Eleições 2010

Posts com a tag ‘PMDB’

Citados encaminhados ao conselho de ética

GDF, Partidos em 25/08/2010 às 16:21

A executiva do PMDB-DF se reuniu nesta quarta-feira (25) e decidiu encaminhar para o conselho de ética do partido o ex-assessor do GDF Fábio Simão. A motivação foi a divulgação do relatório da Policia Federal sobre a Operação Caixa de Pandora que apontou Simão como um dos integrantes do esquema chefiado pelo ex-governador José Roberto Arruda.

Update: Decisão final da executiva do partido encaminhou ao Conselho de Ética do partido não apenas Fábio Simão, mas todos os peemedebistas citados no relatório final sobre Operação Caixa de Pandora. Além de Simão, também estão na mira da legenda os deputados distritais Benício Tavares e Roney Nemer e o ex-secretário de Educação do DF José Luiz Valente.

“Durante um bom tempo, o PMDB sofreu uma enorme pressão para adotar medidas punitivas em relação aos integrantes do partido, que tiveram o nome mencionado nas investigações. Desde o início, tivemos a prudência de não tomar decisões precipitadas e garantimos o amplo direito de defesa a todos”, disse o deputado Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB-DF.

A decisão foi aprovada pela maioria dos nove integrantes da executiva presentes na reunião - a executiva tem 15 ao total. Foram oito votos a favor e um contra. A Comissão de Ética deverá se reunir nesta quinta-feira (26) para dar andamento ao processo.

Mais integrantes do time da mudança

Eleições 2010 em 20/08/2010 às 14:31

A propaganda eleitoral do PMDB continua surpreendendo ao revelar o “time da mudança”, com foi batizada a lista de candidatos a deputado distrital do partido. Nesta sexta-feira (20), a escalação do time eram os distrital Benício Tavares, que está com candidatura impugnada pelo TRE, e Roney Nemer e o ex-administrador da Candagolândia na gestão José Roberto Arruda, João Hermeto.

Nova paleta de cores

Eleições 2010 em 27/07/2010 às 16:22

Quem passou pelo comitê eleitoral central do candidato da Coligação Um Novo Caminho, Agnelo Queiroz (PT), pode ter estranhado a falta de vermelho na fachada do local. Ainda mais se comparado com o comitê da presidenciável do partido, Dilma Roussef, na quadra ao lado. Apenas o nome “Agnelo”, se destaca no fundo branco. A discrição nas cores do comitê, porém, foi uma decisão dos estrategistas da campanha. Em uma chapa tão “plural”, a opção foi não carregar no vermelho. Por sua vez, o candidato a vice de Agnelo, o peemedebista Tadeu Filippelli, está apagando o “azul” da memória do PMDB. Nesta campanha, o partido vai recuperar suas cores originais: branco, vermelho e preto.

Companheiro peemedebista

Eleições 2010 em 17/07/2010 às 19:25

Na inauguração do comitê eleitoral do presidente regional do PT e candidato a deputado federal, Roberto Policarpo, neste sábado (17), o peemedebista Tadeu Filippelli, candidato a vice na chapa petista de Agnelo Queiroz, mostrou que está totalmente integrado à nova realidade do PMDB - aliada ao PT. Em seu discurso no evento, Filippelli saudou os presentes com um “companheiros e companheiras”. A gargalhada foi geral.

Lucena reassume na segunda

Câmara Legislativa em 09/07/2010 às 19:01

O deputado distrital Roberto Lucena (PR) reassume o mandato na próxima segunda-feira (12). O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, já foi notificado da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que concedeu liminar a Lucena para que pudesse retornar à vaga de distrital. O peemedebista Wigberto Tartuce nem esquentou a cadeira. Volta a ser suplente cinco dias depois de tomar posse.

Adversário protocola ação contra Benício

Eleições 2010, TRE em 09/07/2010 às 17:37

Foi protocolado nesta sexta-feira (9) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) um pedido de impugnação da candidatura do deputado distrital Benício Tavares (PMDB). O autor da ação é o também candidato a deputado distrital Antônio Leitão, do PSB. No pedido, Leitão, que é deficiente visual, argumenta que Benício foi condenado por desvio de recursos públicos à época em que era presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Brasília (ADFB). Uma ação movida pelo pelo Ministério Público em maio de 1994, terminou com a condenação no STJ. Os advogados de Benício Tavares recorreram com a alegação de que Benício estava afastado da associação por ter mandato parlamentar à época dos desvios.

Lucena ganha liminar

Câmara Legislativa, TSE em 08/07/2010 às 19:59

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, concedeu nesta quinta-feira (8) liminar ao deputado distrital Roberto Lucena possibilitando a ele a retomada do mandato parlamentar. Lucena foi obrigado a deixar o cargo por decisão do TRE, que entendeu ser a vaga do PMDB, partido de origem de Lucena - que hoje está no PR. O ministro do TSE entendeu que Lucena deve ficar no cargo até o julgamento do mérito de seu recurso e da ação cautelar contra ele. Em seu lugar, o peemedebista Wigberto Tartuce havia tomado posse na quarta-feira (7).

Leia aqui a íntegra da decisão.

Vigão é o quarto a assumir mandato

Câmara Legislativa em 07/07/2010 às 13:10

O terceiro suplente do PMDB, Wigberto Tartuce, tomou posse como deputado distrital na Câmara Legislativa nesta quarta-feira (7). Vigão assume o mandato mais polêmico desta legislatura. A vaga começou ocupada por Pedro Passos (PMDB), que renunciou ainda no primeiro ano, diante das denúncias de envolvimento em irregularidades com obras à época em que foi secretário de Agricultura. Foi substituído por Eurides Brito. A distrital foi cassada no mês passado, depois das denúncias da Operação Caixa de Pandora.

No lugar de Eurides, assumiu Roberto Lucena (PR). O médico, porém, ficou pouco tempo no cargo. Apenas o suficiente para ser condenado por infidelidade partidária e também ter de deixar a Casa. Vigão assume agora com a missão de chegar a dezembro.

Pedro Passos desiste de concorrer

Eleições 2010 em 05/07/2010 às 15:36

O ex-deputado distrital Pedro Passos (PMDB) desistiu de tentar mais uma vez a eleição para a Câmara Legislativa. Cotado para ser um dos nomes fortes do partido na disputa a uma vaga de distrital, o ex-parlamentar divulgou nesta segunda-feira (5) uma carta de esclarecimento a amigos e apoiadores.

No comunicado, Passos diz que ainda não se recuperou da crise enfrentada em 2007, quando foi acusado de envolvimento no esquema da empresa Gautama, que resultou em uma CPI na Câmara Legislativa e no pedido de um processo por quebra de decoro contra ele. O peemedebista acabou renunciando para não ser alvo de uma cassação.

A situação do ex-distrital caía na lista de candidatos inelegíveis de acordo com as novas regras da Ficha Limpa. Mesmo assim, ele acreditava ser possível conseguir na Justiça a possibilidade de se candidatar, diante dos questionamentos jurídicos sobre o período de abrangência da lei. Esta semana, no entanto, desistiu da disputa. Confira a íntegra da carta:

Após pensar muito, com muita dor e muito sofrimento cheguei à seguinte conclusão:

Ainda não estão definitivamente curadas as feridas abertas com a cruel injustiça e maldade que sofremos com a “Operação Gautama”, mesmo tendo sido totalmente inocentado de tudo, mesmo o Supremo Tribunal Federal tendo decidido unanimemente que minha prisão foi ilegal, arbitrária, absurda, inclusive criticando severamente a juíza que a determinou, mesmo assim o tempo ainda não foi suficiente para curar as feridas provocadas no meu coração pelo sentimento de indignação e revolta com a enorme injustiça e crueldade que sofremos!

Sinto pelo carinho que tenho recebido de todos e pelo resultado das pesquisas que ganharíamos fácil essa eleição para Distrital!

Continuo apaixonado por Brasília e pela Política! Vou atuar com toda minha força e capacidade de trabalho para ajudar Brasília a conquistar dias melhores.

Nos quase 5 anos como deputado fui o que mais projetos apresentou, mais leis aprovou, mais assíduo e atuante. Atuei como deputado com amor intenso; me dediquei de corpo e alma exclusivamente ao mandato. Deixei totalmente minhas atividades empresariais, inclusive com perda significativa do meu patrimônio. Nos cinco anos que fui deputado meu patrimônio financeiro diminuiu muito!

Em compensação vivi momentos maravilhosos, o sentimento de poder ajudar as pessoas, ajudar nossa cidade e o carinho recebido em reconhecimento pelo nosso trabalho é extremante gratificante e inesquecível!

Aprendi muito, conquistei grandes e verdadeiros amigos que terei imenso prazer em conviver por toda vida! Tudo que tenho de importante na vida, tudo que amo; minha família, meus filhos, meus amigos estão em Brasília, pretendo viver aqui toda minha vida!

Sou extremamente grato a Brasília e aos meus amigos por tudo de bom que  sempre me proporcionaram. Por isso, continuarei na política, continuarei militando politicamente, continuarei participando dos debates e discussões que busquem dias melhores em todos os sentidos para nossa cidade!

Pretendo continuar ajudando durante toda minha vida, meus amigos, Brasília, e as pessoas da nossa cidade em tudo que estiver ao meu alcance, como forma de retribuir tudo de bom que aqui conquistei. O Distrito Federal, meus filhos, minha família e meus amigos são o meu maior patrimônio, o que tenho de mais importante na vida, continuarei leal a eles, continuarei trabalhando com muito amor, carinho e dedicação em busca de um mundo cada vez melhor para todos!

Mesmo sem nenhuma restrição que nos impedisse de disputar esta eleição, já com meu nome aprovado nas convenções do PMDB, com total chance de ganhar, sinto-me na obrigação de ser extremamente sincero e verdadeiro com todos e dizer que ainda não estou em condições pessoais de retornar a vida pública neste momento.

Mesmo honrado e orgulhoso com a aprovação unânime de meu nome na convenção do PMDB, agradecido com o entusiasmo, carinho e apoio que tenho recebido de tantas pessoas, sou obrigado a dizer com muita sinceridade que neste momento não estou preparado pessoalmente para exercer novo mandato. Com isso solicitei de forma lisonjeada e agradecida a retirada do meu nome da legenda do PMDB para as eleições deste ano. Não serei candidato nas eleições de outubro de 2010.

Certo de contar com a compreensão de todos; convicto de que na vida às vezes é importante recuar para ter como avançar, agradeço imensamente mais uma vez o carinho, atenção e apoio que tenho recebido!

Vamos juntos como cidadãos brasilienses e eleitores ajudar a eleger em outubro pessoas que neste momento possam dar também a sua contribuição e ajudar a construir um mundo melhor. Um forte e carinhoso abraço a todos!

Lucena perde o mandato

Câmara Legislativa, TRE em 30/06/2010 às 20:11

O Tribunal Eleitoral Regional do DF determinou nesta quarta-feira (30) a perda do mandato do deputado distrital Roberto Lucena (PR) por quatro votos a dois. A ação contra Lucena foi ajuizada pelo PMDB à época do afastamento da deputada Eurides Brito (PMDB) do mandato. Suplente de Eurides, Lucena perderia o direito de ocupar a vaga da deputado hoje cassada por ter trocado de partido e se filiado ao PR.  No lugar do médico assume um ex-deputado: o peemedebista Wigberto Tartuce. Lucena avisou que vai recorrer da decisão do tribunal no TSE.

Coligações para a disputa proporcional

Eleições 2010 em 29/06/2010 às 20:19

Vencida a missão de conquistar uma boa coligação para a chapa majoritária começam agora as discussões sobre as coligações proporcionais. Na noite desta terça-feira (29), a executiva regional do PT-DF se reúne para definir como serão as alianças do partido na briga pelas vagas na Câmara Federal e na Câmara Legislativa. A proposta inicial é que, na disputa para deputado federal, sejam feitas duas coligações, uma liderada pelo PT e outra pelo PMDB. Já na proporcional para distrital, o PT planeja sair sozinho.

Por onde andam os deputados?

Eleições 2010 em 27/06/2010 às 12:23

Sintomático? Na convenção do PT-DF, o único peemedebista com mandato no palanque de Agnelo Queiroz é o deputado federal Tadeu Filippelli, candidato a vice-governador na chapa.

Agnelo ovacionado em convenção

Eleições 2010 em 27/06/2010 às 11:44
Convenção do PT-DF

Convenção do PT-DF

Sem a presença da presidenciável Dilma Roussef, que está na Bahia, a convenção do PT-DF reúne milhares de pessoas para referendar a candidatura do petista Agnelo Queiroz ao GDF. A festa deste domingo no Parque da Cidade concretiza uma imagem que muitos acharam ser impossível: bandeiras vermelhas do PT dividem espaço pacificamente com as bandeiras do PMDB, partido do vice de Agnelo, Tadeu Filippelli. Além dos parlamentares petistas e dos pré-candidatos do partido, estão presentes na festa os candidatos ao Senado da chapa, o socialista Rodrigo Rollemberg e o pedetista Cristovam Buarque.

PT completa chapa majoritária

Eleições 2010 em 22/06/2010 às 9:45

O PT-DF encerrou nessa segunda-feira (21) as discussões sobre sua chapa majoritária para as eleições de outubro.O diretório regional do partido aprovou a indicação do peemedebista Tadeu Filippelli para a vaga de vice-governador e escolheu os dois suplentes de senador: Wilmar Lacerda na suplência de Cristovam Buarque e Hélio José na suplência de Rodrigo Rollemberg. Confira como ficou a chapa completa da coligação PT-PMDB-PDT-PSB-PCdoB-PRB:

Agnelo Queiroz (PT) - candidato ao GDF

Tadeu Filippelli (PMDB) - candidato a vice-governador

Cristovam Buarque (PDT) - candidato a senador

Wilmar Lacerda (PT) - suplente de senador na vaga de Cristovam Buarque

Rodrigo Rollemberg (PSB) - candidato a senador

Hélio José (PT) - suplente de senador na vaga de Rollemberg

Agora é só esperar para saber quem serão os concorrentes…

Leitores optaram por aliança com PT

Blog em 20/06/2010 às 10:43

Os leitores do blog estavam em sintonia com a maioria do PMDB. Em resposta à enquete da semana, que perguntou qual deveria ser o melhor caminho para o PMDB-DF nesta eleição, 58% dos internautas responderam que seria aliar-se ao PT tendo o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli, de candidato a vice-governador.

Trinta e dois por cento dos participantes da enquete, porém, afirmaram que a melhor opção seria lançar candidatura própria tendo o governador Rogério Rosso como cabeça de chapa. Outros 4% optaram por retomar a antiga aliança com o ex-governador Joaquim Roriz. Quatro por cento também não quiseram nenhuma das opções colocadas.

E 1% dos leitores disseram preferir que o PMDB se unisse aos demais partidos que integravam a base do ex-governador Arruda, criando uma via alternativa ao GDF.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

PMDB fecha aliança com PT

Eleições 2010 em 19/06/2010 às 19:08

O resultado oficial ainda não saiu, mas os peemedebistas já comemoram a escolha pela aliança com o Partido dos Trabalhadores. Tanto que o candidato petista ao GDF, Agnelo Queiroz, e o candidato ao Senado na chapa, Rodrigo Rollemberg (PSB) foram participar do encerramento da convenção.

A votação foi encerrada logo após às 18h, pois os peemedebistas esperaram pela deputada distrital Eurides Brito, que, por conta da religião, só poderia votar depois do pôr-do-sol.

Rosso e Ivelise no Conselho de Ética

Partidos em 19/06/2010 às 12:38

Além da possível derrota na convenção do PMDB deste sábado, o governador Rogério Rosso e a vice Ivelise Longui terão de enfrentar um problema ainda maior. Um pedido de expulsão dos dois foi apresentado ao Conselho de Ética do partido na noite de sexta-feira (18). O argumento é de que eles teriam descumprido o compromisso de não se candidatar, firmado à época da eleição indireta para o GDF.

Entre a cruz e a caldeira

Eleições 2010 em 19/06/2010 às 12:32

De um peemedebista que não quis declarar o voto dado na convenção: “Não podemos nos manifestar, né? Porque se formos contra o Filippelli, ficamos sem legenda para as eleições. Se formos contra o Rosso, ficamos sem nosso espaço no governo. Melhor ficar quieto e esperar”.

Confusão e confronto no PMDB

Eleições 2010 em 19/06/2010 às 12:12
Rosso e Ivelise em cima do trio

Rosso e Ivelise em cima do trio

O clima esquentou do lado de fora da convenção do PMDB. De cima do trio elétrico levado por seus apoiadores, o governador Rogério Rosso e a vice Ivelise Longui tentaram fazer um discurso acolorado para os peemedebistas. Quase não conseguiram. A cada nova fala, o trio elétrico contratado pelos apoiadores do presidente regional Tadeu Filippelli aumentava o som de forma a impedir que Rosso e Ivelise fossem ouvidos. A disputa de trios acabou, claro, em confusão, com a militância se enfrentando de fato. ”Eu peço de joelhos que essa convenção termine em paz”, implorou Rosso, depois de inúmeros pedidos para que o trio elétrico rival abaixasse o som.

O discurso, no entanto, não era dos mais conciliátórios. Em defesa de sua chapa e da candidatura própria do PMDB, a vice, Ivelise Longui, chegou a declarar: “Não sou mulher que se assusta com barulho de bala”, numa respostas às medidas tomadas pelo presidente regional Tadeu Filippelli para impugnar a candidatura dos dois.

Comparação à ditadura

Eleições 2010 em 19/06/2010 às 11:14

O governador Rogério Rosso e a vice Ivelise Longui elaboraram um comunicado aos peemedebistas que está sendo distribuído, em forma de panfleto, a todos os presentes na convenção. No texto, eles afirmam ter orgulho de serem peemdebistas e dizem ter sido surpreendidos com a decisão de uma “minoria” dentro do partido de impugnar suas candidaturas.

“Com uma decisão que lembra os tempos de ditadura militar, impugnaram nossos registros”, diz o comunicado. “Mas prevaleceu a democracia e a liberdade de expressão”, afirmam, pedindo o apoio e a confiança dos correligionários.

Torcida organizada

Eleições 2010 em 19/06/2010 às 10:40

Os personagens da convenção do PMDB na manhã deste sábado chegam aos poucos para a votação que vai definir a posição do partido para as eleições de outubro. No quesito mobilização, a chapa de Rogério Rosso e Ivelise Longui está em leve vantagem - a torcida mais animada até agora é a deles, que chegou ao evento uniformazida.

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Para que complicar?

Eleições 2010 em 19/06/2010 às 9:43

Defensores do presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, distribuíram suas faixas de apoio pela entrada da convenção regional do partido neste sábado. E não se apertaram na hora de saudar um dos principais aliados do deputado federal:

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Para registrar: o nome do peemedebista é Luiz Carlos PIETSCHMANN.

Chapa de Rosso consegue vitória na Justiça

Eleições 2010 em 19/06/2010 às 7:20

Decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) garantiu o registro da chapa do governador Rogério Rosso e da vice-governadora Ivelise Longhi na convenção do PMDB, que será realizada neste sábado (19).

Depois de ter a candidatura impugnada pela executiva regional do partido, na noite de sexta-feira (18), Rosso apelou para um mandado de segurança no TJDFT.

O juiz substituto do Plantão Judicial Cível e Criminal, Ricardo Faustini Baglioli, atendeu ao pedido do governador, argumentando que, de acordo com o Estatuto do PMDB, é garantido aos filiados o direito de votar e ser votado. No entendimento do juiz, a chapa encabeçada pelo governador Rogério Rosso não teve direito à defesa durante a reunião da Executiva Regional.

Executiva do PMDB veta Rosso

Eleições 2010 em 18/06/2010 às 20:28

Do Correio Braziliense: A executiva do PMDB no Distrito Federal impugnou na noite desta sexta-feira (18) o registro da pré-candidatura de Rogério Rosso ao governo. Doze dirigentes do partido se reuniram agora há pouco e, por seis votos, cassaram a intenção de Rosso de concorrer à reeleição.

Confira os votos a favor da impugnação: Rose Rainha, André Fortes, Marcinho, Luiz Pietschmann e Rôney Nemer. Contra a impugnação votaram: Fábio Simão, Divino Alves e Daniel Marques. Tadeu Filippelli, Odilon Aires e Jozafá Dantas se abstiveram. Apesar de ter ficado de fora da votação, Filippelli conseguiu os votos necessários na executiva para interromper os planos do governador tampão.

A proposta de impugnação foi feita por Rose Rainha, muito ligada a Filippelli. Ela argumentou que a candidatura não era válida em função do compromisso que Rosso assumiu de não se candidatar na época da eleição indireta.

Decisão do TSE interfere no PMDB

Eleições 2010, TSE em 18/06/2010 às 15:24

A decisão do TSE sobre o projeto Ficha Limpa, que pode inviabilizar a candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), deixou ainda mais animada a discussão dentro do PMDB. Analistas políticos de dentro e fora do partido fazem duas leituras da decisão. A primeira é de que a possível saída de Roriz do páreo favorece a pré-candidatura do governador Rogério Rosso. Sem Roriz, Rosso passaria a ser um nome forte para agregar partidos que não se aliariam ao PT, como PSDB e DEM. E essa possibilidade pode ajudá-lo a conquistar votos importantes na convenção deste sábado.

A segunda leitura é de que a disputa sem Roriz abre espaço para uma nova candidatura do PMDB, independentemente de ser a de Rogério Rosso. Sem o ex-governador, a polarização PT-Roriz acaba e abre-se espaço e oportunidade para novos nomes. Esse cenário enfraqueceria os argumentos para uma aliança PT-PMDB e liberaria o presidente regional Tadeu Filippelli do acordo firmado com os petistas.

Qualquer uma das leituras, porém, traz a mesma conclusão: se a conclusão legal for mesmo de que Roriz não pode ser candidato, o fundamento dos votos na convenção do PMDB-DF não será mais o mesmo.

Todos atentos ao PMDB

Eleições 2010 em 18/06/2010 às 14:19

O cenário político do Distrito Federal está em suspenso nesta sexta-feira (18). Todo mundo à espera do resultado da convenção regional do PMDB-DF marcada para sábado (19). A decisão final dos peemedebistas pode mudar completamente os rumos das eleições de outubro deste ano. Isso porque, se o governador Rogério Rosso vencer a disputa interna e consolidar sua candidatura à reeleição, pode efetivamente se transformar no candidato-salvação para um grupo político que permanece indefinido: DEM, PSDB, PTB e PP, além de outros partidos menores. Com a vitória de Rosso na convenção, o PMDB torna-se o cabeça de chapa da via alternativa, batizada pela sua torcida de “primeira” via.

Se perder, porém, o poder de Rosso não se extingue. Como derrotado no partido, ele e seu grupo viram excelentes cabos eleitorais para qualquer um dos demais candidatos na disputa, a exceção de Agnelo Queiroz. A expectativa em caso da vitória do presidente regional Tadeu Filippelli e sua proposta de aliança com o PT é de que ocorra mais uma vez no PMDB o racha que ocorreu em 2006. Enquanto oficialmente o partido apoiava a candidatura da ex-governadora tucana Maria de Lourdes Abadia, parte da militância nas ruas fazia campanha para outro candidato, o democrata José Roberto Arruda.

Em caso de derrota, o grupo de Rosso pode adotar a mesma saída. Enquanto o partido apoia formalmente o PT, parte dos peemedebistas apoiariam uma outro candidatura, seja do DEM, do PSDB, ou mesmo de Joaquim Roriz (PSC).

A decisão final do PMDB, qualquer que seja ela, dará à disputa local um novo desenho. E nenhum movimento deve ser dado até que se saiba como ele será.

Firmes convicções

Eleições 2010 em 17/06/2010 às 17:43

A decisão do governador Rogério Rosso de registrar sua candidatura à reeleição ao governo ganha grande repercussão na cidade não apenas pelo racha que provoca dentro do PMDB. Mas porque não se candidatar nas eleições de outubro tinha sido um de seus principais compromissos durante a eleição indireta para governador em outubro deste ano.

Um exemplo foi sua primeira entrevista à imprensa - publicada no Correio Braziliense no dia seguinte à eleição (veja aqui). Nela, o novo governador afirma: “O compromisso nosso, do PMDB e de outros partidos, é que o vencedor nesse momento não pode concorrer à reeleição, até para que as instituições percebam que não vai haver utilização da máquina para fins eleitorais. Da nossa parte, há uma firme convicção de que não iremos para qualquer eleição. Nem a Ivelise nem eu.”

Votação pode acabar na Justiça

Eleições 2010 em 17/06/2010 às 17:18

Do Correio Braziliense: Grupo ligado ao governador do DF, Rogério Rosso (PMDB), estuda entrar na Justiça para impedir que 51 dirigentes do partido votem na convenção marcada para o próximo sábado. Essas pessoas foram nomeadas delegados de zonais por meio de um ato da executiva regional presidida por Tadeu Filippelli.

As nomeações dos delegados de zonais ocorreram em junho. Os colaboradores de Rosso, a favor da candidatura à reeleição do governador, consideram que os 51 votos não seriam legítimos, já que esses dirigentes foram nomeados e não eleitos. Além deles, o edital da convenção também convoca os 71 integrantes da executiva regional para votar no sábado.

Os dirigentes estão sendo chamados a opinar sobre a chapa registrada por Rosso nesta manhã. Ele se coloca como candidato à reeileição e sugere como vice o nome de Ivelise Longhi, que hoje já é sua substituta à frente do GDF.

É provável que o expediente usado para tentar impedir a participação dos delegados de zonais seja por meio de uma ação cautelar inominada com pedido de antecipação de tutela na Justiça comum.

Pelo fortalecimento do PMDB

Eleições 2010 em 17/06/2010 às 17:12

A carta do governador Rogerio Rosso ao PMDB:

A par de cumprimentá-lo, venho através desta submeter à estimada apreciação do partido o meu nome e o de Ivelise Longhi para a chapa majoritária nos cargos de Governador e Vice-Governadora para as próximas eleições.

Minha decisão leva em consideração a minha forte convicção da importância, relevância e legitimidade do PMDB, o maior partido do Brasil, em apresentar à população do Distrito Federal suas propostas, seus projetos, seus ideais.

Entendo que o PMDB do DF tem excelentes nomes que podem cumprir esta missão, inclusive o de Vossa Excelência, dirigente maior do nosso partido no Distrito Federal. A polarização que se percebe entre as tradicionais forças políticas do Distrito Federal não traduz, na minha opinião, os anseios da nossa sociedade.

Durante os entendimentos que permearam o processo de eleição indireta no DF existia a esperança, um norte, respaldado na articulação de Vossa Excelência com outros partidos e lideranças políticas do DF, da formação de um novo pensamento, uma nova opção para o Distrito Federal.

Tenho consciência das dificuldades e desafios que ainda temos pela frente. Eu, Ivelise e tantos servidores públicos, lideranças políticas, instituições e, acima de qualquer coisa, a população do DF, estamos nos empenhando ao máximo em manter a normalidade institucional e a boa prestação dos serviços públicos que a sociedade almeja.

Nesses quase dois meses de governo, tomamos diversas medidas visando à continuidade das ações, obras, serviços essenciais e inúmeras medidas visando à transparência, à proteção ao Erário e à mais irrestrita colaboração com os órgãos de fiscalização e controle. Já que o PMDB foi escolhido para essa missão, entendo que podemos e devemos continuar enfrentando, não de forma coadjuvante, mas liderando e assumindo nossas responsabilidades.

