Eleições 2010

Arquivo para maio 2010

“Se me pegarem em falcatrua, eu renuncio”

entrevista em 31/05/2010 às 14:06

Segundo suplente do PMDB, apesar de ter sido o 24º candidato mais votado nas eleições de 2006, o deputado distrital Roberto Lucena (PR) retornou à Câmara Legislativa com o afastamento da peemedebista Eurides Brito do mandato por decisão judicial. Agora, Lucena tem a chance de ganhar a vaga de vez, caso Eurides seja cassada por seus colegas. Em entrevista ao jornal O Distrital desta semana, ele afirma que não vai votar no processo, mas revela uma proposta original, que serviria a sua colega caso estivesse em vigor: “eu queria propor que se deixasse uma carta de renúncia, logo no início do mandato, para quando acontecesse de um deputado envolvido em uma coisa confirmada, com sua voz ou sua imagem, ele deixasse imediatamente o mandato”, afirma. Confira a seguir trechos da entrevista em que o deputado fala sobre Saúde pública, campanha e a relação com o irmão, o empresário Gilberto Lucena, dono da Linknet. Para ler entrevista no jornal, clique aqui.

O senhor voltou mais uma vez à Câmara Legislativa, desta vez com possibilidade de concluir o mandato, caso a deputada Eurides Brito (PMDB), de quem é suplente, venha mesmo a ser cassada (o pedido de cassação foi aprovado por unanimidade na Comissão de Ética e chega nos próximos dias a plenário). Como é assumir o cargo no finalzinho do mandato?

Roberto Lucena - Eu acho que será um bom complemento. O que vier agora vai ser bom. Vai ser lucro. Até porque eu não vou deixar de ir à Câmara (durante a campanha) e fazer o meu papel como parlamentar.

O senhor trocou o PMDB pelo PR, por quê?

Lucena - Eu acho que eu nasci para partido grande. Se você conhecer minha história e a estrutura que eu tive na campanha, foi muito ter ficado entre os 24 mais votados (Lucena foi exatamente o 24º , com 11.092 votos. Teve mais votos que quatro dos parlamentares eleitos). Isso sem nunca ter tido uma administração (regional), sem ter tido nada, e ter a votação que eu tive. Mas é difícil disputar a base com pessoas privilegiadas, com estruturas enormes e muita abertura e participação no governo. Então esse foi um dos motivos pelos quais saí do PMDB. Não que eu tenha medo dessa disputa, de maneira alguma, mas é uma desvantagem, essas pessoas já saem na frente na campanha. É uma campanha muito mais difícil.

Então, para que isso não ocorresse novamente – de eu ter voto e ficar entre os 24 mais votados, mas não entrar devido à legenda – eu mudei de partido. No PR, eu acho que posso disputar em condições iguais. Porque esse é o grande erro do sistema eleitoral atual. Deveriam entrar na Câmara os mais votados. É um sistema totalmente injusto.

E o que o senhor acha da coligação de seu partido com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC)?

Lucena - Essa questão de governador eu ainda estou avaliando. A decisão do PR não é a minha decisão.

O senhor é irmão do empresário Gilberto Lucena, dono da empresa Linknet, que aparece em vídeo gravado pelo ex-secretário Durval Barbosa reclamando do valor da suposta propina a ser paga no governo. Além disso, a Linknet aparece citada em outras denúncias ligadas ao GDF. Como é a relação entre vocês?

Lucena - Será que esse é um defeito que eu tenho ser irmão dele? Porque eu não acho que seja defeito. A minha consciência é o que conta. Eu não uso nem verba indenizatória (em sua passagem pela Câmara, Lucena é um dos deputados que menos gastou o recurso de quase R$ 12 mil a que os parlamentares têm direito para ajuda no mandato). Porque era uma coisa que eu não achava legal de usar. Um professor não tem pelo menos R$ 1 mil de ajuda de custo para colocar gasolina para trabalhar, por que um deputado vai ter? Então o que me conforta nessa situação é a minha seriedade e o meu trabalho. Nós somos seis irmãos, todos independentes. Cada um dono do seu nariz. E cada um que se defenda. Eu fico tranqüilo porque a Justiça está atenta a isso.

Mas seu irmão foi um dos principais financiadores de sua campanha…

Lucena - Mas o que seria melhor, eu ter feito caixa dois? As doações foram declaradas, fomos honestos com o eleitor e com a Receita Federal. Agora ele ajudou (o senador) Demóstenes Torres (DEM-GO), que não é irmão dele, ajudou o Marcelo Miranda (governador cassado de Tocantins), que não é nada dele, e aí? Qual é o problema de ele ter me ajudado? E ainda atuamos em áreas totalmente diferentes. Me formei político dentro da minha categoria médica (Lucena é cirurgião), que inclusive é implacável com quem pisa na bola. Se você me oferecesse hoje o maior prêmio do mundo para eu responder a diferença entre licitação normal e pregão, eu te juro que perderia o prêmio porque não sei responder. Eu fui tão ético que nem pedir voto na Linknet eu fui. Houve candidato que nadou de braçada dentro da empresa. Se eu tive uns votinhos lá foram de pessoas que me conhecem pelo meu trabalho.

O senhor vem de uma área que virou, nos últimos anos, um dos principais problemas do Distrito Federal: a saúde. Há solução para o caos que vemos hoje no serviço público?

Lucena - Eu acho que, antes de tudo, um secretário de Saúde tem de ter o respaldo e um bom relacionamento com a categoria, médicos e servidores da Saúde. Segundo, as pessoas que ocuparem cargos de chefia precisam ser dedicadas e humanas, atentas aos problemas dos pacientes. Pessoas que não sejam apenas burocratas. Acho até que essas pessoas poderiam ter remuneração diferenciada. Se todas as chefias fossem ocupadas com pessoas com este perfil, a Saúde pública melhoraria uns 50%.

Por fim, é preciso organizar. Não adianta tentar resolver tudo de uma vez. É preciso fazer por partes. Por exemplo, começamos pela radiologia. Fazemos um diagnóstico. Faltam quantos técnicos? Quantos equipamentos estão parados precisando de conserto? Então procuramos resolver esses problemas. Eu acho que com 120 dias se resolveria a questão da radiologia. Pronto, daríamos um grande passo. Aí então cuidaríamos de outra coisa, cirurgia geral, ginecologia, até organizar uma por uma.

Outra questão seria o aproveitamento do dinheiro público. É preciso investir na fiscalização, pedir ajuda ao Ministério Público, criar um conselho consultivo. Sou contra, por exemplo, a privatização da Saúde. Porque na privatização, alguém está lucrando que não é o paciente. Eu investiria os recursos da Saúde na rede pública, no fortalecimento da rede pública, no funcionário.

Qual avaliação o senhor faz do novo governo eleito pela Casa?

Lucena - É um governo que está em fase inicial, tem pouco tempo, mas precisa, da maneira mais ética possível, compor com todas as forças políticas. Só assim terá governabilidade. E é preciso ficar muito atento ao que pode estar ocorrendo na política para oferecer um governo em que ganhe o povo.

O senhor compõe o bloco independente recém-criado na Casa e que contem integrante de seu partido (o presidente da Casa, Wilson Lima, do PR)?

Lucena - Eu não estou em bloco nenhum, eu sou do bloco do povo.

Mas o senhor reconhece a mudança na composição de forças de quando assumiu a primeira vez em 2008 e agora?

Lucena - Pelo menos por uma coisa eu tenho de parabenizar esse novo governo: chegava a ser jocosa a disparidade de forças na época do governador anterior (José Roberto Arruda). Era uma coisa frustrante. Como suplente às vezes ter de fazer coisas, algumas votações, contra os meus princípios, contra aquilo que eu penso. Por conta da força do governo e por conta de ser suplente.

Isso, graças a Deus, não existe mais. Aquele cabresto vergonhoso, que existia quando eu passei pela primeira vez na Câmara, não existe mais. Agora os dois poderes estão mais equilibrados, até por conta de interesses particulares. Hoje o parlamentar, principalmente aquele que realmente pensar no povo, ele tem mais chance de aparecer, aparecer para o bem.

O senhor acha que a Câmara Legislativa deu uma resposta à população então?

Lucena - Eu acho que nós temos de fazer muito mais. O que foi feito no passado ainda é muito frágil, não é nem o mínimo do que a população aguarda. É obrigação da Câmara fazer mais e mais depressa.

E em relação aos processos contra os parlamentares envolvidos nas denúncias? O senhor pode ser diretamente beneficiado por um deles…

Lucena - Eu acho que o processo contra a deputada Eurides Brito está caminhado. Eu não vou participar da votação dele, até por uma questão de ética e preferia não fazer comentários sobre ele. Acho que ele está caminhando, sim, do jeito que todos os demais processos deveriam ter caminhado.

Eu queria propor na Câmara que se deixasse uma carta de renúncia, logo no início do mandato, para quando acontecesse de um deputado envolvido em uma coisa confirmada, com sua voz ou sua imagem, ele deixasse imediatamente o mandato, se licenciasse para que o processo fluísse. Olha, eu te garanto, se um dia me pegarem em uma falcatrua eu renuncio imediatamente.

Deixa eu te contar uma coisa, minha filha de nove anos (a caçula dos filhos de Lucena) me perguntou: “pai, o s senhor é um político honesto e faz o bem, por que falam mal de você?” (o deputado embarga a voz e chora. Encerramos a entrevista.)

Volto logo!

Blog em 31/05/2010 às 9:29

Caros leitores,

Esta blogueira já está de férias (este post foi programado). Nos próximos 15 dias, porém, o blog não ficará parado. Publicaremos artigos, entrevistas e textos sobre política. Venham nos visitar. Mas peço que tenham ainda mais paciência com a moderação de comentários.

A publicação de posts volta ao normal a partir do dia 16 de junho, com a cobertura das convenções regionais e a largada para as eleições 2010.

Obrigada pela compreensão e até breve.

“Estou vivo”

Cidades, Política em 30/05/2010 às 15:42

O ex-governador José Roberto Arruda parece estar retomando, aos poucos, antigos hábitos políticos. Esses dias ele e a mulher, Flávia, estiveram no cemitério Campo da Esperança, acompanhando um sepultamento. Ao final, os dois foram até o galpão onde os jardineiros guardam seu material, comem e descansam. Arruda passou um bom tempo conversando com eles. Quando lhe perguntaram “como vai, governador?”, ele respondeu: “Estou vivo”.

Segundo os jardineiros, o ex-governador costumava ir ao cemitério com certa frequência. Reunia os trabalhadores, rezava um Pai Nosso. O hábito lhe rendera até um apelido no local: Arruda Padre Nosso.

Pagos para não fiscalizar

GDF em 29/05/2010 às 17:54

Passada a crise política no Distrito Federal, que deixou em suspenso as questões internas do governo, a Associação dos Fiscais da Receita do DF (AFIR-DF) retomou sua campanha de sensibilização da sociedade e do governo quanto a um problema vivido pela categoria. Desde o ano passado, os fiscais da Receita do DF lutam para conseguir atuar na carreira para a qual fizeram concurso. Uma mudança na lei que criava as carreiras da Secretaria de Fazenda acabou transformando a única turma aprovada em concurso para “fiscais” em uma espécie de técnico de nível superior. Sem parte das atribuições para as quais se prepararam, como a de realizar auditoria em empresas, os fiscais lutam para deixar de serem subaproveitados.

Protesto na Estrutural

Protesto na Estrutural

Desde setembro de 2009, os fiscais espalham pela cidade outdoors com um alerta sobre o problema (veja aqui). A propaganda este mês voltou à Via Estrutural, próxima ao posto policial.

A batalha agora é para levar ao conhecimento do governador Rogério Rosso (PMDB) a situação dos mais de 200 fiscais subaproveitados. A categoria alerta que a situação impede, por exemplo, que auditorias em empresas sejam feitas por esses servidores, apesar da atribuição constar no edital do concurso em que eles foram aprovados. Além disso, a AFIR está preocupada com a intenção do GDF de fazer novo concurso público para a carreira de Auditoria Tributária sem resolver a situação desse grupo. Seriam mais servidores contratados para fazer um trabalho que, em parte, os fiscais poderiam realizar.

Uma história no Beirute

Cidades, Cultura em 29/05/2010 às 15:23

Esta é para curtir o final de semana: o bar mais tradicional de Brasília, o Beirute, ganhou uma cerveja exclusiva, a Beira Bier. A bebida é uma homenagem do bar à capital federal. E em virtude de seu lançamento, a Beira Bier criou uma promoção para os brasilienses que criaram uma relação com o Beirute. Se você tem uma história interessante passada no Beira, como o local é apelidado pelos frequentadores, conte aqui. As dez melhores serão apresentadas aos internautas para que escolha as três vencedoras que ilustrarão cartazes exclusivos para o Beirute.

Enquete reeditada

Blog, Senado em 29/05/2010 às 11:35

Diante de toda a confusão acerca da enquete sobre os candidatos ao Senado, este blog decidiu reeditá-la para que a votação transcorra sem incidentes. Atenção para um detalhe: o pedido é para que o leitor vote em DOIS candidatos a senador que ele acredita que serão eleitos nesta disputa. Logo, o somatório dos votos será, sim, maior que 100%. Participem!!

Festa para crianças na Aruc

Cidades em 29/05/2010 às 8:17

A Associação Recreativa e Cultural Unidos do Cruzeiro (ARUC) realiza neste sábado (29) uma manhã de recreação com crianças portadoras de deficiência e abandonadas pelos pais que vivem no Lar Ampare, na Vila Planalto. A festa contará com atividades recreativas orientadas por professores da Secretaria de Esportes do GDF, apresentação de cães do BOPE da Polícia Militar, de viaturas do Corpo de Bombeiros e da Bateria Nota 10 da ARUC. O evento é aberto e começa às 10h, na quadra da escola no Cruzeiro Velho.

PMDB faz convenção dia 19

Partidos, Política em 28/05/2010 às 23:04

Em reunião nesta sexta-feira (28) executiva regional do PMDB decidiu que o nome do partido para a composição de uma chapa majoritária será o do presidente regional da legenda, deputado federal Tadeu Filippelli. O partido, porém, não bateu o martelo sobre se Filippelli será o candidato a vice na chapa do PT ou o candidato ao GDF em uma chapa independente. A decisão só sairá na convenção regional do partido, marcada para o dia 19 de junho.

Com a medida, o PMDB tenta encerra as especulações sobre uma possível candidatura do governador Rogério Rosso. Apesar das constantes negativas do próprio Rosso de que sairia candidato à reeleiçao, nos bastidores das negociações de uma via alternativa à polarização PT-Roriz, o nome de Rosso era um dos mais cotados.

Investigação política, segundo Agnelo

Partidos, Política em 28/05/2010 às 22:06

O pré-candidato do PT ao GDF, Agnelo Queiroz, divulgou nota de esclarecimento sobre as denúncias publicadas pela revista Época. Confiram a íntegra do comunicado:

“Sob o comando do ex-governador José Roberto Arruda, que foi preso e renunciou ao mandato em razão das graves denúncias de corrupção que vieram à tona nos últimos meses, uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal urdiu um suposto inquérito de investigação destinado a atingir a imagem pública de Agnelo Queiroz, pré-candidato do PT ao governo do DF.

Versões desse suposto inquérito, que na verdade é um procedimento investigatório ilegal e clandestino, produzidas sob o patrocínio de agentes públicos incompetentes, mas domesticados e adestrados por interesses subalternos para alcançar resultados manipulados, em claro desafio à Constituição Federal, começam a chegar à imprensa. O objetivo é interromper a ascensão de Agnelo Queiroz nas pesquisas de intenção de voto para governador.

A falsa investigação, escorada em métodos fascistas, moveu-se com desvio de finalidade ao forjar premissas inverossímeis. Agnelo Queiroz não foi investigado, nem ouvido e, mais grave, sequer indiciado pelo fajuto inquérito. Mas o objeto estava fabricado para que surgisse como protagonista.

Trata-se da tentativa de rescaldar denúncias velhas, que não estão amparadas nas auditorias que o Tribunal de Contas da União e a Corregedoria Geral da União empreenderam na gestão de Agnelo Queiroz no Ministério dos Esportes, a fim de tentar equiparar a biografia política do pré-candidato do PT e de seus aliados ao prontuário policial ostentado por nossos adversários.

O que está em curso nos intestinos da Polícia Civil do Distrito Federal, e que conta com a anuência de facção do Ministério Público do Distrito Federal, é um procedimento de destruição de reputações que guarda similaridade a atos de barbárie cometidos pelos fascistas. Um governador que foi preso e renunciou ao mandato para não ser cassado, seus sócios, asseclas, herdeiros e criadores políticos creem-se capazes de manipular procedimentos policiais, influenciar a imprensa e dirigir decisões do Poder Judiciário com o fim exclusivo de produzir uma vitória eleitoral destinada a lhes devolver o poder político na capital da República. Não conseguirão. Não voltarão.

Resistiremos lutando com todas as armas legítimas da legalidade. Medidas judiciais e administrativas, verdadeiras e legítimas, em ambientes institucionais, serão movidas para que se punam os agentes que desconhecem as garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito.”

Cinco parlamentares do DF entre influentes

Câmara dos Deputados, Senado em 28/05/2010 às 19:26

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar divulgou nesta sexta-feira (28) a 17ª edição da lista de principais lideranças das duas Casas do Congresso - Câmara dos Deputados e Senado Federal. Entre os 100 “Cabeças”, há 69 deputados e 31 senadores. O Distrito Federal colaborou com cinco nomes - os deputados Geraldo Magela (PT), Rodrigo Rollemberg (PSB) e Tadeu Filippelli (PMDB) e os senadores Cristovam Buarque (PDT) e Gim Argello (PTB). Os cinco já haviam aparecido na lista em 2009.

Para avaliar a influência dos parlamentares, o DIAP leva em consideração sua ”capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber idéias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão”. Para conferir a lista inteira clique aqui.

Uma mala de dinheiro

Partidos, Política em 28/05/2010 às 17:53

Da Revista Época:  O ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, terá um caminho duro até as eleições de outubro. Um obstáculo difícil será superar o adversário Joaquim Roriz (PSC), político popular que ficou quase 14 anos no poder e está na dianteira das pesquisas eleitorais realizadas até agora. Antes, porém, Agnelo terá de se defender de denúncias que o relacionam a desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte no governo Lula.

Uma investigação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal no início de abril, batizada de Operação Shaolin, prendeu cinco pessoas, apreendeu documentos e colheu depoimentos sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília. O relatório final da operação compromete Agnelo com um golpe milionário e sugere o envio das informações ao Ministério Público Federal (MPF) para que a investigação seja aprofundada. Os desdobramentos do caso dirão se o ex-ministro terá condições de se livrar das graves acusações ou se ele aumentará a lista dos políticos de Brasília flagrados com a mão no dinheiro público.

ÉPOCA teve acesso ao relatório da Polícia Civil. “Os indícios preliminares colhidos sugerem que Agnelo Queiroz teria se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um suposto esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do programa Segundo Tempo”, afirma, no documento, Giancarlos Zuliani Junior, o delegado responsável pela investigação.

A origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu. O maior convênio, de R$ 2 milhões, foi assinado em 2005 pelo então secretário executivo da pasta e atual ministro, Orlando Silva, com a Febrak. A federação teria de desenvolver atividades desportivas com 10 mil alunos da rede pública de ensino enquanto não estavam em sala de aula. O segundo convênio, de R$ 920 mil, foi firmado com a associação em 2006, quando Agnelo não era mais ministro do Esporte.

Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados.

A investigação sustenta que as ONGs de Dias forjavam a compra de materiais que seriam usados durante as atividades com as crianças, tais como quimonos, jogos de xadrez, damas, varetas e alimentos. As associações teriam atuado em conluio com empresas que forneciam notas fiscais frias para driblar a fiscalização do ministério.

De acordo com a apuração da polícia, empresas de fachada cobravam 17% do valor das notas para emitir os papéis frios, sacar os recursos depositados pelas associações em suas contas e devolver o dinheiro para as ONGs de João Dias. Os investigadores afirmam que Dias desviou recursos para a compra de uma casa avaliada em R$ 850 mil para construir duas academias de ginástica e financiar sua campanha para deputado distrital em 2006.

Uma testemunha disse ao delegado Giancarlos Zuliani que sacou entre os dias 7 e 8 de agosto de 2007 o equivalente a R$ 335 mil em uma agência do Banco de Brasília, o BRB. Essa testemunha não será identificada na reportagem porque, segundo um envolvido nas investigações, ela ainda não está sob proteção da polícia.

A mesma testemunha disse que colocou R$ 256 mil numa mochila e seguiu até a cidade-satélite de Sobradinho, acompanhada de Eduardo Pereira Tomaz, principal assessor de João Dias nos projetos do Segundo Tempo. Chegando ao local indicado, o estacionamento de uma concessionária de motos, um Honda Civic de cor preta, diz a testemunha, estacionou ao lado do carro onde estava com Eduardo. Eduardo, prossegue o relato, entregou a mochila com o dinheiro ao passageiro do carro preto.

A testemunha diz ter identificado o homem que pegou a mochila. “O local onde ocorreu a suposta entrega possuía boa iluminação, razão pela qual o declarante pode afirmar com convicção que Agnelo Queiroz foi a pessoa que recebeu a mochila contendo R$ 256 mil”, diz o relatório da polícia. O depoimento fornece detalhes do encontro em Sobradinho. O ex-ministro teria despejado o dinheiro no chão do carro para conferir os valores e, ao final, tirado R$ 1.000 e dado como gorjeta para Eduardo e para a testemunha.

Eduardo e João Dias foram presos temporariamente durante a Operação Shaolin. Um manuscrito encontrado na casa de Dias chamou a atenção dos policiais. Trata-se de um bilhete que relaciona o número “300.000” ao nome “Agnelo”. O papel foi submetido a perícia, que identificou João Dias como o autor do manuscrito. Gravações telefônicas autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Brasília, segundo os investigadores, interceptaram ligações realizadas por Ana Paula Oliveira, mulher de Dias, para Agnelo Queiroz na manhã de 5 de abril, logo após a prisão de João Dias Ferreira. De acordo com a investigação, Ana Paula tentou falar três vezes com Agnelo para “solicitar a indicação de um advogado para defender seu marido na situação relacionada ao Segundo Tempo”. Em outro momento, segundo a polícia, Dias quis auxílio de Agnelo para se defender em uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público Federal.

A polícia indiciou sete pessoas, entre elas João Dias e Eduardo Pereira Tomaz. Além de sugerir o envio das informações para o MPF, Zuliani pede que seja feito um rastreamento dos telefones celulares usados por Agnelo e pelos outros envolvidos na suposta entrega de dinheiro em Sobradinho. Propõe, também, que sejam pedidos os extratos telefônicos que contêm as chamadas geradas e recebidas pelas linhas usadas pelos suspeitos, inclusive Agnelo.

Agnelo nega ter recebido dinheiro proveniente das associações ligadas a João Dias. Diz não ter havido o encontro em Sobradinho descrito pela testemunha e ataca os investigadores. “Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda”, afirma.

“Esse dossiê, travestido de relatório final de um inquérito, produzido por um grupo da Polícia Civil do Distrito Federal que não tem competência legal para fazê-lo, está sendo usado por meus adversários políticos do momento para tentar equiparar a minha biografia ao prontuário policial deles.” Indagado sobre sua relação com João Dias, Agnelo afirma que foram “correligionários” no PCdoB na eleição de 2006, mas nega que tenha recebido pedido para ajudá-lo na defesa contra a denúncia do MP. “A investigação obedeceu a todas as condições técnicas e foi concluída”, afirma o diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso. “O relatório foi encaminhado pelo delegado constituído para a Justiça.”

João Dias nega o envio de pacotes de dinheiro para Agnelo. “Não existe possibilidade de qualquer tipo de benefício direto ou indireto ao ex-ministro Agnelo. Nunca houve nenhum tipo de ajuda financeira”, disse Dias a ÉPOCA. Dias afirma que não escreveu o bilhete e se compromete a fazer novos exames grafotécnicos para provar que a letra não é dele. De acordo com o Ministério do Esporte, os convênios com as associações de kung fu foram firmados obedecendo a critérios técnicos. O ministério diz que o dinheiro desviado, avaliado em R$ 4 milhões em valores atuais, foi cobrado dos representantes das ONGs. Eduardo Tomaz nega o encontro de Sobradinho e a entrega do dinheiro relatada pela testemunha no inquérito.

Diz uma lei não escrita, estabelecida há meses na política do Distrito Federal, que não vence as eleições quem tiver mais votos, mas quem conseguir sobreviver a denúncias de corrupção. Para Agnelo, o maior desafio agora não é enfrentar uma disputa com Roriz, mas provar que as acusações contra ele são inconsistentes.

Chico Leite esclarece nomeações

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 16:17

Deputado distrital Chico Leite (PT) encaminhou ao blog nota de esclarecimento sobre a citação de seu nome como um dos parlamentares com cargos no governo José Roberto Arruda. Confira o que diz o distrital petista:

“Prezada Paola Lima , com todo o respeito, refuto veementemente a inclusão do meu nome na planilha de indicação de cargos para o GDF por parlamentares, constante da matéria publicada no caderno Cidades, páginas 34 e 35, da edição de hoje do Correio. Essa mesma informação foi publicada no jornal O Estado de São Paulo em 19 de fevereiro de 2010 e contestada no mesmo dia em nota dirigida ao jornal, acompanhada de esclarecimentos do deputado Raimundo Ribeiro, autor da indicação, e do mencionado funcionário.

Os mesmos documentos foram encaminhados ao líder do PT na Câmara Legislativa e relator da CPI, deputado Paulo Tadeu, e ao presidente do PT, Roberto Policarpo. Como parlamentar de oposição, nunca indiquei nem pleiteei, como jamais poderia fazer, cargos no atual governo. À época, em conversa com o deputado Raimundo Ribeiro, que teve a hombridade de ligar para o repórter do Estadão e desmentir esse dado da planilha, pude concluir que a inclusão do meu nome se deveu a erro material ou a má fé de quem elaborou a planilha.

Tivessem as conceituadas jornalistas do Correio me ouvido acerca da reportagem, a correção em tempo evitaria esse atingimento da minha honra política.”

Partido independente

Partidos, Política em 28/05/2010 às 14:32

Se a tal frente contra a polarização não vingar, o PSL já tem o plano B. Sai com candidatura majoritária própria. Na cabeça da chapa seu presidente regional, Newton Lins.

Frente contra a polarização

Partidos, Política em 28/05/2010 às 14:29

Um encontro no Lago Sul reuniu nesta sexta-feira (28) presidentes do DEM, PPS, PHS, PTN, PV, PTC e PSL para discutir a possibilidade de uma coligação para as eleições de 2010. A iniciativa foi do presidente do PSL, Newton Lins. A discussão passou pela criação de uma frente partidária contra a polarização existente hoje entre PT e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). “Toda polarização é burra e antidemocrática”, argumenta Lins.

A conversa rendeu dois consensos principais entre os partidos. O primeiro de que é preciso lançar uma candidatura alternativa às que estão apresentadas atualmente. O segundo é de que esta alternativa deve sair com ou sem a participação do PSDB. Os tucanos foram convidados para o encontro, mas preferiram não se envolver por enquanto. As sete legendas decidiram então manter o espaço aberto ao PSDB, mas, caso ele demore a se decidir ou decida se coligar a um outro candidato, a proposta da frente segue da mesma forma.

Uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (2).

PMDB e DEM estariam no esquema

Partidos, Política em 28/05/2010 às 9:51

Do Estado de S. Paulo: O delator do “mensalão do DEM” do Distrito Federal, Durval Barbosa, afirmou ao Estado que o presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema montado pelo governador cassado José Roberto Arruda.

“O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda”, disse Barbosa. Autor dos vídeos que levaram à queda de Arruda, de quem foi secretário de Relações Institucionais, Barbosa afirmou que a participação do presidente nacional do DEM é uma das vertentes da nova fase das investigações, com as quais colabora por meio de um acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal.

“O Ministério Público vai pegar”, afirmou, referindo-se à suposta participação de Rodrigo Maia no desvio de dinheiro do governo do Distrito Federal. O ex-secretário também acusou o PMDB de receber pagamentos mensais do esquema de Arruda.

Barbosa conversou com o Estado na quarta-feira à noite, quando participava de uma festa para mais de 500 pessoas numa das casas de eventos mais badaladas de Brasília. Era a abertura de uma feira de noivas.

Acompanhado da mulher, Kelly, Durval circulou com desenvoltura entre os convidados. Depois de passar meses fora de Brasília sob proteção da Polícia Federal, o ex-secretário, agora com pose de celebridade, tenta voltar às rodas sociais da capital federal.

Camiseta Versace sob o blazer bem cortado e ostentando no pescoço um vistoso pingente de ouro com o nome da mulher, o ex-secretário de Arruda passou pouco mais de duas horas na festa, sempre sob o olhar atento de dois seguranças armados.

A fama adquirida após tornar-se homem-bomba do escândalo que defenestrou Arruda do governo tem feito com que muitos o evitem: no período em que permaneceu no evento, Barbosa conversou com menos de dez pessoas.

Na mesma festa, estava o presidente do DEM no Distrito Federal, senador Adelmir Santana. Razão para constrangimento? Para Barbosa, não. “O constrangimento é de quem roubou”, disse.

A metralhadora do delator do mensalão candango segue ativa. Além de disparar contra o presidente nacional do DEM, Barbosa afirmou que dirigentes do PMDB se beneficiavam do esquema de corrupção montado no governo Arruda.

Cota mensal

O dinheiro, segundo ele, era entregue ao presidente do diretório do partido no DF, o deputado federal Tadeu Filippelli. “Filippelli recebia R$ 1 milhão por mês para o PMDB”, afirmou Barbosa. “Inclusive tem um áudio sobre isso”, emendou.

O ex-secretário se recusou a dar detalhes sobre os supostos pagamentos ao DEM e ao PMDB sob o argumento de que o acordo de delação premiada o impede de falar a respeito de assuntos sob investigação. Ele indicou, porém, que está contando o que sabe ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Indagado sobre o que tem acrescentado às investigações da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela PF em novembro passado, primeiro ele fez mistério. “Vem muito mais por aí”, declarou. Depois, fez mais uma de suas profecias: “Mais uns 60 vão ser presos.”

Preços superfaturados vêm desde 1999

GDF, TCDF em 28/05/2010 às 8:40

Do Correio Braziliense: Auditores do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) apresentaram a engenharia de funcionamento do esquema que sangrava os cofres públicos desde 1999. Num retrospecto, revelaram as irregularidades que já eram identificadas antes do governo de José Roberto Arruda, alvo da Operação Caixa de Pandora. Apontam que as práticas da gestão de Joaquim Roriz, entre 1999 e 2006, eram semelhantes: burlar a licitação para contratar empresas de informática a preços superfaturados.

No balanço de trabalho das 48 auditorias abertas em dezembro passado sobre contratos de 2009, os técnicos deram um histórico das irregularidades voltando uma década. Lembraram que, ao assumir o governo, em 1999, Joaquim Roriz usou o Instituto Candango de Solidariedade (ICS) para contratar pessoal em cargos comissionados sem concurso público e também como intermediador de empresas de informática. Saltou de R$ 70 milhões em 1999 para R$ 600 milhões, em 2005, o volume de recursos repassados do GDF ao ICS para pagamento de prestadoras de serviço escolhidas sem licitação.

Em apenas um contrato com a Linknet e a Prodata, gerido pelo então presidente da Codeplan, Durval Barbosa, o superfaturamento foi de R$ 24 milhões em 2005, segundo apurou auditoria do TCDF. Na exposição dos técnicos do Tribunal, em palestra interna que o Correio acompanhou, ressaltou-se que o órgão não esteve inerte nesse período todo até que o Ministério Público e Polícia Federal agissem na Operação Caixa de Pandora, ocorrida em novembro passado, que implodiu o governo Arruda.

