Diante das denúncias de que administradores estariam trabalhando em comitês de campanhas de deputados distritais candidatos à reeleição, o governador Rogério Rosso avisou que cobrará de todos os administradores o cumprimento integral da lei eleitoral, ou seja, ajuda a padrinhos políticos só após o expediente de trabalho.
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Aberta temporada de convenções
Partidos, Política em 17/06/2010 às 10:24A convenção regional do PMDB, marcada para este sábado (19) e aguardada com expectativa para saber se o partido oficializa a aliança com o PT, abre oficialmente a temporada de convenções regionais no Distrito Federal. Também no sábado, PSB, PDT e PSOL definem posições e candidatos para outubro deste ano. Os socialistas devem confirmar a candidatura de Rodrigo Rollemberg ao Senado e consolidar sua nominata na disputa proporcional. O PDT faz o mesmo com Cristovam Buarque e sua nominata. Já o PSOL anuncia a candidatura de Toninho ao GDF.
Domingo (20) será a vez do PSL. O partido também deve oficializar candidatura própria com Newton Lins na disputa ao governo. Na semana seguinte, PT, PSC, PSDB e PTB realizam suas convenções.
O PT formaliza a candidatura de Agnelo Queiroz em encontro no Parque da Cidade, no domingo (27). No mesmo dia PSC lança o ex-governador Joaquim Roriz como candidato oficial ao GDF, e PSDB decide ao lado de quem a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia será candidata ao Senado. Na terça-feira (29), o PTB também decide seus rumos: a legenda tem de escolher por qual chapa o senador Gim Argello será candidato ao Senado.
Sem data para suas convenções ainda estão o DEM, o PR e o PPS.
AGENDA ATUALIZADA
19/6
PMDB - No CREA, na 902 Sul, às 9h.
PSB - Espaço Cultural da 508 Sul. A partir das 9h.
PDT - Sede nacional do partido, no SAFS, às 9h.
PSOL - Na Câmara Legislativa, às 9h.
PCdoB - No Clube dos Previdenciários, na 712/912 Sul, a partir das 19h.
20/6
PSL - No CAVE, Guará, das 9h às 13h.
21/6
PSDC - No Clube dos Previdenciários, na 712/912 sul, às 19h.
24/6
PTdoB - Às 9h na sede do partido no Conic.
26/6
PRB - Pela manhã, no Hotel Nacional.
27/6
PT - No Parque da Cidade - Pavilhão ExpoBrasília, às 10h.
PSC - No Sesc da 902 Sul, a partir das 9h.
PMN - Local ainda a ser definido.
29/6
PTB - Na sede do partido no Hotel Bonaparte, às 19h.
Aliados de Roriz deixam PSB
Partidos, Política em 17/06/2010 às 9:26Em setembro do ano passado, quando o cenário político do Distrito Federal apontava para uma possível reeleição do então governador José Roberto Arruda, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) se reuniram para discutir uma possível aliança entre os dois partidos. Roriz seria candidato ao GDF, Rollemberg ao Senado. Um pré-acordo foi ensaiado à época e, a pedido de Roriz, alguns de seus apoiadores filiaram-se ao PSB - Cecília Landim, ex-secretária de Roriz, Leonice Bertollo, liderança da área rural de Planaltina, e João Gomes, liderança do Paranoá.
Nove meses e uma Operação Caixa de Pandora depois, o cenário no Distrito Federal sofreu uma reviravolta. Roriz deve ser candidato ao GDF, assim como Rollemberg ao Senado. Mas em chapas opostas. Por isso, nessa quarta-feira (16), os rorizistas apresentaram seus pedidos de desfiliação do PSB. O preço para se manter ao lado de Roriz será alto: há quatro meses da eleição ficam sem legenda e abandonam suas candidaturas de outubro.
Na luta por seus direitos
Cidades, Partidos, Política em 16/06/2010 às 20:07A partir do dia 4 de julho tem início no Distrito Federal o projeto Paradas da Diversidade LGBT. Já tradicionais em algumas cidades, como Taguatinga que reuniu 25 mil pessoas no ano passado, as paradas têm como objetivo conscientizar a população sobre o fim do preconceito, ao mesmo tempo que alerta o segmento para a importância da mobilização como forma de defender seus direitos.
O projeto, coordenado pelo Grupo Elos LGBT/DF, tem este ano o tema “Meu voto, minha cidadania! Voto não homofobia.” A escolha do assunto foi um incentivo para que a população saiba escolher seus candidatos de acordo com seu posicionamento com relação aos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Confira a agenda de paradas pelo Distrito Federal:

Definição fica para a próxima semana
Partidos, Política em 16/06/2010 às 19:07Democratas marcaram para a próxima quarta-feira (23) uma nova reunião para bater o martelo sobre a posição do partido para as eleições nacionais de outubro deste ano. Enquanto a definição nacional não sai, os rumos da legenda no Distrito Federal ficam em suspenso.
Segundo o presidente regional do partido, senador Adelmir Santana, assim que a nacional acertar os termos da aliança nacional - que deve ser concretizada com PSDB, PTB e PP - o DEM-DF define sua aliança local. “Queremos marcar uma reunião da executiva regional já para o fim do dia da quarta-feira. Definida a posição nacional, não há mais porque esperarmos”.
Os democratas esperam também algumas definições no cenário político da capital. Se o Tribunal Superior Eleitoral decidir, por exemplo, que políticos que renunciaram ao mandato para fugirem do processo de ética ou da cassação estão excluídos da disputa eleitoral devido ao projeto Ficha Limpa, muita coisa pode mudar. A principal delas seria o fim da candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) da briga pelo GDF, já que Roriz renunciou ao Senado em 2007 para escapar do processo na Comissão de Ética.
A existência ou não de Roriz na disputa interfere diretamente nas escolas do DEM, uma vez que a aliança com o ex-governador vem sendo defendida por parte da legenda. Santana prefere não se posicionar por enquanto. “Não podemos correr o risco de expor o partido. É preciso ter cautela neste momento”.
Mágoas de pré-campanha
Partidos, Política, Sem categoria em 16/06/2010 às 17:13A preocupação do senador Cristovam Buarque (PDT) e do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) em conquistar a militância petista para que esteja engajada em suas campanhas tem fundamento. Vários apoiadores do deputado Geraldo Magela (PT), preterido na disputa ao Senado, já avisaram que não pretendem pedir votos para os dois candidatos.
Preferência por suplentes petistas
Partidos, Política, Senado em 16/06/2010 às 16:45Embora estejam acaloradas as discussões sobre quem serão os suplentes de senador na chapa majoritária de Agnelo Queiroz (PT), já é dado como certo que, ao final, as vagas acabarão ocupadas por petistas. No páreo pela suplência de Cristovam Buarque (PDT), por exemplo, estão o presidente do PRB, Roberto Wagner, e o também pedetista George Michel. Já interessados na suplência de Rodrigo Rollemberg (PSB) estão os dirigentes do PCdoB.
A verdade, porém, é que os dois candidatos não anunciam mas mantêm a preferência por suplentes petistas. Com Cristovam, o nome cotado é o de Wilmar Lacerda. Com Rollemberg, o da ex-deputada Maria Laura. A opção por suplentes do PT tem motivação óbvia: integrantes de outras legendas os dois candidatos ao Senado apostam na suplência como uma forma de conquistar a militância petista e mantê-la ao seu lado ao longo da campanha.
Briga por um voo solo
Partidos, Política em 16/06/2010 às 15:39Apesar da possibilidade cada dia mais remota de contar com a participação do PMDB e do PSDB, a via alternativa para as eleições de outubro deste ano ainda tem grandes apostadores. O principal deles tem sido o senador Gim Argello (PTB). Para o petebista, uma chapa distinta do PT e do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) seria a melhor opção para sua reeleição ao Senado.
Isso porque, com o PT, Gim não tem mais chances de se candidatar a senador. Já com Roriz, teria de disputar espaço com a tucana Maria de Lourdes Abadia, recém-lançada como candidata ao Senado pelo partido e com apoio declarado do ex-governador. Gim quer partir para a briga sozinho em uma chapa - ou com um candidato que não ofereça perigo real.
Para isso tem trabalhado na via alternativa. Tem ao seu lado o presidente regional do PP, Benedito Domingos, e lideranças do PPS, PV e PSL. Juntos, são os principais incentivadores da candidatura de Rogério Rosso (PMDB) ao GDF. Mas como essa saída está cada dia mais complicada, especulam também uma candidatura do DEM ou mesmo do PV.
Democratas se reúnem hoje
Partidos, Política em 16/06/2010 às 10:50Democratas adiaram para a tarde a reunião da executiva da legenda marcada para a manhã desta quarta-feira (16). O encontro nacional deve ajudar a decidir os rumos do partido para esta eleição no Distrito Federal. A situação se complicou principalmente depois que a deputada distrital Eliana Pedrosa também se lançou candidata ao Senado na semana passada. A decisão da democratra acabou embolando ainda mais a chapa majoritária do partido, que já tinha o presidente regional, senador Adelmir Santana, e o deputado federal Alberto Fraga na disputa pela vaga.
Leitores escolhem senadores
Blog, Partidos, Política em 16/06/2010 às 9:13As candidaturas ainda estão incertas, mas alguns candidatos às duas vagas para o Senado abertas nas eleições deste ano já têm eleitores cativos. De acordo com o resultado da enquete de férias do blog, os dois novos senadores do Distrito Federal em 2011 seriam o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT).
Rollemberg teve 50% dos votos dos internautas. Já Cristovam teve 44%. Em terceiro lugar na lista aparece a tucana Maria de Lourdes Abadia com 28%. O deputado federal Robson Rodovalho (PP) conseguiu 26% da preferência dos leitores.
Além deles, o democrata Adelmir Santana teve 9%, os candidatos do PSOl, Chico Santana e Jorge Antunes tiveram 2% cada e Alberto Fraga (DEM) e Gim Argello (PTB) ficaram com 1%.
Uma nova enquete já está no ar. Participe!
“Estou sendo injustiçado”
entrevista em 15/06/2010 às 18:13Deputado distrital por dois mandatos, o arquiteto Rôney Nemer (PMDB) ingressou na política graças ao empurrãozinho de Joaquim Roriz (PSC), que o aproximou do deputado Tadeu Filippelli (PMDB), então secretário de Obras do governo. Nesta eleição, cotado para ser candidato a federal pelo partido, Nemer vive um dos momentos mais difíceis de sua carreira: além de ter sido citado na Caixa de Pandora, e de ter sido questionado sobre um contrato de aluguel que mantinha com a CEB, o peemebista prevê a confusão na cabeça do eleitor com a aproximação de seu partido com o PT, repetindo no DF a aliança nacional. “Mas eu tenho a opção de não querer ir”, ameaça, em entrevista ao jornal O Distrital desta semana. Confira trechos a seguir e a íntegra aqui.
Como foi a sua aproximação com o ex-governador Arruda?
Rôney Nemer - Quando o Arruda ganhou, ele começou a me chamar para conversar. E olha que eu tinha apoiado a Abadia ao governo ‘de cabo a rabo’. Aliás, fui um dos únicos do PMDB. Não existe traição comigo. Só depois que o Arruda começou o governo que, aos poucos, ele foi trabalhando e eu percebi que estavam sendo feitas muitas coisas legais, boas para a população. E ele resolveu abrir espaço para mim, na administração do Recanto. Achei legal e começamos a ser mais próximos. Mas não a ponto de eu ser considerado o “queridinho do Arruda”, como muitos falam que eu era. Integrei a base governista somente depois de ter visto que o governo estava dentro do que eu esperava para Brasília.
Em nenhum momento o Arruda ofereceu esse espaço em troca de algo na Câmara Legislativa?
Nunca. Pelo contrário. Logo depois disso ele mandou um projeto para lá que prejudicava os servidores numa questão sobre licença-prêmio. Eu não aprovei a proposta dele e o projeto foi arquivado. Várias vezes eu votei contra ele e até me recusei a dar parecer de algo que eu não concordava.
O senhor tem um patrimônio grande?
Como arquiteto urbanista, eu sei qual é o vetor de crescimento que vai valorizar nas cidades. Eu inclusive dou consultorias para empresas. Tudo o que eu tenho de lote eu comprei nas licitações da Terracap. Por exemplo, o lote onde construí a minha casa eu paguei R$ 17 mil e hoje ele vale uma grana. Outro lote que eu comprei foi no Setor Hospitalar por R$ 29 mil. Quando eu precisei, vendi por R$ 350 mil para ajudar a pagar o advogado (que cuida do caso da Caixa de Pandora). E pago os impostos, está tudo declarado. Muitas pessoas me criticam e falam: você não pode botar tudo no seu nome. Só que eu não penso dessa forma. Se eu tenho como explicar legalmente de onde veio o dinheiro, que veio do meu salário, por que eu vou mentir? E às vezes eu pago por isso.
É difícil administrar tudo isso?
Graças a Deus, eu faço tudo de forma transparente. Faço tudo e boto no imposto de renda, porque tudo é fruto do meu trabalho. Sou solteiro, ganho bem, não tenho gasto. Tenho um filho adotivo, mas não depende de mim. A mãe dele ganha mais que eu. Eu sou uma pessoa que não tenho gastos muitos grandes. Se você me vir num restaurante chique comendo, é porque tem alguém pagando a conta. Não sou eu que estou pagando. Geralmente eu como no restaurante comunitário, que é R$ 1, ou como no do Buriti, que é R$ 9,00 o kg, ou no restaurante da Embrapa, que é R$ 8,50 o quilo da comida.
Mas isso é uma opção do senhor?
Eu sou assim. Eu não tenho esse glamour. Não sou uma pessoa ligada a dinheiro, não sou vaidoso. É só você conhecer o lugar onde eu moro. Alguns amigos me dizem: “credo, Rôney. Sai desse muquifo”. Mas, para mim, está bom. A minha vida é simples. E depois que eu fui eleito deputado, eu não mudei. Muita gente que é eleita muda o comportamento, começa a frequentar coisas chiques… Não estou criticando, mas para mim, não funciona. Eu não sei me comportar nesses lugares, então eu prefiro não ir. Não é da minha formação. Eu me sinto melhor ao lado de pessoas mais simples. Quando eu vou ao restaurante comunitário, além de comer uma comida barata e gostosa, que eu gosto mesmo, eu ainda faço a minha política.
O senhor vai mais pela comida ser gostosa, pelo preço ou pela política?
Mais pela comida ser gostosa. E ser barato também. Eu sou mineiro, né? Sou meio seguro. Eu tenho duas opções. Eu ganho bem. Se eu não investir, eu acabo gastando em porcaria. Eu sou turco, meu pai se chama Abdala, eu adoro ler classificado. Quando eu cheguei em Brasília, fui gritador de uma feira. Cheguei a ter 32 linhas de telefone. Cheguei em Brasília e comprei um telefone. Depois comprei mais um. Ai fui alugando todos e comprando mais. Um belo dia, durante o governo do PT, em 1994, eu estava trabalhando e, por telefone, um corretor me perguntou: por quanto você vende suas ações da Telebrasília? Então eu respondi: eu não tenho ações da Telebrasília. E ele insistiu: o senhor não tem telefone no seu nome? Eu disse que sim. Ai ele falou: pois é, o senhor tem R$ 78 mil em ações. Eu quase caí duro pra trás. Foi assim que eu comprei a casa onde os meus pais moram.
O senhor saberia estimar quantas obras foram feitas durante a sua gestão na Secretaria?
Não saberia, não. Sei que foram muitas, mas nunca tantas igual foi feito no governo Arruda.
Então o “governador das obras”, na verdade, é o Arruda e não o Roriz, como é conhecido?
Eu acho que o governador Roriz fez mais porque esteve muito mais tempo no governo. O Roriz fez obras importantes para a população, ele deu cidadania para as pessoas. Quando você dá um lote, dá um endereço para uma pessoa, você resgata a cidadania dela. O Arruda não teve a oportunidade de fazer isso. O Arruda melhorou a qualidade de vida das pessoas com suas obras. Ele melhorou o sistema viário, ele facilitou a infraestrutura que o governador Roriz não conseguiu fazer.
Quando foi o momento que marcou sua vida pública?
Fui secretário de Obras e, na época, o governador Roriz ficou conhecido pelas grandes obras. Mas eu defendia também as pequenas obras, aquelas que podem não ter tanta importância para o governo, mas que faz toda a diferença para a comunidade que precisa delas. Construir uma calçada onde não tem, colocar uma boca-de-lobo, dar dignidade às famílias… É muito humilhante ver uma pessoa sair de casa e amarrar um saco nos sapatos para não sujar a roupa de lama porque na rua dela não tem asfalto. Eu sempre dei importância a isso: pequenas obras, mas grandes na importância. Cheguei em Brasília com 17 anos com um sonho de ser arquiteto, mas era gritador de feira. Ralava muito. Meu sonho era sair do interior. Sempre quis vir para Brasília. Eu amo esta cidade e aos poucos tenho conseguido escrever meu nome na história dela.
E como foi acordar e ver o seu nome estampado nos jornais por causa da operação Caixa de Pandora?
Eu me senti injustiçado. Estou sendo injustiçado. Sempre trabalhei preservando o patrimônio público. Quem me conhece sabe que eu reclamo quando alguém joga um clipes fora. Sempre fui assim, de usar o verso do papel para otimizar os recursos públicos. Fui secretário de Obras e bilhões passaram pelas minhas mãos. Nunca fiz nada errado, não tive um processo contra mim. E aí de repente eu vejo uma ilação e o meu nome sendo falado numa conversa que me jogou para a Caixa de Pandora. Eu fiquei muito mal. Perdi 16 quilos, tive problema familiar grande, como o da minha mãe,que foi parar na UTI. Ela é o bem que eu mais prezo na minha vida. Fiquei muito deprimido porque meu nome vale muito mais que qualquer lote que eu tenha, do que qualquer cargo que eu ocupe. Eu estou deputado, eu não sou deputado. Sou servidor público e fiz concurso para servir a população.
Se o senhor não fez nada, por que seu nome foi citado?
Eu não saberia dizer. Na gravação, o Maciel (José Geraldo, ex-chefe da Casa Civil) fala de uma forma confusa. Se não me falha a memória, ele fala assim: “O Nemer lá pega 11 e meio”. Agora eu pergunto: lá aonde? Com quem? Não há mais nada. Então eu não sei a que ele estava se referindo.
Você nunca pegou dinheiro com o Durval?
O doutor Durval sempre me ajudou muito, em muitas coisas. Tenho muito respeito por ele. Sou muito grato pelo tanto de emprego que ele conseguiu para mim. Mas financeiramente, ele sabe, nunca recebi nenhuma ajuda. Nunca peguei um real dele.
Então o seu nome foi usado…
Nem vou mencionar isso. Assim como eu não quero que me julguem, não vou julgar ninguém. Não quero ser leviano. Mas garanto uma coisa: nunca vendi voto meu na Câmara. Sempre votei por convicção e quem me conhece sabe disso. Eu posso te dizer: eu tenho vários defeitos. Mas político ladrão eu posso garantir que não sou e nunca fui. A mágoa que tenho é essa.
Já é o seu segundo mandato como distrital. O senhor nunca ouviu nada sobre mensalão na Câmara Legislativa?
Eu não sou um deputado que vive nessas reuniões. Não é meu perfil. Mesmo porque há uma diferença social que, querendo ou não, cria muitas barreiras. Já fui muito na casa de deputados para descontrair e conversar sobre tudo, menos política.
Você já recebeu alguma proposta indecente?
Como deputado, não. Mas quando eu estava em cargo público, sim. Uma vez eu disse a uma pessoa que se ela não levantasse e saísse da minha frente, eu chamaria a polícia para prendê-la. Essa pessoa queria que eu viabilizasse um contrato em troca de benefício. Teve outra vez que eu precisava ajudar a pagar o tratamento de minha mãe, e eu estava muito ruim financeiramente. Eu era secretário de Obras e apareceu uma pessoa que me ofereceu dinheiro, sem mais nem menos. E eu perguntei: você está oferecendo essa ajuda a troco e quê? E ele respondeu: eu sei que você está precisando. Não vou te mentir que pelas necessidades e pela urgência do tratamento, eu pensei em aceitar. Mas logo pensei no futuro e disse não. As pessoas sabem se aproximar das outras no momento de fraqueza. É o que eu mais vejo por aí. Depois disso, uma pessoa que é realmente minha amiga conseguiu me emprestar o dinheiro, paguei o tratamento da minha mãe e já devolvi tudo, graças a Deus.
E essa denúncia sobre o aluguel dos imóveis para a CEB?
Esse contrato foi a pedido da CEB porque eles precisavam atender tanto a comunidade do Recanto quanto a do Riacho Fundo II e as minhas lojas eram as únicas da região que eram bem localizadas e disponíveis. Eu relutei muito na época, mas a área jurídica da empresa me disse que era legal e que poderia, sim. Ainda questionei, parecendo até que eu estava prevendo alguma coisa. Mas eles me garantiram que era tudo dentro da lei. Eu me pergunto: trabalhei como secretário de Obras tantos anos… Se eu quisesse fazer alguma coisa errada, eu teria feito lá atrás, quando bilhões passaram pela minha mão. E não alugar duas salas, por pouco mais de R$ 1 mil, justamente embaixo da minha casa e ainda com uma placa da CEB estampada lá para quem quiser ver.
Pode não ser ilegal, mas acaba sendo encarado como antiético…
Eu sempre tive a certeza de que o contrato era legal. A lei diz que o deputado não pode fechar acordo com o governo, salvo em contratos com cláusulas uniformes. A CEB entendeu que essas cláusulas uniformes seria um contrato igual para todo mundo, e não especial para mim por ser deputado. Mesmo assim, fui na CEB e mandei suspender o contrato. Chegaram a me perguntar: “se é legal, por que você vai rescindir o aluguel?”. E eu disse: porque estou cansado de ver meu nome colocado sob suspeição. Eu só tenho meu nome, do qual me orgulho muito. Eu demorei muito para construí-lo, com muito trabalho. E já que pairaram dúvidas, é melhor não manter. E tem mais: quando a CEB sair daqui, eu consigo alugar as duas lojas pelo dobro do preço que ela paga hoje.
Se não há nada de ilegal, o senhor pode ter sido vítima do “fogo amigo”?
Eu não sei por que gerou tanto ciúme. Eu faço o meu trabalho, não sou de ficar em cima do trabalho de ninguém e não faço política atropelando os outros. Não quero crescer à custa de ninguém. Em política, ninguém rouba voto do outro, você conquista. Se você perde um voto, é porque você deixou ele solto e não soube manter. Não trabalho política com dinheiro. Não pago ninguém nas minhas campanhas. Basta olhar a minha prestação de contas. O que eu faço é semear durante os três anos e nove meses e, quando chega na hora da campanha, as pessoas me ajudam. Isso é semeadura, uma coisa que eu aprendi com o deputado Cauhy. A semeadura é livre, mas a colheita é certa.
E o que o senhor acha do governador Rogério Rosso?
Eu gosto muito dele. No dia que o PMDB decidiu que lançaria candidato para a eleição indireta, quem levantou o nome do Rosso fui eu. Inclusive ele me ligou para agradecer. Quando saiu a chapa Rosso e Ivelise eu achei muito boa, porque ele é um bom nome, tem jovialidade, tem porte, tem capacidade… E ela daria um bom suporte a ele, porque ela conhece bem a máquina pública, é uma servidora de carreira, a mesma que eu.
Se o senhor vê tantas qualidades nele, por que a sua relação com o governador está estremecida?
Aí não é de minha parte. É por culpa dele. Foi ele que parou de atender minhas ligações e não me procurou mais. Eu tinha conversado com ele e dito que eu não queria nada, apenas manter o meu espaço no governo. É hipocrisia dizer que deputado não tem cargo no governo. É assim que se faz composições. Pois bem, os dias foram passando e o meu espaço foi sendo dado para outras pessoas. Na semana passada, dois técnicos indicados por mim para o projeto da ciclovia foram exonerados. Eu não recebi nenhuma ligação do governo para avisar. Eles são profissionais. Isso me preocupa, porque o ser humano quer respeito. O governo pode mandar embora quem ele quiser. Mas não custa chamar o servidor e explicar o motivo de estar sendo demitido.
O senhor acha que deveria ter o tratamento diferenciado por ser do partido do governador?
Aí é uma questão do partido. É por causa da minha ligação com o deputado Filippelli. E não vou te mentir que tenho um respeito, admiração por ele inquestionáveis. Isso porque, em todas as horas boas e ruins ele está ao meu lado. Não sou de virar as costas nem para inimigos, quiçá para os amigos. E eu fico sempre do lado dele.
O PMDB e o PT sempre foram adversários no DF. E o Filippelli tem costurado uma aliança para ser o vice da chapa de Agnelo Queiroz. Não vai ser difícil pedir votos para o PT?
Eu vejo o PMDB se aproximar de uma aliança com o PT e não tem como eu chegar para o deputado Filippelli e falar: olha, venci meus problemas e agora vá você pra lá e eu pra cá. Mas vai ser muito difícil… Ainda mais sendo da chapa adversária do governador Roriz, que foi uma pessoa que quando eu vendia roupa, me deu a oportunidade de virar arquiteto. Aprendi a vê-lo como político e como pessoa. Depois, conheci o Filippelli. Sempre tive muito carinho pelos dois. Costumo dizer que o Filippelli é meu pai e Roriz é meu avô. Por esses motivos pessoais, sempre torci e acreditava na reaproximação dos dois. Não que eu não goste do Agnelo, muito pelo contrário. Ele é um médico respeitado e é um bom nome para ser lançado. Mas meus vínculos pessoais tornam esse momento político muito difícil para mim.
Mas a aliança está quase concretizada…
Vai ser muito difícil. Outro dia eu ouvi de uma deputada do PT: “Eu não quero nunca fechar aliança com vocês. Já me imaginou ter que estar no mesmo palanque que vocês pedindo voto?”. Isso me magoou muito. E eu falei: deputada, a senhora está falando isso para mim? E ela respondeu: “você até que passa”. Achei isso horrível, mesmo porque me acho tão ou muito mais honesto do que ela. Não aceito isso. Por mais que meu nome tenha sido citado na Caixa de Pandora e agora nessa história da CEB, eu sei de minha honra e sei do meu caráter.
Fica mais difícil por ser o PT?
Mais de 90% dos meus amigos são oriundos do PT. Eu mesmo sou oriundo do PT, lá dos movimentos estudantis. Mas a minha base vai sofrer um choque com isso. A eleição, muitas vezes, é traumatizante. A política é muito passional, mas eu não consigo ser. E eu não tenho aquele dom da política de ouvir e esquecer o que foi dito. Sou muito transparente.
O senhor acredita que o Filippelli esteja indo em busca do PT porque foi mais bem acolhido do que na época que era aliado do Roriz?
Com certeza. Eu acho que é acolhimento, sim. A gente sempre esperou que ele e Roriz voltassem. Até agora eu ainda acredito. Se Deus me desse o poder, eu uniria novamente o governador Roriz e o Filippelli e eu não pensaria duas vezes. Para mim, seria muito melhor politicamente. O que poderíamos fazer seria outra alternativa, que não ficasse polarizado entre Roriz e PT-PMDB.
Uma candidatura majoritária do PMDB?
O Rosso seria um bom nome. Não vejo problema nisso. Mas acho que isso precisa ser construído na conquista e não imposto como um estupro.
Mas a ida do Filippelli para o PT o senhor não considera um “estupro”?
Não um estupro, mas está difícil. Mas eu tenho a opção de não querer ir.
Mas o senhor se sentiria à vontade de não estar com o Filippelli, já que ele é o seu “pai”?
É difícil, mas o Filippelli nunca me obrigaria a isso. Eu que vou colocar na balança os prós e os contras e analisar. No final, a decisão será minha.
Convenção nacional do PCdoB
Partidos, Política em 15/06/2010 às 14:32O PCdoB realiza nesta quarta-feira (16) convenção nacional para oficializar o apoio às candidaturas de Dilma Rousseff à Presidência da República e de Michel Temer à vice-presidência. A convenção será no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, a partir das 17 horas. No encontro será discutido também o programa partidário da legenda.
Campanha nas ruas
Partidos, Política em 15/06/2010 às 10:51O desdém do presidente Lula com a lei eleitoral tem estimulado ainda mais a prática da campanha antecipada por todo o país. O Distrito Federal, claro, não seria exceção. Esse final de semana, durante o desfile em homenagem ao aniversário de Taguatinga, foi um exemplo de como os políticos apelam para as brechas na lei para dar início à campanha. Além das repetidas referências do mestre de cerimônia da festa a políticos da cidade, alguns deles partiram para o corpo a corpo com o eleitor.
A distrital Eliana Pedrosa (DEM), por exemplo, cercada de assessores, distribuía sorrisos e acenos aos taguatinguenses. Mais diretos, Dr. Charles (PTB) e Benedito Domingos (PP), contaram com cabos eleitorais para distribuir ao público panfletos parabenizando Taguatinga que também continham seus projetos e ações em benefício da região. Já o ex-deputado federal Ricardo Noronha (PSL) foi mais sutil. Quem foi assistir ao desfile recebeu uma tabela da Copa do Mundo com o devido patrocínio do radialista.
Magela lança pré-candidatura
Partidos, Política em 08/06/2010 às 9:42O deputado federal Geraldo Magela lança oficialmente sua pré-candidatura à reeleição na Câmara Federal nesta terça-feira (8). O evento será no Teatro dos Bancários, às 19h.

Curso de legislação eleitoral
Câmara Legislativa, Partidos, Política, Sem categoria em 01/06/2010 às 10:41Outra boa oportunidade para quem quer se preparar para as eleições de outubro deste ano. A Escola do Legislativo do DF (Elegis) promove a partir do dia 7 um curso de Legislação Eleitoral aberto à comunidade em geral - sejam candidatos a cargos eletivos, assessores parlamentares, servidores públicos, estudantes ou interessados em informações sobre as normas e regras do processo eleitoral de 2010.
O curso tem carga horária de 15 horas e a desembargadora do Tribunal de Justiça do DF, Ana Maria Amarante Brito, como instrutora. A programação inclui sete temas: aplicação da legislação eleitoral 2010; inovação e limites impostos pela legislação; o processo eleitoral - registro e impugnação de candidatos; ações e recursos eleitorais; condutas vedadas aos agentes públicos; propagandas eleitoral e partidária; e crimes eleitorais.
A melhor notícia é de que o curso é gratuito. As inscrições podem ser feitas até esta quarta-feira (2). Para saber mais informações ou se inscrever, clique aqui.
PMDB faz convenção dia 19
Partidos, Política em 28/05/2010 às 23:04Em reunião nesta sexta-feira (28) executiva regional do PMDB decidiu que o nome do partido para a composição de uma chapa majoritária será o do presidente regional da legenda, deputado federal Tadeu Filippelli. O partido, porém, não bateu o martelo sobre se Filippelli será o candidato a vice na chapa do PT ou o candidato ao GDF em uma chapa independente. A decisão só sairá na convenção regional do partido, marcada para o dia 19 de junho.
Com a medida, o PMDB tenta encerra as especulações sobre uma possível candidatura do governador Rogério Rosso. Apesar das constantes negativas do próprio Rosso de que sairia candidato à reeleiçao, nos bastidores das negociações de uma via alternativa à polarização PT-Roriz, o nome de Rosso era um dos mais cotados.