Ao mesmo tempo, sou consciente que Vossa Excelência tem buscado, dentro de suas convicções, um bom caminho para o DF. Estou na esperança de que a aliança nacional PMDB-PT, com a Dilma e o Temer, possa sair vitoriosa e dar continuidade, até mesmo aprimorar o fabuloso trabalho, o legado deixado pelo presidente Lula.

O momento não é de enfrentamento, mas de entendimentos e de espírito coletivo. Tenho respeito à história do PT-DF e amizades verdadeiras. Não se trata de ser contra pessoa, mas sim o desejo de ampliar os debates e o aprofundamento dos temas fundamentais para o crescimento econômico e social do Distrito Federal e de seu Entorno.

Que seja feita a vontade de Deus e de nossos convencionais. Qualquer que seja a decisão, vou respeitar e cumprir e Continuarei a dar tudo o que posso para atender às demandas da população do Distrito Federal.”

PMDB vai dividido à convenção

Eleições 2010 em 17/06/2010 às 12:06

O governador Rogério Rosso protocolou no PMDB no final da manhã desta quinta-feira (17) sua pré-candidatura ao GDF tendo Ivelise Longhi como candidata a vice. A medida levará o partido a uma acirrada disputa no sábado (19) durante a convenção regional. A legenda terá de decidir no voto se lança oficialmente a chapa Ross/Ivelise ou se aprova a aliança fechada com o PT pelo presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, que pretende ser candidato a vice governador na chapa petista.

O registro da candidatura de Rosso foi feito cinco minutos antes do prazo final, que se encerrava às 11h. Pouco antes, o governador escreveu de próprio punho uma carta de cinco laudas justificando a decisão.

PMDB faz convenção dia 19

Partidos, Política em 28/05/2010 às 23:04

Em reunião nesta sexta-feira (28) executiva regional do PMDB decidiu que o nome do partido para a composição de uma chapa majoritária será o do presidente regional da legenda, deputado federal Tadeu Filippelli. O partido, porém, não bateu o martelo sobre se Filippelli será o candidato a vice na chapa do PT ou o candidato ao GDF em uma chapa independente. A decisão só sairá na convenção regional do partido, marcada para o dia 19 de junho.

Com a medida, o PMDB tenta encerra as especulações sobre uma possível candidatura do governador Rogério Rosso. Apesar das constantes negativas do próprio Rosso de que sairia candidato à reeleiçao, nos bastidores das negociações de uma via alternativa à polarização PT-Roriz, o nome de Rosso era um dos mais cotados.

PMDB quer adiar anúncio de alianças

Partidos, Política em 27/05/2010 às 19:01

PMDB-DF tem reunião da executiva regional nesta sexta-feira (28) para discutir as opções eleitorais do partido para outubro deste ano. Os peemedebistas pretendem deixar para a convenção regional, prevista para o dia 19 ou 20 de junho, a decisão oficial sobre as possibilidades de coligação para as eleições. A estratégia é ganhar tempo para convencer o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, a desistir da aliança com o PT.

PMDB deve ficar com PT

Partidos, Política em 25/05/2010 às 20:53

Entre os peemedebistas é dada como certa a aliança do partido com o PT para as eleições de outubro deste ano. O consenso teria sido alcançado nesse final de semana, durante as comemorações do Divino Espírito Santo, em Planaltina. O aviso de que o partido fechará a aliança com o PT chegou a ser dado aos petistas. Eles, porém, preferem não se pronunciar antes da confirmação oficial da coligação.

O PMDB estaria agora organizando as formalidades da aliança. Uma reunião de diretório deve ser marcada nos próximos dias para fechar a questão e anunciar a decisão formal do partido.

Leitores veem pouco tempo para via alternativa

Partidos, Política em 23/05/2010 às 10:42

A chapa alternativa formada por PSDB, DEM, PPS entre outros partidos parece não ter convencido os leitores do blog. Na enquete da semana, 72% afirmaram que essa via alternativa não teria mais tempo para se viabilizar e disputar as eleições de outubro deste ano. Para eles, a disputa vai ser polarizada novamente. Já 28% defenderam a nova chapa. Nesse caso, os internautas defendem que são partidos fortes, com tempo de tevê e bons nomes.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

Nome começa a ser trabalhado

Partidos, Política em 22/05/2010 às 12:47

Enquanto o PMDB não decide se coliga com o PT ousegue outro caminho para as eleições de outubro deste ano, apoiadores do governador Rogério Rosso começam a trabalhar seu nome como possibilidade de cabeça de chapa em um candidatura própria. Ainda discretamente, adesivos com o nome do governador começam a aparecer nos carros, principalmente na região de Ceilândia. Em encontros com lideranças comunitárias, peemedebistas fazem sondagens sobre a aceitação do novo governador. A articulação, no entanto, não é oficial. Afinal, Rosso se comprometeu a não se candidatar ao concorrer nas eleições indiretas de abril deste ano.

Corpo a corpo da nacional

Partidos, Política em 20/05/2010 às 15:14

Se o PT tem agora a aprovação da base para ampliar o leque de alianças para as eleições de outubro, incluindo o PMDB nessa lista, esse aval se deu principalmente pela atuação, nos bastidores, de petistas de peso da cúpula nacional. Isso porque, na véspera do encontro regional do último sábado (15), o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, recorreu à nacional para pedir ajuda. Antevendo uma derrota nas duas principais questões em discussão na legenda - a possibilidade de coligação com o PMDB e a oferta da segunda vaga ao Senado ao PSB - , Policarpo procurou o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o subchefe de gabinete de Lula, Swedenberger Barbosa, para garantir o resultado do encontro.

A preocupação era de que, sem ampla aliança e com o deputado federal Geraldo Magela na vaga ao Senado, o PT-DF iria contrariar os interesses da candidatura de Agnelo Queiroz ao GDF e de Dilma Roussef à Presidência, ao fechar as portas a dois partidos aliados no campo nacional. Diante disso , Policarpo, Dutra, Padilha e Berger foram a campo. Dividiram as tarefas e conversaram pessoalmente com mais de cem dos 350 delegados do encontro, ouvindo reclamações e reivindicações, tratando de queixas e mágoas e removendo obstáculos políticos.

Deu certo. Com o cuidado para que a resolução final do encontro fosse redigida de forma a não fazer menção explícita ao PMDB, o PT aprovou a possibilidade de aliança com a legenda, assim como entregou ao PSB uma das vagas ao Senado. E manteve inabaladas as relações no campo nacional.

PMDB discutirá aliança com PT

Partidos, Política em 20/05/2010 às 11:29

Dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB conversaram na noite dessa quarta-feira (19) com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, sobre as possibilidades  de aliança entre essas legendas para a eleição de outubro deste ano. Reunidos na chapa majoritária que tem como cabeça o petista Agnelo Queiroz, os partidos criaram uma espécie de conselho político para tratar das questões políticas do grupo até a formalização das alianças em julho.

A conversa com Filippelli foi de reabertura das negociações. Apesar do aceno de que queriam o PMDB em sua chapa majoritária, os petistas haviam suspendido as tratativas diante da reação negativa que a proposta provocou internamente. Resolvida essa questão - com a aprovação de uma ampla aliança no Distrito Federal, no encontro regional do final de semana -, o PT pode retomar o diálogo com o PMDB. ”Fizemos uma avaliação do quadro geral e deixamos clara nossa disposição em construir uma alternativa com o PMDB”, afirmou Roberto Policarpo, presidente regional do PT-DF.

A discussão agora está nas mãos dos peemedebistas. Filippelli vai levar o assunto para a próxima reunião da executiva regional, a ser marcada nos próximos dias. “Os partidos sinalizaram com uma boa abertura de diálogo, mostraram que não estão mais pensando apenas nos próprios interesses. Mas a decisão não cabe a mim. Vamos discutir isso no partido, assim como o PT também fez”, declarou o peemedebista.

Conversa com o PMDB

Partidos, Política em 19/05/2010 às 19:20

Depois do café da manhã nesta quarta-feira (19), dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB se reúnem nesta noite com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. O encontro será para tratar das alianças partidárias para eleição de outubro deste ano.

PMDB pede cargo de Lucena

Câmara Legislativa, Partidos, TRE em 19/05/2010 às 15:17

Do Correio Braziliense: O mandato de Roberto Lucena, suplente da deputada distrital afastada pela Justiça Eurides Brito, está ameaçado. O PMDB moveu uma ação que reivindica o cargo ocupado por Lucena na terça-feira (18). O processo corre no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). O partido alega que a vaga ocupada pelo deputado, atual membro do Partido da República (PR), pertence ao PMDB. Seu afastamento depende da decisão do TRE.

O presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, confirma que o processo corre desde março no TRE. A ação foi movida quando o suplente assumiu, temporariamente, o cargo de Eurides, por conta de uma decisão que impedia supostos envolvidos na Operação Caixa de Pandora de votarem no processo de impeachment de Arruda.

“Tecnicamente, a posse do suplente, na época da votação do impeachment de Arruda, deu margem para que entrássemos com o pedido de devolução do cargo, que pertence ao PMDB”, explica. Em março, Lucena já havia mudado de partido, o que deu margem para que sua ex-legenda entrasse com o pedido de devolução da vaga.

Lucena ocupa vaga de Eurides

Câmara Legislativa em 18/05/2010 às 17:42

A sessão no plenário da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (18), contou também com a presença do mais novo parlamentar da Casa: o primeiro suplente do PMDB, Roberto Lucena, que assumiu no lugar de Eurides Brito (PMDB), afastada do mandato por ordem da Justiça. Lucena assumiu a vaga no Legislativo prometendo trocar a equipe do gabinete no próximo dia 1 de junho e  reduzir os gastos com a verba indenizatória.

Crise por candidatura própria

Partidos, Política em 18/05/2010 às 16:57

A executiva nacional do PMDB fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a possibilidade de, nos estados, o partido oferecer palanque a candidatos distintos do escolhido na esfera nacional. A questão é uma tentativa de subsidiar um problema interno do partido - já que nem todas as regionais querem se coligar ao PT nas disputas estaduais. É o caso do Distrito Federal.

No DF, o PMDB local sonha com a garantia de que poder fazer alianças com DEM e PSDB e receber em seu palanque não a petista Dilma Roussef, mas o candidato tucano à presidência, José Serra, sem, com isso, ser alvo de retaliações partidárias ou prejudicar o desempenho do partido.

Isso porque a opção eleitoral que mais cresce na preferência dos peemedebistas é a de uma candidatura majoritária própria, com apoio do DEM, PSDB, PPS e PP. Com o máquina do governo nas mãos, o partido sabe que tem uma oportunidade única de encarar a disputa eleitoral deste ano. O problema maior, porém, é o palanque nacional. Com o presidente nacional do partido, Michel Temer, indicado para vice de Dilma Roussef, seria complicado recebê-los em Brasília apenas no palanque do PT, sem participação do PMDB local.

Leitores apoiam aliança

Blog, Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:53

Foi um resultado apertado mas a opinião dos leitores deste blog quanto à possibilidade de aliança entre PT e PMDB no Distrito Federal para as eleições deste ano foi a mesma do encontro regional do PT nesse final de semana. Sessenta e um por cento dos internautas que participaram da enquete do blog esta semana disseram ser a favor da aliança, que ajudaria a fortalecer o PT na disputa contra Joaquim Roriz (PSC).

Outros 39% dos leitores disseram ser contra a coligação. Par eles, aliar-se ao PMDB seria aliar-se ao tipo de política que o PT sempre combateu.

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Indefinições sobre afastamento

Câmara Legislativa em 16/05/2010 às 9:01

Do Correio Braziliense: O afastamento de Eurides Brito (PMDB) do mandato gerou dúvidas no comando da Câmara Legislativa de como proceder com a saída da parlamentar, que foi determinada pela Justiça na última sexta-feira. A Presidência da Câmara não sabe o que fará com relação à estrutura de gabinete vinculada ao mandato da distrital, que continua recebendo salário de R$ 12,4 mil. Por isso, pedirá na próxima segunda-feira um parecer da Procuradoria-Geral da Casa com o objetivo de obter respostas quando às providências com relação à verba de gabinete e aos servidores ligados à peemedebista, impedida de permanecer na Câmara por decisão do juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal.

Um dos primeiros passos do encaminhamento à vaga aberta pela distrital deve ser a convocação do suplente de Eurides, o médico Roberto Lucena. Ele é irmão de Gilberto Lucena, dono da Linknet, uma das empresas suspeitas de participação no suposto esquema de pagamento de propina para a base aliada do governo José Roberto Arruda, base do escândalo da Caixa Pandora.

Se a presença de Roberto Lucena de fato se confirmar, haverá um redistribuição de forças em plenário. O médico é filiado ao PR e entrará, muito provavelmente, já alinhado com os interesses do chamado grupo independente, hoje formado por seis parlamentares: Wilson Lima (PR), Eliana Pedrosa (DEM), Paulo Roriz (DEM), Raimundo Ribeiro (PSDB), Milton Barbosa (PSDB) e Jaqueline Roriz (PMN). Com sete membros, além de quatro petistas da oposição e mais José Antônio Reguffe, do PDT, o grupo pode ganhar musculatura em votações de interesse do governo, já que, juntos, farão exatamente metade do plenário. Em caso de empate durante a análise de um projeto, o voto de minerva seria do presidente Wilson Lima (PR), também adepto aos autodenominados independentes.

Eurides Brito é acusada pelo Ministério Público de usar o mandato para tentar interferir no processo que investiga a participação dela em um suposto esquema de corrupção detalhado no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça. A decisão judicial tem o caráter liminar e, por isso, ainda pode ser contestada pela parlamentar, que tentará reverter o entendimento do juiz de primeira instância. Na manhã de hoje, a deputada dará uma entrevista coletiva. Em nota, Eurides alega que “foi surpreendida pelo noticiário de uma decisão que não conhece sequer o teor completo”.

Chapa petista sem Magela, mas com PMDB

Partidos, Política em 15/05/2010 às 20:59

O PT-DF aprovou neste sábado (15), no encontro regional do partido, os dois pontos mais polêmicos sobre coligações para a eleição de outubro deste ano: a ampla aliança com os partidos da base do governo Lula e a liberação das duas vagas para o Senado para legendas aliadas. Na prática, os petistas aprovaram a aliança com o PMDB-DF e rejeitaram a possibilidade de candidatura de Geraldo Magela para o Senado.

A direção do PT colocou para análise dos 35o delegados do partido a resolução tratando da política de alianças partidárias para outubro. Depois de aprovada a resolução como um todo, dirigentes pediram para que os dois pontos principais do documento fossem destacados para votação em separado. Um deles era a liberação para que o partido repetisse, no Distrito Federal, o leque de alianças nacional. Isso incluía a aliança com os peemedebistas. O tema foi motivo de bastante discussão nas últimas semanas e levantou críticas ferrenhas do grupo contrário ao que chamaram de “vitória a qualquer preço”. A questão, no entanto, foi aprovada com ampla maioria entre os delegados.

O segundo destaque foi sobre a escolha de se ter, ou não, um petista na disputa ao Senado. O maior defensor da tese era o deputado federal Geraldo Magela, interessado na vaga. Parte da direção apostou que Magela acabaria por desistir da disputa, uma vez que o partido havia sinalizado inúmeras vezes pelo interesse de oferecer a outra vaga ao Senado ao PSB de Rodrigo Rollemberg. Magela não desistiu e levou a discussão até a votação final. Foi derrotado e saiu do encontro visivelmente abatido.

As decisões petistas deste sábado devem agora dar uma reorganizada no tabuleiro eleitoral da capital. Os próximos dias devem ser bastante movimentados.

Deputado valente

Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:23

Da coluna de Cláudio Humberto: O ex-secretário de Educação do governo Arruda, José Luiz Valente, já acertou com o presidente regional do PMDB, deputado Tadeu Filippelli (DF), que será mesmo candidato a deputado federal em outubro.

Benício e Odilon confirmam rusgas

Câmara Legislativa em 14/05/2010 às 15:52

Os peemedebistas Odilon Aires e Benício Tavares encaminharam à Comissão de Ética da Câmara Legislativa, nesta sexta-feira (14) respostas praticamente iguais aos questionamentos quanto à relação da colega de partido deputada Eurides Brito (PMDB) e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) na campanha de 2006. Um possível estremecimento entre os dois está sendo investigando pela relatora do processo por quebra de decoro contra Eurides, Erika Kokay (PT). Isso porque Eurides argumenta em sua defesa que o dinheiro recebido por ela no vídeo gravado por Durval Barbosa seria um ressarcimento de eventos conjuntos feitos por ela, pagos por Roriz.

Os dois peemedebistas, em suas respostas, confirmaram ter presenciado a conversa entre Eurides e Roriz, em que o ex-governador teria dito a Eurides que ela não se elegeria.

Eles contaram terem sido chamados por Roriz para uma conversa em sua residência no Park Way, junto com Eurides, no início de agosto de 2006. No encontro, o ex-governador pediu para que eles abandonassem a campanha do então candidato ao GDF, José Roberto Arruda, para apoiar a candidata tucana Maria de Lourdes Abadia. Os três distritais afirmaram ser impossível trocar de candidato àquela altura, quando já haviam se comprometido com Arruda. Diante disso, Roriz disse a Eurides que ela não se elegeria naquela disputa. Segundo os peemedebistas, nada mais foi dito e eles foram embora.

Terceira via, não!

Partidos, Política em 13/05/2010 às 11:23

Entre os partidos que discutem compor o chapão para concorrer com Joaquim Roriz e Agnelo Queiroz, ninguém aceita chamar o grupo de “terceira via”. O nome não anda bem visto no Distrito Federal, que nunca emplacou um candidato vindo de uma “terceira via” nas eleições. Até mesmo o ex-governador José Roberto Arruda, eleito em uma chapa democrata que se apresentava com opção a Joaquim Roriz e ao PT, não era exatamente uma terceira via já que, informalmente, teria sido apoiado por Roriz.

A brincadeira é de que essa chapa alternativa seria uma chapa branca: um simbolismo contra a guerra de cores que sempre domina Brasília em períodos eleitorais - o vermelho do PT, o azul de Roriz, o verde de Arruda…

Peemedebistas querem depor por escrito

Câmara Legislativa em 13/05/2010 às 10:42

Os peemedebistas Odilon Aires e Benício Tavares não devem aparecer para depor na Comissão de Ética da Câmara Legislativa, onde tramita um processo por quebra de decoro parlamentar contra a distrital Eurides Brito (PMDB). Os dois pediram à relatora do processo contra Eurides, deputada Erika Kokay (PT), para responder os questionamentos por escrito.

Odilon e Benício foram convidados a falar no processo porque teriam testemunhado o estremecimento de Eurides com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), de quem a deputada afirma ter recebido o dinheiro entregue a ela por Durval Barbosa, na cena gravada por ele.

PMDB cada vez mais longe do PT

Partidos, Política em 13/05/2010 às 8:16

Do Correio Braziliense: Subiu no telhado o projeto de aliança entre PT e PMDB. Os dois partidos, que desde a eleição indireta de 17 de abril vinham ensaiando uma coligação para a disputa de outubro, recuaram. Durante reunião da executiva regional do PMDB, na última segunda-feira, a maioria dos dirigentes se posicionou contra a parceria com petistas. Atitude que reflete, na verdade, reação a uma ala do PT contrária à união. Assim, a tendência atual é de que cada uma das agremiações siga caminho em direções opostas. O PMDB estuda lançar candidatura própria.

Um dos principais defensores da aliança com os petistas, o deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB) sofre resistências dentro do PT e do próprio partido que lidera na condição de presidente regional. Há setores do PT que consideram a aproximação com o PMDB um tiro no pé porque atrairia não só a força de um partido considerado importante, com generoso tempo de televisão, mas também problemas em tamanho avantajados. O PMDB abriga nomes investigados na Operação Caixa de Pandora. Os distritais do partido, Eurides Brito, Rôney Nemer e Benício Tavares, são alvo do Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça, que apura o pagamento de propina a deputados da base de apoio ao governo de José Roberto Arruda (sem partido).

A poucos meses da campanha e a dias do encontro dos 350 delegados regionais do PT, não há um petista que assuma a responsabilidade de pedir votos para a turma de Pandora. Uma eventual parceria teria entre as cláusulas do contrato a exclusão dos distritais suspeitos da campanha. Resultado: os deputados do PMDB, alguns com voto na executiva, pressionam para o partido rever a aproximação com o PT. Alegam que uma possível aliança formal com a legenda da esquerda só traria vantagens para os petistas, que ganhariam tempo de TV. E, se muito, ajudaria a eleger Tadeu Filippelli como vice na chapa capitaneada por Agnelo Queiroz. “É um casamento de fachada, por interesse. O PT só quer o tempo de TV do PMDB, mas não está interessado em assumir a noiva, contra quem está cheio de preconceitos”, ilustra um peemedebista com lugar no comando do partido.

As reservas do PT ficaram explícitas com a declaração de Chico Vigilante de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia orientado o partido a conversar com o PMDB na capital, mas não com a Caixa de Pandora. Vigilante é um dos principais nomes do partido no DF e quem costuma fazer a interlocução entre a direção nacional da legenda e a instância local. Apesar do mal-estar causado pela opinião de alguns petistas, Filippelli ainda defendeu a tentativa de ajustar os ponteiros com o PT de Agnelo durante o encontro com os correligionários na última segunda-feira.

Diante das ponderações dos aliados, no entanto, o presidente da sigla já fala abertamente em jogar a toalha nos planos de uma parceria. “O PT parecia propor um projeto alicerçado na maturidade, mas em função das disputas internas, da falta de pulso e de liderança, esse plano inicial se converteu em um projeto voltado para o próprio umbigo, para os projetos pessoais de alguns”, considerou Filippelli.

O presidente regional do PMDB confia que a legenda chegará a um consenso e trabalhará em sintonia. Segundo afirmou, uma das hipóteses passa por uma terceira via, que poderia reunir PMDB e PSDB e acrescentar adeptos como o DEM, isolado em função da crise, e ainda o PPS, o PHS, o PRP e o PP. Na última sexta-feira, Filippelli esteve com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com quem conversou sobre uma possível junção. Abadia, por enquanto, não disse nem que sim nem que não. Ela ainda pesa na balança a briga que vai comprar com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que se tornou inimigo de Filippelli.

PMDB quer apostar em chapão

Partidos, Política em 12/05/2010 às 10:54

O PMDB antecipou-se ao PT. Em reunião da executiva regional do partido esta semana, os peemedebistas decidiram investir num outro caminho para as eleições de outubro deste ano, que não a aliança com os petistas. A decisão ainda não é definitiva, mas virou a primeira opção do partido no cenário eleitoral para este ano. A proposta é viabilizar uma outra via no Distrito Federal, que surja como alternativa às candidatura de Joaquim Roriz e de Agnelo Queiroz.

Os nomes da chapa majoritária ainda não estão sendo discutidos, mas a intenção é reunir na mesma coligação os partidos da ampla frente partidária criada à época da crise política na cidade e que seguem sem alianças definidas na capital. São eles PMDB, PPS, PSDB, PV, PHS e PRB.

O maior obstáculo para a chapa atualmente é o racha no PSDB. Um dos partidos de maior peso no grupo, a legenda está dividida entre a via independente - que conta com adesão de boa parte dos tucanos do DF - ou uma aliança com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) - que conta com o aval de um bom número de tucanos nacionais. A decisão, porém, passa pela ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, que tanto pode ocupar uma vaga majoritária nesta chapa como na coligação rorizista. Por enquanto, ainda é difícil dizer com certeza para onde seguem os tucanos. Se optarem pelo chapão, praticamente asseguram o fôlego do grupo.

Tentativa sem PT

Partidos, Política em 11/05/2010 às 9:53

Do Informe JB: Tal como um jornaleiro anunciando uma nova, o federal Tadeu Filippelli (PMDB-DF) tem mostrado pesquisa que encomendou para dirigentes do PSDB, PPS e DEM de Brasília, na qual Roriz não será eleito. Filippelli, que sonha em se candidatar ao governo com o apoio destes partidos, alerta que Roriz ainda será pego pela Justiça na esteira do caso Arruda.

PT decide alianças

Partidos, Política em 11/05/2010 às 8:02

Do Correio Braziliense: Chegou a hora da verdade. No próximo fim de semana, o PT vai decidir formalmente se aceitará o PMDB, grande adversário nas últimas cinco eleições, como parceiro na disputa ao Executivo local. Os petistas discutirão em encontro regional, no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV), o arco de alianças para o pleito de outubro.

Os delegados da legenda vão dizer se aceitam ou não no Distrito Federal as siglas que seguirão com a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Na prática, será uma decisão sobre a possibilidade de ter um peemedebista como vice na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz. O nome mais provável é o do presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli.

A discussão vai atear fogo no encontro do PT. A expectativa é de que haja um racha entre os 350 delegados pela controvérsia da proposta inédita na capital do país. A Articulação, maior corrente do partido, e todas as tendências que formavam o antigo Campo Majoritário do PT seguem a orientação nacional e defenderão uma aliança ampla, ou seja, que seja permitida a parceria com o PMDB. “Queremos formar uma grande frente contra (Joaquim) Roriz”, afirma o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo.

Desse conjunto de correntes considerado à direita do PT, apenas o grupo liderado pelo deputado distrital Chico Leite é contra a aliança com o PMDB. “Faço política por princípios e temos muitas diferenças que não mudaram”, explica o petista. A esquerda do partido, que tem como principais expoentes o líder da bancada do PT na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu, e a ex-vice-governadora Arlete Sampaio, se reúne amanhã para tomar uma decisão sobre o assunto.

Na quinta-feira, a corrente Movimento PT, do deputado federal Geraldo Magela, fecha posição. Em Goiânia, onde a tese de aliança entre petistas e peemedebistas foi aprovada em 2008 na campanha municipal, o apoio da tendência de Magela, liderada em Goiás pelo deputado estadual Luís Cesar Bueno, foi decisivo numa disputa acirrada que deixou o partido rachado. Com o PMDB, maior partido do país e com maior representação na Câmara dos Deputados, o PT ganha tempo de televisão e estrutura, mas pode ter problemas para se explicar à militância.

De acordo com petistas, no DF, a ideia enfrenta grande rejeição nas bases da legenda. Há uma resistência em seguir na campanha com o grupo que já foi do ex-governador Joaquim Roriz, hoje no PSC, e também com os peemedebistas sob investigação na Operação Caixa de Pandora: os deputados distritais Eurides Brito, Benício Tavares e Rôney Nemer, além de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de José Roberto Arruda, todos apontados pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa como beneficiários de mesada em troca de apoio político.

TRE multa Roriz e PMDB

Partidos, Política, TRE em 11/05/2010 às 7:56

Do Correio Braziliense: Juntos, o PMDB e o ex-governador Joaquim Roriz (hoje filiado ao PSC) atropelaram a legislação eleitoral em dois aspectos. Fizeram divulgação de candidatura fora de época e distorceram o sentido de propaganda eleitoral. Foi o que considerou, por unanimidade, a corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na tarde de ontem. Por seis votos, o Tribunal condenou Roriz e o PMDB ao pagamento de multa e cassou o direito da legenda de exibir 300 segundos de sua programação nas redes de rádio e televisão.

