitimidade para governar já que 8 dos 13 deputados que votaram nele são suspeitos de ter participado do mensalão do DEM.

“Ocupamos a Câmara para protestar contra a eleição de Rogério Rosso, que foi eleito por deputados mensaleiros. Só saímos daqui quando ele sair do governo”, disse João Pedro Machado, aluno de química da Universidade de Brasília.

Rosso foi eleito com o voto de 13 deputados distritais numa eleição indireta feita no sábado. Cumprirá um mandato-tampão de oito meses após da crise que se abateu sobre o governo após a revelação de um mensalão do DEM pago políticos.

Ontem, os manifestantes invadiram o prédio principal da nova Câmara do Distrito Federal, que deve ser inaugurado nos próximos meses. Do lado de fora, eles colocaram uma faixa com os dizeres “poder popular”. A obra não está concluída. Dois seguranças estavam no local na hora da invasão. Até a conclusão desta edição, a polícia negociava a liberação do prédio com os estudantes.

Pela manhã, Rosso já havia enfrentado um protesto com cerca 30 estudantes vestidos de palhaço. “Com a Minnie e o Mickey Mouse, vamos comemorar o quê? Temos um governador que foi eleito com 13 votos, sendo 8 de mensaleiros”, diziam os estudantes, em referência à “Parada da Disney” que aconteceu na cidade.

Depois dos protestos, Rosso cancelou o último evento previsto na agenda. O governador deveria fechar a participação na festa indo ao lançamento de selos no Memorial JK. Sua assessoria afirmou que o cancelamento não tinha relação com os protestos da manhã.

Sob ameaça de intervenção federal, o governo do DF preparou uma festa de R$ 8 milhões. A Polícia Militar calculava que até o final da comemoração 1 milhão de pessoas passassem pela Esplanada dos Ministérios para assistir a shows de Paralamas do Sucesso, Daniela Mercury, Milton Nascimento e Zélia Duncan.

Acompanhado da mulher, Anna Christina Kubitschek -neta de JK-, o ex-vice governador Paulo Octávio disse que gostaria de ter participado da celebração de forma mais ativa. “É muito difícil para mim.” Ele chegou a ficar 13 dias no cargo de governador, no lugar de José Roberto Arruda. Ambos são suspeitos de comandar o mensalão do DEM, o que negam.

Vaga no TCDF deve ir para MP

Câmara Legislativa, GDF, TCDF em 22/04/2010 às 7:22

Do Correio Braziliense: O conselheiro Jorge Caetano completa 70 anos hoje e com a aposentadoria compulsória abre uma vaga cobiçada no meio político. A nomeação do novo integrante do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) passa por uma negociação que levou à eleição do governador Rogério Rosso no plenário da Câmara Legislativa no último sábado. Mas é possível que ele indique um representante do Ministério Público de Contas do Distrito Federal, caso o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reveja a decisão de cassar o mandato da atual presidente da Corte, Anilcéia Machado.

Na tarde de terça-feira, a 1ª Turma do STJ iniciou julgamento de Agravo Regimental pelo qual a conselheira pede efeito suspensivo e recorre de decisão do ministro Luiz Fux, segundo a qual a vaga preenchida por Anilcéia em 2006 na composição do Tribunal de Contas do DF pertence, na verdade, ao Ministério Público de Contas. Dessa forma, ela deveria deixar o cargo.

Ao analisar o recurso, Fux manteve a decisão anterior e foi seguido pelo ministro Benedito Gonçalves. Bastaria apenas mais um voto para Anilcéia perder o cargo. Houve, no entanto, um pedido de vista do ministro Hamilton Carvalhido.

Corrida
A defesa de Anilcéia tenta convencer Rosso a indicar agora um integrante do Ministério Público de Contas para ajustar a composição do TCDF, o que poderia ser uma sinalização ao STJ para evitar a destituição da conselheira do cargo que ocupa há quatro anos. Para isso acontecer, Anilcéia corre contra o tempo. Se houver uma sinalização favorável de Rosso, ela deverá convocar uma sessão do TCDF para elaborar uma lista tríplice com nomes de procuradores e encaminhá-la ao governador. Ele deverá escolher entre um dos indicados.

Na Câmara Legislativa, há a expectativa de que um deputado distrital será escolhido. Estão no páreo: Alírio Neto (PPS), Aguinaldo de Jesus (PRB) e Wilson Lima (PR).

Aliados de RogérioRosso avaliam que a escolha de um distrital para o TCDF neste clima de suspeição na Câmara Legislativa provocada pela Operação Caixa de Pandora seria ruim no processo de convencimento do Judiciário de que o momento é de normalidade institucional.

Rosso quer esperar STF

GDF, STF em 22/04/2010 às 7:19

Do Correio Braziliense: Enquanto petistas discutem internamente se deverão ou não participar da nova administração, o governador Rogério Rosso (PMDB) sustenta que não vai, neste momento, negociar cargos com o PT. Ele disse ao Correio que essas articulações para a formação de uma base aliada só deverão ocorrer depois do julgamento do pedido de intervenção federal pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Estamos numa fase em que quero pensar em tudo, menos em questões partidárias. Precisamos pensar em levar o Distrito Federal novamente à normalidade institucional. Temos de enfrentar um pedido de intervenção”, afirmou.

No PT, o assunto é controverso. Aliado de Rosso, o ex-presidente do PT-DF Chico Vigilante afirma ser contra indicações de petistas para cargos. Mas não vai se opor à colaboração de técnicos na estrutura do novo governo. “O Rogério tem que ter nomes altamente qualificados, desvinculados da vida pública. Se alguém do PT for convidado, deverá pedir licença do partido”, afirma Vigilante. O deputado Chico Leite (PT) defende que a legenda fique afastada da administração do PMDB. “Tem que ser uma gestão de saneamento sem divisões de cargos”, defende o distrital.

O pedido de intervenção federal, feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não tem data para entrar em pauta de julgamento no STF. Como o ministro Gilmar Mendes deixa amanhã a Presidência do Supremo, o processo será distribuído ao novo presidente, Cézar Peluso, que deverá ainda analisar as manifestações da Procuradoria-Geral do Distrito Federal e do Ministério Público Federal, autor do pedido. Enquanto isso, Rosso tenta demonstrar ao Judiciário que as eleições indiretas encerraram uma fase de turbulência na capital do país.

Rosso ainda enfrenta protestos, como o que ocorreu ontem, na Esplanada dos Ministérios, em que manifestantes do Movimento Fora Arruda o comparavam aos ex-governadores Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (sem partido). O carro em que seguia o chefe de gabinete do governador, Luiz Fernando da Costa e Silva, foi atacado por estudantes e ficou amassado. Mas o principal assessor de Rosso não se feriu. Para tentar espantar a crise, Rosso assinou na última terça-feira dois decretos relacionados à fiscalização de denúncias.

Num dos atos, o governador determina auditoria em todos os contratos e o outro suspende por 30 dias a concessão de terrenos do Pró-DF e de lotes da Companhia Habitacional do DF (Codhab). Os dois programas estão sob investigação pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF, sob suspeita de cobrança de propinas para liberação dos benefícios. Hoje Rosso deve anunciar medidas para cortes de gastos na área de custeio. As medidas seriam estudadas ainda ontem à noite, em reunião que o governador faria com sua equipe.