Investigação política, segundo Agnelo
Partidos, Política em 28/05/2010 às 22:06O pré-candidato do PT ao GDF, Agnelo Queiroz, divulgou nota de esclarecimento sobre as denúncias publicadas pela revista Época. Confiram a íntegra do comunicado:
“Sob o comando do ex-governador José Roberto Arruda, que foi preso e renunciou ao mandato em razão das graves denúncias de corrupção que vieram à tona nos últimos meses, uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal urdiu um suposto inquérito de investigação destinado a atingir a imagem pública de Agnelo Queiroz, pré-candidato do PT ao governo do DF.
Versões desse suposto inquérito, que na verdade é um procedimento investigatório ilegal e clandestino, produzidas sob o patrocínio de agentes públicos incompetentes, mas domesticados e adestrados por interesses subalternos para alcançar resultados manipulados, em claro desafio à Constituição Federal, começam a chegar à imprensa. O objetivo é interromper a ascensão de Agnelo Queiroz nas pesquisas de intenção de voto para governador.
A falsa investigação, escorada em métodos fascistas, moveu-se com desvio de finalidade ao forjar premissas inverossímeis. Agnelo Queiroz não foi investigado, nem ouvido e, mais grave, sequer indiciado pelo fajuto inquérito. Mas o objeto estava fabricado para que surgisse como protagonista.
Trata-se da tentativa de rescaldar denúncias velhas, que não estão amparadas nas auditorias que o Tribunal de Contas da União e a Corregedoria Geral da União empreenderam na gestão de Agnelo Queiroz no Ministério dos Esportes, a fim de tentar equiparar a biografia política do pré-candidato do PT e de seus aliados ao prontuário policial ostentado por nossos adversários.
O que está em curso nos intestinos da Polícia Civil do Distrito Federal, e que conta com a anuência de facção do Ministério Público do Distrito Federal, é um procedimento de destruição de reputações que guarda similaridade a atos de barbárie cometidos pelos fascistas. Um governador que foi preso e renunciou ao mandato para não ser cassado, seus sócios, asseclas, herdeiros e criadores políticos creem-se capazes de manipular procedimentos policiais, influenciar a imprensa e dirigir decisões do Poder Judiciário com o fim exclusivo de produzir uma vitória eleitoral destinada a lhes devolver o poder político na capital da República. Não conseguirão. Não voltarão.
Resistiremos lutando com todas as armas legítimas da legalidade. Medidas judiciais e administrativas, verdadeiras e legítimas, em ambientes institucionais, serão movidas para que se punam os agentes que desconhecem as garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito.”
Partido independente
Partidos, Política em 28/05/2010 às 14:32Se a tal frente contra a polarização não vingar, o PSL já tem o plano B. Sai com candidatura majoritária própria. Na cabeça da chapa seu presidente regional, Newton Lins.
Frente contra a polarização
Partidos, Política em 28/05/2010 às 14:29Um encontro no Lago Sul reuniu nesta sexta-feira (28) presidentes do DEM, PPS, PHS, PTN, PV, PTC e PSL para discutir a possibilidade de uma coligação para as eleições de 2010. A iniciativa foi do presidente do PSL, Newton Lins. A discussão passou pela criação de uma frente partidária contra a polarização existente hoje entre PT e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). “Toda polarização é burra e antidemocrática”, argumenta Lins.
A conversa rendeu dois consensos principais entre os partidos. O primeiro de que é preciso lançar uma candidatura alternativa às que estão apresentadas atualmente. O segundo é de que esta alternativa deve sair com ou sem a participação do PSDB. Os tucanos foram convidados para o encontro, mas preferiram não se envolver por enquanto. As sete legendas decidiram então manter o espaço aberto ao PSDB, mas, caso ele demore a se decidir ou decida se coligar a um outro candidato, a proposta da frente segue da mesma forma.
Uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (2).
PMDB quer adiar anúncio de alianças
Partidos, Política em 27/05/2010 às 19:01PMDB-DF tem reunião da executiva regional nesta sexta-feira (28) para discutir as opções eleitorais do partido para outubro deste ano. Os peemedebistas pretendem deixar para a convenção regional, prevista para o dia 19 ou 20 de junho, a decisão oficial sobre as possibilidades de coligação para as eleições. A estratégia é ganhar tempo para convencer o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, a desistir da aliança com o PT.
360 graus na política
Partidos, Política em 27/05/2010 às 15:42Analistas políticos da cidade acreditam que dois outros candidatos correm o risco de sofrer o mesmo fenômeno “360º” que sofreu o deputado Geraldo Magela (PT). O petista era pré-candidato a deputado federal, foi inflado para candidato ao governo, cogitou-se umacandidatura ao Senado, mas acabou pré-candidato à reeleição novamente. No mesmo caminho estariam o democrata Alberto Fraga e a tucana Maria de Lourdes Abadia.
Plebiscito para militares
Partidos, Política em 27/05/2010 às 14:27Empenhados em unir os esforços para eleger candidatos fortes que defendam os interesses da corporação na Câmara Legislativa e na Câmara dos Deputados, policiais militares do Distrito Federal criaram um espaço na Internet para que os pré-candidatos da categoria coloquem suas candidaturas à prova em um plebiscito. Dessa forma, a categoria lançaria apenas os nomes mais votados e concentraria os votos de forma a elegê-los.
Na página virtual, batizada de “Prévias da PMDF’, os idealizadores da votação explicam que o espaço é um instrumento para “auxiliar a organização política, bem como ampliar as representações nas esferas dos poderes legislativos e executivos”. O objetivo é atestar o atual nível de aceitação dos pré-candidatos da PM, para os policiais possam investir nos mais fortes.
O prazo para inscrição das candidaturas acaba neste domingo (30). Até esta quinta (27), o plebiscito já contava com 24 pré-candidatos a distrital inscritos e nove a federal. A votação está marcada para os dias 4 a 6 de junho. Para conhecer os candidatos, se inscrever, votar ou apenas conhecer o espaço virtual, clique aqui.
Tucanos se reúnem nesta quinta
Partidos, Política em 27/05/2010 às 9:37Executiva do PSDB-DF se reúne nesta quinta-feira (27). Na pauta do encontro, mais discussões sobre o rumo do partido nas eleições de outubro deste ano. Os tucanos ainda não bateram o martelo sobre para qual lado a legenda segue nesta disputa - uma candidatura própria ou uma coligação, que poderia ser com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). A expectativa é grande. A reunião tucana está marcada para às 18h30, na sede do partido na Asa Norte.
Chapa contemplaria seis legendas
Partidos, Política em 26/05/2010 às 18:44A briga pelas suplências de senador na chapa majoritária petista promete esquentar ainda mais nos próximos dias. Em um almoço com os presidentes dos partidos que devem compor a coligação com o PT - PSB, PDT, PCdoB e PMDB - esta semana, foi discutida a proposta de uma chapa “plural”. A ideia era agraciar na majoritária todas as seis legendas da ampla aliança que deve ser consolidar do Distrito Federal - PT, PDT, PSB, PMDB, PCdoB e PRB. PT ficaria com o candidato ao governo, PMDB com o vice, PSB e PDT com as candidaturas ao Senado. Ao PRB e ao PCdoB restariam as duas primeiras suplências de senador. E os dois partidos não estão dispostos a abrir mão dessa participação na chapa.
Caberá agora ao PT contornar mais este impasse - já que no encontro regional da legenda, os petistas definiram que as suplências ficariam com o partido.
PT e DEM se saem bem na espontânea
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 26/05/2010 às 15:30Cenário com intenções de voto, em pesquisa espontânea, para deputado distrital, feita pelo Instituto O&P. O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010). Confira:
Paulo Tadeu (PT) - 3,3%
Reguffe (PDT) - 2,3%
Erica Kokay (PT) - 1,8%
Tadeu Filippelli (PMDB) - 1,6%
Jaqueline Roriz (PMN) - 1,5%
Chico Leite (PT) - 1,4%
Eliana Pedrosa (DEM) - 0,9%
Arlete Sampaio (PT) - 0,8%
Geraldo Magela (PT) - 0,8%
Rodrigo Rollemberg (PSB) - 0,8%
Aylton Gomes (PR) - 0,8%
Paulo Roriz (DEM) - 0,7%
Branco/Nulo - 0,5%
Chico Vigilante (PT) - 0,5%
Raad Massouh (DEM) - 0,5%
Izalci Lucas (PR) - 0,5%
Rogério Ulysses (sem partido) - 0,5%
Augusto Carvalho (PPS) - 0,5%
Benedito Domingos (PP) - 0,4%
Osório Adriano (DEM) - 0,4%
Rôney Nemer (PMDB) - 0,4%
Outros - 13,7%
Nenhum - 6,6%
NS/NR - 59%
Petistas na frente para federal
Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 26/05/2010 às 14:21Confira intenções de voto para deputado federal, em pesquisa estimulada do Instituto O&P. Resultados mantém na liderança praticamente os mesmos distritais citados na pesquisa do Instituto Soma, divulgada na terça-feira (clique aqui para ver).
Erica Kokay (PT) - 8,9%
Paulo Tadeu (PT) - 7,9%
Jaqueline Roriz (PMN) - 7,5%
Reguffe (PDT) - 6,3%
Tadeu Filippelli (PMDB) - 6%
Rodrigo Rollemberg (PSB) - 4,6%
Robson Rodovalho (PP) - 4,6%
Geraldo Magela (PT) - 4,5%
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 4,4%
Laerte Bessa (PSC) - 3,8%
Izalci Lucas (PR) - 2,7%
Alberto Fraga (DEM) - 2,4%
Jofran Frejat (PR) - 2,1%
Osório Adriano (DEM) - 2%
Augusto Carvalho (PPS) - 2%
Ana Cristina Kubitschek (DEM) - 0,7%
José Edmar (PSDB) - 0,6%
Egmar Tavares (PTdoB) - 0,6%
Ricardo Quirino (PR) - 0,4%
Messias de Souza (PCdoB) - 0,4%
Weber Magalhães (PSDB) - 0,3%
Marcio Machado( PSDB) - 0,3%
Roberto Policarpo (PT) - 0,3%
Nenhum - 13,3%
NS/NR - 13,6%
Intenções de voto para o Senado
Partidos, Política, Senado em 26/05/2010 às 11:15Pesquisa do Instituto O&P avaliou também intenção de votos para Senador. Confira o quadro:
|
|
TOTAL |
1º VOTO |
2º VOTO |
| Cristovam Buarque (PDT) |
47,8% |
39% |
8,8% |
| Rollemberg (PSB) |
33,9% |
13% |
20,9% |
| Gim Argelo(PTB ) |
18,1% |
9,1% |
9% |
| Adelmir Santana (DEM) |
8,6% |
5,6% |
3% |
| Nenhum |
47,7% |
19,1% |
28,6% |
| NS/NR |
43,9% |
14,1% |
29,8% |
O instituto ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 24 de maio. A margem de erro é de 2,8%. A pesquisa foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010).
Em jogo, a indicação de suplentes
Partidos, Política em 26/05/2010 às 9:48Uma vez que a aliança com o PMDB é questão resolvida para o PT - o partido já a aprovou - a discussão do momento na legenda é a indicação das suplências de senador. Resolução do encontro regional havia definido que as suplências seriam ocupadas por petistas, já que eles abriram mão da segunda vaga de candidato ao Senado. Uma delas, inclusive, estava sendo cobiçada pelas mulheres da legenda, que querem uma participação maior na chapa majoritária. No início da semana, porém, o PT ofereceu ao mais novo aliado, o PRB, a suplência de um dos candidatos ao Senado, no caso, Cristovam Buarque (PDT). A oferta causou protestos internos.
Diante das queixas, Rodrigo Rollemberg (PSB), segundo candidato a senador da chapa, prontamente anunciou que quer um suplente do PT. Interessado em garantir uma boa relação com a militância petista, Rollemberg preferiu não entrar na briga, que ainda promete mais discussões no partido.
A batalha dos vices
Partidos, Política em 26/05/2010 às 7:30A pesquisa da O&P fez uma sondagem interessante. Aos seus 1.200 entrevistados, o instituto perguntou se o fato de um político específico compor uma chapa como candidato a vice-governador aumentava ou não a disposição do entrevistado de votar nesta chapa. A pergunta foi feita em quatro versões: com Tadeu Filippelli (PMDB), Jofran Frejat (PR), Arlete Sampaio (PT) e Robson Rodovalho (PP). Confira os resultados:
Com Filippelli como candidato a vice:
Aumenta muito a disposição de votar - 3,4%
Aumenta - 11,3%
Não altera - 55,3%
Diminui - 12,1%
Diminui muito - 6,6%
NS/NR - 11,3%
Com Frejat como candidato a vice:
Aumenta muito - 4,2%
Aumenta - 13,8%
Não altera - 56,1%
Diminui - 8%
Diminui muito - 5,7%
NS/NR - 12,3%
Com Arlete como candidata a vice:
Aumenta muito a disposição de votar - 4,4%
Aumenta - 12,4%
Não altera - 53,2%
Diminui - 9,3%
Diminui muito - 7,3%
NS/NR - 13,4%
Com Rodovalho como candidato a vice:
Aumenta muito - 2,4%
Aumenta - 11,1%
Não altera - 54%
Diminui - 9,7%
Diminui muito - 8,9%
NS/NR - 13,8%
A conclusão é alentadora principalmente para o PT. Para um pouco mais da metade dos eleitores, a escolha do vice, seja ele quem for, não faz diferença na hora de escolher em quem votar.
Roriz e Agnelo no segundo turno
Partidos, Política em 26/05/2010 às 6:26O Instituto O&P Brasil fez também pesquisa de intenções de voto estimuladas para governador. A sondagem foi feita entre os dias 21 e 24 de maio, com 1.200 entrevistas e margem de erro de 2,8 %. Confira:
Cenário 1:
Joaquim Roriz (PSC) - 40,9%
Agnelo Queiroz (PT) - 28,4%
Alberto Fraga (DEM) - 4,2%
Toninho (PSol) - 3,1%
Nenhum/BR/Nulo - 14,8%
NS/NR - 8,7%
Cenário 2:
Joaquim Roriz (PSC) - 38,9%
Agnelo Queiroz (PT) - 27,7%
Alberto Fraga (DEM) - 3,8%
Toninho (PSol) - 2,4%
Rogério Rosso (PMDB) - 2,1%
Nenhum/BR/Nulo - 15,7%
NS/NR - 9,4%
Cenário 3:
Agnelo Queiroz (PT) - 30,4%
Rogério Rosso (PMDB) - 7,4%
Alberto Fraga (DEM) - 6,3%
Toninho (PSol) - 5,5%
Nenhum/BR/Nulo - 33,7%
NS/NR - 16,6%
Indecisos ainda são maioria
Partidos, Política em 26/05/2010 às 6:07Mais pesquisa apara animar o cenário. Dessa vez do Instituto O&P Brasil, realizada entre os dias 21 e 24 de maio, com 1.200 entrevistas. A pesquisa tem margem de erro de 2,8 % e foi registrada no TSE (nº: 12524/2010) e TRE (nº: 12889/2010). Confira as intenções de voto para governador do DF, em sondagem espontânea:
Joaquim Roriz (PSC) - 25,7%
Agnelo Queiroz (PT) - 14,1%
Rogério Rosso (PMDB) - 2,1%
Cristovam Buarque (PDT) - 1,5%
José Roberto Arruda (sem partido) - 1,4%
Alberto Fraga (DEM) - 0,6%
José Antônio Reguffe (PDT) - 0,6%
Geraldo Magela (PT) - 0,3%
Toninho do PSOL - 0,3%
Donizete - 0,3%
Outros - 1,3%
Nenhum - 5,8%
Branco/ Nulo - 0,7%
NS/NR - 45,4%
PMDB deve ficar com PT
Partidos, Política em 25/05/2010 às 20:53Entre os peemedebistas é dada como certa a aliança do partido com o PT para as eleições de outubro deste ano. O consenso teria sido alcançado nesse final de semana, durante as comemorações do Divino Espírito Santo, em Planaltina. O aviso de que o partido fechará a aliança com o PT chegou a ser dado aos petistas. Eles, porém, preferem não se pronunciar antes da confirmação oficial da coligação.
O PMDB estaria agora organizando as formalidades da aliança. Uma reunião de diretório deve ser marcada nos próximos dias para fechar a questão e anunciar a decisão formal do partido.
PSOL define pré-candidatos ao Senado
Partidos, Política em 25/05/2010 às 18:32O PSOL-DF já decidiu quem serão os nomes do partido na disputa ao Senado Federal: o jornalista Chico Santana e o professor e maestro Jorge Antunes. O partido está animado com os índices de intenção de voto registrados por Toninho do PSOL, seu candidato ao GDF, nas últimas pesquisas no DF. A aposta é de que a legenda crescerá o suficiente para eleger, ao menos, um deputado distritais nesta eleição.
Intenções de votos para federal
Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 25/05/2010 às 14:20Confira cenário estimulado para deputado federal, de acordo com pesquisa do Instituto Soma:
Jaqueline Roriz (PMN) - 17%
Indecisos - 13%
Branco / Nulo - 12%
Paulo Tadeu (PT) - 10%
Bispo Rodovalho (PP) - 10%
José Antônio Reguffe - 9%
Erika Kokay (PT) - 8%
Izalci Lucas (PR) - 5%
Augusto Carvalho (PPS) - 4%
Osório Adriano (DEM) - 4%
Roney Nemer (PMDB) - 3%
Laerte Bessa (PSC) - 3%
Pastor Egmar (PTdoB) - 2%
Maurício Corrêa (PSDB) - 2%
Márcio Machado (PSDB) - 0%
Abadia com chances para Senado
Partidos, Política em 25/05/2010 às 12:24Os tucanos que defendem a coligação do PSDB com a candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) ficaram eufóricos com o resultado da pesquisa do Instituto Soma para o Senado Federal. Isso porque a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) aparece em segundo lugar atrás apenas do senador Cristovam Buarque (PDT), que tenta a reeleição. Nos demais cenários, Abadia também aparece bem, sempre acima dos 20% das intenções de votos. Na leitura tucana, Abadia tem grandes chances de se eleger senadora na coligação com Roriz, o que interessaria à candidatura de José Serra a presidente e ao partido.
O argumento não deve ser ignorado na tarde desta terça-feira (25), quando o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, conversará com a direção local sobre os rumos para esta eleição.
Corrida para o Senado
Senado em 25/05/2010 às 11:43Confira cenários para o Senado Federal de acordo com Pesquisa do Instituto Soma Opinião & Mercad, realizada entre os dias 18 e 24 de maio, com 1.000 questionários.
Cenário 1
Cristovam Buarque (PDT) - 48%
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 33%
Rodrigo Rollemberg (PSB) - 30%
Branco / Nulo - 15%
Indecisos - 11%
Gim Argello (PTB) - 9%
Cenário 2
Cristovam Buarque (PDT) - 50%
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 32%
Geraldo Magela (PT) - 21%
Branco / Nulo - 16%
Alberto Fraga (DEM) - 13%
Indecisos - 12%
Cenário 3
Cristovam Buarque (PDT) - 52%
Rodrigo Rollemberg (PSB) - 39%
Branco / Nulo - 19%
Indecisos - 13%
Gim Argello (PTB) - 12%
Adelmir Santana (DEM) - 4%
Cenário 4
Cristovam Buarque (PDT) - 51%
Rodrigo Rollemberg (PSB) - 39%
Branco / Nulo - 19%
Indecisos - 13%
Gim Argello (PTB) - 11%
Alberto Fraga (DEM) - 9%
Roriz na frente em pesquisa Soma
Partidos, Política em 25/05/2010 às 10:29Acaba de ficar pronta mais uma pesquisa do Instituto Soma Opinião & Mercado, com intenções de votos para quase todos os cenários no Distrito Federal. A pesquisa ouviu 1.000 entrevistados, entre os dias 18 e 24 de maio, e foi registrada no TSE 12103/2010 e no TRE-DF 1235/2010. Confira os cenários, estimulados, para governador:


PRB junto com Agnelo
Partidos, Política em 24/05/2010 às 20:15
PRB-DF Anunciou nesta segunda feira (24) um apoio a candidatura petista de Agnelo Queiros. O anuncio formal foi feito em um encontro dos presidentes regionais dos dois partidos - Roberto Policarpo, do PT, e Roberto Wagner, do PRB. As duas legendas só não sabem ainda como conciliar esse apoio com o líder do governo na Câmara, Aguinaldo de Jesus.
Conversa pode definir rumo tucano
Partidos, Política em 24/05/2010 às 16:58O presidente regional do PSDB, Márcio Machado, se reúne nesta terça-feira (25) com o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra. A conversa foi marcada a pedido de Guerra, que deve dar as primeiras orientações ao partido sobre que rumo seguir nas eleições de outubro. A expectativa é grande. Parte dos tucanos da capital defendem uma chapa majoritária própria, em coligação com DEM, PMDB e PPS, entre outras legendas que faziam parte da base de apoio ao ex-governador José Roberto Arruda. Outra parte dos tucanos defende uma aliança com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC).
“Mas estamos trabalhando para, qualquer que seja o caminho a ser seguido pelo partido, não haja um racha significativo e para que seja possível trabalharmos unidos pelo nosso candidato à presidência, José Serra”, argumenta Machado. Uma definição por parte do PSDB então pode ajudar a consolidar o cenário eleitoral deste ano.
Recesso em breve
Blog em 24/05/2010 às 13:47Caros leitores,
A partir da próxima segunda-feira (31) esta blogueira entrará de férias. Serão 15 dias de merecido descanso depois de mais de um ano de blog e uma Caixa de Pandora pelo caminho. Durante este período, o blog não ficará parado. Publicaremos artigos e textos sobre política. Voltamos no dia 16 de junho, já com a cobertura das eleições 2010.
Obrigada pela compreensão.
Mulheres querem ampliar espaço
Partidos, Política, Sem categoria em 24/05/2010 às 11:39A setorial de mulheres do Partido dos Trabalhadores decidiu lutar por mais espaço na legenda - seja com candidatas às eleições de outubro deste ano, seja com participação em um possível governo em 2011. O segmento quer assegurar os 30%, definidos por lei, de candidaturas femininas nas eleições e repetir esse índice na participação do governo.
A decisão é decorrente do baixo número de mulheres na disputa proporcional pela legenda. Dos 38 candidatos a distrital do partido oito são mulheres - ou seja pouco mais de 20% da chapa. Já para federal, dos seus candidatos, apenas uma é mulher (17%). Isso numa disputa em que a candidata majoritária do PT é uma mulher - Dilma Roussef.
Leitores veem pouco tempo para via alternativa
Partidos, Política em 23/05/2010 às 10:42A chapa alternativa formada por PSDB, DEM, PPS entre outros partidos parece não ter convencido os leitores do blog. Na enquete da semana, 72% afirmaram que essa via alternativa não teria mais tempo para se viabilizar e disputar as eleições de outubro deste ano. Para eles, a disputa vai ser polarizada novamente. Já 28% defenderam a nova chapa. Nesse caso, os internautas defendem que são partidos fortes, com tempo de tevê e bons nomes.
Uma nova enquete já está no ar. Participe!
Propaganda antecipada
Partidos, Política, TRE em 23/05/2010 às 8:25Da Folha de S. Paulo: Políticos de ao menos sete Estados estão fazendo propaganda disfarçada, mesmo com as proibições impostas pela legislação eleitoral. Os disfarces mais comuns são outdoors com mensagens simpáticas, adesivos com os nomes dos políticos e até faixas do Dia das Mães. A propaganda, permitida após 5 de julho, é crime eleitoral se feita antes do tempo e pode dar multa de R$ 5.000 a R$ 25 mil, o que já ocorreu em Alagoas e no Acre.
No Tocantins, o deputado estadual Ângelo Agnolin (PDT), pré-candidato à Câmara, disse que distribuiu dez faixas em rotatórias celebrando o Dia das Mães. Em Cascavel (PR), o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB) espalhou outdoors que divulgam um instituto social que leva o seu nome. A promotora Simone Lorenz vê propaganda antecipada na divulgação, porque o instituto tem o mesmo nome do candidato.
Os políticos negam que estejam fazendo propaganda antecipada e dizem até que as mensagens não influenciam na decisão do voto do eleitor. Renato Lima, assessor jurídico do deputado Sarto Nogueira (PSB-CE), disse que a tabela da Copa não configura propaganda eleitoral. ”Como é que existe campanha antecipada quando não se sabe se a pessoa é candidata?”, questionou. O advogado disse que a tabela possui caráter institucional da entidade privada da qual o deputado é diretor clínico -o impresso veicula o nome de um hospital.
Já o deputado estadual Ângelo Agnolin (PDT-TO), que distribuiu faixas sobre o Dia das Mães, afirmou que não há por que a Justiça Eleitoral questionar sua iniciativa. O deputado afirmou que a mensagem é uma tradição familiar e que faz isso todos os anos. “Na verdade, seria uma falta com as mães tocantinenses deixar de cumprimentá-las no seu dia.”
O deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) disse que a divulgação do instituto que leva seu nome não pode ser caracterizada como campanha. Segundo ele, periodicamente a entidade divulga suas ações. “Casualmente podem achar que seja campanha extemporânea, mas o instituto é uma organização de responsabilidade social que com frequência divulga seus atos.”
Comentário do blog: Faixas e outdoors com mensagens de Dia das Mães e afins? No Distrito Federal dá para fazer uma lista, não dá?
Fraga, Filippelli ou Rosso?
Partidos, Política em 22/05/2010 às 13:32Entre os defensores da via alternativa para as eleições de outubro, formada por PMDB, PSDB, DEM, PPS e outros partidos, três nomes são cogitados como possíveis candidatos ao governo: o do deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB), o do também deputado federal Alberto Fraga (DEM) e o do governador Rogério Rosso (PMDB). As indefinições do cenário eleitoral, porém, ainda impedem que essa via alternativa deslanche.
Nome começa a ser trabalhado
Partidos, Política em 22/05/2010 às 12:47Enquanto o PMDB não decide se coliga com o PT ousegue outro caminho para as eleições de outubro deste ano, apoiadores do governador Rogério Rosso começam a trabalhar seu nome como possibilidade de cabeça de chapa em um candidatura própria. Ainda discretamente, adesivos com o nome do governador começam a aparecer nos carros, principalmente na região de Ceilândia. Em encontros com lideranças comunitárias, peemedebistas fazem sondagens sobre a aceitação do novo governador. A articulação, no entanto, não é oficial. Afinal, Rosso se comprometeu a não se candidatar ao concorrer nas eleições indiretas de abril deste ano.
Acessibilidade é o tema
Partidos, Política em 21/05/2010 às 9:46Quem foi a algum evento cultural nos últimos dias deve ter assistido a um filminho sobre a importância da acessibilidade para inclusão social de pessoas com mobilidade reduzida - cadeirantes, principalmente. O anúncio, leve para não atrapalhar o programa de quem saiu para se divertir, faz parte do projeto Vem pra vida, criado pelo produtor cultural Ronald de Carvalho. Vítima de esclore múltipla, Ronald se viu, há quatro anos, sem poder andar. A doença mudou seu foco de trabalho e hoje desenvolve projetos de acessibilidade na área cultural. O filme, claro, também funciona como uma pré-campanha: Ronald é pré-candidato a distrital pelo PTB.
Tucanos cobram definição
Partidos, Política em 20/05/2010 às 20:29Os tucanos do Distrito Federal estão pressionando a direção nacional do partido por uma orientação sobre que rumo tomar para as eleições de outubro deste ano. Ouviram, por enquanto, que a internação do presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra, adiará mais um pouco a decisão final do partido. Guerra foi internado em São Paulo no final da semana passada, depois de passar mal por conta da diabetes, e teve alta apenas nessa quarta-feira (19).
Apesar do adiamento, a cúpula tucana avisou que está preocupada com possíveis rachas no partido, que podem prejudicar a campanha de José Serra em Brasília. O temor, aliás, foi tema da conversa entre a ex-governadora Maria de Loudes Abadia e os distritais Milton Barbosa e Raimundo Ribeiro, em um almoço esta semana em que estava presente também o presidente regional licenciado da legenda, Márcio Machado.
Abadia levou aos colegas a preocupação com a indefinição do partido, que já estaria se refletindo na campanha de Serra. Na última pesquisa da Vox Populi, o pré-candidato tucano à Presidência caiu de 37% das intenções de votos em janeiro para 34% este mês. Enquanto isso, Dilma Roussef (PT) subiu de 20% para 42%.
Corpo a corpo da nacional
Partidos, Política em 20/05/2010 às 15:14Se o PT tem agora a aprovação da base para ampliar o leque de alianças para as eleições de outubro, incluindo o PMDB nessa lista, esse aval se deu principalmente pela atuação, nos bastidores, de petistas de peso da cúpula nacional. Isso porque, na véspera do encontro regional do último sábado (15), o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, recorreu à nacional para pedir ajuda. Antevendo uma derrota nas duas principais questões em discussão na legenda - a possibilidade de coligação com o PMDB e a oferta da segunda vaga ao Senado ao PSB - , Policarpo procurou o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o subchefe de gabinete de Lula, Swedenberger Barbosa, para garantir o resultado do encontro.
A preocupação era de que, sem ampla aliança e com o deputado federal Geraldo Magela na vaga ao Senado, o PT-DF iria contrariar os interesses da candidatura de Agnelo Queiroz ao GDF e de Dilma Roussef à Presidência, ao fechar as portas a dois partidos aliados no campo nacional. Diante disso , Policarpo, Dutra, Padilha e Berger foram a campo. Dividiram as tarefas e conversaram pessoalmente com mais de cem dos 350 delegados do encontro, ouvindo reclamações e reivindicações, tratando de queixas e mágoas e removendo obstáculos políticos.
Deu certo. Com o cuidado para que a resolução final do encontro fosse redigida de forma a não fazer menção explícita ao PMDB, o PT aprovou a possibilidade de aliança com a legenda, assim como entregou ao PSB uma das vagas ao Senado. E manteve inabaladas as relações no campo nacional.
PMDB discutirá aliança com PT
Partidos, Política em 20/05/2010 às 11:29Dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB conversaram na noite dessa quarta-feira (19) com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, sobre as possibilidades de aliança entre essas legendas para a eleição de outubro deste ano. Reunidos na chapa majoritária que tem como cabeça o petista Agnelo Queiroz, os partidos criaram uma espécie de conselho político para tratar das questões políticas do grupo até a formalização das alianças em julho.
A conversa com Filippelli foi de reabertura das negociações. Apesar do aceno de que queriam o PMDB em sua chapa majoritária, os petistas haviam suspendido as tratativas diante da reação negativa que a proposta provocou internamente. Resolvida essa questão - com a aprovação de uma ampla aliança no Distrito Federal, no encontro regional do final de semana -, o PT pode retomar o diálogo com o PMDB. ”Fizemos uma avaliação do quadro geral e deixamos clara nossa disposição em construir uma alternativa com o PMDB”, afirmou Roberto Policarpo, presidente regional do PT-DF.
A discussão agora está nas mãos dos peemedebistas. Filippelli vai levar o assunto para a próxima reunião da executiva regional, a ser marcada nos próximos dias. “Os partidos sinalizaram com uma boa abertura de diálogo, mostraram que não estão mais pensando apenas nos próprios interesses. Mas a decisão não cabe a mim. Vamos discutir isso no partido, assim como o PT também fez”, declarou o peemedebista.
O que mudará com Ficha Limpa
Partidos, Política em 20/05/2010 às 10:58Confiram como ficaram as novas regras do Ficha Limpa - ainda não é o ideal, mas já foi um avanço:
- Ficam inelegíveis aqueles que foram condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz). Atualmente, só ficam inelegíveis condenados em última instância, quando não há mais possibilidade de recursos;
- Em compensação, os condenados por colegiados podem recorrer a outro colegiado, que poderá suspender o efeito da inelegibilidade;
- Quem responde processo mas ainda não tem condenação, ou tem condenação apenas de juiz de primeira instância, estará livre para disputar a eleição;
- Políticos que renunciarem ao mandato para escapar de processo de cassação também ficam inelegíveis;
- O prazo de inelegibilidade para os fichas sujas será de oito anos, em todas as hipóteses previstas pela lei.
