Eleições 2010

Posts com a tag ‘LOA’

Sem dinheiro para turismo

Câmara Legislativa, GDF em 16/07/2010 às 11:02

A recém-criada Secretaria de Turismo do GDF (Setur) está apreensiva com a intenção dos deputados distritais de só trabalhar uma dia por semana nos próximos meses. Isso porque a Setur precisa da ajuda da Câmara Legislativa para deslanchar. A pasta, criada após a extinção da BrasíliaTur, ainda não tem orçamento próprio. Seus recursos viriam de um remanejamento no Orçamento do DF deste ano. Só que esse remanejamento precisa ser aprovado pela Câmara Legislativa.

O projeto de remanejamento das verbas foi enviado à Casa no final do primeiro semestre. O GDF tinha a esperança de que os distritais aprovassem a proposta antes do recesso parlamentar de julho. Mas isso não aconteceu. O medo agora é de que, como os distritais trabalharão apenas um dia por semana, a proposta acabe não sendo votada no início de agosto, mas em setembro ou outubro.

A equipe da secretaria, formada principalmente por técnicos vindos do Brasilia Convention Bureau, tem como foco o desenvolvimento do Turismo na cidade. Para isso, até reativaram o Conselho de Desenvolvimento do Turismo (Condetur), que já está em sua segunda reunião. A intenção é trabalhar em inúmeros projetos de desenvolvimento, inclusive para a Copa do Mundo de 2014. Mas não há dinheiro para levá-los adiante. Tudo o que foi feito até agora teve o apoio de parcerias.

Orçamento sempre teve problemas

Câmara Legislativa, GDF, Transporte em 20/05/2010 às 17:28

O clima está exaltado na comissão geral sobre Passe Livre, que acontece na tarde desta quinta-feira (20). Deputados, secretários de estado e estudantes discutem uma solução para ao projeto de Passe Livre, no novo modelo aprovado no ano passado pela Câmara Legislativa.

O problema de falta de recursos para o projeto, porém, era anunciado. Em novembro do ano passado, quando os distritais discutiam a Lei Orçamentária do DF para 2010, o deputado Paulo Tadeu (PT) denunciou que o governo destinava apenas R$ 151 mil para investimento no Passe Livre durante todo o ano (leia aqui) . À época, o cálculo do custo mensal com o benefício era de R$ 3,5 milhões. Foi preciso então modificar o projeto, e orçamento para o Passe Livre chegou a R$ 30 milhões para o ano todo. Ainda insuficiente, como se comprova hoje.

Gim será relator do Orçamento

Câmara dos Deputados, Senado em 07/04/2010 às 22:06

Mais uma conquista para a lista do senador Gim Argello (PTB). Ele foi anunciado nesta quarta-feira (7) como relator-geral do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2011. Será ele o parlamentar responsável por negociar detalhes do Orçamento com o governo eleito em outubro deste ano. O senador Tião Viana (PT-AC) foi anunciado na relatoria do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A Comissão de Orçamento ainda vai designar um deputado como relator das receitas para 2011.

“Quero fazer um orçamento justo, voltado principalmente para os brasileiros mais humildes. Vamos tratar de educação, saúde, segurança e obras, principalmente as mais necessárias para o Brasil ser um país mais justo”, disse o novo relator do Orçamento. Diante da tragédia no Rio de Janeiro, Gim anunciou que as obras de contenção das encostas nas grandes cidades terão prioridade.

Móveis para casa vazia

GDF em 24/03/2010 às 15:11

Um detalhe chama a atenção no Projeto de Lei 1.540/10, de autoria do Poder Executivo, enviado semana passada à Câmara Legislativa. A proposta prevê a aprovação de um crédito suplementar no valor de R$ 11, 3 milhões. O recurso, dividido em duas partes, deve ser remanejado principalmente para serviços de modernização de sistemas dentro do Tribunal de Contas do DF, da Polícia Civil e da Secretaria de Fazenda.

Uma pequena parcela, porém, de R$ 50 mil, terá outra destinação. Servirá para “aquisição de mobiliários, equipamentos e outros materiais permanentes”. O detalhe: para o gabinete da Vice-Governadoria.