Para os auditores, a diferença entre as irregularidades de Roriz e de Arruda na contratação de informática é apenas uma: na cadeia de subcontratação ilegal de Arruda foi suprimido o ICS. Mas a intenção e a prática continuavam a mesma: gastos volumosos com serviços de informática, burlando licitação. O que direcionava as contratações, beneficiando determinados empresários que, segundo as denúncias da Operação Caixa de Pandora, em troca, abasteciam com propina a suposta rede de corrupção de compra de apoio político para Arruda.

Ralo
O ICS foi usado como ralo de escoamento de dinheiro para empresas de informática até o fim de 2006. Em acordo com o Ministério Público do DF, que tinha diversas investigações e ações judiciais contra o instituto, Arruda extinguiu a entidade, garantindo a aparência de medida saneadora. No entanto, segundo o TCDF, a prática de burla de licitação continuou. Segundo os auditores, as contratações eram realizadas diretamente pela Codeplan.

Entre 2007 e 2009, a empresa era presidida pelo atual governador Rogério Rosso (PMDB). Por meio da assessoria de imprensa, ele esclareceu que, quando assumiu o cargo na Companhia, em março de 2007, toda a parte de informática tinha sido transferida para a Secretaria de Planejamento. Rosso só teria aceitado o cargo com a condição de não ficar sob gestão da Codeplan tais contratos. O que na época era disputado pelo próprio Durval Barbosa, que se transformou no delator de todo o esquema.

Em 2003, na gestão de Roriz, o Tribunal de Contas determinou ao GDF a suspensão de repasses ao ICS. No entanto, o governo e a entidade conseguiram mandados de segurança no Tribunal de Justiça do DF, revertendo a decisão. Em 2004, o TCDF voltou a divergir e mandou Durval Barbosa, na condição de presidente da Codeplan, abster-se de realizar novos contratos por meio do ICS. Pouco adiantou.

Paulo Fona, assessor de imprensa de Roriz, comentou as conclusões do Tribunal de Contas. “Os responsáveis pelos contratos agiam com autonomia administrativa e seguiam o que as respectivas assessorias jurídicas autorizavam. Uma coisa é o Tribunal de Contas dizer agora que não podia ser feito na época tais procedimentos, o que é diferente de afirmar que houve desvio de dinheiro. E o Tribunal de Contas pode ter um entendimento, mas que nem sempre é palavra final. A Justiça autorizou os repasses de dinheiro ao ICS”, explica.

Adversários tinham participação

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 8:36

Do Correio Braziliense: A lista de distribuição de cargos contempla até adversários. O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) tinha a sua fatia na gestão Arruda. Na planilha consta o registro de 11 servidores diretamente vinculados a ele na estrutura do governo. Os afilhados de Roriz estavam assim divididos: três no gabinete do governador, seis em administrações regionais e dois na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Um dos servidores, inclusive, leva o sobrenome do ex-governador — Maria Joaquina Roriz, com um salário de R$ 1.519,71 na Administração Regional do Gama.

Acusado de empregar servidores fantasmas no Senado Federal, o senador da Paraíba Efraim Morais (DEM) tinha, de acordo com a planilha, uma indicação no GDF, uma servidora lotada na Administração do Gama. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) também aparecia como tendo indicado um encarregado na Administração de Santa Maria com salário de R$ 513, um dos mais baixos no organograma do Executivo. Até mesmo um deputado de oposição estava mencionado na planilha com uma indicação. Chico Leite sugeriu, de acordo com o documento apreendido pela PF, a nomeação de Élvio Ramos Ventura, que recebia DAF 6, correspondente a R$ 882,17.

Outro petista citado na planilha é o ex-deputado federal Sigmaringa Seixas, com duas nomeações: uma na Administração do Núcleo Bandeirante e outra na Secretaria de Ciência e Tecnologia. Cada servidor com salário de R$ 1.519,71. Desafeto de Arruda, o deputado federal Laerte Bessa (PSC) tinha uma cota de R$ 76,4 mil para empregar no GDF pessoas de sua confiança. A maior parte foi abrigada na Administração Regional do Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA).

Na época da elaboração do documento, o senador Gim Argello (PTB) contava com 13 servidores de sua confiança na administração direta do DF. Nove funcionários ocupavam cargos na Secretaria de Justiça e Cidadania. O PTB, presidido por Gim, também tinha uma indicação na Casa Civil, o subsecretário de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais, Paulo Goyaz, que em 2009 recebia um salário de R$ 6.112,1.

Os articuladores políticos do governo costumavam reclamar de que Arruda tinha dificuldade para delegar atribuições e gostava de controlar todas as negociações cotidianas. Ao dono das planilhas, José Geraldo Maciel, seu primo de Itajubá (MG), o então governador transferiu, pela primeira vez, a competência de administrar a base aliada. Engenheiro eletricista, Maciel mostrou-se um colaborador sistemático. Arruda foi cassado por infidelidade partidária em meio ao escândalo da Caixa de Pandora. Maciel deixou o cargo tão logo vieram à tona as denúncias do esquema de corrupção.

Critérios de apadrinhamento

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 8:34

Do Correio Braziliense: A barganha no governo era organizada. Tão minuciosamente sistematizada que havia até pontuação para definir quem tinha direito a mais espaço na administração pública. De acordo com o núcleo de poder na gestão de José Roberto Arruda, os servidores de carreira, aqueles contratados por meio de concurso público, valiam 0,2. Menos que os técnicos, cujo peso atribuído e registrado nas planilhas a que o Correio teve acesso com exclusividade era de 0,5. No organograma oficial, os cargos mais valiosos eram os comissionados, aqueles de livre indicação dos políticos, nos quais ficam abrigados os cabos eleitorais.

Os documentos apreendidos durante a Operação Caixa de Pandora expõem uma hierarquia entre os aliados criada especialmente para a partilha dos cargos no GDF. Em uma das planilhas, os políticos eram classificados de acordo com siglas. PBC, por exemplo, significa Parlamentar da Base da Campanha. Essa espécie de político tinha peso de 1,3. Faziam parte do grupo distritais como Alírio Neto (PPS), Aylton Gomes (PR), Batista das Cooperativas (PRP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (que responde a processo por quebra de decoro parlamentar em função da Caixa de Pandora), Júnior Brunelli (ele renunciou para escapar da cassação) e Leonardo Prudente (que também desistiu do mandato para não sofrer as consequências de uma ação por quebra de decoro).

Escore mais alto era concedido aos deputados PSE, que na linguagem do governo Arruda significava Parlamentar na Secretaria. O peso dos PSE correspondia a 1,5. A mais alta patente, com pontuação de 1,7, era para o político tipo PAD, ou Parlamentar na Administração Regional. Apenas dois chegaram a esse patamar: Benedito Domingos e Aylton Gomes, que exerceram, respectivamente os cargos de administradores de Taguatinga e de Planaltina. Quando assumiu a função, Aylton Gomes subiu de nível na estrutura de poder da organização.

No índice desenvolvido durante a gestão Arruda, todas as esferas de parlamentares eram contempladas na qualificação. Senador equivalia a 0,20 e deputados federais, a 0,7. Os partidos políticos ou PTP também estavam discriminados, com índice de 0,10. Até suplentes tinham direito a indicações. Os DFS (deputados federais suplentes), no entanto, eram considerados menos valiosos — 0,35 — que os titulares. Eram menos aquinhoados que os substitutos de distritais, que na escala do governo receberam 0,5 como pontuação.

Escalões
Na divisão dos cargos, o governo separou os deputados em primeiro e segundo escalões. Benedito Domingos e Aylton Gomes, em função da pontuação que lhes cabia, tinham uma cota de R$ 135 mil mensal para indicar seus afilhados políticos no GDF. Eliana Pedrosa, Raimundo Ribeiro, Rôney Nemer, Paulo Roriz e Aguinaldo de Jesus estavam, em tese, num nível abaixo. A cota estabelecida para esses deputados era de R$ 105 mil.

O próximo nível de classificação abarcava os deputados Leonardo Prudente, Wilson Lima, Benício Tavares, Júnior Brunelli, Cristiano Araújo, Batista das Cooperativas, Eurides Brito, Jaqueline Roriz, Alírio Neto e Rogério Ulysses. Esses tinham uma crédito de R$ 95 mil em cargos comissionados. Alírio Neto mudou de padrão quando assumiu a Secretaria de Justiça e Cidadania em fevereiro de 2009. Os suplentes eram tratados como aliados de uma categoria inferior. Podiam chegar a, no máximo, R$ 25 mil por mês. Conforme indicado na reportagem, as cotas, na maioria das vezes, não eram cumpridas. E muitas vezes a partilha se moldava para atender a negociações pontuais para a votação de projetos de interesse do governo na Câmara Legislativa.

A partilha de cargos entre distritais

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 8:28

Do Correio Braziliense: O Correio teve acesso com exclusividade aos registros dos dados armazenados no computador de Maciel apreendido durante a Operação Caixa de Pandora. Mantidos em sigilo no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os documentos esmiuçam um esquema de partilha do poder com base em critérios inventados para atender a uma hierarquia que estabelece gradações entre os aliados.

Comemoração para Arlete

Partidos, Política em 27/05/2010 às 20:17

A petista Arlete Sampaio comemora nesta sexta-feira (28) seu aniversário. A festa, organizada por amigos, será na APCEF, com entrada franca, a partir das 21h.

arlete

PSB pede mandato de Ulysses

Câmara Legislativa, Partidos, TRE em 27/05/2010 às 19:17

O vice-presidente do PSB-DF, Moisés Marques, protocola nesta sexta-feira (28), no Tribunal Regional Eleitoral, o pedido de retomada do mandato do distrital Rogério Ulysses para o partido. O PSB decidiu acionar a Justiça para recuperar a vaga na Câmara Legislativa depois que o diretório nacional confirmou a expulsão do distrital da legenda.

Extinção diante de desorganização

GDF em 27/05/2010 às 19:13

O secretário de Governo do GDF, Geraldo Lourenço, explicou ao blog a confusão ocorrida nesta quinta-feira (27) no Buritinga por conta da exoneração de servidores do governo. Há alguns dias, a Secretaria havia instaurado uma auditoria na Coordenadoria de Serviços Públicos. A medida teve dois motivos. O primeiro uma desorganização instalada no órgão, segundo o secretário. O segundo, um projeto de reestruturação da pasta. Antes mesmo da conclusão oficial da auditoria, foram identificados problemas na organização da Coordenadoria, responsável pela emissão de licenças e autorizações de comércio como para feirantes, ambulantes, etc. Entre eles, processos fora de andamento e servidores que trabalhariam de madrugada e não em horário normal de expediente.

A decisão do secretário então foi extinguir o órgão, exonerar os servidores e aproveitar os mais competentes em outras áreas do GDF. A decisão foi anunciada na quarta-feira (26), quando os agora responsáveis pelos processos da Coordenadoria apareceram no Buritinga para fazer a transição dos processos. “Algumas pessoas não receberam bem a notícia. Misturaram a decisão técnica com a política. Mas essa não é minha seara, sou técnico e não me envolvo com política”, explicou o secretário.

O clima esquentou ainda mais quando uma servidora tentou sair com caixas fechadas do setor. Sem conhecer o conteúdo do que estava sendo levado, a segurança pediu que ela voltasse com o material. Para evitar novos incidentes como esse, a Secretaria decidiu lacrar a Coordenadoria nesta quinta para organizar todo o material reunido no local. Só então, liberaria as salas para os servidores. “A maioria dos funcionários entendeu a situação. Essa confusão foi causada por dois ou três com motivações políticas”, garantiu.

Nesta sexta-feira (28) o governador recebe os servidores para esclarecer os mal-entendidos.

PMDB quer adiar anúncio de alianças

Partidos, Política em 27/05/2010 às 19:01

PMDB-DF tem reunião da executiva regional nesta sexta-feira (28) para discutir as opções eleitorais do partido para outubro deste ano. Os peemedebistas pretendem deixar para a convenção regional, prevista para o dia 19 ou 20 de junho, a decisão oficial sobre as possibilidades de coligação para as eleições. A estratégia é ganhar tempo para convencer o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, a desistir da aliança com o PT.

Estudantes querem fiscalizar Passe Livre

Câmara Legislativa, GDF, Transporte em 27/05/2010 às 17:12

O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, vai tentar intermediar uma reunião entre estudantes e Governo do Distrito Federal para tratar do projeto do Passe Livre. O Movimento Estudantil quer ter acesso às informações sobre execução e custos do benefício implementado hoje no DF.

Tadeu recebeu esta semana representantes dos Diretórios Centrais de Estudantes (DCE’s) da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica de Brasília (UCB). Os líderes estudantis entregaram ao parlamentar sugestões de emendas ao novo projeto do Passe Livre Estudantil que tramita na Casa.

Relator pode ser definido em sorteio

Câmara Legislativa em 27/05/2010 às 16:44

Com a Comissão de Constituição e Justiça sem presidente desde a substituição de Raad Massouh (DEM), os deputados distritais discutem a possibilidade de se escolher por sorteio o relator para o processo por quebra de decoro contra Eurides Brito (PMDB), que precisa ser votado na comissão antes de chegar a plenário. A medida dispensaria uma eleição urgente para presidente, uma vez que cabe a ele escolher o relator para as proposições em análise na comissão. A CCJ tem o prazo de cinco sessões ordinárias, a contar desta quinta-feira, para colocar em votação o pedido de cassação contra Eurides. Na comissão, porém, é avaliada apenas a parte formal do processo.

Defesa dos servidores exonerados

Câmara Legislativa, GDF em 27/05/2010 às 16:31

O assunto que esquentou o plenário da Câamra Legislativa nesta quinta-feira (27) foi a exoneração de 147 servidores da Coordenadoria de Serviços Públicos do GDF. O debate, acalorado, não foi por conta das exonerações. Mas pela operação de guerra que se montou no Buritinga nesta manhã para formalizar a saída desses funcionários. Segundo relato dos funcionários, que assistiam à sessão da galeria, o departamento foi fechado sem que eles pudessem esvaziar suas gavetas ou retirar objetos pessoais das salas. Além disso, vários foram obrigados a passar por revista e tiveram os carros revistados.

“Exonerar servidores em cargos de confiança é prerrogativa do governo, mas o que nos chamou atenção foi que eles foram dispensados sem ao menos passar o serviço para os novos servidores. Além disso, com a desculpa de uma operação pente-fino, lacraram as portas do Buritinga e eles ainda tiveram de sair como se fossem bandidos”, denunciou Eliana Pedrosa (DEM). A deputada contou que conversou que o governador Rogério Rosso (PMDB) e ele teria dito que desconhecia a situação. E aceitou receber os ex-servidores em uma reunião nesta sexta-feira (28) às 17h.  

A afirmação de que o governador não sabia das exonerações provocou ainda mais discussões em plenário. “O governador sabia, sim, porque esses servidores foram à casa dele na noite de quarta-feira, falar das exonerações”, criticou a distrital Jaqueline Roriz (PMN). “Como o governador não sabia de exoneração assinada por ele?” , questionou Raimundo Ribeiro (PSDB).

360 graus na política

Partidos, Política em 27/05/2010 às 15:42

Analistas políticos da cidade acreditam que dois outros candidatos correm o risco de sofrer o mesmo fenômeno “360º” que sofreu o deputado Geraldo Magela (PT). O petista era pré-candidato a deputado federal, foi inflado para candidato ao governo, cogitou-se umacandidatura ao Senado, mas acabou pré-candidato à reeleição novamente. No mesmo caminho estariam o democrata Alberto Fraga e a tucana Maria de Lourdes Abadia.

Plebiscito para militares

Partidos, Política em 27/05/2010 às 14:27

Empenhados em unir os esforços para eleger candidatos fortes que defendam os interesses da corporação na Câmara Legislativa e na Câmara dos Deputados, policiais militares do Distrito Federal criaram um espaço na Internet para que os pré-candidatos da categoria coloquem suas candidaturas à prova em um plebiscito. Dessa forma, a categoria lançaria apenas os nomes mais votados e concentraria os votos de forma a elegê-los.

Na página virtual, batizada de “Prévias da PMDF’, os idealizadores da votação explicam que o espaço é um instrumento para “auxiliar a organização política, bem como ampliar as representações nas esferas dos poderes legislativos e executivos”. O objetivo é atestar o atual nível de aceitação dos pré-candidatos da PM, para os policiais possam investir nos mais fortes.

O prazo para inscrição das candidaturas acaba neste domingo (30). Até esta quinta (27), o plebiscito já contava com 24 pré-candidatos a distrital inscritos e nove a federal. A votação está marcada para os dias 4 a 6 de junho. Para conhecer os candidatos, se inscrever, votar ou apenas conhecer o espaço virtual, clique aqui.

Comissão vota por cassação

Câmara Legislativa em 27/05/2010 às 11:55

Comissão de Ética aprova por unanimidade pedido de cassação da deputada Eurides Brito (PMDB) por quebra de decoro parlamentar. Deputados Paulo Roriz (DEM), Raimundo Ribeiro (PSDB), Batista das Cooperativas (PRP) e o presidente da comissão, Aguinaldo de Jesus (PRB), votaram com a relatora do processo, Erika Kokay (PT), que recomendou a cassação de Eurides por acreditar que a deputada está envolvida nas denúncias da Operação Caixa de Pandora.

O processo agora é encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Constatada a legalidade do processo, ele segue para plenário. Para cassação, são necessários 13 votos contrários a Eurides.

Deputados negam extinção de processo

Câmara Legislativa em 27/05/2010 às 11:53

Antes mesmo de votar o relatório de Erika Kokay (PT) sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra Eurides Brito (PMDB), os integrantes da Comissão de Ética da Câmara Legislativa negaram o pedido do advogado de Eurides para que o processo fosse extinto. O pedido argumentava que o processo deveria ser arquivado uma vez que Eurides já estava afastada do cargo por decisão da Justiça.

Tucanos se reúnem nesta quinta

Partidos, Política em 27/05/2010 às 9:37

Executiva do PSDB-DF se reúne nesta quinta-feira (27). Na pauta do  encontro, mais discussões sobre o rumo do partido nas eleições de outubro deste ano. Os tucanos ainda não bateram o martelo sobre para qual lado a legenda segue nesta disputa - uma candidatura própria ou uma coligação, que poderia ser com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). A expectativa é grande. A reunião tucana está marcada para às 18h30, na sede do partido na Asa Norte.

Resultado do pente-fino do TCDF

GDF, TCDF em 27/05/2010 às 9:03

Do Correio Braziliense: A partir das denúncias da Operação Caixa de Pandora, o Tribunal de Contas criou uma força-tarefa para examinar os contratos do GDF referentes a 2009. Foram abertas 48 auditorias no fim do ano passado e 70% estão prontas. Confira as principais irregularidades:

Contratos de informática

Valor excessivo de locação de equipamentos. Preços elevados comparados aos contratos da área federal e do próprio TCDF. Em um contrato específico do Banco de Brasília, por exemplo, era pago por equipamento R$ 330, quando deveria sair por R$ 60.

Pagamento antecipado de manutenção.

Pelo contrato, o serviço de help-desk seria realizado por chamada a cada necessidade e pago quando realizado. No entanto, as empresas foram remuneradas previamente por um serviço que nem se sabia se realmente seria preciso executar. E apenas 25% das pessoas previstas para help-desk realmente exerciam o trabalho.

Compra de licenças de uso de software bem acima da necessária. A quantidade de programas de computador era superior à quantidade de equipamentos disponíveis para instalação.

Ausência de estudos que comprovassem que o aluguel dos computadores era mais vantajoso que a compra.

Serviço de cópias

Sobrepreço para cada reprodução. Número de máquinas copiadoras instaladas inferior ao que constava como alugadas no contrato. Ou seja, o GDF pagou por um número maior de equipamentos sem usufruí-los. Em um contrato de R$ 5,5 milhões, para um pacote de 2 milhões de cópias, o superfaturamento foi de R$ 4 milhões. Por uma cópia que poderia sair a R$ 0,06, o governo pagava R$ 0,13.

Serviço de vigilância

Empresas terceirizadas não forneciam uniformes, botas, colete e cassetete para os vigias, o que deveria ser garantido pelo valor pago no contrato.

Problemas gerais

Falseamento de pesquisa de mercado — ata de registro de preços sem pesquisa de mercado conforme exigência legal em diversos contratos. Nos que havia a pesquisa, as empresas consultadas eram incapazes de fornecer o objeto licitado. Propostas apresentadas por empresas com registro social divergentes do serviço solicitado.

Reconhecimento de dívidas por parte do GDF sem prova completa da execução dos serviços. Ausência de prova jurídica do contrato que gerava as cobranças.

Preços superfaturados

Prorrogações de contratos já vencidos, o que é ilegal.

Executores de contrato nomeados pelo GDF no fim do serviço, atestando pagamentos em período retroativo quando nem estavam na função.

Julgamento

As conclusões das auditorias estão sendo encaminhadas à presidência do TCDF para designação de relatores aos respectivos processos. Em seguida, serão submetidas ao julgamento do plenário. Cada uma terá julgamento em separado.

Punições (previstas para os gestores dos contratos)

Multa de até R$ 12 mil.

Inabilitação para assumir cargos em comissão por até oito anos.

Comunicação das apurações ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para eventuais medidas judiciais penais.

Pandora pode ter 300 investigados

Câmara Legislativa, GDF em 27/05/2010 às 8:45

Do Correio Braziliense: Seis meses depois da deflagração da operação que abalou o mundo político na capital do país, a Caixa de Pandora ainda reserva muitas surpresas. Força-tarefa formada por promotores de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que trabalha em parceria com a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge e com a Polícia Federal (PF), apura a participação de aproximadamente 300 pessoas relacionadas direta ou indiretamente ao suposto esquema de corrupção que enriquecia autoridades em troca de apoio à gestão de José Roberto Arruda com dinheiro desviado de contratos públicos. Essa investigação, ainda não concluída, tem como propósito embasar as denúncias que serão ajuizadas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra todos os envolvidos na revelada organização criminosa.

Além da análise de documentos apreendidos nas buscas ocorridas em 27 de novembro de 2009 e em outras duas operações realizadas posteriormente, os investigadores aguardam o resultado das perícias da PF nos computadores recolhidos nas casas e nos gabinetes dos suspeitos, entre os quais o conselheiro Domingos Lamoglia, do Tribunal de Contas do DF, do ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel e do ex-chefe de gabinete de Arruda Fábio Simão. Os laudos são vitais para construir a lógica das ações penais que vão apontar uma quadrilha que desviava dinheiro com várias ramificações.

A estratégia do MP será dividir as denúncias em vários núcleos: comando, operação, apoio político e relações empresariais. A intenção é evitar uma ação penal com muitos réus, o que dificultaria o andamento processual e poderia levar a nenhuma condenação, mesmo após tanto trabalho investigativo. Casos complexos como o processo do mensalão do governo Lula, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), em que o então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, denunciou 40 pessoas, transcorrem durante anos e há risco de prescrição sem um desfecho judicial.

No total, Raquel Dodge, responsável pela Operação Caixa de Pandora, deverá propor cerca de 10 ações penais. Ela já ajuizou duas denúncias contra Arruda. Numa delas, o ex-governador e outras cinco pessoas são acusados de compra de testemunha, o jornalista Edson Sombra, motivação da prisão preventiva que o manteve na prisão por dois meses entre fevereiro e abril. Arruda também foi denunciado por falsificação de documento. A ação se refere aos recibos que atestariam recebimento de dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa como doação para compra de panetones para pessoas carentes.

Derrocada
Na avaliação do Ministério Público, os documentos foram forjados quando Arruda tentou criar uma versão para o vídeo em que aparece recebendo R$ 50 mil de Durval — a imagem é o pivô de sua derrocada. As duas ações tramitam no STJ, mas poderão ser baixadas para o Tribunal de Justiça do DF porque ele não tem mais foro especial. O Inquérito nº 650 ainda permanecerá nas mãos de ministros do STJ por força do foro especial de que ainda dispõe o conselheiro Domingos Lamoglia. Alvo de processo administrativo disciplinar no TCDF, ele pode ser aposentado compulsoriamente. Em caso de aposentadoria, o foro especial cai.

Enquanto Arruda se recupera psicologicamente da maior crise da história do DF, seu algoz, Durval Barbosa, começa a retomar a vida normal. Ele ainda colabora com a Justiça e o MP, mas já circula pela cidade. Cada vez que decide contar um pouco do que sabe sobre desvios de recursos, Durval provoca estrago, como recentemente quando prestou depoimento à deputada Érika Kokay (PT), no processo por quebra de decoro contra Eurides Brito (PMDB). O colaborador da Operação Caixa de Pandora sustentou que o PT também tem os seus pecados.

Agenda positiva para novo presidente

Política, Senado em 26/05/2010 às 20:30

Já de olho nas políticas públicas do novo governo federal, o Sebrae fechou nesta quarta-feira (26) uma agenda com ações consideradas indispensáveis para o fortalecimento da pequena empresa no Brasil. O documento será entregue a todos candidatos presidenciáveis. A agenda foi feita a partir da discussão dos conselheiros do Sebrae, reunidos em encontro da entidade no centro de convenções Brasil 21.

Presidente do Conselho Nacional do instituto, o senador Adelmir Santana (DEM) anunciou que se licencia do cargo no próximo dia 3 para concorrer nas próximas eleições.

Chapa contemplaria seis legendas

Partidos, Política em 26/05/2010 às 18:44

A briga pelas suplências de senador na chapa majoritária petista promete esquentar ainda mais nos próximos dias. Em um almoço com os presidentes dos partidos que devem compor a coligação com o PT - PSB, PDT, PCdoB e PMDB - esta semana, foi discutida a proposta de uma chapa “plural”. A ideia era agraciar na majoritária todas as seis legendas da ampla aliança que deve ser consolidar do Distrito Federal - PT, PDT, PSB, PMDB, PCdoB e PRB. PT ficaria com o candidato ao governo, PMDB com o vice, PSB e PDT com as candidaturas ao Senado. Ao PRB e ao PCdoB restariam as duas primeiras suplências de senador. E os dois partidos não estão dispostos a abrir mão dessa participação na chapa.

Caberá agora ao PT contornar mais este impasse - já que no encontro regional da legenda, os petistas definiram que as suplências ficariam com o partido.

Policiais fazem paralisação

Segurança em 26/05/2010 às 17:42

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) anunciou que a categoria fará uma paralisação de 48 horas a partir das 8h desta quinta-feira (27). O movimento é um protesto pelo que o sindicato considerou um “descaso do Governo Federal com a Segurança Pública do DF”. Os policiais pedem a reestruturação da carreira que precisaria ser feita até o dia 30 de junho, segundo o prazo da legislação eleitoral.

Durante os dois dias, estarão suspensos os serviços de atendimento nas unidades da Polícia Civil. Só 30% do efetivo policial continuará exercendo as atividades essenciais de Polícia Judiciária. Neste período, o sindicato fará uma vigília em frente à Presidência da República (CCBB). A concentração será as 14h de quinta.

Deputada promete não interferir

Câmara Legislativa em 26/05/2010 às 16:54

Em sua entrevista coletiva, a deputada Eurides Brito (PMDB) provocou a relatora do processo por quebra de decoro da qual é alvo, Erika Kokay (PT), ao lembrar que a petista passou por processo semelhante no início desta legislatura. Acusada por um ex-servidor de fazer caixa dois na campanha, Erika teve o pedido de quebra de decoro arquivado na Comissão de Ética (leia aqui nota de esclarecimento divulgada por Erika à época).

Eurides insinuou que a colega só teria se livrado da cassação por interferência do governo federal, que pediu o arquivamento do processo ao governo local. “Eu não farei pedido algum, nem vou querer que interfiram a meu favor. Cada parlamentar deve votar com sua consciência”, prometeu Eurides.

Outra crítica da peemedebista à relatora do processo foi a retirada do depoimento de Durval Barbosa do relatório final. Eurides afirmou que as declarações de Durval eram uma importante peça em sua defesa.

Eurides vai recorrer à Justiça

Câmara Legislativa em 26/05/2010 às 16:38

Do Correio Braziliense: A deputada afastada Eurides Brito (PMDB) disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira (26), que vai entrar na Justiça para questionar o relatório que pede a cassação de seu mandato de distrital. Segundo Eurides, a relatora Érika Kokay (PT) foi “desonesta” ao retirar de seu parecer o depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa à Comissão de Ética da Casa. Para Eurides, a petista fez isso para preservar seu partido, que foi acusado por Durval, durante a oitiva, de ter “pecadores”.

Eurides garantiu que não vai renunciar até o momento da votação no plenário da Câmara Legislativa, que decidirá pela cassação ou não de seu cargo como deputada . Afirmou, no entanto, que independentemente do resultado não pretende mais concorrer a nenhum cargo eletivo. “Vou respeitar a compulsória (aposentadoria no serviço público aos 70 anos), até porque já passei três anos desse prazo”, disse Eurides, revelando pela primeira vez sua idade.

Está marcada para quinta-feira (27) a análise do parecer da relatora na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Eurides foi enquadrada nos crimes de lesão ao erário, de formação de quadrilha e de improbidade administrativa. É provável que a opinião de Érika Kokay prevalesça sobre entre a maioria dos cinco integrantes da comissão.

Apenas um voto na enquete

Blog em 26/05/2010 às 16:03

Um esclarecimento aos leitores desavisados que, inúmeras e injustas vezes, me acusam de impedi-los de votar nas enquetes. Este blog tem um recurso que só registra um voto por IP. Ou seja, cada computador tem direito a votar apenas uma vez. Depois desse primeiro voto, a enquete passa a aparecer já com os resultados parciais. Então, em locais de trabalho em que esses IPs são compartilhados por diversos computadores, como no caso de servidores em rede (como na Câmara Legislativa e no Congresso Nacional), a primeira pessoa que conseguir votar inviabilizará o voto dos demais colegas que compartilham o mesmo IP. O recurso serve para dificultar a manipulação das enquetes, pois sempre existem os espertinhos que tentam votar várias vezes na mesma resposta. Logo, antes de espernear e fazer acusações infundadas, que tal conferir que tipo de IP você está usando?

PT e DEM se saem bem na espontânea

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 26/05/2010 às 15:30

Cenário com intenções de voto, em pesquisa espontânea, para deputado distrital, feita pelo Instituto O&P. O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010). Confira:

Paulo Tadeu (PT) - 3,3%

Reguffe (PDT) - 2,3%

Erica Kokay (PT) - 1,8%

Tadeu Filippelli (PMDB) - 1,6%

Jaqueline Roriz (PMN) - 1,5%

Chico Leite (PT) - 1,4%

Eliana Pedrosa (DEM) - 0,9%

Arlete Sampaio (PT) - 0,8%

Geraldo Magela (PT) - 0,8%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 0,8%

Aylton Gomes (PR) - 0,8%

Paulo Roriz (DEM) - 0,7%

Branco/Nulo - 0,5%

Chico Vigilante (PT) - 0,5%

Raad Massouh (DEM) - 0,5%

Izalci Lucas (PR) - 0,5%

Rogério Ulysses (sem partido) - 0,5%

Augusto Carvalho (PPS) - 0,5%

Benedito Domingos (PP) - 0,4%

Osório Adriano (DEM) - 0,4%

Rôney Nemer (PMDB) - 0,4%

Outros - 13,7%

Nenhum - 6,6%

NS/NR - 59%

Petistas na frente para federal

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 26/05/2010 às 14:21

Confira intenções de voto para deputado federal, em pesquisa estimulada do Instituto O&P. Resultados mantém na liderança praticamente os mesmos distritais citados na pesquisa do Instituto Soma, divulgada na terça-feira (clique aqui para ver).

