Eleições 2010

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Para coligação, ataques são orquestrados

Eleições 2010 em 26/08/2010 às 15:56

Os ânimos dos candidatos nesta campanha começaram a ficar agitados. É o que demonstra a última edição do Folha Azul, publicação diária editada pela Coligação Esperança Renovada, do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). O jornal critica duramente o PT e seus aliados, que estariam, segundo a coligação, atuando em diversas frente contra Roriz - no Ministério Público, no TRE, em veículos de comunicação, nos programas eleitorais e, com a militância, nas ruas.

“Denuncismos, ações orquestradas, ofensas, provocações, injúrias, injustiças. A velha estratégia do PT e seus aliados volta a ser usada para tentar impedir a vitória de Roriz”, diz o jornal. A intenção seria criar um ambiente político desfavorável ao ex-governador. O último ataque teria sido a inclusão do nome do ex-governador na CPI da Corrupção na Câmara Legislativa. O relator do documento foi o petista Paulo Tadeu. O jornal termina com um recado: ”Aos eleitores, Roriz pede que não se deixem influenciar pelas mentiras do PT. O começo de um novo tempo está cada dia mais perto”.

Juventude critica candidato

Eleições 2010 em 24/08/2010 às 19:52

Se Agnelo Queiroz (PT) se saiu bem diante do setor produtivo na manhã desta terça-feira (24), no final do dia ele desagradou a juventude de seu próprio partido, ao não comparecer ao debate promovido pelo DCE da Universidade de Brasília com os candidatos ao GDF. O debate também não teve a presença do principal adversário de Agnelo, o ex-governador Joaquim Roriz. Em nota oficial, a Juventude do PT lamentou a ausência do petista.

Update: A Juventude da Articulação Unidade na Luta (JArt-DF) e o Movimento PT, em parceria com as Juventudes do PSB e PTB, manifestaram-se em apoio ao candidato Agnelo Queiroz. Segundo as tendências, Agnelo não foi ao debate porque estava em compromissos agendados anteriormente. “O texto foi redigido por um pequeno grupo, não sendo consultadas, antes, outras correntes da juventude”, argumentam.

Confira a íntegra do comunicado que criticou Agnelo:

“Nós, da Juventude do PT/DF vimos por meio desta nota repudiar a ausência de Agnelo Queiroz, filiado ao Partido dos Trabalhadores e candidato ao GDF nessas eleições. Avaliamos de extrema importância o debate com a comunidade universitária e também estávamos contando com a presença de Agnelo para debater com os estudantes da UnB e outros mais que estejam presentes.

Mesmo sem ter como fazer nada para que mudemos a situação constrangedora que o candidato e sua coordenação de campanha nos fez passar, nos colocamos a disposição para caminharmos juntos na luta pelos direitos estudantis e da juventude do Distrito Federal e pedimos desculpas em nome de todo o Partido dos Trabalhadores que tem uma história de luta ao lado do Movimento Estudantil e outros movimentos sociais.

Nós da Juventude do PT reafirmamos nossos compromissos com a construção de uma sociedade mais justa e solidária, com a educação pública de qualidade e com o fortalecimento dos movimentos sociais.”

Ironia e condenação na tevê

Eleições 2010 em 23/08/2010 às 20:59

O programa eleitoral do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) desta segunda-feira (23) apelou para a ironia para provocar os advesários petistas desta campanha. Os marqueteiros do ex-governador aproveitaram imagens do primeiro programa da candidata petista à Presidência, Dilma Roussef, para mostrar realizações de Roriz quando foi governador. Dilma passa pela ponte JK e o programa avisa: foi Roriz quem fez a ponte mais bonita do Brasil. O cachorro de Dilma, Preto, toma banho na Península dos Ministros e o programa avisa que Roriz despoluiu o Lago Paranoá. Por fim, a declaração, assinada pelo ex-governador: “PT, obrigado pelo reconhecimento”. (Para ver o vídeo, clique aqui).

A provocação do programa contou também com a resposta da Coligação Esperança Renovada às notícias do programa de Agnelo Queiroz de que Roriz é ficha suja e está impugnado: “Roriz é candidato”, repete várias vezes o programa.

As farpas não foram unilaterais. A coligação de Agnelo começou sua propaganda com mais uma referência ao ex-governador. Dessa vez, a condenação pela Justiça Federal por irregularidades na licitação para compra de equipamentos para o Corpo de Bombeiros do DF. Roriz e o GDF foram condenados a ressarcir os cofres públicos em R$ 7 milhões (para saber mais, leia aqui)

Jantar de campanha

Eleições 2010 em 11/08/2010 às 15:53

A chapa majoriária petista têm agenda comum na noite desta quarta-feira (11). Agnelo Queiroz (PT), Tadeu Filippelli (PMDB), Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) vão juntos prestigiar o jantar que o presidente do PT, Roberto Policarpo, está promovendo no Mangai para arrecadar fundos para sua campanha a deputado federal. Inevitáveis serão as discussões sobre a crise petista desta semana.

Militância verá debate reunida

Eleições 2010 em 11/08/2010 às 14:52

A militância dos partidos que apoiam Agnelo Queiroz está se mobilizando para assistir junta ao debate dos candidatos ao GDF promovido pela Rede Band nesta quinta-feira (12). Assim como fizeram no debate dos presidenciáveis, na semana passada, eles programam assistir ao debate num bar da 410 Norte. A noite, aliás, promete. O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) confirmou sua ida ao confronto.

Hélio José volta atrás em desfiliação

Eleições 2010 em 11/08/2010 às 11:44

Duas cartas divulgadas pela Base Petista Socialista, tendência petista coordenada pelo ex-primeiro suplente ao Senado da chapa de Agnelo Queiroz, Hélio José, mostram que a crise no PT ainda está longe de acabar. Na primeira carta, a BPS afirma que Hélio desistiu da desfiliação da legenda por ter feito o pedido “sob forte pressão emocional e sem o devido aval da tendência”. Mas admite que ele não poderia mais participar da chapa e propõe a apresentação de uma lista tríplice de integrantes da BPS para substituí-lo.

Na segunda carta, a BPS denuncia a forma “desleal e desonesta” com que coordenadores da campanha majoritária estariam tratando integrantes da BPS e pedem providências imediatas. “Essas pessoas (…) estão instalando uma ordem de perseguições e abuso de autoridade nunca vista no PT a todos que são vinculados a BPS”, acusam, dando como exemplo demissões que ocorreram no comitê majoriário do candidato, no Setor Comercial Sul.

Para dirigentes do PT, a desfiliação não poderia ser cancelada, já que o processo teria sido, inclusive, enviado ao Tribunal Regional Eleitoral. Mas a situação toda ainda está em discussão no partido.

MPDFT recebe denúncia

Eleições 2010, MPDFT em 09/08/2010 às 17:48
Foto: José Evaldo Vilela/MPDFT

Foto: José Evaldo Vilela/MPDFT

A procuradora-geral do Ministério Público do DF, Eunice Carvalhido, vai encaminhar aos promotores para apuração a denúncia apresentada pela bancada do PT-DF contra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Roriz foi gravado em vídeo entregando R$ 10 mil a um suposto laranja, por conta da negociação de um fazenda em Goiás feita no nome da família do rapaz. A denúncia foi publicada na revista Veja desta semana.

Para o líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, o Ministério Público deveria investigar a acusação de que Roriz teria usado laranjas na compra de fazendas. “O fato é grave e, se for confirmado, isso seria crime tributário e fiscal”, ponderou. O caso ficará sob responsabilidade do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas.

Bancada do PT pede investigação

Eleições 2010 em 09/08/2010 às 14:22

A bancada do PT na Câmara Legislativa vai protocolar na tarde desta segunda-feira (9), uma representação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pedindo investigação sobre a denúncia contra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), candidato ao GDF, publicada na edição desta semana da Revista Veja.  Os deputados Paulo Tadeu, Cabo Patrício, Chico Leite e Erika Kokay vão ao MP às 16h30.

Cafu na briga por suplência

Eleições 2010 em 05/08/2010 às 20:05

Do blog de Ana Maria Campos: O ex-deputado distrital Cafu (PT) protocolou hoje (5) pedido no partido para que seu nome seja avaliado com opção para a suplência do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Senado. Ele é candidato a novo mandato de deputado distrital, mas se coloca como opção. Outros nomes citados são o do também ex-deputado Pedro Celso e o de Daniel Seidl, da esquerda do partido. O PT discute o assunto na próxima segunda-feira (9).

Adversários com pé no chão

Eleições 2010, TRE em 04/08/2010 às 19:46

Se o momento é de tensão para os rorizistas, para os petistas o momento é de cautela. Apesar das comemorações pontuais, o clima na campanha da Coligação Um Novo Caminho, que tem Agnelo Queiroz como candidato ao GDF, é de pé no chão. A impugnação da candidatura de Joaquim Roriz não significa a vitória de Agnelo, repetem. Ainda há um longo caminho a percorrer até outubro.

O primeiro cuidado é com os recursos na Justiça. Ainda que o grupo acredite que a Ficha Limpa vai valer no Distrito Federal e tirar o ex-governador do páreo, preferem não dar a impugnação como certa. E continuar vigilantes. Por outro lado, se a impugnação for confirmada, ainda há outro perigo: o de Roriz, adotando o discurso de vítima dos adversários, se transformar em mártir. E fortalecer um sucessor com o discurso de que foi tirado da campanha no tapetão. O recado para a militância é claro: pode-se comemorar à vontade, mas sem esquecer de continuar pedindo voto porque a eleição não está ganha.

Vitória tem de ser no voto

Eleições 2010 em 04/08/2010 às 18:57

Declaração de Agnelo Queiroz (PT) sobre a impugnação do adversário Joaquim Roriz (PSC): “Ficamos felizes com a decisão do TRE, mas vamos vencer esta eleição também no voto”.

Comemoração entre adversários

Eleições 2010, TRE em 04/08/2010 às 18:04

Repercussão da impugnação da candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) entre os candidatos das coligações adversárias foi imediato. No Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde acompanhava o julgamento, Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSOL, que também aniversaria nesta quarta (4), comemorou a decisão como um grande presente. “Justiça foi feita” afirmou. Toninho foi ovacionado entre os militantes que o acompanhavam no tribunal.

No Twitter, várias foram as manifestações de parlamentares e candidatos proporcionais em agradecimento a decisão do TRE. Os petistas Wasny de Roure, Cabo Patrício e Arlete Sampaio foram os primeiros a comemorar. Presidente regional do PDT, Ezequiel Nascimento declarou que a impugnação “renovava a esperança em Brasília”.

Hélio pede desfiliação do PT

Eleições 2010 em 04/08/2010 às 7:52

Do Correio Braziliense: O PT vai escolher outro nome da própria legenda para integrar como primeiro suplente a chapa encabeçada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Senado. Para estancar uma crise provocada pelas denúncias de abuso sexual contra uma sobrinha, o secretário de Assuntos Institucionais e Políticos do PT, Hélio José da Silva Lima, pediu ontem a desfiliação do partido.

Na véspera, a direção regional tentou, em vão, aprovar o afastamento cautelar do dirigente. Embora a tese tenha sido aprovada por maioria, não houve quorum suficiente para suspendê-lo do cargo até que as acusações de pedofilia fossem esclarecidas. Para evitar o desgaste e o sangramento público, no entanto, Hélio José decidiu sair de cena.

Em carta encaminhada ao presidente regional do PT, Roberto Policarpo, o agora ex-dirigente disse que tem sido vítima de “graves acusações”, “sem qualquer espaço de defesa”. Há 30 anos no PT, ele é líder da corrente Base Petista e Socialista, que detém cerca de 15% dos votos nos encontros e convenções petistas, com poder de interferir em decisões apertadas, como as prévias para escolha de candidato ao governo e no processo de eleição direta (PED) para a seleção do presidente regional.

Na disputa interna pela indicação da corrida ao Executivo, Hélio José esteve ao lado do deputado Geraldo Magela (PT), mas sua corrente teve papel importante para a liberação da segunda candidatura ao Senado para o PSB, o que permitiu a aliança do PT com Rodrigo Rollemberg no páreo para o Senado. Por conta da força de sua tendência, Hélio José foi escolhido pelo diretório regional como primeiro suplente de Rollemberg. Em caso de vitória do socialista e uma eventual licença do titular, o petista se tornaria senador.

Desde o início, no entanto, o candidato ao Senado e seu grupo político não concordavam com essa indicação do PT. Na semana passada, ele recebeu uma denúncia — depois protocolada na presidência do partido — de que Hélio José teria cometido abusos sexuais contra uma sobrinha, hoje com 23 anos, quando ela tinha entre 11 e 15 anos.

Familiares
A acusação foi feita pela própria jovem, que contou ter escondido o sofrimento ao longo de anos. Ela procurou Rollemberg duas vezes para dizer que seu tio não poderia se tornar senador. “Soube de um fato grave e, na condição de homem público, cidadão e pai, não podia me omitir. Entendi que meu dever era comunicar o PT e solicitar a substituição”, afirma Rollemberg.

Hélio José esteve ontem no Correio acompanhado de um sobrinho, João Henrique Lima, de um irmão, Itamar Lima, da esposa, Edir, e de militantes petistas que o apoiam. Os familiares deram testemunho a favor de Hélio José contra as acusações da jovem.

Compadre de Hélio José, o ex-deputado Chico Vigilante saiu em defesa da jovem. “Esse sofrimento é solitário e muitas vezes a vítima não tem coragem de denunciar. Quando resolve falar, não tem nem mesmo o apoio da própria família”, disse o petista, que trabalhou internamente para aprovar o afastamento de Hélio José dos quadros do PT, assim como o presidente regional, Roberto Policarpo.

A suspensão contou com o apoio também de integrantes das correntes da esquerda do PT. Os representantes do distrital Chico Leite, do deputado federal Geraldo Magela e do próprio Hélio José na executiva regional defenderam a abertura de prazo para que ele pudesse se defender. “Para mim, a defesa é um princípio de que não abro mão”, explicou Chico Leite.

Com a desfiliação de Hélio José, a direção do PT deverá comunicar a nova situação ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) para que o pedido de registro da candidatura dele como suplente seja rejeitado. Em seguida, o PT deverá indicar um substituto. Rollemberg afirma que não sabe quem será escolhido, mas garante que não vai se intrometer. Entre os petistas lembrados para a substituição de Hélio José estão Daniel Seidl e Pedro Celso, um dos responsáveis pela agenda da campanha de Agnelo Queiroz.

Hélio José sustenta ser vítima de uma execração pública, que prejudicou sua família, supostamente organizada por Rollemberg para tirá-lo da chapa. Demonstra que agora vai trabalhar contra a candidatura dele ao Senado. Quanto às denúncias da sobrinha, os familiares saem sua defesa e apontam o ex-dirigente do PT como um pai íntegro e dedicado, mas ninguém apresenta um motivo real para desmontar a história de abuso sexual contada pela jovem.

PT encaminha Hélio à Comissão de Ética

Eleições 2010 em 02/08/2010 às 22:48

Por 11 votos a 5, a executiva regional do PT-DF decidiu na noite desta segunda-feira (2) por não expulsar Hélio José do partido, mas encaminhá-lo para a Comissão de Ética da legenda. O presidente regional do partido, Roberto Policarpo, avisou que, nesta terça-feira (3), encaminha a decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Acusado de abusar sexualmente de uma sobrinha quando ela tinha 12 anos, Hélio nega as acusações e diz estar sendo vítima de uma armação para lhe tirarem da chapa majoritária da Coligação Um Novo Caminho. Entre os cinco votos favoráveis ao petista na executiva, estavam o dele próprio, o do grupo ligado ao deputado federal Geraldo Magela e o do distrital Chico Leite.

Hélio pode recorrer da decisão à executiva nacional e à Justiça. Mas os recursos não devem amenizar sua situação. É consenso entre a maior parte dos petistas que o crime do qual Hélio acusado é grave, a denúncia, feita pela própria sobrinha, é consistente, e as medidas dentro do partido precisam ser tomadas com rapidez.

Denúncia vai parar na Justiça

Eleições 2010 em 02/08/2010 às 11:42

Autor da denúncia contra Hélio José, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) vai encaminhar todas as informações que recebeu ao Ministério Público do DF para que os promotores conduzam o caso a partir de agora. Rollemberg também avisou à coligação que o PSB não vai sugerir nomes para a vaga de suplente, caso o partido decida afastar o petista da chapa majoritária. “Essa é uma decisão do PT”, afirmou ele.

Já Hélio José afirmou que entra esta semana com uma ação por danos morais contra Rollemberg. Além disso, sua família e sua tendência, a Base Petista Socialista, também divulgaram cartas de apoio ao petista, afirmando que confiam em sua inocência.

Confira íntegra da carta divulgada pela BPS:

“Nós militantes da Base Petista Socialista (BPS) do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal (PT DF), em virtude da infundada denúncia divulgada de forma totalmente irresponsável, em relação ao companheiro Hélio José, que está sendo condenado publicamente sem direito de defesa, vimos, através desta, registrar os seguintes posicionamentos políticos.

Ao indicar Hélio José para integrar a chapa de Rodrigo Rollemberg para o Senado, o partido dos trabalhadores abriu mão de ter candidato próprio. Assim, confiando na postura política do candidato do PSB, que agora não se eximindo em publicizar uma suposta denuncia, compromete não só o companheiro como também o PT e a tendência por ele coordenada.

A tática de politicagem irresponsável atacando a honra, a pessoa e a família é uma prática constante dos adversários do PT. Infelizmente hoje está sendo praticada por alguns aliados e por integrantes do próprio partido.

A BPS repudia a ação covarde por parte de indivíduos que esqueceram totalmente a ideologia do partido e só pensam em poderes individuais, tornando-se irresponsáveis com o momento eleitoral.

Alertamos ainda que a forma injusta de condenação, sem acesso ao direito da ampla defesa, passando por cima do código de ética do Partido dos Trabalhadores, pode gerar uma crise sem precedentes para o futuro do partido em Brasília, e até mesmo no Brasil.

Caso se confirme a condenação sumária desse companheiro, nós, da BPS, tornaremos público esse plano arquitetado covardemente para substituir a 1ª suplência do candidato Rodrigo Rollemberg ao Senado.

Diante dessa ação irresponsável em colocar a imagem do Partido dos Trabalhadores e a campanha eleitoral em processo de desgaste e desmoralização perante a opinião pública, aguardamos que Rollemberg esclareça publicamente sua atitude e reconsidere sua posição.”

Momento complicado no PT

Eleições 2010 em 02/08/2010 às 11:31

A reunião da executiva do PT-DF, nesta segunda-feira (2), para discutir a denúncia contra um dos primeiros suplentes ao Senado na Coligação Um Novo Caminho, Hélio José, deve decidir mesmo pelo afastamento do petista da chapa. Já as medidas contra Hélio dentro do partido ainda devem ser discutidas. A reunião, porém, promete ser difícil. Hélio quer ser ouvido e ter direito a ampla defesa  antes de qualquer medida seja tomada. Tem ao seu lado militância da Base Petista Socialista, sua tendência dentro do partido. A campanha nas ruas, no entanto, exige respostas rápidas do PT para minimizar o impacto negativo na chapa de Agnelo Queiroz.

Hélio José se defende

Eleições 2010 em 31/07/2010 às 21:54

Primeiro suplente do candidato ao Senado Rodrigo Rollemberg (PSC), na Coligação Um Novo Caminho, Hélio José diz estar sendo vítima de um armação política. O petista negou as acusações, divulgadas por Rollemberg, de ter abusado sexualmente de uma sobrinha há alguns anos. O caso não foi denunciado à polícia à época. Hélio diz que, na sexta-feira (30), antes mesmo de a denúncia ter sido feita, ele teria protocolado uma carta endereçada à direção regional do partido, em que se dizia disposto a contar todas as pressões das quais estava sendo vítima. Mas a direção não o teria procurado.

“E muito me surpreendeu a forma açodada com que o presidente regional do partido tratou a questão, já me colocando no Conselho de Ética da legenda, sem nem ouvir a minha versão da história”, afirmou. Para petista, ainda há muito o que ser esclarecido.

Suplente do PT será afastado

Eleições 2010 em 31/07/2010 às 9:15

Do Correio Braziliense: Indicado pelo PT para integrar a chapa do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) como primeiro suplente, o petista Hélio José da Silva Lima deve ser afastado imediatamente dos quadros do partido e da disputa eleitoral de outubro. A decisão será tomada hoje em reunião da executiva regional do PT a pedido de Rollemberg. Ele protocolou ontem, na Presidência do PT, denúncia contra o líder da corrente Base Petista e Socialista por suposto envolvimento em abuso sexual de uma menor. O crime teria envolvido uma garota, hoje já adulta, da própria família de Hélio José.

A indicação de Hélio José para integrar a chapa de Rollemberg foi aprovada pelo diretório regional, com base em um arranjo de forças do PT. O presidente regional do partido, Roberto Policarpo, no entanto, afirma que o comando petista não vai tolerar a permanência de Hélio José na chapa de Agnelo Queiroz. “Não tem discussão. A denúncia é grave e não podemos pensar duas vezes”, afirmou Policarpo. “Vamos encaminhar o caso para a Comissão de Ética do PT com a indicação de expulsão”, acrescentou.

No ofício encaminhado à Presidência do PT, Rollemberg disse que foi informado pela conselheira tutelar Vivian Nobre sobre a suposta participação de Hélio José no crime. A denúncia teria sido feita por uma integrante da família do petista. Rollemberg conversou com a suposta vítima e também com o pai dela, ambos familiares de Hélio José. Eles teriam contado os detalhes do episódio, que até hoje era mantido sob sigilo. Não houve acusação formal e o caso ficou abafado durante anos. Dessa forma, o petista não tem contra si qualquer processo judicial. O Correio tentou localizá-lo por telefone ontem à noite, mas ele não respondeu aos recados deixados pela reportagem em sua caixa postal.

Com o provável afastamento de Hélio José, o PT deverá escolher um substituto para a chapa de Rollemberg. A legenda não abre mão de indicar os primeiros suplentes da coligação, uma vez que cedeu para o PSB e para o PDT do senador Cristovam Buarque as candidaturas ao Senado. Agnelo soube da denúncia por intermédio de Rollemberg. Em seguida, foi informado da decisão da presidência do PT de convocar para hoje uma reunião para tratar do assunto e concordou imediatamente.

Casa Lilás em Taguatinga

Eleições 2010 em 28/07/2010 às 19:14

Nesta sexta-feira (30) as candidatas proporcionais do PT, Erika Kokay, candidata a deputada federal, e Rejane Pitanga, candidata a distrital, inauguram um comitê conjunto em Taguatinga: a Casa Lilás. O espaço será um local de encontro da militância da dobradinha feminina e também das candidaturas majoritárias de Dilma Roussef à Presidência e Agnelo Queiroz ao GDF. Antes da inauguração do local haverá uma caminhada pela Comercial Norte de Taguatinga. A concentração será às 16h, ao lado do Sesc.