Rosso tem de administrar dois problemas: a construção de uma gestão sem escândalos, com uma imagem forte para convencer os ministros do STF de que as supostas irregularidades apontadas na Operação Caixa de Pandora foram desmontadas e os compromissos com os deputados distritais assumidos durante a campanha eleitoral.

Uma aliança desfeita no caminho

Partidos, Política em 21/04/2010 às 11:30

Se a eleição indireta para governador ajudou a consolidar a aliança PT-PMDB para as eleições de outubro deste ano, atrapalhou uma outra união: a do PTB do senador Gim Argello com o grupo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Os contatos entre os dois vinham se estreitando nas últimas semanas. Roriz conversou com o presidente do PTB, Roberto Jefferson há cerca de um mês (leia aqui). E aos poucos as conversas com o senador do DF foram ganhando corpo.

A intenção do grupo rorizista era ceder uma vaga de candidato ao Senado, na chapa majoritária do partido, a Gim Argello. Assim o senador poderia ser eleito novamente, desta vez sem o risco de um julgamento no TSE fazê-lo perder o mandato - Gim aguarda a decisão do tribunal sobre a ação eleitoral proposta pelo então adversário Agnelo Queiroz, com a acusação de uso da máquina pública na campanha de Joaquim Roriz, de quem Gim herdou o mandato.

Mas, a despeito da reaproximação com o Roriz, o PTB-DF preferiu apostar na aliança com PT e PMDB na eleição indireta, abrindo espaço para uma possível coligação em outubro. Justificativas não faltam. Apesar do interesse de seu partido pelo PSDB de José Serra, Gim, pessoalmente, sempre fez campanha para a candidata petista à Presidência, Dilma Roussef, de quem se tornou amigo pessoal. De quebra, o partido ainda vai ganhar espaço neste novo governo tampão. Os distritais petebistas devem influenciar as escolhas na Secretaria de Trabalho e de Saúde. Para Gim, deve ficar a Terracap, área que ainda mantém o interesse por conta de sua origem de corretor de imóveis.

Fato é que a mudança de votos dos dois distritais petebistas - para apoiar já no primeiro turno Rogério Rosso e nem mesmo votar no candidato do partido, Luiz Filipe Coelho - pegou os rorizistas de surpresa. No grupo, ficou a sensação de traição por parte do senador. Mágoa que, na política, a gente nunca sabe quanto tempo dura.

Parte do PDOT pode ser derrubada

GDF, TJDFT em 21/04/2010 às 8:24

Do Correio Braziliense: Sob desconfiança desde que o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa denunciou suspeita de compra de votos para a aprovação na Câmara Legislativa, o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) deve continuar em vigor. Em julgamento que tomou toda a tarde de ontem, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) começou a analisar ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o projeto que estabelece normas para a ocupação populacional e de desenvolvimento econômico na capital do país.

O relator do caso, desembargador Otávio Augusto Barbosa, considerou não haver vício formal no substituto ao texto original, do Executivo, aprovado pela Câmara Legislativa, argumento que poderia levar à revogação da íntegra da lei.

Otávio Augusto fez um voto longo e detalhado. Embora defenda a manutenção do corpo do Pdot, o desembargador que assume a Presidência do TJDFT na próxima sexta-feira apontou inconstitucionalidades em vários artigos da lei. A maior parte das emendas parlamentares será revogada, caso o TJDFT mantenha o voto de Otávio Augusto. Ele apontou vício de iniciativa nas mudanças de destinação e uso de áreas feitas por proposta de deputados distritais.

De acordo com a Lei Orgânica do DF, essa prerrogativa é exclusiva do Executivo. Com esse argumento técnico, o desembargador suspendeu, sem entrar na questão ambiental, a criação do bairro Catetinho, atacado pelo Ministério Público por estar inserido em Área de Proteção de Mananciais (APM).

O voto de Otávio Augusto também impede a mudança de destinação para fins comerciais e habitacionais do terreno da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Havia uma disposição do governo de José Roberto Arruda de vender o lote da empresa no Setor de Indústria e Abastecimento. Na mesma região, Otávio Augusto considerou irregular artigo que permite a ocupação e construção de novos empreendimentos habitacionais no Guará, na área próxima ao ParkShopping. Durante o julgamento de ontem, o desembargador João Mariosi pediu vista. Mas outros magistrados preferiram antecipar seus votos.

10 votos
Otávio Augusto foi integralmente seguido por nove colegas: Mário Machado, Lecir Manoel da Luz, Cruz Macedo, Romeu Gonzaga Neiva, Carmelita Brasil, Waldir Leôncio, José Jacinto Costa Carvalho, Sandra de Santis e Lécio Resende. Com 10 votos, o placar já significa em tese a manutenção do Pdot e a revogação das emendas irregulares. Mas não há um resultado oficial. Com o pedido de vista de Mariosi, os desembargadores Sérgio Bittencourt, Natanael Caetano e Romão Cícero ainda não se pronunciaram. Não há data para prosseguimento do debate. Mas a aposta das partes é de que o resultado será mantido quando Mariosi levar o processo novamente a julgamento.

O voto de Otávio Augusto agradou tanto os autores da ação, o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, e a promotora Marta Eliana, que atua na área do Meio Ambiente, quanto o procurador-geral do DF, Marcelo Galvão, que contestava os argumentos do Ministério Público do DF contra o Pdot. “Foram mantidos justamente os dispositivos que aceleraram o processo de ordenamento territorial”, afirmou Bandarra. “Foi um voto brilhante e muito bem fundamentado”, afirmou Marta Eliana, que comemorava a proibição de criação do bairro Catetinho.

Marcelo Galvão também considerou o julgamento um avanço. “Se considerar necessário, o governo poderá adequar falhas apontadas pelo desembargador por meio de novos projetos a serem enviados à Câmara Legislativa” explicou. O procurador Flávio Jardim, que fez sustentação oral no plenário contra a Adin, avalia a tendência de resultado de ontem como “uma vitória para Brasília”.

A advogada Gláucia Savin, que representou o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF), também elogiou a posição de Otávio Augusto. “Foi um voto bastante elaborado, profundo e ponderado. O desembargador foi bastante feliz”, disse a advogada da entidade que ingressou no processo como parte contrária à ação do Ministério Público do DF.

Artigos considerados inconstitucionais

Incisos II a IV e parágrafos 1º e 2º do artigo 43 — Fixa índices urbanísticos de lotes para novos parcelamentos;

Incisos V e VII do artigo 53 — Destina área para criação de Setor de Garagens, em Samambaia;

Inciso VII do artigo 55 — Destina área na Fazenda Sucupira, no Riacho Fundo, para criação do Parque Tecnológico de Biotecnologia e Agronegócios;

Artigo 70 — Cria o Setor Habitacional Catetinho;

Incisos XII, XIV e XV do parágrafo 1º do artigo 74 — Transformam em zona urbana de expansão e qualificação trecho a Noroeste de Santa Maria até o Córrego Alagado, DF 180 (trecho a Oeste, entre a Rodovia DF-190 e o córrego Samambaia), trecho ao longo da BR-060, a oeste de Samambaia;

Artigo 109 — Possibilita que lote da Novacap, no Setor de Indústria e Abastecimento tenha uso comercial e habitacional;

Artigo 113, parágrafo 3º — Fica assegurada a ocupação de 100% dos imóveis localizados no Setor Central do Guará;

Artigos 200 a 203 — Criam a figura do urbanizador social, pessoa física ou jurídica que no sentido de ajudar no processo de regularização de parcelamentos e levantamento de novas áreas habitacionais.