R$ 1,5 milhão por dia

Câmara Legislativa em 01/02/2010 às 8:26

Do Correio Braziliense desta segunda-feira (1): As suspeitas de distribuição de mesada aos distritais levantadas pela Caixa de Pandora colocam sob desconfiança um mar de dinheiro administrado pelos deputados locais envolvidos no escândalo revelado pelo Ministério Público e a Polícia Federal em novembro do ano passado. O distrital flagrado enfiando dinheiro de origem duvidosa nos bolsos e meias, presidente afastado da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido), tinha as chaves de um cofre onde repousa o capital que financia o funcionamento da Câmara Legislativa.

No ano passado, os moradores do Distrito Federal confiaram R$ 245,8 milhões para bancar as despesas dessa Casa de leis. Outros R$ 176,6 milhões foram empregados para a manutenção do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Este ano, há previsão de mais de meio bilhão de reais para pagar os dois órgãos. Apenas no mês de janeiro de 2010 (dados atualizados até o dia 29), a Câmara e o Tribunal já gastaram R$ 44,5 milhões, média de R$ 1,5 milhão por dia de funcionamento.

Em 2009, cada morador do DF, contando empregados, desempregados, aposentados e até as crianças, contribuiu com aproximadamente R$ 162 para subsidiar o Poder Legislativo. O valor utilizado somente pelos distritais no ano passado teve redução de apenas 3% em relação a 2008, apesar de anúncio feito pelo então recém-presidente eleito da Câmara, Leonardo Prudente, de que economizaria, pelo menos, um décimo do total de despesas da instituição. Se esse compromisso tivesse sido cumprido, a Casa teria poupado R$ 24 milhões, dinheiro suficiente para a construção de 12 escolas públicas ou três vilas olímpicas, com piscina, quadras de jogos e ginásio.

No auge da crise provocada pelas denúncias de pagamento de propina envolvendo integrantes do governo, distritais e empresas contratadas pelo Executivo, foi aprovado em 15 de dezembro passado o orçamento da Câmara Legislativa para 2010. Segundo o texto, os deputados fazem planos de gastar este ano R$ 354 milhões e o TCDF, mais R$ 194 milhões, estimativa de R$ 548 milhões, provavelmente bem mais gordurosa do que as necessidades reais. Para se ter uma ideia, nos últimos 12 meses, mesmo sem os cortes anunciados, foram utilizados R$ 114 milhões a menos do que o autorizado por lei para aquele período (R$ 536 milhões). A diferença entre o que os deputados informam que precisam e o que de fato gastam, aliás, tem sido recorrente nas execuções financeiras dos últimos anos.

A variação tem dois efeitos que salvaguardam os deputados, mas turvam para os contribuintes a realidade financeira da Câmara Legislativa. Se eles precisarem gastar mais, já está previsto no orçamento. E, se não for o caso, vai ficar parecendo que economizaram. “É notório que os distritais trabalham com um orçamento superestimado e muito caro para os serviços devolvidos à sociedade. Essa situação foi criada principalmente em função da quantidade excessiva de servidores, muitos deles contratados como cabos eleitorais dos deputados”, acredita o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Kramer.

A área de pessoal é justamente a que mais consome os recursos da Câmara Legislativa. Dos R$ 354 milhões previstos na lei para manter a Casa de distritais neste ano, R$ 231,2 milhões serão aplicados em pagamento de pessoal, ou seja, salários, gratificações e direitos trabalhistas. Outros R$ 91,6 milhões estão reservados para as chamadas despesas correntes, que são gastos para o funcionamento da instituição como conta de luz, telefone, compra de material de escritório, por exemplo. Ainda há mais R$ 13,7 milhões previstos na rubrica investimentos, como a compra de computadores, máquinas copiadoras, mobiliário além de outros bens duráveis.