Nova paleta de cores

Eleições 2010 em 27/07/2010 às 16:22

Quem passou pelo comitê eleitoral central do candidato da Coligação Um Novo Caminho, Agnelo Queiroz (PT), pode ter estranhado a falta de vermelho na fachada do local. Ainda mais se comparado com o comitê da presidenciável do partido, Dilma Roussef, na quadra ao lado. Apenas o nome “Agnelo”, se destaca no fundo branco. A discrição nas cores do comitê, porém, foi uma decisão dos estrategistas da campanha. Em uma chapa tão “plural”, a opção foi não carregar no vermelho. Por sua vez, o candidato a vice de Agnelo, o peemedebista Tadeu Filippelli, está apagando o “azul” da memória do PMDB. Nesta campanha, o partido vai recuperar suas cores originais: branco, vermelho e preto.

Tucano adere à campanha de Agnelo

Eleições 2010 em 26/07/2010 às 19:36

Do Correio Braziliense: O primeiro presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (de 1990 a 1994), Salviano Guimarães, pediu licença do PSDB para se tornar cabo eleitoral do candidato ao Palácio do Buriti, Agnelo Queiroz. A carta de licenciamento foi homologada nesta tarde e agora, Guimarães aguarda resposta do partido sobre o pedido.

Ele acredita que sua atitude possa desencadear outros pedidos de licença dos correligionários. Salviano Guimarães alega que o principal motivo do pedido é a frustração em relação a aliança feita do PSDB com o partido do candidato ao governo do DF, Joaquim Roriz (PSC). “Esses fatos (a aliança) geraram uma certa frustração de algumas pessoas do partido. O PSDB é hoje um nau sem rumo, o partido tem sido levado na correnteza do rio”, disse.

Ele é filiado ao PSDB desde 94, quando deixou a presidência da CLDF ter sido eleito deputado distrital em 1990.

O DJ Agnelo Queiroz

Eleições 2010 em 25/07/2010 às 21:40
Foto: Roberto Barroso

Foto: Roberto Barroso

O candidatos petista ao GDF, Agnelo Queiroz (PT) mostrou já ter ficado à vontade em suas andanças pelo Distrito Federal, Neste domingo (25), Agnelo posou de DJ e fez uma festa para a militância em São Sebastião. Ao passar por uma loja de aparelhos de som e cds, que tinha na porta uma mesa de discotecagem, o petista foi convidado a experimentar a função. Ao lado do vice, Tadeu Filippelli (PMDB), do candidato ao Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB), e do distrital Cabo Patrício (PT), Agnelo encarou o desafio. E conseguiu animar a militância.

Agnelo entrega defesa

Eleições 2010, TRE em 23/07/2010 às 18:05

Os advogados do candidato petista Agnelo Queiroz entregaram nesta sexta-feira (23) a defesa do pedido de impugnação da candidatura do ex-ministro, feito pelo PTdoB. O documento reúne as principais certidões de nada-consta de Agnelo, como o atestado dado pelo Tribunal de Contas da União de que não há contas da gestão do petista reprovadas no órgão e o atesto do Ministério Público Eleitoral de que não há pendências eleitorais.

Na defesa, o coordenador jurídico da Coligação Um Novo Caminho, Luiz Carlos Alcoforado, ainda pesou nas críticas contra o PTdoB. Classificou a legenda como “de aluguel”, por que teria apresentado o pedido de impugnação sem motivos concretos, mas para desgaste político.

A irritação da coligação com o PTdoB rendeu ainda uma ação por danos morais na Justiça comum, também protocolada nesta sexta-feira. Na ação, é pedida uma indenização no valor de R$ 150 mil.

Maioria pelo voto facultativo

Eleições 2010 em 22/07/2010 às 16:26

O deputado federal Geraldo Magela (PT), candidato à reeleição, ficou animado com um dos resultados da pesquisa do Instituto Dados, realizada entre 10 e 15 de julho (Registro no TRE 20.587/2010). De acordo com o levantamento, que ouviu três mil pessoas no DF, 64,8% da população são favoráveis ao voto facultativo. O assunto interessou Magela porque o deputado é defensor do voto facultativo já há algum tempo.

Sua defesa do fim da obrigatoriedade do voto começou ainda no primeiro mandato de federal, em 1999. Em seu segundo mandato, ele apresentou a proposta de realização de um plebiscito para que a população brasileira decida sobre o tema. A pesquisa mostrou que a maioria da população concorda com o parlamentar .

Agnelo consegue atestado do TCU

Eleições 2010, TCU, TRE em 19/07/2010 às 16:48

Os advogados do candidato petista ao GDF, Agnelo Queiroz, já têm em mãos o principal documento para a ação que vão entrar contra o PTdoB. Eles receberam Tribunal de Contas da União uma certidão atestando que não há, no tribunal, contas rejeitas da gestão de Agnelo Queiroz no Ministério dos Esportes. O documento, reforçado pelo atestado de regularidade eleitoral entregue pelo Ministério Público Eleitoral, derruba o argumento do pedido de impugnação contra a candidatura de Agnelo Queiroz, apresentado pelo PTdoB no Tribunal Regional Eleitoral.

O coordenador jurídico da Coligação, Luis Alcoforado, explica que a ação contra o PTdoB será por exercício temerário do Direito. “Este documento é mais uma prova de que o pedido de impugnação é uma fraude”, explicou.

Companheiro peemedebista

Eleições 2010 em 17/07/2010 às 19:25

Na inauguração do comitê eleitoral do presidente regional do PT e candidato a deputado federal, Roberto Policarpo, neste sábado (17), o peemedebista Tadeu Filippelli, candidato a vice na chapa petista de Agnelo Queiroz, mostrou que está totalmente integrado à nova realidade do PMDB - aliada ao PT. Em seu discurso no evento, Filippelli saudou os presentes com um “companheiros e companheiras”. A gargalhada foi geral.

Petistas e rorizistas outra vez

Eleições 2010 em 15/07/2010 às 20:45

A campanha começou a esquentar no Distrito Federal. Nesta quinta-feira (15),  militantes de Agnelo Queiroz (PT) e de Joaquim Roriz (PSC) se encontraram pela primeira vez nas ruas do Riacho Fundo. Enquanto Agnelo fazia uma caminhada pelas quadras comerciais, alguns carros com militantes rorizistas esquentaram o clima da cidade. Passaram diversas vezes pelo grupo petista, buzinando e provocando os adversários.

A expectativa entre os militantes é que a campanha, que começou morna nessas duas primeiras semanas, fique mais movimentada a partir deste sábado, quanto Roriz inicia oficialmente sua campanha. Só então a militância rorizista irá efetivamente para as ruas.

MPE libera candidatura de Agnelo

Eleições 2010 em 15/07/2010 às 20:19

Boa notícia para o candidato petista Agnelo Queiroz: o Ministério Público Eleitoral aprovou o registro de sua candidatura ao GDF. O procurador Renato Brill assinou uma certidão atestando que não existe pendências contra o ex-ministro, que comprometesse sua candidatura nesta eleição. Para a Coligação Um Novo Caminho, o nada consta do MPE é fundamental para apresentar aos eleitores, uma vez que há um pedido de impugnação da candidatura de Agnelo em análise no TRE. O pedido foi feito pelo PTdoB, partido da coligação adversária ao petista.

Petista quer redução de gastos na Câmara

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 14/07/2010 às 15:33

Candidato a deputado distrital, o ex-presidente do PT Chico Vigilante está finalizando uma proposta ousada a ser apresentada aos eleitores na campanha deste ano. Vigilante quer reduzir em 30% as despesas da Câmara Legislativa, da qual já fez parte na legislatura passada. A proposta não vai ficar apenas no discurso. O petista prepara uma proposta concreta de redução de gastos no Legislativo, apontando onde deverão ser feitos os cortes.

O alvo principal do enxugamento serão os cargos comissionados da Casa. Com ajuda de especialistas legislativos, Vigilante identificou uma dezena de cargos, principalmente de chefia, com funções equivalentes dentro da Câmara Legislativa. “Dessa forma, é possível reduzir despesas com pessoal, sem comprometer o trabalho da estrutura do Legislativo”, assegura o petista. Os detalhes da proposta serão divulgados no dia do lançamento oficial da candidatura de Chico Vigilante, no final do mês.

Agnelo refuta ação

Eleições 2010 em 14/07/2010 às 13:50

A Coligação Um Novo Caminho divulgou nesta quarta-feira (14) nota de esclarecimento sobre o pedido de impugnação da candidatura de Agnelo Queiroz (PT) apresentado pelo PTdoB na terça-feira. Segundo a assessoria jurídica da coligação, a ação protocolada na Justiça Eleitoral contra o candidato Agnelo Queiroz não tem nenhum fundamento jurídico e não junta uma única prova.

“Isso é exercício temerário do Direito”, diz Luis Alcoforado, coordenador jurídico da Coligação. Agnelo e a Coligação entrarão com ação cível, por danos morais, contra o PTdoB e contra o advogado daquele partido.

Para a coligação, não há perigo de o pedido prosperar, pois seria “vazio de razão e é mais uma tentativa de comparar a biografia de Agnelo Queiroz ao prontuário de outros candidatos”, segundo diz a nota. Agnelo também comentou o caso ao cumprir agenda em Candangolândia, na manhã desta quarta: “É uma ação inócua. Confio na Justiça. Ela separara joio de trigo e saberá distinguir quem tem ficha limpa, como eu, de quem não a tem”.

Policarpo dentro da lei

Eleições 2010, TRE em 14/07/2010 às 9:50

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, divulgou nota assegurando aos eleitores que não procede o pedido de impugnação do registro de candidatura, apresentado pelo Ministério Público Eleitoral na terça-feira (13), conforme divulgou o Tribunal Regional Eleitoral. Policarpo, que concorre a uma das vagas da Câmara dos Deputados, afirma que pediu a desincompatibilização do serviço público dentro do prazo determinado pela lei e tem os documentos para comprovar isso.

“Uma das bandeiras da minha campanha à Câmara dos Deputados e meu principal compromisso com você, eleitor, diz respeito à transparência de meus atos. Sendo assim, faço questão de dizer que a minha candidatura está em conformidade com o processo legal e, sendo assim, a campanha segue normalmente”, assegura.

Batista ao lado do PT

Eleições 2010 em 13/07/2010 às 19:04

Em meio as bandeiras vermelhas e amarelas das militâncias petista e socialista que participavam da caminhada de Agnelo Queiroz (PT) no Setor Comercial Sul, um grupo de moças de camisetas laranjas chamavam a atenção. Em ritmo de funk, elas cantavam o jingle de campanha do deputado distrital Batista das Cooperativas (PRP): “Vai, Batista, vai Batista!” (leia em ritmo de “Vai Lacraia”).

O grupo deixava sem graça os petistas com quem dividiam o espaço. Não pela campanha em si, mas por serem cabos eleitorais do ex-líder do governo José Roberto Arruda. Vários vermelhos admitiram: “Não consigo me acostumar com isso”.

Também os peemedebistas não se acostumaram com essa nova fase de alianças na política local. Na caminhada de Agnelo, apenas uma bandeira branca do PMDB. E, mais uma vez, nenhum candidato do partido. Pelo visto a coligação vai ficar mesmo só no registro.

Caminhada de Agnelo sem Dilma

Eleições 2010 em 13/07/2010 às 18:51

Sem Dilma Roussef, que prometeu aparecer apenas para a inauguração de seu comitê político em Brasília, às 19h, Agnelo Queiroz (PT) encontrou a militância em frente ao shopping Pátio Brasil no final da tarde desta terça-feira (13) para uma caminhada até o novo comitê do partido. Cerca de 500 pessoas acompanharam o petista, que estava na companhia do candidato ao Senado Rodrigo Rollemberg (PSB) e de vários candidatos a distrital, como Chico Vigilante (PT), Arlete Sampaio (PT), Campanella (PT) e Guarda Jânio (PSB).

Dilma inaugura comitê em Brasília

Eleições 2010 em 12/07/2010 às 10:02

Nesta terça-feira (13), a candidata do PT à Presidência da República inaugura seu comitê eleitoral no Distrito Federal. E, claro, aproveita sua primeira visita à cidade já em campanha para pedir votos na companhia do candidato do partido ao GDF, Agnelo Queiroz. Os dois fazem uma caminhada do Shopping Pátio Brasil, no Setor Comercial Sul, até o novo comitê de Dilma, ao lado do edifício do Jockey Club. A caminhada está prevista para às 15h e a inauguração para às 18h.

Quem te viu, quem te vê

Eleições 2010 em 08/07/2010 às 22:13

Os petistas encerraram esta quinta-feira (8) animados com o resultado do corpo-a-corpo da campanha do candidato do partido ao GDF, Agnelo Queiroz. Depois de um dia de andanças por Samambaia, um dos principais redutos eleitorais do adversário Joaquim Roriz (PSC), o balanço foi melhor do que o esperado: dos três dias de campanha nas ruas, Samambaia acabou sendo, na avaliação de seu grupo político, a cidade a mais calorosa com Agnelo.

Foto: Sérgio Dutti

Foto: Sérgio Dutti

A surpresa se deu por conta das baixas expectativas dos petistas quanto à região. Foi Roriz quem criou a cidade em 1989. A distrital Jaqueline Roriz (PMN), filha do ex-governador, era madrinha política do administrador de Samambaia até poucos meses atrás. E tem na região sua militância mais aguerrida.

Para o PT, parte dos créditos pelo desempenho da caminhada por Samambaia foi do PMDB. Com muitas lideranças na cidade, provavelmente herdadas da época rorizista, a legenda deu visível contribuição ao quesito militância. Em outros tempos, fazer campanha petista em Samambaia foi atividade de risco.

Campanha começa a tomar corpo

Eleições 2010 em 07/07/2010 às 18:40

No segundo dia de corpo-a-corpo nesta eleição, o candidato petista Agnelo Queiroz viu sua campanha engrossar. Nesta quarta-feira (7) em suas andanças por Taguatinga, a comitiva do petista já contava com dezenas de bandeiras e dois carros de som. Um deles, cedido pelo deputado federal candidato à reeleição Geraldo Magela (PT). Um sinal de que as mágoas ficaram mesmo no passado.

Enquanto Agnelo percorria Taguatinga, sua assessoria dedicava-se a esclarecer o aumento de seu patrimônio, se comparada a declaração de bens deste ano com a de 2006. A questão é que, em 2006 o candidato fez sua declaração de forma individual. Este ano, fez conjunta com a mulher. Dessa forma, em 2006, o casal tinha um patrimônio de R$ 750 mil. Que evoluiu para R$ 1,1 milhão este ano.

Agnelo começa no corpo-a-corpo

Eleições 2010 em 06/07/2010 às 18:55
Foto: Sérgio Dutti

Foto: Sérgio Dutti

O primeiro dia de campanha do petista Agnelo Queiroz já foi de corpo-a-corpo com a população no maior reduto eleitoral do Distrito Federal: Ceilândia. O candidato passou praticamente 12 horas andando pela cidade na companhia de seu vice, Tadeu Filippelli (PMDB). As andanças da manhã contaram com a presença do candidato ao Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB). Cristovam Buarque (PDT), o outro candidato ao Senado da chapa, não pode participar por estar com conjuntivite.

O almoço da chapa petista foi típico de campanha: uma rabada no Shopping Popular. Com o grupo estava ainda os candidatos a distrital Chico Vigilante e Arlete Sampaio e o candidato a federa e presidente regional do PT, Roberto Policarpo. Vigilante, como representante do reduto, tomou o posto de apresentador do grupo. Ia à frente anunciando os “únicos candidatos Ficha Limpa da campanha”.

Animado com o início dos trabalhos, Agnelo não deixou um único eleitor passar sem cumprimento. Chegou a entrar no frigorífico de um supermercado para dar oi aos funcionários.

Perguntas a Agnelo

Eleições 2010, entrevista em 06/07/2010 às 7:38

Com o início oficial da campanha, o blog começa também a ouvir os candidatos ao Governo do Distrito Federal. E as perguntas, quem faz é você, leitor. Quer participar? Mande um email para o blog no endereço paola@blogdapaola.com.br até a próxima quinta-feira (8) com a pergunta que gostaria de fazer ao candidato, seu nome e seus contatos. O primeiro a ser entrevistado será o petista Agnelo Queiroz. A entrevista com as perguntas selecionadas será publicada no final de semana. Participe!

R$ 35 milhões para campanha de Agnelo

Eleições 2010 em 05/07/2010 às 20:09

PT registrou nos minutos finais do prazo dado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a candidatura do petista Agnelo Queiroz. A estimativa de gastos da campanha de Agnelo é de R$ 35 milhões. Confira como ficou a chapa petista:

Governador: Agnelo Queiroz (PT)

Vice-governador: Tadeu Filippelli (PMDB)

Senadores: Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB)

Presidente do PT é internado

Partidos, Política em 05/07/2010 às 11:53

Presidente nacional do PT , José Eduardo Dutra, passou mal na manhã desta segunda-feira (5) com fortes dores no peito. O petista foi encaminhado ao Hospital de Base de Brasília e passou por uma série de exames. O diagnóstico foi uma crise hipertensiva. Medicado, ele passa bem. (Com informações do PT Nacional).

Entreviste nossos candidatos!

Eleições 2010, entrevista em 05/07/2010 às 9:27

A partir desta semana, o blog dará início a uma série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Distrito Federal em que os entrevistadores serão vocês, leitores. O primeiro a passar pela sabatina da população será o candidato petista Agnelo Queiroz.

Depois de passar pela Câmara Legislativa, pela Câmara Federal e pelo Ministério dos Esportes, Agnelo tenta agora o principal cargo executivo na capital federal. Terá como vice o peemedebista Tadeu Filippelli. E se você tem alguma pergunta a fazer ao candidato petista, envie um email para o blog no endereço paola@blogdapaola.com.br até a próxima quinta-feira. Além da pergunta é preciso colocar seu nome e os dados para contato. A entrevista com as perguntas selecionadas será publicada no final de semana.

A série de entrevistas seguirá a ordem alfabética entre os candidatos majoritários. Participe!

Um petista ao menos

Câmara Legislativa, Eleições 2010 em 01/07/2010 às 21:05

Ex-presidente do PT-DF Chico Vigilante diz estar sentindo em sua campanha o resultado das variadas alianças firmadas pelo partido para eleição de outubro deste ano. Vigilante tem sido procurado até por representantes de vertentes contrárias à dele dentro do partido, com o argumento de que a eleição do petista para deputado distrital será muito importante. Seria a única forma de se garantir alguém no Legislativo que lute pelo PT frente ao novo governo pluripartidário.

Propagandas liberadas

Eleições 2010, TSE em 01/07/2010 às 16:27

Alívio para petistas e rorizistas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu na tarde desta quinta-feira (1) a proibição de propaganda eleitoral conjunta de candidatos de coligações diferentes. O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, suspendeu a publicação das respostas às consultas feitos pelo PPS e outros partidos no início da semana sobre o tema para que o caso seja analisado com mais profundidade antes de uma decisão final do tribunal. Com isso, a propagandas voltam a ser liberadas.

No DF, a decisão tinha causado apreensão entre os candidatos. Pela resposta do TSE, coligações regionais de partidos que não tinham candidato comum à Presidência, por exemplo, não poderiam fazer campanha para nenhum dos candidatos. Na prática, o PT não poderia se coligar ao PPS, uma vez que a legenda apoia José Serra (PSDB). Do lado de Joaquim Roriz, o PSC e o PR não poderiam se unir a PSDB e DEM, pois estão em lados opostos da disputa presidencial.

Adiada a resolução sobre o tema, os cruzamentos de campanha estão liberados e os candidatos podem seguir fazendo propaganda sem susto.

Queixas contra o PPS

Eleições 2010 em 30/06/2010 às 20:36

Têm sido grande as reclamações na militância do PT quanto à coligação do partido com o PPS no Distrito Federal. A principal crítica é quanto ao desempenho da legenda agora aliada na Secretaria de Saúde do governo José Roberto Arruda. Há quem diga que a aliança com PPS está rendendo mais muxoxos do que a união firmada com o PMDB.

O embróglio da propaganda eleitoral

Eleições 2010, TSE em 30/06/2010 às 20:04

Uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a uma consulta feita pelo PPS provocou a maior confusão nas alianças partidárias pelo país. O tribunal limitou as possibilidades de apoio no horário eleitoral gratuito, proibindo o uso da imagem e da voz de candidatos em programas de coligações formadas por partidos com candidatos distintos. Por exemplo, candidato a governador de um partido não pode contar a participação, em sua propaganda, de um presidenciável de partido adversário.

Do jeito que foi anunciada, a decisão mela a campanha no Distrito Federal dos dois principais candidatos ao GDF. O petista Agnelo Queiroz não poderia contar com a presença de Dilma Roussef em sua propaganda por ter dois partidos em sua coligação local com diferentes candidatos à Presidência. O PPS, que apoia o tucano José Serra, e o PHS, que tem candidatura própria com Oscar Silva.

Já no caso da candidatura de Joaquim Roriz a situação é ainda pior. Roriz, do PSC, tem como vice Jofran Frejat, do PR. Os dois partidos têm Dilma Roussef como candidata à Presidência. Em sua chapa majoritária, porém, Roriz tem Maria de Lourdes Abadia, do PSDB, e um nome a ser anunciado do DEM. As duas legendas disputam a eleição nacional com José Serra e Índio da Costa. Resultado: nenhum dos dois candidatos poderiam aparecer nas propagandas do DF.

A expectativa dos partidos é de que o TSE se posicione de forma mais clara quanto à questão, que acabou sendo vista como uma nova verticalização. Se não tiver jeito, PT pretende sair sem coligar oficialmente com PPS e PHS.

Aliados de última hora

Eleições 2010 em 30/06/2010 às 19:29

Diante da possibilidade de PP e PTB anunciar esta noite apoio à candidatura de Agnelo Queiroz (PT) ao GDF, partidos fazem pouco caso. Demora para decidir de que lado ficar pode deixá-los em desvantagens. Segundo petistas, apoio a esta altura é “adesão” e não mais coligação…

PSC libera partido no DF

Eleições 2010 em 30/06/2010 às 10:06

O PSC vai fazer no Distrito Federal o caminho inverso ao tomado pelo PPS nessa terça-feira (29). O partido de Augusto Carvalho e Alírio Neto apoia, nacionalmente, o tucano José Serra para presidente. Mas, no DF, estará ao lado do PT de Agnelo Queiroz e Dilma Roussef. O PSC vai apoiar a petista Dilma na disputa presidencial. Mas, o DF estará liberado para fazer campanha ao lado do PSDB de José Serra. Uma exceção criada pelo candidato ao GDF, Joaquim Roriz, que sempre esteve ao lado dos tucanos.

Agnelo e a Saúde

Eleições 2010, Saúde em 30/06/2010 às 9:57

Depois que o presidente Lula deu o primeiro passo, o trabalho para mostrar o candidato petista Agnelo Queiroz não apenas como um bom político, mas também como excelente médico, deslanchou. Em várias ações de divulgação da candidatura, Agnelo passou a ser tratado como “doutor” Agnelo, e sua experiência profissional como médico passou a ser ainda mais exaltada.

A campanha tomou corpo com a carta enviada por Lula a Agnelo, lida na convenção regional do PT no último domingo (27). No documento, Lula afirma que conhece Agnelo há muito tempo, desde quando era do sindicato dos metalúrgicos e Agnelo, do sindicato dos médicos. “E vou dizer a vocês, além de um companheiro determinado, lutador, é um cirurgião de mão cheia. É um homem que ama sua profissão e gosta de verdade de cuidar das pessoas”, elogiou o presidente.