Erica Kokay (PT) - 8,9%

Paulo Tadeu (PT) - 7,9%

Jaqueline Roriz (PMN) - 7,5%

Reguffe (PDT) - 6,3%

Tadeu Filippelli (PMDB) - 6%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 4,6%

Robson Rodovalho (PP) - 4,6%

Geraldo Magela (PT) - 4,5%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 4,4%

Laerte Bessa (PSC) - 3,8%

Izalci Lucas (PR) - 2,7%

Alberto Fraga (DEM) - 2,4%

Jofran Frejat (PR) - 2,1%

Osório Adriano (DEM) - 2%

Augusto Carvalho (PPS) - 2%

Ana Cristina Kubitschek (DEM) - 0,7%

José Edmar (PSDB) - 0,6%

Egmar Tavares (PTdoB) - 0,6%

Ricardo Quirino (PR) - 0,4%

Messias de Souza (PCdoB) - 0,4%

Weber Magalhães (PSDB) - 0,3%

Marcio Machado( PSDB) - 0,3%

Roberto Policarpo (PT) - 0,3%

Nenhum - 13,3%

NS/NR - 13,6%

O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010).

Militares querem reajuste

GDF, Segurança em 26/05/2010 às 12:52

Policiais e bombeiros militares do Distrito Federal começam a se mobilizar contra a proposta de reajuste entregue pelo GDF ao governo em favor da categoria. A reclamação é de que o reajuste - calculado em cima da Gratificação de Condição Especial de Função (GCEF) - foi pedido de forma escalonada dentro das corporações. Ou seja, tenentes e coronéis ganhariam mais que soldados e cabos. O argumento da categoria é de que a gratificação sempre foi reajustada de forma igualitária para todos.

A reivindicação dos militares foi reforçada pelo vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT), no plenário da Casa. Patrício criticou a forma como as negociações estão sendo conduzidas pelo governo. Segundo ele, uma reunião foi marcada com as associações de militares e com a presença do ex-deputado João de Deus (PPS), também militar. Mas o encontro deixou de fora os parlamentares representantes da categoria como ele próprio e o distrital Aylton Gomes (PR), que é bombeiro.

A proposta de reajuste encaminhada pelo Executivo local também apresentou erros formais. Por isso, está parada no governo federal.

Intenções de voto para o Senado

Partidos, Política, Senado em 26/05/2010 às 11:15

Pesquisa do Instituto O&P avaliou também intenção de votos para Senador. Confira o quadro:

TOTAL

1º VOTO

2º VOTO

Cristovam Buarque (PDT)

47,8%

39%

8,8%

Rollemberg (PSB)

33,9%

13%

20,9%

Gim Argelo(PTB )

18,1%

9,1%

9%

Adelmir Santana (DEM)

8,6%

5,6%

3%

Nenhum

47,7%

19,1%

28,6%

NS/NR

43,9%

14,1%

29,8%

O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010).

Em jogo, a indicação de suplentes

Partidos, Política em 26/05/2010 às 9:48

Uma vez que a aliança com o PMDB é questão resolvida para o PT - o partido já a aprovou - a discussão do momento na legenda é a indicação das suplências de senador. Resolução do encontro regional havia definido que as suplências seriam ocupadas por petistas, já que eles abriram mão da segunda vaga de candidato ao Senado. Uma delas, inclusive, estava sendo cobiçada pelas mulheres da legenda, que querem uma participação maior na chapa majoritária. No início da semana, porém, o PT ofereceu ao mais novo aliado, o PRB, a suplência de um dos candidatos ao Senado, no caso, Cristovam Buarque (PDT). A oferta causou protestos internos.

Diante das queixas, Rodrigo Rollemberg (PSB), segundo candidato a senador da chapa, prontamente anunciou que quer um suplente do PT. Interessado em garantir uma boa relação com a militância petista, Rollemberg preferiu não entrar na briga, que ainda promete mais discussões no partido.

A batalha dos vices

Partidos, Política em 26/05/2010 às 7:30

A pesquisa da O&P fez uma sondagem interessante. Aos seus 1.200 entrevistados, o instituto perguntou se o fato de um político específico compor uma chapa como candidato a vice-governador aumentava ou não a disposição do entrevistado de votar nesta chapa. A pergunta foi feita em quatro versões: com Tadeu Filippelli (PMDB), Jofran Frejat (PR), Arlete Sampaio (PT) e Robson Rodovalho (PP). Confira os resultados:

Com Filippelli como candidato a vice:

Aumenta muito a disposição de votar - 3,4%

Aumenta - 11,3%

Não altera - 55,3%

Diminui - 12,1%

Diminui muito - 6,6%

NS/NR - 11,3%

Com Frejat como candidato a vice:

Aumenta muito - 4,2%

Aumenta - 13,8%

Não altera - 56,1%

Diminui - 8%

Diminui muito - 5,7%

NS/NR - 12,3%

Com Arlete como candidata a vice:

Aumenta muito a disposição de votar - 4,4%

Aumenta - 12,4%

Não altera - 53,2%

Diminui - 9,3%

Diminui muito - 7,3%

NS/NR - 13,4%

Com Rodovalho como candidato a vice:

Aumenta muito - 2,4%

Aumenta - 11,1%

Não altera - 54%

Diminui - 9,7%

Diminui muito - 8,9%

NS/NR - 13,8%

A conclusão é alentadora principalmente para o PT. Para um pouco mais da metade dos eleitores, a escolha do vice, seja ele quem for, não faz diferença na hora de escolher em quem votar.

Roriz e Agnelo no segundo turno

Partidos, Política em 26/05/2010 às 6:26

O Instituto O&P Brasil fez também pesquisa de intenções de voto estimuladas para governador. A sondagem foi feita entre os dias 21 e 24 de maio, com 1.200 entrevistas e  margem de erro de 2,8 %. Confira:

Cenário 1:

Joaquim Roriz (PSC) - 40,9%

Agnelo Queiroz (PT) - 28,4%

Alberto Fraga (DEM) - 4,2%

Toninho (PSol) - 3,1%

Nenhum/BR/Nulo - 14,8%

NS/NR - 8,7%

Cenário 2:

Joaquim Roriz (PSC) - 38,9%

Agnelo Queiroz (PT) - 27,7%

Alberto Fraga (DEM) - 3,8%

Toninho (PSol) - 2,4%

Rogério Rosso (PMDB) - 2,1%

Nenhum/BR/Nulo - 15,7%

NS/NR - 9,4%

Cenário 3:

Agnelo Queiroz (PT) - 30,4%

Rogério Rosso (PMDB) - 7,4%

Alberto Fraga (DEM) - 6,3%

Toninho (PSol) - 5,5%

Nenhum/BR/Nulo - 33,7%

NS/NR - 16,6%

Indecisos ainda são maioria

Partidos, Política em 26/05/2010 às 6:07

Mais pesquisa apara animar o cenário. Dessa vez do Instituto O&P Brasil, realizada entre os dias 21 e 24 de maio, com 1.200 entrevistas. A pesquisa tem margem de erro de 2,8 % e foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010). Confira as intenções de voto para governador do DF, em sondagem espontânea:

Joaquim Roriz (PSC) - 25,7%

Agnelo Queiroz (PT) - 14,1%

Rogério Rosso (PMDB) - 2,1%

Cristovam Buarque (PDT) - 1,5%

José Roberto Arruda (sem partido) - 1,4%

Alberto Fraga (DEM) - 0,6%

José Antônio Reguffe (PDT) - 0,6%

Geraldo Magela (PT) - 0,3%

Toninho do PSOL - 0,3%

Donizete - 0,3%

Outros - 1,3%

Nenhum - 5,8%

Branco/ Nulo - 0,7%

NS/NR - 45,4%

PMDB deve ficar com PT

Partidos, Política em 25/05/2010 às 20:53

Entre os peemedebistas é dada como certa a aliança do partido com o PT para as eleições de outubro deste ano. O consenso teria sido alcançado nesse final de semana, durante as comemorações do Divino Espírito Santo, em Planaltina. O aviso de que o partido fechará a aliança com o PT chegou a ser dado aos petistas. Eles, porém, preferem não se pronunciar antes da confirmação oficial da coligação.

O PMDB estaria agora organizando as formalidades da aliança. Uma reunião de diretório deve ser marcada nos próximos dias para fechar a questão e anunciar a decisão formal do partido.

Título a Márcia Fernandez

Câmara Legislativa, Partidos em 25/05/2010 às 20:39

Ex-secretária adjunta da Secretaria de Desenvolvimento Social, a peemedebista Márcia Fernandez recebe título de Cidadã Honorária de Brasília nesta sexta-feira (28). O título vai ser concedido por iniciativa da ex-secretária da pasta Eliana Pedrosa (DEM). A sessão solene será no plenário da Câmara Legislativa, a partir das 19h.

PSOL define pré-candidatos ao Senado

Partidos, Política em 25/05/2010 às 18:32

O PSOL-DF já decidiu quem serão os nomes do partido na disputa ao Senado Federal: o jornalista Chico Santana e o professor e maestro Jorge Antunes. O partido está  animado com os índices de intenção de voto registrados por Toninho do PSOL, seu candidato ao GDF, nas últimas pesquisas no DF. A aposta é de que a legenda crescerá o suficiente para eleger, ao menos, um deputado distritais nesta eleição.

Orçamento traz queda de receita

Câmara Legislativa, GDF em 25/05/2010 às 17:32

Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa aprovou nesta terça-feira (25) o relatório preliminar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Relator da proposta e presidente da comissão, o deputado Cristiano Araújo (PTB) fez um alerta ao analisar o projeto: o orçamento do Distrito Federal para 2011 traz uma projeção negativa de arrecadação.

Os cálculos feitos pelo relator mostraram que a diferença entre a receita fiscal estimada para o próximo ano e a despesa do GDF é de R$ 358,7 milhões para menos (ou seja, despesa maior que receita).

Ainda segundo o documento, também houve redução nas receitas fiscais em 2009 de 5,15% com relação ao estimado. O desempenho de 2010 ainda não foi calculado. A queda na arrecadação seria decorrente dos efeitos da crise econômica internacional, que acabaram influenciando a receita total do DF - que inclui repasses federais, arrecadação de tributos e multas, cobranças por serviços e vendas de bens, dentre outras fontes de renda. Ao todo, a capital arrecadou R$ 7,5 bilhões contra a previsão de R$ 7,7 bilhões. Uma redução de 2,9%.

Cristiano Araújo requisitou informações adicionais ao GDF sobre as perdas de arrecadação. “Queremos explicações técnicas mais completas para que possamos elaborar o Orçamento de 2011 sem maiores dificuldades”, disse o parlamentar. A LDO tem de ser aprovada no plenário até junho.

Distritais criticam troca de administradores

Cidades, Câmara Legislativa, GDF em 25/05/2010 às 16:51

Deputados distritais do bloco independente da Câmara Legislativa subiram na tribuna da Casa nesta terça-feira (25) para criticar a troca dos administradores regionais de Sobradinho e da Estrutural. Raimundo Ribeiro (PSDB) reclamou da substituição de Alexandre Yanes, administrador de Sobradinho indicado por ele, por Carlos Augusto, novo nome indicado pelo democrata Raad Massouh.

“Ficou claro que os critérios para nomeação foram os votos da eleição indireta”, afirmou Ribeiro, que votou em Wilson Lima. Já Raad se absteve. “O Carlos pode até ser uma pessoa correta. Minha crítica é ao método. Ao coronelismo que se implantou no Distrito Federal”, afirmou Ribeiro, que defendeu a aprovaçao de Yanes diante da população da cidade.

Outra mudança criticada foi na Administração da Estrutural. O policial  Alceu de Matos foi substituído pelo jornalista Maurizon Alves Abadio. Alceu, era indicação do democrata Paulo Roriz, que votou em Wilson Lima. Já Maurizon, é de Geraldo Naves (sem partido), que votou no governador Rogério Rosso.

PR analisa queixa contra distrital

Partidos, Política em 25/05/2010 às 16:19

A direção regional do PR-DFestá analisando um pedido de abertura de processo contra o deputado distrital Aylton Gomes (PR) dentro da legenda. O pedido foi feito por um filiado, questionando ações de Aylton como a participação na viagem à Goiânia do grupo que elegeu Rogério Rosso (PMDB), na eleição indireta para governador, contrariando a determinação do partido para que fosse eleitor de Wilson Lima. Se for aceito na Comissão de Ética, o processo pode terminar até mesmo em retirada da legenda para a eleição de outubro deste ano.

Relatório pede cassação de Eurides

Câmara Legislativa em 25/05/2010 às 16:06

Da Câmara Legislativa: A deputada Erika Kokay (PT) recomendou a cassação do mandato da distrital afastada Eurides Brito (PMDB) por quebra de decoro parlamentar, em relatório apresentado na tarde desta terça-feira (25) à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa. O relatório será apreciado pelos integrantes da Comissão em reunião extraordinária nesta quinta-feira (27), às 10h, convocada pelo deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), presidente do colegiado.

Caso o relatório seja aprovado pela Comissão, a cassação do mandato ainda terá que ser analisada pelo Plenário da Casa na forma de um projeto de resolução. Se o projeto receber 13 votos favoráveis, Eurides perderá o mandato parlamentar.

A relatora do processo concluiu que contra Eurides Brito há indícios de formação de quadrilha, crime de natureza continuada e recebimento de recursos ilícitos. Segundo Kokay, as diligências e os depoimentos colhidos durante o processo evidenciaram várias contradições e não sustentaram a defesa apresentada pela distrital afastada.

“Esperamos agora que a sociedade possa ter a certeza de que esta Casa não está coberta pelo manto da impunidade”, assinalou Kokay.

Além de Aguinaldo de Jesus, também acompanharam a entrega do documento os deputados Raimundo Ribeiro (PSDB), Paulo Roriz (DEM) e Batista das Cooperativas (PRP), integrantes da Comissão de Ética.

Números - O processo contra a distrital Eurides Brito tem 12 volumes e mais de 2 mil páginas. Já o relatório apresentado nesta terça-feira conta com 126 páginas. A parte conclusiva do documento tem cerca de 20 páginas.

Intenções de votos para federal

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 25/05/2010 às 14:20

Confira cenário estimulado para deputado federal, de acordo com pesquisa do Instituto Soma:

Jaqueline Roriz (PMN) - 17%

Indecisos - 13%

Branco / Nulo - 12%

Paulo Tadeu (PT) - 10%

Bispo Rodovalho (PP) - 10%

José Antônio Reguffe - 9%

Erika Kokay (PT) - 8%

Izalci Lucas (PR) - 5%

Augusto Carvalho (PPS) - 4%

Osório Adriano (DEM) - 4%

Roney Nemer (PMDB) - 3%

Laerte Bessa (PSC) - 3%

Pastor Egmar (PTdoB) - 2%

Maurício Corrêa (PSDB) - 2%

Márcio Machado (PSDB) - 0%

Abadia com chances para Senado

Partidos, Política em 25/05/2010 às 12:24

Os tucanos que defendem a coligação do PSDB com a candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) ficaram eufóricos com o resultado da pesquisa do Instituto Soma para o Senado Federal. Isso porque a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) aparece em segundo lugar atrás apenas do senador Cristovam Buarque (PDT), que tenta a reeleição. Nos demais cenários, Abadia também aparece bem, sempre acima dos 20% das intenções de votos. Na leitura tucana, Abadia tem grandes chances de se eleger senadora na coligação com Roriz, o que interessaria à candidatura de José Serra a presidente e ao partido.

O argumento não deve ser ignorado na tarde desta terça-feira (25), quando o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, conversará com a direção local sobre os rumos para esta eleição.

Corrida para o Senado

Senado em 25/05/2010 às 11:43

Confira cenários para o Senado Federal de acordo com Pesquisa do Instituto Soma Opinião & Mercad, realizada entre os dias 18 e 24 de maio, com 1.000 questionários.

Cenário 1

Cristovam Buarque (PDT) - 48%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 33%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 30%

Branco / Nulo - 15%

Indecisos - 11%

Gim Argello (PTB) - 9%

Cenário 2

Cristovam Buarque (PDT) - 50%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 32%

Geraldo Magela (PT) - 21%

Branco / Nulo - 16%

Alberto Fraga (DEM) - 13%

Indecisos - 12%

Cenário 3

Cristovam Buarque (PDT) - 52%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 39%

Branco / Nulo - 19%

Indecisos - 13%

Gim Argello (PTB) - 12%

Adelmir Santana (DEM) - 4%

Cenário 4

Cristovam Buarque (PDT) - 51%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 39%

Branco / Nulo - 19%

Indecisos - 13%

Gim Argello (PTB) - 11%

Alberto Fraga (DEM) - 9%

Governo tem aprovação de 45%

GDF, Partidos, Política em 25/05/2010 às 11:04

Pesquisa do Instituto Soma Opinião & Mercado mediu também a aprovação do governador Rogério Rosso (PMDB), nesse primeiro mês de governo - a pesquisa foi feita entre os dias 18 e 24 de maio.  O resultado é positivo para Rosso - 45% dos 1.000 entrevistados disseram aprovar seu governo. Já 22% disseram desaprovar a condução do GDF e 33% não souberam responder.

A pesquisa Soma foi registrada no TSE 12103/2010 e no TRE-DF 1235/2010.

Roriz na frente em pesquisa Soma

Partidos, Política em 25/05/2010 às 10:29

Acaba de ficar pronta mais uma pesquisa do Instituto Soma Opinião & Mercado, com intenções de votos para quase todos os cenários no Distrito Federal. A pesquisa ouviu 1.000 entrevistados, entre os dias 18 e 24 de maio, e foi registrada no TSE 12103/2010 e no TRE-DF 1235/2010. Confira os cenários, estimulados, para governador:

peesquisa-soma-1

pesquisa-2

Relatório será entregue hoje

Câmara Legislativa em 25/05/2010 às 10:01

Relatora do processo por quebra de decoro contra a peemedebista Eurides Brito, a distrital Erika Kokay (PT) entrega nesta terça-feira (25) o documento final sobre o caso. A entrega do relatório à Comissão de Ética da Câmara Legislativa será às 14h30. No documento, a deputada deve indicar se o caso de Eurides foi mesmo de quebra de decoro ou não. Se tiver concluído que sim, os distritais devem decidir qual será a punição para a colega - que pode ser a cassação do mandato.

PRB junto com Agnelo

Partidos, Política em 24/05/2010 às 20:15

PRB-DF Anunciou nesta segunda feira (24) um apoio a candidatura petista de Agnelo Queiros. O anuncio formal foi feito em um encontro dos presidentes regionais dos dois partidos - Roberto Policarpo, do PT, e Roberto Wagner, do PRB. As duas legendas não sabem ainda como conciliar esse apoio com o líder do governo na Câmara, Aguinaldo de Jesus.

Rua da Moda completa 45 anos

Cidades, Cultura em 24/05/2010 às 19:52

A Entrequadra 304/305 Sul, conhecida como a Rua da Moda, promove esta semana um evento em comemoração a seus 45 anos. Batizada de “Uma Noite na Lapa”, a festa terá apresentações de danças, grupo de choro e desfile com a coleção outono inverno das lojas da quadra. A comemoração contará ainda com oficinas e palestras. O evento acontece nos dias 25 e 26 de maio e já tem confirmadas as presenças da primeira dama Karina Rosso, da distrital Jaqueline Roriz (PM), das atletas Leila e Ricarda do volêi e da ex-BBB Helenita.

Adiada oitiva de secretário

Câmara Legislativa, GDF, Saúde em 24/05/2010 às 18:04

Mudanças na agenda da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa. A apresentação do secretário de Saúde, Joaquim Barros, marcada para quarta-feira (26) foi adiada a pedido dele. A nova data da oitiva será 19 de junho, às 19h, no plenário.

Mudanças na Secretaria de Educação

Câmara Legislativa, Educação, GDF em 24/05/2010 às 17:28

A subsecretaria de Educação Integral agora mudou de mãos. Sai Hélvia Paranaguá e entra Ivana Santana. Ivana também é servidora de carreira da Secretaria e assume junto com o novo adjunto, Jaci Braga. Hélvia, porém, não deixa o governo por pressão da oposição - que fez sérias críticas ao GDF por nomeá-la, já que a servidora teve indiciamento pedido pela CPI da Educação da Câmara Legislativa. Ela assume um cargo de assessoria direta do secretário de Educação, Marcelo Aguiar. Segundo ele, a servidora é de total confiança e todos os processo abertos contra ela acabaram sendo arquivados por falta de provas.

Conversa pode definir rumo tucano

Partidos, Política em 24/05/2010 às 16:58

O presidente regional do PSDB, Márcio Machado, se reúne nesta terça-feira (25) com o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra. A conversa foi marcada a pedido de Guerra, que deve dar as primeiras orientações ao partido sobre que rumo seguir nas eleições de outubro. A expectativa é grande. Parte dos tucanos da capital defendem uma chapa majoritária própria, em coligação com DEM, PMDB e PPS, entre outras legendas que faziam parte da base de apoio ao ex-governador José Roberto Arruda. Outra parte dos tucanos defende uma aliança com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

“Mas estamos trabalhando para, qualquer que seja o caminho a ser seguido pelo partido, não haja um racha significativo e para que seja possível trabalharmos unidos pelo nosso candidato à presidência, José Serra”, argumenta Machado. Uma definição por parte do PSDB então pode ajudar a consolidar o cenário eleitoral deste ano.

Felicidade como um direito

Senado em 24/05/2010 às 14:43

O Senado Federal discute nesta quarta-feira (26) uma proposta curiosa: a inclusão da “Felicidade” como direito constitucional. A ideia será discutida em audiência pública, promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, presidida pelo senador Cristovam Buarque (PDT).  A intenção é apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para incluir a palavra ”felicidade” entre os direitos fundamentais.

Pela proposta, o artigo 6º da Constituição Federal passaria a vigorar com a seguinte redação: “São direitos sociais, essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”. A iniciativa do debate é do Movimento + Feliz.

A audiência pública será às 10h, na sala da Comissão de Direitos Humanos, e terá como convidados a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (ANADEF) e a Conferência Nacional dos Bispos do >Brasil (CNBB), além de artistas como o ator Cássio Reis, a cantora Margareth Menezes e o maestro João Carlos Martins.

Recesso em breve

Blog em 24/05/2010 às 13:47

Caros leitores,

A partir da próxima segunda-feira (31) esta blogueira entrará de férias. Serão 15 dias de merecido descanso depois de mais de um ano de blog e uma Caixa de Pandora pelo caminho. Durante este período, o blog não ficará parado. Publicaremos artigos e textos sobre política. Voltamos no dia 16 de junho, já com a cobertura das eleições 2010.

Obrigada pela compreensão.

Mulheres querem ampliar espaço

Partidos, Política, Sem categoria em 24/05/2010 às 11:39

A setorial de mulheres do Partido dos Trabalhadores decidiu lutar por mais espaço na legenda - seja com candidatas às eleições de outubro deste ano, seja com participação em um possível governo em 2011. O segmento quer assegurar os 30%, definidos por lei, de candidaturas femininas nas eleições e repetir esse índice na participação do governo.

A decisão é decorrente do baixo número de mulheres na disputa proporcional pela legenda. Dos 38 candidatos a distrital do partido oito são mulheres - ou seja pouco mais de 20% da chapa. Já para federal, dos seus candidatos, apenas uma é mulher (17%). Isso numa disputa em que a candidata majoritária do PT é uma mulher - Dilma Roussef.

Vermelho, só na fé

Partidos, Política em 24/05/2010 às 10:27
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) de bandeira vermelha nas mãos? Não, a política do Distrito Federal foi sacudida, mas não tanto. O vermelho empunhado por Roriz é apenas a cor do Divino Espírito Santo, cuja festa reuniu milhares de fiéis, e políticos, esse final de semana em Planaltina.

A presença, ou não, dos distritais

Câmara Legislativa em 24/05/2010 às 9:32

Do Correio Braziliense: Confira a lista de presença e o número de faltas dos deputados distritais nas 41 sessões deste primeiro semestre de 2010.

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“O loteamento de cargos hoje é mais explícito”

Partidos, Política, entrevista em 23/05/2010 às 13:52

Relatora do processo por quebra de decoro parlamentar da deputada Eurides Brito (PMDB), a petista Erika Kokay admite problemas na tese de defesa da peemedebista sobre o dinheiro que recebeu de Durval Barbosa. “Há muitas contradições”, afirma Erika, em entrevista ao jornal O Distrital desta semana, onde falou também do polêmico depoimento que colheu do ex-secretário Durval Barbosa, e da decepção com o novo governo, que considerou quase como uma intervenção, já que não teve participação popular, mas que acusou de criar uma nova forma de política: as capitanias hereditárias pós-modernas. Confira os principais trechos da entrevista a seguir. Para ler no jornal, clique aqui.

A senhora deve apresentar o relatório sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada peemedebista Eurides Brito esta semana. Como está a elaboração deste documento?

Erika Kokay - Estamos trabalhando para que ele fique pronto já nesta segunda-feira (24). O relatório tem todo o histórico do que aconteceu, tem muitos elementos a serem analisados. Um deles é que o argumento colocado pela deputada Eurides de que o dinheiro (recebido por ela no vídeo gravado por Durval Barbosa) vinha do (ex-governador Joaquim) Roriz não se confirmou. Nem nos depoimentos que foram prestados pelas testemunhas de defesa essa tese se confirmou. Ao contrário, não há nada material, nada consistente. Sobre as reuniões (Eurides explica em sua defesa que recebeu o dinheiro como pagamento dos gastos com reuniões políticas feitas a pedido de Roriz), em algumas, a deputada estaria no mesmo lugar, na mesma hora. As pessoas também não conseguem dar o nome de ninguém que estivesse na reunião. Ou seja , ela apresentou uma tese que, mesmo com as testemunhas, não conseguiu se consolidar.

Outro aspecto é que a deputada estaria com relações estremecidas com o ex-governador Roriz. O estremecimento ocorreu, a gente checou as datas e eles estavam com as relações estremecidas durante aquelas reuniões. Nós encontramos do começo de junho, dia 8 de junho de 2006 se não me engano, uma matéria de jornal que já dava notícias da reunião onde Roriz teria dito que iria derrotá-la (a ameaça do ex-governador a Eurides foi uma demonstração pública de que os dois estavam brigados). O jornal dava notícia de que isso teria acontecido semanas antes da data da publicação da matéria (o que daria final de maio de 2006). Seria exatamente no período em que a deputada diz ter feito as reuniões.

Há ainda uma série de contradições, então os depoimentos não são contundentes o suficiente para atestar a versão que foi apresentada pela deputada.

Durante a preparação do relatório a senhora ouviu em oitiva secreta o ex-secretário Durval Barbosa. Esse depoimento vazou sem revisão e acabou criando um clima constrangedor na Casa, e ainda levantando suspeitas sobre a sua conduta no caso. Qual avaliação a senhora faz do episódio?

Erika - O vazamento favoreceu a investigada. Eu não tenho nenhuma responsabilidade sobre ele, pedi uma apuração sobre esse aspecto. Estamos cobrando que ele seja investigado, por conta da exposição que houve de alguns parlamentares, absolutamente desnecessária, pela divulgação de um trecho da conversa que não deveria ter sido gravado. A deputada me acusa de falsidade ideológica porque eu retirei uma parte do depoimento que saiu por um equívoco, porque o microfone estava aberto, só por isso. (O trecho retirado por Erika tratava de uma declaração dela a Durval, contando um suposta denúncia da própria Eurides, feita a ela em uma festa, de que alguns parlamentares teriam recebido propina para aprovar projetos na Câmara). Não deveria compor o relatório para não expor deputados.

Mas a deputada Eurides Brito questionou a forma como esse depoimento foi feito e o fato de a senhora ter tirado um trecho da transcrição do depoimento.

Erika - Ela argumenta, com base no artigo 89 do Regimento Interno, que os trabalhos da comissão só poderiam ser iniciados com a presença da maioria de seus membros. Mas o mesmo artigo diz que “com a presença da maioria de seus membros ou com qualquer número se não houver questões sujeitas à deliberação”. O depoimento de Durval não tinha nenhum tipo de deliberação. O depoimento foi comunicado a apenas dois parlamentares, mas foi disponibilizado a todos os parlamentares. Então não tem porque haver qualquer tipo de questionamento. E o depoimento de Durval não é relevante para a construção do relatório.

Ela também falou da supressão das partes do depoimento – não foram “partes”, foi um trecho apenas. Do jeito que ela fala parece que eu adulterei o depoimento inteiro. As declarações do senhor Durval estão mantidas absolutamente na íntegra. E eu retirei o texto porque você não pode pegar um comentário feito em uma festa e transformá-lo em denúncia, seria uma irresponsabilidade.

Mas ela diz que isso consistiria até  mesmo em quebra de decoro parlamentar. Isso é uma ameaça. Então, para se defender, ela repete o comportamento patrimonialista, de ameaçar. O mesmo comportamento que levou a essa decisão judicial (decisão do TJDFT de afastar Eurides Brito do mandato até o final das investigações para que ela não interferisse no processo). Pelo entendimento da Justiça haveria uma pressão dela sobre os deputados.

Neste mesmo depoimento secreto à senhora, Durval Barbosa fala dos pecados do PT. Como a senhora recebeu essa denúncia?

Erika - É uma denúncia muito genérica. O PT tem 35 mil filiados em Brasília. Durval fala que existe pecados no PT sem dizer quem é o pecador , qual é o modus operandi… E ele se refere a este governo, ao contrário das denúncias do jornalista Edson Sombra, que trataram em sua maior parte de fatos do passado. Ele se refere ao governo Arruda.

Nós vamos enfrentar uma campanha em que, provavelmente, a polarização entre o PT e o rorizismo terá voltado à cidade e, obviamente, esse tipo de acusação sem fundamentação cria um espectro de temor, de tensão, que a mim não me abala em nada. E que não vai abalar o Partido dos Trabalhadores, cada um vai continuar sua vida. Eu mesma perguntei quem era o pecador, ele se negou a falar quem era, então fica uma acusação absolutamente etérea, e que não pode ter desdobramentos.

A senhora fala em eleição polarizada, mas o PT pode se coligar ao PMDB. Como seria?

Erika - A resolução tirada no encontro regional do PT fala do recorte ético. Para o PMDB reproduzir uma aliança nacional e compor com o Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal, tem de fazer uma opção, entre estar coligando com o PT para construir uma nova realidade no Distrito Federal ou aliar-se com seus membros que estão envolvidos no suposto esquema de corrupção. A resolução do partido é clara: você repete o arco nacional de alianças, mas com recorte ético. Então, se o PMDB vier carregando pessoas que estão absolutamente mergulhadas no escândalo que abalou Brasília, não há viabilidade qualquer tipo de composição.

Mas a senhora, que convive com parlamentares do PMDB, acredita que PMDB fará este recorte ético?

Erika - Eu diria que o PMDB não tem demonstrado, desde o fato da Caixa de Pandora, que teve realmente um rompimento com as pessoas que tiveram essa postura ou com o governo. Porque a líder do governo era do PMDB, o PMDB se retirou do governo, e a líder ficou até o final de seu mandato na liderança. Eurides Brito continuou líder do governo. Ou seja, o PMDB diz estar rompendo com o governo, mas continuou defendendo e representando os interesses do governo na Câmara Legislativa. É uma absoluta incoerência. Como houve incoerência do PPS, como houve de outros partidos.

A posição do PMDB durante toda a crise não indica uma postura de rompimento ou de limpeza ética neste processo. É um partido que todos nós respeitamos, partido de Ulysses Guimarães, que cumpriu uma função na história brasileira. Mas o PMDB não tem indicado que fará uma limpeza ética de suas estruturas para que me faça crer que ele optará pela ética para coligar com o Partido dos Trabalhadores. Sem optar pela ética, essa coligação será impossível.

E qual avaliação a senhora faz do governo do PMDB no DF?