Nos últimos cinco anos, a previsão de gastos e o desembolso efetivo dos deputados e do TCDF quase sempre foram crescentes. Saltaram em valores executados de R$ 338,6 milhões em 2005 para R$ 422,5 milhões no ano passado, que registrou uma discreta queda em relação aos dispêndios reais de 2008. A redução, no entanto, não pode ser faturada pelos distritais. Deveu-se principalmente a uma revisão de despesas do Tribunal de Contas do DF, pressionado por limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Orçamento sob suspeita

Câmara Legislativa, GDF em 17/12/2009 às 8:41

Do Correio Braziliense desta quinta-feira (17): O orçamento aprovado pelos deputados distritais no fim da noite da última terça-feira autoriza o governo a transferir até R$ 894 milhões a programas executados por empresas citadas no inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo a cúpula do governo e da Câmara Legislativa. Do total destinado a esses projetos, pelo menos metade está reservada especificamente para o pagamento das firmas apontadas como suspeitas na investigação do Ministério Público e da Polícia Federal.

A peça orçamentária aprovada poucos minutos antes da madrugada de ontem detalha como e onde o governo vai gastar R$ 15 bilhões, dinheiro em grande parte referente ao recolhimento de impostos. Com 16 votos favoráveis contra seis, o texto aprovado pelos distritais permite ao Executivo manter o pagamento a empresas como a LinkNet, a Uni Repro, a Info Educacional, a Sangari, a B2BR (que pertence ao grupo TBA), a Adler e a G6. Todas constam em trechos do inquérito do STJ, construído em boa parte a partir do depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, segundo o qual tais empresas eram privilegiadas em contratos com o governo.

Um dos levantamentos, a que o Correio teve acesso por meio do gabinete do deputado Reguffe, mostra que seis empresas listadas nas investigações aparecem como executoras de projetos do GDF para os quais estão reservados no orçamento quase R$ 900 milhões. Uma outra pesquisa ao Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), essa realizada pelo gabinete do distrital Chico Leite, informa quanto cada uma das empresas suspeitas recebeu do governo em 2009 e projeta o valor previsto para 2010 a partir dos contratos atuais.

Os dados do Siggo mostram que um grupo de 12 empresas citadas no inquérito do STJ já recebeu do governo de janeiro até a primeira semana de dezembro um total de R$ 317 milhões. Desse valor, a LinkNet teve acesso a pouco mais de um quarto (R$ 80 milhões) do total transferido às empresas investigadas.

Como os contratos permanecem em vigência em 2010, a projeção de quanto essas prestadoras de serviço vão receber no ano que vem levou em conta a quantia transferida em 2009, além dos restos a pagar que sobraram para o próximo período. Restos a pagar é um termo da administração pública usado para identificar quantias reservadas no orçamento de um ano, mas que só serão acertadas no exercício seguinte. Assim, o mínimo previsto para a dúzia de firmas listadas nas investigações do STJ é de R$ 412 milhões.

Diante do vínculo do orçamento com as empresas suspeitas, a oposição tentou evitar a votação do texto na noite de terça-feira, mas a maioria dos distritais conseguiu aprovar o projeto de lei. O relator da matéria, deputado Cristiano Araújo (PTB), afirmou que o adiamento da análise da peça orçamentária comprometeria projetos fundamentais para o funcionamento dos serviços públicos.

Orçamento aprovado na Câmara

Câmara Legislativa, GDF em 16/12/2009 às 1:29

Os deputados distritais acabam de aprovar em segundo turno e redação final a proposta orçamentária para 2010.  O projeto foi aprovado com 16 votos favoráveis e seis contrários - da bancada do PT, de José Antônio Reguffe (PDT) e de Rogério Ulysses (PSB). Liberados para entrar de recesso, eles suspenderam mais uma vez a sessão ordinária sem consenso sobre o requerimento de autoconvocação, a possibilidade de instalar a CPI da Corrupção e o possíveis andamentos para os pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda e do vice Paulo Octávio. A expectativa é de que nada aconteça durante o recesso.

Cheiro de pizza no ar

Câmara Legislativa, GDF em 15/12/2009 às 23:26

Os deputados distritais acabam de fazer uma votação para decidir se votam ou não a Lei Orçamentária de 2010 ainda na sessão desta terça-feira (15). Por 16 votos a seis, a Casa decidiu aprovar, sim, a LOA. Isso significa que os parlamentares entram de recesso a partir de quarta-feira, como foi acertado pelo trator governista no almoço com o governador José Roberto Arruda na Residência Oficial de Águas Claras.