A valorização do trabalho de Agnelo como médico tem um bom motivo. No Distrito Federal, a área do governo mais criticada pela população é a Saúde. Não por acaso, o principal adversário do petista, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), também investiu em um médico em sua chapa majoritária, ao ter como vice Jofran Frejat, quatro vezes secretário de Saúde do DF.

O único porém na campanha de Agnelo é a recém-fechada aliança com o PPS. O partido, na pessoa do deputado federal Augusto Carvalho e de seu ex-presidente regional Fernando Antunes, ocupou a Secretaria de Saúde por pouco mais de um ano no governo José Roberto Arruda. Não conseguiu mostrar resultados positivos à população. E acabou deixando a pasta com a pecha de ter sido uma das piores gestões que já passaram pela área.

Coligações para a disputa proporcional

Eleições 2010 em 29/06/2010 às 20:19

Vencida a missão de conquistar uma boa coligação para a chapa majoritária começam agora as discussões sobre as coligações proporcionais. Na noite desta terça-feira (29), a executiva regional do PT-DF se reúne para definir como serão as alianças do partido na briga pelas vagas na Câmara Federal e na Câmara Legislativa. A proposta inicial é que, na disputa para deputado federal, sejam feitas duas coligações, uma liderada pelo PT e outra pelo PMDB. Já na proporcional para distrital, o PT planeja sair sozinho.

PPS confirma apoio a Agnelo

Eleições 2010 em 28/06/2010 às 21:11

O candidato petista ao GDF, Agnelo Queiroz, esteve na convenção do PPS, na noite desta segunda-feira (28), para comemorar o anúncio oficial da legenda de apoio a sua candidatura. Depois de votar no diretório na sexta-feira a aprovação à aliança com o PT os dirigentes do partido conversaram com a direção nacional para convencê-lá de que estar ao lado dos petistas era a melhor saída para o partido no DF. A conversa parece ter surtido efeito.
Para Agnelo, receber o apoio do PPS é retomar em Brasília a antiga aliança progressista que tanto já lutou pela capital. “Essa união não está errada. Errado estava antes com partidos que têm a mesma linha progressista atuando em lados distintos. Agora estamos certos outra vez”, afirmou.

PPS na convenção do PT

Eleições 2010 em 27/06/2010 às 12:37

Se vai haver ou não intervenção no PPS, não se sabe. Mas a direção do partido já incorporou a aliança com o PT de Agnelo Queiroz. Vários militantes da legenda participaram da convenção petista deste domingo. Além disso, o ex-presidente regional, Cláudio Abrantes, que se afastou do cargo esta semana, integrou a mesa principal do evento.

Por onde andam os deputados?

Eleições 2010 em 27/06/2010 às 12:23

Sintomático? Na convenção do PT-DF, o único peemedebista com mandato no palanque de Agnelo Queiroz é o deputado federal Tadeu Filippelli, candidato a vice-governador na chapa.

Agnelo ovacionado em convenção

Eleições 2010 em 27/06/2010 às 11:44
Convenção do PT-DF

Convenção do PT-DF

Sem a presença da presidenciável Dilma Roussef, que está na Bahia, a convenção do PT-DF reúne milhares de pessoas para referendar a candidatura do petista Agnelo Queiroz ao GDF. A festa deste domingo no Parque da Cidade concretiza uma imagem que muitos acharam ser impossível: bandeiras vermelhas do PT dividem espaço pacificamente com as bandeiras do PMDB, partido do vice de Agnelo, Tadeu Filippelli. Além dos parlamentares petistas e dos pré-candidatos do partido, estão presentes na festa os candidatos ao Senado da chapa, o socialista Rodrigo Rollemberg e o pedetista Cristovam Buarque.

PPS vai com PT

Eleições 2010 em 25/06/2010 às 20:20

Executiva regional do PPS acaba de decidir pela coligação do partido com o PT-DF nas eleições de outubro deste ano. A decisão deve ser confirmada na convenção do partido, marcada para segunda-feira (28), na sede do partido no Conic, às 20h.

PPS deve fechar hoje com PT

Eleições 2010 em 25/06/2010 às 11:07

PPS-DF faz na noite desta sexta-feira (25) reunião de executiva para confirmar a aliança do partido com o PT-DF. A decisão deve ser tomada sem maiores crises internas. Na quinta-feira, enquanto parte das lideranças conversavam com o candidato petista ao GDF, Agnelo Queiroz, o diretório regional tirou duas resoluções. A primeira de que não vai mais ouvir as recomendações da cúpula nacional do partido. A intenção é bater o martelo sobre a coligação no Distrito Federal e depois colocar a decisão para avaliação da nacional. Se eles não aprovarem, que tomem as providências necessárias.

A segunda decisão - que precisa ser aprovada pela executiva regional - foi de se aliar ao PT. O PPS apostava em uma via alternativa para o governo, mas perdeu as esperanças da coligação depois que o PSDB fechou aliança com Joaquim Roriz (PSC). No diretório, a possibilidade de se aliar a Roriz também foi vetada.

Além do PT, a outra opção ao partido seria acompanhar o DEM na candidatura própria que eles pretendem lançar ao GDF. A coligação, porém, tem duas desvantagens na avaliação do PPS. A primeira é de não abrir espaço para a legenda nas disputas proporcionais - aliado com o DEM, o PPS corre o risco de não eleger nem deputado federal nem distrital. A segunda é de manter o partido vinculado às denúncias da Caixa de Pandora, uma vez que o DEM foi o alvo principal da crise política no DF.

PRB reclama falta de acordo

Eleições 2010 em 24/06/2010 às 20:44

O apoio do PRB parece não estar 100% garantido ao candidato petista Agnelo Queiroz nesta eleição. Depois de ter sua indicação preterida na vaga de suplente do candidato à reeleição no Senado, Cristovam Buarque (PDT), o partido ameaça agora repensar a aliança anunciada com os petistas. Pelo menos é o que garante o deputado distrital da legenda, Aguinaldo de Jesus. “Como se dá essa aliança em que entramos sem ter nada em troca? Nosso acordo era de que o PRB ficaria com a suplência de Cristovam ao Senado. Se isso não foi cumprido, teremos de conversar outra vez”, argumenta.

O partido tem convenção nacional e regional marcada para este sábado (26). Na esfera presidencial irá apoiar a candidatura de Dilma Roussef. Na esfera local, ainda devem brigar por mais espaço na chapa petista.

Erika lança blog

Blog em 24/06/2010 às 10:15

A deputada Erika Kokay (PT) também vai estrear na Internet. Na próxima quarta-feira (30) a distrital lança seu blog com uma comemoração no Feitiço Mineiro. O lançamento está marcado para às 20h.

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Deputados intermedeiam negociação

Cidades, Câmara Legislativa, Transporte em 22/06/2010 às 21:02

Com a continuidade da greve dos rodoviários, a bancada do PT na Câmara Legislativa conseguiu uma reunião com o governador Rogério Rosso (PMDB) às 11h desta quarta-feira (23) na Residência Oficial de Águas Claras. Do encontro com o governador participam os deputados e representantes da categoria. Os rodoviários querem aumento salarial de 20% e a renovação do acordo coletivo da categoria. Os empresários dizem não ter condições de atender às reivindicações. O impasse provocou a paralisação do serviço público nos últimos 13 dias.

PT completa chapa majoritária

Eleições 2010 em 22/06/2010 às 9:45

O PT-DF encerrou nessa segunda-feira (21) as discussões sobre sua chapa majoritária para as eleições de outubro.O diretório regional do partido aprovou a indicação do peemedebista Tadeu Filippelli para a vaga de vice-governador e escolheu os dois suplentes de senador: Wilmar Lacerda na suplência de Cristovam Buarque e Hélio José na suplência de Rodrigo Rollemberg. Confira como ficou a chapa completa da coligação PT-PMDB-PDT-PSB-PCdoB-PRB:

Agnelo Queiroz (PT) - candidato ao GDF

Tadeu Filippelli (PMDB) - candidato a vice-governador

Cristovam Buarque (PDT) - candidato a senador

Wilmar Lacerda (PT) - suplente de senador na vaga de Cristovam Buarque

Rodrigo Rollemberg (PSB) - candidato a senador

Hélio José (PT) - suplente de senador na vaga de Rollemberg

Agora é só esperar para saber quem serão os concorrentes…

PT decide suplência de senadores

Eleições 2010 em 21/06/2010 às 15:21

Com candidatos a goverandor e a vice resolvidos, o PT-DF se reúne na noite desta segunda-feira (21) para finalizar a composição de sua chapa majoritária: vai escolher os nomes dos suplentes para os dois candidatos ao Senado da coligação - Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSC). PRB e PCdoB, legendas coligadas ao PT, ainda tentam emplacar um de seus nomes para as duas suplências, mas a expectativa é de que as vagas fiquem mesmo com o PT.

Para a suplência de Cristovam, deve ir o ex-presidente regional da legenda Wilmar Lacerda. Já para a suplência de Rollemberg, o nome deve ser de Hélio José. Apesar do favoritismo, há uma lista com nove nomes, todos petistas, na disputa das vagas.

PMDB fecha aliança com PT

Eleições 2010 em 19/06/2010 às 19:08

O resultado oficial ainda não saiu, mas os peemedebistas já comemoram a escolha pela aliança com o Partido dos Trabalhadores. Tanto que o candidato petista ao GDF, Agnelo Queiroz, e o candidato ao Senado na chapa, Rodrigo Rollemberg (PSB) foram participar do encerramento da convenção.

A votação foi encerrada logo após às 18h, pois os peemedebistas esperaram pela deputada distrital Eurides Brito, que, por conta da religião, só poderia votar depois do pôr-do-sol.

De lua-de-mel ao início da crise

Eleições 2010 em 17/06/2010 às 19:30

A participação do senador Gim Argello, presidente regional do PTB, em reuniões como a desta quinta-feira (17) para discutir a possibilidade de o partido participar de uma coligação que ofereça palanque a outro candidato que não a petista Dilma Roussef anda desagradando a cúpula nacional petista. Gim tornou-se amigo pessoal da ex-ministra e desde o ano passado vem alardeando ser seu principal cabo eleitoral nestas eleições. Até pouco tempo usava como principal argumento para sustentar sua candidatura a necessidade de se oferecer mais de um palanque à candidata petista no Distrito Federal.

Diante do desinteresse do PT Nacional em criar outro palanque para Dilma além do de Agnelo Queiroz, Gim começou a articular outras alianças que o possibilitem se lançar candidato à reeleição do Senado. Uma delas seria com o PV, em um palanque para a ex-ministra Marina Silva. As conversas do petebistas deixaram irritados petistas de peso. E a relação do senador com a presidência, que andava as mil maravilhas, corre agora o risco de ficar abalada.

“Governador não tem palavra”

Eleições 2010 em 17/06/2010 às 17:15

Da Folha Online: O presidente do PT do Distrito Federal, Roberto Policarpo, disse que o governador Rogério Rosso (PMDB) “não tem palavra”. Rosso quer se lançar candidato do PMDB em detrimento da aliança com o PT local.

Segundo Roberto Policarpo, a disputa de Rosso com o presidente local do partido, deputado Tadeu Filipelli, é um “problema do PMDB” que o PT não vai resolver. Filipelli quer ser vice do petista Agnelo Queiroz, numa repetição da aliança nacional de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

“Isso é uma questão interna, um problema do PMDB e cabe a eles decidirem. Mas é lamentável, Rosso assumiu um compromisso público de não ser candidato. Assumir isso e depois romper não pega bem, não ter palavra”, disse o presidente do PT distrital.

Nesta quinta-feira, Rogério Rosso (PMDB) quebrou sua promessa de não concorrer a nenhum cargo em outubro e se registrou como candidato à reeleição. Com a inscrição da candidatura de Rosso, a decisão final será da convenção partidária que acontece no sábado.

Quando foi eleito para o mandato-tampão, com o objetivo de estancar a crise institucional no DF, Rosso havia garantido que não concorreria a nenhum cargo em 2010.

“É nosso compromisso abrir mão da disputa de qualquer cargo eletivo nas próximas eleições”, disse Rogério Rosso no discurso de posse, em frente aos deputados distritais que o elegeram.

Passados dois meses com o governo do DF nas mãos, Rogério Rosso mudou de ideia. Em carta entregue a a Tadeu Filipelli, Rosso diz que a polarização entre PT e o candidato Joaquim Roriz (PSC, ex-PMDB) não é um desejo da sociedade. Por isso, sugere uma terceira via.

“Entendo que o PMDB tem excelentes nomes que podem cumprir esta missão, inclusive o de vossa excelência. A polarização entre as tradicionais forças políticas não traduz, na minha opinião, os anseios da nossa sociedade”, escreveu Rosso.

Uma mala de dinheiro

Partidos, Política em 28/05/2010 às 17:53

Da Revista Época:  O ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, terá um caminho duro até as eleições de outubro. Um obstáculo difícil será superar o adversário Joaquim Roriz (PSC), político popular que ficou quase 14 anos no poder e está na dianteira das pesquisas eleitorais realizadas até agora. Antes, porém, Agnelo terá de se defender de denúncias que o relacionam a desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte no governo Lula.

Uma investigação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal no início de abril, batizada de Operação Shaolin, prendeu cinco pessoas, apreendeu documentos e colheu depoimentos sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília. O relatório final da operação compromete Agnelo com um golpe milionário e sugere o envio das informações ao Ministério Público Federal (MPF) para que a investigação seja aprofundada. Os desdobramentos do caso dirão se o ex-ministro terá condições de se livrar das graves acusações ou se ele aumentará a lista dos políticos de Brasília flagrados com a mão no dinheiro público.

ÉPOCA teve acesso ao relatório da Polícia Civil. “Os indícios preliminares colhidos sugerem que Agnelo Queiroz teria se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um suposto esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do programa Segundo Tempo”, afirma, no documento, Giancarlos Zuliani Junior, o delegado responsável pela investigação.

A origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu. O maior convênio, de R$ 2 milhões, foi assinado em 2005 pelo então secretário executivo da pasta e atual ministro, Orlando Silva, com a Febrak. A federação teria de desenvolver atividades desportivas com 10 mil alunos da rede pública de ensino enquanto não estavam em sala de aula. O segundo convênio, de R$ 920 mil, foi firmado com a associação em 2006, quando Agnelo não era mais ministro do Esporte.

Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados.

A investigação sustenta que as ONGs de Dias forjavam a compra de materiais que seriam usados durante as atividades com as crianças, tais como quimonos, jogos de xadrez, damas, varetas e alimentos. As associações teriam atuado em conluio com empresas que forneciam notas fiscais frias para driblar a fiscalização do ministério.

De acordo com a apuração da polícia, empresas de fachada cobravam 17% do valor das notas para emitir os papéis frios, sacar os recursos depositados pelas associações em suas contas e devolver o dinheiro para as ONGs de João Dias. Os investigadores afirmam que Dias desviou recursos para a compra de uma casa avaliada em R$ 850 mil para construir duas academias de ginástica e financiar sua campanha para deputado distrital em 2006.

Uma testemunha disse ao delegado Giancarlos Zuliani que sacou entre os dias 7 e 8 de agosto de 2007 o equivalente a R$ 335 mil em uma agência do Banco de Brasília, o BRB. Essa testemunha não será identificada na reportagem porque, segundo um envolvido nas investigações, ela ainda não está sob proteção da polícia.

A mesma testemunha disse que colocou R$ 256 mil numa mochila e seguiu até a cidade-satélite de Sobradinho, acompanhada de Eduardo Pereira Tomaz, principal assessor de João Dias nos projetos do Segundo Tempo. Chegando ao local indicado, o estacionamento de uma concessionária de motos, um Honda Civic de cor preta, diz a testemunha, estacionou ao lado do carro onde estava com Eduardo. Eduardo, prossegue o relato, entregou a mochila com o dinheiro ao passageiro do carro preto.

A testemunha diz ter identificado o homem que pegou a mochila. “O local onde ocorreu a suposta entrega possuía boa iluminação, razão pela qual o declarante pode afirmar com convicção que Agnelo Queiroz foi a pessoa que recebeu a mochila contendo R$ 256 mil”, diz o relatório da polícia. O depoimento fornece detalhes do encontro em Sobradinho. O ex-ministro teria despejado o dinheiro no chão do carro para conferir os valores e, ao final, tirado R$ 1.000 e dado como gorjeta para Eduardo e para a testemunha.

Eduardo e João Dias foram presos temporariamente durante a Operação Shaolin. Um manuscrito encontrado na casa de Dias chamou a atenção dos policiais. Trata-se de um bilhete que relaciona o número “300.000” ao nome “Agnelo”. O papel foi submetido a perícia, que identificou João Dias como o autor do manuscrito. Gravações telefônicas autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Brasília, segundo os investigadores, interceptaram ligações realizadas por Ana Paula Oliveira, mulher de Dias, para Agnelo Queiroz na manhã de 5 de abril, logo após a prisão de João Dias Ferreira. De acordo com a investigação, Ana Paula tentou falar três vezes com Agnelo para “solicitar a indicação de um advogado para defender seu marido na situação relacionada ao Segundo Tempo”. Em outro momento, segundo a polícia, Dias quis auxílio de Agnelo para se defender em uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público Federal.

A polícia indiciou sete pessoas, entre elas João Dias e Eduardo Pereira Tomaz. Além de sugerir o envio das informações para o MPF, Zuliani pede que seja feito um rastreamento dos telefones celulares usados por Agnelo e pelos outros envolvidos na suposta entrega de dinheiro em Sobradinho. Propõe, também, que sejam pedidos os extratos telefônicos que contêm as chamadas geradas e recebidas pelas linhas usadas pelos suspeitos, inclusive Agnelo.

Agnelo nega ter recebido dinheiro proveniente das associações ligadas a João Dias. Diz não ter havido o encontro em Sobradinho descrito pela testemunha e ataca os investigadores. “Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda”, afirma.

“Esse dossiê, travestido de relatório final de um inquérito, produzido por um grupo da Polícia Civil do Distrito Federal que não tem competência legal para fazê-lo, está sendo usado por meus adversários políticos do momento para tentar equiparar a minha biografia ao prontuário policial deles.” Indagado sobre sua relação com João Dias, Agnelo afirma que foram “correligionários” no PCdoB na eleição de 2006, mas nega que tenha recebido pedido para ajudá-lo na defesa contra a denúncia do MP. “A investigação obedeceu a todas as condições técnicas e foi concluída”, afirma o diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso. “O relatório foi encaminhado pelo delegado constituído para a Justiça.”

João Dias nega o envio de pacotes de dinheiro para Agnelo. “Não existe possibilidade de qualquer tipo de benefício direto ou indireto ao ex-ministro Agnelo. Nunca houve nenhum tipo de ajuda financeira”, disse Dias a ÉPOCA. Dias afirma que não escreveu o bilhete e se compromete a fazer novos exames grafotécnicos para provar que a letra não é dele. De acordo com o Ministério do Esporte, os convênios com as associações de kung fu foram firmados obedecendo a critérios técnicos. O ministério diz que o dinheiro desviado, avaliado em R$ 4 milhões em valores atuais, foi cobrado dos representantes das ONGs. Eduardo Tomaz nega o encontro de Sobradinho e a entrega do dinheiro relatada pela testemunha no inquérito.

Diz uma lei não escrita, estabelecida há meses na política do Distrito Federal, que não vence as eleições quem tiver mais votos, mas quem conseguir sobreviver a denúncias de corrupção. Para Agnelo, o maior desafio agora não é enfrentar uma disputa com Roriz, mas provar que as acusações contra ele são inconsistentes.

Chico Leite esclarece nomeações

Câmara Legislativa, GDF em 28/05/2010 às 16:17

Deputado distrital Chico Leite (PT) encaminhou ao blog nota de esclarecimento sobre a citação de seu nome como um dos parlamentares com cargos no governo José Roberto Arruda. Confira o que diz o distrital petista:

“Prezada Paola Lima , com todo o respeito, refuto veementemente a inclusão do meu nome na planilha de indicação de cargos para o GDF por parlamentares, constante da matéria publicada no caderno Cidades, páginas 34 e 35, da edição de hoje do Correio. Essa mesma informação foi publicada no jornal O Estado de São Paulo em 19 de fevereiro de 2010 e contestada no mesmo dia em nota dirigida ao jornal, acompanhada de esclarecimentos do deputado Raimundo Ribeiro, autor da indicação, e do mencionado funcionário.

Os mesmos documentos foram encaminhados ao líder do PT na Câmara Legislativa e relator da CPI, deputado Paulo Tadeu, e ao presidente do PT, Roberto Policarpo. Como parlamentar de oposição, nunca indiquei nem pleiteei, como jamais poderia fazer, cargos no atual governo. À época, em conversa com o deputado Raimundo Ribeiro, que teve a hombridade de ligar para o repórter do Estadão e desmentir esse dado da planilha, pude concluir que a inclusão do meu nome se deveu a erro material ou a má fé de quem elaborou a planilha.

Tivessem as conceituadas jornalistas do Correio me ouvido acerca da reportagem, a correção em tempo evitaria esse atingimento da minha honra política.”

Comemoração para Arlete

Partidos, Política em 27/05/2010 às 20:17

A petista Arlete Sampaio comemora nesta sexta-feira (28) seu aniversário. A festa, organizada por amigos, será na APCEF, com entrada franca, a partir das 21h.

arlete

Estudantes querem fiscalizar Passe Livre

Câmara Legislativa, GDF, Transporte em 27/05/2010 às 17:12

O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, vai tentar intermediar uma reunião entre estudantes e Governo do Distrito Federal para tratar do projeto do Passe Livre. O Movimento Estudantil quer ter acesso às informações sobre execução e custos do benefício implementado hoje no DF.

Tadeu recebeu esta semana representantes dos Diretórios Centrais de Estudantes (DCE’s) da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica de Brasília (UCB). Os líderes estudantis entregaram ao parlamentar sugestões de emendas ao novo projeto do Passe Livre Estudantil que tramita na Casa.

Chapa contemplaria seis legendas

Partidos, Política em 26/05/2010 às 18:44

A briga pelas suplências de senador na chapa majoritária petista promete esquentar ainda mais nos próximos dias. Em um almoço com os presidentes dos partidos que devem compor a coligação com o PT - PSB, PDT, PCdoB e PMDB - esta semana, foi discutida a proposta de uma chapa “plural”. A ideia era agraciar na majoritária todas as seis legendas da ampla aliança que deve ser consolidar do Distrito Federal - PT, PDT, PSB, PMDB, PCdoB e PRB. PT ficaria com o candidato ao governo, PMDB com o vice, PSB e PDT com as candidaturas ao Senado. Ao PRB e ao PCdoB restariam as duas primeiras suplências de senador. E os dois partidos não estão dispostos a abrir mão dessa participação na chapa.

Caberá agora ao PT contornar mais este impasse - já que no encontro regional da legenda, os petistas definiram que as suplências ficariam com o partido.