Erika - O governo, em suas primeiras ações, não tem indicado que tenha estatura e compromisso necessários para sanear o Distrito Federal. As funções fundamentais de um governo tampão seriam sanear o Distrito Federal e aumentar os instrumentos de controle. Sanear significa romper os contratos, limpar a máquina… Eu tenho uma tristeza muito grande, porque eu amo por demais Brasília, ao abrir as páginas dos jornais e, me lembro de um poema de Mayakovski, “eu sinto cheiro de pólvora”. Porque você está vendo um governo loteado. Quando se loteia o governo, priorizam-se acordos políticos com objetivos muito imediatos em detrimento de políticas públicas para a população. Não tem como se ter um bom governo quando se faz esse tipo de loteamento, isso é capitania hereditária pós-moderna. Quando se faz esse tipo de loteamento, as capitanias hereditárias pós-modernas, não se tem integração entre as políticas públicas, não se tem uma linha de ação nem um projeto de governo.

Além disso, o governo retomou agora o convênio com o Entorno, um convênio que foi rompido porque se apontou inúmeras irregularidades. Não se mostrou que as irregularidades foram saneadas e, mesmo assim, retoma-se o convênio exatamente como se começou, como se não tivesse acontecido uma inspeção, um rompimento por conta de irregularidades.

Então eu digo que esse governo não tem mostrado o compromisso e a envergadura para sanear o Distrito Federal. Estamos vendo uma demonstração de incompetência e de tibieza com o empresariado também nesta questão do Passe Livre. É uma tibieza que não corresponde a um governo que se comprometeu com a moralidade.

A senhora acha que, apesar das mudanças, as práticas políticas continuam as mesmas?

Erika - Até o momento houve um loteamento de cargos. O loteamento hoje é mais explícito do que era antes. Mais explícito não quer dizer que seja maior. Mais o loteamento é nítido. Criaram-se diversos feudos dentro do Governo do Distrito Federal. O líder do governo dizer que não pode ser de oposição quem tem cargos no governo é uma fala emblemática. (Em seu primeiro dia como líder, Aguinaldo de Jesus disse à imprensa que o recém-criado bloco independente não seria tão independente assim porque teria centenas de cargos no GDF). É emblemática porque diz “nós vamos tirar as pessoas ligadas aos deputados que se posicionem contra o governo”. O critério não é competência, capacidade do servidor. O compromisso não é com a política pública é com o servilismo, subalternidade. Isso significa um outro aspecto grave para o Estado democrático que é uma Câmara Legislativa absolutamente curvada. Que foi o que nos vimos durante muito tempo. Eu acho que essa legislatura, entre tantas marcas, teve uma fundamental: a marca do servilismo.

A senhora acredita que o bloco independente não é tão independente assim?

Erika - Criar um bloco independente deveria ser absolutamente desnecessário. Todos os parlamentares deveriam carregar uma marca de independência. Todos os partidos deveriam ser independentes. É premissa do exercício parlamentar. Então você ter um bloco independente significa que temos um outro de submissão ao governo?

A senhora acredita que o fantasma da intervenção está definitivamente afastado?

Erika - Quem pode bater no peito hoje e dizer que foi eleito por 13 pessoas? Só o governador Rogério Rosso. Metade da população do Distrito Federal não sabe quem é o governador. Isso não é uma espécie de intervenção? Uma intervenção com relação à vontade do povo? E uma intervenção federal viria, teoricamente, com alguém que não estaria vinculado aos grupos políticos conhecidos da cidade, então teria, teoricamente, mais isenção. Mas nós temos de certa forma um interventor, se considerarmos que o povo não votou neste governador, construído em cima de acordos que a população desconhece e que vem das mesmas estruturas que deram origem à Caixa de Pandora. Não estou dizendo que eles estão ligados à Caixa de Pandora, mas que vêm da mesma estrutura, do mesmo Poder.

O que eu temo é que o compromisso passe a ser não com a população de Brasília, que não participou desta eleição, que foi barrada no baile. Mas que o compromisso seja com os treze eleitores, e é isso que está se vendo.

Então a senhora acredita que ainda há motivo e clima para uma intervenção…

Erika - Criou-se uma CPI na Câmara Legislativa, certo? Mas esta Câmara está investigando alguma coisa? Ela não consegue fazer a CPI andar. E é um instrumento simples! Essa morte prematura da CPI é um indício de que a Câmara não consegue cumprir a sua função, que também é de fiscalizar.

Da parte do governo, você tem um governo loteado, loteado inclusive com pessoas que participaram da Caixa de Pandora. Você tem, por exemplo, Hélvia Paranaguá, que teve o indiciamento pedido na CPI da Educação, e foi promovida no governo Rosso (Hélvia é a nova secretária de Educação Integral). Governo que vem na perspectiva de dizer que não é necessária uma intervenção para sanear o DF. Então são muitas contradições. Eu acho que ainda está pautada a perspectiva de uma intervenção.

Leitores veem pouco tempo para via alternativa

Partidos, Política em 23/05/2010 às 10:42

A chapa alternativa formada por PSDB, DEM, PPS entre outros partidos parece não ter convencido os leitores do blog. Na enquete da semana, 72% afirmaram que essa via alternativa não teria mais tempo para se viabilizar e disputar as eleições de outubro deste ano. Para eles, a disputa vai ser polarizada novamente. Já 28% defenderam a nova chapa. Nesse caso, os internautas defendem que são partidos fortes, com tempo de tevê e bons nomes.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

Propaganda antecipada

Partidos, Política, TRE em 23/05/2010 às 8:25

Da Folha de S. Paulo: Políticos de ao menos sete Estados estão fazendo propaganda disfarçada, mesmo com as proibições impostas pela legislação eleitoral. Os disfarces mais comuns são outdoors com mensagens simpáticas, adesivos com os nomes dos políticos e até faixas do Dia das Mães. A propaganda, permitida após 5 de julho, é crime eleitoral se feita antes do tempo e pode dar multa de R$ 5.000 a R$ 25 mil, o que já ocorreu em Alagoas e no Acre.

No Tocantins, o deputado estadual Ângelo Agnolin (PDT), pré-candidato à Câmara, disse que distribuiu dez faixas em rotatórias celebrando o Dia das Mães. Em Cascavel (PR), o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB) espalhou outdoors que divulgam um instituto social que leva o seu nome. A promotora Simone Lorenz vê propaganda antecipada na divulgação, porque o instituto tem o mesmo nome do candidato.

Os políticos negam que estejam fazendo propaganda antecipada e dizem até que as mensagens não influenciam na decisão do voto do eleitor. Renato Lima, assessor jurídico do deputado Sarto Nogueira (PSB-CE), disse que a tabela da Copa não configura propaganda eleitoral. ”Como é que existe campanha antecipada quando não se sabe se a pessoa é candidata?”, questionou. O advogado disse que a tabela possui caráter institucional da entidade privada da qual o deputado é diretor clínico -o impresso veicula o nome de um hospital.

Já o deputado estadual Ângelo Agnolin (PDT-TO), que distribuiu faixas sobre o Dia das Mães, afirmou que não há por que a Justiça Eleitoral questionar sua iniciativa. O deputado afirmou que a mensagem é uma tradição familiar e que faz isso todos os anos. “Na verdade, seria uma falta com as mães tocantinenses deixar de cumprimentá-las no seu dia.”

O deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) disse que a divulgação do instituto que leva seu nome não pode ser caracterizada como campanha. Segundo ele, periodicamente a entidade divulga suas ações. “Casualmente podem achar que seja campanha extemporânea, mas o instituto é uma organização de responsabilidade social que com frequência divulga seus atos.”

Comentário do blog: Faixas e outdoors com mensagens de Dia das Mães e afins? No Distrito Federal dá para fazer uma lista, não dá?

Fraga, Filippelli ou Rosso?

Partidos, Política em 22/05/2010 às 13:32

Entre os defensores da via alternativa para as eleições de outubro, formada por PMDB, PSDB, DEM, PPS e outros partidos, três nomes são cogitados como possíveis candidatos ao governo: o do deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB), o do também deputado federal Alberto Fraga (DEM) e o do governador Rogério Rosso (PMDB). As indefinições do cenário eleitoral, porém, ainda impedem que essa via alternativa deslanche.

Nome começa a ser trabalhado

Partidos, Política em 22/05/2010 às 12:47

Enquanto o PMDB não decide se coliga com o PT ousegue outro caminho para as eleições de outubro deste ano, apoiadores do governador Rogério Rosso começam a trabalhar seu nome como possibilidade de cabeça de chapa em um candidatura própria. Ainda discretamente, adesivos com o nome do governador começam a aparecer nos carros, principalmente na região de Ceilândia. Em encontros com lideranças comunitárias, peemedebistas fazem sondagens sobre a aceitação do novo governador. A articulação, no entanto, não é oficial. Afinal, Rosso se comprometeu a não se candidatar ao concorrer nas eleições indiretas de abril deste ano.

O futuro de Eurides no plenário

Câmara Legislativa em 22/05/2010 às 10:36

Um consenso de que a situação da deputada distrital Eurides Brito (PMDB) deve ser decidida pelo plenário da Câmara Legislativa e não nas comissões da Casa começa a se consolidar entre os parlamentares. A tese é de que não caberia a apenas cinco parlamentares (número de integrantes das comissões) decidir por salvá-la ou puni-la no processo de quebra de decoro parlamentar em andamento na Casa.

A preocupação em diluir entre todos a responsabilidade pelo mandato de Eurides ficou ainda maior depois das decisões da Justiça por seu afastamento. Isso porque, na ação, o Ministério Público cita possíveis manobras que estariam sendo feitas pelo presidente da Comissão de Ética, Aguinaldo de Jesus (PRB), para beneficiar a peemedebista.

Em uma reunião dos 13 distritais da base do governo esta semana, a conversa tratou apenas da situação da ex-líder do governo. A deputada teria cobrado dos colegas que a defendessem, uma vez que todos estiveram lado a lado nos últimos anos. Aguinaldo argumentou que suas tentativas de diminuir o desgaste da peemedebista na Comissão de Ética apenas pioraram a situação, ao fundamentar o pedido de afastamento contra ela. Desta vez, ele não estaria mais disposto a ser citado nas ações.

Para não ser cassada, caso a cassação seja o caminho apontado no relatório da deputada Erika Kokay (PT) a ser apresentado nesta semana, Eurides precisa ter 13 votos favoráveis a ela. No atual desenho político da Câmara, é difícil dizer se a ex-líder mantém este número de aliados a seu lado.

CPIs acabam mesmo em pizza

Câmara dos Deputados, Senado em 22/05/2010 às 2:30

Do iG: Sempre que algum escândalo é descoberto no Brasil, há parlamentares que, de pronto, pedem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. As CPIs têm como objetivo investigar irregularidades na máquina pública e crimes de grande repercussão que acontecem no seio da sociedade. Podem, a depender do que for apurado, pedir o indiciamento de pessoas e autoridades, além de propor projetos de lei para fechar brechas e impedir que atos ilícitos se repitam.

Mas um estudo realizado pelo professor Wellington Oliveira, criador do Instituto CPI Brasil (clique aqui para conhecer) revela um baixo índice de indiciados e que nenhum dos projetos de lei oriundos de CPI foram aprovados.Trata-se de uma dissertação de mestrado em ciências políticas analisando as CPI’s criadas na Câmara em duas legislaturas. A primeira, nos últimos quatro anos do governo FHC (1999-2003), e a segunda nos primeiros quatro anos de governo Lula (2003-2007).

Ao todo, Wellington analisou 29 CPI’s da Câmara, 19 da era FHC e 10 do primeiro governo de Lula. Dos 67 projetos que delas surgiu, nenhum foi aprovado. No caso dos indiciamentos, das 19 CPI’s da era FHC, cinco adotaram a medida. Na primeira fase de Lula, das 10 CPI’s, somente duas optaram pelo indiciamento.

“Além do baixo número de indiciamentos, o trabalho feito pelas CPI’s se perde no aspecto das mudanças legais, que deveriam ser implementadas para evitar que as irregularidades que fizeram a CPI surgir sejam repetidas. Por isso, podemos dizer que todas elas acabaram em pizza”, disse Wellington.

Devido a isso, pondera o professor, as CPI’s acabam sendo usadas como palanque político para os deputados, que ganham projeção na imprensa, uma vez que as Comissões são amplamente noticiadas. “Como as CPI’s não dão resultados na fiscalização do Estado por meio do parlamento elas acabam sendo usadas como trampolim político, como um palanque”, explicou.

Em sua dissertação, Wellington dividiu os tipos de CPI’s em três grupos. O primeiro trata de “corrupção e irregularidades na administração pública”, o segundo diz respeito a “conflitos agrários e meio ambiente” e o terceiro versa sobre “conflitos sociais e interesses coletivos”.

No último mandato do FHC, a corrupção foi o tema que mais gerou CPI’s (10), seguindo pelos conflitos sociais (5) e por fim agrários (4). Com Lula, aconteceu o inverso. Foram sete Comissões para os conflitos sociais, uma para o setor agrário e duas para investigar a corrupção. No estudo, Wellington diz que devido ao mensalão, o interesse por CPI’s que investigassem casos de corrupção foi pequeno na primeira etapa do governo Lula.

Ao final do estudo, Wellington sugere que os projetos de lei oriundos de CPI’s deveriam ter o carimbo da urgência constitucional, o que permitiria uma tramitação célere e praticamente garantiria a apreciação das matérias.

Ele ainda defende que os relatórios finais das CPI’s sejam padronizados. “Cada um é feito de um jeito diferente e há dificuldade de saber o que os relatores investigaram e o que foi proposto”.

O vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), admitiu que existe uma dificuldade para a provação dos projetos oriundos de CPI’s. Ele atribuiu o problema a três fatores. A morosidade do processo legislativo, ao fato da CPI ser um instrumento da oposição e à polêmica das matérias. “Muitos dos projetos são controversos, pois as CPI’s são criadas pela oposição. E na Câmara, na maioria das vezes, votamos aquilo que há consenso”, disse.

Maia, inclusive, foi relator da CPI do Caos Aéreo. Projetos para evitar que o problema se repetisse foram apresentados em 2007, mas até hoje não foram apreciados pelo plenário da Câmara. Ele relevou a situação dizendo que recomendações foram feitas ao Executivo, que implementou boa parte do que foi sugerido. “E com agilidade, pois lá as coisas funcionam mais rapidamente”, disse.

Apesar disso, o deputado também apontou a necessidade de se utilizar a urgência para os projetos das CPI’s. “Com isso acredito que superaríamos as dificuldades para a aprovação das matérias”.

Comentário do blog: Qualquer semelhança com a situação das CPIs no Distrito Federal não é mera coincidência…

Agenda cheia na Câmara

Câmara Legislativa em 21/05/2010 às 16:00

A próxima semana promete ser movimentada na Câmara Legislativa. Para segunda-feira (24) estão previstas a entrega do relatório de Erika Kokay (PT) sobre o processo de quebra de decoro parlamentar contra a distrital Eurides Brito (PMDB) e a oitiva do presidente do Metrô-DF, Cairo Ramos. O presidente vai à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa para falar sobre a terceirização do metrô e os últimos acidentes ocorridos com trens.

Na quarta-feira (26) também está prevista - ainda não foi confirmada - a reunião da Comissão de Ética para apreciar o relatório sobre o processo contra Eurides. À noite a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) terá nova oitiva, dessa vez com o secretário de Saúde, Joaquim Barros.

Sexta-feira, dois novos convocados: o presidente da CEB, Carlos Leal, também na CAS, e o coronel Silva Filho, na Comissão de Ética e Direitos Humanos da Casa. O primeiro vai dar explicações aos deputados sobre os apagões de energia sofridos pelos brasilienses nos últimos meses. O segundo, sobre suposta violência policial contra manifestantes no processo de eleição indireta na Câmara.

PSB confirma expulsão Ulysses

Câmara Legislativa, Partidos em 21/05/2010 às 14:59

Do blog de Ana Maria Campos: Com 55 votos favoráveis, uma ausência e uma abstenção, o diretório nacional do PSB confirmou há pouco a expulsão do deputado distrital Rogério Ulysses, um dos alvos da busca e apreensão da Operação Caixa de Pandora. O relatório foi elaborado pelo vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral. Com a decisão, o distrital que tem base eleitoral na cidade de São Sebastião está fora da próxima eleição.

Boicote ao Posto da 214 Sul

Cidades, Segurança em 21/05/2010 às 10:34

Segue cada vez mais popular a campanha criada pela comunidade para incentivar o boicote ao posto de gasolina da 214 Sul. O posto foi palco de uma barbárie no último dia 15. Ao pedir aos frequentadores do local que abaixassem o volume do som pois já eram 3h, Anísio Oliveira Lemos, de 46 anos, foi espancado pelo dono do posto, Daniel Costa, de 23. Os emails, que divulgam o boicote e o blog criado para explicar a história, já circulam por todo o país. Para acessar o blog e saber mais sobre o boicote, clique aqui.

Acessibilidade é o tema

Partidos, Política em 21/05/2010 às 9:46

Quem foi a algum evento cultural nos últimos dias deve ter assistido a um filminho sobre a importância da acessibilidade para inclusão social de pessoas com mobilidade reduzida - cadeirantes, principalmente. O anúncio, leve para não atrapalhar o programa de quem saiu para se divertir, faz parte do projeto Vem pra vida, criado pelo produtor cultural Ronald de Carvalho. Vítima de esclore múltipla, Ronald se viu, há quatro anos, sem poder andar. A doença mudou seu foco de trabalho e hoje desenvolve projetos de acessibilidade na área cultural. O filme, claro, também funciona como uma pré-campanha: Ronald é pré-candidato a distrital pelo PTB.

Tucanos cobram definição

Partidos, Política em 20/05/2010 às 20:29

Os tucanos do Distrito Federal estão pressionando a direção nacional do partido por uma orientação sobre que rumo tomar para as eleições de outubro deste ano. Ouviram, por enquanto, que a internação do presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra, adiará mais um pouco a decisão final do partido. Guerra foi internado em São Paulo no final da semana passada, depois de passar mal por conta da diabetes, e teve alta apenas nessa quarta-feira (19).

Apesar do adiamento, a cúpula tucana avisou que está preocupada com possíveis rachas no partido, que podem prejudicar a campanha de José Serra em Brasília. O temor, aliás, foi tema da conversa entre a ex-governadora Maria de Loudes Abadia e os distritais Milton Barbosa e Raimundo Ribeiro, em um almoço esta semana em que estava presente também o presidente regional licenciado da legenda, Márcio Machado.

Abadia levou aos colegas a preocupação com a indefinição do partido, que já estaria se refletindo na campanha de Serra. Na última pesquisa da Vox Populi, o pré-candidato tucano à Presidência caiu de 37% das intenções de votos em janeiro para 34% este mês. Enquanto isso, Dilma Roussef (PT) subiu de 20% para 42%.

TJDF mantém Eurides afastada

Câmara Legislativa, TJDFT em 20/05/2010 às 19:10

Tribunal de Justiça do DF mantém o afastamento da deputada distrital Eurides Brito (PMDB) do mandato. A decisão foi dada em caráter liminar pela desembargadora Nídia Corrêa Lima, da 3ª Turma Cível em resposta ao recurso apresentado pela distrital contra a decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, que a afastou do exercício de seu mandato até o fim das investigações que pesam contra ela no Superior Tribunal de Justiça. Com isso, Eurides permanece afastada da Câmara até o julgamento do mérito da ação contra ela no tribunal.

Na decisão desta quinta-feira (20), a magistrada concordou na íntegra com a primeira decisão do tribunal. “Não merece censura a decisão de primeiro grau, porquanto o afastamento da ora agravante do exercício de seu mandato parlamentar revela-se necessário, de modo a não comprometer o bom andamento da ação de improbidade administrativa, como também para a apuração dos fatos no âmbito da Comissão de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A simples presença da agravante nas dependências da Casa Legislativa local, além de causar um constrangimento para os demais parlamentares da Comissão de Ética, que apuram as denúncias surgidas com a operação denominada “Caixa de Pandora”, pode vir a comprometer os trabalhos ali desenvolvidos, na medida em que é inconteste a influência da parlamentar junto aos seus pares”, afirma na decisão. Agora, o recurso de Eurides segue para apreciação do colegiado do tribunal. (Com informações do TJDFT).

Orçamento sempre teve problemas

Câmara Legislativa, GDF, Transporte em 20/05/2010 às 17:28

O clima está exaltado na comissão geral sobre Passe Livre, que acontece na tarde desta quinta-feira (20). Deputados, secretários de estado e estudantes discutem uma solução para ao projeto de Passe Livre, no novo modelo aprovado no ano passado pela Câmara Legislativa.

O problema de falta de recursos para o projeto, porém, era anunciado. Em novembro do ano passado, quando os distritais discutiam a Lei Orçamentária do DF para 2010, o deputado Paulo Tadeu (PT) denunciou que o governo destinava apenas R$ 151 mil para investimento no Passe Livre durante todo o ano (leia aqui) . À época, o cálculo do custo mensal com o benefício era de R$ 3,5 milhões. Foi preciso então modificar o projeto, e orçamento para o Passe Livre chegou a R$ 30 milhões para o ano todo. Ainda insuficiente, como se comprova hoje.

Corpo a corpo da nacional

Partidos, Política em 20/05/2010 às 15:14

Se o PT tem agora a aprovação da base para ampliar o leque de alianças para as eleições de outubro, incluindo o PMDB nessa lista, esse aval se deu principalmente pela atuação, nos bastidores, de petistas de peso da cúpula nacional. Isso porque, na véspera do encontro regional do último sábado (15), o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, recorreu à nacional para pedir ajuda. Antevendo uma derrota nas duas principais questões em discussão na legenda - a possibilidade de coligação com o PMDB e a oferta da segunda vaga ao Senado ao PSB - , Policarpo procurou o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o subchefe de gabinete de Lula, Swedenberger Barbosa, para garantir o resultado do encontro.

A preocupação era de que, sem ampla aliança e com o deputado federal Geraldo Magela na vaga ao Senado, o PT-DF iria contrariar os interesses da candidatura de Agnelo Queiroz ao GDF e de Dilma Roussef à Presidência, ao fechar as portas a dois partidos aliados no campo nacional. Diante disso , Policarpo, Dutra, Padilha e Berger foram a campo. Dividiram as tarefas e conversaram pessoalmente com mais de cem dos 350 delegados do encontro, ouvindo reclamações e reivindicações, tratando de queixas e mágoas e removendo obstáculos políticos.

Deu certo. Com o cuidado para que a resolução final do encontro fosse redigida de forma a não fazer menção explícita ao PMDB, o PT aprovou a possibilidade de aliança com a legenda, assim como entregou ao PSB uma das vagas ao Senado. E manteve inabaladas as relações no campo nacional.

PMDB discutirá aliança com PT

Partidos, Política em 20/05/2010 às 11:29

Dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB conversaram na noite dessa quarta-feira (19) com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, sobre as possibilidades  de aliança entre essas legendas para a eleição de outubro deste ano. Reunidos na chapa majoritária que tem como cabeça o petista Agnelo Queiroz, os partidos criaram uma espécie de conselho político para tratar das questões políticas do grupo até a formalização das alianças em julho.

A conversa com Filippelli foi de reabertura das negociações. Apesar do aceno de que queriam o PMDB em sua chapa majoritária, os petistas haviam suspendido as tratativas diante da reação negativa que a proposta provocou internamente. Resolvida essa questão - com a aprovação de uma ampla aliança no Distrito Federal, no encontro regional do final de semana -, o PT pode retomar o diálogo com o PMDB. ”Fizemos uma avaliação do quadro geral e deixamos clara nossa disposição em construir uma alternativa com o PMDB”, afirmou Roberto Policarpo, presidente regional do PT-DF.

A discussão agora está nas mãos dos peemedebistas. Filippelli vai levar o assunto para a próxima reunião da executiva regional, a ser marcada nos próximos dias. “Os partidos sinalizaram com uma boa abertura de diálogo, mostraram que não estão mais pensando apenas nos próprios interesses. Mas a decisão não cabe a mim. Vamos discutir isso no partido, assim como o PT também fez”, declarou o peemedebista.

O que mudará com Ficha Limpa

Partidos, Política em 20/05/2010 às 10:58

Confiram como ficaram as novas regras do Ficha Limpa - ainda não é o ideal, mas já foi um avanço:

- Ficam inelegíveis aqueles que foram condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz). Atualmente, só ficam inelegíveis condenados em última instância, quando não há mais possibilidade de recursos;

- Em compensação, os condenados por colegiados podem recorrer a outro colegiado, que poderá suspender o efeito da inelegibilidade;

- Quem responde processo mas ainda não tem condenação, ou tem condenação apenas de juiz de primeira instância, estará livre para disputar a eleição;

- Políticos que renunciarem ao mandato para escapar de processo de cassação também ficam inelegíveis;

- O prazo de inelegibilidade para os fichas sujas será de oito anos, em todas as hipóteses previstas pela lei.

Blog é finalista do Prêmio Engenho

Blog em 20/05/2010 às 9:35

Foram anunciados esta semana os finalistas da sétima edição do Prêmio Engenho de Comunicação. Para nossa satisfação e orgulho, este blog é um dos três finalistas da categoria Melhor Blog.

O Prêmio Engenho é uma promoção da Engenho Criatividade e Comunicação para homenagear profissionais e veículos de comunicação que produzem notícia a partir de Brasília. Este ano a comissão julgadora é formada pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello; pelo ministro do TCU José Múcio Monteiro; pela presidente da Associação Comercial do DF, Danielle Moreira; pelo presidente da OAB-DF, Francisco Caputo, e pelo professor doutor em Comunicação da Universidade de Brasília Sérgio de Sá. O resultado será divulgado no próximo dia 16 de junho. Para conferir toda a lista de finalistas, basta clicar aqui.

O fim da Brasiliatur

GDF, Habitação em 20/05/2010 às 9:23

Do Bom Dia DF: A Brasíliatur foi criada em 2007, para estimular o turismo do Distrito Federal, com uma estrutura enxuta. Mas o número de funcionários passou de 100. Atualmente, 97 comissionados - indicados por políticos - custavam mais de R$ 6 milhões por ano aos cofres públicos. De acordo com o governador Rogério Rosso, a Brasíliatur ficou grande demais para cuidar apenas de shows.

Durante esse tempo, o órgão foi investigado pela Corregedoria do DF e pelo Tribunal de Contas. Foram várias denúncias: contratos assinados sem licitação, dinheiro repassado para igrejas, gastos excessivos com funcionários.

Foi por causa da Brasíliatur que a festa dos 50 anos de Brasília quase não saiu. O Tribunal de Contas suspendeu o pregão eletrônico que escolheria a empresa para montar palcos, iluminação e som na Esplanada. Os conselheiros alegaram que os valores estimados pelo órgão estavam acima dos que foram pagos no carnaval.

A Secretaria de Habitação também foi extinta. Quem vai ficar responsável pela área é a Seduma, secretaria que já cuida de desenvolvimento urbano e meio ambiente. Neste caso, o corte será de 46 cargos comissionados e os servidores de carreira serão remanejados.

Com a extinção da Brasíliatur será criada uma Secretaria de Turismo. O novo secretário é Delfim da Costa Almeida. O governador Rogério Rosso também decidiu contingenciar R$ 1,3 bilhão que estavam previstos no orçamento do GDF para este ano. O dinheiro seria usado para novas obras e despesas de custeio, como publicidade e aluguel de imóveis.

Agora, esse recurso fica sob a responsabilidade de uma comissão formada por quatro secretarias: Planejamento, Governo, Corregedoria e Fazenda. A comissão vai analisar quais são as áreas prioritárias para aplicação dessa quantia.

Denúncia de uso irregular de imóvel

Partidos, Política em 19/05/2010 às 20:33

O deputado Rogério Ulysses (sem partido) divulgou nesta quarta-feira (19) uma denúncia contra o presidente de seu ex-partido por suposto uso irregular de imóvel da União. Marcos Dantas, presidente regional do PSB, ocupa atualmente um apartamento funcional no bloco K da 104 Norte. A permissão de uso, porém, foi revogada em 1º de junho de 2007, segundo consta no Diário Oficial da União. Segundo Ulysses, Dantas seria proprietário de um apartamento no Guará.

“Vale a pena ser o presidente do partido. Além de receber um bom salário no gabinete do senador Renato Casagrande (nde Dantas trabalha hoje), ele mora de graça, às custas do Erário Público”, afirmou Rogério Ulysses. Pelas contas do distrital, o aluguel de imóvel semelhante custa, em média, R$ 2.500, mais R$ 500 de condomínio.

O presidente do PSB se justificou explicando que, como servidor federal, ao assumir um cargo de chefia no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), teve direito ao apartamento funcional. Ao ser requisitado para o Senado, a permissão foi cancelada. Mas ele acionou a Justiça que, por enquanto, tem entendido que o cargo que ele ocupa no Senado seria correlato ao que ele tinha no FNDE, logo deveria manter o imóvel. O caso, no entanto, ainda não teve o mérito julgado.

“Essa denúncia parece um ato de desespero, porque dia 21 de maio está chegando. O deputado deveria processar e denunciar as pessoas que o envolveram na Caixa de Pandora, mas isso ele não fez”, rebateu Dantas. O presidente explica ainda que o apartamento no Guará é de sua segunda esposa e não dele, que não possui nenhum imóvel.

Na próxima sexta-feira, o diretório nacional do PSB julga o recurso de Ulysses contra sua expulsão do partido. O distrital alega que sequer teve direito de se defender no processo.

Conversa com o PMDB

Partidos, Política em 19/05/2010 às 19:20

Depois do café da manhã nesta quarta-feira (19), dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB se reúnem nesta noite com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. O encontro será para tratar das alianças partidárias para eleição de outubro deste ano.

Líder enquadrado por colegas

Câmara Legislativa em 19/05/2010 às 18:20

O deputado distrital Aguinaldo de Jesus (PRB) começou com pé esquerdo seu trabalho na liderança de governo na Câmara Legisaltiva. Depois de, na terça-feira (18), ter ironizado o bloco independente criado na Casa, afirmando à imprensa que não existe independência se os parlamentares são “codependentes” do governo, por terem indicados centenas de cargos no GDF, na sessão desta quarta (19), Aguinaldo foi devidamente enquadrado pelos colegas do dito bloco.

“Um líder de governo tem de agregar, de conciliar. E não foi isso que vimos nesta Casa. Sou um homem de respeito, sempre votei com a minha consciência e não admito que façam insinuações sobre minha posição por conta de cargos do governo. Os cargos não são dos parlamentares, são do governador, que nomeia quem ele quiser”, discursou o tucano Milton Barbosa.

Confrontado pelos colegas, Aguinaldo desmentiu as declarações. O único problema é que toda a imprensa já tinha ouvido…

Trégua no DEM

Câmara Legislativa, Partidos em 19/05/2010 às 17:56

O racha no Democratas não vai mais render. Ao perceber que a medida do líder do DEM, Paulo Roriz, de substituí-lo na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legisaltiva, estava realmente fundamentada no Regimento Interno da Casa, o distrital Raad Massouh desistiu de brigar. O clima ainda não é de conciliação, mas os parlamentares decidiram por uma trégua.

Raad teve ainda um prêmio de consolação: foi indicado para a Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo, atualmente presidida pela distrital Jaqueline Roriz (PMN).

Raad recorre de sua saída da CCJ

Câmara Legislativa, Partidos em 19/05/2010 às 16:04

Promete render ainda mais o racha entre os democratas na Câmara Legislativa. O distrital Raad Massouh (DEM) subiu à tribuna na sessão desta quarta-feira (19) para reclamar da forma como foi retirado, contra sua vontade, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual era presidente. Depois de ter negado o pedido para que o memorando entregue pelo líder de seu partido com sua substituição fosse indeferido, Raad avisou que vai recorrer da decisão em plenário.

“Venho tratar de um assunto muito grave. Em março eu fui eleito presidente da CCJ. E hoje, por intermédio de um memorando, fui comunicado que não sou mais o presidente da comissão. Não há explicação para isso. Até porque nunca tive determinação do partido para fazer oposição a esse governo”, reclamou. A queixa rendeu bate-bocas entre Raad e Eliana Pedrosa e entre Raad e Paulo Roriz.