Resta saber agora se deixarão alguma comissão em funcionamento ou vão suspender de vez as investigações das denúncias reveladas pela Operação Caixa de Pandora até fevereiro do ano que vem. A intenção dos governistas era manter em funcionamento apenas a CPI da Corrupção. Composta por maioria absoluta de integrantes da tropa de choque do governador, a comissão parlamentar seria uma resposta à população do Distrito Federal.

Apenas os quatro parlamentares petistas, o pedetista José Antônio Reguffe e Rogério Ulysses (PSB) foram contrários à aprovação da LOA na sessão desta noite.

Sobre os acordos do Orçamento

Câmara Legislativa, GDF em 07/12/2009 às 11:44

O deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) divulgou uma nota sobre a reportagem do Correio Braziliense desta segunda-feira (7), publicada também pelo blog, a respeito do projeto de lei do Orçamento de 2010. O jornal afirma que os parlamentares negociam com o GDF a inclusão de emendas no projeto para atender a interesses próprios. O texto está nas mãos do relator Cristiano Araújo, que também é presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa.

De acordo com a nota, “todos os procedimentos adotados na tramitação do Orçamento-Geral de 2010 na  Casa estão publicados no “Diário da Câmara Legislativa”, disponíveis para a consulta pública, o que reitera a transparência com a qual o processo é conduzido”.

Orçamento contaminado

Câmara Legislativa, GDF em 07/12/2009 às 7:34

Do Correio Braziliense desta segunda-feira (7): Dentro da Câmara Legislativa está uma peça-chave na teia de interesses financeiros que une empresas prestadoras de serviço, deputados distritais e o Governo do Distrito Federal. A Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2010 aponta o caminho e o volume de repasses públicos previstos às empresas citadas de participação no esquema de pagamento de propina. Não será necessário lupa para enxergar na papelada o benefício a setores que estão no epicentro das denúncias da Operação Caixa de Pandora — em que o governador José Roberto Arruda (DEM) é investigado por receber dinheiro ilegalmente e repassar parte a sua base de apoio no Legislativo.

Em conversa com um representante de empresa prestadora de serviço ao GDF, Durval Barbosa diz que já havia R$ 8 milhões assegurados neste ano e outros R$ 10 milhões garantidos no orçamento para 2010. Os vídeos que fazem parte do material de provas no inquérito revelam que empresas de informática, por exemplo, recebiam recursos do GDF e tinham de retornar parte a integrantes do governo local como propina.

O projeto de lei do Orçamento de 2010 enviado pelo Executivo está debaixo do braço do deputado Cristiano Araújo (PTB), que é relator do texto na Câmara Legislativa, onde os deputados incluem emendas para atender seus interesses eleitorais. Ritual em que cada centavo é negociado entre GDF, bloco governista e oposição. E, agora, a maioria dos deputados tem um interesse ainda maior para aprovar o mais rapidamente possível o texto: a corrida para encerrar o ano legislativo e entrar logo em recesso. Essa é a estratégia dos distritais para fugir do desgaste (veja quadro) de enfrentar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende apurar o escândalo no GDF. A manobra é entrar em férias o quanto antes. E isso, pela lei, só é possível depois de apreciada a LOA.

O projeto está previsto para ser votado pelos deputados nos próximos 10 dias — isso, claro, contando que os manifestantes obedeçam a determinação da Justiça e desocupem o plénário da Câmara Legislativa. E já existe articulação para antecipar a votação. Antes é preciso uma medida emergencial para o sucesso da “operação-abafa”: retirar da presidência da Casa o deputado Cabo Patrício (PT), obstáculo para votação da LOA. Ele já manifestou a intenção de não colocar em pauta agora o projeto. Por isso, é muito forte a pressão dos governistas para que Leonardo Prudente (DEM) renuncie de uma vez ao cargo de presidente. Prudente apenas se licenciou. Se renunciar, pelo regimento interno, uma nova eleição para Mesa-Diretora tem de ser realizada. E o bloco governista está unido para emplacar um nome de seu grupo para substituir o petista Patrício. O cotado entre os arrudistas é Raimundo Ribeiro (PSDB).