Em jogo, a indicação de suplentes

Partidos, Política em 26/05/2010 às 9:48

Uma vez que a aliança com o PMDB é questão resolvida para o PT - o partido já a aprovou - a discussão do momento na legenda é a indicação das suplências de senador. Resolução do encontro regional havia definido que as suplências seriam ocupadas por petistas, já que eles abriram mão da segunda vaga de candidato ao Senado. Uma delas, inclusive, estava sendo cobiçada pelas mulheres da legenda, que querem uma participação maior na chapa majoritária. No início da semana, porém, o PT ofereceu ao mais novo aliado, o PRB, a suplência de um dos candidatos ao Senado, no caso, Cristovam Buarque (PDT). A oferta causou protestos internos.

Diante das queixas, Rodrigo Rollemberg (PSB), segundo candidato a senador da chapa, prontamente anunciou que quer um suplente do PT. Interessado em garantir uma boa relação com a militância petista, Rollemberg preferiu não entrar na briga, que ainda promete mais discussões no partido.

PMDB deve ficar com PT

Partidos, Política em 25/05/2010 às 20:53

Entre os peemedebistas é dada como certa a aliança do partido com o PT para as eleições de outubro deste ano. O consenso teria sido alcançado nesse final de semana, durante as comemorações do Divino Espírito Santo, em Planaltina. O aviso de que o partido fechará a aliança com o PT chegou a ser dado aos petistas. Eles, porém, preferem não se pronunciar antes da confirmação oficial da coligação.

O PMDB estaria agora organizando as formalidades da aliança. Uma reunião de diretório deve ser marcada nos próximos dias para fechar a questão e anunciar a decisão formal do partido.

Mulheres querem ampliar espaço

Partidos, Política, Sem categoria em 24/05/2010 às 11:39

A setorial de mulheres do Partido dos Trabalhadores decidiu lutar por mais espaço na legenda - seja com candidatas às eleições de outubro deste ano, seja com participação em um possível governo em 2011. O segmento quer assegurar os 30%, definidos por lei, de candidaturas femininas nas eleições e repetir esse índice na participação do governo.

A decisão é decorrente do baixo número de mulheres na disputa proporcional pela legenda. Dos 38 candidatos a distrital do partido oito são mulheres - ou seja pouco mais de 20% da chapa. Já para federal, dos seus candidatos, apenas uma é mulher (17%). Isso numa disputa em que a candidata majoritária do PT é uma mulher - Dilma Roussef.

“O loteamento de cargos hoje é mais explícito”

Partidos, Política, entrevista em 23/05/2010 às 13:52

Relatora do processo por quebra de decoro parlamentar da deputada Eurides Brito (PMDB), a petista Erika Kokay admite problemas na tese de defesa da peemedebista sobre o dinheiro que recebeu de Durval Barbosa. “Há muitas contradições”, afirma Erika, em entrevista ao jornal O Distrital desta semana, onde falou também do polêmico depoimento que colheu do ex-secretário Durval Barbosa, e da decepção com o novo governo, que considerou quase como uma intervenção, já que não teve participação popular, mas que acusou de criar uma nova forma de política: as capitanias hereditárias pós-modernas. Confira os principais trechos da entrevista a seguir. Para ler no jornal, clique aqui.

A senhora deve apresentar o relatório sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra a deputada peemedebista Eurides Brito esta semana. Como está a elaboração deste documento?

Erika Kokay - Estamos trabalhando para que ele fique pronto já nesta segunda-feira (24). O relatório tem todo o histórico do que aconteceu, tem muitos elementos a serem analisados. Um deles é que o argumento colocado pela deputada Eurides de que o dinheiro (recebido por ela no vídeo gravado por Durval Barbosa) vinha do (ex-governador Joaquim) Roriz não se confirmou. Nem nos depoimentos que foram prestados pelas testemunhas de defesa essa tese se confirmou. Ao contrário, não há nada material, nada consistente. Sobre as reuniões (Eurides explica em sua defesa que recebeu o dinheiro como pagamento dos gastos com reuniões políticas feitas a pedido de Roriz), em algumas, a deputada estaria no mesmo lugar, na mesma hora. As pessoas também não conseguem dar o nome de ninguém que estivesse na reunião. Ou seja , ela apresentou uma tese que, mesmo com as testemunhas, não conseguiu se consolidar.

Outro aspecto é que a deputada estaria com relações estremecidas com o ex-governador Roriz. O estremecimento ocorreu, a gente checou as datas e eles estavam com as relações estremecidas durante aquelas reuniões. Nós encontramos do começo de junho, dia 8 de junho de 2006 se não me engano, uma matéria de jornal que já dava notícias da reunião onde Roriz teria dito que iria derrotá-la (a ameaça do ex-governador a Eurides foi uma demonstração pública de que os dois estavam brigados). O jornal dava notícia de que isso teria acontecido semanas antes da data da publicação da matéria (o que daria final de maio de 2006). Seria exatamente no período em que a deputada diz ter feito as reuniões.

Há ainda uma série de contradições, então os depoimentos não são contundentes o suficiente para atestar a versão que foi apresentada pela deputada.

Durante a preparação do relatório a senhora ouviu em oitiva secreta o ex-secretário Durval Barbosa. Esse depoimento vazou sem revisão e acabou criando um clima constrangedor na Casa, e ainda levantando suspeitas sobre a sua conduta no caso. Qual avaliação a senhora faz do episódio?

Erika - O vazamento favoreceu a investigada. Eu não tenho nenhuma responsabilidade sobre ele, pedi uma apuração sobre esse aspecto. Estamos cobrando que ele seja investigado, por conta da exposição que houve de alguns parlamentares, absolutamente desnecessária, pela divulgação de um trecho da conversa que não deveria ter sido gravado. A deputada me acusa de falsidade ideológica porque eu retirei uma parte do depoimento que saiu por um equívoco, porque o microfone estava aberto, só por isso. (O trecho retirado por Erika tratava de uma declaração dela a Durval, contando um suposta denúncia da própria Eurides, feita a ela em uma festa, de que alguns parlamentares teriam recebido propina para aprovar projetos na Câmara). Não deveria compor o relatório para não expor deputados.

Mas a deputada Eurides Brito questionou a forma como esse depoimento foi feito e o fato de a senhora ter tirado um trecho da transcrição do depoimento.

Erika - Ela argumenta, com base no artigo 89 do Regimento Interno, que os trabalhos da comissão só poderiam ser iniciados com a presença da maioria de seus membros. Mas o mesmo artigo diz que “com a presença da maioria de seus membros ou com qualquer número se não houver questões sujeitas à deliberação”. O depoimento de Durval não tinha nenhum tipo de deliberação. O depoimento foi comunicado a apenas dois parlamentares, mas foi disponibilizado a todos os parlamentares. Então não tem porque haver qualquer tipo de questionamento. E o depoimento de Durval não é relevante para a construção do relatório.

Ela também falou da supressão das partes do depoimento – não foram “partes”, foi um trecho apenas. Do jeito que ela fala parece que eu adulterei o depoimento inteiro. As declarações do senhor Durval estão mantidas absolutamente na íntegra. E eu retirei o texto porque você não pode pegar um comentário feito em uma festa e transformá-lo em denúncia, seria uma irresponsabilidade.

Mas ela diz que isso consistiria até  mesmo em quebra de decoro parlamentar. Isso é uma ameaça. Então, para se defender, ela repete o comportamento patrimonialista, de ameaçar. O mesmo comportamento que levou a essa decisão judicial (decisão do TJDFT de afastar Eurides Brito do mandato até o final das investigações para que ela não interferisse no processo). Pelo entendimento da Justiça haveria uma pressão dela sobre os deputados.

Neste mesmo depoimento secreto à senhora, Durval Barbosa fala dos pecados do PT. Como a senhora recebeu essa denúncia?

Erika - É uma denúncia muito genérica. O PT tem 35 mil filiados em Brasília. Durval fala que existe pecados no PT sem dizer quem é o pecador , qual é o modus operandi… E ele se refere a este governo, ao contrário das denúncias do jornalista Edson Sombra, que trataram em sua maior parte de fatos do passado. Ele se refere ao governo Arruda.

Nós vamos enfrentar uma campanha em que, provavelmente, a polarização entre o PT e o rorizismo terá voltado à cidade e, obviamente, esse tipo de acusação sem fundamentação cria um espectro de temor, de tensão, que a mim não me abala em nada. E que não vai abalar o Partido dos Trabalhadores, cada um vai continuar sua vida. Eu mesma perguntei quem era o pecador, ele se negou a falar quem era, então fica uma acusação absolutamente etérea, e que não pode ter desdobramentos.

A senhora fala em eleição polarizada, mas o PT pode se coligar ao PMDB. Como seria?

Erika - A resolução tirada no encontro regional do PT fala do recorte ético. Para o PMDB reproduzir uma aliança nacional e compor com o Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal, tem de fazer uma opção, entre estar coligando com o PT para construir uma nova realidade no Distrito Federal ou aliar-se com seus membros que estão envolvidos no suposto esquema de corrupção. A resolução do partido é clara: você repete o arco nacional de alianças, mas com recorte ético. Então, se o PMDB vier carregando pessoas que estão absolutamente mergulhadas no escândalo que abalou Brasília, não há viabilidade qualquer tipo de composição.

Mas a senhora, que convive com parlamentares do PMDB, acredita que PMDB fará este recorte ético?

Erika - Eu diria que o PMDB não tem demonstrado, desde o fato da Caixa de Pandora, que teve realmente um rompimento com as pessoas que tiveram essa postura ou com o governo. Porque a líder do governo era do PMDB, o PMDB se retirou do governo, e a líder ficou até o final de seu mandato na liderança. Eurides Brito continuou líder do governo. Ou seja, o PMDB diz estar rompendo com o governo, mas continuou defendendo e representando os interesses do governo na Câmara Legislativa. É uma absoluta incoerência. Como houve incoerência do PPS, como houve de outros partidos.

A posição do PMDB durante toda a crise não indica uma postura de rompimento ou de limpeza ética neste processo. É um partido que todos nós respeitamos, partido de Ulysses Guimarães, que cumpriu uma função na história brasileira. Mas o PMDB não tem indicado que fará uma limpeza ética de suas estruturas para que me faça crer que ele optará pela ética para coligar com o Partido dos Trabalhadores. Sem optar pela ética, essa coligação será impossível.

E qual avaliação a senhora faz do governo do PMDB no DF?

Erika - O governo, em suas primeiras ações, não tem indicado que tenha estatura e compromisso necessários para sanear o Distrito Federal. As funções fundamentais de um governo tampão seriam sanear o Distrito Federal e aumentar os instrumentos de controle. Sanear significa romper os contratos, limpar a máquina… Eu tenho uma tristeza muito grande, porque eu amo por demais Brasília, ao abrir as páginas dos jornais e, me lembro de um poema de Mayakovski, “eu sinto cheiro de pólvora”. Porque você está vendo um governo loteado. Quando se loteia o governo, priorizam-se acordos políticos com objetivos muito imediatos em detrimento de políticas públicas para a população. Não tem como se ter um bom governo quando se faz esse tipo de loteamento, isso é capitania hereditária pós-moderna. Quando se faz esse tipo de loteamento, as capitanias hereditárias pós-modernas, não se tem integração entre as políticas públicas, não se tem uma linha de ação nem um projeto de governo.

Além disso, o governo retomou agora o convênio com o Entorno, um convênio que foi rompido porque se apontou inúmeras irregularidades. Não se mostrou que as irregularidades foram saneadas e, mesmo assim, retoma-se o convênio exatamente como se começou, como se não tivesse acontecido uma inspeção, um rompimento por conta de irregularidades.

Então eu digo que esse governo não tem mostrado o compromisso e a envergadura para sanear o Distrito Federal. Estamos vendo uma demonstração de incompetência e de tibieza com o empresariado também nesta questão do Passe Livre. É uma tibieza que não corresponde a um governo que se comprometeu com a moralidade.

A senhora acha que, apesar das mudanças, as práticas políticas continuam as mesmas?

Erika - Até o momento houve um loteamento de cargos. O loteamento hoje é mais explícito do que era antes. Mais explícito não quer dizer que seja maior. Mais o loteamento é nítido. Criaram-se diversos feudos dentro do Governo do Distrito Federal. O líder do governo dizer que não pode ser de oposição quem tem cargos no governo é uma fala emblemática. (Em seu primeiro dia como líder, Aguinaldo de Jesus disse à imprensa que o recém-criado bloco independente não seria tão independente assim porque teria centenas de cargos no GDF). É emblemática porque diz “nós vamos tirar as pessoas ligadas aos deputados que se posicionem contra o governo”. O critério não é competência, capacidade do servidor. O compromisso não é com a política pública é com o servilismo, subalternidade. Isso significa um outro aspecto grave para o Estado democrático que é uma Câmara Legislativa absolutamente curvada. Que foi o que nos vimos durante muito tempo. Eu acho que essa legislatura, entre tantas marcas, teve uma fundamental: a marca do servilismo.

A senhora acredita que o bloco independente não é tão independente assim?

Erika - Criar um bloco independente deveria ser absolutamente desnecessário. Todos os parlamentares deveriam carregar uma marca de independência. Todos os partidos deveriam ser independentes. É premissa do exercício parlamentar. Então você ter um bloco independente significa que temos um outro de submissão ao governo?

A senhora acredita que o fantasma da intervenção está definitivamente afastado?

Erika - Quem pode bater no peito hoje e dizer que foi eleito por 13 pessoas? Só o governador Rogério Rosso. Metade da população do Distrito Federal não sabe quem é o governador. Isso não é uma espécie de intervenção? Uma intervenção com relação à vontade do povo? E uma intervenção federal viria, teoricamente, com alguém que não estaria vinculado aos grupos políticos conhecidos da cidade, então teria, teoricamente, mais isenção. Mas nós temos de certa forma um interventor, se considerarmos que o povo não votou neste governador, construído em cima de acordos que a população desconhece e que vem das mesmas estruturas que deram origem à Caixa de Pandora. Não estou dizendo que eles estão ligados à Caixa de Pandora, mas que vêm da mesma estrutura, do mesmo Poder.

O que eu temo é que o compromisso passe a ser não com a população de Brasília, que não participou desta eleição, que foi barrada no baile. Mas que o compromisso seja com os treze eleitores, e é isso que está se vendo.

Então a senhora acredita que ainda há motivo e clima para uma intervenção…

Erika - Criou-se uma CPI na Câmara Legislativa, certo? Mas esta Câmara está investigando alguma coisa? Ela não consegue fazer a CPI andar. E é um instrumento simples! Essa morte prematura da CPI é um indício de que a Câmara não consegue cumprir a sua função, que também é de fiscalizar.

Da parte do governo, você tem um governo loteado, loteado inclusive com pessoas que participaram da Caixa de Pandora. Você tem, por exemplo, Hélvia Paranaguá, que teve o indiciamento pedido na CPI da Educação, e foi promovida no governo Rosso (Hélvia é a nova secretária de Educação Integral). Governo que vem na perspectiva de dizer que não é necessária uma intervenção para sanear o DF. Então são muitas contradições. Eu acho que ainda está pautada a perspectiva de uma intervenção.

Corpo a corpo da nacional

Partidos, Política em 20/05/2010 às 15:14

Se o PT tem agora a aprovação da base para ampliar o leque de alianças para as eleições de outubro, incluindo o PMDB nessa lista, esse aval se deu principalmente pela atuação, nos bastidores, de petistas de peso da cúpula nacional. Isso porque, na véspera do encontro regional do último sábado (15), o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, recorreu à nacional para pedir ajuda. Antevendo uma derrota nas duas principais questões em discussão na legenda - a possibilidade de coligação com o PMDB e a oferta da segunda vaga ao Senado ao PSB - , Policarpo procurou o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o subchefe de gabinete de Lula, Swedenberger Barbosa, para garantir o resultado do encontro.

A preocupação era de que, sem ampla aliança e com o deputado federal Geraldo Magela na vaga ao Senado, o PT-DF iria contrariar os interesses da candidatura de Agnelo Queiroz ao GDF e de Dilma Roussef à Presidência, ao fechar as portas a dois partidos aliados no campo nacional. Diante disso , Policarpo, Dutra, Padilha e Berger foram a campo. Dividiram as tarefas e conversaram pessoalmente com mais de cem dos 350 delegados do encontro, ouvindo reclamações e reivindicações, tratando de queixas e mágoas e removendo obstáculos políticos.

Deu certo. Com o cuidado para que a resolução final do encontro fosse redigida de forma a não fazer menção explícita ao PMDB, o PT aprovou a possibilidade de aliança com a legenda, assim como entregou ao PSB uma das vagas ao Senado. E manteve inabaladas as relações no campo nacional.

PMDB discutirá aliança com PT

Partidos, Política em 20/05/2010 às 11:29

Dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB conversaram na noite dessa quarta-feira (19) com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, sobre as possibilidades  de aliança entre essas legendas para a eleição de outubro deste ano. Reunidos na chapa majoritária que tem como cabeça o petista Agnelo Queiroz, os partidos criaram uma espécie de conselho político para tratar das questões políticas do grupo até a formalização das alianças em julho.

A conversa com Filippelli foi de reabertura das negociações. Apesar do aceno de que queriam o PMDB em sua chapa majoritária, os petistas haviam suspendido as tratativas diante da reação negativa que a proposta provocou internamente. Resolvida essa questão - com a aprovação de uma ampla aliança no Distrito Federal, no encontro regional do final de semana -, o PT pode retomar o diálogo com o PMDB. ”Fizemos uma avaliação do quadro geral e deixamos clara nossa disposição em construir uma alternativa com o PMDB”, afirmou Roberto Policarpo, presidente regional do PT-DF.

A discussão agora está nas mãos dos peemedebistas. Filippelli vai levar o assunto para a próxima reunião da executiva regional, a ser marcada nos próximos dias. “Os partidos sinalizaram com uma boa abertura de diálogo, mostraram que não estão mais pensando apenas nos próprios interesses. Mas a decisão não cabe a mim. Vamos discutir isso no partido, assim como o PT também fez”, declarou o peemedebista.

Conversa com o PMDB

Partidos, Política em 19/05/2010 às 19:20

Depois do café da manhã nesta quarta-feira (19), dirigentes do PT, PSB, PDT e PCdoB se reúnem nesta noite com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. O encontro será para tratar das alianças partidárias para eleição de outubro deste ano.

Aliança com PMDB na pauta

Partidos, Política em 18/05/2010 às 15:15

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, reúne para um café da manhã nesta quarta-feira (19) as lideranças dos partidos que compõem a tradicional aliança de esquerda com o PT: PDT, PSB e PCdoB. A conversa será para discutir a política de alianças que fechará a chapa majoritária das quatro legendas. Na prática, a pauta da discussão será a indicação do candidato a vice-governador - e se ela será mesmo entregue ao PMDB. Resistência entre os partidos não existem mais. A crença é de que o a aliança com o PMDB fortalece a chapa e facilita a vitória do candidato ao GDF, Agnelo Queiroz (PT).

De volta ao começo

Câmara dos Deputados, Partidos, Política em 17/05/2010 às 19:21

O deputado federal Geraldo Magela (PT) será candidato à reeleição na Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada depois da segunda derrota do petista no partido, nesse final de semana, quando os delegados da legenda votaram por liberar a segunda vaga da disputa ao Senado para partidos aliados - no caso, o PSB.

No primeiro acordo firmado entre Magela e a direção do PT-DF, quando José Roberto Arruda ainda era governador e parecia ter uma reeleição garantida, o parlamentar aceitara ser candidato ao Senado. Agora, desgastado dentro do partido, terá uma campanha difícil para a Câmara Federal.

Isso porque, na avaliação de parte do PT, sua disputa por cargos na chapa majoritária acabou atrasando as alianças e a preparação para a campanha. Sua opção em ser candidato ao governo, depois que a crise tirou Arruda do páreo, provocou as prévias internas e atrasou a escolha do candidato majoritário. Derrotado nas prévias, sua intenção de voltar a concorrer ao Senado esbarrou nas conversas para coligações partidárias, que ficaram suspensas até a definição final sobre a questão. Depois disso tudo, seus adversários garantem que não será mais o mais votado da legenda.

Estudantes criticam Patrício

Câmara Legislativa, Partidos em 17/05/2010 às 17:43

O vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício, passou por um constrangimento no encontro regional do PT-DF, no último sábado. Isso porque o grupo que fez parte da invasão da Câmara, em dezembro do ano passado, se manifestou veementemente contra a postura do distrital de aprovar o pedido de investigação contra os servidores envolvidos no ato (leia aqui). Para os estudantes, a sindicância é uma retaliação dos deputados envolvidos nas denúncias da Caixa de Pandora.

Cerca de dez membros da juventude petista subiram ao palco para censurar o ato da mesa da Câmara. O acordado era não tocar no nome do Cabo Patrício, mas, no finalzinho do pronunciamento, um jovem não aguentou e fez uma crítica direta ao deputado. Sob fortes protestos do grupo, o distrital teve direito a resposta e disse que fez tudo para negociar, na época, uma saída pacífica dos estudantes e que agora a mesa agia para coibir excessos cometidos na invasão, como alguns furtos.

Update: Deputado Cabo Patrício enviou esclarecimentos ao blog sobre o episódio no encontro regional. Confiram:

“Não houve nenhum constrangimento de minha parte. Ao contrário, houve pleno exercício da democracia e do debate, como ocorre cotidianamente dentro do âmbito do PT. Os estudantes tiveram direito à fala, assim como eu - mesmo diante de protestos deles para impedirem a minha fala, sendo necessária a atuação da segurança do evento para retirá-los do palco.

A abertura da sindicância interna para apurar o que ocorreu em dezembro, durante invasão da Câmara Legislativa por manifestantes, é conseqüência de um inquérito policial existente, que identificou a participação de servidores da Câmara. Não agir assim seria omissão e prevaricação, já que eu estava no exercício da presidência da Casa, função que exige postura institucional. A abertura da sindicância não significa, em absoluto, pré-julgamento. Ao contrário, ela amplia o direito de defesa até para que não haja injustiça e condenação de inocentes. O simples fato de participar da manifestação não é problema algum. Vários servidores estavam fazendo isso exercendo a função que têm dentro dos gabinetes.

Para manter a coerência, a defesa de apuração tem que valer em ambos os casos: para quem desviou dinheiro público apontados na operação Caixa de Pandora e assim para quem lesionou o patrimônio público da Câmara Legislativa. Houve furto e depredação de objetos da Casa. Isso precisa ser apurado. E os responsáveis, punidos. Cada um na sua devida proporção. Nem sempre ser justo é o caminho mais fácil.”

Leitores apoiam aliança

Blog, Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:53

Foi um resultado apertado mas a opinião dos leitores deste blog quanto à possibilidade de aliança entre PT e PMDB no Distrito Federal para as eleições deste ano foi a mesma do encontro regional do PT nesse final de semana. Sessenta e um por cento dos internautas que participaram da enquete do blog esta semana disseram ser a favor da aliança, que ajudaria a fortalecer o PT na disputa contra Joaquim Roriz (PSC).

Outros 39% dos leitores disseram ser contra a coligação. Par eles, aliar-se ao PMDB seria aliar-se ao tipo de política que o PT sempre combateu.

Uma nova enquete já está no ar. Participe.

Entrevista Agnelo Queiroz

Partidos, Política em 17/05/2010 às 9:03

Do Tribuna do BrasilO pré-candidato do PT às eleições para governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, falou com exclusividade ao Tribuna do Brasil sobre suas metas, prioridades e investimentos - caso seja eleito em outubro. Agnelo alfineta o ex-governador: “Roriz (…) foi conivente com invasões”. Acompanhe abaixo a íntegra da entrevista.