O julgamento do TRE refere-se a duas inserções, cada uma com 30 segundos, veiculadas em setembro do ano passado. Na ocasião, Roriz fazia críticas às áreas de saúde, transporte e social. Em seguida, se colocava como opção ao cargo de governador. “Por tudo isso, eu serei candidato ao governo do Distrito Federal”. O anúncio provocou o Ministério Público Eleitoral, que fez uma representação contra o PMDB e Joaquim Roriz.

A Procuradoria Regional Eleitoral acusou tanto o partido quanto o postulante ao GDF de desvirtuarem o significado de propaganda partidária. O relator do processo no TRE, desembargador Mário Machado, concordou com a tese do Ministério Público. E pediu aplicação de multa no valor que corresponde à média entre o mínimo de R$ 5 mil e o máximo de R$ 25 mil. A decisão de cobrar R$ 15 mil (para cada réu) provocou uma divergência na corte.

O desembargador João Egmont achou o valor exagerado. Mas Machado explicou o motivo para ter sugerido a quantia intermediária. “Há circunstâncias que podem elevar a punição do mínimo ou máximo. O fato de a propaganda ter sido direta, sem dissimulações, de se tratar do anúncio para o cargo mais alto na estrutura de governo e ainda de a infração ter sido cometida por um político experiente, que já foi várias vezes governador, torna a situação mais grave”, considerou Machado. O desembargador foi apoiado pelos demais colegas.

mo Joaquim Roriz deixou o partido no ano passado e se filiou ao PSC, a cassação do tempo de televisão é castigo que só deve prejudicar ao PMDB. A aplicação da pena de supressão de 5 minutos da programação partidária ocorrerá nas próximas inserções da legenda, marcadas para os dias 21, 24, 26, 28 e 31 deste mês. O tempo equivale a cinco vezes o que foi transmitido fora da lei.

A mudança de partido foi, inclusive, usada pela defesa para alegar a inocência de Roriz. Segundo o advogado Marcelo do Nascimento Pereira, o ex-governador deixou o PMDB justamente por não ter a garantia da legenda para disputar o cargo. Além do mais, o advogado sustentou que o anúncio da candidatura foi apenas uma manifestação pessoal “sem pretensões formais”. A advogada do PMDB, Gabriela Rollemberg, por sua vez, afirmou que o partido não tinha conhecimento do conteúdo da fala de Roriz no programa e que ele tomou a atitude de transgredir a legislação eleitoral “por sua conta e risco”.

O procurador eleitoral do DF, Renato Brill, considera o julgamento de ontem exemplar para o período pré-eleitoral. “O Tribunal aplicou corretamente a legislação, de forma pedagógica, para inibir partidos políticos e pré-candidatos contra os abusos”, disse. A condenação de Roriz e do PMDB foi a terceira desde o ano passado. O sobrinho do ex-governador, Dedé Roriz, também havia sido punido por divulgação de candidatura fora do prazo pela internet. O deputado distrital Rogério Ulysses (sem partido) foi considerado culpado, por ter feito a divulgação de banners com intenção eleitoreira em São Sebastião, cidade onde mantém base eleitoral. Roriz e o PMDB ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Rosso e Filippelli se afastam

GDF, TCDF em 01/05/2010 às 9:28

Do Correio Braziliense: Durou apenas duas semanas a parceria entre o deputado Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB, e o governador do partido, Rogério Rosso, que chegou ao poder por meio das eleições indiretas realizadas no último dia 17 na Câmara Legislativa. Filippelli garantiu a legenda e costurou a aliança com o PT e o Palácio do Planalto que possibilitou a vitória de Rosso. Tinha a expectativa de se tornar uma espécie de primeiro-ministro, com poder de tomar as decisões estratégicas. Mas no fim da noite de ontem, Rosso exonerou Davi Matos, aliado que Filippelli havia indicado para o cargo de secretário de Obras.

Colocou no lugar o ex-diretor da Companhia de Saneamento de Brasília (Caesb) João Batista Padilha Fernandes, que terá como assessor especial o ex-secretário-adjunto de Desenvolvimento Urbano Danilo Pereira Aucélio. Essa foi a parte visível de um rompimento iniciado já nos primeiros dias de gestão de Rosso. No início da semana, o governador decidiu nomear Davi Matos para o cargo de secretário de Obras. Mas, na sequência, criou um comitê que esvaziou a pasta. A comissão, presidida pela vice-governadora Ivelise Longhi, ficou encarregada de autorizar e suspender obras, de acordo com a determinação do governador.

Nessa estrutura, Davi Matos seria apenas uma das vozes, com a mesma força que outros integrantes do primeiro escalão terão, como os secretários de Transportes, Governo, Fazenda e Planejamento. Inconformado com o esvaziamento da pasta, Filippelli não permitiu que o aliado tomasse posse. Essa é a justificativa que Rosso dá para a substituição. “Não poderia esperar mais. Temos duas mil obras em execução e a secretaria é uma das nossas prioridades”, afirmou o governador.

Logo que Rosso assumiu, Filippelli tentou emplacar Luiz Carlos Pietschmann, um de seus principais aliados, na Secretaria de Governo. Também não conseguiu. O tempo fechou mesmo quando Rosso não aceitou a indicação de Filippelli para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).

Sabatina
Filippelli tentou intermediar com Rosso a indicação do procurador Demóstenes Tres Albuquerque, nome da preferência dos técnicos da Controladoria-geral da União (CGU), do Ministério da Justiça e do ministro Benjamin Zymler, vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Rosso, no entanto, preferiu indicar o procurador Inácio Magalhães Filho. Enviou a mensagem com a nomeação para a Câmara Legislativa e trabalhou para a aprovação rápida da indicação. Ontem mesmo Inácio foi sabatinado na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Casa, com o apoio dos deputados Eliana Pedrosa (DEM), Batista das Cooperativas (PRP) e Cristiano Araújo (PTB), sem qualquer pergunta incômoda. Integrante da CEOF, o deputado distrital Paulo Tadeu (PT) se recusou a participar da sabatina por discordar da escolha de Inácio.

Segundo quem acompanhou as discussões nos bastidores, Filippelli se sentiu desautorizado por Rosso, uma vez que ele fazia a interlocução com o PT e o Palácio do Planalto. Nos dois últimos dias, o presidente do PMDB trabalhou para fechar as portas do governo federal para Rosso. O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, chegou a negar uma audiência requisitada pelo governador. Enquanto isso, Filippelli tentou evitar a sabatina de Inácio Magalhães na CEOF da Câmara. Não conseguiu. Procurado ontem pelo Correio ao longo de todo o dia, Filippelli não retornou as ligações da reportagem.

A disputa pela indicação no Tribunal de Contas ganhou ontem mais um ingrediente. O desembargador Nívio Gonçalves, do Tribunal de Justiça do DF, concedeu liminar em Mandado de Segurança, requerida pela procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Márcia Farias, que suspende a lista tríplice eleita para a vaga aberta no TCDF. O magistrado considerou que Demóstenes e Inácio não podem ser conselheiros porque não têm tempo na carreira suficiente para exercer a função, ou seja, no mínimo 10 anos. Até o julgamento do mandado de segurança ou algum recurso, a nomeação ficará suspensa.

Via alternativa com PMDB, DEM e PSDB

Partidos, Política em 29/04/2010 às 19:25

Não apenas PDT e PSB pensam em um plano B para o caso de o PT voltar atrás nas conversas mantidas entre os três partidos. Também o PMDB tem alimentado uma segunda opção para as eleições de outubro. A ideia é fomentada principalmente pelo Democratas e por parte do PSDB: lançar uma chapa alternativa à polarização PT x Joaquim Roriz em uma coligação com as três legendas. O grupo contaria ainda com o apoio do PPS na empreitada.

Para o Democratas, esse seria o melhor cenário eleitoral. O PPS também sairia ganhando mais espaço. Como vantagem para o PMDB estaria o fato de que o cabeça de chapa poderia ser o atual governador Rogério Rosso. Apesar da promessa de que não será candidato à reeleição, não seria surpresa no meio político uma mudança de planos. Até porque, como todo mundo sabe, a “política é uma arte dinâmica”.

Diante de tantos cenários possíveis para outubro, as próximas semanas prometem ser bastante movimentadas. Alguns presidentes de partido até cancelaram agendas externas e sociais para cuidar apenas disso: conversas e mais conversas.

Acordo tiraria envolvidos do palanque

Partidos, Política em 29/04/2010 às 8:27

Da coluna do Claudio Humberto: O acordo que PT e PMDB costuram em Brasília prevê a exclusão dos deputados distritais enrolados nos recentes escândalos do mensalão do DEM. Pelo acordo, a ser cumprido especialmente pelo PMDB, será negada legenda a políticos como a deputada Eurides Brito, líder do partido na Câmara Legislativa, que aparece em vídeo metendo maços de dinheiro na bolsa. O acerto objetiva neutralizar resistências no PT.

O acordo PT-PMDB é coordenado pelo próprio Lula. Ele tem dito a petistas históricos locais que a vitória no DF “é questão de honra”.

DEM sai da CPI

Sem categoria em 28/04/2010 às 20:06

A bancada do DEM na Câmara Legislativa decidiu retirar o nome do distrital Paulo Roriz da composição da CPI da Corrupção. A vaga, aberta com a saída da deputada Eliana Pedrosa há algumas semanas, seria ocupada por Roriz, cotado para presidir a comissão. O partido, porém, determinou que nenhum dos três distritais ocupasse a vaga. Com isso, a CPI segue apenas com três integrantes, desde que Eliana e o pedetista José Antônio Reguffe desistiram de seus cargos na comissão. Além do desfalque, a comissão está ainda sem presidente e vice.

A decisão do DEM foi mais uma medida para enfraquecer a CPI e deixá-la mais perto do fim. A nova bancada de oposição ao governo na Câmara Legislativa, porém, promete não deixar os trabalhos se encerrarem. Há deputado insatisfeito jurando que o PMDB vai saber o que é governador com uma CPI no encalço.

Diante disso, o PMDB tenta neutralizar as ameaças retomando a vaga que cabia à legenda, mas era ocupada por Reguffe. O partido já anunciou que quer o ex-secretário de Esportes do GDF Aguinaldo de Jesus (PRB) no posto. Sem um nome democrata, caberá então ao presidente Wilson Lima (PR) indicar o quinto elemento da comissão. As nomeações devem sair na próxima semana.

PT segue sem consenso sobre PMDB

Partidos, Política em 27/04/2010 às 21:58

O diretório do PT-DF decidiu adiar a decisão sobre uma possível aliança entre o partido e o atual governo peemedebista, com direito a coligação nas eleições de outubro. O adiamento foi provocado pela total falta de consenso na legenda, como ficou demonstrado na reunião desta terça-feira (27). Parte dos petistas está fazendo duras críticas à aliança. Outra parte considera a coligação essencial para a vitória nas urnas. A decisão da legenda foi de não colocar a questão em votação, para amadurecer um pouco mais as discussões sobre o tema.

Ser ou não ser governo?

Partidos, Política em 27/04/2010 às 6:28

Do Correio Braziliense: A missão de derrotar Wilson Lima — candidato do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) — na eleição indireta encorajou o Partido dos Trabalhadores do DF a se juntar ao PMDB. A reação desigual da militância do PT, no entanto, provocou um recuo no partido e rachou os petistas entre os que apoiam e aqueles que desaprovam a aproximação ao novo governo. O tema promete ser o mais polêmico da reunião do diretório regional da legenda marcada para hoje à noite. A ocupação ou não de cargos na administração Rogério Rosso (PMDB) também será decidida.

O PT é conhecido por ser um partido que segue as posições tomadas em colegiado. Por isso, a importância do encontro de hoje na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a partir das 19h no Conic. O que for decidido pela maioria dos 43 dirigentes regionais no DF terá de ser tomado como regra no partido, que possui 15 tendências diferentes. Um posicionamento oficial e uniforme da legenda virá de uma queda de braço entre dois grupos.

De um lado, estão as tendências mais à esquerda, que concentram a maioria dos militantes e querem trilhar um caminho para as eleições de outubro independente do PMDB. Esse grupo usa como argumento a proximidade que os peemedebistas mantiveram com os governos acusados de corrupção e se ampara ainda em uma pesquisa interna realizada pelo PT, que apurou alta rejeição numa chapa eventualmente formada pelo pré-candidato ao GDF Agnelo Queiroz e o presidente do PMDB local, Tadeu Filippelli.

De outro lado, tentará prevalecer a opinião de uma corrente de petistas mais vinculada à direção do partido, diretamente envolvida na negociação sobre as eleições. Há representantes desse grupo na Articulação, a maior tendência do partido e onde estão abrigados, por exemplo, o presidente da legenda no DF, Roberto Policarpo, e Agnelo Queiroz. Quem é favorável a uma aproximação com o PMDB alega que esse movimento, assim como foi fundamental para a determinar a vantagem na eleição indireta, continuará sendo decisivo para neutralizar a força de Joaquim Roriz na disputa.

Mandato
O mandato eletivo é outra linha de corte na polêmica da aliança com o PMDB. Quem tem e quer manter o posto na próxima legislatura acha arriscado assumir publicamente a união com o partido do governo. Isso explica a postura de distritais do PT que ou são radicalmente contra a junção, como Chico Leite, ou evitam declarar publicamente apoio à aliança, a exemplo de Paulo Tadeu e Cabo Patrício.

Durante compromisso do PT no último fim de semana, o deputado federal Geraldo Magela (PT) optou por um discurso de distanciamento em relação ao PMDB. “Devemos nos antecipar e não aceitar participar desse governo. Temos um projeto e queremos nos unir com outros partidos para ganharmos a eleição e começarmos a governar em 1º de janeiro de 2011”, disse Magela, que deve concorrer a uma vaga ao Senado Federal.

Agnelo, que nos bastidores tem defendido a junção com o PMDB, não descartou a hipótese e falou em unir esforços: “Vamos iniciar um projeto de mudança, alternativo, pensando nos próximos 50 anos. Será um programa de governo com os nossos aliados para diminuir as forças do adversário, que está no poder há muito tempo e fazendo políticas desajustadas e conservadoras”.

Presidente mantém petista na CPI

Câmara Legislativa em 23/04/2010 às 18:26

O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), avisou: não vai aceitar a indicação do PMDB para a vaga aberta na CPI da Corrupção. Lima já havia indicado o petista Chico Leite como quinto integrante da comissão quando a líder do PMDB, Eurides Brito, decidiu indicar Aguinaldo de Jesus (PRB) para a vaga. A indicação, pela divisão partidária na Casa, caberia mesmo ao PMDB. Mas o partido, que abriu mão de indicar o nome em outras ocasiões, deixou o tempo correr também nesta indicação. No entendimento do presidente, o nome de Aguinaldo de Jesus chegou depois do prazo e, por isso, ele vai manter Chico Leite na composição da comissão.

PT ainda dividido sobre PMDB

Partidos, Política em 22/04/2010 às 17:22

O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, foi à tribuna da Casa nesta quinta-feira (22) desmentir as especulações de que seu partido vá indicar cargos no GDF e de que a aliança entre PT e PMDB esteja formalizada para as eleições de outubro. Tadeu afirmou que nenhuma dessas decisões foram tomadas e que não há um nome sequer nomeado no novo governo a pedido do PT.

Apesar do discurso veemente de seu líder na Câmara, o PT ainda está dividido quanto a posição que terá com relação ao governo e ao PMDB. Uma reunião da executiva regional na próxima terça-feira (27) deve iniciar as dicussões sobre coligações partidárias e, em especial, a aliança com os peemedebistas. A legenda está bastante dividida sobre o assunto.

Oficialmente, os petistas afirmam que uma coligação com o PMDB só poderia sair depois que o partido tomasse providências quanto aos filiados envolvidos na Operação Caixa de Pandora - já que até hoje nada foi feito partidariamente quanto a eles. Extraoficialmente, porém, discute-se a possibilidade de aliança com a ala peemedebista que ficou longe da crise. Como argumento está o fato de que tanto PSB quanto PDT estavam próximos ao governo José Roberto Arruda antes da crise e isso não impediu a coligação, já fechada, com o PDT nem as conversas, bem encaminhadas, com o PSB.

Briga por indicação na CPI

Câmara Legislativa em 22/04/2010 às 17:08

CPI da Corrupção ganha fôlego em meio a uma disputa interna na Câmara Legislativa. Diante do desinteresse dos partidos em indicar o quinto integrante da comissão, a Mesa Diretora publicou no Diário da Câmara Legislativa desta quinta-feira (22) a indicação do petista Chico Leite para o cargo. O PMDB, a quem cabia a vaga mas não se manifestara, decidiu então apresentar hoje sua indicação: o distrital do PRB, Aguinaldo de Jesus.

A briga pela vaga ainda não terminou. O PMDB alega que, regimentalmente, o direito a indicação é dele. O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), diz que a indicação veio da presidência devido a falta de iniciativa do PMDB. A decisão deve sair no Diário da Casa de sexta-feira (23).

Vice será peemedebista

Partidos, Política em 22/04/2010 às 10:11

De um dirigente petista do DF: “O PMDB vai, sim, indicar o vice de Agnelo Queiroz na chapa majoritária para as eleições de outubro. Agora se será o deputado federal Tadeu Filippelli ainda não sabemos”.

PT deve governar com PMDB

GDF, Partidos, Política em 21/04/2010 às 8:11

Do Correio Braziliense: A aliança inédita entre PT e PMDB experimentada no dia em que Rogério Rosso foi eleito para o mandato-tampão até 31 de dezembro deve ser confirmada na prática com a partilha do governo entre as duas legendas. O PMDB vai convidar o PT para entrar no governo. E a tendência é que a resposta seja sim. Internamente, as duas legendas já começaram a pensar como se dará essa composição. O PT não é unânime sobre ocupar cargos no governo de Rosso, mas provavelmente os dissidentes serão votos vencidos na discussão.

Desde o momento em que o PT decidiu se aliar ao PMDB para derrotar a chapa do candidato apoiado por Joaquim Roriz — o então governador em exercício Wilson Lima —, a legenda com força para polarizar a eleição de outubro apoiou seu projeto de poder em pilares pragmáticos. “Temos a intenção de vencer no primeiro turno com a ajuda dos partidos que assinaram a Carta Brasília, base para a eleição de Rosso. De que adianta assumirmos um compromisso sem termos participação no governo? Queremos e devemos entrar para administração desde agora”, disse Hélio José, secretário de Relações Institucionais e Políticas do PT. Ele representa a Base Petista e Socialista, que tem dois dos 15 votos na executiva do partido.

A Hélio se unem mais petistas de outras correntes e de mesmo pensamento sobre a eleição de outubro. “A proposta para integramos o governo virá. Vamos sentar e discutir dentro do partido, e o resultado desse debate deve ser um desdobramento natural da parceria iniciada pela eleição indireta”, afirmou um petista que preferiu permanecer no anonimato. O pré-candidato do PT ao governo, Agnelo Queiroz, tem comemorado abertamente a dobradinha com o PMDB. Ele não deve se opor a que o partido tenha espaço no GDF.

Deputados fora
Um foco de divergência deve ser dentro da Câmara. Os distritais, que vão concorrer à eleição, dois dos quais à Câmara dos Deputados, estão preocupados com a repercussão que uma parceria oficial com o PMDB será interpretada entre eleitores. Chico Leite, por exemplo, é contra. “Só aceito me unir em causas”, comentou o parlamentar. Ele e Érika Kokay (PT) resistiam em votar no candidato peemedebista, como foi acordado pelo comando dos dois partidos, se houvesse segundo turno na eleição.

Paulo Tadeu e Cabo Patrício estão mais alinhados com o pensamento de que o PT terá de trabalhar desde já essa união com o PMDB para vencer o pleito de outubro. Nenhum dos deputados, no entanto, poderia assumir cargos no governo. Isso porque a legislação eleitoral proíbe candidatos a integrar a administração pública pelo menos seis meses antes da eleição.

O PMDB está em plena formação de governo. E o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli, é o principal negociador que tem como aposta amarrar a aliança construída nos bastidores trazendo o PT para preencher postos no GDF. Todo o processo vem sendo tratado nos bastidores e só será anunciado quando estiverem resolvidas entre os dois partidos as fatias de governo que serão reservadas ao PT.

Temer: aliança é pontapé inicial

Partidos, Política em 20/04/2010 às 12:11

Do Correioweb: A eleição do peemedebista Rogério Rosso para governar o Distrito Federal (DF) inicia a consolidação da chapa PT-PMDB nacional e nos estados. A opinião é do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). “É o pontapé inicial. Estamos tratando de construir uma aliança. E, pouco a pouco, vamos contruí-la”, disse o peemedebista.

Rogério Rosso foi eleito de forma indireta e teve apoio do PT. A aliança foi costurada para evitar que o então governador em exercício, Wilson Lima (PR), fosse eleito. Lima é apoiado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz, pré-candidato às eleições e adversário histórico dos petistas na cidade.

Amanhã (21), a capital completa 50 anos com um novo governador – o quarto desde o início da crise política, em novembro. Rosso assumiu após cassação de José Roberto Arruda, que perdeu o mandato depois das denúncias de envolvimento em esquema de corrupção no DF.

Apesar dos problemas enfrentados pela capital federal, Michel Temer disse que “Brasília é maior que todos os seus problemas”.

De volta à Agricultura

Agricultura em 19/04/2010 às 17:17

Um peemedebista afastado do GDF desde 2007 pode ter chances de voltar a ter força neste finalzinho de mandato: o ex-deputado distrital Pedro Passos, que renunciou no primeiro ano de mandato, deve indicar o novo secretário de Agricultura. A possibilidade de indicação foi ventilada por integrantes do PMDB e deve ser confirmada em breve. Passos já foi secretário da pasta no governo Joaquim Roriz e é candidato a distrital nas eleições de outubro.

Em busca de alianças na Câmara

Câmara Legislativa, GDF em 19/04/2010 às 12:47

Depois de não contar com os votos de tucanos nem de democratas para a eleição do pemeedebista Rogério Rosso, o PMDB quer se reaproximar dos dois partidos, ao menos para assegurar um governo tranquilo. Passada a eleição de sábado, o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, procurou interlocutores do PSDB e do DEM na Câmara Legislativa para conversar. O peemedebista quer retomar a ampla aliança na base do governo na Casa.

Tucanos e democratas devem se reunir nesta segunda-feira (19) para discutir o que fazer. A intenção é só compor com o PMDB se todo o grupo aceitar.

PMDB como vice do PT

Partidos, Política em 19/04/2010 às 7:18

Da coluna de Cláudio Humberto: Pela primeira vez na história política do Distrito Federal, PT e PMDB vão celebrar uma aliança eleitoral: o candidato petista a governador, Agnelo Queiroz, negocia com o PMDB a indicação do vice-governador de sua chapa. O nome mais provável para essa posição é do seu principal interlocutor na negociação, o deputado federal Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB e ex-presidente da importante Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

A costura da aliança PT-PMDB começou com as articulações em torno da eleição de Rogério Rosso (PMDB) para o cargo de governador-tampão do DF, neste sábado. O apoio das forças leais ao governo federal a Rosso foi recomendado expressamente pelo presidente Lula. “Ganhar em Brasília é questão de honra”, disse Lula ao ex-ministro Agnelo Queiroz, candidato que ele próprio escolheu para enfrentar aquele que lidera as pesquisas, Joaquim Roriz (PSC).

Negociador político hábil, Filippelli é apontado como o principal artífice da vitória de Rogério Rosso para o governo-tampão do DF. Contra-parente de Roriz, ele rompeu com o ex-senador, aliou-se ao ex-governador José Roberto Arrruda e fechou as portas para o líder nas pesquisas.

“Nossa gestão não era de TI”

Câmara Legislativa, GDF em 15/04/2010 às 16:09

Candidato do PMDB ao Governo do Distrito Federal nas eleições indireta Rogério Rosso teve de esclarecer uma cobrança que já circula pela cidade: como ser eleito governador tampão do DF se até dezembro do ano passado ele era presidente da Codeplan, órgão onde se originaram a maioria das denúncias da Operação Caixa de Pandora.

Rosso afirmou que desde 31 de dezembro de 2006, a Codeplan perdeu a responsabilidade pela área de informática do GDF, que ficou a cargo das secretarias da administração direta. “Nossa gestão não foi da Codeplan de TI. Foi da Codeplan de sua origem, de planejamento da capital”.

Serejo deixa condomínios

GDF, Habitação em 26/03/2010 às 10:16

Mais um que deixa o Governo do Distrito Federal: o gerente de regularização de Condomínios, Paulo Serejo, teve usa exoneração, a pedido, publicada no Diário Oficial do DF desta sexta-feira (26). Filiado ao PMDB, Serejo planeja concorrer a uma das vagas de deputado federal nas próximas eleições.

Juntos outra vez

Partidos, Política em 08/03/2010 às 22:04

Quem ouvia a Rádio Nacional se divertiu com a coincidência das inserções partidárias programadas para a noite desta segunda-feira (8). Logo depois de ouvir a propaganda do PMDB, com o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, falando da crise política na capital federal, foi possível ouvir a de um ex-aliado, agora desafeto, de Filippelli, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Roriz não repetiu o assunto do ex-afilhado político. Dessa vez, falou sobre a importância das mulheres na política, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Mas muita gente na cidade gostou de ver os dois juntos outra vez, ainda que só na programação da rádio…

PMDB e PDT na disputa

Partidos, Política em 24/02/2010 às 17:27

Dois partidos começam a trabalhar com a possibilidade de candidatura própria, que deve ser anunciada nos próximos dias: o PMDB e o PDT. Entre os peemedebistas, o nome cotado para cabeça de chapa será o do deputado federal Tadeu Filippelli. Já no PDT, nem Cristovam Buarque nem José Antônio Reguffe. O nome da vez é do presidente regional do partido Ezequiel Nascimento.

Prisão é vista como fim da impunidade

GDF, Senado em 11/02/2010 às 17:59

Prisão preventiva do governador José Roberto Arruda repercute no Senado Federal. Senador Pedro Simon (PMDB) pediu a palavra para registrar que não estava feliz, mas reconhecia que esse é um momento importante na política brasileira. “Esse é um fato histórico. Que comece hoje o fim do Brasil país campeão da impunidade”, afirmou o senador. “Ninguém está dizendo que o governador Arruda é culpado, mas as evidências ao longo dos últimos meses fizeram com que a prisão preventiva fosse absolutamente correta”.

Filippelli para o governo?

GDF, Partidos, Política em 08/02/2010 às 9:44

Ainda do Painel da Folha de S. Paulo: Em silêncio durante toda a crise, o deputado Tadeu Filippelli (PMDB) disse a aliados que pretende disputar o governo do DF.

Fábio Simão era candidato

GDF, Partidos em 08/02/2010 às 9:42

Do Painel da Folha de S. Paulo: Procuradores da República que investigam o mensalão candango reuniram indícios de que Fábio Simão, ex-chefe de gabinete do governador José Roberto Arruda, montou uma rede de espionagem com o auxílio de ex-policiais. Exonerado do governo após o estouro da crise, Simão ainda é visto na residência oficial, em Águas Claras, onde mantinha uma sala privativa. Segundo conhecedores da política do DF, ele frequenta os bastidores do poder há 20 anos: foi assessor do senador cassado Luiz Estevão e secretário particular de Joaquim Roriz (PSC). Além de cuidar dos contratos com terceirizadas e das obras milionárias da Copa-2014, Simão também tinha atuação política: era a ponte do governo com o PMDB, partido ao qual é filiado. Antes do escândalo, falava em se candidatar a deputado.