Auditoria em contratos e na Codhab

GDF em 21/04/2010 às 8:14

Do Correio Braziliense: Os dois primeiros decretos de Rogério Rosso (PMDB) como governador do DF tem propósito policial. Um deles determina auditoria em todas os contratos da administração. O outro manda suspender por 30 dias a concessão de terrenos do Pró-DF e de lotes da Companhia Habitacional do DF (Codhab). O objetivo é apurar as denúncias reveladas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil na Operação João de Barro, que investiga indícios de corrupção na doação de áreas por meio da Codhab.

Em função dos dois decretos, o Diário Oficial do DF que deveria ter circulado ontem demorou mais para ser rodado. Até o início da noite, a equipe de juristas do novo governo aprontava os últimos detalhes do texto informando o início das auditorias nos contratos e a blitz na Codhab. A publicação oficial que circulará hoje com a data de ontem informará as áreas responsáveis por conduzir o pente-fino pedido pelo governador.

Ao impor investigação como primeira medida de governo, Rogério Rosso tenta marcar uma postura moralizadora. É a chance que tem para causar um impacto positivo sobre sua gestão. E Rosso não tem tempo a perder. Está pressionado pelo calendário eleitoral, o da Justiça, que ainda vai julgar o processo de intervenção e o do próprio mandato, com data para terminar em 31 de dezembro.

Os contratos, especialmente os ligados à informática, foram a base do escândalo revelado pela Caixa de Pandora. Segundo as denúncias que deram início ao Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deputados e integrantes do governo negociavam propinas com os empresas prestadoras de serviço para o GDF.

Na última quinta-feira, o Ministério Público e a Polícia Civil prenderam um servidor da Codhab, Lester Sebastião, indicado pelo deputado Paulo Roriz, acusado de cobrar propina para fraudar a lista de lotes destinados a policiais e bombeiros militares. Um corretor de imóveis, Fábio Neri, também foi preso e admitiu ter negociado o dinheiro. Há suspeitas da participação de mais pessoas ligadas a outros deputados na Operação João de Barro.

PT deve governar com PMDB

GDF, Partidos, Política em 21/04/2010 às 8:11

Do Correio Braziliense: A aliança inédita entre PT e PMDB experimentada no dia em que Rogério Rosso foi eleito para o mandato-tampão até 31 de dezembro deve ser confirmada na prática com a partilha do governo entre as duas legendas. O PMDB vai convidar o PT para entrar no governo. E a tendência é que a resposta seja sim. Internamente, as duas legendas já começaram a pensar como se dará essa composição. O PT não é unânime sobre ocupar cargos no governo de Rosso, mas provavelmente os dissidentes serão votos vencidos na discussão.

Desde o momento em que o PT decidiu se aliar ao PMDB para derrotar a chapa do candidato apoiado por Joaquim Roriz — o então governador em exercício Wilson Lima —, a legenda com força para polarizar a eleição de outubro apoiou seu projeto de poder em pilares pragmáticos. “Temos a intenção de vencer no primeiro turno com a ajuda dos partidos que assinaram a Carta Brasília, base para a eleição de Rosso. De que adianta assumirmos um compromisso sem termos participação no governo? Queremos e devemos entrar para administração desde agora”, disse Hélio José, secretário de Relações Institucionais e Políticas do PT. Ele representa a Base Petista e Socialista, que tem dois dos 15 votos na executiva do partido.

A Hélio se unem mais petistas de outras correntes e de mesmo pensamento sobre a eleição de outubro. “A proposta para integramos o governo virá. Vamos sentar e discutir dentro do partido, e o resultado desse debate deve ser um desdobramento natural da parceria iniciada pela eleição indireta”, afirmou um petista que preferiu permanecer no anonimato. O pré-candidato do PT ao governo, Agnelo Queiroz, tem comemorado abertamente a dobradinha com o PMDB. Ele não deve se opor a que o partido tenha espaço no GDF.

Deputados fora
Um foco de divergência deve ser dentro da Câmara. Os distritais, que vão concorrer à eleição, dois dos quais à Câmara dos Deputados, estão preocupados com a repercussão que uma parceria oficial com o PMDB será interpretada entre eleitores. Chico Leite, por exemplo, é contra. “Só aceito me unir em causas”, comentou o parlamentar. Ele e Érika Kokay (PT) resistiam em votar no candidato peemedebista, como foi acordado pelo comando dos dois partidos, se houvesse segundo turno na eleição.

Paulo Tadeu e Cabo Patrício estão mais alinhados com o pensamento de que o PT terá de trabalhar desde já essa união com o PMDB para vencer o pleito de outubro. Nenhum dos deputados, no entanto, poderia assumir cargos no governo. Isso porque a legislação eleitoral proíbe candidatos a integrar a administração pública pelo menos seis meses antes da eleição.

O PMDB está em plena formação de governo. E o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli, é o principal negociador que tem como aposta amarrar a aliança construída nos bastidores trazendo o PT para preencher postos no GDF. Todo o processo vem sendo tratado nos bastidores e só será anunciado quando estiverem resolvidas entre os dois partidos as fatias de governo que serão reservadas ao PT.

Que venham outros 50!

Artigos em 20/04/2010 às 21:17

Cabo Patrício*

Ao completar 50 anos, Brasília – assim como sua população – é uma cidade multifacetada. Podemos observá-la de diferentes pontos de vista. Apesar dos maus momentos políticos vividos por nossa cidade, prefiro ressaltar o que temos de bom. E nesse aspecto, temos uma cidade ainda mais plural, mais rica e muito mais aconchegante.

No campo geográfico, podemos contemplar a beleza de Brasília de diferentes locais como o alto da Torre de TV, o gramado da Esplanada, a Ponte JK, a Ermida Dom Bosco. A bela arquitetura de Oscar Niemeyer nos palácios e ministérios e os traços de Lucio Costa nas avenidas ganham novo tom, nova cor e outra perspectiva ao serem observados de um novo ponto de vista, diferente do habitual de quem passa dentro do carro pelo Eixo Monumental e se acostuma à vista. W3, L2, SQS, SCLN e tantas outras siglas do nosso vocabulário tornam-se verdadeiras poesias se vistas ao pôr do sol – famoso e cantado por aí.

No quesito populacional mostramos nossa face mais multicultural e interracial. Gente de todos os cantos do país veio para construir e povoar a cidade. Hoje, misturam-se aos legítimos filhos de Brasília. Além disso, temos a comunidade estrangeira que trabalha nas embaixadas. Toda essa mistura faz de nossa cidade uma babel de sotaques, conceitos, costumes e tradições das mais variadas culturas. Uma verdadeira cidade cosmopolita. Tudo isso influencia no nosso dia-a-dia, na nossa maneira de ver e pensar o mundo.

E no campo do futuro, nossa Capital se demonstra uma cidade de pura esperança. Uma cidade onde os sonhos se tornam realidade. Um lugar que ainda abriga alto nível de qualidade de vida. Um local onde ainda respiramos ar puro e admiramos os campos gramados.

Do sonho de Dom Bosco, passando pelo espírito empreendedor de Kubitschek e pelo suor dos candangos e chegando ao nosso presente, são 50 anos de muitas histórias e luta desse povo que abraça sua cidade e a defende com unhas e dentes.