O que o senhor pretende fazer de novo?
Realizar uma gestão transparente com a participação popular. Precisamos fortalecer o poder político local, pois as cidades, hoje, têm pouca autonomia para realizar suas ações. Temos que cortar orçamentos, colocando gente que mora na cidade, administradores que tenham conhecimento ou que vivam na cidade.

Qual a sua prioridade?
Os serviços de saúde se destacam, pois está muito ruim. Primeiramente vamos ter que fazer uma mudança de modelo para fortalecer o básico, para se evitar que as pessoas fiquem doentes. É preciso ter uma assistência forte de atenção básica: fortalecer, dar resolutividade aos centros de saúde, criar unidades intermediárias, esvaziar as emergências e deixá-las para quem corre risco de morte.

Qual a medida imediata para a saúde?
Alterar a porta de entrada do sistema de saúde que não pode ser o pronto socorro, e ter uma atenção digna ao cidadão no tratamento da doença.

O senhor é favorável à terceirização de algumas áreas da saúde?
Sou contra entregar o sistema e delegar responsabilidades. Temos de profissionalizar e ter instrumentos, como os usados nas áreas privadas. Assim poderemos combater o desperdício, o roubo, a utilização indevida dos medicamentos e equipamentos.

Qual outra prioridade?
Educação pública de qualidade. Temos que reforçar a valorização aos profissionais com qualificação, treinamentos e transformar a escola em um espaço prazeroso, agradável para que a criança tenha vontade de ir pra escola.

E no transporte?
Pensando em um projeto de desenvolvimento econômico da cidade planejado, a questão central é o transporte. Devemos ter investimento em transporte público de qualidade.

Qual a solução para o transporte público?
Ainda existem áreas no DF que não têm transporte rodoviário e em muitos destes locais, é possível fazer vias exclusivas e integrar o sistema de bilhete único com um transporte complementar. Se não fizermos isto não adianta alargar as vias, pois elas estarão sempre entupidas.

E o processo de liberação de invasão?
O ex-governador Joaquim Roriz teve uma política habitacional para a baixa renda, mas foi conivente com invasões. Isso destrói nossas nascentes e com as áreas de preservação temos que ser rigorosos. A legalidade tem que ser garantida com muito rigor e tem coisas positivas que foram feitas no atual governo que devem que ser continuadas.

E a segurança pública?
Temos que aperfeiçoar a parte de polícia comunitária, isto é uma saída. Os recursos humanos são de excelente qualidade. Só precisamos valorizar os profissionais e utilizar tecnologias.

E as alianças políticas do PT?
Estamos com o PSB e PCdoB. Vamos procurar até o final do prazo discutir com os outros partidos de esquerda, inclusive com o PMDB.

Você acha que o Filippelli seria um bom vice?
Feita a aliança com o PMDB, vamos discutir a questão do vice que no caso seria indicado pelo PMDB. Mas Filippelli tem todas as condições para ser um bom vice.

O que você está achando do governo Rosso?
Rosso entrou para fazer esta transição e nós o apoiamos. Estamos confiando que ele cumpra os compromissos assumidos publicamente.

O Chico Vigilante é importante dentro da estrutura de campanha?
O Chico é grande liderança do PT. Uma pessoa respeitada, pois foi deputado distrital, deputado federal e irá contribuir sim.

O senhor pretende ser o único palanque para Dilma no DF?
Acho que sim, a não ser que tenha outra novidade, mas um palanque amplo e representativo é fundamental. É importante ter palanques que garantam a vitória da Dilma em cada estado.

A campanha de Dilma influencia a sua?
Influencia sim, pois é uma campanha nacional e vai ser muito polarizada. Caminha para ser um plebiscito entre o PSDB, o PT e seus aliados, e isso necessariamente terá um impacto forte nos estados.

Os últimos acontecimentos atrapalham a candidatura Roriz?
Eu acho que a crise atinge muito a candidatura do ex-governador, até porque grande parte dos relatos e acontecimentos aconteceu durante o governo dele.

E isso o prejudica de alguma forma, tendo visto os vídeos de Durval?
Eu nem conhecia o Durval. Foi a primeira vez que o encontrei fisicamente e ele me apresentou um vídeo sem condição de saber se estava editado ou não. Ele me falou que iria entregar para a polícia e eu achei que aquele era o caminho correto e de fato era um caso de polícia e não de luta política de oposição de governo.

Houve rumores de que o senhor estaria envolvido na Operação Shaolin.
Isso não procede. É desespero do nosso adversário com o crescimento da minha campanha, mesmo antes de aliança e lançamento formal. Quem fez a denúncia e a tomada de contas foi o ministério e encaminhou ao Tribunal de Contas. Isso foi julgado e a tomada de contas especial que determinou a devolução do recurso. Portanto, foi feito corretamente.

As regras para o PT

Partidos, Política em 16/05/2010 às 8:58

Do Correio Braziliense: A intenção de retomar o Governo do Distrito Federal motivou a direção do PT local a rever suas estratégias de alianças para as eleições de outubro. O partido, que caminhava com planos de indicar o candidato ao governo e um dos dois nomes que disputarão o Senado, decidiu, em encontro regional de dirigentes realizado ontem, abrir mão do cargo majoritário em prol de uma composição mais ampla com legendas parceiras. A resolução criou a oportunidade para o PSB lançar o deputado federal Rodrigo Rollemberg ao cargo de senador e reforçou a possibilidade de o senador Cristovam Buarque (PDT) disputar a reeleição na chapa de esquerda, liderada pelo PT.

A parceria com o PMDB, que sem nunca ter existido de fato já passou por idas e vindas, foi outro ponto alto do encontro de lideranças do PT, ocorrido no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV). Os petistas do DF resolveram seguir a recomendação da direção nacional do partido de não fechar as portas para os peemedebistas, principais aliados da candidatura de Dilma Rousseff à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em texto elaborado por integrantes do partido e aprovado pelos delegados da legenda no início da noite de ontem por ampla maioria, a orientação é no sentido de ampliar o leque de apoiadores. “A política de alianças para o DF envolve o mesmo arco de partidos do governo Lula e da candidatura Dilma”, diz o texto. Ao mesmo tempo em que o documento permite a dobradinha com o PMDB, faz ressalvas sobre a participação da turma envolvida com a Caixa de Pandora. “Não haverá concessões no campo ético para os integrantes de partidos envolvidos com os escândalos desnudados na nossa cidade”, reforça o documento. O deputado Chico Leite ainda defendeu que políticos com condenação criminal ou por improbidade administrativa em primeira instância não pudessem se tornar candidatos.

Ao abraçar a candidatura de Rollemberg para o Senado, o PT alijou da disputa ao cargo majoritário o petista Geraldo Magela, a quem resta agora a opção de concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados. Até o último instante, Magela resistiu em ceder o espaço para Rollemberg. Ele se submeteu à votação dos dirigentes e perdeu.

No discurso de abertura do Congresso, Magela chegou a rifar Cristovam, ao defender que ele e Rollemberg fossem os candidatos ao Senado. A proposta, no entanto, não encontrou eco entre a maioria dos dirigentes. Esta foi a segunda derrota de Magela, que em abril perdeu, nas prévias internas do partido, a disputa com Agnelo Queiroz pela condição de candidato ao governo do DF em outubro.

E se Magela não fez lá tanta questão de Cristovam, mesmo tratamento não pode ser cobrado do presidente do PT regional, Roberto Policarpo. Ele é um dos favoráveis a uma aliança com o PDT e chegou a cometer um ato falho durante seu discurso de apresentação do candidato ao governo “Cristo… quer dizer, Agnelo Queiroz”. A troca incomodou a plateia, que reagiu mal ao engano.

Já a participação do presidente do PT nacional, José Eduardo Dutra, no encontro regional reanimou a fatia do partido local a favor de uma coligação mais robusta para outubro. Dutra defendeu uma aliança não excludente. “Não se pode fechar as portas para nenhum partido, porque senão, corremos o risco de facilitar uma situação que hoje não existe no DF, a de um palanque para José Serra (candidato pelo PSDB à Presidência da República)”, considerou o presidente nacional da sigla.

A predisposição do PT em rever política de alianças pode ser o primeiro passo para uma retomada das conversas com o PMDB. Segundo avalia Tadeu Filippelli, que preside os peemedebistas no DF, “o PT começa a resgatar a posição de maturidade que teve no início do projeto, permitindo uma reabertura de interlocução”. Um dos motivos que pode ter contribuído para o choque de realidade no PT é o fato de Joaquim Roriz (PSC) ter conseguido confirmar o apoio do PR, movimentação considerada ruim num cenário em que o principal objetivo é esvaziar a candidatura do ex-governador.

Chapa petista sem Magela, mas com PMDB

Partidos, Política em 15/05/2010 às 20:59

O PT-DF aprovou neste sábado (15), no encontro regional do partido, os dois pontos mais polêmicos sobre coligações para a eleição de outubro deste ano: a ampla aliança com os partidos da base do governo Lula e a liberação das duas vagas para o Senado para legendas aliadas. Na prática, os petistas aprovaram a aliança com o PMDB-DF e rejeitaram a possibilidade de candidatura de Geraldo Magela para o Senado.

A direção do PT colocou para análise dos 35o delegados do partido a resolução tratando da política de alianças partidárias para outubro. Depois de aprovada a resolução como um todo, dirigentes pediram para que os dois pontos principais do documento fossem destacados para votação em separado. Um deles era a liberação para que o partido repetisse, no Distrito Federal, o leque de alianças nacional. Isso incluía a aliança com os peemedebistas. O tema foi motivo de bastante discussão nas últimas semanas e levantou críticas ferrenhas do grupo contrário ao que chamaram de “vitória a qualquer preço”. A questão, no entanto, foi aprovada com ampla maioria entre os delegados.

O segundo destaque foi sobre a escolha de se ter, ou não, um petista na disputa ao Senado. O maior defensor da tese era o deputado federal Geraldo Magela, interessado na vaga. Parte da direção apostou que Magela acabaria por desistir da disputa, uma vez que o partido havia sinalizado inúmeras vezes pelo interesse de oferecer a outra vaga ao Senado ao PSB de Rodrigo Rollemberg. Magela não desistiu e levou a discussão até a votação final. Foi derrotado e saiu do encontro visivelmente abatido.

As decisões petistas deste sábado devem agora dar uma reorganizada no tabuleiro eleitoral da capital. Os próximos dias devem ser bastante movimentados.

Pelo PTB ao lado do PT

Partidos, Política em 15/05/2010 às 8:22

Da coluna de Cláudio Humberto: Dilma Rousseff trabalha para levar o líder do PTB no Senado, Gim Argello, a apoiar o petista Agnelo Queiroz ao governo do DF.

PT se prepara para encontro

Partidos, Política em 14/05/2010 às 11:24

Na véspera do encontro regional, onde 350 delegados do partido devem decidir os rumos do PT-DF nas eleições de outubro, o presidente regional da legenda, Roberto Policapo, se reúne com dois caciques petistas para discutir as opções possíveis para o partido este ano. Ao meio-dia, Policarpo tem um encontro com o ministro das Relações Institucionais do governo federal, Alexandre Padilha. Às 15h, a reunião é com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Na pauta das conversas três pontos fundamentais: a possibilidade de coligação com o PMDB-DF, a abertura da segunda vaga ao Senado para o PSB ou indicação de um petista para o posto, no caso, o deputado federal Geraldo Magela.

Como os ânimos do partido estão bastante acirrados diante dessas questões, Policarpo quer o respaldo, e as orientações, do PT Nacional para conduzir a discussão.

Por que um petista ao Senado

Partidos, Política em 14/05/2010 às 9:33

O deputado federal Geraldo Magela (PT) divulgou uma espécie de manifesto em defesa da indicação de um petista para uma das vagas ao Senado na chapa majoritária liderada por Agnelo Queiroz (PT). Magela, que está de olho nesta vaga, briga para que o partido não ofereça as duas vagas de senador aos partidos com quem deseja firmar aliança. A direção petista, no entanto, trabalha para oferecer ao PSB, de Rodrigo Rollemberg, o espaço. A decisão final sai da reunião do diretório do PT, neste sábado (15). Confira os argumentos de Magela:

“- Todas as pesquisas de opinião e intenção de votos demonstram que o PT é o partido de maior preferência da população, variando entre 21% a 25%. Os partidos que vêem a seguir – PMDB, PSDB e DEM - ficam abaixo de 10%. O PSB e o PDT ficam entre 0,5% a 1,5%.

- Em praticamente todas as eleições o PT teve candidato ao Senado, chegando a eleger dois senadores em eleições distintas. Infelizmente, por razões diversas, estes dois senadores deixaram o PT.

- O PT tem dentre seus quadros políticos diversos companheiros e companheiras com condições de disputar e vencer a eleição, para ajudar o próximo governo de nossa Presidente Dilma Roussef.

- O Presidente Lula sempre deixou clara sua opinião: o PT deve eleger o maior número de senadores para ajudar no próximo governo, já que foi no Senado Federal que ele enfrentou suas maiores dificuldades na Presidência.

- A chapa com Agnelo Governador, um vice de outro partido, um senador petista e outro dos partidos coligados contará com a plena unidade do PT, pois poderá contemplar todos os segmentos partidários e consolidar a unidade da militância, trazendo toda a base partidária para a campanha.

- A presença de um petista na chapa para o Senado fortalece as candidaturas dos nossos candidatos a deputados, tanto distritais quanto federais, já que ajudará na mobilização do Partido.

- Não há qualquer risco de comprometimento das alianças, já que o Presidente Regional do PDT, Ezequiel Nascimento, já declarou à imprensa que não deixará de estar junto com o PT por nenhuma razão e que a aliança já selada, é irreversível.

- O PSB, além de ter garantida a eleição de seu deputado federal, poderá estar na chapa majoritária com várias possibilidades.

- É vontade da amplíssima maioria da base partidária que o PT tenha uma candidatura ao Senado, perpassando esta opinião por todas as correntes políticas, todas as categorias profissionais, todas as cidades, etc.”

Pressão na chapa petista

Partidos, Política em 14/05/2010 às 7:51

Do Correio Braziliense: Em reunião na tarde de ontem, o presidente do PCdoB do Distrito Federal, Augusto Madeira, o senador Cristovam Buarque, do PDT, e o deputado Rodrigo Rollemberg (foto), do PSB, pressionaram o presidente do PT do DF, Roberto Policarpo, pela ampliação da coligação de apoio a Agnelo Queiroz (PT), pré-candidato ao Buriti. Policarpo disse que ele e Agnelo são a favor da entrada do PMDB na chapa, mas que a decisão será tomada por voto amanhã, no congresso do PT, assim como a segunda vaga ao Senado, disputada por Rollemberg.

PPS distante do PT no DF

Partidos, Política em 14/05/2010 às 7:49

Do Correio Braziliense: O PPS convocou uma reunião do diretório nacional para o próximo dia 21 com o propósito de fechar questão contra o apoio a candidatos a governador da base de Dilma Rousseff (PT) em todo o território nacional. Com isso, a participação da legenda na coligação em torno do candidato do PT, Agnelo Queiroz, em Brasília, foi para o espaço. Nas eleições de 1986, o antigo PCB adotou posição semelhante em relação ao PMDB e só elegeu três deputados. Um deles foi Augusto Carvalho (DF), que hoje apoia Agnelo.

PMDB cada vez mais longe do PT

Partidos, Política em 13/05/2010 às 8:16

Do Correio Braziliense: Subiu no telhado o projeto de aliança entre PT e PMDB. Os dois partidos, que desde a eleição indireta de 17 de abril vinham ensaiando uma coligação para a disputa de outubro, recuaram. Durante reunião da executiva regional do PMDB, na última segunda-feira, a maioria dos dirigentes se posicionou contra a parceria com petistas. Atitude que reflete, na verdade, reação a uma ala do PT contrária à união. Assim, a tendência atual é de que cada uma das agremiações siga caminho em direções opostas. O PMDB estuda lançar candidatura própria.

Um dos principais defensores da aliança com os petistas, o deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB) sofre resistências dentro do PT e do próprio partido que lidera na condição de presidente regional. Há setores do PT que consideram a aproximação com o PMDB um tiro no pé porque atrairia não só a força de um partido considerado importante, com generoso tempo de televisão, mas também problemas em tamanho avantajados. O PMDB abriga nomes investigados na Operação Caixa de Pandora. Os distritais do partido, Eurides Brito, Rôney Nemer e Benício Tavares, são alvo do Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça, que apura o pagamento de propina a deputados da base de apoio ao governo de José Roberto Arruda (sem partido).

A poucos meses da campanha e a dias do encontro dos 350 delegados regionais do PT, não há um petista que assuma a responsabilidade de pedir votos para a turma de Pandora. Uma eventual parceria teria entre as cláusulas do contrato a exclusão dos distritais suspeitos da campanha. Resultado: os deputados do PMDB, alguns com voto na executiva, pressionam para o partido rever a aproximação com o PT. Alegam que uma possível aliança formal com a legenda da esquerda só traria vantagens para os petistas, que ganhariam tempo de TV. E, se muito, ajudaria a eleger Tadeu Filippelli como vice na chapa capitaneada por Agnelo Queiroz. “É um casamento de fachada, por interesse. O PT só quer o tempo de TV do PMDB, mas não está interessado em assumir a noiva, contra quem está cheio de preconceitos”, ilustra um peemedebista com lugar no comando do partido.

As reservas do PT ficaram explícitas com a declaração de Chico Vigilante de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia orientado o partido a conversar com o PMDB na capital, mas não com a Caixa de Pandora. Vigilante é um dos principais nomes do partido no DF e quem costuma fazer a interlocução entre a direção nacional da legenda e a instância local. Apesar do mal-estar causado pela opinião de alguns petistas, Filippelli ainda defendeu a tentativa de ajustar os ponteiros com o PT de Agnelo durante o encontro com os correligionários na última segunda-feira.

Diante das ponderações dos aliados, no entanto, o presidente da sigla já fala abertamente em jogar a toalha nos planos de uma parceria. “O PT parecia propor um projeto alicerçado na maturidade, mas em função das disputas internas, da falta de pulso e de liderança, esse plano inicial se converteu em um projeto voltado para o próprio umbigo, para os projetos pessoais de alguns”, considerou Filippelli.

O presidente regional do PMDB confia que a legenda chegará a um consenso e trabalhará em sintonia. Segundo afirmou, uma das hipóteses passa por uma terceira via, que poderia reunir PMDB e PSDB e acrescentar adeptos como o DEM, isolado em função da crise, e ainda o PPS, o PHS, o PRP e o PP. Na última sexta-feira, Filippelli esteve com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com quem conversou sobre uma possível junção. Abadia, por enquanto, não disse nem que sim nem que não. Ela ainda pesa na balança a briga que vai comprar com o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que se tornou inimigo de Filippelli.

Anúncio oficial do PCdoB

Partidos, Política em 12/05/2010 às 6:36

Da coluna Brasília-DF do Correio Braziliense: Depois de muita cena, o PCdoB do DF oficializa hoje, no Hotel Mercure, o apoio à candidatura de Agnelo Queiroz (PT) ao GDF. O anúncio será feito em ato retirando a pré-candidatura ao Buriti do advogado Messias de Souza.

Os pecados petistas segundo Sombra

Partidos, Política em 11/05/2010 às 16:26

Jornalista Edson Sombra contou em seu blog nesta terça-feira (11) diversas histórias que presenciou ao longo de sua vida profissional que comprovariam as declarações de Durval Barbosa de que o PT-DF não seria tão ético como quer fazer parecer. No texto, prometido desde a semana passada, Sombra conta episódios suspeitos protagonizados como suposta cobrança de propina, pagamento para aprovação de projeto e mentiras contadas com convicção. Confira os principais trechos da denúncia - ou leia a reportagem completa aqui:

Após a aproximação com o PT, recebi de uma parlamentar da época a missão de ir à Secretaria de Administração do governo Cristovam. O objetivo era que eu conversasse diretamente com o então secretário da pasta e recebesse, pessoalmente, uma incumbência. Ao chegar lá, fui informado que o GDF tinha faturas atrasadas a acertar com empresas prestadoras de serviço e que poderia dar agilidade à liberação dos pagamentos para os empresários que pagassem porcentagem, em dinheiro, referente ao valor total da fatura.

Fiquei impressionado com a naturalidade com que o secretário tratou do assunto e resolvi visitar a empresa por ele indicada para verificar como funcionava o esquema. Ao conversar com o representante da referida empresa, confirmei o que suspeitava: as prestadoras de serviço tinham de pagar até 10% sobre o valor das faturas para que o governo pagasse a dívida atrasada. Isso em pleno governo do PT“.

(…)

Ao ler este relato, a hoje ex-parlamentar deve lembrar muito bem do ocorrido. Foi a prova que tive que os esquemas de corrupção não são exclusividades de partidos, mas sim de grupos que estão dentro deles. E vale mencionar: não foi a única experiência desse tipo com integrantes do Partido dos Trabalhadores. Logo após esse episódio, fui procurado novamente pela mesma parlamentar petista, que manifestou interesse em regularizar a situação da Academia de Tênis, tradicional clube da cidade que foi acusado de ter invadido áreas públicas. A idéia da deputada era a seguinte: ela apresentaria o projeto para legalizar a área e eu, como assessor do deputado João de Deus, convenceria o parlamentar a assumir a relatoria da matéria. Em troca, receberíamos uma quantia de R$ 100 mil, dividida igualmente entre nós dois. Por motivos óbvios, a investida da parlamentar não vingou.

Tempos depois o tal projeto foi, de fato, apresentado na Câmara Legislativa, mas com um detalhe: o relator foi o então deputado distrital Adão Xavier, que mais tarde trocou o nome para Carlos Xavier. E a autoria do projeto foi da referida parlamentar à época.”

(…)

Logo após a cassação do ex-senador Luiz Estevão, denunciei na Câmara Legislativa a venda de uma ata da reunião do Partido dos Trabalhadores por um irmão de um candidato a distrital do PT, hoje ainda deputado pelo mesmo partido, pela quantia de R$ 20 mil. A venda dessa ata de governistas para a oposição da época tinha dois objetivos específicos: prejudicar o projeto de reeleição de Cristovam Buarque e, com o dinheiro arrecadado, turbinar a campanha do irmão do tal negociador, que conseguiu à época ser eleito para a Câmara Legislativa. Vale esclarecer que esses negociadores faziam parte de um grupo contrário ao governo Cristovam, embora fossem do Partido dos Trabalhadores.

(…) 

Lembro que coloquei à disposição do partido um depoimento feito ao Ministério Público pelo senhor Alberto, ex-funcionário do escritório político de Arruda, localizado na 502 Sul, para entrar no programa de Tv da campanha do PT ao Buriti. Neste depoimento, o senhor Alberto, que já havia feito a denúncia do esquema da Codeplan ao MP, contava como se fazia o caixa dois na 502 Sul para a campanha do então candidato Arruda. O programa não foi ao ar, segundo o próprio Chico, porque a candidata Arlete Sampaio teria afirmado que se tivesse que ganhar a eleição daquela forma, ela preferia não vencer. O tempo provou que ela estava errada. Tanto que hoje está aí o resultado das investigações de parte dos fatos que estavam contidos naquele depoimento: a Caixa de Pandora.”