Peemedebista quer expulsão de Filippelli

GDF, Partidos em 26/01/2010 às 14:46

O Conselho de Ética do PMDB Nacional recebeu nos últimos dias um pedido de expulsão do presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli. Assinado pelo advogado peemedebista Geraldo Madureira, o pedido acusa o parlamentar de falta de ética e desobediência ao partido.

Em sua justificativa, entre outras afirmações, Madureira diz que Filippelli “age com conivência” para impedir a punição dos integrantes do PMDB envolvidos nas denúncias da Operação Caixa de Pandora. E também estaria ignorando as ordens do partido de deixar o governo ao manter o controle de centenas de cargos no GDF. O pedido de expulsão trata ainda de contratos milionários com o governo, mantidos pela empresa dos dois filhos de Filippelli, a Aerochannel.

Filippelli rebate as acusações de Madureira afirmando que ele era seu funcionário na Câmara dos Deputados até o mês passado. “Fui obrigado a fazer alguns remanejamentos no mandato e acabei por demiti-lo antes do Natal. Ele não se conformou”. Procurado pelo blog, o advogado não respondeu às acusações do parlamentar.

Update: O deputado Tadeu Filippelli moveu uma ação por calúnia, injúria e difamação contra Geraldo Madureira por conta das acusações feitas no pedido de expulsão.

As inconstâncias do PMDB

Partidos, Política em 21/01/2010 às 16:47

Peemedebista da capital ficaram interessados em um trecho de um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal na casa dos envolvidos na Operação Caixa de Pandora que tinha a ver diretamente com o partido deles. O documento era a sugestão de partilha de cargos do governo entre apoiadores de campanha do governador José Roberto Arruda. Na listava constava o nome do deputado federal, então peemedebista, Laerte Bessa.

Para os ex-correligionários de Bessa, o documento comprova o apoio dado pelo deputado ao governador Arruda na campanha de 2006 e no início de governo. E torna incoerente o principal argumento do pedido de intervenção no PMDB, feito pelo parlamentar em agosto do ano passado. No pedido, Bessa alegava que o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli, apoiava o governador José Roberto Arruda em detrimento a Roriz.

“Essa é uma questão de incoerência política. Ele apoiou a Arruda desde a campanha, como podemos constatar por esse documento, e depois questionou o nosso apoio? E eram momentos diferentes. Apoiar na campanha é opção política. Agora apoiar o governo, depois de instalado, é um questão de defesa dos interesses de Brasília”, ponderou Filippelli.

Cúpula nacional quer resposta do PMDB

Partidos, Política em 17/01/2010 às 9:46

Do Correio Braziliense deste domingo (17): Com vários integrantes da executiva regional citados ou investigados na Operação Caixa de Pandora, o PMDB tenta encontrar um caminho nas próximas eleições. A direção nacional da legenda tem pressionado o deputado Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB, a dar uma resposta à opinião pública pelo desgaste provocado pela crise que abateu três deputados distritais, um candidato a deputado federal e dois integrantes da executiva local. Filippelli, no entanto, resiste a entregar na bandeja a cabeça de aliados no Distrito Federal.

Ao Correio, ele disse que pediu a seu advogado, Herman Barbosa, que acompanhe todos os passos da investigação contra os peemedebistas. Caso haja evidências inconstestáveis da participação de algum filiado, um processo disciplinar será aberto. “Cobram-me um julgamento político. Mas se eu levar em conta apenas a opinião pública, não há julgamento. Prefiro adotar a cautela e pedir a punição caso haja provas”, declarou. Maior partido do DF, com 25 mil filiados, o PMDB tem planos nacionais de integrar a chapa encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Aliado de Filippelli, o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), é um dos que exige resultado.

A pressão não parte apenas dele. Aliada do ex-governador Joaquim Roriz, a deputada Íris de Araújo — que preside o PMDB e era favorável a uma intervenção nacional contra Filippelli, na discussão ocorrida em setembro — também tem reclamado da falta de uma posição firme. O presidente regional do PMDB também tem sido cobrado por aliados que começam a ver crescer a chance de o partido sair da posição de coadjuvante e lançar candidato próprio ao Executivo.

Filippelli não fala abertamente sobre o assunto. Mas no PMDB a avaliação é de que, no mínimo, a legenda poderá ser o fiel da balança numa disputa entre Roriz e Agnelo Queiroz, candidato petista ao Executivo. Existem negociações para manter PT e PMDB numa mesma chapa, tendo Filippelli como vice do PT. Mas as exigências petistas têm sido altas. O grupo de Agnelo não aceita Eurides Brito como candidata e o deputado Geraldo Magela (PT-DF), provável concorrente ao Senado, declarou na semana passada que não aceitará concorrer ao lado de investigados na Operação Caixa de Pandora. “Não aceito esse tipo de imposição do PT”, reclama Filippelli.

Entre os possíveis nomes para a disputa ao GDF estão o do ex-presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) Rogério Rosso e o ex-presidente da Novacap Luiz Carlos Pietschmann, braço direito de Filippelli, além do próprio presidente do PMDB-DF. Com o vice-governador Paulo Octávio (DEM) fora da disputa pelo GDF, conforme antecipou ontem a coluna Brasília-DF, peemedebistas sonham com o espólio eleitoral do DEM.

Magela reprova aliança com PMDB

Partidos, Política em 14/01/2010 às 8:48

Do Correio Braziliense desta quinta-feira (14): Ciente da intenção do PMDB do Distrito Federal em buscar uma aliança com o PT, seguindo o mesmo traçado que se desenha no plano nacional, o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF) impõe condições para dividir o palanque com os peemedebistas. “Não defenderei a aliança com o PMDB se os denunciados forem candidatos”, afirmou, durante entrevista ao programa Jogo do Poder, da rede CNT, que foi ao ar ontem à noite. Magela pretende disputar uma vaga no Senado este ano.

O deputado Tadeu Filippelli, um dos comandantes do PMDB do Distrito Federal, reagiu: “O Magela fala pelo partido dele. Eu falo pelo meu. Não vou pré-julgar ninguém nesse momento. E, além do mais, quem disse que existe interesse em fechamento com o PT? O jogo aqui está zerado”, responde o peemedebista, num tom ríspido.

Apesar do desdém de Filippelli, PT e PMDB estavam em conversas bem adiantadas para uma aliança no DF. E, como no plano nacional, os peemedebistas reivindicavam o vice numa chapa encabeçada pelo PT. Com as festas de fim de ano e a operação Caixa de Pandora, as conversas ficaram suspensas. E, agora, até que o PMDB assegure ao PT que os distritais envolvidos na operação Caixa de Pandora não serão candidatos, há quem aposte no afastamento, já que o PMDB hoje não tem como dar essa garantia. “Nós vamos esperar o julgamento final. Quem for culpado, será afastado. Mas é preciso aguardar a conclusão das investigações”, diz Filippelli.

O PMDB tem hoje três deputados distritais citados na Operação Caixa de Pandora. A deputada Eurides Brito aparece num dos vídeos gravados pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa trancando uma porta a chave para, em seguida, colocar maços de dinheiro numa bolsa. Ela alegou que tinha ido buscar recursos para a campanha eleitoral de 2006.

Os outros dois enroscados nas denúncias de Durval Barbosa são Rôney Nemer e o ex-presidente da Câmara Legislativa Benício Tavares. A voz de Benício aparece em um diálogo com Durval e, no inquérito, o delator inclui o parlamentar entre os que recebiam mesada em troca de apoio ao governo. Rôney Nemer não foi filmado, mas tem seu nome citado em conversas gravadas entre Durval e o governador José Roberto Arruda. Em dezembro, Nemer subiu à tribuna, rebateu as acusações e colocou seu sigilo bancário e fiscal à disposição dos investigadores.

Valente para distrital

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 04/01/2010 às 17:10

O ex-secretário de Educação José Luiz Valente (PMDB), afastado do cargo depois das denúncias da Operação Caixa de Pandora, abandonou a disputa eleitoral por uma vaga na Câmara dos Deputados. Mas mantém a ideia de ser candidato nas eleições deste ano. Valente anda namorando a possibilidade de concorrer a uma das vagas de deputado distrital. Ele acredita que uma candidatura ao Legislativo local lhe oferece duas oportunidades. A primeira, de continuar trabalhando pela Educação. A segunda, de falar sobre a Operação Caixa de Pandora.

O ex-secretário argumenta que entrou por engano nas investigações. Valente é citado em uma gravação em que um assessor diz estar recebendo dinheiro em seu nome e teve a casa e o gabinete alvos de um mandado de busca e apreensão. O assessor já divulgou que usou o nome de Valente sem que ele soubesse. E o peemedebista aposta que a conclusão do relatório da Polícia Federal o deixará de fora das acusações. Com essa crença, Valente avalia que o palanque fornecido pela Câmara será o ideal para se defender e comprovar sua inocência.

Nem mesmo a antiga dobradinha fechada com a também candidata a distrital do PMDB, Eurides Brito, seria um empecilho para os planos de Valente. A proposta original do partido ela lançar os dois como candidatos da Educação, sendo ele para a Câmara Federal e Eurides para distrital. Também alvo da Operação Caixa de Pandora e flagrada recebendo dinheiro do ex-secretário Durval Barbosa, a deputada ficou em situação mais delicada que Valente diante da opinião pública. Justificativa suficiente para implodir a dobradinha. Ainda mais se o PMDB vier a se aliar ao PT.

“A melhor punição vem das urnas”

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 29/12/2009 às 14:31

O presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, assegurou ao blog que não haverá nenhuma punição antecipada aos peemedebistas citados nas denúncias da Operação Caixa de Pandora. “Já nos afastamos do governo e agora vamos esperar o fim das investigações. Mas estamos a dez meses das eleições. A melhor punição virá das urnas, do voto do eleitor”, ponderou.

Para o presidente do PMDB, é preciso ter bom senso ao analisar as denúncias. “O vídeo em que a deputada Eurides Brito aparece, por exemplo, não é do governo, é da época da campanha de 2006, que também foi campanha do ex-governador Joaquim Roriz”, argumenta Filippelli. “Não posso punir a deputada hoje por um suposto crime que já até prescreveu”. No caso de Roney  Nemer, o presidente diz que ele é citado em uma conversa, de forma confusa, com trechos inaudíveis. ”A Polícia Federal está agindo, o Ministério Público está agindo. E quem estiver realmente envolvido, deve ser punido. Mas não cabe a nós fazermos um julgamento precipitado”.

PMDB quer punir citados em denúncias

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 28/12/2009 às 14:20

De olho na vaga de vice na chapa da petista Dilma Roussef à Presidência da República, o PMDB ensaia punição dura aos envolvidos na Operação Caixa de Pandora, deflagrada no Distrito Federal em novembro. Parte dos caciques da legenda defendem que se siga o exemplo do Democratas, que preferiu forçar a saída do governador José Roberto Arruda e do presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, antes que as denúncias contaminassem de uma vez o partido. A articulação é para punir de forma rigorosa os deputados distritais Benício Tavares, Eurides Brito, Roney Neme e o ex-deputado Odilon Aires. Todos citados, em maior ou menor grau, nas denúncias da Caixa de Pandora. Fala-se, inclusive, em expulsão. O que inviabilizaria a campanha eleitoral de todos eles em 2010.

A informação está na edição desta semana do Jornal O Distrital, que pode ser lida aqui.

Update: O blog faz a correção com relação ao deputado federal Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB, que não é citado no inquérito 650 do STJ mas, sim, apenas em uma conversa entre Durval Barbosa e o empresário Alcyr Collaço.

PMDB-GO mais perto de Roriz

Cidades, Partidos, Política em 22/12/2009 às 19:46

Do blog do jornalista Carlos Honorato: Uma articulação feita pela presidente nacional em exercício do PMDB, deputada Iris de Araújo, durante a festa de aniversário do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, serviu como ponto de partida para uma reaproximação do PMDB com o ex-governador Joaquim Roriz.

Depois de uma conversa com parte da cúpula do PMDB presente – Michel Temer, Renan Calheiros e Eunício Oliveira – ficou decidido que será feito um trabalho de reaproximação com o ex-governador e candidato ao GDF pelo PSC, Joaquim Roriz.

O deputado federal Eunício Oliveira (PMDB-CE) chegou a dizer que o partido errou com o ex-governador Joaquim Roriz e precisa se redimir. O presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, e o senador Renan Calheiros concordaram com a explicação dada por Oliveira.

Mais uma suspeita de favorecimento

GDF, Partidos em 19/12/2009 às 9:13

Da Folha de S. Paulo deste sábado (19): Na relação dos beneficiados com repasses milionários de recursos públicos sem licitação na área de publicidade do Distrito Federal, está uma empresa registrada em nome de dois filhos do deputado federal Tadeu Filippelli, cacique do PMDB na Câmara dos Deputados e presidente da sigla no DF. A Aerochannel tem Bruno e Roberto Filippelli entre os sócios e ganhou cerca de R$ 4 milhões entre 2007 e 2009 para divulgar vídeos do governo do DF em aeroportos. Os repasses atingiram cifras milionárias à medida que o deputado Tadeu Filippelli se aproximou politicamente do governador José Roberto Arruda (ex-DEM).

Em 2007, quando Filippelli fazia oposição ao governo local, a empresa dos filhos dele ganhou R$ 169 mil. Os repasses saltaram para R$ 1,5 milhão em 2008, ano em que o deputado se aliou oficialmente ao governo, indicando cargos na cúpula Novacap (Companhia Urbanizadora do Distrito Federal). Já em 2009, até novembro, a Aerochannel contabilizou repasses de R$ 2,7 milhões. Neste ano Filippelli mobilizou a cúpula nacional do PMDB para minar o poder de Joaquim Roriz no partido, o que o forçou a trocar a legenda pelo PSC.

Todas as cifras foram coletadas pela Folha no bolo de ordens bancárias emitidas pelo governo do DF em nome de quatro diferentes empresas de publicidade nas quais a Aerochannel aparece listada no campo “finalidade”. O caminho do dinheiro é o seguinte: os recursos caem na conta de agências vencedoras de concorrência pública, contratadas oficialmente para cuidar da publicidade, que, por sua vez, subcontratam outras empresas, algumas indicadas por membros do próprio governo.

O deputado Filippelli nega qualquer ingerência em favor da empresa dos filhos e afirma que a evolução dos repasses é proporcional ao montante total destinado pelo governo à publicidade no período. O governo alega que se trata de um veículo de comunicação e, portanto, os repasses precisam ser feitos por meio das empresas vencedoras de licitação.

A agência que mais repassou recursos (cerca de R$ 2,7 milhões) para a Aerochannel, dos irmãos Filippelli, foi a AV Comunicação, registrada em nome dos filhos de Haroldo Meira. Meira é citado por Durval Barbosa, o autor das denúncias do mensalão do DEM, como dono da empresa que subcontratou a Notabillis, agência que teve entre os sócios o filho do governador José Roberto Arruda e o assessor de imprensa Omézio Pontes, alvo da operação da Polícia Federal. Notas fiscais apresentadas à PF revelaram que a empresa do filho de Arruda recebeu R$ 604 mil do esquema entre 2003 e 2005, via Codeplan (Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central), à época presidida por Durval Barbosa.

Ao Ministério Público do DF Barbosa afirmou ter sido Arruda quem lhe pediu para contratar a Notabilis. Segundo o denunciante, todas as despesas da campanha de Arruda em 2006 “foram pagas com dinheiro arrecadado de prestadores de serviço do GDF [governo do Distrito Federal]“.

O nome de Tadeu Filippelli também foi citado por Barbosa numa das conversas gravadas pelo denunciante. O vídeo mostra Barbosa e o empresário Alcyr Collaço, flagrado colocando dinheiro na cueca, comentando que quatro integrantes da cúpula do PMDB teriam dividido R$ 1 milhão. Além de Filippelli, também são citados Michel Temer (SP), presidente da Câmara e principal nome do PMDB para compor a chapa com Dilma Rousseff, o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e Eduardo Cunha (RJ). Os quatro rechaçaram as declarações e entraram com processo contra o empresário.

O deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF) disse que seus filhos são sócios oficiais, têm formação no ramo e são clientes de mais de 40 agências de publicidade: “Eu os proíbo de visitarem políticos, intermediarem mídia. Eles são do ramo”. Ele afirmou que nunca se envolveu com os negócios da empresa.

Responsável pelos contratos de publicidade do governo do Distrito Federal, o secretário de Comunicação, Weligton Moraes, disse desconhecer que a Aerochannel pertence aos filhos do deputado federal Tadeu Filippelli. Moraes disse que a empresa é representante de uma mídia exclusiva, de baixo custo e com grande retorno. Segundo ele, por se tratar de um veículo de comunicação, só as agências vencedoras da licitação podem contratá-la. Com relação à evolução dos repasses, o secretário diz que em 2007 “não havia muito o que divulgar. A partir de 2008 fizemos vídeo sobre os 50 anos de Brasília, turismo, o Centro de Convenções”.

Sócio majoritário da Aerochannel, Marcelo Cabrera disse que nunca foi beneficiado pelo fato de ter como sócios os filhos de Filippelli: “Ele nunca nos ajudou, ao contrário. Num primeiro momento havia muita resistência porque ele fazia oposição ao governo Arruda”.Cabrera disse que “nem conhece direito” o deputado. Segundo ele, o aumento do valor recebido do governo se deu porque subiu de quatro para 13 o número de aeroportos que veiculam as publicidades de 2007 a 2009.

Queixa-crime negada

GDF, Partidos em 17/12/2009 às 10:52

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios negou o pedido de queixa-crime apresentado pelo presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, contra o ex-secretário Durval Barbosa e o empresário Alcyr Collaço. Filippelli entrara com uma ação de difamação contra os dois, pelas declarações dadas em vídeo gravado por Durval, de que o peemedebista recebera dinheiro para apoiar o governo local.

A juíza Elisabeth Amarante Minaré considerou que os fatos não se enquadravam no crime por que a conversa foi privada e não há provas de que um dos dois foi responsável pela sua divulgação. “No contexto dos fatos não restou evidenciado terem os querelados atuado com a intenção de ofender a honra e imagem do querelante”, diz a juíza na sentença.

Na mesma situação

GDF, Política em 11/12/2009 às 8:06

Do Painel da Folha de S. Paulo: Cobrado pela decisão do DEM de preservar o vice de Arruda, José Agripino disparou: “Por enquanto, a acusação ao Paulo Octávio está no mesmo nível da que foi feita a Michel Temer, também citado nas gravações”.

Pietschmann deixa Novacap

GDF, Partidos em 10/12/2009 às 20:45

O presidente da Novacap, Luiz Carlos Pietschmann, entregou o cargo nesta quinta-feira (10). Filiado ao PMDB, Pietschmann seguiu a determinação do partido a qual, aliás, ele mesmo foi favorável desde o início da crise. Na despedida esta manhã, teve café da manhã emocionado, oferecido pelo agora ex-presidente aos 2.034 funcionários da empresa. Pietschmann falou do orgulho de ter dirigido a Novacap e foi bastante aplaudido pelos servidores. “Fizemos muito em tão pouco tempo, mas o momento agora é de rumos diferentes. Quero que vocês continuem trabalhando pela Brasília dos próximos 50 anos”, pediu, depois de agradecer ao governador Arruda pela confiança.

A caixa de Pandora do PMDB

Partidos, Política em 09/12/2009 às 8:05

Mais uma do Painel da Folha de S. Paulo desta quarta-feira (9): Chama a atenção de petistas envolvidos na preparação da campanha de Dilma Rousseff a reação nervosa da cúpula do PMDB ao vídeo em que Alcyr Collaço lista cardeais do partido, Michel Temer à frente, como supostos beneficiários do propinoduto no DF. Conhecido pelo temperamento sereno, o presidente da Câmara subiu o tom ao rebater a acusação, falando até em “abandonar a vida pública”.

Ontem, à revelia dos conselhos de Temer, que temia amplificar o assunto, o líder da bancada, Henrique Eduardo Alves, subiu à tribuna para se explicar. “Há um silêncio preocupado”, resume um expoente do PT. O debate sobre a vaga de vice de Dilma, antes destinada a Temer quase que por consenso, voltou a esquentar.

Apontado por Collaço como ponte do PMDB com o mensalão candango, o deputado Tadeu Filippelli, presidente da sigla no DF, ficou na moita enquanto Temer, Henrique Alves e Eduardo Cunha detonavam o homem do dinheiro na cueca.

De Arruda, há três meses: “Posso dizer que o acordo que fiz com o PMDB foi transparente e aberto, e que esse acordo foi feito com a direção nacional e local do partido e está sendo muito bom para Brasília”.

PMDB deixa base de Arruda

GDF, Partidos em 07/12/2009 às 22:18

Da Folha Online: A Executiva Regional do PMDB no Distrito Federal decidiu nesta segunda-feira (7) deixar o governo de José Roberto Arruda (DEM), acusado de participar de um suposto esquema de distribuição de recursos a parlamentares aliados na Câmara Legislativa do DF.

O PMDB vai entregar os cargos que ocupa na gestão Arruda, retirar o apoio político ao governo local, mas não determinou punições aos deputados distritais do partido flagrados recebendo dinheiro do suposto mensalão do DEM.

O deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF), presidente do partido no Distrito Federal, afirma que as denúncias esgotaram a possibilidade de a legenda permanecer no governo Arruda. “O PMDB foi o último partido a entrar na base. O seu afastamento tem o apoio dos seus membros. Nós determinamos de imediato o afastamento de todos os cargos do PMDB”, disse.

Atualmente, o PMDB ocupa a presidência da Novacap (companhia urbanizadora do DF), a presidência da Codeplan (Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central), a administração do Plano Piloto (bairro de Brasília) e a chefia de gabinete do governador Arruda –que era ocupada por Fábio Simão, acusado de gerenciar os contratos de terceirização de serviços do governo do DF, com o objetivo de arrecadar dinheiro de propina dessas empresas para o suposto esquema do mensalão.

Filipelli disse que a saída do governo Arruda vai fazer com que o PMDB acompanhe de forma “suprapartidária” os desdobramentos da crise no DF. “Não existe mais o compromisso de apoiamento político. Mas não podemos ainda falar em 2010, seria uma loucura falar sobre isso no meio de uma crise política desse tamanho”, disse Filipelli.

Filipelli disse, porém, que a bancada do PMDB na Câmara Legislativa é quem vai decidir se o partido vai manter o apoio ao governo Arruda no âmbito do Legislativo. “Caberá à líder decidir”, afirmou.

O PMDB é o sexto partido a desembarcar do governo Arruda desde o início das denúncias. Até agora, PPS, PSDB, PSB, PDT e PV já retiraram o apoio ao governo do democrata.

Deputados

Apesar de anunciar o rompimento com o governo Arruda, o PMDB no DF não estabeleceu punições para os deputados do partido suspeitos de envolvimento no mensalão do DEM. Filipelli disse que seria “açodado” puni-los sem a conclusão do inquérito em curso na Polícia Federal sobre o caso.

“Como vamos condenar uma pessoa por um fato que está sendo acompanhado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela Justiça? Como o partido vai antecipar, condenar a pessoa. Não o faremos [antecipar a condenação] de forma nenhuma”, afirmou.

Na opinião de Filipelli, os deputados flagrados por Durval Barbosa, ex-colaborador de Arruda que gravou as imagens do suposto mensalão, estavam apenas recebendo recursos não declarados para a campanha eleitoral de 2006. “A imagem flagrante é de 2006, mostra um crime eleitoral. Isso não é suficiente para punições”, afirmou.

Questionado se o partido não deveria punir crimes eleitorais, Filipelli disse que o partido não deve “tolerar crime nenhum”, mas que isso é insuficiente para afastar qualquer filiado da legenda.

Os deputados distritais Eurides Britto (PMDB), Benício Tavares (PMDB) e Roney Nemer (PMDB) estariam envolvidos no suposto mensalão do DEM. Eurides Brito, líder do governo na Câmera Legislativa, é acusada de receber R$ 30 mil mensais em troca do apoio político-partidário ao governo Arruda. Ela aparece em vídeo enchendo sua bolsa com dinheiro entregue por Barbosa.

Além dos parlamentares, o ex-deputado distrital Odilon Aires, atual presidente do Instituto de Atendimento à Saúde do Servidor do Distrito Federal, aparece em um vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa, que o acusa de receber R$ 30 mil mensais do esquema.

Todos os deputados distritais integram a executiva regional do PMDB, mas apenas Odilon Aires participou da reunião.

Na quarta-feira, será a vez da Executiva Nacional do PMDB discutir o apoio do partido ao governo Arruda depois do surgimento do mensalão do DEM.

PMDB se reúne na segunda

GDF, Partidos em 06/12/2009 às 14:22

A executiva regional do PMDB se reúne nesta segunda-feira (7) para definir a postura do partido com relação ao apoio ao Governo do Distrito Federal e às denúncias reveladas pela Caixa de Pandora. O partido também deve se posicionar com relação aos parlamentares peemedebistas envolvidos nas denúncias - Eurides Brito, que aparece em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa; Benício Tavares, que aparece em vídeo no escritório de Durval, e Roney Nemer, citado pelo secretário-chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, em uma conversa sobre suposta distribuição de propinas. Além deles, é do partido também Fábio Simão, chefe de gabinete do governador José Roberto Arruda, que teve a casa alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal.

O presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, afirmou que não ia tratar do assunto em público sem antes consultar todos as bases da legenda; “O PMDB, ao contrário de diversos partidos que vemos por aí, tem zonais fortes, constituídas, em todo o Distrito Federal. Vamos consultar a todos para que a decisão não venha de cima”.

Apesar do discurso democrático, a expectativa é de que o partido também deixe a base aliada a Arruda. A aliança com os democratas era fruto, principalmente, das promissoras negociações da legenda para composição da chapa majoritária de Arruda em 2010. Depois de toda essa crise, os acertos não parecem mais tão promissores assim.

Update: O PMDB também tem de se preocupar com o presidente do INAS, Odilon Aires, que aparece nas gravações recebendo dinheiro, e com seu mais novo filiado, o secretário de Educação, José Luiz Valente, que também foi citado na Operação.

Novo vídeo envolve PMDB

GDF em 02/12/2009 às 21:58

Deu no IG: Um novo vídeo obtido pode envolver quatro deputados federais no escândalo de corrupção no governo do Distrito Federal. Na conversa gravada no dia 17 de setembro de 2009, o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa e o empresário Alcir Collaço conversam sobre números que traduziriam valores remetidos a deputados federais do PMDB: Tadeu Filippelli (DF), Henrique Eduardo Alves (RN), Eduardo Cunha (RJ) e o presidente da Câmara, Michel Temer (SP).

No dialogo, comenta-se o pagamento de R$ 800 mil mensais em troca do apoio a Arruda: R$ 500 mil para Filippelli e R$ 100 mil para cada um dos outros três. Num determinado momento da conversa, Durval diz: “Arruda dá R$1 milhão por mês para o Filippelli”. Collaço interrompe: “São 800 pau. R$ 500 mil para o Filippelli para fazer… vai R$ 100 mil para o Michel, R$ 100 mil para o Eduardo e R$ 100 para o Henrique Alves. São 800 pau”.