Conversa com o PMDB
Partidos, Política em 19/05/2010 às 19:20Depois do café da manhã nesta quarta-feira (19), dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB se reúnem nesta noite com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. O encontro será para tratar das alianças partidárias para eleição de outubro deste ano.
Roriz lidera pesquisa Vox Populi
Partidos, Política em 19/05/2010 às 11:07A pesquisa Vox Populi, via Cláudio Humberto: Pesquisa Vox Populi, divulgada pelo telejornal BandCidade, em Brasília, informa que o ex-senador Joaquim Roriz (PSC) lidera com folga a disputa pelo governo do Distrito Federal, com 42% das intenções de voto, seguido por Agnelo Queiroz (PT), que subiu pelo menos cinco pontos percentuais e agora soma 32%. Em terceiro aparece o nome da ex-deputada Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com 6%.
O atual governador do DF, Rogério Rosso (PMDB), também aparece neste novo levantamento, com 4%, e Alberto Fraga (DEM) tem 3%. Brancos e nulos somam 9% e não sabem ou não responderam 4% dos entrevistados.
Roriz também lidera com folga o índice de rejeição: 34% dos entrevistados afirmam que jamais votariam nele. O deputado Fraga, que está em 5º lugar nas intenções de voto, ficou em 2º em rejeição, com 14%, ao lado da tucana Maria de Lourdes Abadia. A rejeição do petista Agnelo Queiroz soma 10%, contra 6% para Rogério Rosso, o de menor rejeição.
Arruda tem 5% na espontânea - Um dos aspectos mais curiosos da nova pesquisa Vox Populi, que ouviu 600 pessoas entre os dias 8 e 12 deste mês, é na referência espontânea da intenção de voto, sem que o entrevistador mostre uma cartela com nomes de candidatos. Nesse caso, o ex-governador José Roberto Arruda, que foi preso sob a acusação de tentar subornar testemunhas, ainda soma 5% das intenções de voto. Mas, novamente, o líder absoluto é Joaquim Roriz, com 31% das referências espontâneas, contra 21% de Agnelo Queiroz.
Manual para gestores
GDF, TCDF em 19/05/2010 às 9:34O Tribunal de Contas do Distrito Federal vai distribuir aos órgãos administrativos do GDF uma cartilha com as regras básicas sobre a conduta adequada dos gestores diante de possíveis irregularidades em ano eleitoral. A iniciativa do tribunal é uma colaboração com o Executivo, uma vez que as regras de quem lida com administração pública sofrem mudanças. A legislação vale, inclusive, para todos os servidores, sejam de carreira, comissionados ou sem remuneração, nomeados ou contratados.
As principais restrições, impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal e pela legislação eleitoral aos agentes públicos também estão disponíveis na página do Tribunal de Contas (clique aqui).
Crise por candidatura própria
Partidos, Política em 18/05/2010 às 16:57A executiva nacional do PMDB fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a possibilidade de, nos estados, o partido oferecer palanque a candidatos distintos do escolhido na esfera nacional. A questão é uma tentativa de subsidiar um problema interno do partido - já que nem todas as regionais querem se coligar ao PT nas disputas estaduais. É o caso do Distrito Federal.
No DF, o PMDB local sonha com a garantia de que poder fazer alianças com DEM e PSDB e receber em seu palanque não a petista Dilma Roussef, mas o candidato tucano à presidência, José Serra, sem, com isso, ser alvo de retaliações partidárias ou prejudicar o desempenho do partido.
Isso porque a opção eleitoral que mais cresce na preferência dos peemedebistas é a de uma candidatura majoritária própria, com apoio do DEM, PSDB, PPS e PP. Com o máquina do governo nas mãos, o partido sabe que tem uma oportunidade única de encarar a disputa eleitoral deste ano. O problema maior, porém, é o palanque nacional. Com o presidente nacional do partido, Michel Temer, indicado para vice de Dilma Roussef, seria complicado recebê-los em Brasília apenas no palanque do PT, sem participação do PMDB local.
PMDB é primeira via
Partidos, Política em 18/05/2010 às 16:14Raciocínio do deputado distrital Alírio Neto (PPS), um dos principais articuladores da eleição do peemedebista Rogério Rosso para o Governo do Distrito Federal: “Eu nunca vi a ‘terceira via’ ser a da governo. O governo é sempre a ‘primeira via’. A ’segunda via’ é a oposição. Em Brasília, quem é ‘terceira via’ é o Roriz”.
O distrital defende a formalização de uma aliança entre PPS, DEM e PSDB, tendo o PMDB como cabeça de chapa.
Aliança com PMDB na pauta
Partidos, Política em 18/05/2010 às 15:15O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, reúne para um café da manhã nesta quarta-feira (19) as lideranças dos partidos que compõem a tradicional aliança de esquerda com o PT: PDT, PSB e PCdoB. A conversa será para discutir a política de alianças que fechará a chapa majoritária das quatro legendas. Na prática, a pauta da discussão será a indicação do candidato a vice-governador - e se ela será mesmo entregue ao PMDB. Resistência entre os partidos não existem mais. A crença é de que o a aliança com o PMDB fortalece a chapa e facilita a vitória do candidato ao GDF, Agnelo Queiroz (PT).
Pré-convenção do PSL
Partidos, Política em 18/05/2010 às 10:05O PSL-DF promove nesta terça-feira (18) sua pré-convenção para as eleições deste ano. O partido, que ainda não decidiu quem vai apoiar na disputa majoritária de outubro, pretende fortalecer sua nominata para assegurar a eleição ao menos de deputados distritais da legenda. Entre as apostas do partido estão, por exemplo, o ex-administrador do SIA Miguel Lunardi. A reunião será na QI 07 do Lago Sul, a partir das 19h.
Rollemberg na disputa ao Senado
Partidos, Política em 17/05/2010 às 21:22O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) lançou nesta segunda-feira (17) sua pré-candidatura ao Senado Federal. Rollemberg vai disputar o cargo na chapa majoritária de Agnelo Queiroz (PT). Na festa, no Teatro Dulcina, a presença maciça dos petistas foi o sinal mais claro de que o socialista assegurou seu lugar na chapa. Na mesa principal, parlamentares do PT faziam às vezes de anfitrião, já que o PSB hoje só tem Rollemberg como parlamentar.
Outra presença importante foi a do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “Foi uma decisão madura e correta esta do PT no final de semana. Nós não estamos aqui para brincadeira”, avisou Padilha.
Festa do PR com Roriz
Partidos, Política em 17/05/2010 às 14:06Na noite desta segunda-feira (17) o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) faz uma visita oficial ao PR, onde será recebido pelo presidente regional do partido, Izalci Lucas. O encontro é um agradecimento pelo apoio formalizado a Roriz pela legenda para as eleições de outubro deste ano. O evento, que será uma espécie de recepção, contará com a presença de toda a cúpula do PR, incluindo o presidente de honra da legenda, Valdemar Costa Neto. A festa é no colégio INEI da 606 Norte, a partir das 19h.
Leitores apoiam aliança
Blog, Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:53Foi um resultado apertado mas a opinião dos leitores deste blog quanto à possibilidade de aliança entre PT e PMDB no Distrito Federal para as eleições deste ano foi a mesma do encontro regional do PT nesse final de semana. Sessenta e um por cento dos internautas que participaram da enquete do blog esta semana disseram ser a favor da aliança, que ajudaria a fortalecer o PT na disputa contra Joaquim Roriz (PSC).
Outros 39% dos leitores disseram ser contra a coligação. Par eles, aliar-se ao PMDB seria aliar-se ao tipo de política que o PT sempre combateu.
Uma nova enquete já está no ar. Participe.
Entrevista Agnelo Queiroz
Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:03Do Tribuna do Brasil: O pré-candidato do PT às eleições para governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, falou com exclusividade ao Tribuna do Brasil sobre suas metas, prioridades e investimentos - caso seja eleito em outubro. Agnelo alfineta o ex-governador: “Roriz (…) foi conivente com invasões”. Acompanhe abaixo a íntegra da entrevista.
O que o senhor pretende fazer de novo?
Realizar uma gestão transparente com a participação popular. Precisamos fortalecer o poder político local, pois as cidades, hoje, têm pouca autonomia para realizar suas ações. Temos que cortar orçamentos, colocando gente que mora na cidade, administradores que tenham conhecimento ou que vivam na cidade.
Qual a sua prioridade?
Os serviços de saúde se destacam, pois está muito ruim. Primeiramente vamos ter que fazer uma mudança de modelo para fortalecer o básico, para se evitar que as pessoas fiquem doentes. É preciso ter uma assistência forte de atenção básica: fortalecer, dar resolutividade aos centros de saúde, criar unidades intermediárias, esvaziar as emergências e deixá-las para quem corre risco de morte.
Qual a medida imediata para a saúde?
Alterar a porta de entrada do sistema de saúde que não pode ser o pronto socorro, e ter uma atenção digna ao cidadão no tratamento da doença.
O senhor é favorável à terceirização de algumas áreas da saúde?
Sou contra entregar o sistema e delegar responsabilidades. Temos de profissionalizar e ter instrumentos, como os usados nas áreas privadas. Assim poderemos combater o desperdício, o roubo, a utilização indevida dos medicamentos e equipamentos.
Qual outra prioridade?
Educação pública de qualidade. Temos que reforçar a valorização aos profissionais com qualificação, treinamentos e transformar a escola em um espaço prazeroso, agradável para que a criança tenha vontade de ir pra escola.
E no transporte?
Pensando em um projeto de desenvolvimento econômico da cidade planejado, a questão central é o transporte. Devemos ter investimento em transporte público de qualidade.
Qual a solução para o transporte público?
Ainda existem áreas no DF que não têm transporte rodoviário e em muitos destes locais, é possível fazer vias exclusivas e integrar o sistema de bilhete único com um transporte complementar. Se não fizermos isto não adianta alargar as vias, pois elas estarão sempre entupidas.
E o processo de liberação de invasão?
O ex-governador Joaquim Roriz teve uma política habitacional para a baixa renda, mas foi conivente com invasões. Isso destrói nossas nascentes e com as áreas de preservação temos que ser rigorosos. A legalidade tem que ser garantida com muito rigor e tem coisas positivas que foram feitas no atual governo que devem que ser continuadas.
E a segurança pública?
Temos que aperfeiçoar a parte de polícia comunitária, isto é uma saída. Os recursos humanos são de excelente qualidade. Só precisamos valorizar os profissionais e utilizar tecnologias.
E as alianças políticas do PT?
Estamos com o PSB e PCdoB. Vamos procurar até o final do prazo discutir com os outros partidos de esquerda, inclusive com o PMDB.
Você acha que o Filippelli seria um bom vice?
Feita a aliança com o PMDB, vamos discutir a questão do vice que no caso seria indicado pelo PMDB. Mas Filippelli tem todas as condições para ser um bom vice.
O que você está achando do governo Rosso?
Rosso entrou para fazer esta transição e nós o apoiamos. Estamos confiando que ele cumpra os compromissos assumidos publicamente.
O Chico Vigilante é importante dentro da estrutura de campanha?
O Chico é grande liderança do PT. Uma pessoa respeitada, pois foi deputado distrital, deputado federal e irá contribuir sim.
O senhor pretende ser o único palanque para Dilma no DF?
Acho que sim, a não ser que tenha outra novidade, mas um palanque amplo e representativo é fundamental. É importante ter palanques que garantam a vitória da Dilma em cada estado.
A campanha de Dilma influencia a sua?
Influencia sim, pois é uma campanha nacional e vai ser muito polarizada. Caminha para ser um plebiscito entre o PSDB, o PT e seus aliados, e isso necessariamente terá um impacto forte nos estados.
Os últimos acontecimentos atrapalham a candidatura Roriz?
Eu acho que a crise atinge muito a candidatura do ex-governador, até porque grande parte dos relatos e acontecimentos aconteceu durante o governo dele.
E isso o prejudica de alguma forma, tendo visto os vídeos de Durval?
Eu nem conhecia o Durval. Foi a primeira vez que o encontrei fisicamente e ele me apresentou um vídeo sem condição de saber se estava editado ou não. Ele me falou que iria entregar para a polícia e eu achei que aquele era o caminho correto e de fato era um caso de polícia e não de luta política de oposição de governo.
Houve rumores de que o senhor estaria envolvido na Operação Shaolin.
Isso não procede. É desespero do nosso adversário com o crescimento da minha campanha, mesmo antes de aliança e lançamento formal. Quem fez a denúncia e a tomada de contas foi o ministério e encaminhou ao Tribunal de Contas. Isso foi julgado e a tomada de contas especial que determinou a devolução do recurso. Portanto, foi feito corretamente.
Eleições milionárias
Partidos, Política em 17/05/2010 às 6:58Da coluna de Cláudio Humberto: O PSDB foi o partido que mais gastou nas eleições de 2006: R$ 328 milhões, seguido pelo PMDB (R$ 284 milhões) e PT (R$ 250 milhões), diz o site Às Claras. Valores contabilizados, oficiais. Já o “por fora”…
Gim com Roriz?
Partidos, Política em 16/05/2010 às 9:50Do Informe JB: Ex-governador quatro vezes no Distrito Federal, o ex-senador Joaquim Roriz (PSC) é candidato ao Palácio Buriti. Além de liderar a corrida, fez as pazes com Gim Argello (PTB), o suplente que ocupou a sua vaga na Casa Alta. Gim, hoje mais poderoso que muitos veteranos no Congresso, usou do prestígio para cobrar ser o único candidato ao Senado na chapa de Roriz.
Embora com mais quatro anos de mandato, Argello prefere disputar a eleição, ainda em alta, a sentir o peso da culpa de confiar que o TSE não vá derrubá-lo do mandato por conta dos rolos mal explicados de Roriz quando saiu – o famoso caso do bezerro de ouro.
Corre em Brasília que Roriz vai sucumbir na esteira do caso Arruda, pelas ligações de outrora no GDF. Neste caso, a equação muda, sem alterar o projeto. Gim sai candidato ao governo; Roriz emplaca a filha de vice.
Por enquanto, ainda não
GDF, Política em 16/05/2010 às 9:35Da coluna de Cláudio Humberto: Arruda se animou depois que soube de pesquisa em que aparece em terceiro para o governo do DF, atrás apenas de Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT). Mas não quer nem ouvir falar em política.
Prestação de contas
Partidos, Política, TSE em 16/05/2010 às 9:25Do Painel da Folha de S. Paulo: No dia 11 de agosto, técnicos do TSE receberão a primeira leva de extratos com a movimentação das contas de campanha. Em 13 de setembro e 13 de outubro, o BC enviará outros lotes. Antes, o tribunal tinha acesso a essas informações apenas 30 dias depois da eleição.
As regras para o PT
Partidos, Política em 16/05/2010 às 8:58Do Correio Braziliense: A intenção de retomar o Governo do Distrito Federal motivou a direção do PT local a rever suas estratégias de alianças para as eleições de outubro. O partido, que caminhava com planos de indicar o candidato ao governo e um dos dois nomes que disputarão o Senado, decidiu, em encontro regional de dirigentes realizado ontem, abrir mão do cargo majoritário em prol de uma composição mais ampla com legendas parceiras. A resolução criou a oportunidade para o PSB lançar o deputado federal Rodrigo Rollemberg ao cargo de senador e reforçou a possibilidade de o senador Cristovam Buarque (PDT) disputar a reeleição na chapa de esquerda, liderada pelo PT.
A parceria com o PMDB, que sem nunca ter existido de fato já passou por idas e vindas, foi outro ponto alto do encontro de lideranças do PT, ocorrido no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV). Os petistas do DF resolveram seguir a recomendação da direção nacional do partido de não fechar as portas para os peemedebistas, principais aliados da candidatura de Dilma Rousseff à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em texto elaborado por integrantes do partido e aprovado pelos delegados da legenda no início da noite de ontem por ampla maioria, a orientação é no sentido de ampliar o leque de apoiadores. “A política de alianças para o DF envolve o mesmo arco de partidos do governo Lula e da candidatura Dilma”, diz o texto. Ao mesmo tempo em que o documento permite a dobradinha com o PMDB, faz ressalvas sobre a participação da turma envolvida com a Caixa de Pandora. “Não haverá concessões no campo ético para os integrantes de partidos envolvidos com os escândalos desnudados na nossa cidade”, reforça o documento. O deputado Chico Leite ainda defendeu que políticos com condenação criminal ou por improbidade administrativa em primeira instância não pudessem se tornar candidatos.
Ao abraçar a candidatura de Rollemberg para o Senado, o PT alijou da disputa ao cargo majoritário o petista Geraldo Magela, a quem resta agora a opção de concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados. Até o último instante, Magela resistiu em ceder o espaço para Rollemberg. Ele se submeteu à votação dos dirigentes e perdeu.
No discurso de abertura do Congresso, Magela chegou a rifar Cristovam, ao defender que ele e Rollemberg fossem os candidatos ao Senado. A proposta, no entanto, não encontrou eco entre a maioria dos dirigentes. Esta foi a segunda derrota de Magela, que em abril perdeu, nas prévias internas do partido, a disputa com Agnelo Queiroz pela condição de candidato ao governo do DF em outubro.
E se Magela não fez lá tanta questão de Cristovam, mesmo tratamento não pode ser cobrado do presidente do PT regional, Roberto Policarpo. Ele é um dos favoráveis a uma aliança com o PDT e chegou a cometer um ato falho durante seu discurso de apresentação do candidato ao governo “Cristo… quer dizer, Agnelo Queiroz”. A troca incomodou a plateia, que reagiu mal ao engano.
Já a participação do presidente do PT nacional, José Eduardo Dutra, no encontro regional reanimou a fatia do partido local a favor de uma coligação mais robusta para outubro. Dutra defendeu uma aliança não excludente. “Não se pode fechar as portas para nenhum partido, porque senão, corremos o risco de facilitar uma situação que hoje não existe no DF, a de um palanque para José Serra (candidato pelo PSDB à Presidência da República)”, considerou o presidente nacional da sigla.
A predisposição do PT em rever política de alianças pode ser o primeiro passo para uma retomada das conversas com o PMDB. Segundo avalia Tadeu Filippelli, que preside os peemedebistas no DF, “o PT começa a resgatar a posição de maturidade que teve no início do projeto, permitindo uma reabertura de interlocução”. Um dos motivos que pode ter contribuído para o choque de realidade no PT é o fato de Joaquim Roriz (PSC) ter conseguido confirmar o apoio do PR, movimentação considerada ruim num cenário em que o principal objetivo é esvaziar a candidatura do ex-governador.
Chapa petista sem Magela, mas com PMDB
Partidos, Política em 15/05/2010 às 20:59O PT-DF aprovou neste sábado (15), no encontro regional do partido, os dois pontos mais polêmicos sobre coligações para a eleição de outubro deste ano: a ampla aliança com os partidos da base do governo Lula e a liberação das duas vagas para o Senado para legendas aliadas. Na prática, os petistas aprovaram a aliança com o PMDB-DF e rejeitaram a possibilidade de candidatura de Geraldo Magela para o Senado.
A direção do PT colocou para análise dos 35o delegados do partido a resolução tratando da política de alianças partidárias para outubro. Depois de aprovada a resolução como um todo, dirigentes pediram para que os dois pontos principais do documento fossem destacados para votação em separado. Um deles era a liberação para que o partido repetisse, no Distrito Federal, o leque de alianças nacional. Isso incluía a aliança com os peemedebistas. O tema foi motivo de bastante discussão nas últimas semanas e levantou críticas ferrenhas do grupo contrário ao que chamaram de “vitória a qualquer preço”. A questão, no entanto, foi aprovada com ampla maioria entre os delegados.
O segundo destaque foi sobre a escolha de se ter, ou não, um petista na disputa ao Senado. O maior defensor da tese era o deputado federal Geraldo Magela, interessado na vaga. Parte da direção apostou que Magela acabaria por desistir da disputa, uma vez que o partido havia sinalizado inúmeras vezes pelo interesse de oferecer a outra vaga ao Senado ao PSB de Rodrigo Rollemberg. Magela não desistiu e levou a discussão até a votação final. Foi derrotado e saiu do encontro visivelmente abatido.
As decisões petistas deste sábado devem agora dar uma reorganizada no tabuleiro eleitoral da capital. Os próximos dias devem ser bastante movimentados.
PR integra caravana rorizista
Partidos, Política em 15/05/2010 às 20:12Com a recém-consolidada aliança entre PR e PSC, o presidente regional do PR, Izalci Lucas, participou neste sábado (15) pela primeira vez da caravana de filiação do PSC, que este final de semana foi a o Riacho Fundo II. Desde o ano passado, o ex-governador Joaquim Roriz tem visitado as cidades do Distrito Federal com os primeiros partidos de sua base de apoio - PSC, PMN, PTdoB, PSDC e PRTB - para conquistar novos filiados e retomar o contato com a população. Já há algumas semanas, o deputado federal Jofran Frejat (PR), pré-candidato a vice na chapa rorizista, participa da caravana.
Tucanos afinados com a nacional
Partidos, Política em 15/05/2010 às 9:51O secretário-geral do PSDB-DF, Antônio Barbosa, informou ao blog que nenhuma das correntes ligadas ao PSDB-DF teria entrado em contato com o PSDB Nacional para tratar da possibilidade de uma terceira via no Distrito Federal. O secretário nega também que a direção nacional tenha vetado a participação tucana nas discussões da terceira via - o partido, segundo ele, desconhecia a reunião marcada para sexta-feira (14).
“Qualquer concretização em relação à formação de coligação ou a formação de outra alternativa para o GDF vai depender de sinalização do PSDB Nacional”, garantiu Barbosa.
Pelo PTB ao lado do PT
Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:22Da coluna de Cláudio Humberto: Dilma Rousseff trabalha para levar o líder do PTB no Senado, Gim Argello, a apoiar o petista Agnelo Queiroz ao governo do DF.
Proposta pelo fim do coeficiente
Partidos, Senado em 15/05/2010 às 8:19De O Globo: A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deu nesta quarta-feira o primeiro passo para acabar com o coeficiente eleitoral e impedir a eleição de candidatos a deputado e vereador mais votados, independente da quantidade total de votos do seu partido.
A Comissão aprovou uma PEC de autoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) , que institui o sistema de eleição majoritária, adotada hoje para eleição de senadores e cargos executivos, também para deputados federais, estaduais e vereadores, acabando com o voto proporcional.
Na justificativa da PEC, Dornelles diz que o sistema majoritário, no lugar da eleição proporcional, evitará a ocorrência de situações “paradoxais” hoje comuns como a do caso Enéas: a eleição de candidatos inexpressivos carregados por colegas campeões de votos no mesmo partido ou coligação, e a derrota de outros que, mesmo com votação expressiva, não se elegem por não alcançarem o quociente eleitoral.
A PEC teve parecer favorável do relator César Borges (PR-BA) e agora será votada em dois turnos no plenário do Senado, antes de para a Câmara.
- O eleitor não entende e desconfia de um sistema que exclui candidatos bem votados, representativos nas suas comunidades, e que elege outros candidatos com pouca votação - argumentou César Borges .
Urgência para Ficha Limpa
Partidos, Senado em 15/05/2010 às 8:17Do Painel da Folha de S. Paulo: Senadores pró-ficha limpa vão colher assinaturas a partir de terça-feira para tentar garantir a tramitação do projeto em regime de urgência. Eduardo Suplicy diz que, além do PT, o grupo teria apoiadores em outros seis partidos: PMDB, DEM, PSOL, PDT, PSB e PC do B.
Jefferson libera PTB nos estados
Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:13Da Folha de S. Paulo: O PTB decidiu apoiar a candidatura de José Serra (PSDB) à sucessão presidencial, disse o presidente do partido, Roberto Jefferson. Ele disse que a convenção de junho vai ratificar a decisão, que dará ao tucano mais 53 segundos de tempo na TV.
Mas, para não rachar o partido, Jefferson decidiu que irá liberar os Estados que quiserem apoiar outra candidatura: “É fundamental construir a aliança sem arrebentar o partido”. Segundo ele, o PTB não apoia Serra no Piauí, Alagoas, Distrito Federal e Pernambuco. Em Alagoas, o candidato ao governo do PTB é o senador Fernando Collor, que apoia Dilma.
O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), pró-Dilma, disse que a decisão será tomada só no dia 18, mas que tudo será feito dentro do script feito por Jefferson: “Nós sabemos das dificuldades dele com o PT e ele sabe da relação da bancada com o governo Lula”.
Jefferson disse que o PSDB “está ajudando” o partido a construir palanques em outros Estados, e citou o Rio Grande do Sul. O programa do PTB no rádio e na TV, que será veiculado no dia 24 de junho, já irá falar de Serra.
Seminário para discutir política
Partidos, Política em 14/05/2010 às 17:11O PSOL promove neste final de semana um seminário para discutir política e cidadania. O encontro terá a presença dos pré-candidatos do partido à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, e aos governos de Goiás, Washington Fraga, e do Distrito Federal, Toninho do PSOL.
O seminário terá palestras sobre combate à corrupção e reforma política, com Marcelo Lavenère Machado, ex-presidente da OAB e integrante do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE); democratização do poder e participação popular, com Artur Sinimbu Silva, mestre em Ciência Política da UNB; e política externa, com Virgílio Caixeta Arraes, especialista também da UnB.
O seminário acontece no edifício Venâncio V, no Conic, a partir das 18h desta sexta-feira (14) e na manhã de sábado (15).
Rodovalho aguarda PP
Partidos, Política em 14/05/2010 às 15:58O deputado federal Robson Rodovalho (PP) segue, aliás, em um período de expectativa. Além de aguardar a solução sobre seu mandato no TSE, o bispo acompanha as negociações de seu partido sobre as coligações para a eleição de outubro deste ano. A discussão agora está com a cúpula nacional do partido, que decide qual presidenciável vai apoiar. O lobby está forte para que o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles, seja indicado como vice do tucano José Serra.
Se isso ocorrer, aumentam as chances do partido, no Distrito Federal, fechar com o grupo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Rodovalho tem sido cotado para ser um dos nomes ao Sendo na chapa rorizista.
Rollemberg confiante no PT
Partidos, Política em 14/05/2010 às 12:49Com as intenções eleitorais nas mãos dos 350 delegados do PT, que neste final de semana decidem se será ele ou o petista Geraldo Magela o segundo nome a disputar a vaga ao Senado na chapa de Agnelo Queiroz, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) diz estar confiante na escolha do PT. “Acredito que os delegados petistas sabem que podemos contribuir para que as pessoas de bem voltem a governar o Distrito Federal”, afirma. Na segunda-feira (17), Rollemberg promove uma plenária do seu mandato. O encontro deve ser o palco do lançamento de sua pré-candidatura ao Senado. Às 19h, no Teatro Dulcina.
PT se prepara para encontro
Partidos, Política em 14/05/2010 às 11:24Na véspera do encontro regional, onde 350 delegados do partido devem decidir os rumos do PT-DF nas eleições de outubro, o presidente regional da legenda, Roberto Policapo, se reúne com dois caciques petistas para discutir as opções possíveis para o partido este ano. Ao meio-dia, Policarpo tem um encontro com o ministro das Relações Institucionais do governo federal, Alexandre Padilha. Às 15h, a reunião é com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Na pauta das conversas três pontos fundamentais: a possibilidade de coligação com o PMDB-DF, a abertura da segunda vaga ao Senado para o PSB ou indicação de um petista para o posto, no caso, o deputado federal Geraldo Magela.
Como os ânimos do partido estão bastante acirrados diante dessas questões, Policarpo quer o respaldo, e as orientações, do PT Nacional para conduzir a discussão.
Milton e Abadia conversam
Partidos, Política em 14/05/2010 às 10:47Dentro das conversas tucanas sobre os possíveis caminhos do PSDB nesta eleição, o deputado distrital Milton Barbosa e a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia almoçam juntos nesta sexta-feira (14). Os dois não conversam desde o final do ano passado, em meio à crise política que assolou o Distrito Federal. Agora, devem afinar os desejos quanto à disputa eleitoral de outubro.
Cúpula tucana enterra terceira via
Partidos, Política em 14/05/2010 às 10:26A ausência dos tucanos na reunião dos presidentes de partidos para discutir coligações partidárias para as eleições de outubro, marcada para esta sexta-feira (14), foi uma decisão da cúpula nacional do PSDB. Durante toda a quinta-feira (13), várias tentativas foram feitas pelo grupo tucano do Distrito Federal que aposta no chapão como alternativa eleitoral, mas nenhuma teve sucesso. Emissários da ala ligada ao presidente afastado Márcio Machado e ao ex-vice Gustavo Ribeiro procuraram a senadora Marisa Serrano, para que intermediasse o pedido à direção nacional para que permitisse as conversas pela terceira via. Não conseguiram. A cúpula do PSDB desautorizou qualquer integrante a falar em nome do partido sobre esse assunto.
A ordem foi comemorada pelo grupo rorizista dentro e fora do partido. A leitura é de que a proibição de se investir em uma terceira via é um aceno claro de que o PSDB caminha para a parceria com Joaquim Roriz (PSC).
Update: A pedido do PSDB, a reunião dos partidos foi adiada para segunda-feira (17).
Por que um petista ao Senado
Partidos, Política em 14/05/2010 às 9:33O deputado federal Geraldo Magela (PT) divulgou uma espécie de manifesto em defesa da indicação de um petista para uma das vagas ao Senado na chapa majoritária liderada por Agnelo Queiroz (PT). Magela, que está de olho nesta vaga, briga para que o partido não ofereça as duas vagas de senador aos partidos com quem deseja firmar aliança. A direção petista, no entanto, trabalha para oferecer ao PSB, de Rodrigo Rollemberg, o espaço. A decisão final sai da reunião do diretório do PT, neste sábado (15). Confira os argumentos de Magela:
“- Todas as pesquisas de opinião e intenção de votos demonstram que o PT é o partido de maior preferência da população, variando entre 21% a 25%. Os partidos que vêem a seguir – PMDB, PSDB e DEM - ficam abaixo de 10%. O PSB e o PDT ficam entre 0,5% a 1,5%.
- Em praticamente todas as eleições o PT teve candidato ao Senado, chegando a eleger dois senadores em eleições distintas. Infelizmente, por razões diversas, estes dois senadores deixaram o PT.
- O PT tem dentre seus quadros políticos diversos companheiros e companheiras com condições de disputar e vencer a eleição, para ajudar o próximo governo de nossa Presidente Dilma Roussef.
- O Presidente Lula sempre deixou clara sua opinião: o PT deve eleger o maior número de senadores para ajudar no próximo governo, já que foi no Senado Federal que ele enfrentou suas maiores dificuldades na Presidência.
- A chapa com Agnelo Governador, um vice de outro partido, um senador petista e outro dos partidos coligados contará com a plena unidade do PT, pois poderá contemplar todos os segmentos partidários e consolidar a unidade da militância, trazendo toda a base partidária para a campanha.
- A presença de um petista na chapa para o Senado fortalece as candidaturas dos nossos candidatos a deputados, tanto distritais quanto federais, já que ajudará na mobilização do Partido.
- Não há qualquer risco de comprometimento das alianças, já que o Presidente Regional do PDT, Ezequiel Nascimento, já declarou à imprensa que não deixará de estar junto com o PT por nenhuma razão e que a aliança já selada, é irreversível.
- O PSB, além de ter garantida a eleição de seu deputado federal, poderá estar na chapa majoritária com várias possibilidades.