(…)

“Ainda em 2006, tive - para minha surpresa -, no edifício Liberty Mall, um encontro com um parlamentar do PT que, junto com integrantes do PMDB e do PSDB, visava cooptar a então também candidata ao governo do DF, Maria de Fátima Passos (PSDC). O objetivo era pagar uma quantia em dinheiro à candidata para que ela utilizasse o tempo de televisão para atacar José Roberto Arruda. Só que o grupo do então democrata foi mais eficiente e acabou desarticulando a operação, pagando, segundo me foi relatado, R$ 200 mil para que Fátima Passos não atacasse Arruda durante a campanha, dinheiro este oriundo dos cofres da Codeplan. Isso tudo que estou relatando faz parte de uma história até então não contada. Muitos, talvez, tentem negar. Mas é a pura verdade.”

(…) 

Não posso esquecer e estarei pronto a revelar os conteúdos das conversas e tratativas com o senhor Agnelo sobre a campanha deste ano que, embora não envolvam dinheiro, revelam que para chegar ao poder, eles fazem acordo até com o diabo, desde que o diabo seja vice. Isso ocorreu na época que o deputado federal Geraldo Magela queria se cacifar para ser lançado pré-candidato do PT ao governo do Distrito Federal.

Me mantive calado até este exato momento. Mas eu e Agnelo sabemos quais os motivos que o levaram a assistir os vídeos na sala do ex-secretário de Relações Institucionais e pivô da crise do GDF, Durval Barbosa, meu amigo pessoal. Agnelo não deve ter esquecido de nosso encontro na Torteria di Lorenza no Sudoeste, a mesma que foi palco do flagrante da prisão do ex-conselheiro do Metrô, Antonio Bento, que tentava me subornar. 

Na presença de um colega de partido, o deputado Chico Leite, de mim e de uma jornalista, Agnelo tentou negar que teria visto os vídeos. É o mesmo Agnelo que, em outra conversa, admitiu receber apoio no passado para sua campanha ao Senado de um importante nome do governo Arruda. É o mesmo Agnelo, inclusive, que ao sair da sala de Durval Barbosa, à porta do elevador do 10º andar, levou consigo dois CDs com áudios que tratam da comercialização de lotes no Pró-DF, programa do GDF de incentivo ao desenvolvimento econômico, e que nada fez a respeito. Dias depois, o próprio Agnelo me devolveu todo o material.”

“Esse mesmo Agnelo é o que no ano passado demonstrava nos bastidores a intenção de ter encontros com o senhor Joaquim Roriz, chegando até a pensar em propor ao mesmo que sua filha, Jaqueline Roriz (PMN), fosse escolhida vice na chapa do PT. Isso porque, naquela época, Arruda seria imbatível na reeleição. Cheguei a tratar sobre esse encontro com pessoas ligadas ao ex-governador Roriz e só não ocorreu porque houve vazamento e foi matéria do Correio Braziliense.”

(…) 

Por diversas vezes, nos últimos dias, eu e Chico Vigilante conversamos – e ele sabe bem disso – sobre algumas pessoas que, filiadas ao PT, hoje ostentam sinais exteriores de riqueza. Parlamentares petistas se encontravam às escondidas com o ex-governador José Roberto Arruda. Autoridades do PT, que embora criticassem a gestão do ex-democrata – tinham cargos indicados no governo“.

(…)

O PT cobra ética dos demais partidos, mas não se pronunciou até hoje sobre o nome do ex-deputado Chico Floresta (PT) ter aparecido numa lista do Arruda como suposto beneficiário do esquema de corrupção. O PT não cobrou explicações ao senhor Cabo Patrício por ter apresentado um projeto de lei que beneficiava empresas do ex-presidente da Câmara Legislativa e ex-deputado Leonardo Prudente (sem partido). O PT que não cobrou do senhor Benício Tavares (PMDB) os nomes dos 14 deputados que ele revelou na gravação realizada no gabinete de Durval Barbosa e que, segundo o próprio Benício, teriam se beneficiado do dinheiro dos empresários de transporte para aprovarem a famosa Lei do Passe Livre para pessoas com deficiência.”

(…)

“Quero frisar que não poderia deixar ser taxado de mentiroso em troca de uma imagem já falida do Partido dos Trabalhadores. Além disso, não poderia abandonar uma pessoa que teve a coragem de se incriminar, de se separar dos seus próprios filhos, de se expor e revelar o maior escândalo de corrupção já descoberto no Brasil, que é Durval Barbosa. Não poderia fazer isso em troca de uma amizade com um político, mesmo sendo essa amizade verdadeira e até mesmo mais antiga. 

Por esses fatos que expus acima, e com todos os detalhes que estarei pronto para esclarecer nos fóruns cabíveis, estou encaminhando a íntegra deste relato às autoridades competentes. Acredito que a verdade tem um preço. E a amizade também tem. Mas entre a amizade e a verdade, escolho a verdade. E nem que para isso eu seja retirado do hall de amigos de Chico Vigilante. Não tenho opção. Se esse é o preço da verdade, pagarei por ela. Seja política ou juridicamente.”

PT decide alianças

Partidos, Política em 11/05/2010 às 8:02

Do Correio Braziliense: Chegou a hora da verdade. No próximo fim de semana, o PT vai decidir formalmente se aceitará o PMDB, grande adversário nas últimas cinco eleições, como parceiro na disputa ao Executivo local. Os petistas discutirão em encontro regional, no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV), o arco de alianças para o pleito de outubro.

Os delegados da legenda vão dizer se aceitam ou não no Distrito Federal as siglas que seguirão com a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Na prática, será uma decisão sobre a possibilidade de ter um peemedebista como vice na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz. O nome mais provável é o do presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli.

A discussão vai atear fogo no encontro do PT. A expectativa é de que haja um racha entre os 350 delegados pela controvérsia da proposta inédita na capital do país. A Articulação, maior corrente do partido, e todas as tendências que formavam o antigo Campo Majoritário do PT seguem a orientação nacional e defenderão uma aliança ampla, ou seja, que seja permitida a parceria com o PMDB. “Queremos formar uma grande frente contra (Joaquim) Roriz”, afirma o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo.

Desse conjunto de correntes considerado à direita do PT, apenas o grupo liderado pelo deputado distrital Chico Leite é contra a aliança com o PMDB. “Faço política por princípios e temos muitas diferenças que não mudaram”, explica o petista. A esquerda do partido, que tem como principais expoentes o líder da bancada do PT na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu, e a ex-vice-governadora Arlete Sampaio, se reúne amanhã para tomar uma decisão sobre o assunto.

Na quinta-feira, a corrente Movimento PT, do deputado federal Geraldo Magela, fecha posição. Em Goiânia, onde a tese de aliança entre petistas e peemedebistas foi aprovada em 2008 na campanha municipal, o apoio da tendência de Magela, liderada em Goiás pelo deputado estadual Luís Cesar Bueno, foi decisivo numa disputa acirrada que deixou o partido rachado. Com o PMDB, maior partido do país e com maior representação na Câmara dos Deputados, o PT ganha tempo de televisão e estrutura, mas pode ter problemas para se explicar à militância.

De acordo com petistas, no DF, a ideia enfrenta grande rejeição nas bases da legenda. Há uma resistência em seguir na campanha com o grupo que já foi do ex-governador Joaquim Roriz, hoje no PSC, e também com os peemedebistas sob investigação na Operação Caixa de Pandora: os deputados distritais Eurides Brito, Benício Tavares e Rôney Nemer, além de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de José Roberto Arruda, todos apontados pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa como beneficiários de mesada em troca de apoio político.

PSDB e PT prometem adotar Ficha Limpa

Partidos, Política em 10/05/2010 às 16:58

Do Congresso em Foco: A pressão em torno do projeto ficha limpa está funcionando. Os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, e do PT, José Eduardo Dutra, assumiram nesta segunda-feira (10) o compromisso de adotar o ficha limpa para candidatos de seus partidos. A afirmativa foi feita durante debate entre os dois presidentes, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Ambos informaram que vão adotar as regras previstas no projeto de lei em tramitação na Câmara. O anúncio foi feito após pergunta de um internauta que questionou o motivo de petistas e tucanos não adotarem as regras do ficha limpa assim como farão o PV, o DEM e outros partidos.

Apesar da promessa, no entanto, os presidentes partidários não souberam explicar como se dará a aplicação dessa medida internamente, mas adiantaram que serão usados dados de registro no partido. “Não é difícil de funcionar. É ver as nominatas em cada estado e fazer uma avaliação das indicações”, disse Guerra.

“Todos os candidatos são conhecidos do partido. Não tem quem caia de paraquedas, que você não conheça a ficha pregressa. Entre os candidatos a deputados federais eu não conheço ninguém que já tenha sido condenado nas condições do projeto”, afirmou Dutra.

Comentário do blog: Pronto, agora praticamente todos os partidos prometeram adotar o Ficha Limpa já nestas eleições - PT, PSDB, PSB, DEM, PPS, PV, PDT. Resta saber se a proposta vai mesmo sair do campo das promessas. O que vocês acham?

Arlete lança pré-candidatura

Partidos, Política em 10/05/2010 às 10:07

Nesta quinta-feira (13), a petista Arlete Sampaio lança sua pré-candidatura a deputada distrital pelo partido. Arlete, que já foi vice-governadora e deputada distrital, é uma das grandes aposta do partido para ampliar a bancada petista na Câmara Legislativa em 2010. O evento será no Teatro dos Bancários, a partir das 19h.

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PT com PDT e PSB

Partidos, Política em 09/05/2010 às 7:31

Do Correio Braziliense: Se depender da direção nacional do PT e da coordenação de campanha da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, a chapa encabeçada por Agnelo Queiroz (PT) na disputa ao Governo do Distrito Federal apostará no senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e no deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para a corrida ao Senado. Os arranjos para essa aliança agradam Agnelo e também facilitam os entendimentos nacionais com PDT e PSB, aliados importantes de Dilma. A candidatura de Rollemberg ganhou força com o recuo do PSB no lançamento de Ciro Gomes (PSB-SP) como concorrente à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na semana passada, as direções nacionais do PT e PSB voltaram a tratar do assunto, depois do sepultamento das pretensões de Ciro. A fatura foi colocada na mesa. O discurso foi de que o PT precisa dar demonstrações de companheirismo nos estados como retribuição ao gesto da direção nacional do PSB, articulado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

A candidatura de Rollemberg, líder do PSB na Câmara, é uma das apostas nacionais do partido. Da mesma forma, o PDT tem crédito. Na avaliação de pedetistas, uma possível candidatura do distrital José Antônio Reguffe (PDT) ao GDF tiraria votos de Agnelo Queiroz. A corrida solo chegou a ser ensaiada, mas foi abortada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que comanda o PDT nacionalmente.

Lupi é o avalista do acordo que levou à aliança em torno do projeto de reeleição do senador Cristovam Buarque, com o apoio dos petistas. O problema é o diretório regional do PT, que ainda precisa confirmar os planos nacionais. Não há na legenda uma definição sobre esse assunto, que deverá ser tratado nos encontros regionais nas próximas semanas. Algumas tendências não abrem mão de lançar um candidato do PT ao Senado. Nesse caso, o nome mais forte para a disputa é o deputado Geraldo Magela.

PDOT em risco

Cidades, Câmara Legislativa em 08/05/2010 às 15:17

Está nas mãos do deputado distrital Paulo Roriz (DEM) a relatoria, na Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara Legislativa, do projeto de lei complementar que revoga a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). A proposta, assinada pelos quatro parlamentares petistas, anula o restante do projeto do PDOT, que sobreviveu à decisão da Justiça - em abril, o TJDF declarou inconstitucionais 60 trechos da proposta.

A relatoria de Roriz, porém, ainda é uma icógnita. Ex-base governista e integrante de um partido que não se posicionou como situação ou oposição, o parlamentar tem nas mãos um projeto que, aprovado, poderia dar muita dor de cabeça ao governo. Com o PDOT anulado, boa parte dos programas de expansão habitacional já em andamento poderiam ser interrompidos.

Para evitar surpresas, a base governista precisa estar afinada, como promete atuar a partir da próxima semana, para evitar o avanço da proposta na Casa. Porque loucura para comprar a briga, Roriz parece ter. Ainda mais com apoio da oposição tradicional, autora do projeto. Quando relatou outro projeto polêmico - o da regularização de projetos de igreja, em 2008 - o distrital, que andava insatisfeito com o GDF, revelou as inúmeras irregularidades existentes no projeto, abrindo uma caixa-preta que os colegas insistiam em querer aprovar. (Para quem não lembra, entre os terrenos supostamente de igrejas, a serem regularizados, havia até apartamento no Sudoeste).

A pergunta agora é se tem vontade política para isso.

Magela e o Senado

Partidos, Política em 08/05/2010 às 11:11

O deputado federal Geraldo Magela (PT) acabou adiando seu anúncio definitivo sobre a qual cargo pretende concorrer nas eleições de outubro deste ano. A decisão pode ser sacramentada apenas na reunião do diretório do partido, marcada para o próximo final de semana. Caberá às bases petistas escolher - e provavelmente bater o martelo - sobre o futuro eleitoral do parlamentar. Magela, porém, tem ampliado o número de militantes que defendem sua candidatura ao Senado. A direção da legenda, porém, torce por uma decisão do petista baseada no que eles consideram “bom senso”: abrir mão da vaga ao Senado e concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados para deixar a tal vaga disponível para negociação com as coligações.

PT, pecados e a eterna patrulha

Partidos, Política em 07/05/2010 às 10:50

Em resposta à insistente patrulha e para por fim aos eternos e cansativos questionamentos sobre posições políticas deste blog, reproduzo o diálogo entre Durval Barbosa e Erika Kokay, publicado originalmente no blog da jornalista Ana Maria Campos, e sobre o qual já falamos inúmeras vezes aqui. Para quem ainda não sabia, Durval diz que o PT também tem pecados. Confiram:

No depoimento prestado à deputada Érika Kokay (PT), Durval Barbosa disse que a petista tem vida limpa, mas o partido dela teria muitos “pecados” no governo Arruda. Ele, no entanto, não deu detalhes.

Durval - Apoiei o Arruda.

Érika - O valor mensal…

Durval - Infelizmente.

Érika - Pois é. Eu não apoiei, não. Felizmente. Esse valor mensal de trinta mil reais que a deputada Eurides Brito…

Durval - Mas não se vanglorie muito, que têm pecados fortes dentro de seu partido, tá.

Érika - Meu partido?

Durval - Não se vanglorie muito. Cuide de você, porque você eu conheço. Você eu sei que… Você tem sua vida limpa. Eu inclusive andei mandando uns recados pra você, mas têm muitos pecados dentro do seu partido. Muitos. Inclusive nesse governo.

Érika - Nesse governo Arruda?

Durval - Positivo.

Érika - Mas quem é o pecador?

Durval - Em outra oportunidade, se eu tiver oportunidade. Não nessa.

Érika - Mas me fale um negócio. Olha que eu enfartei. Oh, esse…

Durval - Pergunte ao Chico. O Chico saiu lá do Sombra… chorando.

Érika - O Chico Vigilante?

Durval - Hum-hum.

Érika - Ele sabe dessa história.

Durval - Ele sabe. Ele confia em mim. Ele confia em mim. Ele confia no Sombra.

Érika - Ave Maria! Esse valor mensal de trinta mil reais que a deputada Eurides recebia é… período que já foi falado. Eu vou ler outro trecho aqui do inquérito…

Postura de oposição novamente

Câmara Legislativa, GDF em 06/05/2010 às 11:06

Depois de 17 dias de governo, a bancada do PT na Câmara Legislativa decidiu qual será sua postura com relação ao novo governo de Rogério Rosso: os petistas vão ser oposição. Pelo menos foi o demonstrado nos últimos discursos feitos pela bancada no plenário da Casa. Na terça-feira (4), o vice-presidente da Câmara, Cabo Patrício, foi duro ao cobrar medidas do novo governador. “O governador ainda não mostrou a que veio. Uma série de bandidos continuam no governo”, criticou. Na quarta-feira (5) foi a vez do líder da bancada, Paulo Tadeu subir à tribuna para criticar o governo.

De posse da Carta de Brasília, compromisso assinado por 11 partidos para a condução do GDF, e lido por Rosso em sua cerimônia de posse, Tadeu pontuou uma a uma as ações que deveriam ter sido feitas, mas não foram. Auditoria no governo, publicização da contas, reavaliação do PDOT e do Setor Noroeste, enxugamento da máquina, adoção de um conselho de notáveis… nada foi implementado até agora.

“Nenhuma medida para viabilizar este compromisso foi tomada até hoje. Ao contrário, nomeações foram feitas para fortalecer grupos políticos”, acusou o petista.

PCdoB aceita aliança com PT

Partidos, Política em 04/05/2010 às 20:15

Em reunião do diretório regional na segunda-feira (3), o PCdoB do Distrito Federal decidiu abrir mão da candidatura própria ao GDF para integrar uma coligação com o PT-DF. O partido decidiu defender que se repita na capital federal o mesmo arco de alianças firmados na esfera nacional em torno da candidatura da petista Dilma Roussef à Presidência da República. Para isso, o partido retirou o nome do advogado Messias de Souza da disputa ao governo local.

“A candidatura do PCdoB foi lançada em um momento de muita indefinição no cenário eleitoral. O PT sequer tinha o nome de seu candidato. Agora as coisas começaram a se acertar e, em defesa de uma grande aliança de esquerda, retiramos a nossa candidatura”, explicou o presidente regional da legenda, Augusto Madeira, que também defende a coligação com o PMDB local. O presidente afirmou ainda que o partido cobiça uma vaga na chapa majoritária petista.

PT se defende de acusações

Partidos, Política em 04/05/2010 às 9:40

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, disse não temer as denúncias feitas por Durval Barbosa em depoimento à Comissão de Ética, onde disse que o PT “também tinha pecados”. “Confiamos plenamente nos nossos representantes, na nossa bancada. Então queremos que Durval mostre quem são os pecadores”, afirmou. Policarpo disse ainda que, se algo ficar comprovado contra algum petista, não haverá dois pesos e duas medidas: “Pediremos para ele o mesmo rigor na apuração e na punição que pedimos aos demais”, assegurou.

Um petista citado em novas denúncias da Caixa de Pandora, o ex-distrital Chico Floresta divulgou uma nota negando ter qualquer relação com o suposto esquema de pagamento de propinas que teria se instalado no Distrito Federal. O nome do petista aparece em uma das listas esquecidas pelo ex-secretário de Obras Márcio Machado numa emissora de tevê e que, depois de periciado, afirmou-se ter sido escrita pelo ex-governador José Roberto Arruda. Na lista, o nome “Chico Floresta” aparece ao lado da anotação “80 - OK” (leia aqui).

Vigilante lança blog

Blog, Partidos, Política em 01/05/2010 às 15:37

O ex-presidente regional do PT-DF Chico Vigilante, pré-candidato mais uma vez a deputado distrital, lança nesta terça-feira (4) seu “espaço virtual” na Internet. A festa de lançamento do blog será no Teatro dos Bancários, na 314/315 Sul, a partir das 19h.

Opção pela independência

Partidos, Política em 29/04/2010 às 18:32

Se a crise no PT-DF não arrefecer e colocar em risco as candidaturas do PDT e do PSB, os dois partidos ainda ensaiam uma candidatura independente. Não foi descartada pelas duas legendas a possibilidade de lançar Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Governo do Distrito Federal com Cristovam Buarque (PDT) na principal vaga ao Senado. A eles ainda poderiam se juntar o PCdoB.

O único problema para esta chapa é o tempo. Se for para se declararem independentes do PT, o grito precisa ser dado agora em maio. Se esperarem até junto, pode ser tarde demais para fazer uma campanha majoritária. Sabendo disso, o PT adia o máximo possível seus confrontos. Trabalha com a aposta de que, sozinhos, os dois partidos não se viabilizariam, enquanto procura soluções para seus conflitos internos - ampliados ainda mais depois da intenção de se aliar ao PMDB-DF.

Briga pela segunda vaga

Partidos, Política em 29/04/2010 às 18:07

A superlotação de candidatos ao Senado na chapa encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz pode trazer ainda mais dor de cabeça para o PT. O problema é que o acordo fechado com o PDT, que ligou a candidatura ao Senado de Cristovam Buarque à candidatura ao GDF de Agnelo, foi firmada sob uma condição: o segundo nome na disputa ao Senado seria do socialista Rodrigo Rollemberg.

À época da consolidação do compromisso, o PT pediu um tempo para anunciar Rollemberg na vaga porque antes teria de convencer o deputado federal Geraldo Magela (PT) a abrir mão da disputa. Dentro do PT, havia correntes partidárias que defendiam o nome de Magela para o Senado, uma vez que ele havia sido derrotado nas prévias para o GDF.

Magela avisou que fará o anúncio do cargo que disputará nestas eleições na próxima semana. A expectativa é de que ele se lance mesmo ao Senado, uma vez que conquistou o apoio de parte da militância petista - fundamental nessa briga por espaços eleitorais. Se isso for confirmado pela direção petista, o PDT ameaça desembarcar da chapa. Isso porque eles dizem não aceitar nenhum outro nome como parceiro na disputa ao Senado que não o de Rollemberg. “Só podemos aceitar outro candidato se o PSB o indicá-lo como tal. Fora isso, não há essa possibilidade”, garante Cristovam, que assegura que o PDT não romperá o acordo feito com o PSB.

No PT, o clima ainda é de conciliação. Os petistas ainda acreditam que será possível negociar esta vaga ao Senado de forma consensual, seja com a desistência de Magela ou de Rollemberg. “Não podemos deixar que nossos interesses particulares se sobreponham a uma ampla aliança que fará este governo mudar”, defende o ex-presidente do partido Chico Vigilante.

Acordo tiraria envolvidos do palanque

Partidos, Política em 29/04/2010 às 8:27

Da coluna do Claudio Humberto: O acordo que PT e PMDB costuram em Brasília prevê a exclusão dos deputados distritais enrolados nos recentes escândalos do mensalão do DEM. Pelo acordo, a ser cumprido especialmente pelo PMDB, será negada legenda a políticos como a deputada Eurides Brito, líder do partido na Câmara Legislativa, que aparece em vídeo metendo maços de dinheiro na bolsa. O acerto objetiva neutralizar resistências no PT.

O acordo PT-PMDB é coordenado pelo próprio Lula. Ele tem dito a petistas históricos locais que a vitória no DF “é questão de honra”.

PT segue sem consenso sobre PMDB

Partidos, Política em 27/04/2010 às 21:58

O diretório do PT-DF decidiu adiar a decisão sobre uma possível aliança entre o partido e o atual governo peemedebista, com direito a coligação nas eleições de outubro. O adiamento foi provocado pela total falta de consenso na legenda, como ficou demonstrado na reunião desta terça-feira (27). Parte dos petistas está fazendo duras críticas à aliança. Outra parte considera a coligação essencial para a vitória nas urnas. A decisão da legenda foi de não colocar a questão em votação, para amadurecer um pouco mais as discussões sobre o tema.

Cuidado redobrado pré-eleição

Partidos, Política em 27/04/2010 às 20:48

Dirigentes do PT começam a se preocupar com o andamento da Operação Shaolin. As investigações estariam chegando perigosamente perto do partido.