Palco dos maiores acontecimentos políticos dos últimos anos – da queda da Ditadura Militar à aprovação da Constituição Federal de 1988, do impeachment do ex-presidente Fernando Collor à eleição de Lula –, Brasília ainda tem um longo caminho a trilhar. Um caminho de novas batalhas, novas conquistas e novas alegrias. Que todas nos tragam aprendizado e crescimento. Que venham outros 50 anos. Parabéns, Brasília!

*Cabo Patrício é vice-presidente da Câmara Legislativa do DF.

O primeiro inconformado

Câmara Legislativa, GDF, Habitação em 20/04/2010 às 20:16

Saem as primeiras nomeações, começam as insatisfações. A nomeação da delegada Adriane Lobo para a presidência da Codhab irritou o distrital Batista das Cooperativas (PRP), um dos últimos eleitores a optar por Rogério Rosso na eleição indireta de sábado. Para Batista, estava certo o acordo de que a área de Habitação seria ocupada por indicações suas. Mas a delegada que vai cuidar da Codhab é ligada ao peemedebista Benício Tavares.

Os primeiros secretários

GDF em 20/04/2010 às 20:08

Governador Rogério Rosso anunciou as primeiras nomeações. Confira:

Secretaria de Governo: Geraldo Lourenço de Almeida, auditor de controle interno do GDF.

Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão: José Itamar Feitosa, outro auditor do governo.

Secretaria de Fazenda: permanece André Clemente.

Secretaria de Desenvolvimento Econômico e chefia de gabinete da Governadoria: Luiz Fernando da Costa e Silva.

Codhab: a delegada Adriane Fernandes Lobo.

Gerente de Condomínios: Guilherme Abdala.

(Com informações da TV Globo e do CB).

Presidente não polemiza

Câmara Legislativa, GDF em 20/04/2010 às 17:27

O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), preferiu não polemizar ao saber que os primeiros integrantes do GDF avisados de suas exonerações foram nomes ligados a ele e a seus eleitores - João Carlos Medeiros, indicado por Paulo Roriz; Tonhão, indicado por Raimundo Ribeiro; Haendel Fonseca, indicado por seu chefe de gabinete, e Saulo Duarte, indicado pelo presidente do PR, Izalci Lucas. “Eles devem saber o que estão fazendo. Estão no governo e são inteligentes. Devem saber o que fazem”, afirmou, simplesmente.

Convite para CPI

Câmara Legislativa em 20/04/2010 às 17:24

Os deputados distritais tentam convencer o colega petista Chico Leite a assumir uma das vagas abertas na CPI da Corrupção da Câmara Legislativa. Leite, no entanto, está reticente. “Parece que só tem eu de deputado nesta Casa, fui relator de impeachment, relator de autorização para processo…”, brincou. O petista, porém, ainda não recusou a proposta.

Tudo no DODF de quinta

GDF em 20/04/2010 às 17:20

É grande a expectativa no meio político quanto ao Diário Oficial do Distrito Federal de quinta-feira (22). O burburinho no Buriti é de que todas as nomeações e exonerações serão publicadas nesta edição do jornal oficial, já que quarta-feira (21) é feriado. E a edição desta terça, até agora não foi divulgada na Internet.

Homem de confiança

GDF em 20/04/2010 às 17:16

O ex-gerente de projeto do Centro Administrativo do governo José Roberto Arruda, Luiz Fernando Costa e Silva, deve ser nomeado em um dos cargos de confança do governador Rogério Rosso. Amigo pessoal de Rosso, já coube a Luiz Fernando a missão de anunciar a atuais integrantes do GDF suas exonerações.

Críticas e cobranças

Câmara Legislativa, GDF em 20/04/2010 às 17:11

Mesmo sem a formalização do bloco, a postura dos distritais já foi de oposição. Em seu discurso na tribuna, o deputado Milton Barbosa (PSDB) criticou a atuação do novo governo que, segundo ele, tem o deputado federal Tadeu Filippelli, presidente do PMDB-DF, como primeiro ministro. “Ele tem atuado como um primeiro ministro, tomando decisões do governo”, declarou.

Outro que subiu à tribuna para alertar o novo governador foi o também tucano Raimundo Ribeiro. “Ouvi o governador Rogério Rosso fazer o compromisso de que este será um governo essencialmente técnico. Mas hoje já ouvimos as notícias de que estaria havendo uma partilha política de cargos no GDF. Isso não pode acontecer. Faço uma proposta ao novo governador: por que não convocar os servidores aprovados em concurso para ocupar os cargos na administração?”

Nova oposição na Câmara

Câmara Legislativa em 20/04/2010 às 17:04

Presença em peso na sessão ordinária desta terça-feira, deputados distritais do PSDB, DEM e PMN pretendem se juntar em um bloco partidário de oposição ao governo na Câmara Legislativa. A formalização deve acontecer ainda esta semana. Ao grupo de cinco parlamentares - os tucanos Raimundo Ribeiro e Milton Barbosa, os democratas Eliana Pedrosa e Paulo Roriz e Jaqueline Roriz, do PMN - deve se juntar também, ainda que informalmente, o presidente da Casa, Wilson Lima (PR).

O democrata Raad Massouh deve se manter independente.

Secretários começam a mudar

GDF em 20/04/2010 às 15:45

Saíram as primeiras exonerações do GDF. O aviso foi dado no final da manhã desta terça-feira (20), na Residência Oficial de Águas Claras. Deixam o governo o presidente da Codhab, João Carlos Medeiros, o secretário de Governo, Antônio Carlos, o Tonhão e o corregedor do DF, delegado Haendel Fonseca, e o secretário de Ciência e Tecnologia, Saulo Duarte.

Hospital dá sua versão

GDF, Saúde em 20/04/2010 às 13:09

O Hospital Geral Nossa Senhora Aparecida Ltda (HNSA), atual Hospital de Samambaia, por meio de sua presidente, dra Mercede Erminia Barbiani, divulgou uma nota de esclarecimento sobre a compra do hospital pelo GDF, alvo de uma investigação do Ministério Público (leia aqui).  No comunicado, a presidente afirma que os dirigentes do hospital não participaram das negociações entre Banco de Brasília (BRB) e o GDF, mas que os R$ 18,3 milhões pagos pela instituição não estavam superfaturados porque o hospital já havia sido avaliada em R$ 22 milhões.

Confira a íntegra da nota:

“01. O HNSA transferiu a propriedade e a posse do edifício hospitalar e de alguns equipamentos médicos ao Banco de Brasília S.A, o qual posteriormente vendeu o empreendimento ao GDF.

02. Os representantes do HNSA não participaram das tratativas entre o BRB o GDF e, somente após a conclusão do negócio, tomaram conhecimento de que GDF adquiriu o hospital pelo valor de R$ 18.300.000,00.

03. O valor de R$ 18,3 milhões foi muito inferior ao preço real do estabelecimento, o qual havia sido avaliado pelo próprio BRB em valor superior, tanto assim que o então Governador Joaquim Roriz e o ex-Ministro da Saúde, firmaram protocolo de intenção para aquisição do hospital pelo valor de R$ 22 milhões, circunstância que demonstra que o valor pago pelo GDF não foi superfaturado. As razões e a fundamentação jurídica para a aquisição do hospital pelo GDF constam da Mensagem nº 369/2002, assinada pelo ex-Governador Joaquim Roriz.