Apreciação do orçamento adiada

Câmara Legislativa em 06/12/2009 às 17:35

A bancada do PT na Câmara Legislativa tem defendido a suspensão do recesso parlamentar até a solução da crise desencadeada pela Operação Caixa de Pandora. Uma coisa eles já conseguiram: a reunião do Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) que aprovaria o relatório final da proposta de Lei Orçamentária para 2010 foi cancelada por duas vezes na semana passada. E ainanão teve remarcação oficial para esta semana.

Sem aprovação da Lei Orçamentária, que deve ser votada na comissão e depois em plenário, os distritais não podem, por lei, encerrar o ano legislativo e entrar de recesso.

Corte drástico em Ciência e Tecnologia

Ciência e Tecnologia, Câmara Legislativa, Destaque, GDF, Sem categoria em 18/11/2009 às 14:12

A Câmara Legislativa aprovou nessa terça-feira (17) a Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 26, de iniciativa do Executivo, que reduziu de 2% para 0,5% a dotação orçamentária da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF). A medida teve quatro votos contrários na Casa - dos petistas Erika Kokay, Paulo Tadeu, Cabo Patrício e de José Antônio Reguffe (PDT). E foi muito mal recebida no setor de Ciência e Tecnologia. Por todo país, o mínimo de investimento para área é de 1% do Orçamento geral.

Na Secretaria de Ciência e Tecnologia, a preocupação é que acabe faltando recursos também para empreendimentos como o Parque Digital, já que para pesquisa a destinação será de praticamente nada.

Presente na sessão que aprovou a redução dos investimentos, o secretário-chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, afirmou que a mudança valeria apenas para este final de ano. “Estamos com recursos parados no setor, sem poder gastar em outras ações importantes. Vamos acertar isso este ano e, em 2010, poderemos fazer uma nova alteração aumentando o índice”, considerou.

Cortes em Esporte e Cultura

Cultura, Câmara Legislativa, Educação, Esportes, Saúde em 17/11/2009 às 9:42

Está prevista para esta terça-feira (17) a votação, na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa, dos relatórios parciais da proposta de Lei Orçamentária do Distrito Federal para 2010. Na última reunião da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o deputado distrital Paulo Tadeu apresentou os números do Orçamento de 2010 comparados com os deste ano.

As áreas de Saúde e Educação tiveram aumento nos investimentos. Mas não há motivos para comemorar. Os aumentos quase que não ultrapassaram os 10%. Na Saúde, este ano, foram destinados R$ 1,8 bilhão. Para 2010, o crescimento foi de 10,24% - estão destinados na proposta orçamentária pouco mais de R$ 2 bilhões.

Já a Educação recebeu este ano R$ 2,5 bilhões. Para 2010, o aumento foi de 5,9%, passando para R$ 2,7 bilhões em recursos destinados.

Dois problemas, no entanto, foram identificados na Lei Orçamentária de 2010: as fortes reduções de recursos para Esporte e Cultura. Na pasta do Esporte, que este ano recebeu R$ 141 milhões de dotação orçamentária, o corte foi de 48,6%, quase a metade. Para 2010, o GDF destinou apenas R$ 72,4 milhões para a área.

Na Cultura, o corte foi um pouco menos drástico do que no Esporte - cerca de 30%. Os R$ 148 milhões de 2009 viraram R$ 104,7 milhões.

Agora é esperar para ver se até o dia 15 de dezembro, quando a Lei Orçamentária será votada no plenário da Câmara Legislativa, os distritais conseguem amenizar um pouco os cortes orçamentários.

Execução das emendas mal passa de 10%

Câmara dos Deputados, Senado em 12/11/2009 às 14:53
Foto: Brizza Rodrigues/Ag. Câmara

Foto: Brizza Rodrigues/Ag. Câmara

A bancada de parlamentares do Distrito Federal no Congresso Nacional está em fase de definição das emendas a serem apresentadas ao Orçamento Geral da União para 2010.  O trabalho, porém, pode acabar não tendo muita serventia. Historicamente, a execução orçamentárias das emendas apresentadas pelas bancadas é baixíssima. Até 2007, os índices de execução mal chegavam a 10% do remanejado. Em 2008, foram 12%: dos R$ 215 milhões destinados a projetos no DF, R$ 26,5 milhões foram efetivamente empenhados.