(Um aviso aos desavisados: nenhum partido exerce controle sobre este blog.)

Ser ou não ser governo?

Partidos, Política em 27/04/2010 às 6:28

Do Correio Braziliense: A missão de derrotar Wilson Lima — candidato do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) — na eleição indireta encorajou o Partido dos Trabalhadores do DF a se juntar ao PMDB. A reação desigual da militância do PT, no entanto, provocou um recuo no partido e rachou os petistas entre os que apoiam e aqueles que desaprovam a aproximação ao novo governo. O tema promete ser o mais polêmico da reunião do diretório regional da legenda marcada para hoje à noite. A ocupação ou não de cargos na administração Rogério Rosso (PMDB) também será decidida.

O PT é conhecido por ser um partido que segue as posições tomadas em colegiado. Por isso, a importância do encontro de hoje na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a partir das 19h no Conic. O que for decidido pela maioria dos 43 dirigentes regionais no DF terá de ser tomado como regra no partido, que possui 15 tendências diferentes. Um posicionamento oficial e uniforme da legenda virá de uma queda de braço entre dois grupos.

De um lado, estão as tendências mais à esquerda, que concentram a maioria dos militantes e querem trilhar um caminho para as eleições de outubro independente do PMDB. Esse grupo usa como argumento a proximidade que os peemedebistas mantiveram com os governos acusados de corrupção e se ampara ainda em uma pesquisa interna realizada pelo PT, que apurou alta rejeição numa chapa eventualmente formada pelo pré-candidato ao GDF Agnelo Queiroz e o presidente do PMDB local, Tadeu Filippelli.

De outro lado, tentará prevalecer a opinião de uma corrente de petistas mais vinculada à direção do partido, diretamente envolvida na negociação sobre as eleições. Há representantes desse grupo na Articulação, a maior tendência do partido e onde estão abrigados, por exemplo, o presidente da legenda no DF, Roberto Policarpo, e Agnelo Queiroz. Quem é favorável a uma aproximação com o PMDB alega que esse movimento, assim como foi fundamental para a determinar a vantagem na eleição indireta, continuará sendo decisivo para neutralizar a força de Joaquim Roriz na disputa.

Mandato
O mandato eletivo é outra linha de corte na polêmica da aliança com o PMDB. Quem tem e quer manter o posto na próxima legislatura acha arriscado assumir publicamente a união com o partido do governo. Isso explica a postura de distritais do PT que ou são radicalmente contra a junção, como Chico Leite, ou evitam declarar publicamente apoio à aliança, a exemplo de Paulo Tadeu e Cabo Patrício.

Durante compromisso do PT no último fim de semana, o deputado federal Geraldo Magela (PT) optou por um discurso de distanciamento em relação ao PMDB. “Devemos nos antecipar e não aceitar participar desse governo. Temos um projeto e queremos nos unir com outros partidos para ganharmos a eleição e começarmos a governar em 1º de janeiro de 2011”, disse Magela, que deve concorrer a uma vaga ao Senado Federal.

Agnelo, que nos bastidores tem defendido a junção com o PMDB, não descartou a hipótese e falou em unir esforços: “Vamos iniciar um projeto de mudança, alternativo, pensando nos próximos 50 anos. Será um programa de governo com os nossos aliados para diminuir as forças do adversário, que está no poder há muito tempo e fazendo políticas desajustadas e conservadoras”.

Parte do PT não quer alianças

Partidos, Política, Sem categoria em 26/04/2010 às 19:29

Na reunião do diretório do PT desta terça-feira (27) as discussões prometem ser ainda mais acaloradas do que o normal. Em meio à organização do programa de governo do partido e da política de alianças para outubro, a legenda segue bastante dividida. Enquanto dirigentes defendem as alianças com potencial de vitória, como com o PMDB local, algumas correntes começam a se manifestar contrárias à ideia.

Nesse final de semana, a zonal do Plano Piloto, uma das mais importantes da legenda, organizou um encontro com uma centena de delegados petistas, que decidiram defender que o PT não faça aliança com o PMDB. A medida valeria já para este novo governo.

A Juventude do partido também divulgou uma nota questionando a possível aliança com o PMDB. “Um erro na composição da chapa pode retirar a confiança da nossa candidatura, que em síntese, representa toda a construção do PT nestes 30 anos de história, ou seja, a luta pelos interesses populares. Logo, falar que Roriz é ladrão não altera em nada a sua imagem e sua força eleitoral, porque o povo já sabe disso. No entanto, dizer que Agnelo e o PT estão se aliando com gente corrupta, decepciona, nos enfraquece moralmente e eleitoralmente, porque o povo espera outra postura do PT e quando vota na esquerda acredita na mudança e na honestidade”, diz o documento.

Mesma posição têm as correntes de esquerda petista (Articulação de Esquerda; Campo Democrático Socialista; Democracia Socialista; Movimento de Reafirmação do Socialismo). Em nota aos filiados, consideraram “preocupante” a posição dos que defendem as amplas alianças. O grupo é contrário à participação do partido no atual governo e também não vê com bons olhos a aliança com PMDB em outubro. “No DF, em virtude do envolvimento recorrente em escândalos de desvio de conduta de membros deste partido, ao admitirmos uma aliança com todas as “crias” de Roriz, de quem somos históricos adversários e que até ontem estavam com o Arruda, geramos uma incoerência para toda a população”, argumentam. “Ao invés de derrotá-los criamos as condições para uma derrota previamente anunciada, tanto da candidatura de Agnelo quanto de nossas candidaturas a proporcionais”.

Campanha para reeleição

Partidos, Política em 24/04/2010 às 15:22

Diante dos últimos acontecimentos da política - eleições indiretas, coligações - o deputado distrital Chico Leite (PT) desistiu de concorrer a uma vaga na chapa majoritária dentro do partido. Leite, que cobiçava uma vaga no Senado, pretende agora disputar apenas a reeleição para distrital. “A situação está muito complicada. Vou fazer minha campanha para a reeleição. E pensar em 2014, 2018…”.

Faltou combinar com o vice

Partidos, Política em 23/04/2010 às 17:00

O deputado federal Jofran Frejat (PR) disse não ter sido consultado sobre articulações do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, divulgada nesta sexta-feira (23) na imprensa, de colocá-lo como vice na chapa petista de Agnelo Queiroz ao GDF. “Se isso é realmente verdade só esqueceram de combinar comigo”, brincou.

Frejat chegou a ter conversas com o PT-DF no ano passado, sobre a possibilidade de integrar a chapa majoritária do partido. A proposta era lançar a “chapa da Saúde”, uma vez que tanto ele quanto Agnelo são médicos de formação. Mas as crises internas na legenda acabaram esfriando as aproximações. Nesse meio tempo, Frejat recebeu o convite formal do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) para que fosse candidato a vice em sua chapa. “Ainda dependo da decisão do partido, mas por enquanto essas são as minhas expectativas”, afirmou.

Não a duas vagas petistas

Partidos, Política em 23/04/2010 às 8:43

Do Painel da Folha de S. Paulo: Ao tentar impor Geraldo Magela (PT) como candidato ao Senado na chapa de Agnelo Queiroz (PT) ao governo, o partido pode acabar rachando o palanque de Dilma no DF. O PDT não topa e ameaça desembarcar. Pelo acordo, a chapa ficaria assim: Agnelo para o governo e Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) ao Senado. O PMDB indicaria o deputado Tadeu Filippelli para vice.

PT ainda dividido sobre PMDB

Partidos, Política em 22/04/2010 às 17:22

O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, foi à tribuna da Casa nesta quinta-feira (22) desmentir as especulações de que seu partido vá indicar cargos no GDF e de que a aliança entre PT e PMDB esteja formalizada para as eleições de outubro. Tadeu afirmou que nenhuma dessas decisões foram tomadas e que não há um nome sequer nomeado no novo governo a pedido do PT.

Apesar do discurso veemente de seu líder na Câmara, o PT ainda está dividido quanto a posição que terá com relação ao governo e ao PMDB. Uma reunião da executiva regional na próxima terça-feira (27) deve iniciar as dicussões sobre coligações partidárias e, em especial, a aliança com os peemedebistas. A legenda está bastante dividida sobre o assunto.

Oficialmente, os petistas afirmam que uma coligação com o PMDB só poderia sair depois que o partido tomasse providências quanto aos filiados envolvidos na Operação Caixa de Pandora - já que até hoje nada foi feito partidariamente quanto a eles. Extraoficialmente, porém, discute-se a possibilidade de aliança com a ala peemedebista que ficou longe da crise. Como argumento está o fato de que tanto PSB quanto PDT estavam próximos ao governo José Roberto Arruda antes da crise e isso não impediu a coligação, já fechada, com o PDT nem as conversas, bem encaminhadas, com o PSB.

Vice será peemedebista

Partidos, Política em 22/04/2010 às 10:11

De um dirigente petista do DF: “O PMDB vai, sim, indicar o vice de Agnelo Queiroz na chapa majoritária para as eleições de outubro. Agora se será o deputado federal Tadeu Filippelli ainda não sabemos”.

PT deve governar com PMDB

GDF, Partidos, Política em 21/04/2010 às 8:11

Do Correio Braziliense: A aliança inédita entre PT e PMDB experimentada no dia em que Rogério Rosso foi eleito para o mandato-tampão até 31 de dezembro deve ser confirmada na prática com a partilha do governo entre as duas legendas. O PMDB vai convidar o PT para entrar no governo. E a tendência é que a resposta seja sim. Internamente, as duas legendas já começaram a pensar como se dará essa composição. O PT não é unânime sobre ocupar cargos no governo de Rosso, mas provavelmente os dissidentes serão votos vencidos na discussão.

Desde o momento em que o PT decidiu se aliar ao PMDB para derrotar a chapa do candidato apoiado por Joaquim Roriz — o então governador em exercício Wilson Lima —, a legenda com força para polarizar a eleição de outubro apoiou seu projeto de poder em pilares pragmáticos. “Temos a intenção de vencer no primeiro turno com a ajuda dos partidos que assinaram a Carta Brasília, base para a eleição de Rosso. De que adianta assumirmos um compromisso sem termos participação no governo? Queremos e devemos entrar para administração desde agora”, disse Hélio José, secretário de Relações Institucionais e Políticas do PT. Ele representa a Base Petista e Socialista, que tem dois dos 15 votos na executiva do partido.

A Hélio se unem mais petistas de outras correntes e de mesmo pensamento sobre a eleição de outubro. “A proposta para integramos o governo virá. Vamos sentar e discutir dentro do partido, e o resultado desse debate deve ser um desdobramento natural da parceria iniciada pela eleição indireta”, afirmou um petista que preferiu permanecer no anonimato. O pré-candidato do PT ao governo, Agnelo Queiroz, tem comemorado abertamente a dobradinha com o PMDB. Ele não deve se opor a que o partido tenha espaço no GDF.

Deputados fora
Um foco de divergência deve ser dentro da Câmara. Os distritais, que vão concorrer à eleição, dois dos quais à Câmara dos Deputados, estão preocupados com a repercussão que uma parceria oficial com o PMDB será interpretada entre eleitores. Chico Leite, por exemplo, é contra. “Só aceito me unir em causas”, comentou o parlamentar. Ele e Érika Kokay (PT) resistiam em votar no candidato peemedebista, como foi acordado pelo comando dos dois partidos, se houvesse segundo turno na eleição.

Paulo Tadeu e Cabo Patrício estão mais alinhados com o pensamento de que o PT terá de trabalhar desde já essa união com o PMDB para vencer o pleito de outubro. Nenhum dos deputados, no entanto, poderia assumir cargos no governo. Isso porque a legislação eleitoral proíbe candidatos a integrar a administração pública pelo menos seis meses antes da eleição.

O PMDB está em plena formação de governo. E o presidente regional da legenda, Tadeu Filippelli, é o principal negociador que tem como aposta amarrar a aliança construída nos bastidores trazendo o PT para preencher postos no GDF. Todo o processo vem sendo tratado nos bastidores e só será anunciado quando estiverem resolvidas entre os dois partidos as fatias de governo que serão reservadas ao PT.

Temer: aliança é pontapé inicial

Partidos, Política em 20/04/2010 às 12:11

Do Correioweb: A eleição do peemedebista Rogério Rosso para governar o Distrito Federal (DF) inicia a consolidação da chapa PT-PMDB nacional e nos estados. A opinião é do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). “É o pontapé inicial. Estamos tratando de construir uma aliança. E, pouco a pouco, vamos contruí-la”, disse o peemedebista.

Rogério Rosso foi eleito de forma indireta e teve apoio do PT. A aliança foi costurada para evitar que o então governador em exercício, Wilson Lima (PR), fosse eleito. Lima é apoiado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz, pré-candidato às eleições e adversário histórico dos petistas na cidade.

Amanhã (21), a capital completa 50 anos com um novo governador – o quarto desde o início da crise política, em novembro. Rosso assumiu após cassação de José Roberto Arruda, que perdeu o mandato depois das denúncias de envolvimento em esquema de corrupção no DF.

Apesar dos problemas enfrentados pela capital federal, Michel Temer disse que “Brasília é maior que todos os seus problemas”.

PMDB como vice do PT

Partidos, Política em 19/04/2010 às 7:18

Da coluna de Cláudio Humberto: Pela primeira vez na história política do Distrito Federal, PT e PMDB vão celebrar uma aliança eleitoral: o candidato petista a governador, Agnelo Queiroz, negocia com o PMDB a indicação do vice-governador de sua chapa. O nome mais provável para essa posição é do seu principal interlocutor na negociação, o deputado federal Tadeu Filippelli, presidente regional do PMDB e ex-presidente da importante Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

A costura da aliança PT-PMDB começou com as articulações em torno da eleição de Rogério Rosso (PMDB) para o cargo de governador-tampão do DF, neste sábado. O apoio das forças leais ao governo federal a Rosso foi recomendado expressamente pelo presidente Lula. “Ganhar em Brasília é questão de honra”, disse Lula ao ex-ministro Agnelo Queiroz, candidato que ele próprio escolheu para enfrentar aquele que lidera as pesquisas, Joaquim Roriz (PSC).

Negociador político hábil, Filippelli é apontado como o principal artífice da vitória de Rogério Rosso para o governo-tampão do DF. Contra-parente de Roriz, ele rompeu com o ex-senador, aliou-se ao ex-governador José Roberto Arrruda e fechou as portas para o líder nas pesquisas.

Oposição moderada ao novo governador

Câmara Legislativa, GDF em 19/04/2010 às 7:07

Da Folha de S. Paulo: O novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), toma posse hoje com o apoio de entidades e deputados distritais unidos contra a intervenção federal. Rosso foi eleito na noite de sábado com 13 dos 24 votos da Câmara Legislativa para cumprir o mandato-tampão até o final do ano. Os aliados esperam que seja o último capítulo do escândalo de desvio de dinheiro e compra de apoio político que culminou com a prisão e a cassação do governador José Roberto Arruda (sem partido).

Embora o nome de Rosso seja controvertido - ele presidia justamente o órgão onde surgiram as primeiras denúncias contra Arruda (a Codeplan, responsável pelo planejamento distrital)-, os adversários falaram ontem em trégua.
O líder do PT, Paulo Tadeu, defendeu carta branca, por pelo menos uma semana. “Devemos ficar de molho para avaliar se vamos apoiar. Vai depender das primeiras medidas.”

Os deputados do DEM e do PSDB, partidos que participavam do governo Arruda mas não votaram em Rosso, planejam uma oposição “moderada”. Rosso recebeu também o apoio da seção distrital da Ordem dos Advogados do Brasil. “O novo governo tem a chance ímpar de entrar para a história como aquele que fez a assepsia que necessitamos”, disse o presidente Francisco Caputo. A OAB nacional cobra uma auditoria nas contas do governo.

PDT apoia Ibañez

Câmara Legislativa em 16/04/2010 às 17:36

O deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT) decidiu quem vai apoiar na eleição indireta deste sábado (17): o candidato petista Antônio Ibañez.

Erika confirma presença em eleição

Câmara Legislativa em 14/04/2010 às 17:44

A deputada distrital Erika Kokay (PT) confirmou: estará presente na eleição indireta para governador do Distrito Federal no próximo sábado (17). Depois da eleição, a deputada retoma o trabalho na Câmara Legislativa, ainda em ritmo mais leve.

Chapa petista visita hospital

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 13/04/2010 às 11:18

A chapa petista que disputa a eleição indireta na Câmara Legislativa continua em campanha pela sociedade civil - já que o PT não quer negociar votos com os demais partidos na Câmara Legislativa - na tentativa de apresentar propostas concretas para o Distrito Federal. Nesta terça-feira (13), os candidatos do PT a governador do DF, Antônio Ibañez, e a vice, Cícero Rola, se encontram com a secretária de Patrimônio da União, Alexandra Rescke, às 17h.

Na quarta-feira (14), eles visitam o Hospital de Base, a partir das 9h, para ver de perto os sérios problemas da saúde pública no Distrito Federal. Às 16h, os dois vão à Rodoviária do Plano Piloto.

Update: Alteração na agenda dos petistas: devido a uma possível greve dos médicos residentes, os candidatos do PT irão ao Hospital de Base na quinta-feira (15), às 9h. Na quarta, eles se reúnem com pesquisadores da UnB e da Universidade Católica às 14h. Às 16h, estarão na Rodoviária do Plano Piloto.

Deputada se recupera em casa

Câmara Legislativa em 12/04/2010 às 16:12

Depois de quase dez dias internada, a deputada distrital Erika Kokay (PT) já está em casa. Ela recebeu alta na manhã de sábado (10) e, agora, se recupera na companhia de seus familiares. As visitas ainda estão restritas, por decisão da equipe médica. Mas a deputada está bem e, inicialmente, volta ao trabalho no dia da eleição indireta (17). Erika sofreu um infarto em 2 de abril e, desde então, estava internada no Hospital Santa Lúcia.

Se ficou rico com salário de deputado, roubou”

Partidos, Política em 12/04/2010 às 10:18

Enquanto o PT-DF lança candidatura própria ao mandato tampão do GDF, o ex-presidente do partido Chico Vigilante defende que a Câmara Legislativa não tem autoridade para eleger o novo governador do Distrito Federal. Favorável à intervenção, que considera a única medida capaz de sanear realmente o DF, Vigilante fala o que vê na política local em entrevista ao jornal O Distrital desta semana. Confira a seguir:

Seu partido, o PT, lançou candidatura à eleição indireta na Câmara Legislativa, mas o senhor se posicionou absolutamente contra essa participação. Por quê?

Chico Vigilante - Do meu ponto de vista, salvo honrosas exceções, e elas existem, a Câmara Legislativa não tem autoridade para eleger o governador do Distrito Federal. Porque nós não estamos enfrentando uma crise política no Distrito Federal, porque quando é uma crise política, em que o governador, o deputado ou o senador tenham se portado inadequadamente, você resolve na política. Agora temos uma crise institucional. Nós estamos com a Câmara Legislativa completamente contaminada. A mídia inteira divulgou que 19 deputados estariam envolvidos com maracutaias na aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e, até hoje, nenhum deputado dos 19 acusados se dignou a vir a público explicar se está mesmo envolvido. Tem ainda a questão da Caixa de Pandora, que todo dia saem coisas terríveis dali de dentro e que até hoje eles não explicaram. Além do processo de negociação que está se dando para a eleição deste governador.

Do meu ponto de vista, o melhor caminho para o PT teria sido não apoiar a eleição indireta. Eu particularmente, - não é uma posição do PT, é uma posição minha – eu tenho a convicção de que a única salvação para o DF é a intervenção federal. Ee aí precisamos deixar claro, até para quebrar o terrorismo que tem sido feito, que desinforma a comunidade, que a intervenção não acaba com a autonomia política da capital.

Eu fico muito triste quando vejo advogados, como é o caso do presidente da OAB-DF (Francisco Caputo) tentar dar aquele abraço no Supremo Tribunal Federal contra a intervenção. Na verdade, eles não conseguiram levar gente para abraçar nem uma pilastra, como demonstração de que a população não está com ele. Mas ele próprio, que é um jurista, vir dizer que a intervenção é o fim da autonomia do DF? Isso é uma mentira. A autonomia política não tem nada a ver com a intervenção. A intervenção poderá acontecer, ela é por tempo limitado, a extensão dela quem decide é o Supremo e o presidente da República executa. Esse interventor vem com super poderes, chega e faz o saneamento do Distrito Federal. Ele abre todos os inquéritos que precisarem ser abertos, toma todas as medidas. Encaminha para o Tribunal de Contas da União o que for detectado como desvio de recurso federal, o que for detectado como desvio dos impostos locais é encaminhado para o Tribunal de Contas do DF, para a Polícia Civil do DF e para o Ministério Público do DF. O trabalho é todo feito assim e depois de o DF saneado, serão feitas as eleições normalmente no dia 3 de outubro de 2010 e o eleito toma posse. É assim que vai se dar, até porque, para revogar a autonomia política do Distrito Federal, é preciso uma emenda constitucional. E até agora eu não vi ninguém apresentando nenhuma proposta deste tipo.

Mas um governador eleito não poderia tomar essas medidas?

Vigilante - Eu não acredito, pelo nível de compromisso que ele vai ter. E digo mais. Tem um que teria esta disposição, que é o advogado Sigmaringa Seixas. Ele se dispunha a ser candidato a governador no Distrito Federal, desde que fosse um consenso dos 23 deputados distritais votarem nele, sem nenhum tipo de acordo, sem nenhum tipo de barganha, sem ter que entregar nenhuma Secretaria, nenhuma Administração, sem contrato terceirizado para quem quer que fosse. Ele seria eleito, faria este governo de saneamento completo do Distrito Federal. Eu pergunto: os deputados quiseram isso? Não. Eles nem se dignaram a discutir a proposta.

Mas o PT não vai negociar apoio de outros partidos?

Vigilante - O PT lançou candidato, eu fui contra o lançamento, mas depois nós apresentamos uma proposta conjunta, eu e PauloTadeu (líder da bancada petista na Câmara Legislativa), ganhamos no diretório do partido que o limite da negociação seria o PSB, que não tem voto lá, o PDT, que tem um voto, e o PCdoB. Fora disso, nós não teremos nem um tipo de negociação para eleger nosso candidato.

Então o PT lançou um candidato que já sai derrotado?

Vigilante - Nós estamos lançando um candidato dentro desta nossa visão de que não podemos fazer negócio para eleger um governador. Os deputados precisam compreender, já que é um colégio eleitoral tão restrito, que eles não são donos do voto deles, que eles estão representando a população, que gostaria de poder votar nesta eleição. Então o voto não é do deputado, ele não está autorizado a fazer nenhum tipo de negócio com ele. O voto é do povo. E o povo de Brasília hoje, se você fizer uma pesquisa, 100% querem uma eleição nos moldes do que estou lhe dizendo.

Mas se estiverem ocorrendo negociatas, é uma prova de que a crise não teria afetado o modo de agir desses parlamentares…

Vigilante - Isso é que é lamentável. Os deputados não têm a real dimensão da crise que está acontecendo em Brasília. Eles continuam se dando ao direito de achar que eles podem resolver uma crise que foi criada por eles próprios.