“Não vou perder muito tempo com os reclames de nosso colega Raad. O senhor não está em sintonia com o partido. Então quero lembrá-lo de que o mandato não é do senhor, é do partido. Quer manter-se neutro, tudo bem. Mas ou vossa excelência caminha junto às determinações do DEM ou receberá as sanções determinadas pelo partido”, ameaçou Roriz, depois de mostrar que a decisão de retirar Raad da CCJ estava amparada no Regimento Interno.

O recurso de Raad vai ser encaminhado à Procuradoria-geral da Casa para avaliação. De lá, será encaminhado ao plenário.

Aumento da arrecadação é o menor em três anos

Câmara Legislativa, GDF em 19/05/2010 às 15:26

Do Correio Braziliense: A projeção de crescimento de arrecadação do Governo do Distrito Federal para 2011 é menor do que nos últimos três anos. A previsão apresentada no projeto de lei de diretrizes orçamentárias (PLDO), enviado à Câmara Legislativa na última sexta-feira, mostra uma queda forte no ritmo de crescimento da receita real do Executivo, principalmente em relação ao programado para esse ano. A projeção superdimensionada do aumento da arrecadação para 2010, de 12,2%, não se repetirá em 2011. O estimado é que a receita real cresça apenas 2,2%, apesar de o governo ter calculado uma arrecadação de R$ 13,2 bilhões. Nesse ano, o previsto é que sejam colhidos R$ 12,9 bilhões aos cofres públicos.

Numa análise preliminar, o PLDO não apresenta grandes modificações em relação ao projeto encaminhado pelo Executivo no ano passado. A atual gestão dá continuidade a ações do governo de José Roberto Arruda, cassado pela Justiça por infidelidade partidária em março passado. Em 2011, o índice da inflação continuará como limitador para o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotivos (IPVA) — repetindo o que ocorreu esse ano. O reajuste da Taxa de Limpeza Pública (TLP), porém, será feito como no passado: por projeto de lei específico.

As metas e prioridades administrativas em 2011 seguem a tendência dos anos anteriores. O foco são os programas de assistência social à população de baixa renda (29 projetos), obras de urbanização e de transportes (38 projetos) e saneamento básico (16 projetos). Segurança, saúde e educação receberam menos de 10 projetos cada. Ao todo, são 124 projetos. Os programas Bolsa Social, Nosso Leite, Nosso Pão, entre outros, são tratados como prioritários.

Dentre as obras, destacam-se a melhoria do sistema viário (Programa Brasília Integrada), implantação do sistema de abastecimento de água de Águas Lindas de Goiás, a urbanização do Noroeste, do Jardim Botânico e de Águas Claras. A reforma da Torre de TV e a revitalização da orla do Lago Paranoá também estão na pacote. Em relação ao ritmo dos projetos, o PLDO mostra que há 83 obras em andamento normal, seis atrasadas, quatro paralisadas e 28 em situação inicial.

O projeto autoriza também o Executivo e o Legislativo locais a terem aumento de R$ 754 milhões na folha de pagamento em 2011. Há ainda a previsão de melhorias salariais para 95.310 servidores com um custo previsto de R$ 371,5 milhões. O acréscimo na folha respeita o limite definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para gasto com pessoal do Poder Executivo, que atualmente encontra-se em 43,4% da receita corrente líquida.

Não há previsão do PLDO ser lido em plenário da Câmara e seguir para as comissões de análise. Os distritais têm prazo até antes do recesso de julho para apreciá-lo. O projeto é base de construção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2011.

PMDB pede cargo de Lucena

Câmara Legislativa, Partidos, TRE em 19/05/2010 às 15:17

Do Correio Braziliense: O mandato de Roberto Lucena, suplente da deputada distrital afastada pela Justiça Eurides Brito, está ameaçado. O PMDB moveu uma ação que reivindica o cargo ocupado por Lucena na terça-feira (18). O processo corre no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). O partido alega que a vaga ocupada pelo deputado, atual membro do Partido da República (PR), pertence ao PMDB. Seu afastamento depende da decisão do TRE.

O presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, confirma que o processo corre desde março no TRE. A ação foi movida quando o suplente assumiu, temporariamente, o cargo de Eurides, por conta de uma decisão que impedia supostos envolvidos na Operação Caixa de Pandora de votarem no processo de impeachment de Arruda.

“Tecnicamente, a posse do suplente, na época da votação do impeachment de Arruda, deu margem para que entrássemos com o pedido de devolução do cargo, que pertence ao PMDB”, explica. Em março, Lucena já havia mudado de partido, o que deu margem para que sua ex-legenda entrasse com o pedido de devolução da vaga.

Venda de passagens do Fácil

Transporte em 19/05/2010 às 14:30

O radialista Ricardo Noronha (PSL) denunciou em seu programa de rádio na terça-feira (18) um esquema de venda clandestina de passagens pelo cartão Fácil no metrô. O esquema foi presenciado pelo próprio Noronha, quando usou o transporte esta semana. Segundo ele, um homem lhe ofereceu passar na catraca utilizando o Cartão Fácil por apenas R$ 2 - e não R$ 3, como custa a passagem. O homem teria insistido bastante. Ele desconversou, afirmando que não tinha trocado. O moço então tirou do bolso um pacote de notas de R$ 2 e perguntou quanto ele queria de troco.

“Quando eu vi aquilo, chamei os rapazes que trabalhavam na entrada do metrô e eles me disseram que não poderiam fazer nada, no máximo, prender o cartão”, contou Noronha. Depois que fez a denúncia, o radialista recebeu inúmeros telefonemas de moradores da cidade que já viram o esquema em ação.

Roriz lidera pesquisa Vox Populi

Partidos, Política em 19/05/2010 às 11:07

A pesquisa Vox Populi, via Cláudio Humberto: Pesquisa Vox Populi, divulgada pelo telejornal BandCidade, em Brasília, informa que o ex-senador Joaquim Roriz (PSC) lidera com folga a disputa pelo governo do Distrito Federal, com 42% das intenções de voto, seguido por Agnelo Queiroz (PT), que subiu pelo menos cinco pontos percentuais e agora soma 32%. Em terceiro aparece o nome da ex-deputada Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com 6%.

O atual governador do DF, Rogério Rosso (PMDB), também aparece neste novo levantamento, com 4%, e Alberto Fraga (DEM) tem 3%. Brancos e nulos somam 9% e não sabem ou não responderam 4% dos entrevistados.

Roriz também lidera com folga o índice de rejeição: 34% dos entrevistados afirmam que jamais votariam nele. O deputado Fraga, que está em 5º lugar nas intenções de voto, ficou em 2º em rejeição, com 14%, ao lado da tucana Maria de Lourdes Abadia. A rejeição do petista Agnelo Queiroz soma 10%, contra 6% para Rogério Rosso, o de menor rejeição.

Arruda tem 5% na espontânea - Um dos aspectos mais curiosos da nova pesquisa Vox Populi, que ouviu 600 pessoas entre os dias 8 e 12 deste mês, é na referência espontânea da intenção de voto, sem que o entrevistador mostre uma cartela com nomes de candidatos. Nesse caso, o ex-governador José Roberto Arruda, que foi preso sob a acusação de tentar subornar testemunhas, ainda soma 5% das intenções de voto. Mas, novamente, o líder absoluto é Joaquim Roriz, com 31% das referências espontâneas, contra 21% de Agnelo Queiroz.

Retaliação democrata a Raad

Câmara Legislativa, Partidos em 19/05/2010 às 10:32

O deputado distrital Raad Massouh (DEM) perdeu nesta quarta-feira (19) a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa. Foi publicada no Diário da Casa a substituição de Raad pelo também democrata Paulo Roriz. A decisão foi tomada por Roriz, que é líder da bancada, e por Eliana Pedrosa (DEM), que é a vice-líder, como forma de “puxão de orelha” ao colega pela postura independente que vem adotando.

Nos últimos dias, por exemplo, Raad criticou a formação do bloco independente na Casa, que conta com a participação de Paulo Roriz e de Eliana, e desagradou os colegas. A substituição na CCJ teria sido o primeiro alerta. Os democratas avisam que, se Raad mantiver o comportamento “rebelde”, o caso será levado à executiva do DEM. E a próxima retaliação pode vir diretamente do partido.

A decisão de passar o comando da CCJ para Paulo Roriz também teve uma motivação política. A CCJ é a principal comissão da Casa, por onde todas as propostas precisam passar, e ter no seu comando um presidente de oposição pode dar muita dor de cabeça ao governo.

Manual para gestores

GDF, TCDF em 19/05/2010 às 9:34

O Tribunal de Contas do Distrito Federal vai distribuir aos órgãos administrativos do GDF uma cartilha com as regras básicas sobre a conduta adequada dos gestores diante de possíveis irregularidades em ano eleitoral. A iniciativa do tribunal é uma colaboração com o Executivo, uma vez que as regras de quem lida com administração pública sofrem mudanças. A legislação vale, inclusive, para todos os servidores, sejam de carreira, comissionados ou sem remuneração, nomeados ou contratados.

As principais restrições, impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal e pela legislação eleitoral aos agentes públicos também estão disponíveis na página do Tribunal de Contas (clique aqui).

Denúncia de propina no Varjão

Cidades, GDF, Habitação em 19/05/2010 às 8:20

Do Correio Braziliense: Terça-feira, 4 de maio, fim de tarde no Varjão. Passava das 18h quando um homem de camisa branca, com mangas curtas e crachá fixado num cordão verde, preso ao pescoço, se aproxima de outro, que está parado em frente a uma sorveteria na Quadra 4. A exemplo do primeiro, ele veste blusa do mesmo estilo, porém amarela. Depois de trocarem algumas palavras, eles deixam o lugar em fila e se sentam numa lanchonete situada no mesmo lote do comércio. Lá, o segundo recebe do conhecido o maço de R$ 500 composto por notas de R$ 50 e de R$ 20. Num gesto de cordialidade, os dois dão as mãos e saem em direção opostas.

O encontro deles foi registrado pela equipe do Correio. A imagem será requisitada pela 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) para anexar como prova ao inquérito aberto para apurar o suposto envolvimento de um servidor da Administração do Varjão — que aparece na foto de camisa branca — em cobrança de propina para “agilizar” a entrega de lotes a moradores inscritos no programa de assentamento de famílias carentes do governo do Distrito Federal.

Quem está no centro desta denúncia é o diretor de Serviços Públicos da administração, Cláudio Bandeira de Azambuja, 57 anos. Ele é acusado por quatro moradores do Varjão de cobrar até R$ 4 mil para “melhorar” a pontuação deles na lista de espera por um lote da Companhia Habitacional do Distrito Federal (Codhab). O caso está registrado no Boletim de Ocorrência nº 1.529/2010, da 9ª DP. No documento, uma das vítimas afirma que pagou R$ 500 a Cláudio na tentativa de conseguir o lote mais rapidamente.

A denúncia é do pedreiro Selso Alexandre da Silva, 43 anos, morador do Varjão. Ele aparece na imagem feita pelo Correio, no último dia 4, com Cláudio. Selso disse que resolveu procurar o diretor da administração porque o lote que haveria de receber em Ceilândia — conforme foi divulgado na lista da Codhab, segundo ele — estaria ocupado por outra pessoa. O primeiro encontro com Cláudio, segundo ele contou em depoimento na 9ª DP, ocorreu há quatro meses. “O funcionário disse que, para resolver o problema, não seria necessário comparecer à Codhab”, ressaltou. Segundo as declarações de Selso, Cláudio teria dito e ele: “O que eu e a administradora (Luiza Helena Werneck) não resolver (sic) por aqui, você não resolve em lugar algum”.

Em seguida, Cláudio teria proposto que Selso fizesse o pagamento de R$ 1,5 mil para agilizar os trâmites na Codhab, conforme a vítima relatou na 9ª DP. “Eu disse que só poderia dar R$ 500 na hora e outros R$ 500 quando recebesse o lote”, afirmou Selso ao Correio. Passados alguns meses do encontro, o pedreiro procurou o diretor novamente para saber o motivo da demora. Cláudio teria dito que devolveria o dinheiro de Selso com juros de R$ 200. Eles se encontraram no dia combinado (4 de maio), mas Selso teve de volta apenas os R$ 500, sem qualquer correção.

Além de Selso, outras três pessoas registraram ocorrência contra o mesmo funcionário. O pedreiro José Edilson de Sousa, 37 anos, também afirma ter dado dinheiro ao servidor da Administração Regional do Varjão. “Eu dei R$ 250 à vista e, depois, mais R$ 200”, garantiu. A transação ocorreu há seis meses, segundo ele. “Moro com meu irmão num barraco improvisado, com outras famílias que estão à espera de lote. A situação é bastante difícil”, explicou ele.

O casal Luiz Robério da Silva Soares, 38 anos, e Michele Queiroz Correa, 31, também teria sido aliciado por Claúdio. “Ele nos prometeu um lote no Itapoã. Mas queria uma quantia exorbitante: R$ 4 mil à vista. A gente não tinha esse dinheiro, por isso não o pagamos”, afirmou Robério, que também é pedreiro. Ele disse que estava impedido de entrar na lista de futuros contemplados com lote porque ainda tem inscrição na Codhab, onde constam o nome dele e o da ex-mulher. “Como minha atual mulher também está com o nome impedido, ele (Cláudio) disse que uma solução seria forjar um casamento com a minha cunhada”, afirmou. “Ou, então, eu deveria me passar por homossexual, que poderia ter prioridade”, acrescentou Robério.

GDF vai apurar

Após tomar conhecimento da denúncia, a Corregedoria do GDF instaurou procedimento administrativo para investigar a conduta de Cláudio de Azambuja e da administradora do Varjão, Luiza Helena Werneck. Porém ambos serão mantidos no serviço público até que o caso seja apurado. Além disso, a Codhab abriu sindicância para saber se há participação de algum servidor do órgão no suposto esquema do qual Cláudio é apontado como operador.

A suspeita pode suspender mais uma vez a entrega dos terrenos a famílias carentes por meio do programa habitacional da Codhab. Em abril, em virtude das denúncias publicadas pelo Correio de um esquema de concessão e de venda ilegais de lotes, o governador Rogério Rosso (PMDB) decidiu interromper o programa por 30 dias para que as denúncias fossem apuradas. Termina hoje a vigência da ordem de Rosso. Mas, segundo a Assessoria de Comunicação do GDF, a suspensão do programa pode ser prorrogada pelo mesmo período, diante da nova denúncia.

A administradora Luiza Helena Werneck conversou com o Correio. Por telefone, negou que tenha qualquer envolvimento com o caso. “Faço questão que essa investigação ocorra mesmo”, disse. A administradora disse que afastou Cláudio da função de diretor desde quando ela tomou conhecimento da denúncia (sem precisar a data). “Não o exonerei porque não havia nada de concreto que pesasse contra ele”, justificou. Cláudio era responsável por levar os moradores carentes até a Codhab para que eles pudessem se inscrever no programa de lotes. Ele foi remanejado para fazer serviços internos.

Além de serem alvo de apuração interna do governo, Cláudio e Luiza Helena também serão investigados pela polícia. O chefe da 9ª DP (Lago Norte), Silvério Antônio Moita de Andrade, pediu a quebra de sigilo telefônico dos dois. “Eles podem responder por corrupção passiva. A pena pode chegar a 12 anos de prisão”, ressaltou o delegado. A reportagem procurou Cláudio na administração após o encontro dele com Selso, no último dia 4, e também tentou outros contatos, na segunda-feira e ontem, mas ele não foi encontrado para responder as denúncias.

Relator apresenta questionários

Câmara Legislativa em 18/05/2010 às 19:47

A CPI da Corrupção na Câmara Legislativa tem reunião marcada para esta quarta-feira (19), às 10h. Na pauta do encontro, o relator da CPI, deputado Paulo Tadeu (PT), fará uma apresentação sobre os questionários encaminhados às 41 autoridades citadas no inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) (veja lista aqui). As perguntas estão sendo entregues aos depoentes esta semana. Depois de recebidas, eles têm o prazo de dez dias corridos para apresentar seus esclarecimentos.

Relatório apreciado na próxima semana

Câmara Legislativa em 18/05/2010 às 18:49

Relatora do processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada distrital Eurides Brito, a petista Erika Kokay planeja entregar até a próxima segunda-feira (24) seu relatório sobre o caso. O prazo final oficial é dia 27 de maio, mas Erika acredita que será possível concluir o relatório ainda esta semana. Presidente da Comissão de Ética, o deputado distrital Aguinaldo de Jesus (PRB), pretende colocar o relatório em votação tão logo seja entregue. Dará apenas o prazo necessário para que os demais integrantes da comissão conheçam o voto da relatora.

Se o relatório for entregue na segunda, a expectativa é de que processo seja votado na Comissão de Ética já na quarta-feira (26). O entendimento entre os integrantes da comissão é de que a decisão pelo futuro de Eurides é importante demais para ser tomada por apenas cinco deputados. Logo, deve ser repassada para o plenário.

Lucena ocupa vaga de Eurides

Câmara Legislativa em 18/05/2010 às 17:42

A sessão no plenário da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (18), contou também com a presença do mais novo parlamentar da Casa: o primeiro suplente do PMDB, Roberto Lucena, que assumiu no lugar de Eurides Brito (PMDB), afastada do mandato por ordem da Justiça. Lucena assumiu a vaga no Legislativo prometendo trocar a equipe do gabinete no próximo dia 1 de junho e  reduzir os gastos com a verba indenizatória.

Base governista volta a plenário

Câmara Legislativa, GDF em 18/05/2010 às 17:38

Pela primeira vez desde a eleição indireta , os deputados distritais da base governista retomaram o trabalho em plenário. Vieram, inclusive, com um novo líder de governo - o distrital Aguinaldo de Jesus (PRB). A presença da base, no entanto, não foi suficiente para aprovar o novo projeto do Passe Livre enviado pelo Executivo esta semana. Apesar da pressão para o projeto ser apreciado em plenário ainda nesta terça (18), os blocos independente e o de oposição - que somam hoje 12 parlamentares - conseguiram aprovar o requerimento para realização de uma comissão geral sobre o assunto na tarde de quinta-feira (20). Além disso, a intenção é discutir o projeto em todas as comissões da Casa referente ao tema.

A tarde, entretanto, não foi perdida. Os distritais conseguiram aprovar um crédito suplementar.

Crise por candidatura própria

Partidos, Política em 18/05/2010 às 16:57

A executiva nacional do PMDB fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a possibilidade de, nos estados, o partido oferecer palanque a candidatos distintos do escolhido na esfera nacional. A questão é uma tentativa de subsidiar um problema interno do partido - já que nem todas as regionais querem se coligar ao PT nas disputas estaduais. É o caso do Distrito Federal.

No DF, o PMDB local sonha com a garantia de que poder fazer alianças com DEM e PSDB e receber em seu palanque não a petista Dilma Roussef, mas o candidato tucano à presidência, José Serra, sem, com isso, ser alvo de retaliações partidárias ou prejudicar o desempenho do partido.

Isso porque a opção eleitoral que mais cresce na preferência dos peemedebistas é a de uma candidatura majoritária própria, com apoio do DEM, PSDB, PPS e PP. Com o máquina do governo nas mãos, o partido sabe que tem uma oportunidade única de encarar a disputa eleitoral deste ano. O problema maior, porém, é o palanque nacional. Com o presidente nacional do partido, Michel Temer, indicado para vice de Dilma Roussef, seria complicado recebê-los em Brasília apenas no palanque do PT, sem participação do PMDB local.

PMDB é primeira via

Partidos, Política em 18/05/2010 às 16:14

Raciocínio do deputado distrital Alírio Neto (PPS), um dos principais articuladores da eleição do peemedebista Rogério Rosso para o Governo do Distrito Federal: “Eu nunca vi a ‘terceira via’ ser a da governo. O governo é sempre a ‘primeira via’. A ’segunda via’ é a oposição. Em Brasília, quem é ‘terceira via’ é o Roriz”.

O distrital defende a formalização de uma aliança entre PPS, DEM e PSDB, tendo o PMDB como cabeça de chapa.

Aliança com PMDB na pauta

Partidos, Política em 18/05/2010 às 15:15

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, reúne para um café da manhã nesta quarta-feira (19) as lideranças dos partidos que compõem a tradicional aliança de esquerda com o PT: PDT, PSB e PCdoB. A conversa será para discutir a política de alianças que fechará a chapa majoritária das quatro legendas. Na prática, a pauta da discussão será a indicação do candidato a vice-governador - e se ela será mesmo entregue ao PMDB. Resistência entre os partidos não existem mais. A crença é de que o a aliança com o PMDB fortalece a chapa e facilita a vitória do candidato ao GDF, Agnelo Queiroz (PT).

Eurides recorre de decisão

Câmara Legislativa, TJDFT em 18/05/2010 às 12:32

A deputada distrital Eurides Brito (PMDB) divulgou nesta terça-feira (18) uma nota sobre a decisão da Justiça que a afastou do mandato parlamentar. Eurides afirma que segue sem ter sido notificada e sem ter tido acesso à ação. Nesta tarde, seus advogados entram com recurso contra a decisão. A distrital também questiona um erro na grafia de seu nome, que teria dificultado o acesso de sua assessoria jurídica ao processo.

Confira a nota na íntegra:

“Até o momento, a deputada Eurides Brito não foi notificada da decisão da Justiça, que determinou o afastamento dela do cargo de deputada distrital. Entretanto, o advogado protocolará recurso contra a decisão na tarde de hoje. É provável que a decisão saia esta semana.

O Ministério Público deu entrada ao pedido de afastamento no dia 7 de maio. No entanto, a decisão da Justiça foi proferida na última quinta-feira (13). Mas só foi tornada pública ao encerramento do expediente de sexta-feira (14). A deputada Eurides Brito, principal interessada na decisão, só tomou conhecimento após às 19 horas. Sendo, desta maneira, impedida de recorrer imediatamente.

No sábado (15), o advogado da deputada foi ao Tribunal de Justiça do DF (TJDF). Entretanto, o plantão não permitiu que ele tivesse acesso à decisão nem ao processo. Ontem (17), novamente o advogado voltou ao TJDFT e, enfim, teve o acesso permitido. Com isso, mesmo sem a notificação, ele começou a trabalhar no agravo, que será protocolado hoje à tarde.

Ainda que, tanto o escritório do advogado como o gabinete da parlamentar consultem todos os dias o site do TJDF, não foi encontrado nenhum novo processo com nome da deputada. Agora, sabe-se o porquê. O nome da parlamentar foi escrito de maneira equivocada. Ao invés de Eurides, foi grafado como Eurídice. Razão pela qual não foi possível encontrar o referido processo.

Após a decisão, sem qualquer tipo de requerimento ou manifestação por qualquer das partes, o nome passou a ser grafado como deveria ser e, portanto, visto agora por qualquer um no site do TJDF. Coincidência?”

Pré-convenção do PSL

Partidos, Política em 18/05/2010 às 10:05

O PSL-DF promove nesta terça-feira (18) sua pré-convenção para as eleições deste ano. O partido, que ainda não decidiu quem vai apoiar na disputa majoritária de outubro, pretende fortalecer sua nominata para assegurar a eleição ao menos de deputados distritais da legenda. Entre as apostas do partido estão, por exemplo, o ex-administrador do SIA Miguel Lunardi. A reunião será na QI 07 do Lago Sul, a partir das 19h.

Sem resumos

Blog em 18/05/2010 às 9:01

Bom dia. Por motivos técnicos não foi possível fazer o resumo dos jornais nesta terça-feira (18). Obrigada pela compreensão.

Rollemberg na disputa ao Senado

Partidos, Política em 17/05/2010 às 21:22

O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) lançou nesta segunda-feira (17) sua pré-candidatura ao Senado Federal. Rollemberg vai disputar o cargo na chapa majoritária de Agnelo Queiroz (PT). Na festa, no Teatro Dulcina, a presença maciça dos petistas foi o sinal mais claro de que o socialista assegurou seu lugar na chapa. Na mesa principal, parlamentares do PT faziam às vezes de anfitrião, já que o PSB hoje só tem Rollemberg como parlamentar.

Outra presença importante foi a do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “Foi uma decisão madura e correta esta do PT no final de semana. Nós não estamos aqui para brincadeira”, avisou Padilha.

As consequências de um crise

Partidos, Política, entrevista em 17/05/2010 às 20:15

Presidente regional do PR, o ex-secretário de Ciência e Tecnologia do GDF, Izalci Lucas, sempre foi aliado do ex-governador José Roberto Arruda. Esta semana, porém, seu partido, puxado pelo deputado federal Jofran Frejat e pela cúpula nacional, anunciou uma aliança com o ex-adversário Joaquim Roriz (PSC) para as eleições de outubro. O PR terá o vice na chapa de Roriz, na pessoa de Frejat. Para Izalci, a aliança com Roriz será a saída para os partidos que antes compunham a base do governo Arruda. “O natural seria formamos uma terceira via, mas isso deveria ter sido feito antes. Agora não dá mais tempo. Esta eleição será polarizada novamente”, avalia. Em entrevista ao jornal o Distrital desta semana, Izalci fala da aliança com Roriz e detalha também os altos e baixos vividos pelo PR durante a campanha de Wilson Lima para governador, na eleição indireta realizada pela Câmara em abril. Confira a seguir principais trechos da entrevista. A reportagem completa está aqui.

O PR, assediado por diversos partidos, inclusive pelo PT, acabou de formalizar uma aliança com o PSC do ex-governador Joaquim Roriz para as eleições deste ano. Por que a escolha por Roriz?

Izalci Lucas - O PT chegou mesmo a nos convidar. Convidar a mim e convidar também o deputado Jofran Frejat. O (deputado federal Geraldo) Magela esteve lá em casa duas vezes. Eu fui a um evento em Brazlândia e o Agnelo (Queiroz, pré-candidato do PT ao GDF) esteve lá com Magela. Daí Agnelo me falou: “Izalci, precisamos conversar, vamos conversar esta semana”. Eu concordei. Mas a conversa nunca foi marcada.

Já o deputado Jofran Frejat havia sido convidado oficialmente pelo Roriz (para ser candidato a vice em sua chapa majoritária), e ele conduziu o processo de forma muito elegante, sempre deixando claro que a palavra final seria do partido.

É evidente que também fizemos uma avaliação com a nacional sobre isso. E chegamos à conclusão de que, neste momento, o melhor seria realmente apoiar o Jofran Frejat para vice. Depois disso, conversamos com Roriz, que nos passou a informação de que já estava conversando com outros partidos também. Emissários do Roriz já tinham conversado com o DEM, com o PSDB. Dissemos a ele que a nacional já havia liberado a aliança. Eu também conversei com os deputados do partido, com os pré-candidatos, e não houve resistências. Então a aliança ficou praticamente acertada, precisando apenas ser referendada pela reunião da executiva do partido, que seria na semana seguinte (na terça-feira, 11).

Mas a conversa que tivemos com Roriz vazou e, no dia seguinte, o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, que nunca me atendia ou retornava minhas ligações, me telefonou. À tarde, ele e Agnelo vieram ao meu escritório. Queriam fechar uma aliança com o PR ou, ao menos, que nós adiássemos a aliança com Roriz. Eu disse a eles: “tarde demais, já apertei a mão do homem”. Não ia mais voltar atrás.

Além de ter Frejat como vice, o que mais o PR ganha com esta aliança?

Izalci – Força na disputa proporcional. Queremos fazer um chapão, pelo menos para deputado federal (cargo para o qual Izalci vai disputar a eleição novamente). A tendência é que os demais partidos acabem se coligando em uma ampla aliança com Roriz. E essa aliança se repetirá na disputa proporcional. A intenção é trabalhar (a tucana Maria de Lourdes) Abadia para o Senado, se se confirmar a aliança com PSDB. Também o (deputado federal Alberto) Fraga para o Senado, se o DEM entrar na aliança. Essa é a expectativa.

Outro que tem interesse em disputar a chapa pelo Senado é o (também deputado federal Robson) Rodovalho, pelo PP. Então eu acho que, reunindo esses partidos (PSC, PMN, PR e PSDB, PP e DEM), é possível eleger até quatro deputados federais. E o desenho é que esses partidos acabem mesmo fechando com Roriz. E, se isso acontecer, melhora muito, mais do que eleger quatro federais, eu acho que será possível ganharmos já no primeiro turno.

Mas o senhor acha que é uma tendência natural das legendas que apostavam na reeleição do ex-governador José Roberto Arruda, agora se reunirem em torno de Joaquim Roriz?

Izalci - Eu acho que o natural seria formamos uma terceira via, uma alternativa. Mas isso deveria ter sido feito antes. Agora não dá mais tempo. Esta eleição será polarizada novamente.

A ampla aliança que elegeu o peemedebista Rogério Rosso a governador na eleição indireta não teria sido um primeiro passo para esta via alternativa?

Izalci - Esse era o desenho e a vontade do Filippelli. Quando ele patrocinou, ou ajudou a patrocinar, essa eleição, a intenção dele era o PMDB assumir o GDF e ele se candidatar ao governo em outubro. Mas o que a gente viu foi outra coisa. Ele não conseguiu manter os compromissos feitos com os partidos. Os partidos que o ajudaram não foram atendidos depois da eleição. E isso enfraqueceu muito a relação dele com essas legendas, o que acabou atrapalhando o surgimento desta outra via.

Como assim?

Izalci - O que aconteceu na prática na eleição? O Wilson Lima (presidente da Câmara, candidato derrotado do PR na eleição indireta) conduziu o processo eleitoral de forma muito técnica, naquela visão que ele tinha de evitar a intervenção. Mas, na prática, os deputados são muito pragmáticos. Ninguém acredita em promessas futuras.

No início da campanha de Wilson Lima, houve uma reunião na casa de (deputado distrital do PTB) Cristiano Araújo, e estávamos lá eu, Benício (Tavares, PMDB), Alírio (Neto, do PPS), Filippelli e o Cabo Patrício (PT).

Cabo Patrício?

Izalci – Sim. Quando a gente estava trabalhando no começo da campanha, a gente tinha a ideia de convidar o PT para compor a chapa, numa grande aliança por Brasília. Porque a gente sabia que se conseguisse isso ganharia a eleição e levaria o governo com tranqüilidade. Depois, quando já era Filippelli que estava em campanha, ele acabou adotando a mesma ideia. Neste dia, Cabo Patrício estava lá para discutir essa possibilidade de aliança.

Mas então Alírio precisou sair para um compromisso no Lago Sul. Lá ele encontrou Marcelo Toledo numa padaria e ele fez uma ameaça aberta aos distritais caso eles votassem no Wilson Lima (Toledo teria dito, em alto e bom som, que se os distritais elegessem Wilson Lima governador, ele, Toledo, denunciaria quanto custaram os votos de parlamentares na eleição do próprio Lima para presidente da Câmara, um mês antes).

Alírio contou a história para Benício. E o Filippelli estava lá. E a turma ficou meio assim… ficou todo mundo preocupado. Eu achei aquilo muito estranho, os caras ficaram muito diferentes. Então eu liguei para Wilson Lima e ele disse que não sabia nada daquilo. Mas a partir daí a história mudou. Ninguém falou mais nada comigo.

O senhor acha que a ameaça surtiu efeito?

Izalci - Não tenho dúvida. Foram vários fatores que fizeram a gente perder a eleição, não foi só esse. Mas talvez tenha sido esse o motivo para mudarem o candidato.

Aí o que aconteceu? Wilson começou a ficar inseguro. Mas continuou as conversas. E um dos artifícios que o Filippelli usou na campanha foi a questão do apoio de Roriz a Wilson Lima. Porque os deputados não queriam a participação de Roriz neste processo.

As coisas então começaram a ficar difíceis para o Wilson e ele estava muito preocupado com Aylton (Gomes, deputado distrital do PR). Eu disse a ele: “com Aylton você não se preocupe, eu vou conversar com ele”. Então fiquei incumbido de conversar com Aylton e eles irem para a Câmara já com tudo certo. No dia da eleição, houve uma reunião na casa do deputado federal Alberto Fraga, com Wilson, o PSDB e os democratas – que, aliás, são bem articulados. São quatro e cada um votou de um jeito (no dia da eleição, Paulo Roriz votou com Wilson Lima, Eliana Pedrosa votou com o candidato petista e Raad Massouh se absteve. O ex-democrata Geraldo Naves, que estava sendo contado como voto da bancada à época, votou com Rogério Rosso).