4. O produto da venda do HNSA, descontado o valor do empréstimo junto ao BRB, passou a ser gerido pela própria instituição financeira para pagamento dos credores da época e, ainda hoje, existem vários débitos sobre o empreendimento, porque o produto da venda do HNSA foi apropriado indevidamente.

05. A conduta dos funcionários do BRB (dois deles inclusive envolvidos na “Operação Aquarela”) está sendo apurado pelas autoridades competentes, com o auxílio da Presidente do HNSA, Dra. Mercede Erminia Barbiani, a qual tem esclarecido os fatos de que tem conhecimento nas investigações em curso.

06. A Justiça, dentre outras medidas, tem ordenado a penhora de equipamentos do hospital para pagamento das dívidas e a inclusão do BRB como sucessor pelos débitos do antigo HNSA, tendo a instituição financeira já sofrido penhoras em valor estimado a R$ 2,5 milhões.

07. Por fim, a Presidente do HNSA, Dra. Mercede Barbiani, manifesta a sua disposição em continuar contribuindo com a Justiça, para que todos os responsáveis pela malversação de recursos públicos sejam punidos e para que os débitos pendentes sobre o hospital sejam pagos com os recursos desviados indevidamente pelos respectivos culpados.”

Temer: aliança é pontapé inicial

Partidos, Política em 20/04/2010 às 12:11

Do Correioweb: A eleição do peemedebista Rogério Rosso para governar o Distrito Federal (DF) inicia a consolidação da chapa PT-PMDB nacional e nos estados. A opinião é do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). “É o pontapé inicial. Estamos tratando de construir uma aliança. E, pouco a pouco, vamos contruí-la”, disse o peemedebista.

Rogério Rosso foi eleito de forma indireta e teve apoio do PT. A aliança foi costurada para evitar que o então governador em exercício, Wilson Lima (PR), fosse eleito. Lima é apoiado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz, pré-candidato às eleições e adversário histórico dos petistas na cidade.

Amanhã (21), a capital completa 50 anos com um novo governador – o quarto desde o início da crise política, em novembro. Rosso assumiu após cassação de José Roberto Arruda, que perdeu o mandato depois das denúncias de envolvimento em esquema de corrupção no DF.

Apesar dos problemas enfrentados pela capital federal, Michel Temer disse que “Brasília é maior que todos os seus problemas”.

A eleição está chegando

Câmara Legislativa, GDF em 20/04/2010 às 11:27

Clima de confronto. Assim estão as relações entre o GDF e a Câmara Legislativa nesta nova fase do cenário político do Distrito Federal. Depois de ter sido derrotado na eleição indireta para governador, Wilson Lima (PR) e seus apoiadores prometeram retaliações dentro da Câmara - agora que ele retoma a presidência, e o poder, na Casa. O aviso, dado na segunda-feira (19) provocou até enfrentamento e ameaça entre os distritais.

Um dos principais pontos da retaliação são os cargos na estrutura da Casa, que devem ser remanejado para compensar o grupo que apoiou Wilson Lima. Isso porque a ação tem contrapartida. Seu grupo político vai perder poder no GDF. Distrital que até pouco tempo era um dos campeões em indicação de cargos no governo perderá quase todo o espaço. E onde vai abrigar seus eleitores?

Ocupação do cinquentão

Cidades, Câmara Legislativa em 20/04/2010 às 11:15

O Movimento Cinquentão, formado por artistas e lideranças comunitárias, vai ocupar pacificamente o prédio da nova sede da Câmara Legislativa, batizado de “Cinquentão” nesta quarta-feira (21), dia do cinquentetário de Brasília. A ocupação será das 10h às 12h e contará com a participação de poetas, músicos, atores, cineastas, artistas plásticos, com apresentações teatrais, brechó e uma grande Feira de Troca de livros, discos, cds, vídeos, roupas, objetos de arte etc. Durante o evento, o grupo lançará seu segundo manifesto.

Segundo os organizadores da ocupação, para participar basta levar balões e disposição para este “gesto de amor e celebração do aniversário da cidade”.

Rodovalho presta esclarecimentos

Câmara dos Deputados em 20/04/2010 às 11:05

O deputado federal Robson Rodovalho (PP) divulgou nesta terça-feira (20) nota de esclarecimento sobre a reportagem do jornal Folha de S. Paulo de segunda-feira (leia aqui). Confira a íntegra da nota:

“1 – Ao contrário de vários parlamentares, que destinaram emendas diretamente a Organizações Sociais por meio da modalidade 50, o deputado Rodovalho é ideologicamente contra a destinação de emendas parlamentares para ONG´s e Ocips. Tendo inclusive - durante todo o mandato - destinado as emendas a que tem direito por lei para execuções sob responsabilidade dos Ministérios. Contrariando, inclusive, solicitações da base de apoio político.

2 – Para isso, teve o cuidado de usar a modalidade 99 - “que estabelece a responsabilidade total e exclusiva dos Ministérios para a seleção, execução, acompanhamento e prestação de contas dos projetos”. Por isso, o deputado entende que o gabinete parlamentar não tem a menor condição ou estrutura para realizar as tarefas, conforme apontou a reportagem.

3 – O deputado declara ainda que teve o cuidado de explicar detalhadamente tal procedimento à reportagem do Jornal, tanto pessoalmente quanto por meio de sua assessoria. Municiando-os, inclusive, dos ofícios endereçados aos Ministérios – em que estabelece a modalidade 99, na indicação das emendas; e as políticas alcançadas por tais projetos.

4 – O parlamentar teve ainda a iniciativa de colocar na página pessoal que mantém na internet tais ofícios para que quaisquer entidades interessadas tivessem ciência e acesso.

5 – O deputado lastima muito ver o nome mencionado na reportagem, que a seu ver, – frente às explicações – prestou-se a uma tendência política e diminuta, contribuindo para que o quadro da realidade da administração pública brasileira se torne mais confuso e mesquinho. Estranha mais ainda que tal assunto venha a se transformar em reportagem, justamente em um período pré-eleitoral, por um veículo de notoriedade em todo o país.

6 – Rodovalho entende ainda que a liberdade, em qualquer esfera da vida humana, precisa ser acompanhada de responsabilidade. E que o direito da liberdade de imprensa não pode sobrepor o direito da verdade e da proteção da imagem dos indivíduos. Sendo assim, não resta outra opção senão tomar as medidas judiciais apropriadas.

7 – O deputado esclarece que por não ter responsabilidade de execução e nem acompanhamento das emendas não tomou sequer o conhecimento de quais projetos foram escolhidos pelos Ministérios; e nem quem os executaram. Não cabendo, portanto, a responsabilidade de ter ciência do fato. Esclarece ainda que por ser líder religioso de uma igreja com mais de 50 mil membros em Brasília, se torna impossível acompanhar as atividades econômicas de cada um.”

Brasília – A Capital da Esperança

Artigos em 20/04/2010 às 10:20

Raimundo Ribeiro*

Quando o presidente Juscelino Kubitschek decidiu que iria construir Brasília, nos anos 50, e que a nova capital do Brasil seria no Planalto Central, houve espanto por parte de todos. Seria uma mudança radical, já que a antiga capital, o Rio de Janeiro, era uma cidade tradicional e cercada de belas paisagens naturais. Todos o chamaram de revolucionário, sonhador, mas ele seguiu em frente e enfrentou o enorme desafio.