- É vontade da amplíssima maioria da base partidária que o PT tenha uma candidatura ao Senado, perpassando esta opinião por todas as correntes políticas, todas as categorias profissionais, todas as cidades, etc.”
Curso para eleições
Educação em 14/05/2010 às 7:52Do Correio Braziliense: O Sindicato das Agências de Propaganda do Distrito Federal inicia hoje um curso sobre “Ética, eleições e propaganda eleitoral para candidatos, assessores e jornalistas”. Segundo o presidente do Sinapro-DF, Fernando Brettas, a OAB-DF e o Uniceub participam da iniciativa, cujo foco é melhorar a qualidade da política em Brasília.
Pressão na chapa petista
Partidos, Política em 14/05/2010 às 7:51Do Correio Braziliense: Em reunião na tarde de ontem, o presidente do PCdoB do Distrito Federal, Augusto Madeira, o senador Cristovam Buarque, do PDT, e o deputado Rodrigo Rollemberg (foto), do PSB, pressionaram o presidente do PT do DF, Roberto Policarpo, pela ampliação da coligação de apoio a Agnelo Queiroz (PT), pré-candidato ao Buriti. Policarpo disse que ele e Agnelo são a favor da entrada do PMDB na chapa, mas que a decisão será tomada por voto amanhã, no congresso do PT, assim como a segunda vaga ao Senado, disputada por Rollemberg.
PPS distante do PT no DF
Partidos, Política em 14/05/2010 às 7:49Do Correio Braziliense: O PPS convocou uma reunião do diretório nacional para o próximo dia 21 com o propósito de fechar questão contra o apoio a candidatos a governador da base de Dilma Rousseff (PT) em todo o território nacional. Com isso, a participação da legenda na coligação em torno do candidato do PT, Agnelo Queiroz, em Brasília, foi para o espaço. Nas eleições de 1986, o antigo PCB adotou posição semelhante em relação ao PMDB e só elegeu três deputados. Um deles foi Augusto Carvalho (DF), que hoje apoia Agnelo.
Tucanos mais perto de Roriz
Partidos, Política em 13/05/2010 às 15:31O assédio prometido pelo grupo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) em cima dos tucanos da capital federal parece estar dando resultados. Depois das definições políticas previstas para este final de semana - com reunião do PT e encontro de partidos da terceira via - a expectativa é de que o PSDB defina sua posição para a eleição já na semana que vem. Há quem garanta que a escolha será pelo grupo rorizista.
Partidos discutem eleições na sexta
Partidos, Política em 13/05/2010 às 15:26Presidentes de dez partidos do Distrito Federal se reúnem nesta sexta-feira (14) para discutir as possibilidades de coligação para as eleições de outubro deste ano. As legendas, puxadas por PMDB, PSDB, DEM e PPS, devem discutir se haverá ou não condições para criação de uma via alternativa nesta eleição. O encontro vai discutir também os possíveis cenários eleitorais de depois deste final de semana, quando o PT-DF realiza reunião de diretório e deve decidir se firma ou não aliança com o PMDB local.
O presidente do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, conversa com a direção petista já no sábado. A aposta na cidade é de que a aliança PT e PMDB não vingue. E na segunda-feira (17), será a vez do Democratas se reunir para discutir internamente as possibilidades desenhadas pelo grupão de partidos.
Estratégia rorizista de conquista
Partidos, Política em 13/05/2010 às 14:03O grupo rorizista está na maior satisfação por ter conseguido consolidar a aliança com o PR e trazer o deputado federal Jofran Frejat para a chapa majoritária como vice. Conquistar o PR era o primeiro passo da estratégia rorizista de recuperar a forte aliança partidária que costumava sustentar as candidaturas, e os governos, de Joaquim Roriz. O próximo passo já está em andamento: trazer o PSDB local de uma vez para a chapa.
As negociações caminham em duas frentes - uma via a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, que sempre manteve boas relações com Roriz, e outra via cúpula nacional tucana. A aproximação, porém, enfrenta resistências. Tucanos contrários a uma aliança com Roriz trabalham fortemente para viabilizar uma via alternativa na cidade, com PMDB, DEM, PPS e PP. E a possibilidade preocupa seriamente o grupo de Roriz, que pretende intensificar o assédio nos próximos dias.
O terceiro passo da conquista rorizista também já está planejado - ganhar apoio do Democratas. O partido tem sido seduzido com a possibilidade de indicar um dos candidatos ao Senado na chapa rorizista. E há democratas mais animados com essa proposta do que com a viabilidade da via alternativa.
Terceira via, não!
Partidos, Política em 13/05/2010 às 11:23Entre os partidos que discutem compor o chapão para concorrer com Joaquim Roriz e Agnelo Queiroz, ninguém aceita chamar o grupo de “terceira via”. O nome não anda bem visto no Distrito Federal, que nunca emplacou um candidato vindo de uma “terceira via” nas eleições. Até mesmo o ex-governador José Roberto Arruda, eleito em uma chapa democrata que se apresentava com opção a Joaquim Roriz e ao PT, não era exatamente uma terceira via já que, informalmente, teria sido apoiado por Roriz.
A brincadeira é de que essa chapa alternativa seria uma chapa branca: um simbolismo contra a guerra de cores que sempre domina Brasília em períodos eleitorais - o vermelho do PT, o azul de Roriz, o verde de Arruda…
PMDB cada vez mais longe do PT
Partidos, Política em 13/05/2010 às 8:16Do Correio Braziliense: Subiu no telhado o projeto de aliança entre PT e PMDB. Os dois partidos, que desde a eleição indireta de 17 de abril vinham ensaiando uma coligação para a disputa de outubro, recuaram. Durante reunião da executiva regional do PMDB, na última segunda-feira, a maioria dos dirigentes se posicionou contra a parceria com petistas. Atitude que reflete, na verdade, reação a uma ala do PT contrária à união. Assim, a tendência atual é de que cada uma das agremiações siga caminho em direções opostas. O PMDB estuda lançar candidatura própria.
Um dos principais defensores da aliança com os petistas, o deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB) sofre resistências dentro do PT e do próprio partido que lidera na condição de presidente regional. Há setores do PT que consideram a aproximação com o PMDB um tiro no pé porque atrairia não só a força de um partido considerado importante, com generoso tempo de televisão, mas também problemas em tamanho avantajados. O PMDB abriga nomes investigados na Operação Caixa de Pandora. Os distritais do partido, Eurides Brito, Rôney Nemer e Benício Tavares, são alvo do Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça, que apura o pagamento de propina a deputados da base de apoio ao governo de José Roberto Arruda (sem partido).
A poucos meses da campanha e a dias do encontro dos 350 delegados regionais do PT, não há um petista que assuma a responsabilidade de pedir votos para a turma de Pandora. Uma eventual parceria teria entre as cláusulas do contrato a exclusão dos distritais suspeitos da campanha. Resultado: os deputados do PMDB, alguns com voto na executiva, pressionam para o partido rever a aproximação com o PT. Alegam que uma possível aliança formal com a legenda da esquerda só traria vantagens para os petistas, que ganhariam tempo de TV. E, se muito, ajudaria a eleger Tadeu Filippelli como vice na chapa capitaneada por Agnelo Queiroz. “É um casamento de fachada, por interesse. O PT só quer o tempo de TV do PMDB, mas não está interessado em assumir a noiva, contra quem está cheio de preconceitos”, ilustra um peemedebista com lugar no comando do partido.
As reservas do PT ficaram explícitas com a declaração de Chico Vigilante de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia orientado o partido a conversar com o PMDB na capital, mas não com a Caixa de Pandora. Vigilante é um dos principais nomes do partido no DF e quem costuma fazer a interlocução entre a direção nacional da legenda e a instância local. Apesar do mal-estar causado pela opinião de alguns petistas, Filippelli ainda defendeu a tentativa de ajustar os ponteiros com o PT de Agnelo durante o encontro com os correligionários na última segunda-feira.
Diante das ponderações dos aliados, no entanto, o presidente da sigla já fala abertamente em jogar a toalha nos planos de uma parceria. “O PT parecia propor um projeto alicerçado na maturidade, mas em função das disputas internas, da falta de pulso e de liderança, esse plano inicial se converteu em um projeto voltado para o próprio umbigo, para os projetos pessoais de alguns”, considerou Filippelli.
O presidente regional do PMDB confia que a legenda chegará a um consenso e trabalhará em sintonia. Segundo afirmou, uma das hipóteses passa por uma terceira via, que poderia reunir PMDB e PSDB e acrescentar adeptos como o DEM, isolado em função da crise, e ainda o PPS, o PHS, o PRP e o PP. Na última sexta-feira, Filippelli esteve com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com quem conversou sobre uma possível junção. Abadia, por enquanto, não disse nem que sim nem que não. Ela ainda pesa na balança a briga que vai comprar com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que se tornou inimigo de Filippelli.
PMDB quer apostar em chapão
Partidos, Política em 12/05/2010 às 10:54O PMDB antecipou-se ao PT. Em reunião da executiva regional do partido esta semana, os peemedebistas decidiram investir num outro caminho para as eleições de outubro deste ano, que não a aliança com os petistas. A decisão ainda não é definitiva, mas virou a primeira opção do partido no cenário eleitoral para este ano. A proposta é viabilizar uma outra via no Distrito Federal, que surja como alternativa às candidatura de Joaquim Roriz e de Agnelo Queiroz.
Os nomes da chapa majoritária ainda não estão sendo discutidos, mas a intenção é reunir na mesma coligação os partidos da ampla frente partidária criada à época da crise política na cidade e que seguem sem alianças definidas na capital. São eles PMDB, PPS, PSDB, PV, PHS e PRB.
O maior obstáculo para a chapa atualmente é o racha no PSDB. Um dos partidos de maior peso no grupo, a legenda está dividida entre a via independente - que conta com adesão de boa parte dos tucanos do DF - ou uma aliança com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) - que conta com o aval de um bom número de tucanos nacionais. A decisão, porém, passa pela ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, que tanto pode ocupar uma vaga majoritária nesta chapa como na coligação rorizista. Por enquanto, ainda é difícil dizer com certeza para onde seguem os tucanos. Se optarem pelo chapão, praticamente asseguram o fôlego do grupo.
Ficha Limpa segue para o Senado
Câmara dos Deputados em 12/05/2010 às 6:46Da Folha de S. Paulo: Após oito meses de adiamentos e flexibilizações, a Câmara concluiu a votação do projeto que proíbe o registro de candidatura de quem tem problemas com a Justiça. A proposta será analisada pelo Senado. Um acordo entre líderes partidários acelerou a análise em plenário dos destaques ao projeto Ficha Limpa. Os deputados derrubaram nove emendas que alteravam o texto principal aprovado na semana passada.
Pelo projeto, ficam inelegíveis os condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas cria-se o chamado efeito suspensivo -que permite recurso a outro órgão colegiado de instância superior para obter uma espécie de autorização para a candidatura.
Essa medida foi a solução encontrada para facilitar a aceitação do projeto na Câmara. Pela proposta inicial ficariam inelegíveis os condenados por um juiz de primeira instância. As novas regras também ampliam o período de inelegibilidade de três para oito anos.
Um dos dispositivos mais polêmicos, o que excluía os crimes ambientais e os contra a saúde pública da lista dos que implicariam em inelegibilidade, foi derrotado por 350 votos a 2. Apesar da resistência da bancada ruralista, manteve-se o ponto que impede a candidatura dos condenados por crimes contra o meio ambiente com pena superior a dois anos.
Os demais destaques que desfiguravam o texto-base já tinham sido derrubados. Alguns mudavam por completo a proposta, pois previam a manutenção da regra atual, que só veta a candidatura de quem tiver sido condenado em processo no qual não cabe mais recurso.
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, autor do projeto que teve 1,6 milhão de assinaturas, quer intensificar a pressão no Senado para que a proposta tramite rapidamente. A aplicação do projeto nesta eleição é polêmica no Congresso. Para alguns, caso o projeto seja sancionado por Lula antes das convenções que definem os candidatos, as regras podem ser aplicadas. Outros argumentam que a proposta teria de ter sido aprovada em 2009.
TSE veta nome extra ao Senado
Partidos, TSE em 12/05/2010 às 6:43Da Folha de S. Paulo: O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entendeu por unanimidade que a coligação partidária estadual deve ser a mesma tanto para os candidatos a governador do Estado como para os candidatos a senador. A resposta do TSE terá influência principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.
No Rio, o PV terá de sacrificar sua pré-candidata ao Senado, Aspásia Camargo, se quiser dar espaço ao ex-prefeito Cesar Maia (DEM). Em São Paulo, ela impedirá o PTB do senador Romeu Tuma, que tentará se reeleger, de se coligar com a chapa do PSDB -que vai lançar Orestes Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes (PSDB) ao Senado. Os ministros responderam a uma consulta do senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
O atual entendimento do TSE diz que as coligações em eleições majoritárias (como a de governador e de senador) não precisam ser refletidas naquelas proporcionais (como a deputados federais). O tribunal, porém, nunca havia se pronunciado sobre a relação entre as eleições majoritárias. Ontem, o TSE respondeu negativamente às questões do PP.
No Rio, a aliança do PV com o DEM é fundamental para que o pré-candidato do partido ao governo, Fernando Gabeira, ganhe mais tempo no horário gratuito. Se o TSE tivesse respondido positivamente à consulta, DEM, PV, PSDB e PPS poderiam se unir em torno de Gabeira, mas o primeiro partido ficaria livre para lançar Cesar Maia como candidato avulso.
Renovação na Câmara
Câmara Legislativa em 12/05/2010 às 6:41Da coluna do jornalista Claudio Humberto: Na próxima eleição, segundo avaliação do instituto Soma, a renovação da Câmara Legislativa do DF pode igualar ou superar os 63% de 2006, quando quinze novos deputados foram eleitos, em um total de 24.
Para o instituto Soma, oito dos deputados enrolados no DEMsalão podem voltar à Câmara do DF, incluindo Leonardo Prudente, aquele do dinheiro nas meias, e Júnior Brunelli, o da oração da pilantragem.
Outros citados no escândalo da Caixa de Pandora têm “densidade eleitoral” para retornar à Câmara Legislativa, avalia o Soma: Benedito Domingos (PP), Milton Barbosa (tucano, irmão de Durval Barbosa, o delator), Dr. Charles e Rôney Nemer (PMDB) e Benicio Tavares (PTB).
Anúncio oficial do PCdoB
Partidos, Política em 12/05/2010 às 6:36Da coluna Brasília-DF do Correio Braziliense: Depois de muita cena, o PCdoB do DF oficializa hoje, no Hotel Mercure, o apoio à candidatura de Agnelo Queiroz (PT) ao GDF. O anúncio será feito em ato retirando a pré-candidatura ao Buriti do advogado Messias de Souza.
Os oito pré-candidatos
Partidos, Política, Senado em 11/05/2010 às 19:12Em meio às conversas para composição das chapas, o funil político do Distrito Federal deixou apenas oito nomes como apostas do momento para a disputa ao Senado nas eleições de outubro. Dessa lista, sejam quais forem as possibilidades de aliança, devem sair os nomes dos dois novos senadores do DF em 2011. Isso, claro, se nenhuma outra crise estourar até outubro…
Adelmir Santana (DEM)
Alberto Fraga (DEM)
Cristovam Buarque (PDT)
Geraldo Magela (PT)
Gim Argello (PTB)
Maria de Lourdes Abadia (PSDB)
Robson Rodovalho (PP)
Rodrigo Rollemberg (PSB)
Façam suas apostas!
Anúncio oficial de aliança
Partidos, Política em 11/05/2010 às 15:40O PR reúne a executiva nesta terça-feira (11) para anunciar oficialmente aliança com o PSC do ex-governador Joaquim Roriz. O encontro deve contar com a presença do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. O anúncio será às 19h, no Inei da 606 Norte.
As opções democratas
Partidos, Política em 11/05/2010 às 14:11Com reuniões semanais e filiados divergindo em todas elas, o Democratas do Distrito Federal luta para viabilizar uma boa opção para a legenda nas eleições de outubro deste ano. Desestabilizado depois da crise desencadeada pela Operação Caixa de Pandora, que derrubou seus principais e mais promissores nomes, o partido batalha para encontrar um plano B que o mantenha de pé nos próximos quatro anos.
Atualmente, a legenda trabalha com três opções. A primeira é manter a ideia original de ter uma candidatura majoritária própria. A falta de nomes consolidados, porém, faz com que parte da legenda considere essa escolha um suicídio político. A segunda hipótese é viabilizar uma terceira via eleitoral, fazendo frente ao PT e a Joaquim Roriz (PSC), em uma ampla coligação com PMDB, PSDB, PPS e PP. A proposta é defendida por vários democratas, com apoio de integrantes dos demais partidos. O presidente regional da legenda, senador Adelmir Santana, tem conversado com o presidente do PMDB, Tadeu Filippelli, com dirigentes do PSDB nacional e com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), na tentativa de costurar essa coligação. O acerto, entretanto, ainda não prosperou.
A terceira opção para o partido é ainda uma coligação com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Neste caso, o DEM teria direito a indicar o nome para uma das vagas ao Senado. Os problemas são os democratas ainda resistentes a uma aliança com Roriz. E também a dificuldade de se decidir quem seria o candidato ao Senado. O deputado federal Alberto Fraga seria a indicação natural, já que trabalhava por uma candidatura majoritária desde à época da chapa com José Roberto Arruda. O presidente do partido, Adelmir Santana, porém, não abre mão de sua candidatura à reeleição. Sem querer se envolver com a disputa interna do partido, Roriz vinha adiando uma conversa mais profunda com os democratas. Esta semana, porém, teria aceitado discutir a aliança a sério.
Luta pelo voto válido
Partidos, Política em 11/05/2010 às 12:04Os candidatos a cargos eletivos este ano terão de fazer campanha de um jeito diferente. Não apenas pelas mudanças nas regras eleitorais, mas por conta da descrença do eleitor com a classe política, que ficou ainda maior depois da Operação Caixa de Pandora. O PTB, por exemplo, partido que conseguiu escapar das principais acusações da crise, vem fazendo um trabalho de corpo-a-corpo com o eleitorado, para ressaltar a importância de não anular o voto ou deixá-lo em branco. “Explicamos que ao deixar de votar o eleitor passará quatro anos sem ter de quem cobrar. Além disso, não votar é contribuir para que tudo continue como está”, diz Georgios Tzemos, secretário-geral do partido e pré-candidato a deputado federal.
Tentativa sem PT
Partidos, Política em 11/05/2010 às 9:53Do Informe JB: Tal como um jornaleiro anunciando uma nova, o federal Tadeu Filippelli (PMDB-DF) tem mostrado pesquisa que encomendou para dirigentes do PSDB, PPS e DEM de Brasília, na qual Roriz não será eleito. Filippelli, que sonha em se candidatar ao governo com o apoio destes partidos, alerta que Roriz ainda será pego pela Justiça na esteira do caso Arruda.
PT decide alianças
Partidos, Política em 11/05/2010 às 8:02Do Correio Braziliense: Chegou a hora da verdade. No próximo fim de semana, o PT vai decidir formalmente se aceitará o PMDB, grande adversário nas últimas cinco eleições, como parceiro na disputa ao Executivo local. Os petistas discutirão em encontro regional, no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV), o arco de alianças para o pleito de outubro.
Os delegados da legenda vão dizer se aceitam ou não no Distrito Federal as siglas que seguirão com a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Na prática, será uma decisão sobre a possibilidade de ter um peemedebista como vice na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz. O nome mais provável é o do presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli.
A discussão vai atear fogo no encontro do PT. A expectativa é de que haja um racha entre os 350 delegados pela controvérsia da proposta inédita na capital do país. A Articulação, maior corrente do partido, e todas as tendências que formavam o antigo Campo Majoritário do PT seguem a orientação nacional e defenderão uma aliança ampla, ou seja, que seja permitida a parceria com o PMDB. “Queremos formar uma grande frente contra (Joaquim) Roriz”, afirma o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo.
Desse conjunto de correntes considerado à direita do PT, apenas o grupo liderado pelo deputado distrital Chico Leite é contra a aliança com o PMDB. “Faço política por princípios e temos muitas diferenças que não mudaram”, explica o petista. A esquerda do partido, que tem como principais expoentes o líder da bancada do PT na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu, e a ex-vice-governadora Arlete Sampaio, se reúne amanhã para tomar uma decisão sobre o assunto.
Na quinta-feira, a corrente Movimento PT, do deputado federal Geraldo Magela, fecha posição. Em Goiânia, onde a tese de aliança entre petistas e peemedebistas foi aprovada em 2008 na campanha municipal, o apoio da tendência de Magela, liderada em Goiás pelo deputado estadual Luís Cesar Bueno, foi decisivo numa disputa acirrada que deixou o partido rachado. Com o PMDB, maior partido do país e com maior representação na Câmara dos Deputados, o PT ganha tempo de televisão e estrutura, mas pode ter problemas para se explicar à militância.
De acordo com petistas, no DF, a ideia enfrenta grande rejeição nas bases da legenda. Há uma resistência em seguir na campanha com o grupo que já foi do ex-governador Joaquim Roriz, hoje no PSC, e também com os peemedebistas sob investigação na Operação Caixa de Pandora: os deputados distritais Eurides Brito, Benício Tavares e Rôney Nemer, além de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de José Roberto Arruda, todos apontados pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa como beneficiários de mesada em troca de apoio político.
TRE multa Roriz e PMDB
Partidos, Política, TRE em 11/05/2010 às 7:56Do Correio Braziliense: Juntos, o PMDB e o ex-governador Joaquim Roriz (hoje filiado ao PSC) atropelaram a legislação eleitoral em dois aspectos. Fizeram divulgação de candidatura fora de época e distorceram o sentido de propaganda eleitoral. Foi o que considerou, por unanimidade, a corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na tarde de ontem. Por seis votos, o Tribunal condenou Roriz e o PMDB ao pagamento de multa e cassou o direito da legenda de exibir 300 segundos de sua programação nas redes de rádio e televisão.
O julgamento do TRE refere-se a duas inserções, cada uma com 30 segundos, veiculadas em setembro do ano passado. Na ocasião, Roriz fazia críticas às áreas de saúde, transporte e social. Em seguida, se colocava como opção ao cargo de governador. “Por tudo isso, eu serei candidato ao governo do Distrito Federal”. O anúncio provocou o Ministério Público Eleitoral, que fez uma representação contra o PMDB e Joaquim Roriz.
A Procuradoria Regional Eleitoral acusou tanto o partido quanto o postulante ao GDF de desvirtuarem o significado de propaganda partidária. O relator do processo no TRE, desembargador Mário Machado, concordou com a tese do Ministério Público. E pediu aplicação de multa no valor que corresponde à média entre o mínimo de R$ 5 mil e o máximo de R$ 25 mil. A decisão de cobrar R$ 15 mil (para cada réu) provocou uma divergência na corte.
O desembargador João Egmont achou o valor exagerado. Mas Machado explicou o motivo para ter sugerido a quantia intermediária. “Há circunstâncias que podem elevar a punição do mínimo ou máximo. O fato de a propaganda ter sido direta, sem dissimulações, de se tratar do anúncio para o cargo mais alto na estrutura de governo e ainda de a infração ter sido cometida por um político experiente, que já foi várias vezes governador, torna a situação mais grave”, considerou Machado. O desembargador foi apoiado pelos demais colegas.
mo Joaquim Roriz deixou o partido no ano passado e se filiou ao PSC, a cassação do tempo de televisão é castigo que só deve prejudicar ao PMDB. A aplicação da pena de supressão de 5 minutos da programação partidária ocorrerá nas próximas inserções da legenda, marcadas para os dias 21, 24, 26, 28 e 31 deste mês. O tempo equivale a cinco vezes o que foi transmitido fora da lei.
A mudança de partido foi, inclusive, usada pela defesa para alegar a inocência de Roriz. Segundo o advogado Marcelo do Nascimento Pereira, o ex-governador deixou o PMDB justamente por não ter a garantia da legenda para disputar o cargo. Além do mais, o advogado sustentou que o anúncio da candidatura foi apenas uma manifestação pessoal “sem pretensões formais”. A advogada do PMDB, Gabriela Rollemberg, por sua vez, afirmou que o partido não tinha conhecimento do conteúdo da fala de Roriz no programa e que ele tomou a atitude de transgredir a legislação eleitoral “por sua conta e risco”.
O procurador eleitoral do DF, Renato Brill, considera o julgamento de ontem exemplar para o período pré-eleitoral. “O Tribunal aplicou corretamente a legislação, de forma pedagógica, para inibir partidos políticos e pré-candidatos contra os abusos”, disse. A condenação de Roriz e do PMDB foi a terceira desde o ano passado. O sobrinho do ex-governador, Dedé Roriz, também havia sido punido por divulgação de candidatura fora do prazo pela internet. O deputado distrital Rogério Ulysses (sem partido) foi considerado culpado, por ter feito a divulgação de banners com intenção eleitoreira em São Sebastião, cidade onde mantém base eleitoral. Roriz e o PMDB ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha já começou mesmo…
Partidos, Política, TRE em 10/05/2010 às 21:06É fato: pré-candidatura e escritório político tornaram-se termos padrão para o que na prática significa: “campanha antecipada dentro da lei”.
Messias é pré-candidato a federal
Partidos, Política em 10/05/2010 às 18:59De pré-candidato ao GDF a pré-candidato a deputado federal. O advogado Messias de Souza (PCdoB) promove nesta terça-feira (11) um jantar político para consolidar sua disposição a disputar um cargo na Câmara dos Deputados. O jantar acontece na véspera do anúncio oficial do apoio do PCdoB à candidatura petista de Agnelo Queiroz ao GDF, marcado para quarta-feira (12).
PSDB e PT prometem adotar Ficha Limpa
Partidos, Política em 10/05/2010 às 16:58Do Congresso em Foco: A pressão em torno do projeto ficha limpa está funcionando. Os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, e do PT, José Eduardo Dutra, assumiram nesta segunda-feira (10) o compromisso de adotar o ficha limpa para candidatos de seus partidos. A afirmativa foi feita durante debate entre os dois presidentes, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Ambos informaram que vão adotar as regras previstas no projeto de lei em tramitação na Câmara. O anúncio foi feito após pergunta de um internauta que questionou o motivo de petistas e tucanos não adotarem as regras do ficha limpa assim como farão o PV, o DEM e outros partidos.
Apesar da promessa, no entanto, os presidentes partidários não souberam explicar como se dará a aplicação dessa medida internamente, mas adiantaram que serão usados dados de registro no partido. “Não é difícil de funcionar. É ver as nominatas em cada estado e fazer uma avaliação das indicações”, disse Guerra.
“Todos os candidatos são conhecidos do partido. Não tem quem caia de paraquedas, que você não conheça a ficha pregressa. Entre os candidatos a deputados federais eu não conheço ninguém que já tenha sido condenado nas condições do projeto”, afirmou Dutra.
Comentário do blog: Pronto, agora praticamente todos os partidos prometeram adotar o Ficha Limpa já nestas eleições - PT, PSDB, PSB, DEM, PPS, PV, PDT. Resta saber se a proposta vai mesmo sair do campo das promessas. O que vocês acham?
Arlete lança pré-candidatura
Partidos, Política em 10/05/2010 às 10:07Nesta quinta-feira (13), a petista Arlete Sampaio lança sua pré-candidatura a deputada distrital pelo partido. Arlete, que já foi vice-governadora e deputada distrital, é uma das grandes aposta do partido para ampliar a bancada petista na Câmara Legislativa em 2010. O evento será no Teatro dos Bancários, a partir das 19h.

Bancada do PP contra Ficha Limpa
Câmara dos Deputados, Partidos em 10/05/2010 às 7:43Do Estado de S. Paulo: Entre os opositores do projeto Ficha Limpa, que veda candidatos com condenações na Justiça, a bancada do PP na Câmara vem se destacando ao tentar desfigurar a proposta inicial. O deputado Paulo Maluf (PP-SP) é um dos poucos parlamentares que podem ser declarados inelegíveis caso o texto seja aprovado. Maluf foi condenado em abril deste ano pela 7.ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo a ressarcir suposto prejuízo com o superfaturamento de 1,4 tonelada de frango ao custo de R$ 1,39 milhão, pagos pelo município de São Paulo, que administrava em 1996.
O ex-prefeito afirmou que vai recorrer do acórdão no Superior Tribunal de Justiça, mas a decisão em seu desfavor é colegiada, ou seja, realizada por mais de um juiz, pré-requisito do Ficha Limpa para declarar um candidato inelegível.
Na guerrilha pela derrubada do projeto, 11 deputados pepistas votaram na noite de quinta-feira a favor de um destaque proposto pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tentava vetar trecho da lei que tornaria inelegível por oito anos os condenados por abuso de poder econômico ou político em eleições. Na prática, no entanto, se a expressão fosse retirada do texto final, o projeto inteiro poderia ser prejudicado por razões de inconstitucionalidade - e beneficiaria Maluf. O ex-prefeito foi um dos que votou para derrubá-lo, mas sem sucesso.
Nas principais votações do projeto Ficha Limpa, deputados pepistas têm se destacado entre as demais legendas na busca por barrar sua aprovação. Cinco deles tentaram retirá-lo da pauta na última terça-feira, sem êxito. Quando da aprovação do texto-base, o partido optou por levá-lo adiante, mas cinco deputados marcaram presença e não proferiram voto. Maluf também faltou à sessão. O quórum mínimo de 257 parlamentares, no entanto, foi atingido. Quando o destaque que contrariava a inelegibilidade veio à tona, a insurgência de 11 pepistas foi amparada por outros 28 deputados divididos entre PMDB, PR e PTB. No entanto, o texto se manteve intacto.
Na próxima terça-feira, o projeto passará por novo crivo da Câmara com a votação de um destaque proposto pelo deputado pepista João Pizzolatti (SC).
PSDB preocupado com Roriz
Partidos, Política em 09/05/2010 às 7:45Do Painel da Folha de S.Paulo: Não obstante a aliança fechada com o PSC, a campanha de Serra quer mantê-lo o mais distante possível do Distrito Federal, onde o único palanque disponível é o do encrencado Joaquim Roriz. Um dirigente tucano resume: “É 1% do eleitorado e 99% de problema”.
Entrevista - Presidente do TRE
TRE em 09/05/2010 às 7:41Do Correio Braziliense: Em entrevista exclusiva ao Correio, os desembargadores João Mariosi e Mario Machado, presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral, demonstram estar na mesma sintonia para cobrar o estrito cumprimento das resoluções do TSE. Afirmaram que o TRE tem a responsabilidade de garantir a normalidade no processo e todas as condições para que o eleitor possa, nessa nova eleição, escolher bem os representantes. Hoje, o universo eleitoral chega a 1,8 milhão de pessoas no DF, um aumento de 10% em relação a 2006, e são esperados cerca de mil pedidos de registro de candidatura para os diversos cargos representativos.
Que perfil o senhor pretende imprimir à sua gestão no TRE?
Mariosi — Celeridade com eficiência no cumprimento da lei. Quanto mais rápido se entrega a prestação do serviço jurisdicional, menos oportunidade você tem de dúvidas ou até mesmo de fraudes. Fraude é inerente ao ser humano, infelizmente. Temos as condições de sermos os primeiros a encerrar o processo de apuração e envio das informações ao TSE. Investiremos na logística necessária para isso.
E como vai trabalhar a Corregedoria?