Bom, mas o Aylton não participou desta conversa. Mesmo assim, eu disse a ele que teria jeito. Ele era o primeiro voto e teria de votar em Wilson Lima. Eles (o grupo que apoiava o PMDB) já tinham até pensado numa estratégia para Aylton votar no final. Mas eu disse “negativo, você vai votar primeiro e vai ser no Wilson” (como presidente regional do PR, Izalci poderia dificultar a liberação da legenda para o deputado, caso ele se rebelasse).

Só que quando eles chegaram da casa do Fraga, a estratégia havia mudado. Eles discutiam votar no Luis Filipe (Coelho, candidato do PTB) no primeiro turno e, no segundo turno, votar no candidato do PT. Aí eu, que não tinha participado dessa discussão e não sabia dessa nova estratégia, foi tentar entender o que estava acontecendo. Quando eu vi que Wilson não ia mais ser candidato, avisei ao Aylton que ele estava liberado. E fui embora da Câmara. Quando eu estava no caminho para o Guará, Aylton me liga dizendo que Wilson tinha retomado a candidatura. Mas eu já o havia liberado e disse que ele poderia votar como quisesse.

Mas o deputado Aylton Gomes já estava fechado há alguns dias com o grupo que apoiou Rogério Rosso…

Izalci - Sim, o Aylton já tinha costurado o acordo com o PMDB, tanto que ele tinha viajado para Goiânia com o grupo (os eleitores de Rosso foram levados, de jatinho, para Goiânia na véspera da eleição, para que não houvesse mudanças de voto). Depois ele me disse que havia combinado com o PMDB que o PR manteria seu espaço dentro do governo. Quando o Wilson desistiu e eu o liberei para votar como quisesse, Aylton ligou para o Filippelli, para o Benício e para o Alírio, e perguntou se o acordo ainda estava de pé. “O Izalci está aqui liberando o voto”, avisou. E eles responderam que sim, estava tudo certo. O compromisso que eles assumiram com Aylton era de que não mexeriam na estrutura do PR no governo (o partido ocupava a Secretaria de Ciência e Tecnologia, da qual Izalci foi secretário até a desincompatibilização, e a Administração de Planaltina, a cargo de Aylton Gomes).

Depois, no dia seguinte, eu participei de um almoço promovido pelo Filippelli para os partidos que apoiaram o PMDB. Filippelli fez o compromisso de que Rosso iria governar com os partidos e não só com os deputados. Os partidos teriam espaço. Aqueles partidos que assinaram a Carta de Brasília – PMDB, PT, PPS, PDT, PR, PRB… Mas não foi o que aconteceu, ele não teve como honrar esse compromisso.

O Alírio, por exemplo, ganhou um espaço grande no governo, mas o PPS não. Tanto é que o partido ainda não decidiu se ele vai ser líder e se eles vão continuar apoiando o Rosso. Daí esse almoço foi no domingo e, na quinta, o PMDB rachou (quando se tornou pública a briga entre Rosso e Filippelli, já que o novo governador não atendia aos pedidos do presidente de seu partido).

Esse foi o episódio da eleição. Evidentemente que Wilson estava trabalhando com a perspectiva de ir para o Tribunal de Contas do DF, depois deu aquele problema na Justiça e a vaga acabou compensando a da Anilcéia (Machado, presidente do TCDF, que perdeu temporariamente a vaga no pleno por ter entrado num lugar que caberia ao Ministério Público. Anilcéia acabou garantindo o cargo na Justiça, mas para compensar o MP, a vaga aberta em abril foi entregue a eles).

Mas como está a situação do PR hoje no governo?

Izalci – Pois é, para minha surpresa houve várias modificações na Secretaria. Eu conversei com o governador Rogério Rosso e ele me garantiu que não havia mexido na pasta, que ela continuava com o PR. Quer dizer, o PR teria a secretaria, mas quem estava fazendo as nomeações era apenas o Aylton (nomes do segundo escalão da pasta foram substituídos por indicações diretas do parlamentar). Mas nós estamos tentando ajustar isso.

Sim, mas semana passada, Wilson Lima anunciou a formação de um bloco independente na Câmara Legislativa, confirmando que não está alinhado ao governo…

Izalci – Wilson Lima é presidente da Câmara Legislativa. Ainda tem um poder muito grande. E até a semana passada o governador ainda não o havia procurado. Mas eu tive uma conversa com o governador e acredito que ele deve buscar um entendimento com Wilson nos próximos dias. A tendência é a gente ir conversando mais e mais para tentar resolver essas coisas. Não dá mais para ficar perdendo tempo com isso, temos de nos preparar para a campanha.

De volta ao começo

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 17/05/2010 às 19:21

O deputado federal Geraldo Magela (PT) será candidato à reeleição na Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada depois da segunda derrota do petista no partido, nesse final de semana, quando os delegados da legenda votaram por liberar a segunda vaga da disputa ao Senado para partidos aliados - no caso, o PSB.

No primeiro acordo firmado entre Magela e a direção do PT-DF, quando José Roberto Arruda ainda era governador e parecia ter uma reeleição garantida, o parlamentar aceitara ser candidato ao Senado. Agora, desgastado dentro do partido, terá uma campanha difícil para a Câmara Federal.

Isso porque, na avaliação de parte do PT, sua disputa por cargos na chapa majoritária acabou atrasando as alianças e a preparação para a campanha. Sua opção em ser candidato ao governo, depois que a crise tirou Arruda do páreo, provocou as prévias internas e atrasou a escolha do candidato majoritário. Derrotado nas prévias, sua intenção de voltar a concorrer ao Senado esbarrou nas conversas para coligações partidárias, que ficaram suspensas até a definição final sobre a questão. Depois disso tudo, seus adversários garantem que não será mais o mais votado da legenda.

Estudantes criticam Patrício

Câmara Legislativa, Partidos em 17/05/2010 às 17:43

O vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício, passou por um constrangimento no encontro regional do PT-DF, no último sábado. Isso porque o grupo que fez parte da invasão da Câmara, em dezembro do ano passado, se manifestou veementemente contra a postura do distrital de aprovar o pedido de investigação contra os servidores envolvidos no ato (leia aqui). Para os estudantes, a sindicância é uma retaliação dos deputados envolvidos nas denúncias da Caixa de Pandora.

Cerca de dez membros da juventude petista subiram ao palco para censurar o ato da mesa da Câmara. O acordado era não tocar no nome do Cabo Patrício, mas, no finalzinho do pronunciamento, um jovem não aguentou e fez uma crítica direta ao deputado. Sob fortes protestos do grupo, o distrital teve direito a resposta e disse que fez tudo para negociar, na época, uma saída pacífica dos estudantes e que agora a mesa agia para coibir excessos cometidos na invasão, como alguns furtos.

Update: Deputado Cabo Patrício enviou esclarecimentos ao blog sobre o episódio no encontro regional. Confiram:

“Não houve nenhum constrangimento de minha parte. Ao contrário, houve pleno exercício da democracia e do debate, como ocorre cotidianamente dentro do âmbito do PT. Os estudantes tiveram direito à fala, assim como eu - mesmo diante de protestos deles para impedirem a minha fala, sendo necessária a atuação da segurança do evento para retirá-los do palco.

A abertura da sindicância interna para apurar o que ocorreu em dezembro, durante invasão da Câmara Legislativa por manifestantes, é conseqüência de um inquérito policial existente, que identificou a participação de servidores da Câmara. Não agir assim seria omissão e prevaricação, já que eu estava no exercício da presidência da Casa, função que exige postura institucional. A abertura da sindicância não significa, em absoluto, pré-julgamento. Ao contrário, ela amplia o direito de defesa até para que não haja injustiça e condenação de inocentes. O simples fato de participar da manifestação não é problema algum. Vários servidores estavam fazendo isso exercendo a função que têm dentro dos gabinetes.

Para manter a coerência, a defesa de apuração tem que valer em ambos os casos: para quem desviou dinheiro público apontados na operação Caixa de Pandora e assim para quem lesionou o patrimônio público da Câmara Legislativa. Houve furto e depredação de objetos da Casa. Isso precisa ser apurado. E os responsáveis, punidos. Cada um na sua devida proporção. Nem sempre ser justo é o caminho mais fácil.”

Primeira medida em bloco

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 17:33

O recém-criado bloco independente da Câmara Legislativa se reuniu nesta segunda-feira (17) com a presença de seu mais novo integrante: o deputado distrital Roberto Lucena, primeiro suplente do PMDB e agora filiado ao PR. Lucena vai assumir o cargo no lugar da peemedebista Eurides Brito, afastada do mandato por decisão judicial.

Do encontro saiu a primeira medida concreta a ser tomada pelo bloco: a organização de uma comissão geral na quinta-feira (20) pela manhã para discutir o novo projeto de lei do Passe Livre, enviado à Casa pelo Executivo. Diante de todos os problemas do Passe Livre - como suspeita de recebimento de propina para aprovação da proposta é o principal deles - os distritais dizem que não vão aprovar esta nova versão a toque de caixa. Querem que a proposta seja discutida em todas as comissões pertinentes ao assunto antes de chegar para votação em plenário.

Só para lembrar, o bloco independente é formado pelo presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), pelos tucanos Raimundo Ribeiro e Milton Barbosa, pelos democratas Eliana Pedrosa e Paulo Roriz e ainda pela distrital Jaqueline Roriz (PMN) e agora por Roberto Lucena (PR).

Festa do PR com Roriz

Partidos, Política em 17/05/2010 às 14:06

Na noite desta segunda-feira (17) o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) faz uma visita oficial ao PR, onde será recebido pelo presidente regional do partido, Izalci Lucas. O encontro é um agradecimento pelo apoio formalizado a Roriz pela legenda para as eleições de outubro deste ano. O evento, que será uma espécie de recepção, contará com a presença de toda a cúpula do PR, incluindo o presidente de honra da legenda, Valdemar Costa Neto. A festa é no colégio INEI da 606 Norte, a partir das 19h.

Tratamento à altura

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 11:35

Um momento surreal durante o depoimento de Eurides Brito à Comissão de Ética na manhã desta segunda-feira (17). Em meio ao seu pronunciamento, a relatora do processo por quebra de decoro parlamentar contra Eurides, a petista Erika Kokay, trocou a forma de tratamento com que se referia a Eurides. Substituiu o “Vossa Excelência”, usado para deputados e autoridades, pelo “Vossa Senhoria”, usado para pessoas comuns.

Eurides reagiu imediatamente. “Se a senhora está trocando o “excelência” pelo “senhoria” levando em conta meu afastamento do mandato a mando da Justiça, aviso que ainda não foi comunicada oficialmente e continuo no cargo de deputada. Então pode voltar a me chamar de “Vossa Excelência”!

Ponto a ponto de Eurides

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 11:14

Em seu depoimento à Comissão de Ética, na manhã desta segunda-feira (17), a deputada distrital Eurides Brito (PMDB) questionou as declarações de Durval Barbosa de que teria pago a ela, por cerca de 40 meses, entre 2003 e 2006, uma mesada mensal a mando do ex-governador José Roberto Arruda, recém-eleito deputado federal àquela época. Eurides diz achar o fato impossível, considerando a personalidade de Joaquim Roriz (PSC), que era o governador no período. “Ele nunca daria poder dentro do governo a outra pessoa, ainda mais a um deputado que sequer havia tomado posse”, contestou, analisando que as mesadas teriam começado em janeiro e Arruda só foi empossado deputado em fevereiro.

Outro questionamento da peemedebista foi o motivo de Arruda lhe pagar a tal mesada: “Por que ele me daria uma pensão se eu sequer trabalhei a seu favor na campanha? Em 2002, meu candidato a federal era Tadeu Filippelli”, argumentou a distrital, que mostrou santinhos de campanha de 2002 para comprovar quem eram seus candidatos.

Eurides reafirmou também sua tese de defesa de que o dinheiro - R$ 30 mil - recebido por Durval Barbosa foi o ressarcimento, pago a mando de Roriz, dos custos pela realização de eventos de campanha de 2006 para explicar aos cabos eleitorais que ela apoiaria Arruda para o governo e Roriz para o Senado. “A comissão não fez a acareação entre mim e governador Roriz, como eu havia sugerido. Se tivesse feito teria sido mais fácil resolver esse problema”, reclamou.

Outro detalhe ressaltado por Eurides foi o resultado do laudo sobre o vídeo feito por Durval em que ela aparece recebendo o dinheiro. No laudo, os peritos confirmam que ela fechou a porta a pedido do ex-secretário. “Isso mostra que eu não fechei a porta quando entrei na sala. Não fechei porque não me importaria que alguém entrasse no gabinete naquele momento”, explicou. E completou: “Só acho estranho ele ter apenas um vídeo comigo quando diz ter passado 40 meses me pagando mesada”, ponderou.

Eurides questiona processo

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 10:25

Começou há pouco o depoimento da deputada Eurides Brito (PMDB) na Comissão de Ética da Câmara Legislativa. O primeiro ponto de seu depoimento foi o questionamento da oitiva secreta do ex-secretário Durval Barbosa pela relatora do processo por quebra de decoro parlamentar do qual Eurides é alvo, deputada Erika Kokay (PT). Eurides cobrou a existência da ata que deliberou sobre a oitiva de Durval e que a autorizou. Além disso, a peemedebista questionou o fato de não ter ficado sabendo do depoimento. “Eu tinha todo o interesse em ouvi-lo, questioná-lo e confrontá-lo, mas não tive oportunidade. Tive meu direito de ampla defesa cerceado, o que contamina todo o processo”, argumentou Eurides.

Leitores apoiam aliança

Blog, Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:53

Foi um resultado apertado mas a opinião dos leitores deste blog quanto à possibilidade de aliança entre PT e PMDB no Distrito Federal para as eleições deste ano foi a mesma do encontro regional do PT nesse final de semana. Sessenta e um por cento dos internautas que participaram da enquete do blog esta semana disseram ser a favor da aliança, que ajudaria a fortalecer o PT na disputa contra Joaquim Roriz (PSC).

Outros 39% dos leitores disseram ser contra a coligação. Par eles, aliar-se ao PMDB seria aliar-se ao tipo de política que o PT sempre combateu.

Uma nova enquete já está no ar. Participe.

Entrevista Agnelo Queiroz

Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:03

Do Tribuna do BrasilO pré-candidato do PT às eleições para governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, falou com exclusividade ao Tribuna do Brasil sobre suas metas, prioridades e investimentos - caso seja eleito em outubro. Agnelo alfineta o ex-governador: “Roriz (…) foi conivente com invasões”. Acompanhe abaixo a íntegra da entrevista.

O que o senhor pretende fazer de novo?
Realizar uma gestão transparente com a participação popular. Precisamos fortalecer o poder político local, pois as cidades, hoje, têm pouca autonomia para realizar suas ações. Temos que cortar orçamentos, colocando gente que mora na cidade, administradores que tenham conhecimento ou que vivam na cidade.

Qual a sua prioridade?
Os serviços de saúde se destacam, pois está muito ruim. Primeiramente vamos ter que fazer uma mudança de modelo para fortalecer o básico, para se evitar que as pessoas fiquem doentes. É preciso ter uma assistência forte de atenção básica: fortalecer, dar resolutividade aos centros de saúde, criar unidades intermediárias, esvaziar as emergências e deixá-las para quem corre risco de morte.

Qual a medida imediata para a saúde?
Alterar a porta de entrada do sistema de saúde que não pode ser o pronto socorro, e ter uma atenção digna ao cidadão no tratamento da doença.

O senhor é favorável à terceirização de algumas áreas da saúde?
Sou contra entregar o sistema e delegar responsabilidades. Temos de profissionalizar e ter instrumentos, como os usados nas áreas privadas. Assim poderemos combater o desperdício, o roubo, a utilização indevida dos medicamentos e equipamentos.

Qual outra prioridade?
Educação pública de qualidade. Temos que reforçar a valorização aos profissionais com qualificação, treinamentos e transformar a escola em um espaço prazeroso, agradável para que a criança tenha vontade de ir pra escola.

E no transporte?
Pensando em um projeto de desenvolvimento econômico da cidade planejado, a questão central é o transporte. Devemos ter investimento em transporte público de qualidade.

Qual a solução para o transporte público?
Ainda existem áreas no DF que não têm transporte rodoviário e em muitos destes locais, é possível fazer vias exclusivas e integrar o sistema de bilhete único com um transporte complementar. Se não fizermos isto não adianta alargar as vias, pois elas estarão sempre entupidas.

E o processo de liberação de invasão?
O ex-governador Joaquim Roriz teve uma política habitacional para a baixa renda, mas foi conivente com invasões. Isso destrói nossas nascentes e com as áreas de preservação temos que ser rigorosos. A legalidade tem que ser garantida com muito rigor e tem coisas positivas que foram feitas no atual governo que devem que ser continuadas.

E a segurança pública?
Temos que aperfeiçoar a parte de polícia comunitária, isto é uma saída. Os recursos humanos são de excelente qualidade. Só precisamos valorizar os profissionais e utilizar tecnologias.

E as alianças políticas do PT?
Estamos com o PSB e PCdoB. Vamos procurar até o final do prazo discutir com os outros partidos de esquerda, inclusive com o PMDB.

Você acha que o Filippelli seria um bom vice?
Feita a aliança com o PMDB, vamos discutir a questão do vice que no caso seria indicado pelo PMDB. Mas Filippelli tem todas as condições para ser um bom vice.

O que você está achando do governo Rosso?
Rosso entrou para fazer esta transição e nós o apoiamos. Estamos confiando que ele cumpra os compromissos assumidos publicamente.

O Chico Vigilante é importante dentro da estrutura de campanha?
O Chico é grande liderança do PT. Uma pessoa respeitada, pois foi deputado distrital, deputado federal e irá contribuir sim.

O senhor pretende ser o único palanque para Dilma no DF?
Acho que sim, a não ser que tenha outra novidade, mas um palanque amplo e representativo é fundamental. É importante ter palanques que garantam a vitória da Dilma em cada estado.

A campanha de Dilma influencia a sua?
Influencia sim, pois é uma campanha nacional e vai ser muito polarizada. Caminha para ser um plebiscito entre o PSDB, o PT e seus aliados, e isso necessariamente terá um impacto forte nos estados.

Os últimos acontecimentos atrapalham a candidatura Roriz?
Eu acho que a crise atinge muito a candidatura do ex-governador, até porque grande parte dos relatos e acontecimentos aconteceu durante o governo dele.

E isso o prejudica de alguma forma, tendo visto os vídeos de Durval?
Eu nem conhecia o Durval. Foi a primeira vez que o encontrei fisicamente e ele me apresentou um vídeo sem condição de saber se estava editado ou não. Ele me falou que iria entregar para a polícia e eu achei que aquele era o caminho correto e de fato era um caso de polícia e não de luta política de oposição de governo.

Houve rumores de que o senhor estaria envolvido na Operação Shaolin.
Isso não procede. É desespero do nosso adversário com o crescimento da minha campanha, mesmo antes de aliança e lançamento formal. Quem fez a denúncia e a tomada de contas foi o ministério e encaminhou ao Tribunal de Contas. Isso foi julgado e a tomada de contas especial que determinou a devolução do recurso. Portanto, foi feito corretamente.

Eleições milionárias

Partidos, Política em 17/05/2010 às 6:58

Da coluna de Cláudio Humberto: O PSDB foi o partido que mais gastou nas eleições de 2006: R$ 328 milhões, seguido pelo PMDB (R$ 284 milhões) e PT (R$ 250 milhões), diz o site Às Claras. Valores contabilizados, oficiais. Já o “por fora”…

Entrevista Roberto Lucena

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 6:51

Do Correio Braziliense: Segundo suplente de deputado distrital pelo PMDB, Roberto Lucena deve assumir a vaga aberta por Eurides Brito (PMDB), afastada do mandato por decisão judicial. Lucena é médico da rede pública de saúde do DF e irmão de Gilberto Lucena, dono da Linknet, empresa citada no escândalo da Caixa de Pandora por suposto envolvimento no esquema de pagamento de propina à base aliada do governo na Câmara.

Sobre a carreira, Roberto afirma que será norteadora para o seu mandato relâmpago. “A saúde pública será minha maior preocupação, o carro-chefe do meu mandato”, afirmou, em entrevista ao Correio.

Quanto ao parentesco com um dos pivôs da crise política no DF, o suplente se distancia: “Eu tenho a ver com o povo, eu não tenho nada a ver com a situação dele. Sou irmão dele e nada mais”. Mas foi a Linknet, a empresa do irmão, que bancou a campanha de Roberto Lucena. Dos R$ 449,4 mil declarados à Justiça Eleitoral, R$ 439 mil foram doados pela firma do irmão — 97,7% do total. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Como o senhor reagiu ao saber que deve assumir o mandato de deputado com a decisão judicial que afastou Eurides Brito?
Tranquilo e preparado, sabendo da minha responsabilidade e do compromisso que eu tenho que ter com a sociedade.

O senhor vai substituir uma deputada acusada de envolvimento com um esquema de corrupção. A responsabilidade aumenta?
A responsabilidade de qualquer homem público está sempre aumentada. Ser deputado e fazer as coisas certas não é uma virtude, é uma obrigação.

O presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), é do mesmo partido que o senhor e faz parte de um bloco que se formou recentemente na Casa, o dos distritais autodenominados independentes. O senhor vai entrar para esse time?
Não tenho nada definido ainda. Sou da base do povo, não decidi se vou seguir bloco algum. Vou pedir a Deus que me faça votar as coisas única e exclusivamente de interesse da população.

Pretende substituir a estrutura de gabinete de Eurides por assessores indicados pelo senhor?
Vou trabalhar com pessoas minhas, acredito. Se estou no cargo, tenho que ter pessoas próximas a mim.

Qual será o carro-chefe do breve mandato do senhor?
O de uma pessoa que se preocupa demasiadamente com a saúde pública, além de tudo o que for de interesse e venha a beneficiar a população.

O senhor acha correto que Eurides responda ao processo por quebra de decoro fora do cargo?
É uma decisão judicial, e não minha. Prefiro não tecer comentários.

O senhor é sempre lembrado por ser irmão de Gilberto Lucena, empresário da cidade apontado na Caixa de Pandora como tendo participação no suposto esquema de pagamento de propina à base aliada do governo. Tem receio de que o vínculo familiar se torne uma pecha?
Eu sou independente, ele (Gilberto) é independente. Ele responde pelos seus atos, como eu respondo pelos meus. Fui deputado esse tempo todo (11 meses) e nunca interferi contra ou a favor dele. Eu tenho a ver com o povo, eu não tenho nada a ver com a situação dele. Sou irmão dele e nada mais.

Para o senhor, foi uma surpresa ver o nome do próprio irmão envolvido na Caixa de Pandora?
Fico muito decepcionado com tudo o que ocorreu e o que possa estar ocorrendo, isso me deixa muito triste. Acho que a população precisa ser respeitada, quem entra para a política deveria pensar única e exclusivamente no povo.

Vai ser candidato em outubro?
Sem dúvida nenhuma. Eu tive votos suficientes para ser deputado titular, fiquei entre os 24 deputados mais votados, mas não entrei. Vou ser candidato até para sentir o gosto de ser titular.

É muito ruim ficar ao sabor do titular?
É frustrante. Nos últimos anos em Brasília, o suplente não tem vez, é vazio, vazio, vazio…

Eurides no ataque

Câmara Legislativa em 17/05/2010 às 6:47

Do Correio Braziliense: Afastada do cargo de distrital por força de uma liminar desde a última sexta-feira, Eurides Brito (PMDB) partiu para o ataque como uma estratégia de defesa. A deputada questionou a estatura moral de Érika Kokay (PT), relatora do processo a que responde por quebra de decoro, desqualificou as acusações de Durval Barbosa e apontou a artilharia para os petistas. “Não entendo por que ninguém vai atrás de saber quem são esses pecadores do PT citados por Durval”, provocou ontem pela manhã, durante entrevista coletiva. Na tarde de hoje, os advogados de Eurides vão tentar reaver o posto da política na Câmara Legislativa. Ela foi impedida de atuar como parlamentar enquanto durarem as investigações em curso na Comissão de Ética da Casa.

Durante a entrevista, a distrital afastada se disse vítima de um julgamento político dirigido pelas mãos de oponentes. A deputada afirmou que, no lugar de Érika, teria se declarado impedida de participar da Comissão de Ética. “Ela foi alvo de terríveis acusações, como manter uma conta fantasma com a ajuda de um servidor. A denúncia, no entanto, morreu na Corregedoria, porque houve a intervenção do então governador José Roberto Arruda e até do Palácio do Planalto. Eu não tenho coragem de fazer o que ela fez”, afirmou Eurides, que avisou: “Não vou propor o afastamento dela porque, se fizesse isso, sairia na imprensa de Brasília, do Brasil, do mundo e da interplanetária que eu estaria tentando interromper as investigações”.

Eurides foi afastada do cargo por uma liminar proferida pelo juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF. A decisão em caráter cautelar aceita os argumentos do Ministério Público (MP), que considerou a permanência da deputada na Câmara Legislativa um risco para o correto andamento do processo por quebra de decoro a que Eurides responde. Para promotores de Justiça do MP, a distrital estava usando de influência política na tentativa de interferir no processo conduzido pela Comissão de Ética.

A entrevista foi concedida no escritório de seus advogados. Eurides disse considerar que tem chances de provar sua inocência na Justiça, mas acha improvável se livrar da cassação no plenário da Câmara. “A Justiça não trabalha com fofoca, nem com o ouvi dizer, vai em cima dos fatos. Mas, entre os deputados, o julgamento é político. Se precisar, cairei firme, de pé, sem pedir nada a ninguém”, avisou a distrital afastada. Eurides comentou que já havia sido pressionada pelos colegas a deixar o posto. “Um dia, o Paulo Tadeu (distrital pelo PT) me disse que a Câmara continuaria a sofrer com uma imagem desgastada se eu não saísse do cargo. Eu disse que, se dependesse de mim, a Câmara ia seguir com a imagem desgastada”, afirmou.

A distrital, flagrada em vídeo embolsando R$ 30 mil em espécie, dinheiro organizado em maços e entregue pelas mãos do ex-secretário de Relações Institucionais, diz que o depoimento de Durval Barbosa é “incoerente” e “inconsistente”. Para Eurides, “não faz sentido ter recebido dinheiro enviado a mando de Arruda durante o governo Roriz”. Além disso, Eurides ironiza o fato de Durval ter apresentado “apenas uma fita” e “não ter mais nenhuma prova comprometedora contra ela, nem posterior, nem anterior à data da gravação”.

Em depoimento à Comissão de Ética, Durval acrescentou que Eurides recebeu “mesada” de R$ 30 mil com dinheiro de propina entre os anos de 2003 e 2006. Os pagamentos, segundo ele, teriam continuado no governo Arruda, por intermédio do ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel.

Em reação às declarações de Eurides Brito, a relatora do processo por quebra de decoro, Érika Kokay, considerou que a parlamentar sob investigação está repetindo o erro que culminou com o afastamento dela do mandato. “Eurides está confundindo os papéis, ela não é investigadora. É investigada. Ao me atacar, ela busca desviar o foco, me intimidar e me constranger. Justamente por esse tipo de comportamento, foi retirada do cargo”, rebateu Érika. Para a relatora, Eurides se apropria de uma técnica “própria da ditadura de desqualificar quem busca a verdade”.

Está marcado para hoje o depoimento de Eurides à Comissão de Ética da Câmara. A deputada será a última de uma série de oito testemunhas ouvidas. O prazo para a conclusão do relatório vai até 27 de maio, quando poderá ser estendido por mais 30 dias. O mais provável, no entanto, é que o documento fique pronto nos próximos dias.

O temor pela generalização

Câmara dos Deputados, MPDFT em 16/05/2010 às 16:10

O clima anda tenso no Ministério Público do Distrito Federal. Cresceu nos últimos dias a pressão para que o procurador geral do órgão, Leonardo Bandarra, se afaste do cargo. Promotores teriam inclusive formulado um pedido de afastamento do procurador à Corregedoria do MP. As apostas são de que Bandarra segura-se apenas por mais alguns dias no posto.

O envolvimento do procurador0-geral nas denúncias da Operação Caixa de Pandora trouxe uma enorme apreensão aos promotores. A preocupação principal é que episódios como o de Bandarra acabem fortalecendo a defesa de um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, que propõe a criminalização de promotores e procuradores. Apresentada pelo ex-deputado federal Paulo Maluf (PP), a proposta prevê punição a quem apresentar ações civis públicas ou de improbidade por má-fé ou perseguição política. Um requerimento de urgência para aprovação da proposta foi apresentado em março na Câmara dos Deputados, e acirrou ainda mais a polêmica na classe jurídica.

Promotores e procuradores vêem a proposta como uma retaliação de Maluf à atuação do Ministério Público contra ele próprio ao longo dos últimos anos. E argumentam que a atuação do MP é detalhada na Constituição Federal e que já existe legislação para coibir possíveis excessos da classe. Aprovar a lei seria criar mecanismos de intimidação à ação do Ministério Público por todo o país.

O temor da generalização foi explicitado pela corregedora do MPDFT, Lenir de Azevedo. Em entrevista à imprensa (leia aqui), Lenir alerta que, com as denúncias, todo o MP está sendo mal visto pela opinião pública. “Isso é uma grande injustiça. Num universo de 350, dois é que estão sob suspeita”.

Gim com Roriz?

Partidos, Política em 16/05/2010 às 9:50

Do Informe JB: Ex-governador quatro vezes no Distrito Federal, o ex-senador Joaquim Roriz (PSC) é candidato ao Palácio Buriti. Além de liderar a corrida, fez as pazes com Gim Argello (PTB), o suplente que ocupou a sua vaga na Casa Alta. Gim, hoje mais poderoso que muitos veteranos no Congresso, usou do prestígio para cobrar ser o único candidato ao Senado na chapa de Roriz.

Embora com mais quatro anos de mandato, Argello prefere disputar a eleição, ainda em alta, a sentir o peso da culpa de confiar que o TSE não vá derrubá-lo do mandato por conta dos rolos mal explicados de Roriz quando saiu – o famoso caso do bezerro de ouro.

Corre em Brasília que Roriz vai sucumbir na esteira do caso Arruda, pelas ligações de outrora no GDF. Neste caso, a equação muda, sem alterar o projeto. Gim sai candidato ao governo; Roriz emplaca a filha de vice.

Por enquanto, ainda não

GDF, Política em 16/05/2010 às 9:35

Da coluna de Cláudio Humberto: Arruda se animou depois que soube de pesquisa em que aparece em terceiro para o governo do DF, atrás apenas de Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT). Mas não quer nem ouvir falar em política.

Processo contra revista

MPDFT em 16/05/2010 às 9:33

Da coluna de Claudio Humberto: O procurador-geral do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, personagem do escândalo do “mensalão do DEM”, processa a Editora Globo, que publica a revista Época, pedindo R$ 21 mil de indenização.

Sem avaliação final

Cultura, GDF em 16/05/2010 às 9:32

Da coluna de Claudio Humberto: A Secretaria de Turismo do DF ainda não tem uma estimativa dos rendimentos gerados pelas comemorações dos 50 Anos da Capital.

Prestação de contas

Partidos, Política, TSE em 16/05/2010 às 9:25

Do Painel da Folha de S. Paulo: No dia 11 de agosto, técnicos do TSE receberão a primeira leva de extratos com a movimentação das contas de campanha. Em 13 de setembro e 13 de outubro, o BC enviará outros lotes. Antes, o tribunal tinha acesso a essas informações apenas 30 dias depois da eleição.