Suas obras recrutaram milhares de pessoas… Dos mais diversos pontos do País, do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste, aqui chegavam os brasileiros que passariam a ser chamados de candangos. Após sua inauguração, em 21 de abril de 1960, a cidade modelo, projetada por Oscar Niemeyer, se tornaria a capital da esperança.

Pois lá se vão 43 anos desde que cheguei à Brasília. Naquele mês de fevereiro de 1967, acompanhando meu pai, minha mãe e sete irmãos, e ainda assustado com a viagem. Lembro-me que sentia muito frio, mas mesmo assim fiquei maravilhado por desembarcar na Capital do Brasil.

Nos primeiros tempos morando na nova capital, era possível ir andando de casa até o CEMAB, minha primeira escola e brincar com os amigos na rua. Bons tempos aqueles…

Foi em Brasília que consegui estudar, me tornar pai de família, advogado e, acima de tudo, cidadão. Como se não bastasse tudo isso que a cidade me deu, o povo de Brasília ainda me concedeu o privilégio de exercer uma função pública que me permite representá-lo na Câmara Legislativa, defendendo os seus direitos e lutando para que a nossa cidade seja cada dia mais um lugar digno para se viver.

Na Capital Federal aprendi que devemos ser eternamente inconformados e não temos o direito de nos acomodar. Foi aqui que conquistei uma legião de amigos. Aqui que me tornei “eurekista” e “encontreiro”. Aqui tive o privilégio de conhecer Dom Ávila, o Santo Padre João Paulo II e o Monsenhor Marcony.

Eu vi esta cidade nascer, crescer e se tornar a capital cinquentona, cheia de povos, culturas, costumes. E com uma peculiaridade que lhe é única: esta é a cidade que ainda dá a esperança àqueles que chegam aqui para tentar uma vida melhor.

Foi em Brasília que aprendi a ver o pôr do sol e a ter a certeza de que todas as noites, mesmo as mais tenebrosas, sempre acabam num lindo alvorecer.

Brasília é cidade que mistura o povo brasileiro, que recebe a todos, sem qualquer discriminação e que abriga meus numerosos e maravilhosos conterrâneos piauienses.

Enfim, relembrando um discurso de uma amiga, se o Piauí é meu berço (e tenho muito orgulho de ser piauiense), Brasília é meu lar. É aqui que vivo e é aqui que sou feliz.

Por tudo isso, só posso ser eternamente grato a esta Capital, que me acolheu como um filho e me deu tudo – e quando falo tudo refiro-me, inclusive, ao sentimento de felicidade que me invade por morar nesta agora cinquentona Cidade Maravilhosa.

_ Obrigado e parabéns Brasília! Mesmo depois de tantos anos eu permaneço dizendo, com toda a certeza, você é a cidade da esperança e a capital de todos os brasileiros.

*Raimundo Ribeiro é advogado e deputado distrital pelo PSDB.

Quem ama cuida

Cidades, GDF em 20/04/2010 às 9:10

Foi com a presença da vice-governadora, Ivelise Longhi, a reunião na Novacap com CEB, Coordenadoria de Cidades, DER e SLU para traçar o projeto de recuperação de Brasília. Com o slogan Quem ama cuida, o movimento tem início nesta terça-feira (20). Todas as equipes destes órgãos estarão nas ruas logo pela manhã. À Novacap caberá a manutenção de vias e da área verde.

Nesta primeira etapa, o Quem ama cuida vai se concentrar no Plano Piloto, por causa da festa do cinqüentenário da capital. A ideia, porém, é estender os trabalhos a todas as cidades do Distrito Federal. Com isso, os representantes dos órgãos prometeram trabalhar em horário integral.

Alguns administradores também participaram da reunião. Paulo Zuba, do Lago Sul; Virgínia Cussi, do Sudoeste; e Humberto Leda, do Lago Norte, fizeram algumas reivindicações mais urgentes em suas administrações e saíram de lá com a promessa de que serão atendidos.

BC lança moeda dos 50 anos

Cidades em 20/04/2010 às 8:25

De O Globo: Em comemoração aos cinquenta anos de Brasília, o Banco Central (BC) está lançando uma moeda comemorativa. A ideia é fazer até 30 mil unidades em prata 925 e com valor de face de R$ 5. De acordo com a autoridade monetária, a tiragem inicial é de 5 mil moedas, que serão vendidas pelo valor unitário de R$ 108.

A moeda comemorativa traz imagens de importantes construções da cidade, como o Congresso Nacional, a Catedral de Brasília e o Palácio do Planalto. Além disso, há a frase “Patrimônio da Humanidade - Unesco”. Na parte inferior da moeda existe a legenda “Brasília 1960 - 2010″. No verso, vem a representação esquemática do plano-piloto.

De acordo com o BC, a venda das moedas comemorativas começará no dia 21 de abril - data do aniversário de Brasília - nas sedes da própria autoridade monetária espalhadas pelo país e pelo site (www.bcb.gov.br).

Primeiro dia de governo

GDF em 20/04/2010 às 8:17

Do Correio Braziliense: Na primeira coletiva de imprensa após tomar posse como governador, Rogério Rosso (PMDB) disse que pretende fazer um governo de coalização e que “toda contribuição será bem vinda nesse momento”, referindo-se ao apoio político de outras legendas, como o PT. Questionado se irá repartir os cargos do Executivo com os deputados distritais que votaram nele, Rosso destacou que o secretariado terá perfil técnico e que já tem alguns nomes na cabeça, apesar de não ter adiantado quais. A vice-governadora, Ivelise Longhi (PMDB), deverá assumir alguma posição executiva no GDF.

A máquina administrativa deverá ser enxugada. Desde o último domingo, Rosso está fazendo reuniões com pessoas de confiança e técnicos do GDF. Exonerações e mudanças em diretorias estão sendo analisadas. Segundo ele, a busca pela “normalidade institucional” pode afastar o fantasma da intervenção federal. “Queremos entregar o governo com equilíbrio fiscal e com as obras importantes terminadas”, afirmou. Rosso planeja visitar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para apresentar suas propostas. Órgãos do Executivo federal e entidades também estão na lista de visitas.

O governador afirmou ainda que dará continuidade a obras iniciadas na gestão José Roberto Arruda (sem partido), desde que não haja problemas legais com os contratos firmados. “As obras que vão ser priorizadas têm que ter a premissa de serem regulares, estarem dentro do padrão técnico e o governo ter disponibilidade financeira. Não vou permitir dispensa de licitações e contratos emergenciais”, prometeu.

As Vilas Olímpicas — complexos esportivos criados na era Arruda — terão continuidade. Já o Buritinga deve ser desativado. As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e do Veículo Leve sobre Pneus (VLP) são consideradas “fundamentais” pelo governador, mas os contratos serão analisados detalhadamente. “O objetivo é deixar para o próximo governo dívida zero”, disse. Segundo Rosso, as áreas de saúde, segurança e educação são prioridades.

Helicóptero
O dia começou cedo para o novo governador do DF. Eram apenas 5h30 e Rogério Rosso já estava pronto, vestido com um terno recém-comprado em uma boutique chique do Lago Sul, para conceder uma entrevista a uma emissora de TV. Ele saiu de casa sem tomar café da manhã e praticamente não dormiu de domingo para ontem. Foram menos de duas horas de sono. O motivo: conversou até 3h com representantes da Brasiliatur em busca de medidas alternativas para manter de pé a festa do cinquentenário de Brasília.