A conversa ainda trata de R$ 100 mil para o ex-deputado Fernando Diniz (MG), que morreu de complicações cardíacas após uma intervenção cirúrgica em julho deste ano. Diniz era presidente do PMDB mineiro. Uma parte do dinheiro, de acordo com Collaço, sairia da Novacap, empresa do governo do DF responsável pela urbanização da capital.

Veja o vídeo aqui.

Almoço peemedebista

GDF, Partidos, Política em 26/11/2009 às 18:46

O almoço de peemedebistas, que seria na casa do presidente da Novacap, Luiz Carlos Pietschmann, acabou sendo transferido para o LakeSide. Mas o clima continuou de confraternização. Apesar de chateados com o anúncio da chapa de puríssimo sangre democratas, parte dos peemedebistas decidiu dar um crédito de confiança ao governador José Roberto Arruda - pois acreditam que o governador tem, sim, real interesse na aliança com o partido. Por isso, o PMDB não irá tomar atitudes drásticas por enquanto. A decisão de consenso foi que a legenda tomaria algumas posições, coletivas, a patir de agora. A primeira delas é a de continuar assegurando a governabilidade a Arruda.

Apesar do discurso paz e amor, o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, contou aos presentes que tem sido insistentemente procurado pelos petistas. Filippelli contou que conversou com o atual presidente regional do PT, Chico Vigilante, e com o presidente nacional, Ricardo Berzoini. E que também foi procurado por outros dirigentes nacionais. Mesmo com o interesse ainda voltado para o Democratas, o peemedebista mantém todos os canais abertos com o PT. Nunca se sabe, afinal.

PMDB na chapa democrata

Partidos, Política em 24/11/2009 às 10:12

O deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB) e seu grupo político foram recebidos na noite de segunda-feira (23) em uma reunião na Residência Oficial de Águas Claras com o governador José Roberto Arruda e o vice-governador Paulo Octávio. A pauta do encontro, claro, o rumo da aliança entre PMDB e DEM, depois do anúncio da chapa purossangue democrata para 2010. E, pelo menos aparentemente, a chapa purossangue não seria toda democrata. Há vaga para a candidatura de Filippelli ao Senado. Se ele topar.

Boas relações com democratas

GDF, Partidos, Política em 21/11/2009 às 10:27

Depois de contornar a crise interna de seu partido, que teve até ameaça de demissão por parte do presidente da Novacap, Luiz Carlos Pietschmann, o presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, mostrou que não vai criar polêmica sobre o anúncio da chapa purossangue democrata, feito esta semana pelo governador José Roberto Arruda. Nessa sexta-feira (20), Filippelli aceitou o convite do vice-governador Paulo Octávio para o almoço semanal do Comitê Executivo dos 50 anos, na Residência Oficial de Águas Claras.

No encontro, o peemedebista demonstrou serenidade e manteve a boa relação com o democrata. Durante as três horas do almoço, Filippelli manteve-se sentado ao lado do vice-governador, a quem elogiou pela condução dos trabalhos para o cinquentenário. “Estou impressionado com o cuidado e o zelo com que vocês estão avaliando os projetos do aniversário. Será uma belíssima festa e ficará marcada na história”, parabenizou.

Apesar do clima mais que cordial, Filippelli não resistiu a uma piada, ao receber a sobremesa, m sorvete de chocolate om cookies, das mãos de Paulo Octávio. “Paulo, apesar de o seu agrado ser uma fria, eu aceito”, brincou, arrancando gargalhadas dos membros do Comitê.

Cada partido sabe seu rumo

Partidos, Política em 19/11/2009 às 18:01

O presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, preferiu não polemizar ao saber do anúncio feito pelo Democratas de que a chapa do partido para 2010 terá o governador José Roberto Arruda como candidato ao governo e o vice Paulo Octávio novamente como candidato a vice. “Essa decisão é legitima e de caráter interno do Democratas. Cada partido sabe que rumo seguir”, declarou.

Quanto ao PMDB, Filippelli foi ainda mais lacônico. “O PMDB escolherá o que for o melhor para o partido e o melhor para o Distrito Federal”, desconversou. “Temos um compromisso de governabilidade com o Democrata, mas isso não garantia de coligação nas eleições”. O peemedebista admitiu, no entanto, já ter recebido um telefonema do presidente regional do PT, Chico Vigilante, tão longo o acordo democrata foi divulgado.

Filippelli estava cotado para ser o candidato a vice na chapa democrata do governador Arruda. A preferência do PMDB pela vaga havia, inclusive, provocado a insatisfação de governistas nos últimos dias, como externou o secretário de Habitação, Paulo Roriz, em entrevista esta semana.

PT em céu de brigadeiro

Partidos, Política em 19/11/2009 às 15:34

O presidente regional do PT, Chico Vigilante, mandou o recado para os peemedebistas. Se os Democratas estão vendo tantos problemas em fazer aliança com o PMDB, os petistas estão de braços abertos para recebê-los. “Até porque, nacionalmente, nós já estamos coligados, o PMDB está na aliança para candidatura da ministra Dilma Roussef à presidência da República”, provocou.

Vigilante ressaltou também que o PT agora - depois da união em favor da candidatura de Roberto Policarpo à presidência regional - é um partido de consenso. “O PT amadureceu. Estamos voando em um céu de brigadeiro”, comemorou o petista, que só reafirmou a intenção de sua tendência, a Articulação, de continuar votando em José Eduardo Dutra para presidente nacional da legenda.

Desconfianças quanto ao PMDB

Destaque, GDF, Partidos, Política em 18/11/2009 às 17:45

O governador José Roberto Arruda está preocupado em amenizar as brigas internas do Democratas, mas não vai ser fácil acalmar os ânimos dos governistas que o acompanham desde o início do governo - não apenas democratas, mas também tucanos e demais aliados. Isso porque é grande a apreensão de alguns grupos quanto à aliança do GDF com o PMDB. 

Os governistas querem de Arruda a garantia de tudo o que está sendo oferecido ao partido - seja em cargos, em posição na chapa majoritária ou em outras formas de sedução - será compensado com um apoio real dos peemedebistas na campanha de 2010.

Entre os integrantes do governo há a desconfiança de que o PMDB possa acabar seguindo o desenho naconal e se aliando ao PT. Ou, ainda mais grave, voltar a fazer parte do grupo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Se alguma dessas hipóteses se confirmar, todo o investimento do governo no PMDB terá servido apenas como preço para o apoio na Câmara Legislativa - o que, inclusive, o Executivo já tem.

“Chegou agora e já quer sentar na janela?”

GDF, Partidos, Política em 16/11/2009 às 14:47

Cheio de números sobre os programas habitacionais para mostrar à população, o secretário de Habitação, deputado distrital licenciado Paulo Roriz (DEM), cirticou abertamente o presidente do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, em entrevista ao jornal O Distrital desta semana. Além disso, disse acreditar que Márcio Machado (PSDB) e Junior Brunelli (PSC) seriam fortes candidatos ao Senado. Confira os principais trechos da conversa:

O que o senhor achou do anúncio do vice-governador Paulo Octávio, de que não sairá candidato ao Senado em nenhuma hipótese?

Paulo Roriz – Achei correto. Ele tem de ser candidato a vice-governador. Tem de repetir a dobradinha de 2006. O Paulo Octávio não pode ser candidato ao Senado. Ele já vai ter de abrir mão de novo de ser candidato ao governo e ainda vai abrir mão de ser candidato a vice para o PMDB? Por quê? O PMDB chegou agora, entrou no ônibus e já quer sentar na janelinha?

O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, quer um candidato democrata forte ao Senado no Distrito Federal. E o melhor nome para isso seria o de Paulo Octávio.

PR - Também acho. Mas ele não pode abrir mão da vice. Rodrigo Maia está pensando no geral, no nacional. Nós temos de nos preocupar é com Brasília. Eles já deram palpite demais aqui. Agora é problema nosso. O Democrata do Distrito Federal é problema do Distrito Federal e não do Rodrigo Maia. Ele deveria se preocupar com o DEM em outros estados. Aqui no DF o partido está muito bem representado.

Mas o senhor acredita que com governador e vice do partido, ainda é possível emplacar um candidato democrata ao Senado?

PR - Aí, não sabemos. Quem seria? O (Alberto) Fraga, o Adelmir (Santana)? Isso ainda teria de ser negociado. Nós também podemos fazer uma coligação grande. O PMDB, eu não sei se tem candidato.

Teria o deputado federal Tadeu Filippelli, não?

PR - Não sei se o Filippelli tem chance de se eleger senador em Brasília, não. Para mim ele não se elege a nada. Eu não voto no Filippelli. Trabalho contra ele. Já até mandei o recado.

O PSDB, sim, eu acho que pode ter um bom candidato. O Márcio Machado é um grande candidato. Eu acho que ele, como presidente do partido, fazendo o que está fazendo dentro da Secretaria de Obras, se coloca muito melhor do que esses nomes que estão aí hoje. Um homem que fez duas mil obras, que tem sua vida limpa, não é político profissional, seria o melhor.

Mas o PSDB não tem o secretário de Governo, José Humberto Pires, como nome para o Senado?

PR - Eu acho que o Márcio Machado está muito mais bem preparado do que ele. Eu acho que Zé Humberto seria um excelente coordenador de campanha. O Arruda ficaria tranqüilo.

E o PDT?

PR - Olha, para mim nós só vamos disputar uma vaga ao Senado porque a outra é de Cristovam Buarque. E ainda tem o PT, com Geraldo Magela. Ele terá os 20% a 25% de votos do PT.

E digo mais, o (deputado distrital Junior) Brunelli (PSC) pode ser uma surpresa. Se vai ser eleito ou não, eu já não sei, mas acredito que ele possa surpreender. Se ele conseguir mesmo o apoio da igreja evangélica e trabalhando ao lado do ‘velho’ (o ex-governador Joaquim Roriz, tio de Paulo) vai ganhar muitos votos. Ele está fazendo certinho.

Ensaios para a campanha

Câmara Legislativa, Educação, Partidos, Política em 16/11/2009 às 10:55

Pré-candidato a deputado federal pelo PMDB, o secretário de Educação, José Luiz Valente, começa a se preparar para a campanha. Na sexta-feira (13), Valente esteve na Câmara Legislativa para participar da sessão solene em homenagem aos auxiliares de administração escolar, promovida pela deputada Eurides Brito (PMDB). No maior estilo dobradinha, Valente acompanhou Eurides nas homenagens e acabou subindo no carro de som do sindicato da categoria.

Seu discurso entusiasmado arrancou aplausos dos servidores presentes na homenagem e emocionou o presidente da entidade, Demivaldo Alves do Nascimento. Na última semana, Valente e Eurides conseguiram aprovar o projeto do Plano de Carreira da categoria, que reúne quase 20 mil profissionais, entre ativos e inativos. Para quem até outro dia se autointitulava apenas um técnico, o desempenho como político parece ter começado bem.

Traumas de ex-peemedebistas

Partidos, Política em 09/11/2009 às 11:11

Os deputados federais Alberto Fraga (DEM) e Laerte Bessa (PSC) conversavam sobre as eleições de 2010 quando surgiu o tema “PMDB”. Bessa, recém-saído do partido, comentou: “Nada no PMDB me interessa. Disso eu me livrei”. Ao que Fraga respondeu de imediato: “E eu me livrei há muito mais tempo!”

Os dois ex-peemedebistas deixaram a legenda em momentos turbulentos. Bessa, há poucos meses se filiou ao PSC, depois de ter o pedido de intervenção na executiva regional do partido protelado pela executiva nacional. Já Fraga deixou o PMDB no final de 2003, para filiar-se ao PTB, depois de inúmeros atritos com os rorizistas da legenda.

PDT critica trio pela Educação

Educação, Partidos, Política em 04/11/2009 às 16:35

A proposta do secretário de Educação Integral, Marcelo Aguiar (PDT), de criar uma Frente em Defesa da Educação nas eleições de 2010, com participação do colega peemedebista José Luiz Valente, da distrital Eurides Brito (PMDB) e do senador Cristovam Buarque (PDT), não foi bem recebida por parte do PDT.

Aguiar quer formar um trio pela Educação para campanha em 2010 em que Cristovam disputaria a reeleição para o Senado, Valente concorreria a uma das vagas de deputado federal e Eurides, à reeleição para a Câmara Legislativa. A ideia, no entanto, incomodou os candidatos do PDT à Câmara Legislativa e à Câmara Federal. Eles reclamam que, se participasse da frente, Cristovam Buarque acabaria ajudando a eleição dos dois peemedebistas, em detrimento aos candidatos do próprio partido.

Como presidente regional da legenda, Cristovam concordou com a ponderação de seus correligionários. E agora está bastante resistente ao almoço que seria marcado com os governistas.

O PMDB e a eleição no DF

Partidos, Política em 28/10/2009 às 12:14

Mais uma do jornal O Distrital:

charge811

Luiz Estevão para deputado federal

Partidos, Política em 28/10/2009 às 9:38

O ex-senador Luiz Estevão quer ser candidato a deputado federal em 2010, segundo edição desta quarta-feira (28) do Correio Braziliense. O ex-senador teria dado o recado a integrantes do PMDB. A intenção de Estevão é acompanhar a eleição do novo diretório regional do PMDB, que teve início há pouco na sede do partido, para demonstrar intenção de pedir à Justiça Eleitoral o registro para uma candidatura. Em tese, Luiz Estevão está inelegível até 2014 por causa da cassação de seu mandato em 2000, sob acusação de participação nos desvios de recursos do Fórum Trabalhista de São Paulo.

Estevão afirmou a peemedebistas que considera plausíveis as teses jurídicas de seus advogados, segundo as quais a pena de inelegibilidade se encerra em 2010 e ele já poderia se candidatar. A lei fala em pena de oito anos sem possibilidade de exercer cargos públicos a contar no fim da legislatura em que o parlamentar foi eleito. Como ele foi cassado no ano 2000, a penalidade começaria a ser computada a partir de 2002. Mesmo nessa hipótese, Estevão teria de mudar também entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por quatro votos a dois, os ministros decidiram, durante julgamento do pedido de registro do ex-presidente Fernando Collor como candidato a prefeito de São Paulo, em 2000, que a candidatura só poderia ocorrer quando o político retomasse a elegibilidade. Um dos votos favoráveis a Collor na época, o ministro Sepúlveda Pertence (hoje aposentado), tem sido usado como base para a defesa de Estevão.

Pesquisa recente, divulgada pela blog, revelou que o ex-senador teria 9,4% de intenções de voto, caso se candidatasse novamente ao Senado.

Reeleição para Filippelli

Partidos, Política em 26/10/2009 às 14:27

A discussão dos últimos dias sobre a participação do PMDB no governo passou pelo futuro político do presidente da legenda Tadeu Filippelli. E a enquete do blog pediu aos leitores sua opinião sobre o cargo eletivo a que o peemedebista deveria concorrer em 2010.

Quase metade dos participantes, 44%, votaram na disputa à reeleição pela Câmara dos Deputados. Já 23% apostaram em Filippelli como vice-governador na chapa do governador José Roberto Arruda. Outros 19% prefeririam ver o peemedebista como vice-governador na chapa do ex-governador Joaquim Roriz. Apenas 14% defenderam que o presidente regional do PMDB deveria ser candidato ao Senado.

Nova enquete já está no ar. Participe!

Campanha para PO ser senador

Partidos, Política em 24/10/2009 às 11:21

Depois das convenções, o PMDB retoma as negociações por espaço dentro do governo. E intensifica a briga para ocupar a vaga de vice-governador na chapa majoritária do governador José Roberto Arruda em 2010. O maior obstáculo hoje é o atual ocupante do cargo: o vice-governador Paulo Octávio, que repete a quem quiser ouvir que não pretende ser candidato ao Senado outra vez.

A solução pode acabar vindo da executiva nacional democrata. O partido avalia que perdeu muitos senadores com o troca-troca partidário e quer recompor sua bancada no Congresso. Para isso, precisa de nomes fortes e com grandes chances de eleição na disputa. Ou seja, precisa de Paulo Octávio em um cargo eletivo. Como dentro da legenda já há um certo entendimento de que o governador Arruda sairá para reeleição, a expectativa é de que o candidato ao Senado seja mesmo PO.

A medida resolveria várias questões. Primeiro, deixaria Tadeu Filippelli confortável na disputa para vice. Depois, resolveria a briga interna do DEM sobre quem seria o nome do partido ao Senado, uma vez que todos reconhecem o maior potencial eleitoral do vice-governador. Por fim, valeria para colocar Paulo Octávio novamente em campanha, pedindo votos para si mesmo. Se novamente concorresse a vice, PO iria ficar 12 anos sem votos pessoais (já que a última vez que o eleitor teve de escolher por ele foi em 2002, quando se elegeu senador). Há no Buritinga quem defenda a tese de que fazer isso seria muito arriscado para o democrata.

Em todo caso, falta apenas uma pessoa se convencer de toda esta estratégia: o próprio Paulo Octávio.

PMDB define executiva regional

Partidos, Política em 24/10/2009 às 10:20

Na próxima quarta-feira (28), o PMDB-DF terá convenção regional, na sede do partido, no Setor de Rádio e TV Sul, para oficializar e recompor a executiva da legenda. Entre outras coisas, o partido quer substituir o deputado federal Laerte Bessa, agora PSC, que ocupava a terceira vice-presidência, e integrar novos nomes à cúpula do PMDB local. Peemedebistas da ala arrudista, como o deputado distrital Benício Tavares e Fábio Simão, novo chefe de gabinete do governador José Roberto Arruda, devem compor a nova direção da legenda. A nova executiva ficará à frente do partido por dois anos.

A convenção deve servir também para acalmar os ânimos do grupo. Nos últimos dias, muitos peemedebistas têm reclamado de não serem mais ouvidos pelas atuais lideranças do partido, principalmente pelo presidente regional, deputado federal Tadeu Filippelli. A queixa é de que, no momento de crise - quando a legenda enfrentava o racha provocado pela candidatura do ex-governador Joaquim Roriz - eles eram ouvidos, atendidos e procurados. Agora, passada a tempestade, teriam sido esquecidos.

Frente suprapartidária pela Educação

Partidos, Política em 22/10/2009 às 15:29

Com possibilidades de alianças do PDT nacional ainda em aberto, o secretário de Educação Integral, Marcelo Aguiar, fortaleceu a campanha por uma frente em defesa da Educação no Distrito Federal. E marcou para os próximos dias um almoço entre o senador Cristovam Buarque (PDT), o seu colega de GDF, o secretário de Educação, José Luiz Valente (PMDB) e a deputada distrital Eurides Brito (PMDB). O encontro tem o intuito de discutir com Cristovam a chance de ele integrar a frente, já formada por Eurides e Valente. Os dois peemedebistas pretendem fazer uma dobradinha eleitoral - ele para deputado federal, ela para distrital - tendo a Educação como principal bandeira. A chegada de Cristovam aumentaria ainda mais o peso político do grupo.

Cristovam aceitou participar do almoço e discutir o assunto. Só faz uma ressalva. Caso o distrital José Antônio Reguffe desista de ser candidato ao GDF é dele o apoio de Cristovam para a Câmara Federal.

Novos rumos para o PMDB

Partidos, Política em 22/10/2009 às 9:41

Como o pré-acordo entre PT e PMDB para a chapa que disputará a presidência da República vai interferir no Distrito Federal? Ao certo, nem mesmo o presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, sabe. A verdade é que a sinalização de aliança entre os dois partidos na esfera nacional terá consequências nas coligações regionais. Mas o cenário político que pode ajudar a construir ainda está no campo das especulações. O assunto foi tratado em matéria do Correio Braziliense desta quinta-feira (22).

“Com base nessa premissa, o presidente regional do PT, Chico Vigilante, acredita que a sigla poderá oferecer ao PMDB o cargo de vice-governador ou senador na chapa que deverá ser encabeçada por Agnelo Queiroz (PT). “A nossa briga sempre foi com (Joaquim) Roriz. O PMDB pode ser nosso aliado, apesar dos obstáculos no DF”, afirma o petista.

Vigilante sabe que a aliança é difícil porque os peemedebistas de Brasília estão fechados com o governador José Roberto Arruda (DEM) e a maioria defenderá a continuidade desse projeto. Mas o partido espera uma contrapartida: o posto de vice na chapa encabeçada por Arruda. O indicado seria o atual presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli. Procurado para entrevista, ele não quis comentar a repercussão do acerto nacional. “Não participei do jantar e só poderei falar do assunto quando tiver todas as informações”, declarou Filippelli ao Correio.

Embora esteja afinado com Arruda, Filippelli mantém uma boa relação com os petistas. Prova disso foi a filiação ao PT de seu chefe de gabinete na Câmara, Marco Antônio Campanella. Entre arrudistas, há também uma avaliação de que uma aliança nacional entre PT e PMDB aproxima o partido do presidente Lula com a campanha de Arruda, num eventual segundo turno, caso ele tenha um vice peemedebista.”

Ao blog, Filippelli disse que até ter uma conversa sobre o Distrito Federal com a cúpula nacional, o PMDB se mantém na base do governo Arruda. “Mas queremos uma coligação e não uma simples adesão”, ressaltou. O recado é claro. Nome da legenda para integrar a chapa majoritária, Filippelli não quer disputar o Senado com concorrentes de peso dentro da própria coligação. Afinal, nas últimas disputas, mesmo quando havia duas vagas em jogo, a prática foi de se colocar um nome forte e um segundo apenas de apoio - com Paulo Octávio em 2002 o segundo nome era do major Casimiro; com Joaquim Roriz, em 2006, Arruda sequer teve candidato ao Senado em sua chapa. Assim, o interesse do PMDB é apenas pela vaga de vice.

Agora se a aliança com o PT for inevitával, o partido quer mais. Quer brigar pela cabeça de chapa e, para isso, tentará conquistar apoio das executivas nacionais - na tentativa de emplacar no DF uma contrapartida pelo fato de o PMDB não ser cabeça de chapa na disputa à presidência.

Um Distrito Federal 2x maior

Cidades, Câmara dos Deputados em 20/10/2009 às 8:12

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, deputado Tadeu Filippelli (PMDB) vai recolher assinaturas para apresentar a  proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê a incorporação de seis municípios do Entorno — Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto e Planaltina de Goiás — à poligonal do Distrito Federal. A ideia seria duplicar o atual perímetro do DF para cerca de 10 mil quilômetros quadrados. A notícia está na edição desta terça-feira (20) do Correio Braziliense.

“A equipe de Filippelli prepara hoje os últimos detalhes da PEC, com base em minuta preparada pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan), Rogério Rosso, autor da ideia, divulgada pelo Correio em 5 de setembro. O objetivo é regularizar uma situação que já existe na prática. A maioria dos habitantes desses municípios vizinhos, conhecidos como cidades-dormitório, têm a vida vinculada com o Distrito Federal. Encarregado das políticas para o Entorno no governo local, Rosso aposta que a incorporação dará condições políticas para evitar um cinturão de pobreza e falta de cuidados com o meio ambiente ao redor da capital do país. Dados da Codeplan apontam ainda que qualquer investimento do Distrito Federal na região do Entorno surte efeito imediato em termos de qualidade de vida na região e reduz a pressão sobre os equipamentos públicos na capital do país, especialmente na área de saúde.”

A proposta dos peemedebistas é semelhante àquela que o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) também vem discutindo com aliados da cidade e do Entorno. A ideia do ex-governador, no entanto, é dar ao DF o tamanho original proposto pela Missão Cruls - cerca de 15 mil quilômetros quadrados. Muito maior do que a deve ser apresentada por Filippelli. Na semana passada, Roriz até ganhou aliado em sua proposta: os prefeitos de Goiânia, Íris Rezende, e de Aparecida de Goiás, Maguito Vilela. O ex-governador apresentou o projeto a eles em sua visita à capital goiana.

O PMDB é o mais interessado

GDF, Partidos, Política em 16/10/2009 às 17:07

A ala governista mais interessada na reforma de secretariado do GDF é a do PMDB. Decididos a ampliar o espaço que ocupam hoje no governo, os peemedebistas estão de olho nas secretarias de maior peso eleitoral como Ação Social e Habitação. A primeira aposta seria na permanência de Eliana Pedrosa na Câmara Legislativa e a promoção da atual secretária-adjunta, a peemedebista Márcia Fernandez, a secretária da pasta. Uma outra aposta seria a nomeação de Roney Nemer para a Secretaria de Habitação, caso Paulo Roriz decida - por conta própria ou a pedido do governador José Roberto Arruda - voltar para sua cadeira na Câmara. Enquanto não definem oficialmente seu novo tamanho no Buritinga, o PMDB vai montando cenários. Vai que um dá certo…

O PMDB e o governo

GDF, Partidos, Política em 14/10/2009 às 18:03

O governador José Roberto Arruda convocou todos os secretários para uma reunião no Buritinga na tarde desta quinta-feira (15). Essa será a primeira reunião de secretariado depois da reorganização partidária do governo. A expectativa é de que o governador comece a tratar da reforma do governo.

Na terça-feira (14), o PMDB fez uma reunião para discutir sua participação no GDF até as eleições. Uma comissão de peemedebistas foi instituída para conversar com o governador Arruda até o início da próxima semana e definir como se dará o aumento de espaço do partido no Buritinga. As mudanças devem incluir, por exemplo, o retorno do distrital Roney Nemer a uma das secretarias do GDF.

“O PMDB agora é uma noiva bem bonita, que todo mundo quer paquerar. Mas para levá-la para casa, vai ser preciso casar com ela”, brinca um dos peemedebista. O namoro com o Buritinga, pelo visto, vai ser sério.

Apoio entre vizinhos

Cidades, Partidos, Política em 14/10/2009 às 15:29
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

“Para governar o Distrito Federal é preciso um entrosamento fraterno com o governo de Goiás”. Foi essa a explicação do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) para sua visita nesta quarta-feira (14) ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende, pré-candidato do PMDB ao governo goiano. Os dois políticos, aliados antigos, almoçaram juntos para discutir uma possível aliança branca nas eleições de 2010.

“Iris está animado com a possibilidade de sua candidatura em Goiás. E ele é um homem de muita credibilidade, que faz um governo voltado para o social, para um desenvolvimento responsável, que muito me agrada. É certo que, se ele for mesmo candidato e vencer esta eleição, assim como se eu também vencer, governaremos juntos. Afinal, para o Distrito Federal está encravado no estado de Goiás, seria impossível governar o DF sem ouvir Goiás”, afirmou Roriz.

O prefeito Iris Rezende é hoje um dos favoritos na disputa ao Governo de Goiás. Seu principal adversário é o senador Marconi Perillo, pré-candidato tucano ao governo. Assim como Iris, historicamente, tem o apoio de Roriz, Perillo deve contar com o apoio do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), caso o Democratas não tenha candidato próprio em Goiás.

Update: A conversa de Roriz e Iris, que durou mais de quatro horas, tratou ainda da ideia do ex-governador do DF de ampliar o quadrilátero do Distrito Federal para incorporar parte dos municípios goianos do Entorno. Iris endossou a proposta, assim como o prefeito de Aparecida de Goiás, o ex-senador e ex-governador Maguito Vilela. O grupo chegou a conferir no mapa as possíveis vantagens da ampliação do Distrito Federal dos atuais 5.800 quilômetros quadrados para 14.400 km² e concordaram em debater o assunto com a população de Goiás e do Distrito Federal.