Machado — Atuaremos rigidamente para garantir o bom nível da campanha, o respeito entre os adversários. Que haja a estrita observância das leis para garantir ao eleitor condições para escolher bem seu voto. Que os candidatos leiam bem as resoluções do TSE. Não adianta tentar usar a lei a seu favor, a lei é igual para todos. O que o julgador deve fazer é agir com bom senso e os candidatos devem usar esse mesmo bom senso. Teremos uma fiscalização intensa para garantir que as eleições transcorram com normalidade.
Como o senhor prevê a relação institucional do TRE com o atual governador Rogério Rosso e com a Câmara Legislativa? Apesar do atual governador não poder se reeleger, sempre existe o risco do uso da máquina em favor de candidatos.
Machado — O MP vai estar vigilante, os candidatos vão se fiscalizar e o tribunal, quando provocado, atuará de forma rígida.
Mariosi — E teremos a atuação popular, que poderá denunciar. Quem tentar infringir a lei será investigado e julgado até antes das eleições. O tribunal será célere em dar respostas para impedir o efeito multiplicador do que pode estar errado. O que importa é a representação para o povo, se há fraude nessa representação não temos democracia, temos uma oligarquia daqueles que têm mais poder de gastos.
Podemos dizer que temos hoje uma democracia no DF, com governador eleito indiretamente por deputados distritais envolvidos nas denúncias da Caixa de Pandora?
Mariosi — É o sistema previsto. Foi um modo que se achou para terminar um período mandatário e não começar um outro independente. Quando decidimos aqui os rumos que deveriam ser tomados na sucessão, não decidimos pela Lei Orgânica, mas pela Constituição.
Ao cassar o mandato de Arruda por infidelidade partidária, houve análises de que o julgamento do TRE teria sido mais político do que técnico. A deputada distrital Jaqueline Roriz não foi condenada em processo semelhante. Como avaliam essa situação?
Machado — São casos diferentes, com resultados que dependiam da avaliação de cada juiz. No processo de Jaqueline, votei também pela perda do mandato. O Tribunal não existe para agradar A, B ou C; existe para decidir. Estamos em uma democracia e os comentários são livres, uns com fundamento e outros não. O importante para o Tribunal é que, em um momento difícil da situação política do DF, ele cumpriu seu papel com rapidez, dando a solução correta de acordo com a Constituição. Se revelou que o Poder Judiciário, tanto na esfera comum quanto na eleitoral, teve papel decisivo no restabelecimento da normalidade no DF. O Tribunal de Justiça, o STJ, o Supremo e, aqui, o TRE.
O DEM pressionou Arruda a deixar o partido…
Machado — O Tribunal concluiu que houve quebra da fidelidade devida, não somente ao partido, mas ao povo. O cargo não pertence somente à legenda e ao candidato, mas também ao povo. Pertence aos três juntos, indissociadamente, e houve uma quebra disso no caso do então governador Arruda. Está sendo obedecido o modelo democrático e agora teremos uma nova eleição em que o povo poderá escolher bons representantes. Espero que tenhamos bons candidatos para isso.
Está, então, afastada, no momento, a necessidade de uma intervenção federal no DF?
Mariosi — Não cabe à nossa esfera avaliar isso. É uma questão discutida no Supremo. Estamos como a Justiça: sentada com a venda nos olhos. Por enquanto, ouvimos muito, não vemos nada e decidimos com a espada que pode virar a caneta.
O presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios nunca esteve na linha sucessória do GDF?
Mariosi — Eu fui voto vencido no Tribunal, anos atrás, quando discutimos isso. Roriz ia para a China e se discutiu se era mesmo o presidente quem assumiria. Na minha interpretação constitucional, é uma intervenção da União no DF. Somos um órgão da União. Na minha opinião, o presidente do Tribunal não está na linha sucessória. Mas é uma matéria a ser vista pelo Supremo. Fica um coisa meio em aberto.
Machado — Minha posição é um pouco diferente, apesar de estarmos vinculados à União, o nosso Tribunal de Justiça corresponde à Justiça estadual.
Qual a avaliação dos senhores sobre o projeto Ficha Limpa, que está em discussão no Congresso Nacional? Será possível aplicar a alteração na lei nessas eleições?
Mariosi — A discussão está entre os que querem endurecer, exigindo ficha limpa total; os que defendem o impedimento da candidatura diante da primeira condenação judicial e de outros, mais liberais, que consideram a hipótese apenas depois da segunda condenação. Para mim, o importante não é ficha limpa, mas o candidato de vida limpa. Ficha limpa, às vezes, se obtém com bons advogados, com os trâmites judiciais. O eleitor acredita, em alguns casos, conhecer o político, acha até que ele é muito bom, justamente porque praticou má gestão pública. Aquela turma do “rouba mas faz” dos velhos tempos.
Machado — Essa é uma discussão salutar. Como autoridade, vamos seguir o que for aprovado; como eleitor, é claro, prefiro votar em quem tem idoneidade comprovada. Mas é preciso cuidado com as denúncias cujo intuito é apenas obstar alguma candidatura.
Como o TRE está preparado para lidar com processos relacionados ao uso da internet pelos candidatos, que é uma novidade para essa eleição? A tecnologia agrega ao processo ou só complica?
Mariosi — A internet é um mundo que está sendo descoberto. Chegou e está em todo lugar do mundo. Do Canadá, é possível fazer propaganda no Brasil. Não há como regulamentar externamente a internet. Só se fizer como na Armênia, em que são proibidos os computadores. Não há como negar mais essa realidade, a lei foi feita justamente para se adequar a isso. Os controles internos são fáceis, os externos são impossíveis. Como há lavagem de dinheiro no mundo inteiro, haverá lavagem de internet também.
Machado — Os candidatos vão fiscalizar uns aos outros. E o Ministério Público estará atuante na observância de abusos e os trará ao tribunal. A internet é uma realidade que já se instalou, a lei não podia mais ignorar isso.
O Distrito Federal foi o primeiro local do país a testar as urnas
eletrônicas. Agora, não participará da introdução da urna biométrica (que identifica a impressão digital do eleitor). Por que, desta vez, a capital não foi escolhida?
Mariosi — Hoje, o sistema da urna eletrônica melhorou muito. A urna biométrica é uma nova experiência que terá de começar em locais pequenos. O tamanho do Distrito Federal hoje não comporta experimentações. Não temos como desmembrar uma cidade apenas para fazer isso. Hoje, nosso universo eleitoral é grande, chega a quase dois milhões de pessoas. O TSE decidiu começar em municípios com 30 mil.
O novo presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, destacou no discurso de posse a preocupação em coibir o financiamento ilegal de campanha, o conhecido caixa 2. Os senhores concordam que hoje esse é o pior problema do processo?
Mariosi — Eu sou da linha de se trabalhar com a propaganda totalmente gratuita. Seria o ideal. Mas sabemos que isso não vai acontecer. Do jeito que está é muito perigoso, sobretudo, devido aos grandes conglomerados empresarias que financiam todo mundo de todos os partidos. Se alguém é bom de voto, descarregam recursos. E isso desequilibra a representação. É o preço da democracia.
O que senhor aponta como algo inadmissível para o TRE, que tipo de situação o senhor não quer ter de enfrentar?
Mariosi — Um apagão no dia das eleições (risos).
PT com PDT e PSB
Partidos, Política em 09/05/2010 às 7:31Do Correio Braziliense: Se depender da direção nacional do PT e da coordenação de campanha da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, a chapa encabeçada por Agnelo Queiroz (PT) na disputa ao Governo do Distrito Federal apostará no senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e no deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para a corrida ao Senado. Os arranjos para essa aliança agradam Agnelo e também facilitam os entendimentos nacionais com PDT e PSB, aliados importantes de Dilma. A candidatura de Rollemberg ganhou força com o recuo do PSB no lançamento de Ciro Gomes (PSB-SP) como concorrente à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na semana passada, as direções nacionais do PT e PSB voltaram a tratar do assunto, depois do sepultamento das pretensões de Ciro. A fatura foi colocada na mesa. O discurso foi de que o PT precisa dar demonstrações de companheirismo nos estados como retribuição ao gesto da direção nacional do PSB, articulado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
A candidatura de Rollemberg, líder do PSB na Câmara, é uma das apostas nacionais do partido. Da mesma forma, o PDT tem crédito. Na avaliação de pedetistas, uma possível candidatura do distrital José Antônio Reguffe (PDT) ao GDF tiraria votos de Agnelo Queiroz. A corrida solo chegou a ser ensaiada, mas foi abortada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que comanda o PDT nacionalmente.
Lupi é o avalista do acordo que levou à aliança em torno do projeto de reeleição do senador Cristovam Buarque, com o apoio dos petistas. O problema é o diretório regional do PT, que ainda precisa confirmar os planos nacionais. Não há na legenda uma definição sobre esse assunto, que deverá ser tratado nos encontros regionais nas próximas semanas. Algumas tendências não abrem mão de lançar um candidato do PT ao Senado. Nesse caso, o nome mais forte para a disputa é o deputado Geraldo Magela.
Roriz flerta até com DEM
Partidos, Política em 09/05/2010 às 7:29Do Correio Braziliense: Depois de confirmar a aliança com Jofran Frejat (PR) como vice na chapa ao Governo do Distrito Federal, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) trabalha agora para definir quais serão os dois políticos que apoiará na corrida ao Senado. A prioridade de Roriz é uma composição com o PSDB, que abra espaço para a candidatura da tucana Maria de Lourdes Abadia. Mas há outras possibilidades. O DEM, agora sem José Roberto Arruda e Paulo Octávio, tem sido cortejado, assim como o PP. Também há uma negociação em curso com o senador Gim Argello, presidente regional do PTB, que permitiria ao herdeiro do mandato de Roriz tentar renovar a permanência no Senado quatro anos antes do previsto.
O mandato de Gim Argello termina apenas em fevereiro de 2015, quando tomará posse um candidato a ser eleito em outubro de 2014, numa disputa bem mais acirrada do que agora, quando haverá renovação de dois terços das cadeiras. Roriz e Gim têm conversado sobre o assunto. Se o petebista for eleito agora, o segundo suplente da chapa eleita em 2006, Marcos Almeida (PMDB), tesoureiro das campanhas de Roriz, assumiria o gabinete pelos próximos quatro anos.
Mas o ex-governador tem dificuldades para fechar a composição dos sonhos de Gim e transformá-lo na prioridade ao Senado. Em um partido nanico, o PSC, Roriz precisa construir um arco de alianças para assegurar à candidatura tempo de televisão . Dessa forma, ele tenta atrair para o seu lado uma legenda com grande representação no Congresso.
Um emissário de Roriz esteve com o deputado Alberto Fraga e com o senador Adelmir Santana, ambos do DEM, para lhes oferecer uma parceria. Presidente regional do DEM, escolhido na intervenção nacional, Adelmir sempre trabalhou para se tornar candidato à reeleição. Mas Fraga também tem se articulado nacionalmente para disputar um cargo majoritário. Na conversa, Fraga disse ao interlocutor que sua prioridade é concorrer ao GDF em outubro, mas não está fechado a negociações. “Não estou dizendo nem que sim nem que não. Não posso fechar as portas. Mas a minha intenção é o governo”, disse Fraga.
Expurgo no DEM
A chapa dos sonhos de Roriz para o Senado teria um candidato do DEM e outro do PSDB. Para ter o DEM como parceiro, o grupo rorizista até preparou o discurso. Dirá que a parte da legenda contaminada pela Operação Caixa de Pandora já foi expurgada. A desvinculação das denúncias feitas por Durval Barbosa é uma das estratégias da campanha rorizista, que está umbilicalmente ligada à gênese da formação do suposto esquema montado no governo de José Roberto Arruda.
Num cenário em que o DEM lance candidato ao Senado, dificilmente a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia aceitaria concorrer. Depois da derrota de 2006, para José Roberto Arruda, ela se recolheu e tem se mantido longe da corrida eleitoral. Por isso, segundo quem tem conversado com a tucana, Abadia teme entrar agora em uma disputa majoritária. Ela tem dito que prefere se candidatar a deputada federal, quadro mais realista no entendimento dela.
Roriz tem conversado com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e com o secretário-geral do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Mas ainda não há uma aliança formalizada com a legenda, que terá o ex-governador de São Paulo José Serra como candidato à Presidência da República.
O deputado federal Robson Rodovalho (PP) é uma das opções de Roriz. Bispo da Igreja Sara Nossa Terra, Rodovalho puxaria os votos de evangélicos, uma parcela do eleitorado que o ex-governador considera fundamental para vencer a eleição. Roriz já tem interlocutores nesse segmento, como o Pastor Vilarindo, da Igreja Batista. Mesmo assim, ele tem conversado com o presidente regional do PP, deputado distrital Benedito Domingos. Nas últimas semanas, rorizistas não têm descartado, nem mesmo, uma nova parceria com o PMDB, caso o PT decida não aceitar o deputado Tadeu Filippelli, presidente regional do partido, como candidato a vice na chapa encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz.
Fraga inaugura escritório
Partidos, Política em 08/05/2010 às 17:29O deputado federal Alberto Fraga (DEM) inaugura seu escritório político pré-campanha nesta terça-feira (11). O escritório será próximo ao Carrefour Norte, no SOF Norte. O evento começa às 19h.

Magela e o Senado
Partidos, Política em 08/05/2010 às 11:11O deputado federal Geraldo Magela (PT) acabou adiando seu anúncio definitivo sobre a qual cargo pretende concorrer nas eleições de outubro deste ano. A decisão pode ser sacramentada apenas na reunião do diretório do partido, marcada para o próximo final de semana. Caberá às bases petistas escolher - e provavelmente bater o martelo - sobre o futuro eleitoral do parlamentar. Magela, porém, tem ampliado o número de militantes que defendem sua candidatura ao Senado. A direção da legenda, porém, torce por uma decisão do petista baseada no que eles consideram “bom senso”: abrir mão da vaga ao Senado e concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados para deixar a tal vaga disponível para negociação com as coligações.
PR banca candidatura de Lima
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 08/05/2010 às 7:51Do Correio Braziliense: O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), vai tentar um novo mandato de deputado distrital nas eleições de 3 de outubro. Ele estuda uma estratégia para conseguir o aval da Justiça Eleitoral nessa empreitada. Em tese, o distrital, que esteve no comando do Governo do Distrito Federal após o prazo de desicompatibilização do Executivo, não poderia concorrer a nenhum outro cargo nas próximas eleições, a não ser para o de governador. A legislação eleitoral estabelece que os candidatos a cargos no Legislativo não podem ocupar funções públicas no período de seis meses antes da data do pleito.
O PR, segundo o presidente regional do partido, Izalci Lucas, poderá fazer uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no Distrito Federal sobre a possibilidade de Wilson Lima concorrer em outubro. O argumento dos advogados da legenda é de que Lima exerceu o cargo de governador até 19 de abril — data na qual Rogério Rosso assumiu o mandato-tampão — como uma obrigação por estar, como presidente do Legislativo local, na linha sucessória do Executivo.
Dessa forma, ele não poderia, segundo defende o PR, ser prejudicado com a inelegibilidade nas próximas eleições. Outro caminho seria registrar a candidatura de Wilson para distrital e aguardar algum pedido de impugnação que, então, seria combatido pelos advogados.
Tribunal de Contas
Em 3 de abril, data-limite para deixar a função no GDF, Wilson Lima decidiu ficar no cargo porque apostou que conseguiria vencer a eleição indireta ocorrida no dia 17 do mesmo mês. Ele preferiu ficar mais oito meses à frente do Palácio do Buriti a tentar se reeleger como distrital. No entanto, foi derrotado no embate na Câmara e reassumiu a Presidência da Casa. Entre os planos de Wilson Lima, estava ainda a nomeação como conselheiro do Tribunal de Contas do DF na vaga aberta há duas semanas com a aposentadoria de Jorge Caetano. Mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pertencia a um integrante do Ministério Público de Contas. Na última quinta-feira, o procurador Inácio Magalhães Filho assumiu o gabinete, depois de ter o nome aprovado com o voto de 18 deputados distritais.
Aliança sacramentada na terça
Partidos, Política em 08/05/2010 às 7:48Do Correio Braziliense: O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) conseguiu o aval do PR, partido do deputado Jofran Frejat, para tê-lo como vice na chapa para a disputa eleitoral de outubro. Na próxima terça-feira, pré-candidatos e integrantes da executiva regional da legenda, presidida no DF pelo ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Arruda Izalci Lucas, se reúnem para sacramentar a decisão. O convite de Roriz a Frejat foi feito há dois meses e, desde então, os dois aliados então caminham juntos pelas cidades do Distrito Federal se apresentando ao eleitorado.
A dobradinha de Roriz com o ex-secretário de Saúde tem como meta reforçar o discurso de prioridade na melhoria do atendimento nos hospitais, um dos temas que deverá fervilhar na campanha, especialmente no embate com o médico Agnelo Queiroz, candidato do PT ao Executivo.
Atualmente no quinto mandato como deputado federal, Frejat foi secretário de Saúde pela primeira vez entre 1979 e 1993, depois de ter dirigido o Instituto de Medicina Legal (IML) por seis anos. Nos governos de Joaquim Roriz, Frejat ficou à frente da pasta em várias ocasiões. A estratégia do grupo rorizista é dividir os votos dos médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde, que votariam em grande parte no candidato petista. Com a aliança entre PSC e PR, Roriz começa a ampliar o tempo de televisão que terá para divulgar propostas, defender-se de eventuais ataques e mirar os adversários. “Foi o próprio PT que nos empurrou para essa aliança, ao se unir com o PMDB na eleição indireta”, afirma Izalci Lucas.
Na disputa pelo mandato-tampão ao GDF, os petistas se comprometeram a votar no hoje governador Rogério Rosso (PMDB) num eventual segundo turno na Câmara Legislativa. Esse compromisso fortaleceu a candidatura do peemedebista e acabou garantindo sua vitória ainda no primeiro turno. Na última semana, a bancada do PT passou a atacar a gestão de Rosso, com o aval da direção nacional do partido. Mas está encaminhada uma aliança eleitoral entre Agnelo e o PMDB. A negociação é conduzida pelo presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), convidado a ser vice na chapa encabeçada pela petista Dilma Rousseff.
Composição
Embora ainda não seja consenso no PT, há uma expectativa de que Filippelli seja o vice de Agnelo. Nessa chapa, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) deverão ser os candidatos ao Senado. Esse acordo também é costurado com a participação da cúpula da campanha de Dilma. A vaga de Rollemberg ao Senado na chapa de Agnelo é uma das compensações ao PSB pela retirada da candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à sucessão do presidente Lula.
Enquanto isso, Roriz busca parceiros entre os partidos que estarão no palanque com o candidato tucano à Presidência da República, José Serra. Com base em pesquisas que encomenda para definir sua estratégia eleitoral, Roriz aposta que, hoje, tem garantido 35% do eleitorado. Ele acredita que esse índice chegará aos 39%, com os votos dos eleitores de municípios do Entorno. Roriz vem conversando com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e tem o apoio do secretário-geral do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira, para uma reaproximação. Roriz, inclusive, trabalhou pela composição de seu partido, o PSC, com a chapa de Serra.
Uma visita de Roriz ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, em março, despertou críticas do líder do PSDB no Senado, Arthur Vírgilio (AM). Sérgio Guerra, no entanto, tenta contornar a situação. O partido espera o suporte de Roriz para a candidatura da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) ao Senado. No grupo rorizista, há uma aposta de que, sem rumo e abatido pela crise provocada pela Operação Caixa de Pandora, o DEM também acabe aderindo à candidatura do ex-governador do DF rumo a um quinto mandato no Palácio do Buriti.
Anúncio será no Gama
Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 07/05/2010 às 11:03O anúncio formal da aliança entre PR e PSC será feito na caravana de filiação do partido pelas cidades do Distrito Federal que, neste sábado (8), vai a ao Gama. O evento será no Clube Flamboyant, a partir das 9h.
Para animar o presidente regional do partido, Izalci Lucas, candidato a deputado federal nesta eleição, os rorizistas fazem planos de eleger um chapão para a Câmara dos Deputados - Jaqueline Roriz (PMN), Laerte Bessa (PSC) e Izalci Lucas (PR).
PR anuncia aliança
Partidos, Política em 07/05/2010 às 9:06Da coluna de Cláudio Humberto: O PR anuncia neste sábado, oficialmente, seu apoio a Joaquim Roriz para o governo do DF. O deputado Jofran Frejat será o vice.
TRE julga Roriz na segunda
Partidos, Política, TRE em 07/05/2010 às 8:42Do Correio Braziliense: O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) será julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na próxima segunda-feira, pelo crime de propaganda eleitoral antecipada. Em setembro do ano passado, ele anunciou em um programa eleitoral do PMDB, partido ao qual pertencia, que seria candidato ao Governo do Distrito Federal em 2010. O Ministério Público Eleitoral (MPE) entendeu que o comentário era campanha política feita fora do prazo legal e entrou com uma ação pedindo a punição de Roriz e da legenda.
A sanção prevista para o candidato que se precipita é uma multa que pode chegar a R$ 25 mil. No caso do partido que atropela a legislação eleitoral, a consequência é mais drástica. Além do pagamento de multa, a legenda corre o risco de perder o direito de veicular inserções na televisão em horário nobre durante um semestre. De acordo com o artigo 36 da Lei nº 9.054/97, a propaganda somente é permitida após 5 de julho do ano da eleição.
Além de ferir a lei eleitoral, o anúncio antecipado da candidatura de Roriz em rede nacional causou uma crise interna no PMDB. Na ocasião, o partido ainda não tinha confirmado se o ex-governador seria o candidato da legenda. O presidente regional da legenda, Tadeu Filipelli, chegou a falar que Roriz não era dono do partido. Duas semanas depois da veiculação da propaganda na TV, o ex-governador migrou para o PSC. A mudança, no entanto, não provoca nenhum prejuízo para o processo.
A defesa alegará no julgamento que Roriz não cometeu irregularidade. “O ex-governador manifestou um desejo de participar das eleições de 2010. Ele não foi o único responsável pela aparição. O partido tomou conhecimento prévio”, afirmou o assessor de imprensa do ex-governador, Paulo Fona. A propaganda foi veiculada em 7, 9 e 11 de setembro do ano passado. O relator do processo no TRE é o desembargador Mário Machado.
Sem apoio
Roriz enviou ontem à deputada distrital Érika Kokay (PT), relatora do processo de quebra de decoro parlamentar contra Eurides Brito (PMDB) na Câmara Legislativa, as repostas às sete perguntas sobre as acusações feitas por Durval Barbosa no depoimento à Comissão de Ética. O ex-secretário de Relações Institucionais do GDF disse que Eurides recebeu mesada de R$ 30 mil durante 48 meses. Durval gravou a deputada colocando maços de dinheiro na bolsa durante a campanha de 2006. A distrital nega as acusações e afirmou que a quantia recebida na filmagem foi dada por Roriz para custear as despesas com reuniões para a campanha do ex-governador ao Senado.
Em reposta, Roriz negou qualquer envolvimento com a deputada durante a campanha de 2006. Ele disse que não pagou e nem fez acordo com a peemedebista para que ela o ajudasse na promoção de reuniões de apoio estratégico à campanha dele. Apesar de ter recebido as respostas das mãos da deputada Jaqueline Roriz (PMN), filha do ex-governador, Érika pediu que a assinatura de Roriz fosse registrada em cartório. O conteúdo integral das respostas será divulgado hoje na Comissão de Ética, que ouvirá mais duas testemunhas de Eurides sobre o suposto esquema de pagamento de propina. Leondina Ribeiro e Ildeu de Oliveira prestaram esclarecimentos em defesa da investigada.
Eleitorado cresceu 10% no DF
Cidades, TRE em 07/05/2010 às 8:29Do Correio Braziliense: O número de eleitores do Distrito Federal cresceu aproximadamente 10% em relação a 2006, quando foi realizado o último pleito local e nacional. É isso o que mostram dados preliminares divulgados ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O DF tem pelo menos 1.843.287 eleitores. A expectativa do órgão é que, com os números do cadastro totalmente contabilizados, esse montante chegue a 1.845.000 votantes. A quantidade de seções eleitorais, por sua vez, aumentou cerca de 18%, passando de 4.465 em 2006 para 5.308 em 2010.
Mais de 1,8 milhão de eleitores irão às urnas em outubro para escolher o próximo presidente da República, o governador, os deputados distritais, federais e senadores. Apenas nesta quarta-feira — último dia para transferência de títulos bem como para a emissão do documento pelo TRE— um total de 12.158 pessoas procurou os cartórios eleitorais em todo o DF. A média diária de atendimentos durante os outros dias, por sua vez, foi de cerca de 1,5 mil. Ao todo, 63.349 pessoas compareceram aos cartórios durante o mutirão realizado pelo TRE desde abril. “Já esperávamos por essa procura maior no último dia, por isso mesmo todos os anos nós fortalecemos esse atendimento. Além dos 230 profissionais que já temos atendendo, colocamos outros 130”, afirmou o secretário de tecnologia da informação do TRE-DF, Ricardo Negrão.
Para o geógrafo e especialista em planejamento urbano Aldo Paviani, professor da Universidade de Brasília (UnB), o crescimento do número de eleitores do DF é algo expressivo, mas já esperado. “Tudo isso é muito influenciado também pela população flutuante que frequenta o DF e que, às vezes, vota no estado de Goiás, mas em outras ocasiões prefere voltar pra cá”, explica, referindo-se aos moradores do Entorno.
Já na opinião do cientista político David Fleischer, o aumento da população votante local é “razoável”, diferenciando-se pouco do que ocorre em todo o Brasil. “Esse crescimento de 10% a cada quatro anos é algo, de certa forma, já histórico nacionalmente. A tendência, no entanto, é que esses números diminuam, uma vez que a natalidade está caindo. De uma forma ou de outra, a população jovem de Brasília ainda é maior do que em outros estados”, lembra Fleischer.
Dia de trabalho
Mesmo com a equipe ampliada, na última quinta-feira, os funcionários dos cartório do DF enfrentaram uma jornada agitada. Elizabeth Ferreira, que trabalha no cartório de Ceilândia, atendeu desde o início do mutirão, diariamente, das 9h às 21h, parando apenas por uma hora para almoçar. “O esquema foi corrido, mas divertido”, contou.
O também funcionário Raimundo Carneiro Sales, 46 anos, apostou no bom humor para encarar o expediente. Ele trabalha há 15 anos em frente ao cartório de Ceilândia plastificando títulos eleitorais. “O brasileiro não tem jeito, sempre deixa tudo para a última hora. Mas eu acho é bom todo esse movimento”, ressaltou. Em épocas de mutirão, o autônomo revela faturar o dobro do normal.
A onda agora é lilás
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 06/05/2010 às 17:38A deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM) mudou de cor para sua campanha pela reeleição em outubro deste ano. Nada mais de apenas azul em suas ações. O tom agora será lilás. A mudança foi decidida depois de uma análise da equipa da deputada, sob o argumento de que lilás é a cor ideal para aproximar Eliana do eleitorado feminino, seu principal alvo para esta eleição. A nova cor já enfeita o site oficial da deputada - confira aqui.
Polícia eleitoral
TSE em 06/05/2010 às 8:23Do Painel da Folha de S. Paulo: A PF realiza até sexta, em sua superintendência em Brasília, seminário fechado com delegados de todo o país sobre segurança nas eleições. O evento, que ontem incluiu palestra do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, é parte da estratégia de dar à corporação papel inédito de monitoramento da campanha.
Em abril, o anúncio de que a Polícia Federal vigiará em tempo real as contas dos candidatos suscitou polêmica jurídica, pois a PF investiga, mas não tem poder de fiscalização. A oposição viu na iniciativa, entre outros riscos, o de constrangimento a quem doar para seus candidatos. Ontem, relatos a respeito do seminário foram motivo de apreensão no Congresso.
Em sua palestra, Lewandowski registrou a importância do papel que a PF pode vir a desempenhar no pleito, mas ressaltou que a corporação deverá trabalhar “em estreita sintonia com a Justiça Eleitoral”.
Deputados não concluem Ficha Limpa
Câmara dos Deputados em 06/05/2010 às 8:20Da Folha de S. Paulo: A Câmara dos Deputados adiou ontem o fim da votação do projeto de lei que proíbe o registro da candidatura de políticos com ficha suja. O adiamento foi considerado pela Ordem dos Advogados do Brasil uma manobra para que as mudanças não entrem em vigor neste ano. Para o presidente da entidade, Ophir Cavalcanti, o texto precisa ser aprovado até 5 de junho para ser aplicado na eleição deste ano.
“É o último suspiro dos agonizantes. Quem perdeu manobrou para que as mudanças não valham para este ano”, disse. A votação foi adiada para a semana que vem porque todas as bancadas, menos a do DEM, concordaram com a obstrução.
Os partidos argumentaram que os deputados estavam indo embora, o que aumentava as chances de derrota nos nove pontos restantes. Essas emendas precisam ser analisadas antes de o projeto ir ao Senado. “O destaque seguinte tratava de crimes ambientais. Como a bancada ruralista é grande, preferiram adiar a perder”, disse Índio da Costa (DEM-RJ).
Três destaques foram derrubados, representando uma vitória para os defensores do projeto. Dois deles desfiguravam por completo a proposta porque previam a manutenção das regras atuais de inelegibilidade, em que um político não pode se candidatar apenas se tiver sido condenado em processo em que não cabem mais recursos.
O texto principal, aprovado na madrugada de ontem, prevê tornar inelegíveis os condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas estabelece o chamado efeito suspensivo, também em caráter colegiado.
Curso inédito sobre eleições
Cidades, Educação, Política em 05/05/2010 às 9:36O Uniceub lança nesta quarta-feira (5) um curso inédito no Distrito Federal: batizado de “O Voto no DF: Ética, Psicologia e Estratégia Eleitoral”. Com 30 horas de duração, o curso funciona como uma atualização sobre eleições, com aulas de estratégia eleitoral, marketing, legislação e, principalmente, ética na política.
O curso é uma parceria de organizações não-governamentais, com o objetivo de construir novos modelos para os processos eleitorais e políticos na capital. Seu lançamento oficial terá solenidade nesta manhã, no auditório da OAB-DF, na Asa Norte. As aulas começam no próximo dia 14.
Presidente quer ser distrital
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 05/05/2010 às 8:02Da coluna de Cláudio Humberto: O presidente da Câmara Legislativa e ex-governador interino do DF Wilson Lima (PR) bateu o martelo: é candidato a deputado distrital.
Comentário do blog: Lima estaria, inclusive, fazendo reuniões no Gama para conversas com eleitores. Só parece ter esquecido um detalhe - não se desincompatibilizou em abril, época em que ocupava o cargo de governador interino (relembre aqui). Tem argumentado a amigos e eleitores de que “cumpria uma missão” naquele momento e não pode agora ser punido por isso. Resta saber se a Justiça eleitoral vai entender seu momento missionário.
PSC fecha com Serra
Partidos, Política em 05/05/2010 às 7:46Da Folha de S. Paulo: O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ganhou ontem o apoio formal do PSC, o que lhe garantirá cerca de 18 segundos a mais na propaganda eleitoral de rádio e TV. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, havia convidado os dirigentes do partido para uma conversa ontem, mas à tarde, após reunião da Executiva, o PSC decidiu nem ouvi-la. O partido apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso e esteve ao seu lado na campanha de 2006.
A Folha apurou que a legenda mudou de lado por avaliar que Dilma não controla o PT, diferentemente de Lula. E que, em um eventual governo dela, medidas como as previstas no Programa Nacional de Direitos Humanos teriam mais chances de sobreviver. O programa, que previa inicialmente a legalização do aborto e a união e adoção por homossexuais, assustou os conservadores do partido.