Voltou para a casa no Lago Sul, onde mora com a família, por volta das 7h30. Foi quando, acompanhado da mulher Karina, comeu um sanduíche de pão com queijo e tomou uma xícara de café com leite. Em seguida, arrematou com assessores os últimos detalhes do discurso que faria na posse. Rosso usou o helicóptero do governo em boa parte do dia. Após a posse, foi para o Buriti e de lá, para a Residência Oficial de Águas Claras, onde despachou com assessores. À noite, foi assistir a uma missa em Ceilândia.

A recomposição política do DF

Câmara Legislativa, GDF, Partidos, TCDF em 20/04/2010 às 8:12

Do Correio Braziliense: A correlação de forças vai mudar no Executivo e Legislativo locais. Os dois principais partidos da base do governo José Roberto Arruda, o PSDB e o DEM, vão perder espaço na gestão de Rogério Rosso (PMDB). Eleito com o voto de 13 deputados distritais, o novo governador já conta com maioria para aprovar projetos na Câmara Legislativa e terá a bancada do PT como aliada pela governabilidade. Com a disposição de dar a própria cara na administração e com tantos compromissos assumidos na campanha, Rosso deverá redimensionar os espaços dos distritais e partidos na estrutura do governo.

Entre os aliados de Wilson Lima, que tentou se manter no Palácio do Buriti, estavam dois distritais do DEM — Eliana Pedrosa e Paulo Roriz. Outro parlamentar do partido, Raad Massouh, se absteve da votação. O líder da negociação em favor de Lima foi o deputado Alberto Fraga, ex-secretário de Transportes, que não se conformou com a derrota e tem atacado as negociações para a eleição do novo chefe do Executivo. No começo da noite de ontem, a executiva do DEM decidiu deslocar a interlocução com Rosso para o comando regional. Pela decisão, apenas o presidente do DEM-DF, Adelmir Santana, fala pelo partido. A decisão do DEM sobre apoiar ou não o mandato-tampão ainda será tomada.

O PSDB também não terá mais a mesma força. Os tucanos Raimundo Ribeiro e Milton Barbosa trabalharam contra Rosso e devem perder espaço. Uma das principais mudanças atingirá o presidente licenciado do PSDB-DF, Márcio Machado, ex-secretário de Obras que manteve na pasta um aliado, Jaime Alarcão. Artífice da candidatura de Rosso, o presidente do PMDB-DF, o deputado federal Tadeu Filippelli, vai indicar o novo secretário — provavelmente Davi Matos, seu braço direito no governo Roriz. Na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Rosso deve manter o atual presidente, José Alves de Melo Júnior, conhecido como Jota, já indicado por Filippelli.

Benício Tavares (PMDB) e Alírio Neto (PPS), considerados os dois principais negociadores da vitória de Rosso, também terão um amplo espaço na atual gestão. Benício deverá indicar o administrador de Ceilândia, um dos maiores colégios eleitorais do DF, que terá tratamento vip no governo de Rosso. Alírio será consultado na escolha do novo diretor-geral da Polícia Civil do DF e na Secretaria de Justiça e Cidadania. Ele é cotado para a próxima nomeação do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Mas a próxima vaga, que será aberta nesta quinta-feira com a aposentadoria compulsória por idade do conselheiro Jorge Caetano, pertence à Câmara Legislativa.

TCDF
Outros nomes cotados para o TCDF são Aguinaldo de Jesus (PRB) e Wilson Lima. Aguinaldo desistiu da disputa nas eleições indiretas em nome de Rosso. Um de seus aliados, o delegado Antônio Coelho, da Polícia Civil do DF, quer indicar o diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran-DF). Uma das dificuldades de Aguinaldo se tornar conselheiro é o fato de ser alvo de ação de improbidade administrativa por conta de supostas irregularidades na contratação da empresa responsável pelo jogo de inauguração do estádio Bezerrão, no Gama.

Para ser conselheiro do Tribunal de Contas do DF, é exigida reputação ilibada e notório saber em pelo menos uma das seguintes áreas: direito, administração, economia ou contabilidade. Esse pré-requisito pode atrapalhar os planos de Wilson Lima, que também sonha com o posto. O problema é que ele não tem curso superior. Embora, segundo distritais, a exigência de gradução não esteja prevista na Lei Orgânica do DF, Lima terá de comprovar que conta com 10 anos de experiência em administração pública.

Em meio às articulações entre PT e PMDB que levaram à vitória de Rosso, a bancada petista não deverá se portar como inimiga. A direção do PT costura dobradinha com os peemedebistas para outubro, tendo Agnelo Queiroz como candidato ao governo e Filippelli como vice. Por isso, a tendência é uma aproximação cada vez maior, desde que seja mantido o compromisso de que Rosso não concorrerá à reeleição.

O líder da bancada do PT, Paulo Tadeu, afirma que a posição dos petistas na Câmara vai depender do próprio Rosso. “Se ele tomar as medidas saneadoras que se comprometeu a adotar, vamos apoiar. Depende muito mais da iniciativa dele do que da nossa”, disse Paulo Tadeu. O deputado Chico Leite (PT), contrário ao apoio do partido ao PMDB em um eventual segundo turno da eleição indireta, disse que pretende aguardar as primeiras medidas do novo governo antes de se posicionar. José Antônio Reguffe (PDT) vai adotar postura semelhante. “Serei oposição. Mas vou agir como sempre agi. Os bons projetos terão o meu apoio.”

Lula não participa dos 50 anos

Cidades em 20/04/2010 às 8:07

Da Folha de S. Paulo: A justificativa é o fato de as duas obras com envolvimento da Presidência -as reformas do Palácio do Planalto e da Catedral- não terem ficado prontas. Lula ficará em Brasília sem compromissos oficiais hoje e amanhã, dia do aniversário da cidade. Com isso, tenta não colar sua imagem à festa, que ocorrerá em meio a problemas de corrupção envolvendo o governo do DF. Lula poderia participar de solenidades oficiais como os lançamentos do selo e moeda comemorativas.

Campanha bancada pelo sogro

GDF em 20/04/2010 às 7:50

Da Folha de S. Paulo: O novo governador do DF, Rogério Rosso (PMDB), é o típico político brasiliense. Assim como a maioria dos que se elegeram para qualquer cargo no DF, Rosso entrou para política graças ao ex-governador Joaquim Roriz (ex-PMDB, PSC) e migrou para o governo de José Roberto Arruda (sem partido) em 2006 -duas gestões adversárias e sob suspeitas.

Rosso, 41, traz no currículo passagens na administração da mais populosa cidade-satélite do DF (Ceilândia) no governo Roriz. O cargo é considerado um dos ideais para quem quer entrar na política local, em razão da proximidade com o eleitor.

Já na gestão Arruda foi presidente da Companhia do Desenvolvimento (até dezembro de 2009), acusada de ser o embrião do mensalão do DEM, escândalo que levou à prisão de Arruda e que dá nome a uma CPI na Câmara Legislativa do DF. Rosso é um dos poucos aliados de Arruda que não tiveram o nome citado durante a crise do DF. Ele foi escolhido a dedo pelo presidente do PMDB distrital, deputado federal Tadeu Filipelli.

O novo governador mora no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e é casado com a filha de um empresário da cidade. Com patrimônio declarado de R$ 437 mil, Rosso gastou R$ 1,5 milhão na campanha de 2006, quando recebeu 51.013 votos para deputado federal e não foi eleito.