A falta de resultado prático das emendas tem tirado o entusiasmo até mesmo dos próprios parlamentares. Na última reunião de bancada, esta semana, o deputado Laerte Bessa (PSC) explicou seu interesse em destinar sua emenda à área de Segurança do Distrito Federal. E quis saber quanto havia sido executado no ano passado. Ao ouvir que tinha sido pouco mais de 10%, ele questionou: ”Ué, mas então, o que a gente está fazendo aqui?”. Frustrado, pegou suas pastinhas e deixou a reunião.

Só R$ 150 mil para o Passe Livre

Câmara Legislativa, GDF, Transporte em 11/11/2009 às 20:16

Relator da proposta de Lei Orçamentária do DF para 2010 e um dos primeiros defensores da Lei do Passe Livre Estudantil, o deputado distrital Paulo Tadeu (PT) fez um alerta nesta quarta-feira (11) sobre a previsão orçamentária destinada pelo GDF ao projeto. Apenas R$ 151 mil foram destinados pelo governo à implantação o Passe Livre Estudantil em 2010. O problema é que só o custo mensal estimado para o programa é de R$ 3,5 milhões.

“O GDF havia prometido dar início ao Passe Livre Estudantil ainda este ano. Acabou adiando para o ano que vem. Agora reserva no Orçamento apenas R$ 151 mil. Valor que não custearia nem o primeiro mês do benefício. É um sinal de que não há interesse em vê-lo funcionar na prática”, reclamou o distrital petista. Para fazer valer o Passe Livre Estudantil seriam necessários cerca de R$ 40 milhões ao longo do ano. Os distritais pretendem remanejar parte do recurso para o projeto ao consolidarem a proposta final do Orçamento para 2010. Mas não seria suficiente para dar andamento ao benefício.

O secretário de Transporte, Alberto Fraga (DEM), disse não estar preocupado com o montante de recursos já destinados ao Passe Livre Estudantil. “O importante era abrirmos a rubrica no Orçamento. Feito isso, ao longo do ano, podemos remanejar recursos para implantação do passe.

CEOF vota relatórios parciais

Câmara Legislativa, Economia, GDF em 11/11/2009 às 16:19

A proposta da Lei Orçamentária do DF para 2010 começa a ser finalizada. Na próxima terça-feira (18) a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa vai apreciar os relatórios parciais dos distritais sobre a proposta, que foi dividida em quatro áreas distintas.

Aprovado os relatórios, o presidente da CEOF, deputado Cristiano Araújo (PTB), tem de consolidar o relatório final do Orçamento, que para 2010 ficou em torno de R$ 14,9 bilhões. Os distritais terão então até o dia 15 de dezembro para aprová-lo em plenário.

O plano do presidente da Câmara, Leonardo Prudente (DEM), inclusive, é fazer a sessão de votação do Orçamento e consequente encerramento dos trabalhos de 2009 já no plenário da nova sede do Legislativo, em frente ao Palácio do Buriti.

Bancada em dúvida sobre emendas

Câmara dos Deputados, GDF, Senado em 03/11/2009 às 11:57

A bancada parlamentar do Distrito Federal voltou a se reunir nesta terça-feira (3) para discutir as emendas coletivas a serem apresentadas ao Orçamento da União para 2010. Deputados e senadores estão preocupados com os cortes na Lei Orçamentária e com o enxugamento nas emendas parlamentares. Diante disso, deixaram para a próxima semana a decisão de onde investir o dinheiro a que o DF pode ter direito.

Com direito a apresentar 15 emendas remanejando recursos na Lei Orçamentária para projetos que beneficiem o Distrito Federal, a bancada estuda duas propostas para definição dessas emendas. A primeira é acatar quatro sugestões feitas pelo GDF - o governo envia todos os anos à bancada uma lista de obras e projetos que considera prioritário para o DF e para os quais poderia ser interessante conseguir recursos federais. As 11 emendas que restariam à bancada seriam escolhidas pelos próprios parlamentares. Com oito deputados e três senadores, cada um poderia escolher um único projeto a ser beneficiado com emenda.