Um trio pela Educação

Educação, Partidos, Política em 08/10/2009 às 11:09

Bons índices de desempenho nas escolas públicas do Distrito Federal e a implantação da Educação Integral serão as apostas da dobradinha de pré-candidatos peemedebistas, Eurides Brito e José Luiz Valente. Enquanto a distrital tenta a reeleição, o secretário de Educação concorrerá a uma vaga na Câmara Federal.

Valente, que sempre admitiu ser um técnico e não ter pretensões políticas, está animado com o cenário para 2010. Ele passa a ser um dos nomes fortes do PMDB na disputa à Câmara Federal. Ao lado dele estão o presidente da Codeplan, Rogério Rosso, e o gerente de condomínios, Paulo Serejo. Mas sem o presidente do partido, deputado Tadeu Filippelli na briga por uma das vagas, a disputa entre os peemedebistas passa a ser mais equilbrada.

Além disso, Valente e Eurides querem juntar à dupla um terceiro nome, o do senador Cristovam Buarque (PDT). O entendimento é de que, se conseguissem transformar a dobradinha em trio, ficariam praticamente imbatíveis. Até porque agregar o PDT seria incorporar ao grupo o pedetista Marcelo Aguiar, secretário especial de Educação Integral do DF, que não deve sair candidato em 2010. “Seria vote em três e leve quatro”, brinca Valente.

Incorporar o PDT ao grupo, no entanto, pode tornar-se um sonho distante, caso dêem frutos as conversas iniciadas nessa quarta-feira entre a legenda e o PT…

PMDB paga conta de Roriz

Partidos, Política em 08/10/2009 às 8:58

O PMDB pode perder suas inserções partidárias na televisão durante um semestre, caso perca a ação ajuizada esta semana pelo Ministério Público Eleitoral contra o partido e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) por propaganda eleitoral fora de época. A notícia está no Correio Braziliense desta quinta-feira (8).

A ação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi motivada pela aparição de Roriz numa propaganda partidária do PMDB, exibida em rede nacional em 7, 9 e 11 de setembro. Em horário nobre, o ex-governador anunciou publicamente que será candidato em 2010. Sem a confirmação de que teria legenda para se candidatar pelo PMDB, Roriz acabou migrando para o PSC duas semanas depois de a propaganda ser veiculada.

O desligamento de Roriz, no entanto, não muda nada no processo que corre contra ele, de acordo com o procurador regional eleitoral, Renato Brill. “A troca de partido não gera nenhum prejuízo para a ação, que correrá normalmente”, disse. Ele sustenta que tanto o político quanto a legenda tinham conhecimento das possíveis consequências para a transgressão do artigo 36 da Lei 9.504, segundo o qual a propaganda voltada para as eleições só é permitida após 5 de julho do ano eleitoral.

Diante da ameaça de perder tempo de televisão, peemedebistas que pretendem se candidatar nas próximas eleições consideram impróprio o tipo de punição prevista para o partido. “Não é justo que a gente pague o pato numa história em que não temos nenhum tipo de participação”, reclamou o deputado distrital Benício Tavares (PMDB), que deve concorrer à reeleição no ano que vem. O presidente do PMDB-DF, deputado federal Tadeu Filippelli, diz que o partido, assim que notificado, vai se defender no processo e tentar anular “qualquer tipo de sanção referente ao episódio”. Mas Filippelli assegurou que se a legenda for acionada judicialmente “irá acatar a decisão”.

PT e PMDB juntos em 2010?

Partidos, Política em 03/10/2009 às 12:58

Logo depois da filiação dos dissidentes peemedebistas do MR8 ao PT, na sexta-feira (2), o presidente regional do partido, Chico Vigilante, telefonou ao presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. O gesto, mais do que garantir que não haveria saia justa por conta da filiação dos ex-peemedebistas, marcou o início de futuras conversas para 2010.

“Acredito em uma aliança do PT com o PMDB  no Distrito Federal, principalmente porque o PMDB pode indicar o vice de Dilma (Roussef) na campanha nacional. E, sem a presença do ex-governador Joaquim Roriz no partido, ficou ainda mais fácil uma coligação”, argumenta Vigilante. Filippelli também não descarta a aliança. ”Neste sábado finalizamos os movimentos para composição dos quadros partidários. Só a partir de domingo é que começamos as conversas para coligações. É uma caminhada ainda.”

Cotadíssimo para a vaga de vice na chapa do governador José Roberto Arruda, o presidente do PMDB-DF admite que há, sim, uma chance de a coligação com o democrata não acontecer. “Se houver aliança nacional, seremos vice de Dilma na chapa para presidente, e o PT teria de ser vice da gente aqui”, pondera. Nessa especulação, a chapa poderia ser Filippelli ao governo e Agnelo como vice. Só assim valeria a pena para o peemedebista abrir mão da aliança com Arruda…

Baixas no Paranoá

Partidos, Política em 03/10/2009 às 11:12

Apesar da festa, o PMDB também teve suas baixas. Vinte e sete dirigentes da 2ª Zonal no Paranoá pediram a desfiliação do partido esta semana. O grupo deixou a legenda por não concordar com a provável aliança eleitoral com o governador José Roberto Arruda.

PMDB recebe filiados com festa

Partidos, Política em 03/10/2009 às 10:29

O presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, marcou para este sábado, às 17h, na sede da legenda no Palácio do Rádio, um evento de boas-vindas ao mais novos filiados. Um grupo de 46 novos nomes, todos pré-candidatos a uma vaga proporcional em 2010, assinaram as fichas de filiação ao PMDB. Um último grupo chega nesta manhã: os dissidentes do PDT, coordenados pelos pré-candidatos Léo Rezende, a distrital, e Mauro Rogério, a federal.

A festa peemedebista será também uma forma de comemorar o fim da crise na legenda. Depois de resolvido o impasse com a saída do ex-governador Joaquim Roriz para o PSC, o partido ficou livre para consolidar a já desenhada aliança com o governador José Roberto Arruda.

Paulo Serejo no PMDB

Partidos, Política em 01/10/2009 às 18:21

Depois de tantas filiações, o PSDB também sofre suas baixas. O gerente de Regularização de Condomínios do GDF, Paulo Serejo, deixou o partido na quarta-feira (30) e nesta sexta (2) assina a ficha de filiação  no PMDB. Será candidato a deputado federal pela legenda. A solenidade será às 9h, no Lake Side Hotel.

MR8 deve ir para o PT

Partidos, Política em 01/10/2009 às 10:26

Os peemedebistas que integravam o MR8 (tendência mais à esquerda do partido) devem se filiar ao PT e ao PSB até sexta-feira (2). Liderados por Marco Antônio Campanella, o grupo trabalhava pela fundação do Partido da Pátria Livre (PPL), que não se viabilizou a tempo para as eleições de 2010. A notícia está no Correio Braziliense desta quinta-feira (1).

O PPL, que chegou a ser lançado no início oficialmente no início de agosto, não conseguiu as assinaturas necessárias para concorrer à próxima disputa eleitoral. O partido, que nasceu a partir da dissidência do Movimento Revolucionário 8 de outubro, do PMDB, seria uma legenda da base de sustenção do governo Lula.

Ex-pedetistas ficam no PMDB

Partidos, Política em 30/09/2009 às 12:35

O grupo de pré-candidatos dissidentes do PDT que procurava uma nova legenda para se filiar escolheu seu destino: assinam na quinta-feira (1) a ficha de filiação no PMDB. O grupo havia deixado o partido do senador Cristovam Buarque por querer continuar em uma legenda da base do presidente Lula e por não aceitar os rumos que o PDT tomava na direção do atual governador José Roberto Arruda.

Depois de duas semanas conversando com praticamente todas as legendas da cidade, eles concluíram que o PMDB possui a nominata mais convidativa ao grupo. Ainda que o partido só cumpra um dos requisitos exigidos por eles mesmos para filiação: ser da base do governo Lula. O outro requisito, não ser da base do governador Arruda, teve de ser reconsiderado.

“Parece que a gente está se contradizendo, mas, na política, fazer meia-volta também faz parte do debate”, explicou um dos integrantes do grupo Leo Rezende. “Além disso, as definições só acontecerão em março. Nenhuma aliança hoje está garantida”. Com a filiação, os neopeemedebistas escolheram um pré-candidato a federal, que será o major Mauro Rogério, e um a distrital, o próprio Leo Rezende.

Bessa deixa PMDB

Partidos, Política em 28/09/2009 às 17:59

O deputado federal Laerte Bessa entregou nesta segunda-feira sua carta desfiliação ao PMDB. Bessa promete um discurso na sessão ordinária desta terça-feira (29) com as justificativas de sua saída do partido. Na quarta, o parlamentar deve fazer sua filiação no PSC, um dos partidos da base de apoio à candidatura do ex-governador Joaquim Roriz.

Na carta, o deputado afirma que se sai do PMDB envergonhado com a forma pela qual a executiva nacional tratou seu pedido de dissolução do PMDB-DF.

PMDB com candidatura no DF

Partidos, Política em 20/09/2009 às 11:46

Depois da saída do ex-governador Joaquim Roriz do PMDB, uma ala do partido continua defendendo candidatura própria para a legenda em 2010. Mas com outro nome à frente da chapa majoritária: o do deputado federal Tadeu Filippelli…

Depois de Roriz, Mão Santa

Partidos, Política em 18/09/2009 às 16:35

O ex-governador Joaquim Roriz (sem partido) ganhou nesta sexta-feira (18) um companheiro nas queixas contra a conduta política do PMDB. O senador Mão Santa (PMDB-PI) também apresentou carta ao partido anunciando seu desligamento. O caso do senador piauiense é semelhante ao de Roriz: o PMDB não lhe deu a legenda para candidatar-se à reeleição pelo Piauí em 2010.

Em discurso na tribuna do Senado, o senador criticou o PMDB e citou o caso do ex-colega do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que enfrentou situação parecida. ”Um partido que, por negociações escusas, imorais e indecentes, recusa-se a participar da batalha eleitoral com um candidato próprio na Capital, Brasília, não é aquele dos nossos sonhos, dos meus sonhos, dos sonhos do povo brasileiro”, disse. “”Hoje, sou condenado em meu Estado, pelo meu partido, por fazer uma oposição responsável. Declaram claramente nos órgãos de comunicação que o PMDB não terá candidato a senador”.

Roriz entrega pedido ao TRE

Partidos, Política em 17/09/2009 às 17:13
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

O ex-governador Joaquim Roriz já entregou seu pedido de desfiliação do PMDB ao Tribunal Regional Eleitoral. O ex-peemedebista deixa o partido, porém, carregado de mágoas. Na carta entregue às executivas nacional e regional da legenda, Roriz não poupa críticas à forma como o partido está sendo conduzido.

“Governei sempre com os olhos nas lonjuras do horizonte. Humanizei Brasília. Nem todo o dinheiro do tesouro - que hoje se esbanja na propaganda enganosa e até na compra de consciências dos que querem fazer do PMDB-DF um balcão de negócios - conseguirá apagar tais realizações da história de nossa Capital e da memória do seu povo”, disse na carta. “Assisto com tristeza e indignação, lideranças nacionais e de bancadas, endossarem uma conduta nociva e perversa dos atuais dirigentes do PMDB do Distrito Federal, preterindo um projeto de poder maior, personificado em candidatura própria, para amancebar-se com outra sigla partidária. Não posso conviver com isso e calar-me. Seria caminhar de mãos dadas com os mercadores do Templo”.

O ex-governador avisou que fará várias reuniões políticas nas próximas semanas para decidir seu futuro político. Mas garantiu que não vai se filiar ao PMN.

Desfiliação de Roriz às 15h

Partidos, Política, Sem categoria em 17/09/2009 às 10:18

O ex-governador Joaquim Roriz entrega às 15h desta quinta-feira seu pedido de desfiliação ao Tribunal Regional Eleitoral. Além disso, o ex-peemedebista encaminha uma carta com as motivações e justificativa de sua saída do partido às executivas nacional e regional do PMDB. Assessores próximos ao governador dizem que, nos próximos dias, ele deve ficar de “noiva”, conversando com vários pretendentes. A escolha do partido ao qual vai se filiar deve acontecer no final do mês. A aposta, no entanto, é de que ele vá mesmo para o PSC.

Enquanto Roriz arruma as malas, a executiva do PMDB-DF avalia que, a partir de agora, o partido está livre. Os peemedebistas dizem que ainda não sabem qual será o rumo do partido em 2010. Antes de se definir por um candidato, eles querem esperar a orientação do PMDB Nacional. “E se o partido se coligar mesmo com o PT? A situação no DF ficará diferente”, especulam.

No Buritinga, que praticmente parou na tarde de quarta-feira para acompanhar a decisão do PMDB, o clima também foi de alívio. Os governistas acreditam que agora ficou ainda mais fácil fazer um acordo com o ex-governador antes das eleições. Sem o peso do PMDB para sustentar a candidatura, os arrudistas apostam que Roriz ficará mais flexível. Apesar de todas as negativas do ex-governador sobre um possível acordo com o presidente do partido, Tadeu Filippelli, ou mesmo com o governador José Roberto Arruda.

Alívio entre peemedebistas

Partidos, Política em 16/09/2009 às 19:36

Depois do anúncio do ex-governador Joaquim Roriz de que se desfiliará do PMDB nesta quinta-feira (17), os peemedebistas aliados do presidente regional Tadeu Filippelli se reúnem esta noite para avaliar as consequências da decisão para  a legenda. Uma coisa é certa, todos eles respiraram aliviados.

A maioria, no entanto, preferiu não comentar a desfiliação. “Decisão pessoal não se discute, mas claro que, para nós, a melhor solução teria sido uma conciliação”, disse a deputada distrital Eurides Brito, logo depois de saber do anúncio do ex-governador.

A verdade é que a disputa entre Roriz e Filippelli vinha desgastando sensivelmente o partido. Internamente, o clima era de rivalidade, com dedos apontados traidores e ex-aliados. Externamente, a legenda protagonizava uma novela que parou a cidade e deixou em suspenso as decisões para 2010 de praticamente todos os demais partidos da cidade. Não bastasse tudo isso, a indefinição estava comprometendo até mesmo novas filiações. Sem saber qual seria o rumo do PMDB em 2010 - se continuaria com o governador José Roberto Arruda ou se seguiria numa campanha com Roriz - filiados em potencial desistiam de ingressar na sigla.

Joaquim Roriz deixa PMDB

Partidos, Política em 16/09/2009 às 16:49
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

O governador Joaquim Roriz acabou de anunciar à executiva nacional do PMDB que está deixando o partido. Roriz avisou que irá pessoalmente ao Tribunal Regional Eleitoral nesta quinta-feira (17) entregar seu pedido de desfiliação partidária. “Já que o PMDB está fugindo de tomar uma decisão, eu não posso procrastinar a minha, porque tenho prazos eleitorais a cumprir”, explicou o ex-governador ao blog.

Agora o ex-peemedebista pretende se reunir com pré-candidatos que compõem seu grupo político para definir os rumos de sua candidatura ao Governo do Distrito Federal em 2010.

Relatório pede arquivamento

Partidos, Política em 16/09/2009 às 16:37

O adiamento da discussão do PMDB Nacional pode não ser a única notícia ruim para o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB). O blog do jornalista Carlos Honorato antecipou o parecer do relator do pedido de intervenção e dissolução do partido no DF, Mauro Lopes, e afirmou que será pelo arquivamento. Lopes defenderia a permanência do deputado federal Tadeu Filippelli na presidência regional do partido.

Decisão pode ser adiada mais uma vez

Partidos, Política em 16/09/2009 às 16:29

Reunião do PMDB na tarde desta quarta-feira (16) pode ser adiada por falta de quórum. Apenas três dos 17 integrantes da executiva nacional do partido, que decidiriam pela aprovação ou não do pedido de intervenção na executiva regional, estavam presentes no início do encontro. Se realmente não houver uma decisão hoje, o deputado federal Laerte Bessa, autor do pedido, pode desistir da ação. Isso porque o ex-governador Joaquim Roriz havia avisado de que, caso a reunião fosse mais uma vez adiada, ele decidiria sua candidatura sem o PMDB. A expectativa é de que o peemedebista se filie mesmo ao PSC.

Neste momento, Joaquim Roriz falava aos presentes na reunião.

Temer é cobrado sobre acordo

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 15/09/2009 às 21:12

O deputado federal Marcelo Melo (PMDB-GO) aproveitou a sessão na Câmara dos Deputados para questionar o presidente da Casa e presidente licenciado do PMDB Nacional, Michel Temer, uma posição quanto ao acordo que teria sido firmado entre o partido e o governador José Roberto Arruda. Aliados do ex-governador Joaquim Roriz têm cobrado do diretório nacional uma resposta às declarações feitas pelo democrata em entrevista ao Correio Braziliense esse final de semana. Temer disse desconhecer o acordo. E afirmou que pediu à presidente interina do PMDB Nacional, senadora Íris de Araújo, que se manifeste oficialmente sobre o assunto.

O assunto deve continuar na pauta dos peemedebistas nesta quarta-feira (16) durante a reunião da executiva nacional que deve decidir sobre a candidatura do ex-governador Roriz no Distrito Federal. Até o início da noite desta terça, a reunião estava confirmada para às 15h.

Acordo com PMDB Nacional

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 14/09/2009 às 16:47

Repercutiu no Câmara dos Deputados a entrevista do governador José Roberto Arruda dada ao Correio Braziliense no último sábado (12). Ao jornal, Arruda diz que tem um acordo não apenas com a executiva regional do PMDB, mas também com a direção nacional.

A aliança do governador com o diretório nacional do PMDB foi contestada nesta segunda-feira (14), no plenário da Câmara dos Deputados, em discurso na tribuna do deputado Laerte Bessa (PMDB). O peemedebista, um dos principais aliados do ex-governador Joaquim Roriz, contou ter ligado ao presidente licenciado do PMDB Nacional, deputado Michel Temer, para perguntar do acordo. ” Ele ficou abismado com a notícia”, disse Bessa. Mesma reação teria tido a presidente interina, senadora Irís de Araújo.

“Convido o governador José Roberto Arruda para que venha ao plenário — por várias vezes ocupou esta tribuna — para contar quem do PMDB fez esse acordo com ele, porque ninguém está sabendo”, discursou Bessa.

Sorte, ao menos, na propaganda

Partidos, Política em 14/09/2009 às 11:40

O ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) comemorou a sorte que deu com sua inserção partidária no PMDB na semana passada. A propaganda em que participava estava programada para ser exibida no dia 8 (terça-feira). Mas a direção local do partido remanejou as inserções e adiou a propaganda do ex-governador para o dia 11 (sexta-feira).

Roriz então apareceu na tv durante um dos intervalos do último capítulo da novela da Globo, Caminho da Índias. Resultado: audiência recorde de 70% de Brasília. Ou seja, o peemedebista garantiu que seria candidato ao GDF em 2010 para uma plateia de quase um milhão de pessoas.

Cada um com seus problemas

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 10/09/2009 às 17:47

E na tarde desta quinta-feira (10) nem com a líder da bancada o governo pode contar. A deputada distrital Eurides Brito (PMDB) estava reunida com o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, e demais colegas, discutindo o futuro da legenda no Distrito Federal.

Dirceu: “Eu não quero Roriz”

Partidos, Política em 10/09/2009 às 11:33

Entrevista de José Dirceu no Jornal da Comunidade desta semana joga um balde de água fria nos sonhos de políticos que gostariam de ver PT e PMDB aliados numa disputa ao GDF em 2010.

“Aqui nós tradicionalmente sempre caminhamos juntos com o PSB, com o PDT, com o PC do B, porque o PMDB, na medida em que o Roriz é o candidato, é improvável que o PT faça uma aliança. E no caso do governo Arruda nós somos oposição ao governo”, diz Dirceu ao jornal. Para depois fazer uma declaração explícita de rejeição ao ex-governador:

“O problema todo é se nós queremos que o Joaquim Roriz volte a governar Brasília. Eu, pelo menos, não quero. Eu, como cidadão, não quero. Eu prefiro outro governo, de preferência do PT. (…) Eu não estou subestimando, nem estou desqualificando o ex-governador, estou dizendo que, como cidadão brasileiro, se votasse em Brasília, não gostaria que ele voltasse a governar por “enes” razões. Eu tenho uma avaliação sobre os governos que ele fez em Brasília que eu não acho adequado para 2011, século 21, ele voltar a governar Brasília”.

Confira a íntegra da entrevista aqui.

Ainda sem solução para o PMDB

Partidos, Política em 10/09/2009 às 9:27

Anticlimax no PMDB. Reunião da executiva nacional foi adiada para a próxima quinta-feira (17). A justificativa foi a tentativa de alcançar um acordo entre o presidente regional do partido, deputado federal Tadeu Filippelli, e o ex-governador Joaquim Roriz.

Aliado de Filippelli deve faltar reunião

Partidos, Política em 09/09/2009 às 14:01

Má notícia para o presidente regional do PMDB-DF, deputado federal Tadeu Filippelli. Um de seus maiores aliados no partido, o líder da bancada peemedebista na Câmara, deputado Henrique Alves (RN) não deve estar presente na reunião da executiva nacional da legenda nesta quinta-feira (10), onde deve ser decidido o pedido de intervenção na executiva regional do DF. Alves, que tem direito a voto no diretório e faz parte do grupo pró-Filippelli, estará em um compromisso no Rio Grande Norte.

Reunião do PMDB no dia 10

Partidos, Política em 04/09/2009 às 10:31

Deu no Correio Braziliense desta sexta-feira (3): A presidente do PMDB Nacional, deputada Íris de Araújo (GO), marcou para a próxima quinta-feira (10) uma reunião da executiva nacional para discutir o pedido de dissolução da direção local do PMDB, relatado pelo deputado Mauro Lopes (MG). Segundo o Correio, Mauro Lopes deve votar a favor da destituição do deputado Tadeu Filippelli da presidência regional da legenda para entregá-la a Roriz.

Assim segue a matéria, das jornalistas Ana Maria Campos e Lilian Tahan:

Mas ninguém arrisca um palpite sobre a posição dos demais integrantes da executiva nacional do PMDB. Roriz tem procurado cada um dos membros do comando nacional e ainda tem está propenso a votar, embora seja diretamente beneficiado com a decisão. Vice-presidente do PMDB, ele precisa de seu próprio voto para garantir maioria no embate. A um mês do prazo fatal para as mudanças de legenda, o ex-governador precisa ter a certeza de que terá a legenda para concorrer em 2010. Do contrário precisará tomar uma decisão drástica, mudar de partido. Tanto é que tem feito jogo duplo. Enquanto busca o apoio de peemedebistas, ele está com todo o seu plano alternativo maquinado.

Colocou pessoas da confiança no PSC e articula uma composição de legendas nanicas, como o PRB, do vice-presidente José Alencar, com a finalidade de ampliar o tempo de televisão na campanha eleitoral. Em várias conversas, Roriz sinaliza que levará consigo o deputado Laerte Bessa (PMDB-DF) e a filha Jaqueline Roriz, que já pediu desfiliação do PSDB (leia ao lado). Os dois são seus aliados preferenciais na disputa para a Câmara dos Deputados em 2010. Roriz também conta com o deputado Júnior Brunelli (DEM) em seu grupo político. O distrital quer concorrer ao Senado.

A estratégia do ex-governador de impor uma decisão de cúpula tem um motivo. Dificilmente Roriz conseguiria aprovar sua candidatura ao governo entre os peemedebistas do Distrito Federal, que estão mais afinados com Tadeu Filippelli. Assim, apesar da experiência como governador, Roriz ainda precisa construir a sua viabilidade política. Por enquanto, sua única garantia é o convite para o desembarque no inexpressivo PSC. Até mesmo o PRB não está seguro da coligação com o ex-governador. Numa reunião na última quarta-feira, Roriz esteve com o vice-presidente José Alencar com quem discutiu a hipótese de aliança. Mas Alencar ficou de submeter a aproximação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de aprovar uma coligação ou entrada de Roriz no PRB. Diante da instabilidade partidária, Roriz tem pressa em resolver sua situação no PMDB.

PMDB escolhe relator

Partidos, Política em 02/09/2009 às 18:27

A presidente do PMDB Nacional, Íris de Araújo, anunciou o nome do relator do pedido de intervenção no PMDB-DF ao diretório nacional. Será o deputado federal mineiro, Mauro Lopes, secretário geral do partido. Lopes integra a bancada ruralista do Congresso.

PRB à espera do ex-governador

Partidos, Política em 02/09/2009 às 17:01

O PRB está de portas abertas para o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB). Pelo menos foi essa a impressão que ficou depois do encontro do peemedebista com o vice-presidente da República, José Alencar, no Palácio do Jaburu no início da tarde desta quarta-feira (2). Acompanhados do presidente nacional da legenda, Pastor Vítor Paulo, Roriz e Alencar conversaram sobre os cenários para 2010 no campo nacional e no Distrito Federal. Roriz disse ser candidato ao GDF nas próximas eleições e ter intenção de continuar no PMDB. Alencar disse que, caso ele queira ou precise sair do partido, o PRB estaria pronto a recebê-lo.

Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

O encontro entre Alencar e Roriz foi intermediado pelo Pastor Vítor, que há algumas semanas vem conversando com o peemedebista. Na manhã desta terça-feira, em mais um café da manhã com o ex-governador, Vítor ligou para o vice-presidente e o colocou para falar com Roriz. Os dois acabaram combinando um encontro com mais calma para depois do almoço.

Durante a conversa, Alencar afirmou torcer por um grande acordo nacional entre PT e PMDB. Roriz disse também estar nesta torcida. O vice-presidente então teria perguntado ao ex-governador qual a porcentagem de chances de um futuro acordo dele com o atual governador José Roberto Arruda para as próximas eleições. “Do fundo do coração?”, teria dito Roriz. “Zero”.

Ribeiro peemedebista?

Partidos, Política em 28/08/2009 às 16:22

Sem legenda e em fase de especulações partidárias, o deputado distrital Raimundo Ribeiro passou um bom tempo na manhã desta sexta-feira (28), durante o evento de entrega de permissões dos quiosqueiros em Ceilândia, conversando com representantes da executiva regional do PMDB. Quis saber a quantas anda a disputa interna no partido. Ribeiro vem analisando com cuidado as legendas do Distrito Federal a fim de escolher a qual irá se filiar. E a conversa com os peemedebistas rendeu. Na próxima semana, o distrital tem um encontro com o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli.

Roriz reafirma candidatura

Partidos, Política em 27/08/2009 às 19:50

Um outro detalhe do encontro de Joaquim Roriz com Michel Temer: o ex-governador afirmou ao presidente licenciado do PMDB Nacional que quer, sim, ser candidato ao Governo do Distrito Federal em 2010. A assertiva de Roriz foi provocada pela dúvida criada na cúpula nacional sobre sua real intenção em se candidatar.

Temer teria ouvido do próprio presidente regional do partido, Tadeu Filippelli, que Roriz não será candidato. A tese é repetida por parte dos peemedebistas do DF. Eles garantem que o ex-governador acabará reunindo os dois grupos e compondo uma chapa forte, com chances de vitória no primeiro turno e Jaqueline Roriz como candidata a vice.