A campanha foi bancada com o dinheiro do sogro, que doou R$ 1,2 milhão. O novo governador do DF recebeu, também em 2006, R$ 45 mil de três empresas que agora são suspeitas de ter abastecido o esquema de desvio e caixa dois na gestão Arruda.

Apaixonado por heavy metal, Rosso toca bateria, teclado, guitarra e baixo, e carrega no carro um CD com músicas gravadas por ele em homenagem a Brasília. Antes de entrar para a política, foi advogado e empresário. Ocupou cargos importantes na Fiat e Mercedes-Benz e entrou para a política distrital por indicação de uma das filhas de Roriz, Liliane, de quem é amigo de longa data.

Rosso tem quatro filhos pequenos. Em seu discurso de posse, as filhas Carina e Roberta leram parte do texto.

Deputados se defendem

Câmara dos Deputados em 20/04/2010 às 7:45

Da Folha de S. Paulo: Deputados federais negaram ontem envolvimento em irregularidades no uso de verbas públicas para a organização de festas e eventos turísticos. Conforme a Folha revelou, o governo federal suspeita de fraudes com recursos do Ministério do Turismo e decidiu auditar festas realizadas com dinheiro repassado a ONGs por meio de parlamentares.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União apuram se houve corretagem de emendas parlamentares, pagamento de propina a quem autoriza os pagamentos e uso de notas fiscais frias -esquema que lembra o escândalo da máfia dos sanguessugas, de 2006. O próprio Ministério do Turismo tomou a iniciativa de municiar os investigadores com informações e documentos.

Das 50 ONGs que mais receberam verbas da pasta para festas, 26 têm relação com políticos ou partidos e foram beneficiadas por emendas de nove deputados federais. Ontem, seis deles contataram a Folha para reiterar que os eventos que ajudaram a viabilizar foram realizados de forma lícita.

Sandes Júnior (PP-GO) afirmou que o evento para o qual apresentou emenda foi fiscalizado pelo Ministério do Turismo e que quatro técnicos da pasta aprovaram a prestação de contas. Segundo ele, todas as emendas individuais que destinou a festas tiveram as despesas acompanhadas por ele e pelo governo federal. ”Todos os eventos foram importantes para as comunidades beneficiadas por eles e os valores apresentados foram compatíveis com os serviços.”

Sandro Mabel (PR-GO) disse que as emendas em nada lhe beneficiaram e que atuou para promover o turismo nos municípios. “Todas as cidades em Goiás onde já foi realizado o circuito [de rodeios] podem ser testemunhas da grandeza e da seriedade.”

Ele também rechaçou a similaridade com o caso dos sanguessugas. “Os custos dos eventos são baixos e muito bons pela grandiosidade. Vou pelo menos um dia a todos os eventos e, quando não posso, mando representante para assegurar que não exista a mínima chance de fraude”, afirmou.

Leo Alcântara (PR-CE) afirmou que intercedeu por uma ONG a pedido de um correligionário. Disse que isso não caracteriza irregularidade e que em nenhum momento foram “narrados atos desabonadores que porventura tenham sido cometidos” por ele. Declarou que a emenda não foi condicionada a “benesse ou repasse para mim ou para quem quer que seja”, o que chamou de “práticas de extrema repugnância”.

Rômulo Gouveia (PSDB-PB) afirmou que destinou emendas a eventos auditados pelo Turismo e que não teve “nenhuma ingerência” sobre as festas. “Recebo o pedido dos municípios, então destino ou não as emendas. Cabe aos realizadores, no caso as prefeituras, a execução. Acompanho, participo e sou testemunha dos eventos que procuram resgatar a cultura nordestina.”

Geraldo Magela (PT-DF) disse que seu gabinete analisa previamente todos os projetos e que apresentou emendas para mais de 70 ONGs. Segundo ele, a destinação de recursos “não segue critério partidário, pois todos os projetos são analisados tecnicamente a partir do benefício social” e atende entidades idôneas e capazes de executar projetos. Afirmou que “repudia veementemente a ilação” de que tenha se beneficiado dos recursos.

Armando Monteiro (PTB-PE) afirmou que apresentou emendas nos termos da lei e que jamais foi notificado por qualquer órgão sobre irregularidades nos repasses ou nas ONGs atendidas. “Assim estão criminalizando a apresentação de emendas”, declarou. Segundo ele, todas as prestações de contas do convênio foram aprovadas pelo ministério. ”Me associaram a uma fraude antes de conhecer o resultado do processo de investigação”, reclamou.

Wilson Lima para o TCDF

Câmara Legislativa, TCDF em 19/04/2010 às 19:25

Está praticamente decidido: a vaga no Tribunal de Contas a ser aberta esta semana deve ir para Wilson Lima. A possibilidade foi sido aventada ainda no sábado, durante a eleição indireta, depois que Lima havia ameaçado contar em plenário todos os bastidores da campanha para governador tampão. Depois, o acordo se fortaleceu com o apoio do PT, que ganha a presidência para Cabo Patrício no caso de Lima renunciar ao mandato para assumir a vaga de conselheiro.

O único porém é que parte dos eleitores de Rogério Rosso também ofereceu a vaga no tribunal ao distrital Aguinaldo de Jesus (PRB), que desistiu da disputa e apoiou Rosso. E eles agora precisam decidir como cumprir o acordo.

Cancelar contratos é prioridade

Blog, GDF em 19/04/2010 às 19:18

Os leitores do blog tem uma recomendação ao governador eleito Rogério Rosso. Entre suas principais medidas no GDF tem de estar o cancelamento de contratos com empresas citadas na Operação Caixa de Pandora. Pelo menos essa é a opinião de 63% dos internautas que responderam a enquete sobre quais as medidas fundamentais para o novo governador.

Onze por cento apontaram as auditoria nas obras e contratos de terceirização de serviços como prioridade. Outros 11% acreditam que mudar os integrantes do governo anterior que continuam à frente das pastas é o mais importante. Já 10% dos leitores querem ver priorizada a manutenção do serviço público, sem grandes mudanças. E apenas 5% consideraram que o mais importante é divulgar as contas do GDF na Internet.

Uma nova enquete está no ar. Participe!

Decisão para CPI na quinta

Câmara Legislativa em 19/04/2010 às 19:12

Distritais convocam reunião da CPI da Corrupção para quinta-feira (22), às 10h. Com dois cargos vagos e sem presidente ou vice, a comissão terá seu futuro decidido neste encontro. Se nenhum bloco ou partido apresentar nomes para completar sua composição, o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), será responsável pela indicação dos nomes. Enquanto estava na presidência, o petista Cabo Patrício estava disposto a completar a CPI. Agora, não se sabe o destino das investigações.

O saldo da campanha

Câmara Legislativa em 19/04/2010 às 18:59

As articulações para a eleição indireta na Câmara Legislativa não mudaram apenas a composição de forças na Casa. Mudaram também relações pessoais. Em um ponto, a campanha aproximou parentes. Os primos Paulo Roriz (DEM) e Jaqueline Roriz (PMN) afastados ao longo da gestão José Roberto Arruda se reaproximaram ao defenderem Wilson Lima (PR) para o governo. Um chegou a visitar o outro em sua casa durante as discussões políticas da campanha.

De outro lado, relações também azedaram. A amizade entre os antes bem próximos Roney Nemer (PMDB) e Eliana Pedrosa (DEM) parece não ter sobrevivido ao resultado da eleição. Eliana hoje quase que não fala com o peemedebista.