Campanha contra o crack

Política em 16/05/2010 às 9:23

Do Painel da Folha de S. Paulo: Prestes a sair do forno, o plano de combate ao crack foi discutido sexta-feira em reunião no CCBB, sede provisória do governo. São iniciativas de sete ministérios na tentativa de diminuir o acesso à droga e ampliar a rede de tratamento do usuário.

Entrevista Ivelise Longhi

GDF em 16/05/2010 às 9:05

Do Correio Braziliense: Na próxima quarta-feira se completa o primeiro mês de gestão do governador Rogério Rosso e da vice, Ivelise Longhi. Arquiteta, servidora concursada do GDF, Ivelise foi repentinamente alçada de suplente de deputada distrital ao segundo posto mais importante do Executivo local. E foi designada a assumir não só o papel de vice, mas de gestora de áreas importantes do governo. Está à frente da Comissão de Monitoramento de Obras e também é responsável pela área habitacional. Ela adianta que, das 2,5 mil obras licitadas na gestão do ex-governador José Roberto Arruda, apenas 300 têm condições de continuidade de execução. “Muitas foram licitadas sem nem haver previsão de recursos. Vamos priorizar agora as que estão causando transtornos viários e as da Saúde”, explica.

Como está o andamento das obras deixadas pela gestão anterior?
Nós levantamos que há 2,5 mil obras, entre as iniciadas e as licitadas. Muitas foram licitadas, mas não havia nem recursos para realmente iniciá-las. Verificamos que cerca de 300 efetivamente estão encaminhadas. Estas serão nossa prioridade. Pedimos para os administradores regionais e secretários que apontem o que é prioridade. A partir disso, faremos um calendário semanal de entrega de obras. Não serão inaugurações, com festas, nada disso. Nosso compromisso é entregar a obra à comunidade.

Já existe algum calendário?
Esperamos começar esse cronograma a partir da semana que vem. Não queremos marcar data e depois desmarcar porque apareceu alguma pendência não percebida antes. Por isso, vamos evitar um cronograma fixo e longo. Só vamos marcar para entregar o que tivermos certeza de que está pronto. Não adianta inaugurar obra que depois não pode funcionar direito. É esse cuidado que queremos ter.

Quais obras serão prioridade?
A nova Rodoviária, a EPTG, a F-5, aquela na saída da Terceira Ponte, viadutos como o do Piriquito, no Gama. O esforço será concluir as obras viárias que estão provocando bastante transtorno à população. A previsão da EPTG, pelo menos da parte viária, é para outubro. Mas as obras na área da Saúde também terão ênfase.

O que mais preocupou a nova equipe do governo quando tomou conhecimento da situação da máquina administrativa?
Confesso que foi a Saúde. Foi um susto. Nós suspendemos a entrega de lotes do Pró-DF, por exemplo. Isso pode esperar, ninguém vai morrer por causa disso. Mas, na saúde pública, se você não tem o atendimento imediato, temos fatalidades.

E o que está sendo feito para melhorar a situação?
Percebemos que existe esforço enorme da equipe da Saúde em querer acertar. Mas existe uma dificuldade muito grande na gestão. A primeira coisa que o governador Rogério Rosso e eu fizemos foi visitar os hospitais. Fomos ouvir as equipes, perguntar o que era preciso para melhorar a situação. E ouvimos de forma unânime o pedido de descentralização de decisões e compras. Apenas um lugar na secretaria coordenava tudo e comprava tudo. Verificamos que as regionais de saúde têm condições de resolver seus problemas. Por isso, demos mais autonomia às tesourarias regionais.

Mas os servidores estão capacitados para isso?
Percebemos que não. Não basta fazer o decreto dando autonomia. Estamos agora capacitando os servidores para saber realizar esse trabalho, saber fazer uma licitação. Agilizar o processo de compra de medicamentos. Também já identificamos que o local onde os medicamentos são armazenados não é adequado e que não temos pessoal treinado para esse tipo de logística. Pedimos a colaboração dos Correios. Eles estão nos passando o know-how que têm sobre recebimento, armazenamento e distribuição de material. Assim, evitaremos desperdícios. Temos medicamentos vencendo na prateleira, enquanto faltam outros nas emergências. A boa notícia é que até o fim do ano teremos toda a rede hospitalar informatizada.

E na área habitacional, como estão os projetos deixados pelo governo anterior?
Estamos avaliando três pontos: a produção de novas áreas e unidades para moradia; os critérios de distribuição e a regularização fundiária. Precisamos saber qual a oferta que vamos ter de novas áreas habitacionais. O que está mais bem encaminhado é a regularização de condomínios. Os processos, cerca de 70, estão bem adiantados. Em breve, será possível o governador assinar o decreto aprovando os projetos de parcelamento, e assim o pedido de registro em cartório será encaminhado. Daí, a Terracap começa a venda direta nos terrenos públicos. Mas a maioria é em área particular.

Que áreas estão nesse pacote?
Estrutural, condomínios como Pôr do Sol, Porto Rico, Sol Nascente, entre outros.

E o setor Mangueiral?
É um projeto habitacional importante que queremos dar continuidade. Era para ser a Cidade do Servidor, o que seria muito justo. Mas o Tribunal de Contas questionou, alegando que nenhuma categoria pode ser privilegiada na política habitacional. Também existiram denúncias de irregularidades no cadastro de pré-habilitação, de favorecimento de pessoas. Por isso, o projeto parou. Mas estamos procurando resolver as questões para dar prosseguimento a ele.

O que a atual equipe do governo gostaria de resolver, mas que não haverá tempo devido ao curto mandato, que se encerra em dezembro?
O problema de gestão, capacitação e informatização da máquina administrativa. Nosso tempo é curto para isso. Imagino que o próximo governo deveria se dedicar seriamente a esses três aspectos. Assim, o processo andará mais rápido e ficará sujeito a menos erros. Há irregularidades que ocorrem não por má-fé, mas por desconhecimento da equipe envolvida em certos projetos.

Como está agora a relação do GDF com a Câmara Legislativa? O presidente do Legislativo local, Wilson Lima, comentou que a relação com o governador Rogério Rosso está “rosso”, insinuando dificuldades entre os dois poderes…
Estamos trabalhando na linha de que os poderes são independentes, mas devem ser harmônicos. E, é claro, que nessa luta de cada um por seus interesses podem naturalmente haver choques logo no início. Estamos imprimindo nossa forma de condução de governo e nisso, às vezes, a gente fere alguns interesses.

Que interesses?
Ah, quando, por exemplo, a gente reorganiza um órgão, mexe com pessoas que simpatizam mais com “A” ou “B”. Isso traz dificuldades num primeiro momento, mas são coisas que se ajustam. O importante é o respeito entre os poderes.

Wilson Lima, que reassumiu a Presidência da Câmara após a derrota na eleição indireta em que a senhora e Rosso foram vitoriosos, lançou o bloco dos independentes. Como estão lidando com isso?
Não é a primeira vez que isso acontece na Câmara. É uma maneira de ele se impor, de marcar posição em relação ao Executivo. Isso é natural no processo democrático.

Qual a influência do deputado federal Tadeu Filippelli no GDF, já que é presidente regional do PMDB, seu partido e do governador Rosso? É ele que manda?
A postura dele é extremamente elegante. Nossos papéis são bem definidos. Ele é o articulador político. Se hoje eu e Rogério estamos no governo, isso se deve ao trabalho político dele, com o trânsito nacional e com partidos locais que ele tem. Isso foi determinante. Mas eu e Rosso governamos com independência. E Filippelli fica com a negociação política. Não é conflitante. Podem haver algumas divergências de ideias entre nós, mas isso é natural, nada que não se resolva com conversa. Ele nos respeita.

O PMDB, afinal, quer ou não a aliança com o PT para as eleições ao GDF?
Nós não fechamos a porta de todo. Não fechamos o caminho, que ainda é longo. O PMDB é partido forte, em nível nacional está alinhado com o PT, em diversas cidades isso se repete. Aqui no DF, nada nos impediria de fazer essa coalizão. No entanto, o que a gente decidiu na última reunião é deixar claro que o PT não é nossa única opção. Temos outros caminhos. Coligar com outro partido, sair sozinho…

A senhora e o governador Rogério Rosso participaram dos governos Roriz e Arruda. Duas gestões envolvidas numa série de denúncias. É possivel garantir a isenção da gestão, se desvincular desses políticos?
Se fossem outros governadores, teríamos participado do mesmo jeito, porque realizamos trabalhos técnicos. Eu já trabalhei com diversos governadores, como Ornelas e José Aparecido. Existe a independência. Eu e Rogério não respondemos a processo algum, não estamos citados em documento algum, porque sempre desenvolvemos trabalhos puramente técnicos. Fomos requisitados por esses governos para trabalhar para a cidade. Foi o que fizemos.

A senhora é um exemplo de mais uma conquista de espaço da mulher nas esferas de poder. Qual sua posição sobre cota para mulher na política?
Isso não é uma briga de gêneros, é uma briga de competência. Sou contrária a esse negócio de ter sair catando pessoas para atender percentual mínimo de candidaturas de mulheres. Essa opção de termos candidatas deve ser uma consequência do trabalho delas. Existe ainda um pouco daquele ranso de não nos acharem capazes para certas funções. Mas isso vem diminuindo. Para mim, o problema somos nós mulheres. Somos nós que não nos lançamos nessa empreitada. Porque pensamos muito, a gente não desliga daquela coisa de administrar bem a casa. A gente quer fazer tudo, quer ser a esposa lindona, a mãe que resolve tudo, a superprofissional. Mas, hoje, temos mais espaço para conciliar tudo isso. Nossos maridos e filhos já estão mais preparados para essa realidade. Eu, particularmente, tenho um marido e filhos que me apoiam muito.

Há a tendência em se definir a mulher com base apenas em dois extremos: ou é a frágil ou é a mandona. Como você lida com isso na função de vice-governadora?
Esse é o desafio. Tem a hora que a gente tem que dizer: olha, não sou mulher, aqui sou uma profissional em primeiro lugar. Tem hora que é o contrário. A gente tem que saber o momento certo de se impor e o de ser mais doce. Tem a hora que acham que não somos duras o suficiente, que temos coração mole. Ou, se somos mais rigorosas, viramos a sargentona. Temos que saber mesclar, nem muito salgado nem muito doce (risos). E acho que as mulheres têm seus direitos adquiridos, como merecer o cavalheirismo do homem. Não abro mão de receber uma flor (risos).

Indefinições sobre afastamento

Câmara Legislativa em 16/05/2010 às 9:01

Do Correio Braziliense: O afastamento de Eurides Brito (PMDB) do mandato gerou dúvidas no comando da Câmara Legislativa de como proceder com a saída da parlamentar, que foi determinada pela Justiça na última sexta-feira. A Presidência da Câmara não sabe o que fará com relação à estrutura de gabinete vinculada ao mandato da distrital, que continua recebendo salário de R$ 12,4 mil. Por isso, pedirá na próxima segunda-feira um parecer da Procuradoria-Geral da Casa com o objetivo de obter respostas quando às providências com relação à verba de gabinete e aos servidores ligados à peemedebista, impedida de permanecer na Câmara por decisão do juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal.

Um dos primeiros passos do encaminhamento à vaga aberta pela distrital deve ser a convocação do suplente de Eurides, o médico Roberto Lucena. Ele é irmão de Gilberto Lucena, dono da Linknet, uma das empresas suspeitas de participação no suposto esquema de pagamento de propina para a base aliada do governo José Roberto Arruda, base do escândalo da Caixa Pandora.

Se a presença de Roberto Lucena de fato se confirmar, haverá um redistribuição de forças em plenário. O médico é filiado ao PR e entrará, muito provavelmente, já alinhado com os interesses do chamado grupo independente, hoje formado por seis parlamentares: Wilson Lima (PR), Eliana Pedrosa (DEM), Paulo Roriz (DEM), Raimundo Ribeiro (PSDB), Milton Barbosa (PSDB) e Jaqueline Roriz (PMN). Com sete membros, além de quatro petistas da oposição e mais José Antônio Reguffe, do PDT, o grupo pode ganhar musculatura em votações de interesse do governo, já que, juntos, farão exatamente metade do plenário. Em caso de empate durante a análise de um projeto, o voto de minerva seria do presidente Wilson Lima (PR), também adepto aos autodenominados independentes.

Eurides Brito é acusada pelo Ministério Público de usar o mandato para tentar interferir no processo que investiga a participação dela em um suposto esquema de corrupção detalhado no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça. A decisão judicial tem o caráter liminar e, por isso, ainda pode ser contestada pela parlamentar, que tentará reverter o entendimento do juiz de primeira instância. Na manhã de hoje, a deputada dará uma entrevista coletiva. Em nota, Eurides alega que “foi surpreendida pelo noticiário de uma decisão que não conhece sequer o teor completo”.

As regras para o PT

Partidos, Política em 16/05/2010 às 8:58

Do Correio Braziliense: A intenção de retomar o Governo do Distrito Federal motivou a direção do PT local a rever suas estratégias de alianças para as eleições de outubro. O partido, que caminhava com planos de indicar o candidato ao governo e um dos dois nomes que disputarão o Senado, decidiu, em encontro regional de dirigentes realizado ontem, abrir mão do cargo majoritário em prol de uma composição mais ampla com legendas parceiras. A resolução criou a oportunidade para o PSB lançar o deputado federal Rodrigo Rollemberg ao cargo de senador e reforçou a possibilidade de o senador Cristovam Buarque (PDT) disputar a reeleição na chapa de esquerda, liderada pelo PT.

A parceria com o PMDB, que sem nunca ter existido de fato já passou por idas e vindas, foi outro ponto alto do encontro de lideranças do PT, ocorrido no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV). Os petistas do DF resolveram seguir a recomendação da direção nacional do partido de não fechar as portas para os peemedebistas, principais aliados da candidatura de Dilma Rousseff à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em texto elaborado por integrantes do partido e aprovado pelos delegados da legenda no início da noite de ontem por ampla maioria, a orientação é no sentido de ampliar o leque de apoiadores. “A política de alianças para o DF envolve o mesmo arco de partidos do governo Lula e da candidatura Dilma”, diz o texto. Ao mesmo tempo em que o documento permite a dobradinha com o PMDB, faz ressalvas sobre a participação da turma envolvida com a Caixa de Pandora. “Não haverá concessões no campo ético para os integrantes de partidos envolvidos com os escândalos desnudados na nossa cidade”, reforça o documento. O deputado Chico Leite ainda defendeu que políticos com condenação criminal ou por improbidade administrativa em primeira instância não pudessem se tornar candidatos.

Ao abraçar a candidatura de Rollemberg para o Senado, o PT alijou da disputa ao cargo majoritário o petista Geraldo Magela, a quem resta agora a opção de concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados. Até o último instante, Magela resistiu em ceder o espaço para Rollemberg. Ele se submeteu à votação dos dirigentes e perdeu.

No discurso de abertura do Congresso, Magela chegou a rifar Cristovam, ao defender que ele e Rollemberg fossem os candidatos ao Senado. A proposta, no entanto, não encontrou eco entre a maioria dos dirigentes. Esta foi a segunda derrota de Magela, que em abril perdeu, nas prévias internas do partido, a disputa com Agnelo Queiroz pela condição de candidato ao governo do DF em outubro.

E se Magela não fez lá tanta questão de Cristovam, mesmo tratamento não pode ser cobrado do presidente do PT regional, Roberto Policarpo. Ele é um dos favoráveis a uma aliança com o PDT e chegou a cometer um ato falho durante seu discurso de apresentação do candidato ao governo “Cristo… quer dizer, Agnelo Queiroz”. A troca incomodou a plateia, que reagiu mal ao engano.

Já a participação do presidente do PT nacional, José Eduardo Dutra, no encontro regional reanimou a fatia do partido local a favor de uma coligação mais robusta para outubro. Dutra defendeu uma aliança não excludente. “Não se pode fechar as portas para nenhum partido, porque senão, corremos o risco de facilitar uma situação que hoje não existe no DF, a de um palanque para José Serra (candidato pelo PSDB à Presidência da República)”, considerou o presidente nacional da sigla.

A predisposição do PT em rever política de alianças pode ser o primeiro passo para uma retomada das conversas com o PMDB. Segundo avalia Tadeu Filippelli, que preside os peemedebistas no DF, “o PT começa a resgatar a posição de maturidade que teve no início do projeto, permitindo uma reabertura de interlocução”. Um dos motivos que pode ter contribuído para o choque de realidade no PT é o fato de Joaquim Roriz (PSC) ter conseguido confirmar o apoio do PR, movimentação considerada ruim num cenário em que o principal objetivo é esvaziar a candidatura do ex-governador.

Chapa petista sem Magela, mas com PMDB

Partidos, Política em 15/05/2010 às 20:59

O PT-DF aprovou neste sábado (15), no encontro regional do partido, os dois pontos mais polêmicos sobre coligações para a eleição de outubro deste ano: a ampla aliança com os partidos da base do governo Lula e a liberação das duas vagas para o Senado para legendas aliadas. Na prática, os petistas aprovaram a aliança com o PMDB-DF e rejeitaram a possibilidade de candidatura de Geraldo Magela para o Senado.

A direção do PT colocou para análise dos 35o delegados do partido a resolução tratando da política de alianças partidárias para outubro. Depois de aprovada a resolução como um todo, dirigentes pediram para que os dois pontos principais do documento fossem destacados para votação em separado. Um deles era a liberação para que o partido repetisse, no Distrito Federal, o leque de alianças nacional. Isso incluía a aliança com os peemedebistas. O tema foi motivo de bastante discussão nas últimas semanas e levantou críticas ferrenhas do grupo contrário ao que chamaram de “vitória a qualquer preço”. A questão, no entanto, foi aprovada com ampla maioria entre os delegados.

O segundo destaque foi sobre a escolha de se ter, ou não, um petista na disputa ao Senado. O maior defensor da tese era o deputado federal Geraldo Magela, interessado na vaga. Parte da direção apostou que Magela acabaria por desistir da disputa, uma vez que o partido havia sinalizado inúmeras vezes pelo interesse de oferecer a outra vaga ao Senado ao PSB de Rodrigo Rollemberg. Magela não desistiu e levou a discussão até a votação final. Foi derrotado e saiu do encontro visivelmente abatido.

As decisões petistas deste sábado devem agora dar uma reorganizada no tabuleiro eleitoral da capital. Os próximos dias devem ser bastante movimentados.

PR integra caravana rorizista

Partidos, Política em 15/05/2010 às 20:12

Com a recém-consolidada aliança entre PR e PSC, o presidente regional do PR, Izalci Lucas, participou neste sábado (15) pela primeira vez da caravana de filiação do PSC, que este final de semana foi a o Riacho Fundo II. Desde o ano passado, o ex-governador Joaquim Roriz tem visitado as cidades do Distrito Federal com os primeiros partidos de sua base de apoio - PSC, PMN, PTdoB, PSDC e PRTB - para conquistar novos filiados e retomar o contato com a população. Já há algumas semanas, o deputado federal Jofran Frejat (PR), pré-candidato a vice na chapa rorizista, participa da caravana.

Pega de surpresa

Câmara Legislativa, TJDFT em 15/05/2010 às 16:09

A deputada distrital Eurides Brito (PMDB) divulgou uma nota neste sábado (15) sobre a decisão da Justiça que determinou seu afastamento do mandato até o fim das investigações sobre as denúncias da Operação Caixa de Pandora. Na nota, a deputada diz ter sido surpreendida com o noticiário sobre seu afastamento sem sequer conhecer o teor completo da decisão judicial. Leia a íntegra da nota:

“A deputada Eurides Brito foi surpreendida pelos noticiários de uma decisão que não conhece sequer o teor completo. Contudo, sabe que foi tomada com base em matéria jornalística.

A deputada já orientou sua equipe de advogados para promover os recursos judiciais competentes. Registra, desde logo, com o sempre devido respeito à Justiça, que é no mínimo estranho que uma decisão de tal importância, seja proferida em caráter liminar, após o término do expediente forense. Ou seja, após as 19h, em uma sexta-feira, inviabilizando qualquer defesa de imediato.

Porém, surpreendentemente, teve ampla divulgação local e nacional, sendo que a principal interessada não foi sequer intimada, comunicada ou ouvida.

Confiante nas garantias constitucionais e legais, em particular, repita-se, o da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal, a deputada tomará as providências necessárias que o Estado Democrático de Direito assegura a todos os cidadãos.”

Eurides marcou ainda uma entrevista coletiva sobre o assunto para às 10h deste domingo (16).

Dia sem abastecimento

Cidades, Educação em 15/05/2010 às 12:58

O Movimento contra a Cartelização dos Combustíveis no Distrito Federal (MCCDF) está organizando um protesto para que os donos de postos de combustíveis da capital pratiquem preços razoáveis ao consumidor. No próximo dia 26 de maio, o movimento pede que ninguém abasteça seus carros na cidade. Será o Dia Distrital sem Abastecimento no DF. ”Se adotarmos essa postura, mostraremos nossa mobilização contra os grupos que combinam preços”, explica o manifesto.

Tucanos afinados com a nacional

Partidos, Política em 15/05/2010 às 9:51

O secretário-geral do PSDB-DF, Antônio Barbosa, informou ao blog que nenhuma das correntes ligadas ao PSDB-DF teria entrado em contato com o PSDB Nacional para tratar da possibilidade de uma terceira via no Distrito Federal. O secretário nega também que a direção nacional tenha vetado a participação tucana nas discussões da terceira via - o partido, segundo ele, desconhecia a reunião marcada para sexta-feira (14).

“Qualquer concretização em relação à formação de coligação ou a formação de outra alternativa para o GDF vai depender de sinalização do PSDB  Nacional”, garantiu Barbosa.

Deputado valente

Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:23

Da coluna de Cláudio Humberto: O ex-secretário de Educação do governo Arruda, José Luiz Valente, já acertou com o presidente regional do PMDB, deputado Tadeu Filippelli (DF), que será mesmo candidato a deputado federal em outubro.

Pelo PTB ao lado do PT

Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:22

Da coluna de Cláudio Humberto: Dilma Rousseff trabalha para levar o líder do PTB no Senado, Gim Argello, a apoiar o petista Agnelo Queiroz ao governo do DF.

Proposta pelo fim do coeficiente

Partidos, Senado em 15/05/2010 às 8:19

De O Globo: A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deu nesta quarta-feira o primeiro passo para acabar com o coeficiente eleitoral e impedir a eleição de candidatos a deputado e vereador mais votados, independente da quantidade total de votos do seu partido.

A Comissão aprovou uma PEC de autoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) , que institui o sistema de eleição majoritária, adotada hoje para eleição de senadores e cargos executivos, também para deputados federais, estaduais e vereadores, acabando com o voto proporcional.

Na justificativa da PEC, Dornelles diz que o sistema majoritário, no lugar da eleição proporcional, evitará a ocorrência de situações “paradoxais” hoje comuns como a do caso Enéas: a eleição de candidatos inexpressivos carregados por colegas campeões de votos no mesmo partido ou coligação, e a derrota de outros que, mesmo com votação expressiva, não se elegem por não alcançarem o quociente eleitoral.

A PEC teve parecer favorável do relator César Borges (PR-BA) e agora será votada em dois turnos no plenário do Senado, antes de para a Câmara.

- O eleitor não entende e desconfia de um sistema que exclui candidatos bem votados, representativos nas suas comunidades, e que elege outros candidatos com pouca votação - argumentou César Borges .

Urgência para Ficha Limpa

Partidos, Senado em 15/05/2010 às 8:17

Do Painel da Folha de S. Paulo: Senadores pró-ficha limpa vão colher assinaturas a partir de terça-feira para tentar garantir a tramitação do projeto em regime de urgência. Eduardo Suplicy diz que, além do PT, o grupo teria apoiadores em outros seis partidos: PMDB, DEM, PSOL, PDT, PSB e PC do B.

Jefferson libera PTB nos estados

Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:13

Da Folha de S. Paulo: O PTB decidiu apoiar a candidatura de José Serra (PSDB) à sucessão presidencial, disse o presidente do partido, Roberto Jefferson. Ele disse que a convenção de junho vai ratificar a decisão, que dará ao tucano mais 53 segundos de tempo na TV.

Mas, para não rachar o partido, Jefferson decidiu que irá liberar os Estados que quiserem apoiar outra candidatura: “É fundamental construir a aliança sem arrebentar o partido”. Segundo ele, o PTB não apoia Serra no Piauí, Alagoas, Distrito Federal e Pernambuco. Em Alagoas, o candidato ao governo do PTB é o senador Fernando Collor, que apoia Dilma.

O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), pró-Dilma, disse que a decisão será tomada só no dia 18, mas que tudo será feito dentro do script feito por Jefferson: “Nós sabemos das dificuldades dele com o PT e ele sabe da relação da bancada com o governo Lula”.

Jefferson disse que o PSDB “está ajudando” o partido a construir palanques em outros Estados, e citou o Rio Grande do Sul. O programa do PTB no rádio e na TV, que será veiculado no dia 24 de junho, já irá falar de Serra.

O nepotismo de Jaqueline

Câmara Legislativa em 15/05/2010 às 8:07

Do Correio Braziliense: O Ato da Mesa Diretora nº 29 de 2008 da Câmara Legislativa estabeleceu como norma que parentes de deputados, sejam consanguíneos ou por afinidade, não podem tomar posse em cargos de confiança na Casa. Do contrário, seria configurado nepotismo, prática proibida. Um quadro anexo a esse ato informa os graus de vínculo vetados segundo as normas do Legislativo. Enteados de companheiro ou companheira são um dos casos. Mesmo assim, Cynara Fernandes Bandeira foi nomeada para um cargo de natureza especial com salário de R$ 11.954 no gabinete da distrital Jaqueline Roriz (PMN). Cynara é enteada de Manoel Neto, companheiro de Jaqueline há anos.

A nomeação de Cynara está publicada na edição de ontem do Diário da Câmara Legislativa. A servidora já havia trabalhado para Jaqueline em 2008, mas foi exonerada em 2 de janeiro do ano passado, época em que o patrulhamento para evitar o nepotismo estava no auge. Desde ontem, Cynara voltou para o gabinete — mesmo lugar onde trabalha sua irmã, Cynthia Fernandes Bandeira Franco Americano. Com as regras impostas pelos próprios deputados, a contratação tanto de uma como de outra infringe as regras para acabar com o nepotismo no Poder Legislativo.

Em 2007, a Resolução nº 226 vedou “a nomeação de cônjuges ou companheiros, além de parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau do parlamentar”. No ano seguinte, o Ato nº 29 especificou quais casos seriam considerados nepotismo e as punições previstas para a infração à norma. Um quadro anexo ao documento cita que estão proibidos de tomar posse nos cargos em comissão parentes de sangue, como filho, filha, irmão, irmã, pai, mãe, neto, neta, bisneto, bisneta e até bisavô ou bisavó.

No mesmo quadro, há uma coluna dedicada aos parentes por afinidade, na qual se lê que não podem trabalhar na Câmara por indicação de deputado marido de bisavó, avós do cônjuge, cunhado, sogra, genro, marido da neta e nora do cônjuge, além dos enteados de cônjuge/companheiro. Caso em que se enquadrariam Cynara e Cynthia, enteadas de Manoel Neto, companheiro de Jaqueline Roriz.

Ao tomar conhecimento da apuração da reportagem do Correio, a distrital Jaqueline Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz, voltou atrás. Mandou para a Presidência da Câmara um ofício em que pede para tornar sem efeito a nomeação de Cynara Fernandes. O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), prontamente atendeu ao pedido e assinou o ato que desconsidera a contratação da enteada de Manoel Neto, companheiro da parlamentar. Cynara, portanto, não terá a chance de tomar posse no cargo de CNE 1, o mais alto salário na estrutura de gabinete e lideranças da Câmara Legislativa.

Quanto a Cynthia, que já trabalha no gabinete, a distrital resolveu aguardar um parecer da Procuradoria-Geral da Câmara sobre o assunto. Jaqueline considera um “exagero” a proibição de empregar quem considera uma “ex-enteada do companheiro”. A assessoria jurídica da deputada alega que o item do Ato da Mesa Diretora que prevê essa proibição estaria em desconformidade com a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata de nepotismo, segundo a qual os casos considerados problemáticos vão até o parentesco em terceiro grau. Os assessores defendem que o vínculo em questão seria mais distante.

A distrital só vai exonerar Cynthia Fernandes, caso a Procuradoria-Geral da Casa se pronuncie contrariamente à permanência da funcionária. O artigo 6º do Ato nº 29 da Mesa Diretora estabelece que o distrital ou o suplente em exercício que nomear servidor em desacordo com a Resolução nº 226 (a que proibiu o nepotismo) faltará com o decoro parlamentar e estará sujeito às penalidades do Código de Ética da Casa — que vão de advertência à cassação do mandato.

Diligências no Buriti

Câmara Legislativa em 15/05/2010 às 8:02

Do Correio Braziliense: A relatora do processo por quebra de decoro contra Eurides Brito, a petista Érika Kokay, fez ontem uma visita ao gabinete onde trabalhava o ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel, no Palácio do Buriti. A diligência foi feita a pedido de Eurides. A distrital alega que a ida ao local confirmaria uma suposta incoerência do depoimento de Durval Barbosa. Ele contou que viu Eurides na antesala do gabinete de Maciel num dia em que teria levado dinheiro ao gabinete do então secretário.

Eurides afirma que uma simples visita ao local mostraria que quem vai ao gabinete onde trabalhava Maciel, seja pelo acesso privado ou social, não teria condições de ver alguém na sala de espera. O escritório em questão fica no 11º andar do anexo do Buriti. Érika Kokay esteve no local, mas preferiu não antecipar as conclusões que estarão em seu relatório final. Um dos entendimentos possíveis, no entanto, é o de que o fato não seja definitivo para provar que Eurides não esteve no gabinete de Maciel no dia do pagamento da suposta mesada, já que Durval poderia ter passado por onde a parlamentar estivesse.

Duas testemunhas convidadas para depor no processo faltaram à audiência marcada para ontem. O deputado Benício Tavares e o ex-distrital Odilon Aires, ambos do PMDB, foram chamados para esclarecer a versão apresentada por Eurides, segundo a qual os dois estavam presentes a uma das conversas que a distrital afastada manteve com o ex-governador Joaquim Roriz (hoje no PSC) — o que seria uma prova da ligação entre os dois. No entanto, como foram chamados na condição de convidados, já que as comissões não têm poder de convocar, os dois políticos rejeitaram o convite.

Afastada até o fim das investigações

Câmara Legislativa, TJDFT em 15/05/2010 às 8:00

Do Correio Braziliense: No intuito de evitar que a deputada distrital Eurides Brito (PMDB) se aproveite do cargo para se autoproteger e escapar de qualquer punição, o juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, decidiu afastá-la imediatamente do mandato. De acordo com a decisão, em caráter liminar, Eurides não poderá exercer a atividade parlamentar enquanto estiver em andamento o processo por quebra de decoro parlamentar na Câmara Legislativa aberto para apurar sua conduta e a ação de improbidade administrativa ajuizada no Tribunal de Justiça do DF contra a distrital. A peemedebista é uma das principais investigadas no inquérito 650, em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), conhecido como Operação Caixa de Pandora.

Na prática, a liminar significa que a deputada ficará fora do cargo até o fim de seu mandato, uma vez que dificilmente a Justiça concluirá até 31 de dezembro o julgamento da ação de improbidade contra Eurides proposta há um mês pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Nessa ação, a distrital teve os bens bloqueados, também por decisão do juiz Álvaro Ciarlini, como forma de garantir possível prejuízo no valor de R$ 4,3 milhões aos cofres públicos, referente à mesada e a título de danos morais à população. Eurides foi filmada pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa quando guardava R$ 30 mil na bolsa, dinheiro com origem nos esquemas de desvios de recursos dos contratos de informática.

A liminar que afasta a deputada foi concedida em resposta a uma ação cautelar do MP sob o fundamento de que Eurides continua usando o mandato para obter favores e influenciar investigações relacionadas às denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propinas para a base aliada e secretários do governo Arruda.