A segunda proposta é manter as emendas consideradas tradicionais pela bancada - beneficiando a Rede Sarah, a Universidade de Brasília e o Tribunal de Justiça do DF, entidades que  receberam recursos federais via emendas de bancada em todos os anos desta legislatura. As emendas restantes seriam escolhidas a partir das prioridades do GDF.

A bancada do DF, porém, ainda tem tempo. O prazo para apresentação das emendas termina no final de novembro.

R$ 6 milhões em emendas

Câmara Legislativa, Economia em 27/10/2009 às 18:30

Termina nesta quinta-feira (29) o prazo para que os distritais apresentem suas emendas parlamentares à proposta de Lei Orçamentária de 2010. Cada deputado terá direito a remanejar R$ 6 milhões, em até 40 emendas distintas.

Nesta terça-feira, a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) realizou a segunda audiência pública para discussão do orçamento com a comunidade. Dessa vez, foram ouvidos moradores de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. Na quinta, a CEOF faz nova audiência em Santa Maria.

A novidade deste ano é que os distritais vão criar uma nova rubrica, com recursos vindos de emendas coletivas dos 24 parlamentares, destinada apenas a atender às reivindicações colhidas na comunidade. A rubrica não terá teto orçamentário, mas uma sugestão seria levar R$ 1 milhão de cada um dos parlamentares, somando R$ 24 milhões, a exemplo do que aconteceu com a obra da nova da sede da Casa no o orçamento deste ano.

Na próxima terça-feira (3), haverá uma última audiência para debater a proposta orçamentária, com a participação do secretário de Fazenda, Valdivino de Oliveira.

Lei Orçamentária em discussão

Câmara Legislativa, Economia em 15/10/2009 às 13:31
Foto: Carlos Gandra/CLDF

Foto: Carlos Gandra/CLDF

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa aprovou nesta quinta-feira (15) o relatório preliminar da proposta de Lei Orçamentária Anual do DF para 2010. Agora a proposta vai ser dividida em subgrupos temáticos para análise e pareceres parciais dos deputados da comissão. Tradicionalmente, a peça orçamentária é dividida em áreas como Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico, Gestão Pública e Infra Estrutura e Obras.

Na próxima reunião da CEOF, prevista para o final do mês, o presidente da comissão, deputado Cristiano Araújo (PTB), vai apresentar o cronograma de discussão da LOA. A previsão é de que haja, ao menos, três audiência públicas para debater a peça com a sociedade. Também devem ser definidos os prazos e valores das emendas individuais a que cada deputado terá direito para remanejar dentro da proposta orçamentária. No ano passado, o teto foi de R$ 5 milhões por parlamentar.

Os deputados planejam encerrar a tramitação da proposta na CEOF até 1º de dezembro para que haja tempo de votá-la em plenário sem afobação até o final do semestre. Por lei, os distritais precisam aprovar a Lei Orçamentária até o dia 15 de dezembro. Sem isso, não podem encerrar o ano legislativo e entrar nas férias de final de ano.

Planejamento com mais dinheiro que Social

Ação Social, Câmara Legislativa, GDF em 08/10/2009 às 14:17

Em sua retomada do mandato de deputada distrital, a ex-secretária de Desenvolvimento Social, Eliana Pedrosa (DEM), decidiu se dedicar à discussão da Lei Orçamentária do DF para 2010. E logo na primeira análise encontrou um dado que a alarmou: o orçamento previsto para a pasta em 2010 é 8% menor do que o deste ano.

“Não faz nenhum sentido. Se tivesse continuado igual já seria de espantar. Criamos ao menos cinco projetos novos, inauguramos unidades de atendimento no Varjão, Riacho Fundo, Ceilândia e Brazlândia, ampliamos o número de beneficiados nos programas já existentes. Não haveria como a Secretaria se manter nem com o mesmo orçamento”, argumenta Eliana.

Enquanto os recursos para o Social foram reduzidos, os destinados à Secretaria de Planejamento aumentaram em 14,5%. “Eu vou estudar os detalhes da Lei Orçamentária porque, por enquanto, só analisei os números. E só com eles não consigo entender como o Social pode ter orçamento menor e as Secretarias de Planejamento e de Fazenda estarem com mais recursos. Tem de haver uma boa explicação”.