Proposta teria sido de Temer

Partidos, Política em 27/08/2009 às 19:40

Versões contraditórias no PMDB. O ex-governador Joaquim Roriz nega ter feito a proposta de aceitar o presidente regional do partido, Tadeu Filippelli, como candidato ao Senado na chapa em que ele, Roriz, seria o candidato ao GDF. Segundo o assessor de imprensa de Roriz, Paulo Fona, que participou do encontro com Michel Temer na manhã desta quinta-feira, a ideia partiu do cacique nacional. Temer teria proposto que Roriz e Filippelli conversassem em uma reunião com a executiva nacional do partido. E sugerido que Roriz e Filippelli compusessem uma chapa peemedebista.

O desmentido do ex-governador tornou-se necessário depois que a ala do PMDB que apoia Filippelli começou a comemorar o que interpretou como um recuo do grupo rorizista. A origem da proposta, no entanto, só faz diferença na imagem de força política que cada um dos grupos peemedebistas quer ter.Não muda, porém, o resultado prático do encontro de Roriz com Temer. A ordem da cúpula nacional é encontrar uma conciliação para o partido no DF. E a primeira ideia é que seja com Roriz saindo ao GDF e Filippelli, ao Senado.

Necessidade de acordo no PMDB

Partidos, Política em 27/08/2009 às 17:50

A proposta de Joaquim Roriz de ter Tadeu Filippelli como candidato ao Senado em sua chapa na disputa para o GDF foi recebida pelos peemedebistas-arrudistas como um recuo do ex-governador. Isso porque dias atrás, o grupo rorizista ainda afirmava não aceitar Filippelli à frente das negociações para 2010, ainda que a cúpula nacional assegurasse a legenda para candidatura de Roriz. Alegavam temer uma traição.

No entendimento do grupo de Filippelli, Roriz percebeu, no encontro com Michel Temer na manhã desta quinta-feira, que não haverá intervenção ou expulsão do partido. A ordem da executiva nacional é de que haja um acordo.

Acordo dependeria de distritais

Partidos, Política em 27/08/2009 às 17:39

Depois da conversa com o ex-governador Joaquim Roriz, o presidente licenciado do PMDB Nacional, deputado Michel Temer, procurou o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli, para repassar a proposta que ouviu de Roriz em busca de um entendimento. O ex-governador propôs uma chapa peemedebista com ele na disputa ao GDF e Filippelli como candidato ao Senado. Filippelli não disse que sim nem que não. Vinculou a resposta a uma conversa com todos os peemedebistas que ficaram ao seu lado neste processo: os três deputados distritais, suplentes e demais integrantes da executiva regional. “Não podemos, eu e Roriz, tomarmos uma decisão ou chegarmos a um acordo sozinhos. Nem eu nem ele somos donos do partido. Temos de consultar todos os envolvidos no processo eleitoral”, afirma Filippelli.

A justificativa é sensata. Principalmente se considerarmos os distritais que desde a eleição de 2006 tomaram partido do atual governador José Roberto Arruda, como Benício Tavares e Eurides Brito. Agora, como ficariam em uma aliança com Roriz? “Temos de ouvir aqueles que vão colocar em risco sua caminhada política”, argumenta Filippelli.

As conversas começaram e devem se estender pelas próximas semanas. Até porque o governador Arruda também deve ser ouvido neste processo.

Temer acredita em acordo no PMDB

Partidos, Política em 27/08/2009 às 11:41
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

Acabou há pouco o encontro entre o presidente licenciado do PMDB Nacional, Michel Temer e o ex-governador Joaquim Roriz. Temer ouviu um resumo da trajetória política do ex-governador e sua intenção de sair candidato ao GDF em 2010. Roriz disse ainda ao peemedebista que não gostaria de sair do partido.

Temer concordou que seria uma pena perder um peemedebista histórico. E disse que se empenharia em conseguir um acordo dentro do partido. O próximo passo será conversar com o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli, para ouvir o outro lado da história.

Definições para PMDB, DEM e PT

Partidos, Política em 26/08/2009 às 23:04

A manhã desta quinta-feira (27) promete ser movimentada entre os políticos da capital. Confira:

-  Reunião do ex-governador Joaquim Roriz com o presidente licenciado do PMDB Nacional e presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. O assunto, claro, é o pedido de intervenção/dissolução da executiva local feito pelo deputado Laerte Bessa. Temer quer ouvir os argumentos de Roriz. A conversa será na Residência Oficial da Presidência da Câmara.

- Reunião dos Democratas do DF. O encontro servirá para discussões internas do partido e apresentação de novos nomes que irão se filiar à legenda. O anúncio das novas filiações deve acabar agilizando um outro anúncio: o das desfiliações. A expectativa é de que sejam várias.

- Reunião do pré-candidato petista Agnelo Queiroz com o Comitê de Participação Política, criado pelas lideranças evangélicas da capital. A conversa será na sede da Igreja Renascer em Cristo, no Setor de Indústrias Gráficas.

Festa para Rogério Rosso

Cidades, GDF em 26/08/2009 às 13:54

Amigos do presidente da Codeplan, Rogério Rosso, promovem nesta quinta-feira (27) uma grande festa para comemorar o aniversário do peemedebista. O evento vair ser em Ceilândia (claro), em uma churrascaria ao lado da Feira Central. Cerca de 1,5 mil pessoas são esperadas na comemoração, inclusive boa parte do primeiro escalão do GDF.

convite-rosso

Filippelli entrega mais uma defesa

Partidos, Política em 26/08/2009 às 11:32

O presidente regional do PMDB-DF, deputado federal Tadeu Filippelli, entregou nessa terça-feira (25) sua defesa no processo de dissolução do partido, pedido pelo colega Laerte Bessa à executiva do PMDB Nacional. Em seus esclarecimentos, Filippelli diz a executiva praticamente a mesma coisa que disse ao Conselho de Ética. Entre outras coisas que reconhece o ex-governador Joaquim Roriz como liderança partidária, nunca o desrespeitou nem cerceou seu direito de participar da propaganda partidária. E que defende que o candidato do partido ao GDF deve passar pela convenção partidária no ano que vem, como preveem as normas da legenda.

Na segunda-feira (24), Filippelli também entregou um outro documento à cúpula nacional. Era um recurso à suspensão do processo de intervenção na executiva regional, que estava sendo relatado pelo presidente do conselho, Lázaro Barbosa. Filippelli havia pedido a suspeição de Barbosa por declarações feitas pelo relator que demostrariam sua falta de isenção no processo. No lugar de colocar o pedido de suspeição em julgamento, como esperava Filippelli, o relator suspendeu o processo para aguardar a decisão sobre um segundo pedido, dessa vez de dissolução da executiva local, feito diretamente à nacional. “É um erro gravíssimo e não podemos aceitar”, afirma o presidente do PMDB-DF.

“O povo lembra de mim”

Partidos, Política em 24/08/2009 às 10:21

Foi ao jornal semanal O Distrital que o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) deu sua primeira entrevista à imprensa desde que assumiu sua intenção de concorrer novamente ao Governo do Distrito Federal. Ao jornal, Roriz disse que o fato de ser lembrado pelo povo, mesmo depois de dois anos fora da mídia e da articulações políticas, o “enche de alegria”. “Isso me dá muito ânimo”, afirmou.

O ex-governador, no entanto, evitou ser explicítico quanto à sua candidatura: “A legislação eleitoral impede manifestações públicas e eu respeito as leis do meu país”. Confira a entrevista no site de O Distrital.

“O PMDB do DF está com Arruda”

Partidos, Política em 21/08/2009 às 15:25

Em entrevista ao Jornal Opção, de Goiânia, esta semana, o presidente da Codeplan, Rogério Rosso, foi porta-voz do pensamento de praticamente todos os peemedebista que hoje apóiam o governador José Roberto Arruda. Reconheceu a força política do ex-governador Joaquim Roriz, dentro e fora do partido, mas defendeu um acordo entre ele e o democrata. “Não descarto, em nenhuma hipótese, um en­tendimento entre Roriz e Arruda”, declarou Rosso, que disse ainda acreditar que o ex-governador não sairá do PMDB, seja qual for a decisão do diretório nacional quanto ao pedido de intervenção no partido.

Rosso também repetiu outro mantra dos peemedebistas que defendem o atual presidente, Tadeu Filippelli: ainda não é hora de discutir nomes para a eleição. Mas não perdeu a oportunidade de alfinetar, sutilmente, o que seria o grupo rorizista. “Ho je o PMDB do DF está com Arruda. Grande parte dos políticos também está. Quem tem mandato e não está com Arruda é Laerte Bessa.”

Confira aqui a íntegra da entrevista de Rogério Rosso, que ainda falou do modo arrudista de governar e dos problemas e soluções para o Entorno.

Rorizistas rejeitam acordo

Partidos, Política em 20/08/2009 às 11:04
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Se por um lado crescem as especulações sobre o real interesse do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) em sair candidato ao GDF, de outro, os rorizistas asseguram que a candidatura do peemedebista é irreversível. Não acreditam sequer na possibilidade de um acordo sobre o pedido de intervenção no PMDB. A proposta seria de assegurar a legenda a Roriz em 2010, mas mantendo no cargo o atual presidente da legenda no DF, deputado federal Tadeu Filippelli. Os aliados do ex-governador dizem não poder aceitar essa sugestão por não terem mais confiança em Filippelli. E não quererem correr o risco de, na hora do registro da candidatura, algo dar errado.

Na noite dessa quarta-feira (19), em um evento no Novo Gama, Roriz também reafirmou sua candidtura. Ao receber uma homenagem da Câmara de Vereadores do município, o ex-governador disse que será candidato se isso for ”designio de Deus”.

Ainda há possibilidade de acordo?

Partidos, Política em 20/08/2009 às 10:04

Comissão de Ética do PMDB Nacional decidiu suspender o processo de análise de intervenção na executiva regional do partido no DF enquanto corre a ação de dissolução do PMDB-DF apresentada ao diretório nacional. O clima entre os peemedebistas, no entanto, está semelhante ao de uma montanha-russa. Cresce em parte do grupo a incerteza quanto à real intenção do ex-governador Joaquim Roriz de sair candidato ao GDF em 2010.

Há quem aposte dentro do partido que Roriz não disputará a eleição. Que o ex-governador acabará reunindo os dois grupos (rorizistas e arrudistas) retomando a posição de líder da capital e compondo uma super chapa, com chances de vitória no primeiro turno. Uma chapa que poderia ser formada pelo atual governador José Roberto Arruda na disputa da reeleição, tendo a distrital Jaqueline Roriz (PSDB) como vice, o deputado Tadeu Filippelli (PMDB) como candidato ao Senado e um segundo nome governista também ao Senado, como o senador Adelmir Santana (DEM).

A crença em um acordão ao final do ano aumentou depois que alguns políticos da esfera nacional disseram não estar certos sobre a candidatura de Roriz.

PSDB rumo ao arco-íris

GDF, Partidos, Política em 18/08/2009 às 11:39

Os tucanos do Distrito Federal estão sendo identificados por outro bicho: o camaleão. A piada surgiu por conta da capacidade do PSDB em se adaptar às mais diversas cores.

Eles foram vermelhos no governo petista de Cristovam Buarque, quando Maria de Lourdes Abadia chegou a ser secretária de Turismo. Foram azuis no governo peemedebista de Joaquim Roriz, em que Antônio Barbosa foi secretário de Meio Ambiente e Abadia, vice-governadora. Agora, são verdes no governo José Roberto Arruda, com o presidente regional do partido, Márcio Machado, sendo secretário de Obras, e o próprio Antônio Barbosa como administrador da Estrutural…

Pedido de dissolução do partido

Partidos, Política em 17/08/2009 às 21:06

A tentativa é de resolver com mais rapidez a crise no PMDB. Na tarde desta segunda-feira (17), o deputado federal Laerte Bessa (PMDB) protocolou no diretório nacional do patido o pedido de dissolução da regional em Brasília. Na prática, o pedido é semelhante ao de intervenção protocolado e junho pelo peemedebista. Só que, no caso da dissolução, o julgamento é feito diretamente pelo diretório nacional.

“Existem membros do PMDB-DF que não estão comprometidos com o processo democrático, com o crescimento da legenda e desestimulam a militância peemedebista se aliando à reeleição do atual governador do DF, como se o PMDB não tivesse um candidato forte para as próximas eleições”, argumentou o parlamentar.

Semana de articulações no DF

Partidos, Política em 17/08/2009 às 11:29

Esta semana começa movimentada para os políticos da capital federal. Na noite desta segunda-feira (17), duas reuniões podem começar a desenhar a disputa de 2010. A primeira será protagonizada pelos democratas. Convocada pessoalmente pelo presidente regional do partido, vice-governador Paulo Octávio, a reunião será no escritório político de PO, no SIA. E terá como objetivo a discussão da chapa majoritária dos democratas. No mesmo horário, na Asa Norte, haverá um encontro da executiva do PSDB-DF. Na pauta, preparação das prévias para escolha de candidatos à presidência da República e a discussão da nominata tucana para 2010.

Já na terça-feira (18), movimentam-se PMDB e PT. Pela manhã, o presidente do Conselho de Ética do PMDB, Lázaro Barbosa, deve ouvir as testemunhas de acusação e de defesa no pedido de intervenção na executiva regional do partido. À noite, a festa é do PT, com o lançamento do blog do favorito pré-candidato do partido ao GDF, Agnelo Queiroz, em bar na cidade. Até quarta, muita coisa pode acontecer.

Agora a briga esquentou!

Partidos, Política em 16/08/2009 às 10:04

Edição deste domingo (16) do Correio Braziliense traz reportagem com todos os aliados do ex-governador Joaquim Roriz no pedido de intervenção do diretório nacional no PMDB local. E lista o que todos eles teriam em comum: um extenso histórico de problemas com a Justiça. Confiram os aliados e seus problemas, segundo a reportagem:

- Deputado federal Laerte Bessa: indiciado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes variados. Dentre eles, formação de quadrilha, peculato, lavagem ou ocultação de bens e práticas de irregularidades eleitorais.

- Presidente do PMDB de Goiás, Adib Elias: Teve as contas dos quatro anos à frente da Prefeitura de Catalão (GO) rejeitadas pelo Tribunal de Contas municipal e teve dois dos seus auxiliares diretos presos sob acusação de corrupção e favorecimento de empresas aliadas em licitações públicas.

- Prefeito de Goiânia, Irís Rezende: Condenado em primeira instância, em 2006,  a indenizar os cofres públicos e as empresas que tinham contrato com a prefeitura até o início de 2005. No mesmo ano, foi denunciado pelo Tribunal de Contas do Município, que julgou ilegal um contrato de publicidade feito pela prefeitura com a Stylus Propaganda no valor de R$ 1 milhão. Também chegou a ser acusado de favorecer, com contratos milionários, amigos advogados que atuaram em suas campanhas.

- Deputado federal Jader Barbalho: Foi acusado, entre outros crimes, de desviar cerca de R$10 milhões do Banco do Pará (Banpará) e de manter relações estreitas com fraudadores da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

- Ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso: Foi processado por corrupção e desvio de dinheiro público.

Para ler a reportagem na íntegra, clique aqui.

Visita do presidente do PMDB-TO

Partidos, Política em 15/08/2009 às 13:40
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

Na guerra interna do PMDB-DF, cada lado tem procurado conquistar mais aliados. Na sexta-feira (14), o ex-governador Joaquim Roriz contabilizou um novo nome entre seus apoiadores: o presidente regional do PMDB de Tocantins, deputado federal Osvaldo Reis. Os peemedebistas se reuniram na casa do ex-governador no Park Way.

Filippelli pede troca de relator

Partidos, Política em 14/08/2009 às 10:29

O presidente regional do PMDB-DF, deputado federal Tadeu Filippelli, protocolou no partido um pedido de afastamento do relator do pedido de intervenção na executiva regional do partido, sob a alegação de suspeição do relator do processo, Lázaro Barbosa. A notícia está na edição desta sexta-feira (14) do Correio Braziliense. Filippelli sustenta que as declarações dadas por Barbosa nos últimos dias o tornam impedido de arbitrar sobre o assunto.

Segundo o processo de exceção de suspeição — nome jurídico para o pedido de afastamento —, Barbosa estaria com pré-conceito e teria feito pré-julgamento das seis testemunhas de defesa arroladas por Filippelli ao dizer que “a testemunha é a prostituta das provas”. “Evidentemente a conduta do relator prejudicará a isonomia na decisão a ser proferida”, conclui Filippelli no processo.

O presidente regional do PMDB, que corre o risco de ser afastado do comando da legenda, pede que o processo seja redistribuído a outro integrante da comissão de ética da sigla. Ao todo, nove pessoas compõem o conselho. Segundos os argumentos jurídicos apresentados por Filippelli, o conselho terá até 15 dias para se pronunciar e, enquanto a ação não for julgada, todo o processo deverá ser suspenso.

Marina e o 2º turno no DF

Partidos, Política em 13/08/2009 às 19:18

A possível candidatura da senadora Marina Silva à Presidência da República em 2010 já está movimentando as articulações políticas também no Distrito Federal. A leitura política é de que a entrada de Marina na disputa acabará levando a eleição presidencial ao segundo turno. Isso irá valorizar os palanques de segundo turno nas eleições estaduais.

Quer dizer, se Marina provocar um segundo turno entre Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB), ou quem quer que seja o candidato tucano à presidência, será fundamental para o PT que haja segundo turno também nos estados.

No Distrito Federal, cresceria a necessidade de os petistas provocarem um segundo turno na disputa, já tão polarizada, entre as três forças da cidade - o governador José Roberto Arruda, o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) e o próprio PT. Se for o candidato petista um dos adversários a vencer o primeiro turno, problema resolvido.

Agora se forem Arruda e Roriz os candidatos a passarem para a segunda etapa da disputa, o PT terá de tomar partido. E terá de ser a favor do peemedebista, se o PMDB se confirmar na base de apoio a Dilma. Isso porque o palanque de Arruda já estará destinado a José Serra.

No final da história, há quem diga que a candidatura de Marina Silva servirá como o pretexto perfeito para justificar, em Brasília, uma aproximação do PT com o antigo rival Joaquim Roriz.

Peemedebistas ouvidos na terça

Partidos, Política em 12/08/2009 às 20:12

O presidente do Conselho de Ética do PMDB Nacional, Lázaro Barbosa, relator do pedido de intervenção na executiva regional da legenda, marcou para a próxima terça-feira (18) o depoimento das testemunhas do caso. Serão ouvidas no total seis testemunhas - três apresentadas pelo deputado federal Tadeu Filippelli, presidente regional do partido, e três apresentadas pelo deputado federal Laerte Bessa, autor do pedido de intervenção.

Bessa já apresentou seus aliados. Serão o deputado federal Marcelo Mello (PMDB-GO), o ex-assessor especial do GDF, Benjamim Roriz, e o ex-presidente da Terracap, Eri Varella. Já Filippelli ainda não havia sido comunicado da decisão. Provavelmente o presidente regional terá de escolher três entre os seis nomes que apresentou ao relator, entre eles os subsecretários de governo Jozafá Dantas e Fábio Simão, e o ex-presidente regional Divino Alves.

Relator quer agilizar processo

Partidos, Política em 11/08/2009 às 10:03

Deu no Correio Braziliense desta terça-feira (11): relator do pedido de intervenção no PMDB-DF, Lázaro Barbosa, pretende ouvir em um mesmo dia as seis testemunhas de defesa apresentadas pelo presidente regional do partido, Tadeu Filippelli. A medida radical teria intenção de evitar que o processo se arraste dentro do partido e não tenha solução antes de outubro.

“Se a ideia do presidente do PMDB-DF, deputado federal Tadeu Filippelli, era ganhar tempo ao arrolar seis testemunhas no processo de intervenção do partido — que julga a retirada dele do comando da sigla—, a reação do relator da ação, Lázaro Barbosa, deve neutralizar a estratégia. O integrante do Conselho de Ética peemedebista com a missão de relatar o caso promete brevidade na conclusão dessa etapa do pedido de intervenção, o que favorecerá o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), com quem Lázaro mantém ligações políticas e de amizade. “Vou agir rigorosamente dentro da lei, sem admitir postergação proposital. Não aceitarei esse tipo de artimanha”, antecipou Barbosa.

Para reforçar que não está disposto a rodeios, o relator do processo indica que, se for preciso, ouvirá as seis testemunhas em um prazo mínimo: “Em um dia, resolvo isso se for o caso”. A disposição em acelerar o depoimento das testemunhas pode nem ser o principal elemento em desfavor a Filippelli. Lázaro Barbosa não parece ser dos mais convictos de que os relatos a favor do deputado possam ser decisivos. “Em direito, a gente aprende que a testemunha é a prostituta das provas”, compara o relator, que além de produtor rural é advogado.

Bom para Roriz, que ganha duas circunstâncias a seu favor: o tempo e o baixo impacto das testemunhas a favor de Filippelli. O ex-governador tem até 5 de outubro para decidir se muda de partido. A alternativa dele será o desembarque no nanico PSC. Depois desse prazo, ficará impedido pela lei eleitoral. Por isso, quanto mais rápido vier a resposta, maior será a margem do ex-governador para se movimentar no tabuleiro político.”

Cordialidade ou provocação?

Partidos, Política em 10/08/2009 às 10:35

O presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, e o presidente regional do PSC, Valério Neves, demonstraram esse final de semana um clima entre arrudistas e rorizistas. Em um café da manhã promovido pelo PTdoB e pelo PSDC, Filippelli compareceu representando o governador José Roberto Arruda. E Valério, o ex-governador Joaquim Roriz.

Em meio as saudações que antecediam seu discurso, Filippelli esqueceu de cumprimentar Valério Neves. Mas, ao final do discurso, o peemedebista se desculpou com o “representante do governador Roriz” e pediu que Valério enviasse “um abraço pessoal dele a Roriz”. Ao receber o recado, o ex-governador não hesitou. Prometeu dar, ele mesmo, o abraço em Filippelli quando o encontrar.

Amigo bom à beça

Partidos, Política em 09/08/2009 às 19:09

Presente na festa de aniversário do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), o deputado federal Laerte Bessa (PMDB) ganhou do aliado um novo slogan. Na hora dos parabéns, Bessa foi chamado pelo ex-governador ao ficar ao seu lado, numa clara demonstração da gratidão pelo apoio que o deputado está dando a Roriz neste momento. É o parlamentar, inclusive, o autor do pedido de intervenção no partido para assegurar a candidatura do ex-governador. ”Vem Bessa, que é bom à beça”, brincou Roriz. O trocadilho pegou.

Diga-me com quem andas

Partidos, Política, Senado em 08/08/2009 às 15:04

O presidente regional do PDT, senador Cristovam Buarque, conversou esta semana com o petista Wilmar Lacerda ainda sobre a possibilidade de coligação entre as duas legenda para 2010. Ou sobre a impossibilidade. Cristovam fez questão de dizer ao petista que está cada vez mais difícil para o seu partido fazer campanha ao lado do PT. Tudo por conta do novo grupo de amigos que os petistas andam exibindo no Senado: o ex-presidente da República e atual senador, Fernando Collor de Melo (PTB), o senador Renan Calheiros (PMDB) e, claro, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB).

Filippelli apresenta defesa

Partidos, Política em 06/08/2009 às 9:55

O presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, entregou nessa quarta-feira (5) sua defesa à Comissão de Ética do partido. Filippelli apresentou seis testemunhas de defesa, para comprovar que o ex-governador Joaquim Roriz não está sendo preterido no partido, mas apenas precisa passar por uma convenção interna para se consolidar como candidato. Entre as testemunhas arroladas por Filippelli estão Fábio Simão, Jozafá Dantas e Divino Alves.

Segundo a reportagem do Correio Braziliense desta quinta-feira (6), esses são os argumentos de defesa de Filippelli:

- Falta de legitimidade do deputado Laerte Bessa em propor a intervenção, já que o principal interessado não seria o parlamentar, e sim o ex-governador Joaquim Roriz, prejudicado por supostos direitos violados. No entanto, Roriz não é parte no processo.

- Demora na reclamação de supostos direitos violados, já que o apoio do PMDB ao governo Arruda foi discutido em dezembro de 2006, pela executiva regional do partido, e na época não teria havido qualquer contestação de Laerte Bessa. Na ocasião, a legenda optou pela neutralidade e liberdade de seus filiados em decidir pela participação ou não no governo.

- Falta de apoio no partido para a intervenção, já que o pedido tem a assinatura de apenas dois presidentes de zonais, além de Laerte Bessa. Segundo a defesa, nenhum dos 17 diretórios regionais apoiou o pedido.

- Falta de definição da direção regional do PMDB quanto ao papel da legenda em 2010. A alegação é de que, como em âmbito nacional, o partido pode lançar candidato próprio na chapa principal, ou fazer uma aliança com o PT ou com o DEM. A decisão sairá de convenção regional.

- O ex-governador Joaquim Roriz é tratado com respeito pelos militantes do partido. Em várias entrevistas, ele é apontado como um líder de expressão e com possibilidade real de concorrer ao GDF pelo partido em 2010.

- O presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, afirma que não desrespeitou Roriz no congresso do partido ocorrido em maio e que acabou em tumulto. Ao contrário, teriam sido simpatizantes do ex-governador e o próprio Roriz que teriam atacado e xingado o parlamentar.

- O PMDB nunca cerceou o direito do ex-governador de participar da propaganda partidária gratuita. Roriz teria optado por não gravar inserções em 2008 e 2009 porque estava com a imagem desgastada em virtude de acusações de quebra de decoro que o teriam levado a renunciar ao mandato em 2007.

Recepção para Roriz

Partidos, Política em 06/08/2009 às 8:12

A única ausência a ser notada na posse dos 50 notáveis do Conselho Consultivo do Cinquentenário é a do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB). O peemedebista está nos Estados Unidos e só volta ao Brasil na sexta-feira (7). Seu retorno, aliás, será saudado com festa. Rorizistas estão planejando ir em comitiva ao aeroporto, por volta das 18h, para recebê-lo.

Provocação peemedebista

Partidos, Política em 04/08/2009 às 12:58

As inserções do ex-governador Joaquim Roriz e do deputado federal Laerte Bessa, na propaganda partidária do PMDB esta semana, virão carregadas de recados aos adversários. Em suas três inserções, de 30 segundos cada, Roriz garante que o partido terá candidatura majoritária ao GDF. “Na condição de vice-presidente nacional do partido afirmo a você que o PMDB terá candidato próprio ao Governo do Distrito Federal”.

A propaganda de Roriz, que vai ao ar uma vez na noite desta terça-feira (4) e duas na noite de quarta-feira (5), será o primeiro pronunciamento público de Roriz desde sua renúncia ao Senado em 2007.  Na inserção, o ex-governador aproveita para alfinetar o atual governador José Roberto Arruda. Roriz diz que “para governar é preciso ter sensibilidade, tratar as pessoas com respeito e dignidade”. A provocação é fruto da fama de truculento que Arruda passou a ter depois de algumas medidas impopulares do governo. Fama essa reforçada pelas constantes queixas de aliados sobre broncas e cobranças ríspidas do governador.

Já as inserções de Laerte Bessa, que começaram a ser veículadas na segunda-feira, o deputado reforça a tese de que o partido terá candidatura própria. E provoca os correligionários que passaram a apoiar o atual governo. “Coerência e lealdade são valores que devem acompanhar todos os políticos. Não mudamos de lado. Estamos ao lado do povo!”, diz.

As inserções também serão veículadas nas rádios.