“Embora a ré Eurides Brito tenha protagonizado cenas de obtenção de vantagens ilícitas que chocam a sociedade, a deputada distrital permanece exercendo as funções parlamentares, participando de sessões e de votações, compondo quoruns, integrando comissões, formulando acordos para aprovação de leis, indicando pessoas para cargos no Executivo e, sobretudo, valendo-se do cargo em proveito pessoal”, apontam os promotores.

Na ação, o MP cita reportagem do Correio, publicada em 28 de abril, sobre a interferência de aliados de Eurides, como o deputado Aguinaldo de Jesus (PRB), na tentativa de protegê-la na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa, onde tramita o processo por quebra de decoro contra a deputada. Eurides tem, inclusive, acompanhado pessoalmente todos os depoimentos prestados em seu processo. Os promotores do Ncoc levaram em conta ainda a indicação feita por Eurides da atual secretária de Educação Integral, Hélvia Paranaguá, que foi indiciada em 2006 na CPI da Educação.

O único depoimento que a peemedebista não assistiu foi o de Durval, colhido pela relatora do caso, deputada Érika Kokay (PT), nas dependências da Polícia Federal. No depoimento, Durval disse que filmou Eurides uma única vez, mas poderia ter adotado tal expediente 50 vezes se quisesse. Segundo o ex-secretário de Relações Institucionais, Eurides recebeu mesada de R$ 30 mil, entre 2003 e 2006, em troca de apoio ao então deputado José Roberto Arruda em seus planos de se eleger governador.

Na administração de Arruda, ela teria passado a receber o pagamento por meio de um dos operadores do ex-governador. Procurada pela reportagem, Eurides Brito disse por meio de sua assessoria de imprensa que não se pronunciaria agora, uma vez que não teve acesso à decisão. Eurides afirma que recebeu dinheiro de Durval em 2006 para cobrir despesas com eventos de campanha.

Processo contra Eurides prossegue

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 22:37

O afastamento da deputada Eurides Brito (PMDB) do mandato de deputada distrital não interrompe o processo por quebra de decoro parlamentar contra ela, em tramitação na Comissão de Ética da Câmara Legislativa. O entendimento é da relatora do caso de Eurides, a deputada Erika Kokay (PT). Como o afastamento não é definitivo, nada muda no processo. Tanto que o depoimento de Eurides, marcado para a próxima segunda-feira (17), está mantido.

Justiça afasta Eurides

Câmara Legislativa, MPDFT, TJDFT em 14/05/2010 às 22:25

Do TJDFT: O Juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública determinou o imediato afastamento da deputada distrital Eurides Brito da Silva do execício de seu mandato popular até que terminem as apurações e procedimentos pendentes contra a ré.

Trata-se de Ação Cautelar fundamentada no art. 20, parágrafo único, da Lei nº 8429/92, ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O órgão ministerial alega nos autos que Eurides Brito responde, perante a Justiça, Ação de Improbidade Administrativa em virtude de recebimento de “mensalão” ao longo dos anos de 2006 a 2009. O dinheiro, pago pelo ex-governador do Distrito Federal, com dinheiro público, seria advindo de esquema de corrupção implementado na capital da república, fatos que estão sob a apuração na “Operação Caixa de Pandora”.

Segundo o autor, matéria veiculada no jornal Correio Braziliense do dia 28 de abril de 2010 descreve estratégia ora adotada por deputados distritais para “blindar” a deputada, sendo certo que há fundada razão para crer que a requerida continuará a agir em prol da organização criminosa instalada na capital da república “seja para encobrir fatos passados - ocultando provas, dinheiro e corrompendo testemunhas, como para impedir que se desvendem fatos futuros”.

Ao fundamentar a decisão liminar, o juiz transcreve o art. 20, parágrafo único, da Lei nº 8429/92, que dispõe: “A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual”.

De acordo com o magistrado, existem fortes indícios da existência de prática de atos ímprobos por parte da demandada, todos fartamente divulgados pela mídia e de domínio público. “O Distrito Federal, ao que parece, foi dominado por uma grande e complexa rede criminosa que perpetrou uma série de graves delitos que agora necessitam de apuração e de punição exemplar. A imoralidade pública ora demonstrada, ao menos indiciariamente, ultrapassou, por certo, todos os limites do ponderável, mostrando-se necessária uma reação das instituições públicas no sentido de resguardar nossa estrutura de estado republicana”, afirma.

Vitórias da ética na política

Artigos em 14/05/2010 às 19:18

Rodrigo Rollemberg*

No ano passado e neste ano, a Câmara dos Deputados aprovou duas proposições sintonizadas com a ética, bandeira que mobiliza brasileiros de todas as classes sociais: a primeira foi a Lei da Transparência, aprovada também no Senado e sancionada em 27 de maio de 2009 pelo presidente Lula; a segunda foi o projeto Ficha Limpa, apresentado ao Congresso pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, com o apoio de mais de dois milhões de brasileiros e aprovado, em versão aperfeiçoada, em sessões realizadas nos dias 5 e 11 deste mês.

A Lei da Transparência obriga as instituições e órgãos públicos, dos três poderes e das esferas federal, estadual e municipal, a publicar na internet, em tempo real, todas as movimentações financeiras realizadas com recursos públicos. O Ficha Limpa estabelece que os condenados em instâncias colegiadas da Justiça não possam concorrer por oito anos a cargos eletivos.

A participação do Partido Socialista Brasileiro foi destacada em ambos os casos. No que diz respeito à Lei da Transparência, sua autoria coube ao ex-senador e liderança do PSB João Alberto Capiberibe; quanto ao Ficha Limpa, a bancada socialista teve, entre as grandes bancadas, o maior índice de votos a favor do projeto (96,15%), entre todas as bancadas da Câmara; dos 26 deputados do partido, o único ausente estava em missão oficial no exterior.

Continuaremos firmes na defesa da honestidade e da transparência no trato da coisa pública. Esse é um caminho longo, e a união do povo será fundamental para a conquista de novas vitórias.

*Rodrigo Rollemberg é deputado federal e líder do PSB na Câmara dos Deputados.

Seminário para discutir política

Partidos, Política em 14/05/2010 às 17:11

O PSOL promove neste final de semana um seminário para discutir política e cidadania. O encontro terá a presença dos pré-candidatos do partido à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, e aos governos de Goiás, Washington Fraga, e do Distrito Federal, Toninho do PSOL.

O seminário terá palestras sobre combate à corrupção e reforma política, com Marcelo Lavenère Machado, ex-presidente da OAB e integrante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE); democratização do poder e participação popular, com Artur Sinimbu Silva, mestre em Ciência Política da UNB; e política externa, com Virgílio Caixeta Arraes, especialista também da UnB.

O seminário acontece no edifício Venâncio V, no Conic, a partir das 18h desta sexta-feira (14) e na manhã de sábado (15).

Rodovalho aguarda PP

Partidos, Política em 14/05/2010 às 15:58

O deputado federal Robson Rodovalho (PP) segue, aliás, em um período de expectativa. Além de aguardar a solução sobre seu mandato no TSE, o bispo acompanha as negociações de seu partido sobre as coligações para a eleição de outubro deste ano. A discussão agora está com a cúpula nacional do partido, que decide qual presidenciável vai apoiar. O lobby está forte para que o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles, seja indicado como vice do tucano José Serra.

Se isso ocorrer, aumentam as chances do partido, no Distrito Federal, fechar com o grupo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Rodovalho tem sido cotado para ser um dos nomes ao Sendo na chapa rorizista.

Benício e Odilon confirmam rusgas

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 15:52

Os peemedebistas Odilon Aires e Benício Tavares encaminharam à Comissão de Ética da Câmara Legislativa, nesta sexta-feira (14) respostas praticamente iguais aos questionamentos quanto à relação da colega de partido deputada Eurides Brito (PMDB) e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) na campanha de 2006. Um possível estremecimento entre os dois está sendo investigando pela relatora do processo por quebra de decoro contra Eurides, Erika Kokay (PT). Isso porque Eurides argumenta em sua defesa que o dinheiro recebido por ela no vídeo gravado por Durval Barbosa seria um ressarcimento de eventos conjuntos feitos por ela, pagos por Roriz.

Os dois peemedebistas, em suas respostas, confirmaram ter presenciado a conversa entre Eurides e Roriz, em que o ex-governador teria dito a Eurides que ela não se elegeria.

Eles contaram terem sido chamados por Roriz para uma conversa em sua residência no Park Way, junto com Eurides, no início de agosto de 2006. No encontro, o ex-governador pediu para que eles abandonassem a campanha do então candidato ao GDF, José Roberto Arruda, para apoiar a candidata tucana Maria de Lourdes Abadia. Os três distritais afirmaram ser impossível trocar de candidato àquela altura, quando já haviam se comprometido com Arruda. Diante disso, Roriz disse a Eurides que ela não se elegeria naquela disputa. Segundo os peemedebistas, nada mais foi dito e eles foram embora.

PR à espera do mandato de Rodovalho

Partidos, Política, TRE em 14/05/2010 às 15:21

O PR do Distrito Federal aguarda ansiosamente o julgamento da ação por infidelidade partidária que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o deputado federal Robson Rodovalho (PP), pela troca de legenda no final do ano passado - Rodovalho deixou o DEM para filiar-se ao PP. A aposta do PR é que o bispo perderá a ação e seu mandato será entregue ao presidente regional da legenda e primeiro suplente da coligação democrata, Izalci Lucas.

O processo contra Rodovalho já se arrasta há seis meses. Na semana passada, ocorreria mais uma oitiva de testemunhas, só que uma delas apresentou um atestado médico pedindo para adiar o depoimento. O tribunal não aceitou o adiamento. A decisão é vista pelo PR como um sinal de que, agora, o caso segue com mais celeridade.

Os advogados de Rodovalho, porém, acreditam que o julgamento só sai no segundo semestre. Eles trabalham com a tese de redução de danos - caso o deputado perca mesmo o mandato, que isso ocorra já em meio à campanha eleitoral, quando o impacto será menor.

Do outro lado da causa, o PR torce pelo fim do julgamento. Principalmente depois que o partido perdeu parte do espaço no GDF, com a derrota de Wilson Lima (PR) nas eleições indiretas para governador. Receber um mandato parlamentar no Congresso significaria recuperar parte da estrutura fundamental para uma campanha.

Eurides convida colegas para oitiva

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 14:02

Relatora do processo por quebra de decoro parlamentar da deputada Eurides Brito (PMDB), a distrital Erika Kokay (PT) acredita estar perto de concluir as investigações que fundamentarão seu relatório sobre o caso. Nesta sexta-feira (14), a Comissão  de Ética se reúne para o depoimento dos peemedebistas Benício Tavares e Odilon Aires - os dois, porém, não confirmaram presença e adiantaram à Comissão que preferem responder às questões por escrito.

Na segunda-feira (17) pela manhã, será a vez de Eurides Brito apresentar suas alegações finais. A deputada enviou um comunicado nesta sexta aos colegas parlamentares, convidado-os para assistir seu depoimento. No texto, Eurides diz que gostaria da presença de todos porque “as informações que prestará podem servir muito para o ajuizamento sobre a questão”.

Rollemberg confiante no PT

Partidos, Política em 14/05/2010 às 12:49

Com as intenções eleitorais nas mãos dos 350 delegados do PT, que neste final de semana decidem se será ele ou o petista Geraldo Magela o segundo nome a disputar a vaga ao Senado na chapa de Agnelo Queiroz, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) diz estar confiante na escolha do PT. “Acredito que os delegados petistas sabem que podemos contribuir para que as pessoas de bem voltem a governar o Distrito Federal”, afirma. Na segunda-feira (17), Rollemberg promove uma plenária do seu mandato. O encontro deve ser o palco do lançamento de sua pré-candidatura ao Senado. Às 19h, no Teatro Dulcina.

PT se prepara para encontro

Partidos, Política em 14/05/2010 às 11:24

Na véspera do encontro regional, onde 350 delegados do partido devem decidir os rumos do PT-DF nas eleições de outubro, o presidente regional da legenda, Roberto Policapo, se reúne com dois caciques petistas para discutir as opções possíveis para o partido este ano. Ao meio-dia, Policarpo tem um encontro com o ministro das Relações Institucionais do governo federal, Alexandre Padilha. Às 15h, a reunião é com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Na pauta das conversas três pontos fundamentais: a possibilidade de coligação com o PMDB-DF, a abertura da segunda vaga ao Senado para o PSB ou indicação de um petista para o posto, no caso, o deputado federal Geraldo Magela.

Como os ânimos do partido estão bastante acirrados diante dessas questões, Policarpo quer o respaldo, e as orientações, do PT Nacional para conduzir a discussão.

Milton e Abadia conversam

Partidos, Política em 14/05/2010 às 10:47

Dentro das conversas tucanas sobre os possíveis caminhos do PSDB nesta eleição, o deputado distrital Milton Barbosa e a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia almoçam juntos nesta sexta-feira (14). Os dois não conversam desde o final do ano passado, em meio à crise política que assolou o Distrito Federal. Agora, devem afinar os desejos quanto à disputa eleitoral de outubro.

Cúpula tucana enterra terceira via

Partidos, Política em 14/05/2010 às 10:26

A ausência dos tucanos na reunião dos presidentes de partidos para discutir coligações partidárias para as eleições de outubro, marcada para esta sexta-feira (14), foi uma decisão da cúpula nacional do PSDB. Durante toda a quinta-feira (13), várias tentativas foram feitas pelo grupo tucano do Distrito Federal que aposta no chapão como alternativa eleitoral, mas nenhuma teve sucesso. Emissários da ala ligada ao presidente afastado Márcio Machado e ao ex-vice Gustavo Ribeiro procuraram a senadora Marisa Serrano, para que intermediasse o pedido à direção nacional para que permitisse as conversas pela terceira via.  Não conseguiram. A cúpula do PSDB desautorizou qualquer integrante a falar em nome do partido sobre esse assunto.

A ordem foi comemorada pelo grupo rorizista dentro e fora do partido. A leitura é de que a proibição de se investir em uma terceira via é um aceno claro de que o PSDB caminha para a parceria com Joaquim Roriz (PSC).

Update: A pedido do PSDB, a reunião dos partidos foi adiada para segunda-feira (17).

Por que um petista ao Senado

Partidos, Política em 14/05/2010 às 9:33

O deputado federal Geraldo Magela (PT) divulgou uma espécie de manifesto em defesa da indicação de um petista para uma das vagas ao Senado na chapa majoritária liderada por Agnelo Queiroz (PT). Magela, que está de olho nesta vaga, briga para que o partido não ofereça as duas vagas de senador aos partidos com quem deseja firmar aliança. A direção petista, no entanto, trabalha para oferecer ao PSB, de Rodrigo Rollemberg, o espaço. A decisão final sai da reunião do diretório do PT, neste sábado (15). Confira os argumentos de Magela:

“- Todas as pesquisas de opinião e intenção de votos demonstram que o PT é o partido de maior preferência da população, variando entre 21% a 25%. Os partidos que vêem a seguir – PMDB, PSDB e DEM - ficam abaixo de 10%. O PSB e o PDT ficam entre 0,5% a 1,5%.

- Em praticamente todas as eleições o PT teve candidato ao Senado, chegando a eleger dois senadores em eleições distintas. Infelizmente, por razões diversas, estes dois senadores deixaram o PT.

- O PT tem dentre seus quadros políticos diversos companheiros e companheiras com condições de disputar e vencer a eleição, para ajudar o próximo governo de nossa Presidente Dilma Roussef.

- O Presidente Lula sempre deixou clara sua opinião: o PT deve eleger o maior número de senadores para ajudar no próximo governo, já que foi no Senado Federal que ele enfrentou suas maiores dificuldades na Presidência.

- A chapa com Agnelo Governador, um vice de outro partido, um senador petista e outro dos partidos coligados contará com a plena unidade do PT, pois poderá contemplar todos os segmentos partidários e consolidar a unidade da militância, trazendo toda a base partidária para a campanha.

- A presença de um petista na chapa para o Senado fortalece as candidaturas dos nossos candidatos a deputados, tanto distritais quanto federais, já que ajudará na mobilização do Partido.

- Não há qualquer risco de comprometimento das alianças, já que o Presidente Regional do PDT, Ezequiel Nascimento, já declarou à imprensa que não deixará de estar junto com o PT por nenhuma razão e que a aliança já selada, é irreversível.

- O PSB, além de ter garantida a eleição de seu deputado federal, poderá estar na chapa majoritária com várias possibilidades.

- É vontade da amplíssima maioria da base partidária que o PT tenha uma candidatura ao Senado, perpassando esta opinião por todas as correntes políticas, todas as categorias profissionais, todas as cidades, etc.”

STF condena primeiro desde 1988

Câmara dos Deputados, STF em 14/05/2010 às 8:05

Da Folha de S. Paulo: O Supremo Tribunal Federal condenou ontem um parlamentar pela primeira vez desde a promulgação da Constituição Federal, em 1988. Os ministros aplicaram ao deputado federal Zé Gerardo (PMDB-CE) a pena de dois anos e dois meses de detenção, que foi substituída pelo pagamento de 50 salários mínimos e prestação de serviços comunitários durante o período em que ele ficaria preso.

Ele foi condenado pelo crime de responsabilidade por não respeitar a verdadeira finalidade de um convênio firmado com o Ministério do Meio Ambiente em 1997, quando era prefeito de Caucaia (CE).

Ele recebeu R$ 500 mil do órgão federal para a construção de um açude na cidade, mas utilizou os recursos para a construção de 16 passagens molhadas, uma espécie de ponte que, na época de cheia do rio, fica submersa.

A defesa do deputado admitiu que os recursos foram utilizados para a construção dessas passagens, mas alegou que elas não causaram prejuízos ao município, já que o açude foi construído anos depois. Segundo os advogados de Gerardo, as obras foram feitas sob o comando da Secretaria de Infraestrutura de Caucaia, que tinha autonomia para decidir em que empregar os recursos.

O relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, no entanto, afirmou que “não há dúvidas” de que o crime foi cometido pelo hoje parlamentar. ”O convênio foi assinado em 1997 e teve sete prorrogações assinadas pelo ora acusado. Por isso não há dúvidas do dolo no emprego de recursos em desacordo com a finalidade”, disse.

O ministro foi seguido pelos colegas Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Marco Aurélio Mello e Cezar Peluso. Os dois últimos, porém, decidiram estipular uma pena menor do que aquela proposta inicialmente por Britto, o que faria o caso prescrever -por isso, acabou não prevalecendo. ”Fui secretário de um grande município e não se comprava nenhum prego sem que o prefeito soubesse”, afirmou o ministro Lewandowski. Já os ministros José Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello votaram pela absolvição do parlamentar.

Zé Gerardo ainda pode entrar com recursos para esclarecer possíveis contradições, omissões ou obscuridades na decisão de ontem. Quando o caso transitar em julgado (não houver mais possibilidade de recurso), o parlamentar ficará inelegível por cinco anos.

O STF nunca havia condenado um parlamentar desde 1988. A assessoria do tribunal não sabe informar quantas condenações já foram proferidas pelo Supremo nem quando elas ocorreram. Em março deste ano, os deputados federais Alceni Guerra (DEM-PR) e Fernando Lúcio Giacobo (PR-PR) correram o risco de serem condenados por fraude em licitação, mas por conta da ausência do ministro Eros Grau, o caso terminou empatado em 5 a 5 e prescreveu dias depois.

Fraga rebate explicações de cineasta

Cultura, Câmara dos Deputados em 14/05/2010 às 8:02

Da Folha de S. Paulo: O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) subiu à tribuna da Câmara para criticar mais uma vez o filme “Tropa de Elite 2″, dirigido pelo cineasta José Padilha. Na produção, que deve estrear em setembro, um parlamentar de nome Fraga é o antagonista do capitão Nascimento, interpretado pelo ator Wagner Moura.

Para Fraga, o filme não pode estrear se o nome do personagem não for alterado. “Aqui nesta Casa só há um deputado Fraga, que sou eu, e eu não sou corrupto”, afirmou.

Ele também comentou nota divulgada nesta semana pelo cineasta. Padilha diz no comunicado que, após pesquisar na internet, viu relações de Fraga com o esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal, que levou à prisão do então governador, José Roberto Arruda (ex-DEM). ”Não dê uma lida rápida na internet, leia sobre a minha biografia e vai ver que não sou bandido, que não sou corrupto”, disse Fraga.

“Hoje, para que os colegas possam ter uma ideia, fui numa solenidade militar com mais de 10 mil policiais e o assunto era esse. Ora, se o senhor não sabe, sr. Padilha, já fui até apelidado de capitão Nascimento.”

Na terça-feira, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse que encaminharia para análise da procuradoria da Casa o fato de o filme ter cenas inspiradas na rotina dos congressistas. Segundo Padilha, os personagens do filme não têm relação com os deputados.

Curso para eleições

Educação em 14/05/2010 às 7:52

Do Correio Braziliense: O Sindicato das Agências de Propaganda do Distrito Federal inicia hoje um curso sobre “Ética, eleições e propaganda eleitoral para candidatos, assessores e jornalistas”. Segundo o presidente do Sinapro-DF, Fernando Brettas, a OAB-DF e o Uniceub participam da iniciativa, cujo foco é melhorar a qualidade da política em Brasília.

Pressão na chapa petista

Partidos, Política em 14/05/2010 às 7:51

Do Correio Braziliense: Em reunião na tarde de ontem, o presidente do PCdoB do Distrito Federal, Augusto Madeira, o senador Cristovam Buarque, do PDT, e o deputado Rodrigo Rollemberg (foto), do PSB, pressionaram o presidente do PT do DF, Roberto Policarpo, pela ampliação da coligação de apoio a Agnelo Queiroz (PT), pré-candidato ao Buriti. Policarpo disse que ele e Agnelo são a favor da entrada do PMDB na chapa, mas que a decisão será tomada por voto amanhã, no congresso do PT, assim como a segunda vaga ao Senado, disputada por Rollemberg.

PPS distante do PT no DF

Partidos, Política em 14/05/2010 às 7:49

Do Correio Braziliense: O PPS convocou uma reunião do diretório nacional para o próximo dia 21 com o propósito de fechar questão contra o apoio a candidatos a governador da base de Dilma Rousseff (PT) em todo o território nacional. Com isso, a participação da legenda na coligação em torno do candidato do PT, Agnelo Queiroz, em Brasília, foi para o espaço. Nas eleições de 1986, o antigo PCB adotou posição semelhante em relação ao PMDB e só elegeu três deputados. Um deles foi Augusto Carvalho (DF), que hoje apoia Agnelo.

CNBB cobra Ficha Limpa

Cidades, Senado em 14/05/2010 às 7:46

Do Correio Braziliense: O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, afirmou ontem que os políticos que criam dificuldades para a aprovação do projeto da Ficha Limpa — que prevê a inelegibilidade de candidatos com histórico criminal — são os que têm problemas com a Justiça. “Se alguém se coloca contra a proposta, está confessando que tem a ficha suja.” A declaração, dada logo após o encerramento da 48ª Assembleia Geral da CNBB, foi um recado ao Senado, onde a proposição aguarda votação. Para vigorar nas eleições deste ano, a proposta deve ser aprovada pela Casa até 9 de junho.

A Igreja Católica faz lobby para que os senadores não apresentem emendas ao Ficha Limpa. “Esperamos que a proposta no Senado tenha o mesmo tratamento, o mesmo destino que teve na Câmara: ser aprovada da maneira como foi apresentada. Os destaques foram todos derrubados. A Câmara fez isso em tempo bastante rápido e agora aguardamos que o Senado adote a mesma atitude”, disse dom Geraldo, que também é arcebispo de Mariana (MG).

Ao citar o amplo apoio da população ao projeto — protocolado com mais de 1,6 milhão de assinaturas —, o presidente da CNBB pediu sensibilidade aos senadores. “Deus queira que o Senado seja sensível à expressão da sociedade civil. Isso (o abaixo-assinado) deve levar os parlamentares a uma reflexão”, observou o bispo.

Otimista para a aprovação do Ficha Limpa no Senado, o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, acredita no aval dos senadores antes de 9 de junho. “Houve gente que dizia que era mais fácil boi voar do que o projeto ser aprovado na Câmara. Após a derrubada dos 11 destaques e a aprovação pela Câmara, o comentário é que já estão vendo boi voando”, ironizou.

Reunidos por 10 dias em Brasília, os mais de 300 bispos atuantes e eméritos (aposentados) de todo o país que participaram da Assembleia Geral da CNBB divulgaram ontem documentos aprovados sobre os abusos sexuais praticados por integrantes do clero e sobre a terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3). No primeiro texto, os bispos expressaram compromisso e empenho na investigação dos casos de abusos sexuais na igreja, prometendo empenho nas medidas canônicas e civis a serem tomadas.

Em relação ao PNDH 3, a assembleia concluiu que há elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente. Entretanto, o documento reafirma a posição contrária da Igreja sobre o aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, profissionalização do sexo e adoção de crianças por casais homoafeitvos.

Normas para evitar excessos

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 7:41

Do Correio Braziliense: Até a publicação, nesta semana, do Ato da Mesa Diretora regulamentando o uso do suprimento de fundos, uma das poucas regras objetivas para a utilização desse recurso era o teto de R$ 8 mil para a compra ou contratação de serviços. A quantia corresponde a 10% de R$ 80 mil, valor utilizado em licitações para compras e serviços na modalidade carta-convite, como prevê a Lei Federal nº 8.666/93. Portanto, na lista de suprimento de fundos de 2008, que consta na auditoria de 2009, o valor de R$ 65 mil chama a atenção. Ele é oito vezes maior do que o limite imposto pela legislação.

A quantia foi destinada a pagar parte da premiação do Festival de Cinema de Brasília. A verba foi depositada em conta especial a que um servidor teve acesso, e depois repassada aos agraciados. “É para evitar situações como essa que disciplinamos as regras para o suprimento de fundos”, justifica o procurador-geral da Câmara Legislativa, Fernando Nazaré.

O procurador explica que a decisão de reunir no ato as normas espalhadas em decretos locais e federais para regulamentar o suprimento de fundo da Câmara Legislativa foi uma iniciativa dos técnicos da Casa. Nazaré é do quadro de servidores efetivos e sustenta que a medida foi tomada no sentido de “restringir o uso inadequado” do expediente. O ato publicado no Diário da Câmara da última quarta-feira foi tema de reportagem publicada na edição de ontem do Correio (leia aqui).

O documento prevê várias situações que justificariam a pulverização dos gastos. Por exemplo, nos casos das despesas que exijam pagamento imediato, da contratação de pessoas jurídicas para prestação de serviço, de viagens de servidores, da compra de material de consumo, combustível, lubrificante, táxi e até de despesas sigilosas, secretas e de natureza reservada. Esse item chama a atenção por abrir brechas para a utilização equivocada dos recursos públicos.

Fernando Nazaré afirma, no entanto, que a permissão só se dará por meio de uma autorização prévia, que será regulamentada pela Mesa Diretora e fiscalizada por órgãos de controle. Quando houver a liberação desse tipo de verba, garante, o servidor terá de especificar os gastos para o Tribunal de Contas do Distrito Federal. Além disso, o procurador informa que, no caso dos pagamentos sigilosos, o cheque para o pagamento do suprimento é nominal. “É um dinheiro que se destina a ações da polícia legislativa ou mesmo de integrantes de CPIs em curso na Câmara, mas apesar de ter esse nome de sigiloso terá de passar por fiscalização como qualquer outra despesa”, afirma Nazaré.

Brecha na lei provoca farra de gastos

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 7:36

Do Correio Braziliense: Dois relatórios de auditoria interna da Câmara Legislativa registram em detalhes uma série de irregularidades, algumas suspeitas de fraudes e vários casos considerados abusivos no uso do chamado suprimento de fundos. Esse expediente, regulamentado na última quarta-feira em ato da Mesa Diretora da Casa, permite que quantias de até R$ 8 mil sejam repassadas diretamente para servidores de carreira a uma conta corporativa para a compra de materiais e contratação de serviço em caráter de urgência, de natureza esporádica e inesperada. Mas o que se relata nos documentos a que o Correio teve acesso é o exagero e até mesmo a má-fé no uso de uma facilidade com previsão na lei.

A falta de critérios para a utilização do suprimento de fundo gerou distorções detectadas por, pelo menos, duas auditorias realizadas pela Assessoria Especial de Fiscalização e Controle, órgão técnico da Câmara Legislativa especializado em investigar a rotina financeira da Casa. A auditoria de 2008 é a última concluída pela unidade, que ainda está elaborando o relatório referente ao período de 2009.

O documento, finalizado no ano passado, expõe casos como o de três processos de compra de ferramentas e materiais de construção na empresa Ferragens Ferrocenter. A primeira no valor de R$ 5.753,00, a segunda de R$ 6.115,00 e uma terceira conta de R$ 3.515,00.

Para os auditores da Câmara, a compra repetida de objetos do mesmo estabelecimento sem a devida comprovação da necessidade da despesa é indício de fraude. “Da forma como a administração da CLDF vem tratando o instituto do suprimento de fundo, constata-se a ocorrência da irregularidade de fracionamento de despesa para aquisição por meio do suprimento de fundos, com fuga ao procedimento licitatório cabível”, diz o documento.

Para em seguida informar que o método não é novidade: “Situação bastante parecida com a do exercício de 2007, quando foram adquiridos diversos materiais de construção por vários processos separados”. De acordo com a Unidade de Auditoria Interna, os materiais comprados não foram registrados para “fins de conhecimento e definição de estoque mínimo”.

Em outra situação foi pedida a aquisição de materiais audiovisuais, no valor de R$ 1.980,00, sob o argumento de que a licitação para a compra dos objetos estaria atrasada. Mas, segundo identificaram técnicos da Unidade de Auditoria Interna, “não foi constatada nenhuma aquisição ou tentativa de aquisição de materiais audiovisuais mediante licitação no exercício de 2008”.

Além disso, “constatou-se que em março de 2009 há novamente movimentação de processo de compra desses materiais”. Da mesma forma, essa aquisição não foi antecedida de uma consulta ao Setor de Almoxarifado para pesquisar se não havia em estoque o material solicitado.

Outro flagrante do desvirtuamento no uso do suprimento de fundos é a contratação de serviços por meio do recurso de natureza esporádica e inesperada para casos perfeitamente previsíveis, como a manutenção de máquinas de ar-condicionado e de café, que são “despesas recorrentes na Casa e que, por isso, deveriam ter a cobertura de contratos administrativos”. Até mesmo a compra de materiais hospitalares e de uso médico foi realizada com o suprimento de fundos, o que, de acordo com os auditores, ocorreu “ao arrepio da Lei de Licitações”.

O exemplo mais visível da distorção do suprimento de fundos é a compra e colocação de um toldo de proteção, instalado perto da entrada principal da Câmara Legislativa. O local, onde há um jardim e que funciona como o fumódromo da Casa, foi montado às custas da verba para despesas miúdas e imprevisíveis.

“Esse um dos casos mais graves do uso indevido do suprimento de fundos, porque não há como explicar que não coubesse planejamento e contratação de licitação para tomar providências como a de colocar um toldo de proteção”, considerou Rosendo Ferreira Pinto, funcionário de carreira da Segunda Secretaria da Câmara, órgão responsável pela gestão orçamentária da Casa.

Entrevista - Lenir de Azevedo

MPDFT em 14/05/2010 às 7:33

Do Correio Braziliense: Entrevista com a corregedora do MPDF, Lenir de Azevedo. Confira:

A senhora tem convicção de que as denúncias de Durval Barbosa contra o procurador-geral de Justiça, Leonardo Bandarra, e a promotora Deborah Guerner são verdadeiras?

Que houve falta funcional, tenho convicção. A parte criminal fica a cargo da Procuradoria Regional da República.

O que foi comprovado?
Os depoimentos foram a base para abrir várias linhas de investiga