O presidente do PSC, Everaldo Pereira, é pastor da Assembleia de Deus no Rio. Há outros dirigentes ligados à Igreja Católica, como o líder do partido na Câmara, Hugo Leal (RJ). ”Nós tínhamos um encontro marcado com Dilma, mas achamos que não era conveniente gastar tempo dela. Acreditamos que efetivamente o Brasil pode avançar mais com Serra”, disse Pereira, já incorporando o slogan do tucano, que diz: “O Brasil pode mais”.
Serra já tinha o apoio formal de PSDB, DEM e PPS, o que lhe assegurava 5min37s de propaganda eleitoral, segundo levantamento feito pela Folha.
Dilma fechou até agora com PT, PMDB, PDT, PR, PC do B e PRB, o que dá a ela 8min16s dos 25 minutos. Com o apoio do PSC, Serra terá agora 5min55s.
O PP tende a ficar neutro, liberando seus filiados nos Estados a apoiar o candidato que for mais conveniente em sua região. Esse foi o recado que a direção do partido transmitiu reservadamente a Dilma, em um almoço ontem, no seu escritório de campanha.
Câmara aprova Ficha quase Limpa
Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 05/05/2010 às 7:43Da Folha de S. Paulo: A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de hoje, por 388 favoráveis a 1, o texto principal do projeto de lei que proíbe a candidatura de políticos com ficha suja. A promessa do presidente Michel Temer (PMDB-SP) é votar os 12 destaques hoje. A proposta ainda pode ser totalmente modificada, mantendo, inclusive, as regras atuais.
Depois de concluído na Câmara, o projeto tem que ser votado pelo Senado. O único deputado a votar contra foi Marcelo Melo (PMDB-GO). Temer disse no plenário que o colega deve ter se equivocado.
Apresentado no ano passado por iniciativa popular com 1,6 milhão de assinaturas, o projeto original propunha a inelegibilidade para os condenados já em primeira instância. O aprovado ontem, de relatoria do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), prevê tornar inelegível aqueles que tenham sido condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas estabelece o chamado efeito suspensivo, também em caráter colegiado.
Dessa forma, fica permitido ainda um recurso a outro órgão colegiado de uma instância superior para que se obtenha uma espécie de “autorização” para registrar a candidatura. Pela legislação atual, o candidato só fica inelegível quando não existir mais a possibilidade de recurso.
O texto vem sendo discutido há meses na Câmara e há dúvidas se ele valerá para as eleições de outubro. O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defende que, para valer para neste pleito, a mudança tinha de ter sido aprovada em 2009.
O líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), discorda. De qualquer forma, a questão deve parar na Justiça. ”Essa não é mais uma dúvida política, e sim jurídica”, disse Temer, que respondeu às críticas sobre a demora na aprovação da proposta: “Com certeza, se tivesse colocado a proposta antes ela seria rejeitada.”
O projeto de lei já passou por uma comissão, que havia definido que a inelegibilidade valeria para os condenados por um órgão colegiado, sem a possibilidade do recurso suspensivo. Representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, responsável pelo texto, fizeram protesto ontem à tarde na entrada do Congresso.
PCdoB aceita aliança com PT
Partidos, Política em 04/05/2010 às 20:15Em reunião do diretório regional na segunda-feira (3), o PCdoB do Distrito Federal decidiu abrir mão da candidatura própria ao GDF para integrar uma coligação com o PT-DF. O partido decidiu defender que se repita na capital federal o mesmo arco de alianças firmados na esfera nacional em torno da candidatura da petista Dilma Roussef à Presidência da República. Para isso, o partido retirou o nome do advogado Messias de Souza da disputa ao governo local.
“A candidatura do PCdoB foi lançada em um momento de muita indefinição no cenário eleitoral. O PT sequer tinha o nome de seu candidato. Agora as coisas começaram a se acertar e, em defesa de uma grande aliança de esquerda, retiramos a nossa candidatura”, explicou o presidente regional da legenda, Augusto Madeira, que também defende a coligação com o PMDB local. O presidente afirmou ainda que o partido cobiça uma vaga na chapa majoritária petista.
De olho na neta de JK
Partidos, Política em 04/05/2010 às 16:36Por falor no ex-governador Joaquim Roriz (PSC), ele diz ter gostado de saber, pelos jornais, que a a neta de Juscelino Kubistcheck, Ana Christina, mulher do ex-vice-governador Paulo Octávio, provavelmente será candidata a deputada federal ou distrital na eleição de outubro. A amigos, Roriz confidenciou que ficou feliz, fundamentalmente, por ver uma neta de JK disputando eleições no ano do cinquentenário da cidade.
O afago, claro, deve estar carregado de segundas intenções eleitorais…
PSB-DF adota Ficha Limpa
Partidos, Política em 04/05/2010 às 10:32Uma vez que o projeto do Ficha Limpa não vai ser aprovado de forma a valer ainda este ano, os partidos que defendem o projeto prometem adotá-lo, como regra partidária, já para esta eleição. A garantia foi dada pelo PV, PDT e PPS. Esta semana o PSB também adotou a ideia. Para ser aprovado na convenção do partido e concorrer, pela legenda, a algum cargo eletivo em outubro, o candidato socialista terá de preencher os requisitos previstos na proposta, ou seja, nada de processos ou envolvimento em irregularidades. Uma ressalva: a decisão foi tomada pelo PSB do Distrito Federal.
Ficha Limpa só vale para 2012
Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 04/05/2010 às 7:46De O Globo: Os deputados podem até votar esta semana, no plenário da Câmara, o chamado projeto Ficha Limpa - que impede a candidatura de condenados pela Justiça -, embora ainda sejam grandes as resistências. Mas as novas regras só deverão valer mesmo para as eleições municipais de 2012. Pelo menos é esse o entendimento que prevalece hoje no Congresso.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse nesta segunda-feira que, mesmo que o projeto seja aprovado esta semana , não haverá tempo de as regras serem aplicados na eleição de outubro. Antes contrário à proposta, Vaccarezza diz que, agora, há condições de aprovar o projeto devido às mudanças feitas pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), relator do novo texto, apresentado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ).
- O governo vai ficar distante, não é tema para dar orientação (de governo). O projeto está bastante adequado e deve ser votado ainda esta semana. Mas as regras só valem para 2012 - disse Vaccarezza.
Ele explicou que, apesar de algumas interpretações jurídicas em contrário, a avaliação é de que, para valerem em 2010, as regras precisariam ter sido aprovadas um ano antes, ou seja, em setembro de 2009.
Mesmo depois de mudanças já feitas no projeto de origem popular, que vetava candidaturas de todos os políticos condenados pela Justiça em primeira instância, ainda são grandes as resistências à proposta. O PT, que era radicalmente contra o texto apresentado inicialmente pelo deputado Índio da Costa (DEM-RJ), mudou de ideia depois que Cardozo assumiu a relatoria do projeto, mas não garante todos os votos. O mesmo acontece em outros partidos.
A negociação feita por Cardozo, que prevê a possibilidade de os condenados por um júri colegiado recorrerem a instância superior para tentar suspender a inelegibilidade, foi bem recebida. Mas há quem defenda outras mudanças no texto, para garantir a aprovação. Entre elas, a exigência de que, nos casos de crimes eleitorais, a condenação seja em segunda instância para impedir a candidatura. O argumento é o de que, nos tribunais regionais eleitorais, pode haver perseguição política.
Os que estão contrários ao projeto trabalham para que haja um esvaziamento do plenário nesta terça-feira, quando o projeto deve entrar em pauta. Eles são contra, mas não querem expor essa posição no painel eletrônico de votação.
Saúde não se mistura com política
Câmara dos Deputados, Saúde em 03/05/2010 às 19:23Secretário de Saúde do Distrito Federal por quatro vezes, o deputado federal Jofran Frejat (PR) tem rodado as cidades já como pré-candidato a vice na chapa do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). “Roriz foi o único a me fazer um convite formal”, explica ele, que havia sido cotado para compor também da chapa do petista Agnelo Queiroz. “Agora esperamos o aval de meu partido”. Quem quer que leve o aval doPR- e o nome de Frejat - para a campanha levará também uma política clara de fortalecimento da rede pública de Saúde. É no que Frejat, um dos responsáveis pela criação do Sistema Único de Saúde (SUS) no país, defende e acredita. Confira trechos da entrevista concedida por ele a edição desta semana do jornal O Distrital:
O governador Rogério Rosso (PMDB) anunciou uma série de medidas esta semana para descentralizar as ações de Saúde e tentar fortalecer uma área que enfrenta hoje uma das piores crises do Distrito Federal. Dá tempo e há como resolver isso?
Jofran Frejat - O tempo é curto, sim. Mas se houver vontade política, resolve. Porque, na verdade, o que mudou no Distrito Federal foi o entendimento do governo com relação à Saúde. No tempo em que estive à frente da Secretaria de Saúde (Frejat foi secretário por quatro vezes, entre 1979 e 2002), nós nunca nos utilizamos de UTI particular. Nós sempre procuramos ampliar as UTIs, como foi ampliada a do Hospital de Base, do HRAN, criada a de Ceilândia, reaberta a de Sobradinho que havia sido fechada. Tudo isso é uma demonstração de que se está preocupado com o serviço público.
Mas qual foi o caminho que a Saúde tomou nos últimos anos? O caminho da terceirização dos serviços. E qual é o raciocínio? O serviço terceirizado, o particular, tem um objetivo que é lucro. A prioridade não é a prevenção. É fazer transplante, cirurgia cardíaca, hemodiálise, que são os procedimentos que dão lucro. E é nesta direção que estamos caminhando. Voltar a ter um serviço público de saúde de qualidade é difícil, mas é possível. Só que vai demorar mais um tempo.
Mas a explicação para a procura pela iniciativa privada é a incapacidade do atual sistema de atender à demanda da população. A isso aliado o fato de os pacientes recorrerem ao Ministério Público para assegurar seu atendimento, ainda que na rede privada…
Frejat - Claro. Mas, por que não se cria UTIs? Qual é a dificuldade em fazer isso? Recursos financeiros existem. Com tantos hospitais aí em que seria possível ampliar o atendimento de UTI… Apesar de que há uma pressão muito grande, por parte dos profissionais, para botar na UTI porque o médico opera e deixa o paciente internado na terapia intensiva para ir cuidar de outros negócios. Mas se está precisando de UTI? Abre-se espaço para ela. São precisos novos leitos? Abre-se espaço para eles. Há quanto tempo não se faz um hospital novo no Distrito Federal? A não ser o de Santa Maria, que até hoje não tem atendimento completo. Por que não ampliar a rede pública?
Mas a demanda, com certeza, aumentou.
Frejat - A demanda aumentou, não tem jeito de a demanda não aumentar. Eu até acho graça quando o pessoal reclama que está vindo muita gente para Brasília. E a gente veio de onde? Todos nós viemos buscar uma oportunidade aqui, então não podemos reclamar que outros estão venham fazer o mesmo. Agora o projeto inicial da rede pública de Brasília, o projeto piramidal que a gente criou, ele funcionou bem, mas não poderia parar. Todo plano pronto e acabado envelhece precocemente. É preciso crescer. Recanto das Emas precisa de um hospital, Riacho Fundo precisa de um hospital. Se você comparar com o setor privado, aonde eles percebem que tem demanda, eles entram. Já o governo ficou parado.
Sei que não é fácil conduzir o governo, mas é preciso enfrentar os problemas. Não se deve ter medo do Ministério Público. Ele age porque as pessoas não podem morrer, é um direito delas serem atendidas. Mas isso tem de ser a exceção, não a regra. Agora, em minha opinião, já há algum tempo há no Distrito Federal uma política de precarização do serviço público de saúde com o objetivo de entregar para o setor privado. Um sinal é a falta de valorização do servidor público. Como é que eles foram tão competentes no passado e hoje não são mais? Não dá para entender.
Outro problema é manter os servidores mais perto da população. Hoje o funcionário que entra no centro de saúde lá em Planaltina ou Brazlândia, no dia seguinte já está pedindo transferência para o HRAN, para o Hospital de Base. Por quê? Porque ele tem um consultório aqui perto e ele quer algumas facilidades. Então é preciso ser rigoroso nisso. Se não ocorrem equívocos grandes como a desativação dos centros de saúde.
Por que sem centro de saúde, a população sobrecarrega os hospitais?
Frejat - Sim. Em 1979, quando eu assumi pela primeira vez a Secretaria de Saúde, 70% dos atendimentos eram feito nos prontos socorros de hospitais. Eu construí os centros de saúde e comecei a colocar o pessoal nos centros - o clínico, o pediatra, o ginecologista, o dentista, um programa de vacinação. Em menos de dois anos conseguimos atender, nos ambulatórios, 62% dos pacientes e 38% nos prontos socorros. Nossa meta era chegar aos 80%/20%, não chegamos. Mas aí o que aconteceu, começaram os problemas de profissionais querendo sair dos postos de saúde e aqueles que estavam no hospital não aceitavam fazer o rodízio nos centros. Porque não é justo deixar um ginecologista no posto de saúde sem nunca ter oportunidade de fazer um parto. Ao mesmo tempo, aquele que está no hospital precisa ir, ao menos dois dias, ao centro de saúde, até para ele entender que, se ele adotar a “reboqueterapia”, encaminhando o paciente para o hospital de qualquer jeito, esse paciente pode cair nas suas próprias mãos lá na frente.
Só que, diante dos problemas, começaram a esvaziar os postos de saúde politicamente. Os apadrinhados políticos começaram a deixar os postos para ir para os hospitais. Esvaziaram o centro de saúde e a credibilidade inicial dos centros, o que a população gostava, começou a ser desmerecida. A população começou a dizer “eu não vou ao centro de saúde porque não tem doutor, não tem remédio”. Aí o paciente passou a abandonar o centro. E entra uma coisa que digo sempre: para você criar uma reputação é difícil, agora reconstruir uma reputação destruída é mais difícil ainda.
E tem como reconstruir?
Frejat - A primeira coisa é assegurar: “não haverá ingerência política”.
Isso não é difícil no cenário político que vivemos hoje?
Frejat - Não é, não. Eu nunca deixei. Não tinha esse negócio de colocar diretor de hospital a pedido de fulano de tal. Porque isso nunca dá certo, o diretor não te obedece, ele está ligado a uma outra pessoa. E essas pessoas (políticos) muitas vezes, por maior que seja seu interesse, não estão dentro do sistema para saber como resolver os problemas. Então o primeiro passo é acabar essa prática. Se você não faz isso, se complica. Até com o servidor, que diz “ah, se estão fazendo isso aqui, por que é que eu não vou fazer?”. Saúde não se mistura com política. Tem de haver é uma política de saúde e não política na saúde.
Para isso é preciso agir com seriedade. Como eu venho para o HRAN, ou HRAS, ou Hospital de Base? Tem uma fila. Você vai dar sua colaboração tanto tempo lá em Brazlândia, ou em Planaltina, ou em Arapoanga e, à medida que houver vagas no Plano Piloto, você vem.
A Inglaterra faz isso. Ninguém chega recém-formado no sistema de saúde inglês e vai para os hospitais de Londres. Vão para onde mandam. E lá fica o tempo que for necessário até galgar sua posição. Hoje, por exemplo, se nomeia para um hospital alguém que saiu ontem da residência médica. Nada contra isso. Mas há o pessoal antigo, que deu o sangue, que têm conhecimento do funcionamento da rede. E isso desmotiva aqueles que não têm padrinho. Para esses, é melhor ficar na oposição.
Veja só, em 2001, nós fomos líderes nacionais, proporcionalmente, em transplante renal. Nós tínhamos os melhores índices de vacinação, fomos os primeiros a acabar com a pólio no Brasil. Isso a partir de um trabalho feito a médio e longo prazo. É possível conseguir de novo? É. Mas demanda tempo. Até porque é preciso restabelecer a credibilidade e a confiança da população. Eu digo para os meus colegas, que reclamam da carga de trabalho e da relação com os pacientes, que ninguém sabe mais quem está atendendo. O paciente não tem mais nome, é apenas “o próximo”. E o paciente já entra de má vontade, afinal o médico não sabe nem quem ele é.
É preciso mudar também a cultura dos profissionais da área?
Frejat - Com certeza. Se isso não mudar - e é por isso que a Faculdade de Saúde do DF ficou tão importante para uma nova formação profissional - nós seguramente vamos continuar neste distanciamento entre médico e paciente. (A Escola Superior de Ciências da Saúde foi criada em 2000, por Jofran Frejat). Na faculdade, desde o primeiro ano, o estudante freqüenta os centros de saúde, acompanha os atendimentos. Ele vai saber quem é Dona Maria, qual é a condição sanitária dela, como vive, o que come e o que não come, e passa a se relacionar com esses pacientes. O aluno tem um conhecimento geral da Medicina. O corpo humano não é um olho, um coração. É um complexo. E essas coisas a gente tem de repensar.
A ESCS, no último Enade da área, foi considerada uma das oito melhores escolas de Medicina do país. O bom desempenho é resultado desse conceito?
Frejat - A faculdade é diferente das outras. O aprendizado é conseguido diante de problemas práticos. Na busca pela solução desses problemas é que o aluno aprende. Neste ponto é que ela é diferente das demais. Tanto é que o conceito dela foi tão bom no exame e já existem outras escolas imitando, copiando esse estilo de ensinar Medicina. Os meninos que têm saído da faculdade são os primeiros a serem aprovados nas residências médicas por aí. Por quê? Porque a formação deles é diferente, eles têm uma visão geral, humanística. Coisa que desapareceu hoje em dia.
Todo esse conceito de fortalecimento da Saúde Pública entra na proposta de governo de quem levar o deputado federal Jofran Frejat para sua chapa majoritária?
Frejat - Ah, entra. Para a aliança que se concretizar, a proposta é essa. Quem não tiver compromisso com a população, para mim, não tem valor. De que adianta você ser um parlamentar, um governador, se você não tem compromisso com a população?
E quem está levando essa proposta é o ex-governador Joaquim Roriz (PSC)? O senhor está confirmado como vice na chapa dele?
Frejat - Bom, eu recebi sondagens de todos. Todos falaram comigo sobre isso. Só que o único que me fez um convite formal foi Roriz. Os outros ficaram apenas nas conversas. Na prática, eu acho que o PT já está definido com o PMDB e que outros não tinham condições reais de saírem candidatos. Então eu disse a Roriz “em princípio eu aceito, agora eu preciso saber do partido, porque não adianta eu querer ir sozinho”. E as conversas estão andando. O que acontece é que meu partido, o PR, está na base do governo federal. Naturalmente há pressões para que esta aliança se repita no Distrito Federal. Só que para isso é preciso saber quais posições serão definidas aqui. Por que as coisas já podem estar definidas do outro lado (do lado do PT) e eles continuarem falando “queremos você aqui”. Mas como? Como seria minha participação? Já ouvi até que gostariam muito que eu ficasse com um grupo porque estaria dando credibilidade ao grupo adversário. Até isso já foi colocado. Eu digo “ótimo, fico feliz. Porque como estou sendo desejado por vocês e pelos outros é sinal de que não há restrições ao meu nome. Então amanhã vocês não podem me atacar”.
Agora vamos ver o que vai acontecer. Porque o que nós queremos é fortalecer o PR. E faremos isso abrindo espaço para mais deputados e mais cargos eletivos. Nós queremos prestigiar o partido.
O senhor acredita que, depois de toda essa crise, vivemos um novo momento na política do Distrito Federal?
Frejat - Com certeza. É um novo momento da política. Eu acho que dessa crise surgiu uma oportunidade. De a gente dar um novo caminho para o Distrito Federal. Até porque o eleitor precisa ficar mais atento. O eleitor tem de ver se ele vai votar nas pessoas reconhecendo aquilo que elas fazem e os compromissos que têm ou se ele vai votar simplesmente em alguém que fez propaganda. Eu acho que o eleitor tem de cobrar posições políticas.
Oposição com credibilidade em alta
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 03/05/2010 às 14:13A pesquisa do Instituto Dados trouxe outra sondagem interessante para o Distrito Federal: a do nível de confiança dos deputados distritais. Ao perguntar quais os três deputados distritais que mais merecem confiança a seus 2.500 entrevistados, o instituto deu uma panorama da credibilidade da Câmara Legislativa. E o resultado só é animador para a oposição - os cinco distritais que sempre atuaram na base adversária à governista lideram o ranking de confiança.
Há, porém, algumas curiosidades. O ex-distrital Junior Brunelli (PSC), que renunciou ao mandato depois de ter um processo por quebra de decoro parlamentar aberto contra ele na Casa, aparece como o oitavo mais confiável. Da situação, Eliana Pedrosa (DEM) e Alírio Neto (PPS) foram considerados os de maiores credibilidade. Confira a lista completa:
Paulo Tadeu (PT) - 6,1%
Chico Leite (PT) - 5,8%
José Antônio Reguffe (PDT) - 4%
Érica Kokay (PT) - 4%
Cabo Patrício (PT) - 3,5%
Eliana Pedrosa (DEM) - 2,2%
Alírio Neto (PPS) - 2%
Brunelli (PSC) - 1,3%
Jaqueline Roriz (PMN) - 1,2%
Raimundo Ribeiro (PSDB) - 1%
Cristiano Araújo (PTB) - 1%
Paulo Roriz (DEM) - 0,9%
Milton Barbosa (PSDB) - 0,9%
Eurídes Brito (PMDB) - 0,7%
Doutor Charles (PTB) - 0,6%
Guarda Jânio (PTB) - 0,1%
NS/NR - 39,7%
Nenhum - 39,2%
A pesquisa do Instituto Dados foi realizada entre os dias 24 e 28 de abril e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral (9.423/2010). A margem de erro é de 2%.
Petistas lideram para distrital
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 03/05/2010 às 11:55Confira o resultado da pesquisa estimulada para deputado distrital, feita pelo Instituto Dados entre 24 e 28 de abril. Foram ouvidas 2.500 pessoas em todo o Distrito Federal. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral (9.423/2010). A margem de erro é de 2%.
Chico Leite (PT) - 7%
Cabo Patrício (PT) - 5,8%
Eliana Pedrosa (DEM) - 5,6%
Arlete Sampaio (PT) - 3,4%
Chico Vigilante (PT) - 3,2%
Alírio Neto (PPS) - 3,1%
Brunelli (PSC) - 2,7%
Benedito Domingos (PP) - 2,4%
Liliane Roriz - 2,2%
Paulo Roriz (DEM) - 2,2%
Maninha (PSOL) - 2,2%
Cristiano Araújo (PTB) - 1,8%
Pedro do Ovo (PRP) - 1,6%
Benicio Tavares (PMDB) - 1,5%
Milton Barbosa (PSDB) - 1,4%
Roney Nemer (PMDB) - 1,4%
Aguinaldo de Jesus (PRB) - 1,3%
Berinaldo Pontes (PP) - 1,3%
Batista das Cooperativas (PRP) - 1,3%
Olair Francisco (PMN) - 1,2%
Doutor Charles (PTB) - 1%
Raimundo Ribeiro (PSDB) - 1%
Eurides Brito (PMDB) - 0,8%
Dirsomar de Vicente Pires - 0,8%
Toninho Pop - 0,8%
Wasny de Roure (PT) - 0,8%
Joãozinho Trinta (PTB) - 0,7%
Mônica Nóbrega (DEM) - 0,6%
Fábio Barcellos (PDT) - 0,4%
Joe Valle (PSB) - 0,4%
Raad Massouh (DEM) - 0,4%
Aylton Gomes (PR) - 0,3%
João Leal - 0,1%
NS/NR - 20,3%
Nenhum - 19,2%
Corrida para a Câmara Federal
Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 03/05/2010 às 10:59A pesquisado Instituto Dados trouxe ma is sondagens além das divulgadas neste final de semana. Os 2.500 eleitores ouvidos pelo instituto falaram, por exemplo, sobre seus candidatos a deputado federal e a distrital. Confira os resultados da consulta estimulada para a Câmara dos Deputados. A pesquisa, ralizada entre 24 e 28 de abril, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral (9.423/2010). A margem de erro é de 2%.
Jaqueline Roriz (PMN)- 7,4%
Geraldo Magela (PT) - 7,2%
Maria de Lourde Abadia (PSDB) - 6,7%
José Antônio Reguffe (PDT) - 6,6%
Érika Kokai (PT) - 6,3%
Paulo Tadeu (PT) - 6%
Tadeu Filippelli (PMDB) - 5,7%
Izalci Lucas (PR) - 5,6%
Rodrigo Rollemberg (PSB) - 4,9%
Augusto Carvalho (PPS) - 3,9%
Alberto Fraga (DEM) - 3,1%
Osório Adriano (DEM) - 2,8%
Laerte Bessa (PSC) - 2,4%
Pastor Egmar - 1,7%
Roberto Policarpo (PT) - 0,4%
Ricardo Marques (PTB) - 0,4%
Ezequiel Nascimento (PDT) - 0,2%
Weber Magalhães - 0,2%
NS/NR - 16,3%
Nenhum - 12,1%
Pesquisa Exata no DF
GDF, Partidos, Política em 03/05/2010 às 7:30Da coluna de Claudio Humberto: O ex-governador do DF Joaquim Roriz, atualmente filiado ao PSC, já não é “imbatível” nas urnas, a julgar pela mais recente pesquisa, divulgada neste domingo pelo Jornal de Brasília. O levantamento do Instituto Exata Opinião Pública, realizado entre os dias 14 e 20 de abril, mostra que a vantagem de Roriz sobre os demais candidatos diminuiu acentuadamente e que, hoje, haveria segundo turno disputado palmo a palmo com o candidato do PT, Agnelo Queiroz.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do DF com o número 9340/2010 e tem uma margem de erro de 2,5% e um intervalo de confiança de 95,5%. Na pesquisa para governador, a Exata utilizou como metodologia a pesquisa estimulada, na simulação dos dois turnos.
No primeiro, Joaquim Roriz teve a preferência de 36,3% dos 3.170 entrevistados em todas as regiões administrativas do DF, contra 26,8% de Agnelo Queiroz, do PT. Em terceiro lugar apareceu o deputado federal Alberto Fraga (DEM), com 6,8%, e o senador Gim Argello (PTB) ficou em quarto, com 4%. Há 16,8% de indecisos e 9,2% estão dispostos a anular o voto. Na simulação de segundo turno, Roriz e Agnelo estão tecnicamente empatados, com 43,4% contra 41,1%, respectivamente.
Cabe mais um?
Partidos, Política, TSE em 03/05/2010 às 7:22Do Painel da Folha de S.Paulo: Políticos do governo e da oposição aguardam ansiosos a resposta do TSE a três consultas sobre a possibilidade de incluir candidatos a senador numa chapa sem necessidade de coligação nacional entre os partidos que a integram. Na prática, trata-se de decidir se um candidato a governador pode “carregar” mais de dois candidatos ao Senado. Em busca de argumentação jurídica que sustente o voto dos ministros, técnicos do tribunal apelidaram sua obra de “emenda Rio”. Nesse Estado, se a resposta do TSE for favorável, Sérgio Cabral (PMDB) -e por tabela Dilma Rousseff (PT)- poderá contar com a trinca Lindberg Farias (PT), Jorge Picciani (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) -este último hoje sem lugar na chapa.
Os efeitos da eventual licença do TSE vão além do Rio. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que já tem como candidatos ao Senado Orestes Quércia (PMDB) e um tucano a ser definido, finalmente encontraria um lugarzinho para acomodar Romeu Tuma (PTB).
Comentário do blog: No Distrito Federal, a licença também poderia beneficiar o PT, que poderia abrigar Cristovam Buarque (PDT), Rodrigo Rollemberg (PSB) e o petista Geraldo Magela.
Em busca de uma vaga na Câmara
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 03/05/2010 às 7:14Do Correio Braziliense: Em menos de seis meses, o Distrito Federal vai conhecer seus novos representantes na Câmara Legislativa. Mas antes das eleições de outubro e até do período de campanha autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — que permite as propagandas somente a partir de 6 de julho — já é possível ter uma prévia do que veremos no horário eleitoral na televisão e dos rostos que vão estampar os panfletos espalhados por toda a cidade. Os pré-candidatos a deputados distritais são criativos na hora de divulgar currículos e intenções. Entre eles há quem queira, por exemplo, transformar a nova sede da Câmara Legislativa em um hospital público e acabar com a revista íntima na visita a presídios.
Os partidos divulgaram centenas de nomes. Um dos atrativos é o salário de distrital, fixado em R$ 12,5 mil — isso sem falar na verba indenizatória e na de gabinete. Cada sigla pode lançar oficialmente até 48 nomes, entre eles um terço deve ser de mulheres. Há 24 vagas na Câmara Legislativa. A Resolução nº 2.3191 de 2009 do TSE, que regulamenta a propaganda eleitoral, afirma que mesmo antes do período de campanha, os pré-candidatos podem se apresentar à população, mas sem pedir votos. Baseados nisso, alguns já estão na internet, reunidos em blogs coletivos ou em páginas pessoais. Para serem considerados canditados, eles ainda precisam da aprovação da legenda.
O Partido Trabalhista do Brasil do Distrito Federal (PTdoB-DF) é um dos mais organizados e apresenta 20 aspirantes a políticos no blog precandidatosptdobdf.blogspot.com (veja aqui). Há muitos currículos peculiares no site. Nos cadastros constam informações de utilidade duvidosa para o eleitor como o tipo sanguíneo e o signo de cada um. Mas o portal também traz dados relevantes na hora de escolher em quem votar.
Uma das possíveis opções é o vice-presidente da Associação dos Butequeiros do Recanto das Emas, João Inês Barbosa de Jesus, o Marçal, 42 anos. Além de líder da associação voltada para os boêmios da região, ele é filho de uma parteira e de um agricultor, nasceu na Bahia, tem 15 irmãos, é casado, pai de dois filhos, bombeiro aposentado e tem segundo grau completo. Marçal nunca se candidatou a uma vaga na CLDF. Decidiu disputar o cargo porque acredita em uma renovação do poder. “O que mais gosto de fazer é ajudar as pessoas. Pretendo aprovar uma unidade hospitalar e colocar médicos urgentemente nos postos existentes no Recanto. Quero trazer mais uma delegacia de polícia e colocar viatura nas ruas em vez de postos policiais. Ainda espero regularizar os comércios das quadras e entrequadras”, relatou.
Não falta quem queira trabalhar na Câmara pelo Recanto das Emas. José Ribamar Silva, o Ribamar do Recanto, 44 anos, nascido em São Luis do Maranhão, carrega no currículo várias experiências como assessor sindical, tem também cursos de datilografia, recursos humanos e legislação trabalhista. Candidato pela mesma cidade, Lusimar Torres Arruda, 40 anos, é solteiro, policial militar, pedagogo e tem curso de Excelência ao Atendimento ao Cidadão. Apelidado de Jabá pelos colegas, ele pretende colocar em prática o que aprendeu com relação aos direitos do povo.
Promessas
Wilson Bocão, 42 anos, morador de Sobradinho, quer deixar o emprego de motorista de ônibus para ser deputado distrital. Ele promete ao povo transformar a nova sede da Câmara Legislativa em um hospital público. “É um absurdo a Câmara ser assim e os hospitais caindo aos pedaços. Não precisamos disso tudo”, justificou. O comerciante Elson Joaquim Lemos, 42 anos, filiado ao PDT, se apresenta como “goiano de Pires do Rio, signo: câncer. Pai, irmão, devoto do Espírito Santo. Com escolaridade de ensino médio. Admirador de: Betinho, Madre Tereza, Tancredo Neves, Vargas, Benício, Roriz, Marina Silva, Jofran, em especial meu pai e mãe”.