Crise no PMDB e infidelidade partidária

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 03/08/2009 às 18:22

Peemedebistas do Distrito Federal estão vendo a movimentação da direção nacional do partido, no sentido de facilitar a saída dos considerados “dissidentes” do partido, como uma oportunidade para acertar as coisas na capital. Em nota oficial divulgada no domingo (2), a direção nacional do partido prometeu não cobrar na Justiça, sob alegação de infidelidade partidária, os mandatos dos parlamentares rebeldes que quiserem deixar a legenda.

O recado era encaminhado a senadores peemedebistas como Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE), que vêm se posicionando contra o presidente do Senado, José Sarney, e contra posturas recentes do partido. Mas pode acabar ajudando também a ala rorizista do PMDB, como o deputado federal Laerte Bessa, caso o resultado do pedido de intervenção no Distrito Federal seja favorável ao atual presidente regional da legenda, deputado federal Tadeu Filippelli.

A questão maior não é a permissão para deixar a legenda. Mas o fato de a crise no partido aumentar o desejo dos parlamentares de se criar efetivamente uma janela para driblar a legislação eleitoral e a fidelidade partidária. Como bem explicou o jornalista Ricardo Noblat em seu blog, tudo o que os parlamentares sonham agora é com um mês liberado para o troca-troca.

Bessa não é vice

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 30/07/2009 às 21:13

O deputado federal Laerte Bessa (PMDB) negou ter afirmado ao blog do jornalista Ricardo Callado que estaria interessado em ser vice-governador na chapa de Joaquim Roriz (PMDB). Bessa afirmou ter havido problemas na interpretação de sua conversa. Segundo o deputado, ele apenas contou que algumas lideranças consideravam seu nome uma aposta natural na composição da chapa majoritária do ex-governador. Principalmente porque coube a ele o pedido de intervenção na executiva local do partido, na tentativa de assegurar a candidatura de Roriz.

“Algumas lideranças especulavam sobre quem poderia compor nossa chapa, contando inclusive com nomes como Brunelli e Robson Rodovalho. Mas como os dois não poderão trocar de partido, defenderam que uma vaga deveria ser minha”, explicou, irritado.

A irritação tem fundamento. Mal foram divulgadas suas supostas declarações, os peemedebistas aliados do atual presidente Tadeu Filippelli se apressaram a incluí-las na defesa da executiva a ser apresentada ao diretório nacional. A justificativa era forte. As declarações mostrariam que o interesse de Bessa na manutenção da candidatura de Joaquim Roriz seria apenas desejo pessoal de compor sua chapa. A tese, com certeza, enfraqueceria seu pedido de intervenção no partido.

Preocupado com a repercussão, Bessa reafirma: ”não estou interessado em cargos majoritários. Ainda tenho de crescer muito na política. Minha ambição agora é a reeleição para a Câmara Federal.”

Preferência partidária do brasiliense

Partidos, Política em 24/07/2009 às 16:27

Pelo visto, não importam quantas crises os dois partidos tenham enfrentado nos últimos tempos. PT e PMDB dividem na capital federal a preferência do eleitorado. O dado é da pesquisa do Instituto O&P, realizada na última semana de junho com 1.200 pessoas por todo o Distrito Federal. Perguntados sobre qual partido político teria sua simpatia ou preferência na cidade, 26,5% dos entrevistados responderam o PT. Outros 20,4% responderam o PMDB.

As demais siglas da cidade não conseguiram ultrapassar os 10% de citações. O PSDB, da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, foi lembrado por 8,8% das pessoas ouvidas. O Democratas, partido do governador José Roberto Arruda, ficou com apenas 5,8%. Já PDT, PCdoB e PSB alcançaram os 3%.

Quase metade dos entrevistados, porém, disseram não ter preferência por nenhum partido - 42,2% disseram não simpatizar com nenhuma legenda e 0,7% disseram gostar de todos por igual.

Confira a lista da pesquisa na íntegra:

PT - 26,5%

PMDB - 20,4%

PSDB - 8,8%

DEM - 5,8%

PDT - 3,6%

PCdoB - 3,5%

PSB - 3,3%

PSOL - 2,9%

PV- 2,3%

PTB- 1,3%

PPS - 0,9%

PRB - 0,8%

PR - 0,5%

PP - 0,5%

Outros - 0,5%

Cordialidade entre ex-rivais

Partidos, Política em 22/07/2009 às 16:49
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

No primeiro encontro político de suas carreiras públicas, o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) e o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) não pouparam amabilidades um com o outro. Roriz afirmou na conversa que Rollemberg era atualmente um dos políticos com a melhor imagem em Brasília. Rollemberg e o PSB, avaliou Roriz, teriam conseguido manter a coerência em meio a cenários políticos tão mutáveis.

Já Rollemberg fez questão de elogiar a disposição do peemedebista. “Ele está muito bem de saúde. E com ânimo renovado para a disputa ao GDF”. Os dois saíram do encontro prometendo manter aberto esse novo canal de conversas e troca de impressões.

Valério assume PSC

Partidos, Política em 22/07/2009 às 16:34
Foto: Sheyla Leal

Foto: Sheyla Leal

Valério Neves, chefe de gabinete da deputada Jaqueline Roriz (PSDB) e braço direito do ex-governador Joaquim Roriz, foi empossado nesta quarta-feira (22) presidente regional do PSC.

Neves se  filiou ao partido em junho, já com a previsão de assumir a legenda no Distrito Federal. A estratégia é deixar o terreno pronto para filiação do ex-governador, caso ele precise deixar o PMDB para se candidatar ao GDF em 2010.

Roriz e Rollemberg trocam figurinhas

Partidos, Política em 22/07/2009 às 15:57

Adversário de hoje pode ser aliado de amanhã, já diz uma das inúmeras máximas da política. E essa cabe perfeitamente no almoço desta quarta-feira (22) entre o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) e o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), no Park Way. Os dois políticos - que já tiveram fortes enfrentamentos à época em que o peemedebista era governador e o socialista, deputado distrital - trocaram impressões sobre o cenário político da capital e fizeram avaliações para 2010.

Candidatíssimo ao Governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz tem feitos claros movimentos de aproximação com os partidos de esquerda. Já percebeu que esse é o caminho seguido pelo partido nacionalmente e quer estar afinado com a cúpula nacional para assegurar sua candidatura pelo partido em 2010. Já Rollemberg tem ampliado seu espectro de conversas. Tentato a disputar uma das vagas abertas ao Senado, sabe que é preciso uma forte aliança para assegurar espaço (e voto) em uma chapa majoritária.

Na conversa, pesquisas também foram debatidas. Como estava nas mãos de Rollemberg a pesquisa mais recente da cidade, os dois puderam discutir, por exemplo, as chances de disputa do petista Agnelo Queiroz (a quem o PSB já declarou oficialmente o apoio em 2010). E a importância das alianças em segundo turno.

PPL também entra no páreo

Partidos, Política em 22/07/2009 às 11:27

Um novo partido deve surgir oficialmente no país até 2010: o Partido da Pátria Livre (PPL), formado por integrantes do Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR8), que até então compunham uma corrente dentro do PMDB. Fundado em abril deste ano, a legenda precisa reunir 500 mil assinaturas necessárias para registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral, a tempo de concorrer nas próximas eleições. Se não der certo, os novos filiados não desanimam - pretendem estar oficialmente em campanha nas eleições municipais de 2012.

Com estatuto pronto e ideiais nacionalistas, o PPL se desliga do PMDB para se aproximar das siglas de esquerda. Tanto que, no Distrito Federal, a legenda já vem sendo paquerada pelo PT. A promessa é de que, nos próximos meses, quando haverá dirigentes formalizados no PPL, as conversas entre as duas legendas se intensifiquem.

PMDB e PSB na disputa pelo 2° voto

Partidos, Política, Senado em 20/07/2009 às 16:55

Os resultados das intenções de voto para o Senado, apontados pela pesquisa do instituto O&P, revelaram um cenário promissor para o senador Cristovam Buarque (PDT) e para os deputados federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e Tadeu Filippelli (PMDB).

Cristovam teve o melhor desempenho. Liderou os dois cenários com vantagem significativa em relação ao segundo colocado. É  o favorito nas intenções de voto seja saindo como candidato da chapa petista como de uma chapa avulsa do PDT. A pesquisa mostrou ainda que o voto em Cristovam é a primeira opção da maioria dos eleitores. Nos dois cenários apresentados, o pedetista teve entre 35% e 37% do primeiro voto e cerca de 8% do segundo voto.

Já Filippelli e Rollemberg estão em situação semelhantes. Filippelli seria o segundo nome eleito no primeiro cenário. E sua votação viria principalmente do segundo voto da chapa. O peemedebista representa cerca de 10% da primeira opção de voto do eleitorado e quase 15% da segunda opção. Sua principal concorrente, porém, parece ser Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Quando a ex-governadora entra na disputa, Filippelli cai para terceiro lugar.

Rollemberg tem desempenho semelhante ao do colega peemedebista. Terceiro colocado no primeiro cenário, passa a ser o segundo nome para o Senado quando Abadia e Magela entram na disputa. Seus votos também vêm da segunda opção dos eleitores - 9,6% dos entrevistados disseram ser o socialista sua primeira opção. Mas quase 13% dariam a ele seu segundo voto.

Morre Fernando Diniz

Câmara dos Deputados, Política em 17/07/2009 às 22:06

O sentimento no PMDB é de pesar nesta sexta-feira (17) pela morte do presidente regional do partido em Minas Gerais, deputado federal Fernando Diniz. O peemedebista tinha 55 anos e sofreu uma parada cardíaca durante uma cirurgia para retirada de um nódulo na virilha. Atendido no Hospital Samaritano, em São Paulo, não resistiu.

“Ele era um homem novo, atuante. Militamos juntos em inúmeras ocasiões. É uma notícia muito triste”, lamentou o presidente regional do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, colega de Diniz na Câmara dos Deputados.

Engenheiro e empresário, o Fernando Diniz estava em seu quinto mandato na Câmara. Seu corpo será transferido para Belo Horizonte, onde será velado. Ainda não há informações sobre o enterro. Em seu lugar na Câmara ficará o primeiro suplente da coligação, o ex-deputado Paulo Delgado (PT-MG).

Falta de opção no PMDB

Partidos, Política em 15/07/2009 às 15:59

A escolha do ex-senador Lázaro Barbosa (GO), presidente da Comissão de Ética do PMDB Nacional, para relator do pedido de intervenção no PMDB-DF, noticiada nesta quarta-feira (15) pelo Correio Braziliense, teria sido falta de opção, garantem alguns peemedebistas. A presidente do PMDB Nacional, Íris de Araújo, ofereceu a relatoria do processo a vários representantes da comissão. Nenhum teria se interessado. Acabou escolhendo um antigo aliado do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB).

Segundo os peemedebistas, ningém quis se envolver na briga dos correligionários no Distrito Federal. “Somos o PMDB, né? Ninguém quer se queimar com ninguém”, explicou, meio na brincadeira, um parlamentar do partido.

Reação peemedebista

Partidos, Política em 08/07/2009 às 10:15

Deu no Correio Braziliense desta quarta-feira (8):

Os 15 integrantes da executiva nacional do PMDB vão receber a partir de hoje uma carta em que antigos aliados do ex-governador Joaquim Roriz contestam qualquer possibilidade de ocorrer uma intervenção nacional no comando regional do partido. Os três deputados distritais Rôney Nemer, Eurides Brito e Benício Tavares, o deputado federal Tadeu Filipelli e o primeiro suplente da coligação PMDB-PTB-PSDB, Rogério Rosso, que integraram no passado o grupo político de Roriz, assinam o texto contrário ao pedido feito pelo deputado Laerte Bessa (PMDB-DF) de dissolução do diretório da legenda no Distrito Federal. Para reforçar essa posição, 14 dos 17 presidentes de zonais também endossam o documento.

A manifestação de peemedebistas de Brasília foi uma reação ao ofício em que o presidente em exercício do PMDB de Goiás, Adib Elias, encaminhou aos integrantes da executiva nacional que vão julgar se o partido deverá permanecer ou não sob o comando de Filippelli. Na carta, Elias, ex-prefeito de Catalão, diz que peemedebistas de Brasília fecharam as portas para eventual candidatura de Roriz e sustenta que essa postura atrapalha as pretensões eleitorais do PMDB na região do Entorno do Distrito Federal. Filippelli ficou incomodado com os ataques do PMDB-GO: “Sempre trabalhei pelo interesse e união do partido no DF. Espero que isso prevaleça na decisão da executiva nacional”.

Decisão prematura
Em reunião na noite de segunda-feira, a direção do PMDB-DF aprovou a íntegra do documento. Entre os que assinam o documento está o ex-deputado Odilon Aires, hoje presidente do Instituto de Previdência do DF. De acordo com as colocações apresentadas à executiva nacional, o partido ainda não tomou nenhuma decisão sobre lançamentos de candidaturas e não descarta, tampouco, lançar Roriz ao GDF nas próximas eleições. A decisão, segundo aponta o texto, será tomada no momento certo e qualquer discussão neste momento seria prematura. Apenas três presidentes de zonais se recusaram a assinar o documento. No texto, Roriz é citado como um grande líder do PMDB, mas os peemedebistas repetiram frase de Filippelli em recente reunião do partido que irritou o ex-governador: “Ninguém é maior do que o partido”
.

Contas aprovadas

Partidos, Política em 06/07/2009 às 21:06

Nem tudo é crise dentro do PMDB. O Tribunal Regional Eleitoral aprovou semana passada, por unanimidade, as contas de 2007 do diretório regional do partido…

Decisão só em setembro

Partidos, Política em 06/07/2009 às 19:23

O PMDB reforçou nesse final de semana o convite para o deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSL) filiar-se ao partido. Ribeiro tem recebido um sem número de propostas desde que se estranhou com o PSL. A questão foi parar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas o resultado deve ser favorável ao distrital, uma vez que, há algumas semanas, o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar, e o presidente regional, Newton Lins, declararam oficialmente, por meio de uma carta, que o partido não cobrará o mandato do deputado caso ele se desfilie.

Ribeiro, no entanto, não tem pressa em escolher o novo destino. Pretende esperar até setembro, data-limite para as novas filiações. A preocupação do distrital agora é analisar bem a nominata (lista de candidatos na disputa proporcional) de cada partido para saber em qual pode ter chances reais de se eleger.

As conversas do parlamentar estão adiantadas, por exemplo, com o PV, do subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão. Mas a nominata da legenda preocupa Ribeiro, que passou pela difícil experiência de fazer campanha em um partido sem coligação - o PSL saiu sozinho em 2006. O PMDB poderia ser mais atraente nesse aspecto. Em compensação, a quantidade de nomes competitivos no partido desanima novos filiados. O PSDB é outra legenda em análise por Ribeiro. A vantagem é que, dos dois distritais tucanos, apenas Milton Barbosa sairá candidato à reeleição. Jaqueline Roriz disputará uma vaga na Câmara Federal. O cenário então é um dos mais favoráveis.

De posse de pesquisas que apontam uma intenção de voto que pode dobrar sua votação de 2006, quando teve cerca de oito mil votos, Ribeiro pretende continuar as conversas pelos próximos dois meses.

Fona de volta ao grupo

Partidos, Política em 06/07/2009 às 18:25

Estão em fase de finalização as negociações do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) com seu ex-porta-voz, Paulo Fona, para que ele assuma a área de relacionamento com a imprensa da campanha do peemedebista. Nesta segunda-feira (6), Fona esteve no escritório político para últimas conversas. Quem acompanhou diz que o contrato está praticamente fechado.

As conversas entre Fona e Roriz vêm acontecendo desde antes da inauguração do escritório político do ex-governador, no início de março. O jornalista foi porta-voz de Roriz em seu último mandato como governador (2003 a 2006). Em 2006, candidatou-se a deputado federal pelo PSDB. Sem vencer a eleição, embarcou para o Rio Grande do Sul, onde assumiu a a secretaria de Comunicação da governadora Yeda Crusius. Ficou por lá pouco mais de um ano.

Dilema do PSDB, do PMBD e do DEM

Partidos, Política em 02/07/2009 às 15:14

No Distrito Federal, as reflexões sobre a medida radical de trocar de partido mesmo sem apoio da legislação eleitoral são constantes entre democratas, tucanos e peemedebistas.

No primeiro caso, o maior problema dos parlamentares é achar espaço dentro do próprio partido para a disputa de 2010. No Democratas, a lista de pré-candidatos a cada um dos cargos é de dar inveja a legendas menos badaladas. Como brinca o governador José Roberto Arruda, o DEM tem o problema que todo técnico de futebol adora ter: excesso de bons nomes para a escalação. A questão é que, depois do time escalado, boa parte de quem ficar no banco vai amargar a insatisfação com a legenda.

Já entre tucanos e peemedebistas, o dilema é diferente. A saída do partido pode ser provocada por divergência de interesses. PMDB ou PSDB podem tomar rumos não compactuados por parte de sua “nominata”. Ou seja, os dois partidos podem (ou devem) encarar a eleição de 2010 ao lado do governador Arruda. E parte de seus parlamentares podem (ou devem) fazer isso ao lado do ex-governador Joaquim Roriz. Campanhas então inconciliáveis. A solução seria deixar a legenda.

Temer quer conciliação

Partidos, Política em 27/06/2009 às 10:11

Correio Braziliense diz neste sábado, em matéria de Lilian Tahan, que o presidente licenciado do PMDB Nacional, deputado federal Michel Temer, não quer a intervenção na executiva regional da legenda. Temer estaria dizendo a aliados que quer uma saída para o partido.

“Nos últimos dias, Temer conversou tanto com (o ex-governador) Joaquim Roriz quanto com Tadeu Filippelli. Nos dois casos, optou pelo tom de conciliação para tentar resolver o impasse criado a partir do pedido de intervenção nacional no diretório local, feito pelo deputado Laerte Bessa (DF). O discurso de Temer é que a eventual dissolução desgastaria o PMDB justamente em um período pré-eleitoral. Com esse raciocínio, dificilmente o presidente da Câmara permitirá que o processo de intervenção prossiga sem sua interferência, o que tende a neutralizar a força da presidente interina da legenda, a deputada federal Íris de Araújo (GO).

Começou o jogo de forças dentro do partido. Temer é conhecidamente mais próximo a Filippelli. Já Íris Araújo, próxima de Roriz. Ao seu lado, o ex-governador teria ainda o presidente do Senado, José Sarney, que, no entanto, não vive seus melhores momentos nas últimas semanas.

Saída para a crise

Partidos, Política em 24/06/2009 às 16:55

O pedido de intervenção no PMDB pode acabar servindo como a saída definitiva para a crise interna do partido.

Caso a intervenção realmente ocorra, o ex-governador Joaquim Roriz conseguirá enfim legenda para sair candidato ao Governo do Distrito Federal. E seu grupo volta a dominar o partido e definir as alianças para 2010.

Caso não dê certo, é a justificativa perfeita para que mude de partido sem parecer oportunista. E ainda possa levar com ele os peemedebistas que têm mandato, como o deputado federal Laerte Bessa.

Filippelli recebe notificação

Partidos, Política em 24/06/2009 às 16:28

O presidente regional do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli recebeu nesta tarde a notificação do pedido de intervenção protocolado pelo colega de Câmara Federal e de partido, Laerte Bessa. “Ao contrário do que foi noticiado pelo grupo rorizista, o pedido de intervenção só foi protocolado esta manhã e recebi a notificação apenas esta tarde. Dessa forma, ainda não li o material nem as alegações”, diz Filippelli.

O pedido de intervenção, para azar de Filippelli, foi entregue à presidente do PMDB nacional, Íris Araújo, antiga aliada do ex-governador Joaquim Roriz. Agora, Íris escolhe um relator para o processo e espera a defesa do atual presidente regional, encaminhada por escrito.

“Não podia trair minha consciência. Não conseguia assistir o encaminhamento do partido em direção a outra legenda, quando temos um líder forte, com chances reais de concorrer ao GDF, como o ex-governador Roriz”, argumentou Laerte Bessa. “Qual o motivo que leva a cúpula regional do partido a se aliar a uma outra legenda que nada tem a ver conosco?”, cobrou.

A expectativa é de que o pedido de intervenção seja julgado até agosto. Assim, dará tempo do perdedor do processo mudar de partido sem dificuldades.

Bessa pede intervenção no PMDB

Partidos, Política em 24/06/2009 às 10:00

O deputado federal Laerte Bessa (PMDB) e presidentes de zonais do partido protocolaram na terça-feira (23), na executiva nacional peemedebista, o pedido de intervenção no PMDB-DF. Os argumentos foram de que a legenda estaria à mercê dos interesses de outra sigla. No caso, do Democratas.

A ideia de pedir intervenção vinha sendo amadurecida pelo grupo rorizista há algum tempo. Estatutariamente, cabe agora à cúpula nacional ouvir o presidente regional da legenda, deputado federal Tadeu Filippelli, para que dê a sua versão da crise no Distrito Federal.

Cássio Poli no PSC

Partidos, Política em 23/06/2009 às 18:00

Mais um peemedebista está com a ficha de filiação do PSC em mãos. O ex-administrador do Parque da Cidade, Cássio Poli, antigo aliado do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB). A filiação deve acontecer nos próximos dias, ao mesmo tempo em que Valério Neves assuma a presidência regional do partido. Cássio fará parte da coordenação do partido em São Sebastião e condomínios do Jardim Botânico.

Aliado de Roriz deixa PMDB

Partidos, Política em 18/06/2009 às 17:31

Valério Neves, chefe de gabinete da deputada Jaqueline Roriz (PSDB) e um dos mais próximos aliados do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), já se desfiliou nesta quinta-feira (18) do PMDB. Na terça-feira (23), Valério assina a filiação no PSC. E, provavelmente ainda na próxima semana, assume a presidência regional do partido.

Roriz visita Sarney

Partidos, Política em 01/06/2009 às 11:34
Encontro na festa de Pentecostes. (Foto: Sheyla Leal)

Encontro na festa de Pentecostes. (Foto: Sheyla Leal)

O ex-governador Joaquim Roriz se reuniu na manhã desta segunda-feira (1) com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Roriz foi à casa do senador conversar sobre sua candidatura ao GDF em 2010.

Sarney e o ex-governador haviam se encontrado no último sábado, na festa de Pentecostes no Parque Leão. Mas, em público, as conversas não progrediram. Do encontro de hoje, Roriz saiu animado. Sarney teria sido receptivo à ideia de sua candiatura. É esperar para ver se tanta costura vai dar certo.

Leitores defendem mudança de partido

Blog, Partidos, Política em 01/06/2009 às 11:12

Os leitores do blog defendem: o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) deveria procurar outra legenda que lhe desse espaço para sair candidato ao Governo do Distrito Federal em 2010. Esse foi o resultado da enquete da semana no blog, com 63% dos votos.

Outras duas opções ficaram empatadas na preferência dos internautas. Dezoito por cento dos participantes defenderam que o ex-governador deve continuar no PMDB e lutar para ser o candidato da legenda em 2010. Outros 18% disseram que Roriz não tem chances de se eleger novamente governador do DF nem continuando no PMDB.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

Vizinhos e antigos aliados

Partidos, Política em 29/05/2009 às 18:52

Contam na boa vontade da presidente do PMDB nacional, Íris de Araújo, com a candidatura ao GDF do ex-governador Joaquim Roriz, as estreitas relações da família com o peemedebista. Íris é casada com o prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machado, antigo aliado do ex-governador.

Roriz e o prefeito de Goiânia são amigos desde que o ex-governador do Distrito Federal foi nomeado interventor de Goiânia. De lá para cá, os dois fizeram inúmeras parcerias, ainda que, em algumas eleições, não tenham dividido o mesmo palanque.

Presidente defende candidatura

Partidos, Política em 29/05/2009 às 18:39

O ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) recebeu para um almoço nesta sexta-feira (29), em sua casa no Park Way, a presidente nacional do partido, Íris Araújo. O tema da conversa foi o mesmo dos encontros do ex-governador com o presidente da Câmara Federal, Michel Temer, e com o presidente do Senado, José Sarney: a viabilidade de sua candidatura ao GDF em 2010.

Os argumentos do peemedebista são fortes. Além das pesquisas eleitorais que o apontam como um candidato competitivo, Roriz defende que o partido tenha candidatura própria no Distrito Federal. E, como não há outros pré-candidatos ao governo na legenda, a candidatura dele seria natural. Além disso, como explicar que um dos vice-presidentes nacionais sequer consegue emplacar sua candidatura em seu próprio estado?

Depois do encontro, Íris Araújo disse que ainda era cedo para se tomar decisões definitivas. “Ainda estamos na fase das conversas”. Mas mostrou ter se sensibilizado com os argumentos rorizistas. “Não vejo porque o PMDB devesse abrir mão de ter candidatura própria para apoiar outro partido. Ainda mais se podemos ter um candidato viável”, defendeu. A presidente do PMDB ainda ressaltou que tem andado pelo Entorno do Distrito Federal e percebido a pressão de parte dos eleitores para a volta de Roriz.

E a crise interna do PMDB-DF? “Crise interna a gente resolve conversando”, diz Íris.

Riscos e possibilidades para 2010

GDF, Partidos, Política em 29/05/2009 às 14:32

Analistas políticos da cidade avaliam que o governador José Roberto Arruda está apostando na polarização entre ele e o PT como caminho para sua vitória em 2010. Para que isso aconteça, não medirá esforços para impedir o ex-governador Joaquim Roriz de sair candidato ao GDF, seja pelo PMDB, seja por algum outro partido. Arruda sabe que, com Roriz no páreo, a eleição iria para um segundo turno, o que dificultaria muito mais a disputa.

Por isso, o Buritinga está mais do que atento a qualquer movimentação de Roriz em direção a uma nova legenda. A intenção é fechar o cerco e deixar o ex-governador sem opção ou, ao menos, em um partido pequeno, com pouco tempo na TV e pouco espaço para o debate.

Os analistas enxergam nessa estratégia apenas um risco. Na vida política, dizem, não se deve encurralar o adversário. Porque, no desespero, ele pode partir para o tudo ou nada.

No caso concreto, sem mais nada a perder, Roriz poderia mudar o foco de sua campanha. Hoje, ele quer se eleger. Se ficar sem nenhuma possibilidade, pode passar a querer apenas derrotar o Arruda, custe o que custar. Isso incluiria apoiar o candidato do PT, Agnelo Queiroz. Os rorizistas fariam campanha para Agnelo e poderiam conseguir até mesmo um acordo com os petistas, para participar do governo, ou para que projetos de interesse do grupo fossem levados adiante.

E um dos maiores pesadelos dos governistas se concretizaria: PT e Roriz estariam juntos na eleição.

PMDB não comenta episódio

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 27/05/2009 às 21:47

Os peemedebistas, principais personagens da crise que envolveu Jaqueline Roriz (PSDB) esta semana, preferiram não comentar o anúncio de seu rompimento com o GDF. Afirmaram que se manter ou não na base governista é uma decisão pessoal da deputada, que em diz respeito ao PMDB.

Apesar do distanciamento oficial do caso, os peemedebistas devem se encontrar nos próximos dias para discutir o episódio. Entre eles, já circula até uma piadinha: de que sem Jaqueline no governo, o presidente do partido, Tadeu Filippelli iria precisar de uma nova justificativa para apoiar o governador José Roberto Arruda…