Elson Joaquim esteve preso durante 34 dias por receptação de carga roubada. “Meu irmão comprou a carga sem saber e eu levei para o meu comércio”, explicou. “Todo político deveria passar pelo menos uma semana no presídio. Eu, por exemplo, conheci o inferno. Agora vou lutar pelo fim da revista íntima e pelo uso de aparelhos de raios X para checagem. Não é porque estive preso que sou uma pessoa ruim”, disse.
Outro concorrente, Kico Locutor, líder comunitário e radialista amplamente conhecido em Sobradinho, vem com a proposta de trazer mais esporte, cultura e lazer. Kico tem uma vasta experiência em vender o próprio peixe. Em todo canto da cidade há um adesivo com o nome e o telefone do Kico Locutor. Ele pensa alto. “Kico Locutor rumo ao Buriti em 2022”, avisou. Um dos candidatos do Partido Progressista (PP), Valberto Pinto, 30 anos, já tem até slogan de campanha divulgado em sua página do Orkut: “Até que enfim algo novo para Brasília”. Ele quer conquistar os jovens para se eleger.
Muitos apostam na categoria para a qual trabalham na hora de chamar a atenção do público. É o caso do bombeiro civil Evilásio Rodrigues, que postou no blog uma foto carregada de simbolismo, vestido em uma farda amarela e com equipamentos de segurança necessários para apagar um incêndio, quem sabe o “fogo” que se instalou na Câmara Legislativa com o escândalo do suposto esquema de propina denunciado pela Operação Caixa de Pandora. Pelo Partido Humanista da Solidariedade do DF (PHS-DF), Maria Bonfim, a Mariazinha, presidente do Sindicato dos Taxistas, pretende ocupar uma vaga na CLDF.
Boa parte dos pré-candidatos tem em comum a atuação como líder comunitário. O médico e prefeito comunitário de uma quadra do Sudoeste Benetido Antonio de Sousa, mais conhecido como Benedito Mutirão, aposta na popularidade adquirida em meio à população que ajudou a atender em ações coletivas de saúde em comunidades carentes. Mulheres estão no páreo. A missionária Lucinete Bezerra é também professora e já tentou ser vereadora em Goiás, em 2000. Para ela, existem três qualidades da mulher na política: a mulher pró-criativa (mãe e dona de casa), a provedora (operária e trabalha fora) e a competitiva, que traz perspectiva de crescimento.
Convenções
O PHS-DF cadastrou mais de 100 interessados nas vagas. “Temos mais nomes que o necessário e vamos escolher os melhores na nossa convenção, em junho”, garantiu o presidente regional, Antenor Fernandes. O grupo conta ainda com um pré-candidato a presidente da república, o morador de Brasília e advogado Oscar Silva. “Acreditamos na possibilidade de vitória. Pesquisas mostraram intenções de voto para Oscar Silva no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste”, garantiu Antenor.
Com o slogan: “No PCdoB tem lugar para você”, o Partido Comunista do Brasil no DF (PCdoB-DF) atraiu meia centena de inscrições para distritais Em 2006, eles lançaram sete nomes e o PCdoB conseguiu 20 mil votos. Com os 48 candidatos, o partido pretende atingir pelo menos 60 mil votos, a quantidade necessária para conquistar uma vaga no Legislativo.
O Partido dos Trabalhadores no DF (PT-DF) encerrou recentemente as inscrições para pré-candidatos. Receberam 53 manifestações de interesse que serão avaliadas e os nomes escolhidos neste mês. Alguns dos concorrentes constam no site do PT-DF como Carlão, Paulão da Estrutural e Luiz Carlos, o Lula. O Correio não teve acesso à lista de pré-candidatos a deputados distritais de outros partidos.
Cartórios abertos até às 18h
TRE em 02/05/2010 às 12:34Ainda dá tempo. Se você quer tirar o título de eleitor, transferi-lo para Brasília ou fazer alguma alteração em seus dados, corra. O prazo termina nesta quarta-feira (5). Mas os cartórios ficaram abertos este final de semana. Neste domingo (2), o horário de funcionamento vai até às 18h.
Os documentos necessários são a Carteira de Identidade, o comprovante de residência, título de eleitor anterior (se for o caso) e, para os homens, comprovante de quitação militar. Eleitores com domicílio no exterior devem se cadastrar em uma embaixada ou consulado brasileiro ou em qualquer cartório eleitoral no Brasil.
Polarização confirmada na cidade
Partidos, Política em 02/05/2010 às 10:25A pesquisa do Instituto Dados com o grupo Comunidade trouxe ainda dois outros motivos de comemoração para os petistas. Na sondagem espontânea, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) apareceu com 16,6% das intenções de votos para o GDF. O petista Agnelo Queiroz contabilizou 10,8%. Todos os outros pré-candidatos a governador citados na pesquisa espontânea tiveram índice inferior a 1%.
Além disso os índices de rejeição dos candidatos registraram um cenário favorável a Agnelo. Enquanto seu principal adversário, Joaquim Roriz, tem o maior índice da pesquisa - 32,9% - Agnelo conta com apenas 7,1%. Confira:
Joaquim Roriz (PSC) - 32,9%
Alberto Fraga (DEM) - 12,7%
Agnelo Queiroz (PT) - 7,1%
Tadeu Filippelli (PMDB) - 5,9%
Toninho do PSOL - 5,9%
Maurício Correa (PSDB) - 4,6%
Rogério Rosso (PMDB) - 4,4%
Messias de Souza (PCdoB) - 4,3%
Não soube/Não respondeu - 15,2%
Nenhum - 9,9%
Todos - 5,2%
Petistas satisfeitos com pesquisa
Partidos, Política em 02/05/2010 às 10:09Petistas comemoram neste final de semana o crescimento de seu pré-candidato Agnelo Queiroz nas intenções de voto para o Governo do Distrito Federal. Os dados são da mais recente pesquisa do Instituto Dados, feita em parceria com o grupo Comunidade (veja aqui). Na sondagem para governador, a diferença registrada entre Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT) é uma das menores dos últimos tempos: cerca de 8%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (9.879/2010) e no Tribunal Regional Eleitoral (9.423/2010) e ouviu 2.500 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de abril. A margem de erro é de 2%. Confira:
Cenário 1
Joaquim Roriz (PSC) - 35,4%
Agnelo Queiroz (PT) - 27,3%
Nenhum - 16,6%
Não sabe/Não respondeu - 12,4%
Alberto Fraga (DEM) - 5,1%
Toninho do PSOL - 2,6%
Messias de Souza (PCdoB) - 0,5%
Cenário 2 (sem Joaquim Roriz)
Agnelo Queiroz (PT) - 28,8%
Nenhum - 27,4%
Não sabe/Não respondeu - 18,2%
Tadeu Filippelli (PMDB) - 8,9%
Alberto Fraga (DEM) - 6,1%
Rogério Rosso (PMDB) - 5,8%
Toninho do PSOL - 3,2%
Messias de Souza (PCdoB) - 1%
Maurício Correa (PSDB) - 0,6%
Pode ser mais um
Segurança em 01/05/2010 às 14:51Um pedido de prisão que teria sido feito há algumas semanas por agentes da Delegacia Especial de Crime Organizado (DECO), e que estaria para ser aceito a qualquer momento pelo Tribunal de Justiça do DF, pode mudar drasticamente o cenário eleitoral do Distrito Federal. O pedido se basearia em uma investigação sobre irregularidades em contratos e convênios do Executivo. Neste sábado (1), o boato de que a prisão havia sido concedida causou frenesi entre políticos e autoridades brasilienses. A informação, no entanto, não se confirmou.
Eleitores podem fiscalizar
Partidos, Política em 01/05/2010 às 9:42Do Estado de S. Paulo: Eleitores e ONGs interessados em garantir eleições limpas neste ano podem montar em suas cidades um Comitê 9840 para fiscalizar e denunciar venda de votos e publicidade irregular, além de garantir a aplicação do projeto Ficha Limpa, em discussão na Câmara, que proíbe a participação de políticos com problemas na Justiça.
A partir das orientações do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), ONG que reúne 44 entidades defensoras do Ficha Limpa, mais de 300 órgãos desse tipo foram fundadas em todo o País desde que, há dez anos, foi aprovado o primeiro projeto de iniciativa popular, a Lei 9840, que pune candidatos que compram votos. Desde a aprovação, mais de mil políticos foram cassados.
Na expectativa de que a Ficha Limpa seja aprovado ainda a tempo para as eleições de outubro, - o que só ocorrerá se o projeto for sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até 6 de junho - o MCCE se prepara para, após isso, entrar em uma nova luta. “Se o Congresso não fizer a reforma política, nós vamos preparar outro projeto de iniciativa popular para que isso ocorra, com temas como o financiamento público de campanhas”, adiantou a diretora da secretaria-executiva do MCCE, Jovita José Rosa. “Só o controle social dos poderes públicos pode garantir algum futuro ao Brasil.” Nesta semana, o comitê de São Paulo promoveu coleta de assinaturas no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e amanhã está prevista uma caminhada em prol da aprovação, no Parque do Ibirapuera. O pedido de urgência urgentíssima será votado na terça-feira.
Fiscalização
E onde se instalaram, os comitês 9840 têm colaborado para levar mais transparência à política. Em Imperatriz (MA), o órgão local, coordenado pelo padre Agenor Mendonça, tem promovido cursos, em convênio com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU), para capacitar eleitores a fiscalizar gastos públicos. Graças à mobilização local, o comitê conseguiu mandar assinaturas de nada menos do que 20% dos eleitores (cerca de 30 mil de 150 mil), considerado o maior porcentual do País, à coordenação do Ficha Limpa. “Praticamente todas as entidades mais importantes como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as principais ONGs locais participam do comitê. Temos, tradicionalmente, um alto grau de inserção na sociedade”, comemorou o religioso.
Na Paraíba, o comitê local, chamado Fórum de Combate à Corrupção, tem uma peculiaridade: em vez de ONGs, o órgão foi fundado por 22 entidades públicas, entre os quais o TCU, o tribunal de contas estadual, a CGU , o Ministério Público Federal e Estadual e a Receita Federal e estadual. “Percebemos que os órgãos trabalhavam de forma autônoma, com uma enorme dispersão de esforços, recursos e tempo. Com a criação do fórum, fazemos a integração e compartilhamento dos dados para combater a corrupção e o desperdício”, explicou o coordenador, Rainério Rodrigues Leite, também diretor regional do TCU.
A ideia, entretanto, de acordo com ele, é devolver o fórum à sociedade civil tão logo esteja fortalecido. “O nosso problema é que aqui, um Estado pobre nordestino, não temos ONGs de projeção para fazer o trabalho”, explicou Leite.
Para instalar um Comitê 9840, há uma série de iniciativas a serem tomadas. A primeira é entrar no site do MCCE (clique aqui) e preencher um formulário. Em seguida, convidar entidades da sociedade civil. Como o comitê é considerado uma rede de organizações, não precisa eleger diretoria nem registrar em cartório. A partir daí, a nova organização poderá fiscalizar a atividade política.
Via alternativa com PMDB, DEM e PSDB
Partidos, Política em 29/04/2010 às 19:25Não apenas PDT e PSB pensam em um plano B para o caso de o PT voltar atrás nas conversas mantidas entre os três partidos. Também o PMDB tem alimentado uma segunda opção para as eleições de outubro. A ideia é fomentada principalmente pelo Democratas e por parte do PSDB: lançar uma chapa alternativa à polarização PT x Joaquim Roriz em uma coligação com as três legendas. O grupo contaria ainda com o apoio do PPS na empreitada.
Para o Democratas, esse seria o melhor cenário eleitoral. O PPS também sairia ganhando mais espaço. Como vantagem para o PMDB estaria o fato de que o cabeça de chapa poderia ser o atual governador Rogério Rosso. Apesar da promessa de que não será candidato à reeleição, não seria surpresa no meio político uma mudança de planos. Até porque, como todo mundo sabe, a “política é uma arte dinâmica”.
Diante de tantos cenários possíveis para outubro, as próximas semanas prometem ser bastante movimentadas. Alguns presidentes de partido até cancelaram agendas externas e sociais para cuidar apenas disso: conversas e mais conversas.
Opção pela independência
Partidos, Política em 29/04/2010 às 18:32Se a crise no PT-DF não arrefecer e colocar em risco as candidaturas do PDT e do PSB, os dois partidos ainda ensaiam uma candidatura independente. Não foi descartada pelas duas legendas a possibilidade de lançar Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Governo do Distrito Federal com Cristovam Buarque (PDT) na principal vaga ao Senado. A eles ainda poderiam se juntar o PCdoB.
O único problema para esta chapa é o tempo. Se for para se declararem independentes do PT, o grito precisa ser dado agora em maio. Se esperarem até junto, pode ser tarde demais para fazer uma campanha majoritária. Sabendo disso, o PT adia o máximo possível seus confrontos. Trabalha com a aposta de que, sozinhos, os dois partidos não se viabilizariam, enquanto procura soluções para seus conflitos internos - ampliados ainda mais depois da intenção de se aliar ao PMDB-DF.
Briga pela segunda vaga
Partidos, Política em 29/04/2010 às 18:07A superlotação de candidatos ao Senado na chapa encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz pode trazer ainda mais dor de cabeça para o PT. O problema é que o acordo fechado com o PDT, que ligou a candidatura ao Senado de Cristovam Buarque à candidatura ao GDF de Agnelo, foi firmada sob uma condição: o segundo nome na disputa ao Senado seria do socialista Rodrigo Rollemberg.
À época da consolidação do compromisso, o PT pediu um tempo para anunciar Rollemberg na vaga porque antes teria de convencer o deputado federal Geraldo Magela (PT) a abrir mão da disputa. Dentro do PT, havia correntes partidárias que defendiam o nome de Magela para o Senado, uma vez que ele havia sido derrotado nas prévias para o GDF.
Magela avisou que fará o anúncio do cargo que disputará nestas eleições na próxima semana. A expectativa é de que ele se lance mesmo ao Senado, uma vez que conquistou o apoio de parte da militância petista - fundamental nessa briga por espaços eleitorais. Se isso for confirmado pela direção petista, o PDT ameaça desembarcar da chapa. Isso porque eles dizem não aceitar nenhum outro nome como parceiro na disputa ao Senado que não o de Rollemberg. “Só podemos aceitar outro candidato se o PSB o indicá-lo como tal. Fora isso, não há essa possibilidade”, garante Cristovam, que assegura que o PDT não romperá o acordo feito com o PSB.
No PT, o clima ainda é de conciliação. Os petistas ainda acreditam que será possível negociar esta vaga ao Senado de forma consensual, seja com a desistência de Magela ou de Rollemberg. “Não podemos deixar que nossos interesses particulares se sobreponham a uma ampla aliança que fará este governo mudar”, defende o ex-presidente do partido Chico Vigilante.
Adeus a aliança rorizista
Partidos, Política em 29/04/2010 às 17:50As declarações do senador Gim Argello (PTB) de que estaria repensando sua candidatura ao Governo do Distrito Federal em outubro (leia aqui) foram vistas pelo grupo rorizista com um aviso de que o senador está prestes a desembarcar da coligação com o ex-governador Joaquim Roriz. Apesar de não haver nenhum acerto oficial, as conversas entre os dois estavam encaminhadas. Gim sairia de candidato ao Senado na chapa de Roriz.
As especulações seriam de que o petebista estaria migrando para a chapa petista de Agnelo Queiroz. Os petistas negam a articulação - se no passado, a chapa para a reeleição de José Roberto Arruda ao GDF sofria de superpopulação, agora é o PT quem padece deste mal. Na fila para a candidatura ao Senado já estão Cristovam Buarque (PDT), Rodrigo Rollemberg (PSB) e Geraldo Magela (PT). Segundo a direção do partido, não tem como se abrigar mais um.
Gim diz que ainda não desistiu
GDF, Partidos, Política em 28/04/2010 às 19:57As especulações de que teria desistido de concorrer ao cargo de governador do Distrito Federal nas eleições de outubro - principalmente para disputar uma das vagas ao Senado na chapa do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) - fizeram o senador Gim Argello adotar como lema uma citação do ex-ministro Petrônio Portela: “Quem tem tempo não tem pressa”.
Desde que a notícia se sua desistência da candidatura majoritária foi veículada, o senador diz estar recebendo manifestações de apoiadores e eleitores, contrárias à decisão. Por isso, decidiu pensar melhor sobre o assunto. ”O certo é que disputarei às eleições. O cargo ainda vou definir”, afirmou.
PSOL em busca de alianças
Partidos, Política em 28/04/2010 às 11:01O PSOL-DF começou esta semana uma série de conversas para as eleições de outubro deste ano. A intenção é construir uma frente de esquerda no Distrito Federal. O primeiro encontro foi com representantes do PCB. As duas legendas afirmam ter pontos em comum como, por exemplo, a elaboração de um programa socialista de governo para a capital. “Queremos uma frente de esquerda para enfrentar a coligação de direita, representada por Joaquim Roriz e seus aliados e a coligação de centro direita, representada por Agnelo Queiroz e Tadeu Filippelli, que estão em estágio avançado de entendimento entre o PT e o PMDB no DF”, diz Toninho, presidente regional do PSOL.
Na próxima quinta feira (29), o PSOL conversará com a direção do PSTU. O objetivo é o mesmo: a construção de uma frente de esquerda.
CCJ analisa Ficha Limpa
Câmara dos Deputados em 28/04/2010 às 9:06Da Agência Brasil: A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vai apreciar hoje (28), às 10h, as 28 emendas apresentadas em plenário ao projeto Ficha Limpa. A proposta, de iniciativa popular, chegou à Casa com mais de 1,5 milhão de assinaturas e tramita juntamente com o Projeto de Lei Complementar 168/93, que altera a Lei de Inelegibilidades. O parecer sobre a matéria será apresentado pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP).
A CCJ tem até amanhã (29) para discutir e aprovar o parecer. Caso contrário, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), já anunciou que as emendas serão analisadas diretamente pelo Plenário, em regime de urgência.
PT segue sem consenso sobre PMDB
Partidos, Política em 27/04/2010 às 21:58O diretório do PT-DF decidiu adiar a decisão sobre uma possível aliança entre o partido e o atual governo peemedebista, com direito a coligação nas eleições de outubro. O adiamento foi provocado pela total falta de consenso na legenda, como ficou demonstrado na reunião desta terça-feira (27). Parte dos petistas está fazendo duras críticas à aliança. Outra parte considera a coligação essencial para a vitória nas urnas. A decisão da legenda foi de não colocar a questão em votação, para amadurecer um pouco mais as discussões sobre o tema.
Ser ou não ser governo?
Partidos, Política em 27/04/2010 às 6:28Do Correio Braziliense: A missão de derrotar Wilson Lima — candidato do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) — na eleição indireta encorajou o Partido dos Trabalhadores do DF a se juntar ao PMDB. A reação desigual da militância do PT, no entanto, provocou um recuo no partido e rachou os petistas entre os que apoiam e aqueles que desaprovam a aproximação ao novo governo. O tema promete ser o mais polêmico da reunião do diretório regional da legenda marcada para hoje à noite. A ocupação ou não de cargos na administração Rogério Rosso (PMDB) também será decidida.
O PT é conhecido por ser um partido que segue as posições tomadas em colegiado. Por isso, a importância do encontro de hoje na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a partir das 19h no Conic. O que for decidido pela maioria dos 43 dirigentes regionais no DF terá de ser tomado como regra no partido, que possui 15 tendências diferentes. Um posicionamento oficial e uniforme da legenda virá de uma queda de braço entre dois grupos.
De um lado, estão as tendências mais à esquerda, que concentram a maioria dos militantes e querem trilhar um caminho para as eleições de outubro independente do PMDB. Esse grupo usa como argumento a proximidade que os peemedebistas mantiveram com os governos acusados de corrupção e se ampara ainda em uma pesquisa interna realizada pelo PT, que apurou alta rejeição numa chapa eventualmente formada pelo pré-candidato ao GDF Agnelo Queiroz e o presidente do PMDB local, Tadeu Filippelli.
De outro lado, tentará prevalecer a opinião de uma corrente de petistas mais vinculada à direção do partido, diretamente envolvida na negociação sobre as eleições. Há representantes desse grupo na Articulação, a maior tendência do partido e onde estão abrigados, por exemplo, o presidente da legenda no DF, Roberto Policarpo, e Agnelo Queiroz. Quem é favorável a uma aproximação com o PMDB alega que esse movimento, assim como foi fundamental para a determinar a vantagem na eleição indireta, continuará sendo decisivo para neutralizar a força de Joaquim Roriz na disputa.
Mandato
O mandato eletivo é outra linha de corte na polêmica da aliança com o PMDB. Quem tem e quer manter o posto na próxima legislatura acha arriscado assumir publicamente a união com o partido do governo. Isso explica a postura de distritais do PT que ou são radicalmente contra a junção, como Chico Leite, ou evitam declarar publicamente apoio à aliança, a exemplo de Paulo Tadeu e Cabo Patrício.
Durante compromisso do PT no último fim de semana, o deputado federal Geraldo Magela (PT) optou por um discurso de distanciamento em relação ao PMDB. “Devemos nos antecipar e não aceitar participar desse governo. Temos um projeto e queremos nos unir com outros partidos para ganharmos a eleição e começarmos a governar em 1º de janeiro de 2011”, disse Magela, que deve concorrer a uma vaga ao Senado Federal.
Agnelo, que nos bastidores tem defendido a junção com o PMDB, não descartou a hipótese e falou em unir esforços: “Vamos iniciar um projeto de mudança, alternativo, pensando nos próximos 50 anos. Será um programa de governo com os nossos aliados para diminuir as forças do adversário, que está no poder há muito tempo e fazendo políticas desajustadas e conservadoras”.
Parte do PT não quer alianças
Partidos, Política, Sem categoria em 26/04/2010 às 19:29Na reunião do diretório do PT desta terça-feira (27) as discussões prometem ser ainda mais acaloradas do que o normal. Em meio à organização do programa de governo do partido e da política de alianças para outubro, a legenda segue bastante dividida. Enquanto dirigentes defendem as alianças com potencial de vitória, como com o PMDB local, algumas correntes começam a se manifestar contrárias à ideia.
Nesse final de semana, a zonal do Plano Piloto, uma das mais importantes da legenda, organizou um encontro com uma centena de delegados petistas, que decidiram defender que o PT não faça aliança com o PMDB. A medida valeria já para este novo governo.
A Juventude do partido também divulgou uma nota questionando a possível aliança com o PMDB. “Um erro na composição da chapa pode retirar a confiança da nossa candidatura, que em síntese, representa toda a construção do PT nestes 30 anos de história, ou seja, a luta pelos interesses populares. Logo, falar que Roriz é ladrão não altera em nada a sua imagem e sua força eleitoral, porque o povo já sabe disso. No entanto, dizer que Agnelo e o PT estão se aliando com gente corrupta, decepciona, nos enfraquece moralmente e eleitoralmente, porque o povo espera outra postura do PT e quando vota na esquerda acredita na mudança e na honestidade”, diz o documento.
Mesma posição têm as correntes de esquerda petista (Articulação de Esquerda; Campo Democrático Socialista; Democracia Socialista; Movimento de Reafirmação do Socialismo). Em nota aos filiados, consideraram “preocupante” a posição dos que defendem as amplas alianças. O grupo é contrário à participação do partido no atual governo e também não vê com bons olhos a aliança com PMDB em outubro. “No DF, em virtude do envolvimento recorrente em escândalos de desvio de conduta de membros deste partido, ao admitirmos uma aliança com todas as “crias” de Roriz, de quem somos históricos adversários e que até ontem estavam com o Arruda, geramos uma incoerência para toda a população”, argumentam. “Ao invés de derrotá-los criamos as condições para uma derrota previamente anunciada, tanto da candidatura de Agnelo quanto de nossas candidaturas a proporcionais”.
Roriz retoma caravana
Cidades, Partidos, Política em 26/04/2010 às 18:18O meio político do Distrito Federal começa a deixar a crise para trás. O ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que havia suspendido as caravanas de filiação do seu partido pelas cidades, sempre aos sábados, e com presença dos aliados já declarados, retomou a peregrinação este mês. No sábado (17), o grupo esteve em Ceilândia e registrou 900 filiações. Nesse final de semana, a visita foi a Sobradinho II. No próximo sábado, Roriz, o deputado federal Jofran Frejat (PR), pré-candidato a vice do ex-governador, e demais pré-candidatos à disputa proporcional estarão na Candangolândia.
Tucano defende candidatura própria
Partidos, Política em 26/04/2010 às 14:17Tucano filiado em outubro do ano passado, o deputado distrital Raimundo Ribeiro é um dos defensores de que o partido tenha candidatura própria em outubro deste ano. “Um partido com um candidato à Presidência como José Serra, não pode abrir mão de ter candidatura ao governo”, argumenta. A tese do distrital é apoiada por outros tucanos da legenda. O raciocínio do grupo é simples - sem candidatura democrata para apoiar, é melhor sair sozinho nas eleições do que se aliar ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC).
Update: O distrital Raimundo Ribeiro mandou esclarecimentos ao blog. Segundo ele, sua defesa de candidatura própria para o PSDB não se relaciona com nenhuma estratégia de estabelecimento ou não de alianças. “Considero prematuro para qualquer raciocínio em torno da formação de palanque eleitoral no DF”, diz. O blog acrescenta que, no caso de Ribeiro, a tese pode não ter relação com as possibilidades de alianças. Mas, isso não vale para todos os tucanos.
“Vai ter azul contra vermelho”
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 26/04/2010 às 10:02Presidente do PMN-DF e candidata a deputada federal nestas eleições, a deputada distrital Jaqueline Roriz enfrenta a dualidade de ser filha de um dos políticos mais importantes e controversos do Distrito Federal. Talvez por isso esteja passando por um dos momentos mais difíceis de seu mandato, com a vitória do grupo opositor a Joaquim Roriz para o comando do GDF. Como uma das líderes da nova oposição na Câmara Legislativa, se diz preocupada com os acordos fechados para a eleição indireta do peemedebista Rogério Rosso e desmente o suposto apoio dado por seu pai a Wilson Lima, adversário de Rosso na disputa. Em entrevista desta semana o jornal O Distrital, a deputada também questiona a postura do Ministério Público, que considera “eleitoreira”. Confira trechos da conversa a seguir ou clique aqui.
A senhora acredita que agora, com a eleição do novo governador, o Distrito Federal entra na normalidade?
Jaqueline Roriz – Eu não acredito. Por causa do comprometimento dos votos que elegeram o novo governador. Veja bem, eu não estou falando da competência dele. Acredito até que Rogério Rosso é mais competente do que muita gente que já disputou este cargo. Ele administrou Ceilândia, que é a maior cidade do Distrito Federal, e foi muito bem na época, então a dificuldade que ele pode ter não é por falta de experiência. Acho que a maior dificuldade vai ser administrar os compromissos que ele fez para viabilizar sua eleição. E isso não sou apenas eu que digo. Os tais compromissos estão correndo a cidade. E isso é muito sério.
Além dos oito votos que ele recebeu (de deputados citados na Operação Caixa de Pandora), outros votos me causaram estranheza. Dois votos de distritais cujo partido tinha um candidato e ele não recebeu nenhum voto. Que compromissos foram feitos com o PTB para eles não votassem no próprio candidato do partido? Terracap, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, de Saúde… Que tipo de comprometimento são esses? Eu tenho essas preocupações. Tenho muito receio do que foi feito para essa eleição ser realizada.
Me estranha muito também o fato de um deputado estar na mesa de negociação com Wilson Lima e, faltando dez minutos para a eleição, decidir não votar mais nele. Essas coisas me causam muita estranheza. Não só a mim como à população do Distrito Federal inteira.
Foi essa estranheza que levando a senhora e outros distritais para uma oposição ao atual governo? As relações ficaram difíceis depois da eleição?
Jaqueline – Não acho que é isso. Mas me preocupa, por exemplo, o grau de comprometimento do PT com essa eleição. Semana passada o deputado Paulo Tadeu deixou claro, em seu discurso como líder do PT, que não existem compromisso nem comprometimento do partido com o novo governo. Isso me dá até uma certa tranqüilidade, saber que não vai haver interferência na Câmara Legislativa contra uma oposição séria. Não será uma oposição por oposição. Mas oposição com fundamento, oposição nas questões que a gente vê que tem interesses escusos, essa oposição tem de existir.
Mas a quem defenda que este é um momento excepcional em que não seria adequado fazer oposição ao governo…
Jaqueline - Eu discordo totalmente. É salutar ter oposição. O que eu tenho grandes problemas é entender o posicionamento de pessoas nesta Casa. Pessoas que não definem o que elas são. Veja bem, eu votei contra o Wilson Lima (na eleição para presidente da Casa, em fevereiro, Jaqueline votou no candidato do PT, Cabo Patrício). Mas naquele momento Wilson Lima representava um governo que estava sendo investigado, que estava na Caixa de Pandora. Num segundo momento, eu fui lá conversar com ele. Foi conferir o comprometimento dele com a cidade, ele me contou que já havia visitado o procurador-geral, contou que havia estado até com Dilma (Roussef, ministra da Casa Civil e candidata petista à Presidência). Naquele momento eu senti que ele poderia conduzir este processo com isenção. Engana-se quem acredita que (o ex-governador Joaquim) Roriz interferiu nisso. É ridículo o que se diz nesta cidade.
Mas a notícia era de que o ex-governador Joaquim Roriz teria apoiado Wilson Lima e até pedido votos para ele.
Jaqueline - Meu pai tinha o candidato dele: chamava-se Paulo César Ávila. Percebeu-se que não tinha como viabilizar o nome dele, e ele retirou sua candidatura. Nós fizemos uma análise entre os candidatos e ele resolveu, por bem, apoiar Wilson Lima. Mas jamais deu um telefonema para Wilson Lima. Chegou um momento que eu até liguei para Wilson e ofereci: se você quiser, eu falo que não estou dando meu apoio a você.
A senhora acha que a história do apoio de Joaquim Roriz a Wilson Lima foi criada para prejudicar a candidatura dele?
Jaqueline - Acho que foi uma jogada muito esperta de um certo cidadão, que não vou citar o nome, para acontecer exatamente o que aconteceu.
A criação de uma frente anti-Roriz contra a candidatura de Wilson Lima?
Jaqueline - Sim. Foi inteligente, esperto, e a imprensa comprou a ideia com facilidade. Mas não existiu esse apoio, jamais teve. Dou minha palavra que não teve. Meu pai convidou para vice Jofran Frejat (deputado federal), que é do partido de Wilson Lima (o PR), mas nem o aval do partido ainda a gente tem. O que me causa estranheza é o próprio partido dele não tê-lo apoiado (a deputada fala do outro distrital do PR, Aylton Gomes, que também votou em Rogério Rosso).
Isso já foi o prenúncio da eleição. Se meu pai estivesse em último lugar nas pesquisas ninguém ia estar preocupado com a interferência dele, com esse apoio. Achei que foi uma vinculação muito traiçoeira. Ontem vi uma declaração do deputado Benedito Domingos (PP) de que, quando percebeu que Roriz estava apoiando Wilson Lima, ele saiu da campanha. Mentira! Ele me chamou para uma reunião no gabinete dele na sexta-feira, véspera da eleição, e ele ainda apoiava Wilson. E naquele momento todo mundo já sabia dessa história.
A senhora é presidente do PMN-DF. Como estará o partido aqui e nacionalmente?
Jaqueline - No Distrito Federal estamos em uma ampla coligação com o PSC de Joaquim Roriz. Nacionalmente, a presidente do partido, Telma Ribeiro, esteve no lançamento da candidatura tucana de José Serra à Presidência da República, e as conversas são para uma aliança com o PSDB. Não foi formalizada ainda como a com o PPS já foi, mas a probabilidade é de que vá sim acontecer.
E essa aliança vai ajudar a trazer o tucano José Serra para o palanque de Roriz?
Jaqueline - Estamos trabalhando para isso. A Abadia (ex-governadora Maria de Lourdes) é uma grande liderança do PSDB aqui. E ela já sinalizou que a intenção dela é essa. Não só é intenção como ela pretende ser candidata em outubro aliada ao grupo de Roriz. Ela é uma pessoa muito habilidosa, ela está sabendo puxar o partido para o lado do Roriz. E não seria novidade isso, né? Roriz sempre ofereceu palanque para o PSDB. Ele coordenou a campanha de segundo turno do Alckmin (Geraldo, candidato à Presidência em 2006).
A senhora acha que vai ter polarização nesta eleição?
Jaqueline - Vai ter azul contra vermelho de novo. Vai.
Depois da crise política na capital, espera-se que esta seja uma eleição muita pautada na moralidade e na ética. Mas o ex-governador Joaquim Roriz tem sido alvo de inúmeras denúncias do Ministério Público. A senhora acredita que será possível superar isso?
Jaqueline - As denúncias que estão aparecendo do Ministério Público são de antes de 2006. Como diz o assessor de imprensa do meu pai, Paulo Fona, é a Operação Zumbi, ressuscitando coisa que já morreu. Eu não consigo acreditar que alguns membros do Ministério Público se prestem a esse trabalho eleitoreiro. E é ridículo que o Ministério Público, sério como é, aceite isso. Roriz já está há três anos sem cargo público e sem foro privilegiado. Por que a Justiça não agiu neste tempo? Levaria ele para a cadeia se tivesse motivo. Está visível e as pessoas não são tolas. Estão percebendo que é um ato totalmente eleitoreiro.
Então vai ser possível falar de ética?
Jaqueline - Se for analisar por esse ângulo, o PT também vai ter muito o que explicar porque o mensalão começou com o PT. O discurso da ética não pertence mais ao PT. Pertence àqueles que não se mancharam no processo. A ética agora é individual, não é partidária. No palanque do PT vão estar peemedebistas, vão estar lá outras pessoas que têm muito mais explicações a dar sobre ética.
E diante de tantas denúncias, o que a senhora acha que é possível fazer para recuperar a imagem da Câmara Legislativa?
Jaqueline - Eu conversei com duas pessoas sobre isso esta semana: meu pai e o deputado Raimundo Ribeiro. Perguntei a meu pai como governar com uma Câmara Legislativa deste jeito. Ele me disse “Sabe o que você tem de fazer? Manda o projeto. Se eles não aprovarem não tem discussão. Apenas mostre a população que não foi aprovado por que a Câmara não quis. Não tem negociação. E isso tem de acontecer no primeiro dia de governo”.
Depois conversei com Raimundo Ribeiro, que por sinal é um homem muito sério, e ele disse a mesma coisa: “Não pode negociar. Se o projeto for sério o deputado tem de votar pela sua consciência”.
A senhora acha então que o papel do Executivo é fundamental para mudar essa prática política que vemos hoje?
Jaqueline - Exatamente. E para governar esta cidade em 2011 vai ser preciso muita experiência no Executivo, não vai ser para qualquer um. Vamos ter um momento difícil. Por tudo o que aconteceu, aqui e no Brasil inteiro, vamos ter uma mudança de comportamento dos eleitores e dos políticos. Eu acredito muito nisso.
O uso da Internet na eleição
Partidos, Política em 25/04/2010 às 9:52Da Revista Época desta semana: Neste ano, os candidatos festejaram a conquista de uma nova vitrine para fazer propaganda política: a internet. Todos apostam na rede como um poderoso meio para interagir com os eleitores, medir em tempo real a reação da opinião pública, debater com os adversários e, no limite, estabelecer a agenda da eleição. Dois fatores ampliaram a relevância da campanha on-line. O primeiro – e mais óbvio – é o crescimento do número de internautas no país. De acordo com o Ibope, o Brasil saltou de 32 milhões de pessoas com acesso à internet nas eleições de 2006 para mais de 66 milhões hoje.
O segundo fator é a nova legislação eleitoral sobre o assunto. Ela dá aos partidos uma liberdade inédita na rede. Ao contrário dos anos anteriores, quando a internet estava sujeita às mesmas restrições aplicadas à TV e ao rádio, neste ano é possível organizar debates livremente, mesmo sem a participação de todos os candidatos, usar redes sociais mesmo antes do período oficial de campanha e fazer da internet um campo de provas para todo tipo de ideia exótica na batalha eleitoral.
Os coordenadores dos principais partidos têm uma inspiração comum. Com um misto de deslumbramento e inveja, todos citam o sucesso da campanha presidencial de Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Num país onde a renda, o alcance da internet e a cultura de participação política são maiores, Obama soube usar ferramentas como o Twitter – até então pouco conhecido – para se comunicar com seus eleitores, opinar sobre questões cruciais do país, animar a militância e arrecadar fundos. Ao todo, foram mais de US$ 500 milhões doados por cidadãos e empresas via internet, metade de toda a verba recebida pela campanha de Obama. A esperança dos marqueteiros políticos digitais é obter no Brasil um sucesso comparável.
Para tentar transformar essa esperança em realidade, os três principais candidatos à sucessão de Lula armaram estratégias digitais distintas. Até agora, o PT foi o partido que mais investiu na campanha on-line. Seu principal objetivo é estimular os militantes a criar e disseminar conteúdo favorável à candidata. Para isso, será usado um software para cadastrar e classificar militantes com uma espécie de ranking. O internauta ganhará pontos de acordo com a qualidade e a frequência de suas colaborações. Os voluntários mais prolíficos serão convidados a reuniões exclusivas e receberão conteúdos especiais, como ocorreu na campanha de Obama. Os petistas contam com a consultoria de três profissionais que estiveram envolvidos nela.
No PSDB, o próprio candidato, José Serra, é um usuário frequente da internet e das redes sociais. Atualizado pelo próprio Serra, seu perfil no Twitter conta com mais de 209 mil seguidores (o maior número entre os políticos brasileiros) e é usado quase exclusivamente para assuntos leves, como futebol, música ou cinema. A iniciativa é vista no partido como uma eficiente maneira de humanizar a imagem de um candidato tido como sério e fechado demais.
Outro objetivo da campanha tucana na rede, de acordo com um de seus estrategistas, é tentar influenciar a imprensa. Para isso, além do Twitter de Serra, o PSDB conta com três sites para reunir militantes e divulgar críticas aos adversários. Um deles, o mobilizapsdb.org.br, incentiva os internautas a espalhar um quadro com uma comparação entre os candidatos. O quadro define Dilma como uma menina rica, frequentadora de “escolas burguesas”, que “ingressou em grupos armados responsáveis por assaltos, sequestros e assassinatos”. O perfil de Serra o define como um rapaz estudioso, filho de imigrantes, que ingressou na política pelas eleições.
Na campanha de Marina Silva (PV), a internet se tornou uma prioridade quase natural, pois Marina tem pouco tempo no horário eleitoral gratuito em comparação com seus adversários. Sua estratégia é usar o programa na TV para divulgar seus sites e criar interação por meio de remissões a textos publicados em seu blog. Outra meta é usar a internet para arrecadar doações de cidadãos. O PV é o primeiro partido brasileiro a implantar esse sistema, semelhante ao usado na campanha de Obama. Representantes da sigla dizem que, até o fim de março, o partido recebera R$ 203 mil em doações feitas por 91 pessoas.
A euforia em relação à campanha de Obama fez com que o PT contratasse Ben Self, ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata e hoje dono de uma agência especializada em marketing político na internet. No ano passado, Self participou de eventos de política e marketing digital no Brasil. Era tratado como herói, sempre lembrado pelos números gordos da campanha on-line democrata: mais de 13 milhões de e-mails de eleitores cadastrados, uma rede de 3 milhões de doadores e a arrecadação recorde. Mas há tanta disparidade entre Brasil e Estados Unidos que fica difícil acreditar na “obamização” de nossos candidatos. A começar pelo alcance da internet. Nos Estados Unidos, ela atinge 76% da população. No Brasil, 34%. Há motivo para ceticismo até entre os marqueteiros digitais. “A internet não ganhou a eleição para o Obama. Quem ganhou foi o Obama”, diz Sérgio Caruso, coordenador de comunicação digital do PSDB. “A internet só ajudou a espalhar e a explicar suas propostas.”
Os petistas, que contrataram Self, demonstram uma fé maior nos poderes digitais. “A dinâmica da internet é diferente do rádio e da TV. É impossível fazer uma campanha centralizada na internet”, afirma Marcelo Branco, coordenador da campanha on-line de Dilma. Na semana passada, porém, o próprio Branco protagonizou um episódio que revela alguns limites nessa dinâmica da rede. De forma equivocada, ele protestou em seu Twitter contra a campanha elaborada para comemorar os 45 anos da Rede Globo (pertencente ao mesmo grupo de mídia que publica ÉPOCA). Branco afirmou que ela lembrava o mote de campanha de Serra, O Brasil pode mais. A Globo preparava a campanha desde novembro de 2009, quando ainda não havia candidatos – muito menos slogans. Mesmo assim, a emissora optou por suspender a campanha para evitar insinuações.
“Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada”, diz uma nota divulgada pela Rede Globo. “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa.” Como as regras eleitorais deram à campanha na internet esse ambiente de liberdade absoluta, é natural que Branco tenha se sentido confortável e escorregado numa prática infelizmente comum entre os blogueiros e militantes que povoam as redes sociais: publicar informações de modo pouco responsável, sem checagem. Nos próximos meses, é de esperar que a campanha se acirre, e a internet pode propiciar aos candidatos a chance de difamar quem eles quiserem sem nenhum tipo de compromisso – sobretudo, sem ter de se preocupar com as regras vigentes no rádio ou na TV, sob a forte vigilância do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os próprios partidos acabam sendo vítimas desse ambiente. Seus sites oferecem diversas brechas a criminosos, que usam o anonimato da rede para invadi-los e derrubá-los. Uma onda recente de ataques atingiu sites oficiais de três dos principais partidos brasileiros. O primeiro a sofrer uma invasão foi o do PT, no dia 12 de abril. Na semana passada, os sites do PSDB e do PMDB também foram atacados. “Muita gente sabe explorar essas brechas porque as falhas mais comuns estão abertamente divulgadas em blogs, fóruns e sites especializados”, diz um hacker brasileiro.
Outro fator que limita o uso eleitoral da internet no Brasil é a obrigatoriedade do voto. A rede, por sua natureza, depende da iniciativa dos usuários. As informações sobre política na internet são acessadas apenas por aqueles que se interessam pelo assunto. “Para a maioria dos eleitores, que se sente obrigada a votar, esse interesse espontâneo por política não existe”, afirma a cientista política Alessandra Aldé, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Nos Estados Unidos, essa parcela desinteressada da população não influencia o resultado, pois tende a se abster nas eleições. No Brasil, graças ao voto obrigatório, é menor o peso dos eleitores mais engajados no resultado das eleições.
Não é à toa, portanto, que a maior aposta de todos os partidos para a campanha continue sendo mesmo o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Em vez dos 34% de penetração da internet, a TV está presente em 97% dos domicílios brasileiros – atinge, portanto, quase todos os eleitores. “Ainda vai levar um bom tempo para a internet começar a ter um alcance parecido com esse”, diz Antônio Graeff, fundador de uma agência digital e autor do livro Eleições 2.0, sobre o uso da rede para campanha. A pesquisadora Alessandra, da Uerj, tem opinião parecida: “Em termos de impacto direto, a força da internet ainda é muito menor que a do horário eleitoral”. “Para a maioria dos eleitores, a política só começa quando a campanha chega à televisão.”
Campanha para reeleição
Partidos, Política em 24/04/2010 às 15:22Diante dos últimos acontecimentos da política - eleições indiretas, coligações - o deputado distrital Chico Leite (PT) desistiu de concorrer a uma vaga na chapa majoritária dentro do partido. Leite, que cobiçava uma vaga no Senado, pretende agora disputar apenas a reeleição para distrital. “A situação está muito complicada. Vou fazer minha campanha para a reeleição. E pensar em 2014, 2018…”.
MPF de olho em Roriz
Partidos, Política em 24/04/2010 às 10:32Da coluna Brasília-DF, do Correio Braziliense: A batata do ex-governador Joaquim Roriz está assando. O Ministério Público Federal continua defendendo a intervenção no Distrito Federal, mas a prioridade dos procuradores já é impedir que o pré-candidato do PSC ganhe as eleições e volte a comandar os destinos de Brasília.
Maioria quer eleição para administrador
Cidades, Câmara dos Deputados, GDF em 23/04/2010 às 16:04A mobilização nas cidades para apresentar sugestões ao governador Rogério Rosso (PMDB) de nomes mais integrados com a região para comandar as administrações regionais é a comprovação, na prática, do que uma pesquisa do Instituto O&P Brasil apontou como tendência. No levantamento feito entre os dias 10 e 13 de abril, o instituto revelou que 81,5% dos entrevistados são a favor de eleições diretas para escolha do administrador regional.
Apenas 15% dos 1.200 entrevistados foram contrários à proposta e 3,5% não souberam responder. A proposta de eleição direta para administrador tramita na Câmara dos Deputados, apresentada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB).
Não a duas vagas petistas
Partidos, Política em 23/04/2010 às 8:43Do Painel da Folha de S. Paulo: Ao tentar impor Geraldo Magela (PT) como candidato ao Senado na chapa de Agnelo Queiroz (PT) ao governo, o partido pode acabar rachando o palanque de Dilma no DF. O PDT não topa e ameaça desembarcar. Pelo acordo, a chapa ficaria assim: Agnelo para o governo e Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Senado. O PMDB indicaria o deputado Tadeu Filippelli para vice.
PT ainda dividido sobre PMDB
Partidos, Política em 22/04/2010 às 17:22O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, foi à tribuna da Casa nesta quinta-feira (22) desmentir as especulações de que seu partido vá indicar cargos no GDF e de que a aliança entre PT e PMDB esteja formalizada para as eleições de outubro. Tadeu afirmou que nenhuma dessas decisões foram tomadas e que não há um nome sequer nomeado no novo governo a pedido do PT.
Apesar do discurso veemente de seu líder na Câmara, o PT ainda está dividido quanto a posição que terá com relação ao governo e ao PMDB. Uma reunião da executiva regional na próxima terça-feira (27) deve iniciar as dicussões sobre coligações partidárias e, em especial, a aliança com os peemedebistas. A legenda está bastante dividida sobre o assunto.
Oficialmente, os petistas afirmam que uma coligação com o PMDB só poderia sair depois que o partido tomasse providências quanto aos filiados envolvidos na Operação Caixa de Pandora - já que até hoje nada foi feito partidariamente quanto a eles. Extraoficialmente, porém, discute-se a possibilidade de aliança com a ala peemedebista que ficou longe da crise. Como argumento está o fato de que tanto PSB quanto PDT estavam próximos ao governo José Roberto Arruda antes da crise e isso não impediu a coligação, já fechada, com o PDT nem as conversas, bem encaminhadas, com o PSB.
Democratas caminha para oposição
GDF, Partidos, Política em 22/04/2010 às 15:20Uma reunião na próxima segunda-feira (26) deve definir a posição formal do Democratas com relação a essa nova gestão do GDF: se aliado ou oposição. Apesar da pressão de alguns integrantes da legenda para que o grupo se mantenha na oposição, o presidente regional do partido, senador Adelmir Santana, decidiu esperar ao menos a primeira semana do novo governo para avaliar as medidas do governador Rogério Rosso (PMDB).
Enquanto esperam, os deputados distritais do partido se dividem. Raad Massouh optou por ser da base de governo. Com discurso de independência, mantém-se aliado ao PMDB. Paulo Roriz não declara oficialmente, mas tende a se manter na oposição. Já Eliana Pedrosa tem afirmado que vai seguir a determinação do partido. Pode vir a ser oposição, se for esse o caminho do Democratas, mas hoje não tem posição definida.
Diante de suas boas relações com o presidente do PMDB, Tadeu Filippelli, o presidente do DEM até ponderou uma aliança entre os dois partidos. A coligação, que ganharia força com este governo tampão, poderia aparecer como uma terceira via nas eleições de outubro. O único impedimento seria uma aliança do PMDB com o PT. Nesse caso, o DEM seria levado automaticamente para a oposição. Como o acerto entre PMDB e PT está confirmado - os peemedebistas devem indicar o vice na chapa de Agnelo Queiroz -, não sobram ao Democratas muitas opções.
Vice será peemedebista
Partidos, Política em 22/04/2010 às 10:11De um dirigente petista do DF: “O PMDB vai, sim, indicar o vice de Agnelo Queiroz na chapa majoritária para as eleições de outubro. Agora se será o deputado federal Tadeu Filippelli ainda não sabemos”.
Uma aliança desfeita no caminho
Partidos, Política em 21/04/2010 às 11:30Se a eleição indireta para governador ajudou a consolidar a aliança PT-PMDB para as eleições de outubro deste ano, atrapalhou uma outra união: a do PTB do senador Gim Argello com o grupo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Os contatos entre os dois vinham se estreitando nas últimas semanas. Roriz conversou com o presidente do PTB, Roberto Jefferson há cerca de um mês (leia aqui). E aos poucos as conversas com o senador do DF foram ganhando corpo.
A intenção do grupo rorizista era ceder uma vaga de candidato ao Senado, na chapa majoritária do partido, a Gim Argello. Assim o senador poderia ser eleito novamente, desta vez sem o risco de um julgamento no TSE fazê-lo perder o mandato - Gim aguarda a decisão do tribunal sobre a ação eleitoral proposta pelo então adversário Agnelo Queiroz, com a acusação de uso da máquina pública na campanha de Joaquim Roriz, de quem Gim herdou o mandato.
Mas, a despeito da reaproximação com o Roriz, o PTB-DF preferiu apostar na aliança com PT e PMDB na eleição indireta, abrindo espaço para uma possível coligação em outubro. Justificativas não faltam. Apesar do interesse de seu partido pelo PSDB de José Serra, Gim, pessoalmente, sempre fez campanha para a candidata petista à Presidência, Dilma Roussef, de quem se tornou amigo pessoal. De quebra, o partido ainda vai ganhar espaço neste novo governo tampão. Os distritais petebistas devem influenciar as escolhas na Secretaria de Trabalho e de Saúde. Para Gim, deve ficar a Terracap, área que ainda mantém o interesse por conta de sua origem de corretor de imóveis.
Fato é que a mudança de votos dos dois distritais petebistas - para apoiar já no primeiro turno Rogério Rosso e nem mesmo votar no candidato do partido, Luiz Filipe Coelho - pegou os rorizistas de surpresa. No grupo, ficou a sensação de traição por parte do senador. Mágoa que, na política, a gente nunca sabe quanto tempo dura.
PT deve governar com PMDB
GDF, Partidos, Política em 21/04/2010 às 8:11Do Correio Braziliense: A aliança inédita entre PT e PMDB experimentada no dia em que Rogério Rosso foi eleito para o mandato-tampão até 31 de dezembro deve ser confirmada na prática com a partilha do governo entre as duas legendas. O PMDB vai convidar o PT para entrar no governo. E a tendência é que a resposta seja sim. Internamente, as duas legendas já começaram a pensar como se dará essa composição. O PT não é unânime sobre ocupar cargos no governo de Rosso, mas provavelmente os dissidentes serão votos vencidos na discussão.
Desde o momento em que o PT decidiu se aliar ao PMDB para derrotar a chapa do candidato apoiado por Joaquim Roriz — o então governador em exercício Wilson Lima —, a legenda com força para polarizar a eleição de outubro apoiou seu projeto de poder em pilares pragmáticos. “Temos a intenção de vencer no primeiro turno com a ajuda dos partidos que assinaram a Carta Brasília, base para a eleição de Rosso. De que adianta assumirmos um compromisso sem termos participação no governo? Queremos e devemos entrar para administração desde agora”, disse Hélio José, secretário de Relações Institucionais e Políticas do PT. Ele representa a Base Petista e Socialista, que tem dois dos 15 votos na executiva do partido.
A Hélio se unem mais petistas de outras correntes e de mesmo pensamento sobre a eleição de outubro. “A proposta para integramos o governo virá. Vamos sentar e discutir dentro do partido, e o resultado desse debate deve ser um desdobramento natural da parceria iniciada pela eleição indireta”, afirmou um petista que preferiu permanecer no anonimato. O pré-candidato do PT ao governo, Agnelo Queiroz, tem comemorado abertamente a dobradinha com o PMDB. Ele não deve se opor a que o partido tenha espaço no GDF.
Deputados fora
Um foco de divergência deve ser dentro da Câmara. Os distritais, que vão concorrer à eleição, dois dos quais à Câmara dos Deputados, estão preocupados com a repercussão que uma parceria oficial com o PMDB será interpretada entre eleitores. Chico Leite, por exemplo, é contra. “Só aceito me unir em causas”, comentou o parlamentar. Ele e Érika Kokay (PT) resistiam em votar no candidato peemedebista, como foi acordado pelo comando dos dois partidos, se houvesse segundo turno na eleição.
Paulo Tadeu e Cabo Patrício estão mais alinhados com o pensamento de que o PT terá de trabalhar desde já essa união com o PMDB para vencer o pleito de outubro. Nenhum dos deputados, no entanto, poderia assumir cargos no governo. Isso porque a legislação eleitoral proíbe candidatos a integrar a administração pública pelo menos seis meses antes da eleição.
O PMDB está em plena formação de governo. E o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli, é o principal negociador que tem como aposta amarrar a aliança construída nos bastidores trazendo o PT para preencher postos no GDF. Todo o processo vem sendo tratado nos bastidores e só será anunciado quando estiverem resolvidas entre os dois partidos as fatias de governo que serão reservadas ao PT.
Temer: aliança é pontapé inicial
Partidos, Política em 20/04/2010 às 12:11Do Correioweb: A eleição do peemedebista Rogério Rosso para governar o Distrito Federal (DF) inicia a consolidação da chapa PT-PMDB nacional e nos estados. A opinião é do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). “É o pontapé inicial. Estamos tratando de construir uma aliança. E, pouco a pouco, vamos contruí-la”, disse o peemedebista.
Rogério Rosso foi eleito de forma indireta e teve apoio do PT. A aliança foi costurada para evitar que o então governador em exercício, Wilson Lima (PR), fosse eleito. Lima é apoiado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz, pré-candidato às eleições e adversário histórico dos petistas na cidade.
Amanhã (21), a capital completa 50 anos com um novo governador – o quarto desde o início da crise política, em novembro. Rosso assumiu após cassação de José Roberto Arruda, que perdeu o mandato depois das denúncias de envolvimento em esquema de corrupção no DF.
Apesar dos problemas enfrentados pela capital federal, Michel Temer disse que “Brasília é maior que todos os seus problemas”.
A eleição está chegando
Câmara Legislativa, GDF em 20/04/2010 às 11:27Clima de confronto. Assim estão as relações entre o GDF e a Câmara Legislativa nesta nova fase do cenário político do Distrito Federal. Depois de ter sido derrotado na eleição indireta para governador, Wilson Lima (PR) e seus apoiadores prometeram retaliações dentro da Câmara - agora que ele retoma a presidência, e o poder, na Casa. O aviso, dado na segunda-feira (19) provocou até enfrentamento e ameaça entre os distritais.
Um dos principais pontos da retaliação são os cargos na estrutura da Casa, que devem ser remanejado para compensar o grupo que apoiou Wilson Lima. Isso porque a ação tem contrapartida. Seu grupo político vai perder poder no GDF. Distrital que até pouco tempo era um dos campeões em indicação de cargos no governo perderá quase todo o espaço. E onde vai abrigar seus eleitores?
PMDB como vice do PT
Partidos, Política em 19/04/2010 às 7:18Da coluna de Cláudio Humberto: Pela primeira vez na história política do Distrito Federal, PT e PMDB vão celebrar uma aliança eleitoral: o candidato petista a governador, Agnelo Queiroz, negocia com o PMDB a indicação do vice-governador de sua chapa. O nome mais provável para essa posição é do seu principal interlocutor na negociação, o deputado federal Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB e ex-presidente da importante Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
A costura da aliança PT-PMDB começou com as articulações em torno da eleição de Rogério Rosso (PMDB) para o cargo de governador-tampão do DF, neste sábado. O apoio das forças leais ao governo federal a Rosso foi recomendado expressamente pelo presidente Lula. “Ganhar em Brasília é questão de honra”, disse Lula ao ex-ministro Agnelo Queiroz, candidato que ele próprio escolheu para enfrentar aquele que lidera as pesquisas, Joaquim Roriz (PSC).
Negociador político hábil, Filippelli é apontado como o principal artífice da vitória de Rogério Rosso para o governo-tampão do DF. Contra-parente de Roriz, ele rompeu com o ex-senador, aliou-se ao ex-governador José Roberto Arrruda e fechou as portas para o líder nas pesquisas.
A rejeição dos candidatos
GDF, Partidos, Política em 15/04/2010 às 16:13Complementando, a pedidos, os cenários da pesquisa O&P Brasil sobre a disputa ao GDF de outubro deste ano. Realizada entre os dias 10 e 13 de abril, com 1.200 entrevistados pelo Distrito Federal, a pesquisa avaliou também a rejeição dos candidatos.A margem de erro é de 2,9%. Confira os resultados:
Joaquim Roriz (PSC) - 28,6%
Geraldo Magela (PT) - 20,3%
Alberto Fraga (DEM) - 18,6%
Gim Argelo (PTB) - 16,8%
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 11,1%
Toninho (PSol) - 7,2%
Agnelo Queiroz (PT) - 5,9%
Votaria em qualquer um/ não rejeita nenhum - 8,1%
Rejeita todos/ não votaria em nenhum - 4,3%
NS/NR - 13,1%
MP pede inelegibilidade de Roriz
MPDFT, Partidos em 15/04/2010 às 15:13Da Folha Online: O Ministério Público do Distrito Federal quer que o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), líder das pesquisas para o governo do DF, fique inelegível até 2018 por usar influência política para sacar R$ 2,2 milhões sem ser rastreado.
O pedido é um desdobramento da operação Aquarela, em que a Polícia Civil do DF investigou um suposto esquema de desvio de dinheiro do BRB (Banco Regional de Brasília). Na ação, a Promotoria quer que Roriz perca qualquer cargo público que tiver, caso ele já tenha sido eleito na data da sentença.
O Ministério Público pede também que Roriz banque o prejuízo de R$ 223 mil que o BRB sofreu com a transação, e pague o dobro como multa, totalizando R$ 669 mil.
A Folha teve acesso à denúncia oferecida pelo Ministério Público. Roriz é acusado de usar a influência política e mandar que aliados nomeados por ele no Banco de Brasília infringissem as regras contra a lavagem de dinheiro para sacar um cheque de R$ 2,2 milhões sem informar o Banco Central.
Após a operação Aquarela, em 2007, Roriz renunciou à vaga no Senado e alegou que recebeu cerca de R$ 270 mil do montante, como empréstimo para comprar uma bezerra.
A Justiça quebrou o sigilo bancário de Roriz e o Ministério Público ainda investiga o motivo para a partilha dos R$ 2 milhões. Para os promotores, contudo, Roriz já deve ser condenado por usar a influência política para facilitar o saque –o que causou uma multa ao Banco de Brasília e prejuízo aos cofres públicos.
“A conduta de Roriz, beneficiado pelo ato de improbidade, foi a causa decisiva e determinante que induziu Tarcísio Franklin [presidente do banco] a autorizar o desconto do cheque. Desse modo, não fosse a sua conduta, induzindo Tarcísio à prática do ato, este não ocorreria”, diz a denúncia.
Em depoimento à Polícia Civil, o ex-presidente do banco admitiu que “levou em conta o pedido de Roriz” para autorizar a transação. O cheque era nominado ao empresário Nenê Constantino, pai do presidente da Gol. Em depoimento, Constantino disse que Roriz garantiu que o Banco de Brasília não iria descontar a CPMF, uma das maneiras que o governo federal tinha para rastrear transações suspeitas.
“Mesmo cientes das irregularidades que envolviam a operação, ainda assim agiram no intuito de satisfazer o interesse particular de Roriz e Constantino”, diz o MP, em relação aos funcionários do banco que fizeram o saque.
De acordo com o Ministério Público, o desconto do cheque “significava burlar diversas normas que regulam o sistema financeiro e o combate à lavagem de dinheiro”. A lei prevê que esse tipo de saque seja informado ao Banco Central em até 24 horas, mas o Banco de Brasília –comandado por aliados de Roriz– demorou uma semana para informar as autoridades. E quando informou, informou errado.
“[O banco] comunicou de forma intempestiva a ocorrência do saque, bem como inseriu nos registros informações relativas a uma conta e um titular inexistentes”, diz o processo administrativo do Banco Central.
Na ação, a Promotoria transcreve um diálogo de 13 de março de 2007 entre Roriz, então senador, com o ex-presidente do Banco de Brasília, Tarcísio Franklin. Na conversa, o presidente do banco sugere tirar o dinheiro da tesouraria do banco e enviar num carro forte. Roriz recusa, porque “chama atenção”.
No diálogo, eles decidem repartir o “dinheirão todo” no escritório do empresário Nenê Constantino, a quem o cheque era nominado. Detalhe: a empresa que deu o cheque e Constantino não eram clientes do Banco de Brasília, onde o dinheiro foi sacado.
Outro lado
Em nota, Joaquim Roriz diz que a transação foi legal e que ele usou apenas uma parte dos R$ 2,2 milhões –o resto teria sido devolvido a Nenê Constantino. Roriz afirma que usou o dinheiro para comprar uma bezerra de R$ 270 mil. “Qualquer outra ilação, qualquer outro entendimento ou juízo de valor se refere a interpretações equivocadas, algumas delas de absoluta má fé”, diz Roriz.
O advogado de Tarcísio Franklin, ex-presidente do BRB, disse que não houve irregularidade no saque. Segundo o advogado Bruno Rodrigues, o ex-presidente do BRB sabia que o empresário Nenê Constantino era uma pessoa idônea e com fundos para bancar o saque de R$ 2,2 milhões. “Tarcísio Franklin não vislumbrou qualquer prejuízo aos cofres públicos com a transação”, disse o advogado. O advogado do empresário Nenê Constantino não retornou a ligação da Folha.
Indecisão para distrital
Câmara Legislativa, Partidos, Política em 15/04/2010 às 12:19Quanto à disputa para deputado distrital, o instituto O&P Brasil fez uma sondagem espontânea sobre as intenções de voto dos eleitores. O número mais forte é o de indecisos - nada menos que 71,9%. A seis meses da eleição, a população parece não ter ideia de quem indicar para a Câmara Legislativa. O índice de indecisos é quase o dobro dos demais cenários. Para deputado federal, na estimulada, por exemplo, cerca de 40% não iam votar em ninguém ou ainda não sabiam em quem votar.
Confira o resultado:
Paulo Tadeu (PT) - 2,4%
Reguffe (PDT) - 2%
Cabo Patricio (PT) - 1,2%
Jaqueline Roriz (PMN) - 0,7%
Bispo Rodovalho (PP) - 0,6%
Chico Leite (PT) - 0,6%
Érica Kokay (PT) - 0,6%
Geraldo Magela (PT) - 0,5%
Raimundo Ribeiro (PSDB) - 0,5%
Evandro Areal - 0,5%
Abadia (PSDB) - 0,4%
Outros - 13,8%
Nenhum - 4,3%
NS/NR - 71,9%
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de abril, com 1.200 entrevistados pelo Distrito Federal. A margem de erro é de 2,9%.