Outro contrasenso: a Justiça a expediu uma decisão, que ninguém conseguiu derrubar, dizendo que oito deputados não poderiam investigar o governador Arruda. Pois bem, se esses oito deputados não podiam investigar o governador como esses mesmos deputados podem eleger o novo governador do Distrito Federal? É muito mais grave a participação deles na eleição de um novo governador do que na investigação de Arruda. E esses sete (o número diminuiu com a renúncia de alguns deles) representam metade dos votos necessários para eleger o governador já no primeiro turno. Eu te digo, se eu fosse deputado e estivesse nesta situação eu me declararia impedido de votar.

Eu sei também que algum cidadão do povo fez uma proposta para a Câmara Legislativa de convocar todos os suplentes para votar nesta eleição indireta. E eles teriam apenas esta função. Mas à medida que você vai buscar a lista de suplentes, tem suplente que está pior que os titulares. É por isso que a eleição indireta não resolve. Só a intervenção federal.

Se nem os suplentes se salvam, a culpa também não é do eleitor, que não está sabendo escolher seus representantes?

Vigilante - Sabe onde que entra a responsabilidade direta do eleitor? Principalmente dos bolsões do Distrito Federal que não deixam nada a desejar aos grotões do interior do Nordeste? É o eleitor absolutamente desinformado, que vota em troca de um saco de cimento, de uma dentadura, de um emprego. Nós sabemos de deputado aí, empresário da minha categoria, que foi denunciado ao Tribunal Regional Eleitoral, porque ele pegava o título de eleitor do empregado da região e exigia 20 votos naquela zona eleitoral para que o eleitor tivesse a manutenção do emprego. Quer coação maior do que essa?

Do outro lado há o eleitor bem informado que não quer votar, prefere votar em branco ou anular , o que dá uma perda muito grande e ajuda a eleger os maus políticos.

E ainda tem muitos que votam por interesse próprio, por alguma benesse, em geral pela promessa de emprego. Depois ficam querendo políticos honestos, né? Só que eles contribuíram para isso.

Como consertar isso?

Vigilante - Consertar isso é um trabalho que demanda um longo período ainda, por meio da conscientização política. Tem até um poema que fala que a violência, a prostituição, a exploração infantil como decorrência do analfabetismo político, que é o pior analfabetismo que existe. Aquele que não sabe a importância de seu voto. As pessoas têm de votar em alguém que esteja disposto a fazer alguma mudança na sociedade e não pela promessa de emprego ou de lote. Tem deputado aí eleito em cima da barganha da causa das cooperativas habitacionais. Até hoje não saiu nenhum lote habitacional, mas as pessoas continuam acreditando neste tipo de crápula.

Mas também não falta um pouco de ação do poder público para coibir estas práticas?

Vigilante - Eu acho que no Brasil as coisas sempre foram feitas de forma paliativa. Eu era deputado federal à época da CPI dos Anões do Orçamento. Apontava-se naquele momento que era preciso cassar 100 deputados federais. Cassaram 15. Você sabe que aqui no Distrito Federal esta história de mesada para deputado distrital começou no primeiro governo de Joaquim Roriz, em 1991, ou as pessoas esqueceram aquela lista de deputados que receberam um suposto empréstimo do Banco Rural, em que o governador teria sido avalista. Deputados fiéis ao seu Joaquim Roriz. Então o sistema já começou viciado.

Vou te revelar um fato. Todo mundo sabia quem supostamente pagava aos distritais no governo Roriz. Eu não vou dizer aqui porque eu não tenho as provas, mas era fato de conhecimento de todo mundo na Câmara, inclusive da imprensa. Então, quando o governador Arruda foi eleito, não tinha tomado posse ainda, eu estive na casa dele, com o deputado Paulo Tadeu, e tenho como testemunha Orlando Pontes, que era assessor de Arruda na época. Nós estávamos discutindo a composição da Mesa Diretora da Câmara, porque o PT queria continuar tendo a vice-presidência (Chico era presidente do partido no período). Então nós falamos para o governador Arruda, olhando nos olhos dele: “Arruda, você foi um governador eleito legitimamente, não temos nenhum questionamento quanto a isso, nós somos de oposição, vamos fazer uma oposição séria, combativa, mas não queremos destruir o GDF. Mas queremos te alertar de uma coisa. Você sabe que existe um esquema de pagamento de propina para deputados na Câmara Legislativa. Nós queremos te pedir que não entre nessa. Porque, no dia que você entrar nessa, seu governo cai”. Parecia que era uma profecia, né?

Mas alguns governistas dizem que ele teria tentado, mas a pressão na Câmara teria sido grande.

Vigilante – Eu disse a ele que, no lugar de entrar no esquema, ele denunciasse. Ele tinha credibilidade e autoridade moral naquele momento para ter feito isso. Se ele quisesse fazer, teria feito.

Hoje se fala muito no PDOT, que os deputados receberam recursos para votar o PDOT, por exemplo. E acho que esse será o próximo e maior escândalo que vai estourar, porque envolve 19 distritais. E o que mais eu lamento é que eu, Paulo Tadeu, Arlete Sampaio, Erika Kokay e Chico Leite conseguimos impedir a votação do PDOT em 2006. Nós barramos a votação do Plano Diretor, achando que tínhamos de deixar o projeto para ser votado no novo governo, para não ter maracutaia, para não ter negociata. Porque naquele tempo já havia denúncias de irregularidades no PDL do Guará, do Gama e no de Planaltina, que conseguimos deixar de votar. Erramos. Talvez aqueles que queriam receber dinheiro naquele tempo e estavam em final de mandato tivessem recebido uma quantia menor do que os que entraram com a fome maior por estar no começo do mandato.

Essa negociação também não seria fruto do sistema político do país, que permite uma relação muito promíscua entre Executivo e Legislativo?

Vigilante - A verdade é que eu não conheço, das 27 unidades da federação, nenhuma assembléia com tanto poder quanto a do Distrito Federal. O sistema aqui é praticamente parlamentarista. A Câmara pode e pode muito, se usasse este poder para o bem seria excelente. O governador aqui não administra absolutamente nada sem a aprovação da Câmara.

Mas aí aparece alguém e decide radicalizar: vamos fechar a Câmara. Não tem de fechar a Câmara Legislativa, tem de moralizar. A oportunidade que a população tem de fazer isso em 3 de outubro é única.

Eu queria até dar uma sugestão de pauta a vocês, eu tenho curiosidade de ver um dia um levantamento da evolução patrimonial dos deputados desde a primeira legislatura, para saber como eles estão hoje. Antes mesmo deste levantamento, eu quero dizer aqui, e quem quiser que me processe, que qualquer um que ficou rico com salário de deputado roubou. Com salário de deputado não dá para ficar rico.

Eu tive dois mandatos de deputado federal, um mandato de deputado distrital , e continuo morando no mesmo lugar em Ceilândia. Fiz melhorias na minha casa, sim, mas foi só. Mas se alguém foi deputado, só tinha o salário de deputado, ficou rico, roubou. Acho que o eleitor também precisa verificar isso. Como o cara que é deputado de repente vira fazendeiro? Não tem opção, é pedágio, negociata…

Uma vez eu fui procurado por um presidente da associação dos oficineiros do SOF Sul, que tem medo de denunciar, e ele me contou que chegou para eles um deputado importante da legislatura de 1998-2002 e disse que ampliaria o SOF Sul. E combinou com o presidente da associação de fazer uma arrecadação e passar um dinheiro para que ele fizesse isso. Os oficineiros arrecadaram R$ 300 mil, depois mais R$ 600 mil, passaram para o deputado. Aí a Câmara fez uma daquelas leis autorizativas que não têm valor nenhum, o local nunca foi ampliado. Quando eu fui eleito, em 2002, esse companheiro me procurou desesperado porque os oficineiros cobravam dele uma solução e a lei não valia nada. Eu falei “amigo, vamos denunciar?”. Ele disse “não, eu não posso, vou colocar em risco meu negócio”. “Então você vai continuar alimentando safado”, eu respondi. A população tem medo de denunciar o mal feito. Ou ela se aquieta, ou fica procurando uma maneira de participar também.

É o caso deste Pró-DF, que também pode virar outro grande escândalo no Distrito Federal. Eu sempre ouvi empresário dizendo que não se consegue um lote no Pró-DF se não se pagar propina. Todo mundo fala isso. Eu perguntava para os empresários: “Por que vocês não denunciam?” “Não, a gente tem medo o Estado é muito poderoso”. O Estado é muito poderoso, sim. Mas para cuidar da população.

Qual a solução?

Vigilante – Participação e conscientização política. Seria donas de casas, empresários, estudantes , todo mundo dar às mãos e participar da reconstrução de Brasília. Se não fizer isso, não tem salvação.

Vaga para Rollemberg

Partidos, Política em 12/04/2010 às 7:09

Do Painel da Folha de S. Paulo: Com o assunto Ciro pendente, o Planalto afaga o PSB nos Estados. No DF, tudo caminha para Agnelo Queiroz (PT) ceder uma vaga ao Senado na chapa a Rodrigo Rollemberg. Na Paraíba, há promessa de neutralidade de Lula diante da disputa entre Ricardo Coutinho (PSB) e o atual governador José Maranhão (PMDB).

A crise agora é a eleição indireta

Câmara Legislativa, Partidos em 09/04/2010 às 11:06

Nem mesmo o fim das prévias no PT trouxe consenso para dentro do partido. Com candidato lançado para as eleições indiretas ao GDF, os petistas seguem divergindo. O ponto agora são os apoios em potencial que o candidato Antônio Ibañez pode ou não conquistar.

Antes mesmo da decisão oficial de se lançar um nome à disputa, o grupo do deputado federal Geraldo Magela trabalhou por uma ampla aliança. A primeira opção foi lançar Wilson Lima (PR) tendo um nome do PT de vice. A contrapartida para a manutenção do governador em exercício seria manter também o atual presidente interino da Câmara Legislativa, Cabo Patrício (PT), no comando do Casa. A negociação foi cancelada, por pressão de parte do partido, antes mesmo que passasse das conversas iniciais.

A segunda  frente de negociações foi construir então uma ampla aliança partidária em torno de um nome do PT. A ideia era repetir na eleição indireta a mesma coligação que sustenta o governo Lula - os tradicionais PSB, PDT e PCdoB, e também PTB, PP, PRB, PR e PMDB. E, com isso, assegurar a eleição petista.

Os primeiros contatos chegaram a ser feitos, e o próprio Geraldo Magela conversou com vários representantes desses partidos. Na hora de se bater o martelo, no entanto, o partido rachou. Petistas, como o ex-presidente Chico Vigilante, defenderam que o PT não deveria sequer lançar candidato nesta eleição, para não se envolver numa briga previamente perdida. Para esse grupo, se o partido, que trabalha pela eleição direta em outubro, participasse deste final de mandato acabaria tendo mais ônus do que bônus ao administrar um governo em crise e ter de negociar com a Câmara para levar projetos adiante.

Diante do impasse, adotou-se uma alternativa no meio do caminho, costurada com o apoio de nomes como o líder do partido na Câmara, Paulo Tadeu. A saída foi apresentar um candidato, mas que só faria alianças com os partidos de esquerda, menos vinculados ao governo José Roberto Arruda: PDT, PSB e PCdoB.

Apesar do “suposto” consenso, a crise continua. Sem apoio dos demais partidos, o candidato petista poderia até chegar ao segundo turno, mas seria derrotado pelo candidato adversário que, certamente, reunirá uma aliança governista. A expectativa real é de que isso aconteça já no primeiro turno.

Diante da certeza da derrota, há quem defenda que se procure novos aliados, para assegurar a vitória de Ibañez. O argumento é de que fazer um bom governo agora pode ser o passaporte para a eleição de outubro.

O problema é que as alianças podem sair mais caras do que o esperado. Entre os principais aliados, fatalmente estariam deputados diretamente ligados à Operação Caixa de Pandora. Se conquistasse os três votos do PMDB, por exemplo, Ibañez teria entres seus eleitores três dos citados na Operação Caixa de Pandora, entre eles, Eurides Brito, que responde processo por quebra de decoro na Casa. O mesmo se daria se conquistasse os votos do PP e do PR. Com essa base de apoio, avaliam os contrários à ideia, ainda que o PT fizesse um excelente governo, seria visto pela população como aliado dos pandoristas. O resultado disso poderia ser desastroso nas urnas.

Pelo visto, até o dia 17, o PT ainda promete muita discussão interna.

Chapa petista em campanha

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 09/04/2010 às 9:35

Depois de se reunir na quinta-feira com o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo Júnior, e assegurar ao ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, a apuração das irregularidades no governo do Distrito Federal, a chapa petista que concorre à eleição indireta tem agenda cheia novamente nesta sexta-feira (9).

Antônio Ibañez e Cícero Rola se encontram com o presidente da OAB-DF, Francisco Caputo, às 10h. Às 11h30, eles participam de uma reunião com a direção do SINPRO-DF. Às 14h30, vão ao ato com os movimentos sociais, no auditóro da CUT, no Conic.

Conversa adiada

Partidos, Política em 08/04/2010 às 15:16

PT e PSB adiaram a reunião marcada para a tarde desta quinta-feira (8) em que discutiram uma aliança para as eleições de outubro. A nova conversa oficial ainda não foi marcada.

PT conversa com PSB

Partidos, Política em 07/04/2010 às 21:03

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, e o pré-candidato do partido ao GDF, Agnelo Queiroz, se reúnem nesta quinta-feira (8) com o presidente regional do PSB, Marcos Dantas, e com o deputado federal Rodrigo Rollemberg para discutir uma possível aliança entre os dois partidos nas eleições de outubro deste ano. Esta semana, o PT conquistou o apoio do PDT, que concordou em compor a chapa petista tendo Cristovam Buarque como candidato em uma das vagas ao Senado.

O pleito do PSB é que outra vaga ao Senado seja ocupada por Rollemberg. O PT, no entanto, está apreensivo. Para aceitar a proposta do PSB precisa primeiro resolver suas questões internas - leia-se: saber se o deputado federal Geraldo Magela quer mesmo ser candidato ao Senado e quais as condições para isso.

Chapa em campanha

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 07/04/2010 às 20:57

A chapa petista à eleição indireta para governador e vice do Distrito Federal começa a trabalhar já nesta quinta-feira (8). Às 10h30, Antônio Ibañez, Cícero Rola e uma comissão do partido se reúnem com o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo. À tarde, eles visitam a Controladoria-Geral da União (CGU), onde serão recebidos pelo ministro Jorge Hage.

Consenso ao final

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 07/04/2010 às 16:19

Foi do deputado distrital Chico Leite (PT) a análise mais pragmática das candidaturas apresentadas à eleição indireta da Câmara Legislativa. Para ele, independentemente do número de chapas inscritas, até o dia 17, data da votação, haverá um consenso em torno de uma só candidatura. Os distritais chegarão ao plenário fechados em um candidato que deve obter maioria absoluta do voto. ” Ninguém quer ser o perdedor neste processo”. A expectativa é de que, até o dia da eleição restem duas candidaturas. A dos governistas e a de oposição.

Nomes do PTB e do PT

Câmara Legislativa, Partidos, Política em 07/04/2010 às 16:13

O PTB decidiu lançar uma chapa purossangue para a eleição direta. Os nomes escolhidos foram de Luiz Felipe Coelho para o governo e Estênio Campelo para vice. Já o PT escolheu o ex-secretário de Educação do GDF, Antônio Ibañez, para a disputa. O nome do vice ainda está em discussão. As opções são Messias de Souza, do PCdoB, José Humberto e Cícero Rola, ambos do PT.

Update: Messias de Souza foi lançado candidato pelo PCdoB.

PDT aceita compor com Agnelo

Partidos, Política em 06/04/2010 às 16:04

Um almoço nesta terça-feira (6) marcou a decisão da aliança entre o PT e PDT para as eleições de outubro deste ano no Distrito Federal. Estavam presentes o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, dos presidente regional, Ezequiel Nascimento, do presidente regional do PT, Roberto Policarpo, e dos candidatos ao GDF, Agnelo Queiroz, e ao Senado, Cristovam Buarque. O acerto é de que Cristovam ocupará uma das vagas ao Senado na chapa petista de Agnelo Queiroz. O distrital José Antônio Reguffe deve ser candidato a federal. E Ezequiel, a distrital.

Nas conversas, o PDT demonstrou também o interesse de que a segunda vaga ao Senado fosse ocupada pelo socialista Rodrigo Rollemberg.

O partido sugeriu ainda que o PT levasse essa proposta como sugestão nas negociações da cúpula nacional do partido com o PSB, como uma das compensações no caso de uma desistência de Ciro Gomes da disputa à Presidência.

Distrital sai da UTI

Câmara Legislativa em 06/04/2010 às 12:23

A deputada distrital Erika Kokay (PT) deixou na manhã desta terça-feira (6) a UTI do Hospital Santa Lúcia. Desde às 10h, ela está instalada em um quarto do hospital e há possibilidade de receber alta médica em breve. Erika recupera-se de um infarto, sofrido na sexta-feira (2). Seu quadro clínico é considerado estável.

Bordão para a campanha

Partidos, Política em 04/04/2010 às 8:47

Do Painel da Folha de S. Paulo: O PT-DF adotou, na campanha de Agnelo Queiroz ao governo, o bordão do personagem Jackson Five, motoboy interpretado pelo humorista Marco Luque no rádio: “É “nóis”, Queiroz!”.

Reação petista a Shaolin

Esportes, Partidos em 03/04/2010 às 9:01

Do Painel da Folha de S. Paulo: Em defesa de Agnelo Queiroz (PT), que teve um aliado preso por desvios no Ministério dos Esportes, que ele chefiou, o PT-DF fez circular que o convênio fraudulento com a ONG de kung fu é assinado por Orlando Silva (PC do B), hoje à frente da pasta, mas à época do contrato secretário-executivo.

No próprio PT, entretanto, houve quem aproveitasse o caso para reavivar a disputa interna com o derrotado Geraldo Magela. O argumento é que, como as investigações ainda estão em curso, o nome de Queiroz poderá voltar ao noticiário policial no meio da campanha.

Susto no PT-DF

Câmara Legislativa, Partidos em 02/04/2010 às 16:25

A deputada distrital Erika Kokay sofreu um infarto na manhã desta sexta-feira (2). Erika estava a caminho de um evento do mandato quando passou mal e foi levada imediatamente ao hospital. A deputada foi submetida a uma angioplastia - cirurgia para desobstruir artérias coronárias - mas já passa bem. Deve ser transferida ainda nesta sexta-feira para o Hospital Santa Lúcia.

Patrício para federal

Partidos, Política em 01/04/2010 às 19:54

O presidente em exercício da Câmara Legislativa, Cabo Patrício (PT), pode abrir mão de concorrer à reeleição para distrital em outubro deste ano. A mudança, porém, teria um bom motivo. Depois da importante atuação que teve no processo de aprovação do Plano de Cargos e Salários dos policiais e bombeiros militares do Distrito Federal e do trabalho em defesa do piso único nacional da categoria e outras reivindicações dos policias do país, Patrício tem sido incentivado por sua base a se candidatar a deputado federal.

Um dos argumentos para alçar voos mais altos são os bons índices de intenção de voto que Patrício vem alcançado nas pesquisas. Além disso, haveria uma tradição de que policial eleito distrital, quando consegue se reeleger, tem sempre votação menor do que a anterior. No caso dele, se o cenário de hoje se mantiver até outubro, ele deve ter um bom acréscimo aos 18 mil votos que conseguiu em 2006. A decisão final, no entanto, será discutida com o partido.

Petistas não querem distrital

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 01/04/2010 às 17:25

Uma reunião preliminar da direção petista no Distrito Federal, na casa do deputado federal Geraldo Magela (PT), com a presença do presidente regional do partido, Roberto Policarpo, a bancada do partido na Câmara Legislativa e o pré-candidato petista ao GDF, Agnelo Queiroz, decidiu os primeiros consensos dentro do partido sobre a eleição indireta ao GDF. O PT não vai apoiar nenhum deputado distrital como candidato ao governo. A intenção, no entanto, ainda conseguiu uma candidatura consensual dentro da Casa.

Magela para o Senado

Partidos, Política em 30/03/2010 às 16:10

Na saída da reunião de parlamentares da bancada do DF no Congresso Nacional com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo,  para tratar da greve da Universidade de Brasília (UnB), nesta terça-feira (30), o deputado federal Geraldo Magela (PT) admitiu a servidores presentes no encontro seus planos para as eleições de outubro: quer ser candidato ao Senado. A notícia deixou de pé atrás pelo menos dois dos presentes no encontro: o senador Cristovam Buarque (PDT) e o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), ambos de olho nas vagas de candidato a senador na chapa petista. Pelo visto, o jogo volta a embolar no campo da esquerda.

Proposta ambiciosa para transição

GDF, Partidos, Política em 29/03/2010 às 18:35

O Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal divulgou nesta segunda-feira (29) um Programa Mínimo de Transição  que o partido defende que deve ser colocado em prática pelo próximo governador do DF a ser eleito no próximo dia 17.

A intenção é debater com a cidade um programa para este período de transição de governo, com compromissos do novo governador para assegurar a prestação dos serviços públicos e a normalidade dentro do Executivo.

O documento é ambicioso. E os petistas vão defender algumas medidas a serem tomadas por quem quer se assuma o governo agora. Confira:

- Assumir publicamente compromissos de assegurar a normalidade administrativa na prestação dos serviços e das funções do estado;

- Interditar e revogar todo e qualquer contrato da administração pública local sob denúncia de corrupção ou má gestão;

- Ampliar, acelerar e concluir de forma transparente e pública todas as auditorias ou investigações contra os agentes públicos envolvidos nas denúncias;

- Propor contra os responsabilizados nas auditorias e nas investigações em curso as ações administrativas e judiciais com vistas a restituir aos cofres públicos os valores desviados e apropriados para o enriquecimento pessoal ou o financiamento ilegal de atividades políticas;

- Manter-se imparcial e contrário a utilização da máquina pública em favor de qualquer candidato nas eleições de outubro próximo;

- Abster-se de qualquer pretensão de disputar cargo eletivo neste momento;

- Criar no GDF um portal digital, na rede mundial de computadores, onde os cidadãos de Brasília poderão encontrar informações fidedignas das receitas públicas arrecadadas ou transferidas por órgãos federais, bem como de todas as despesas efetivadas pela administração pública local;

- Criar um Comitê Independente de Vistoria, formado pela sociedade civil organizada, com a presença, entre outros, de profissionais das áreas de engenharia e arquitetura, indicados por instituições como o CREA/DF, a UnB e o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) para acompanhamento das obras em andamento na cidade;

- Criar um Comitê de Cidadãos, responsável pela verificação mensal da execução orçamentária e financeira do DF, como forma de controle social do gasto público, impedindo ações que permitam o aparelhamento dos recursos públicos.

O documento do PT-DF será debatido com o diretório regional do partido no próximo dia 5.

Comissão para negociar alianças

Partidos, Política em 25/03/2010 às 17:34

Conforme o prometido pelos petistas - que logo após as prévias eles retomariam as conversas com os demais legendas do campo da esquerda - o PT-DF criou esta semana uma comissão para negociar as possíveis alianças partidárias para as eleições de 2010. As primeiras conversas serão com PDT, PCdoB e PSB, tradicionais aliados no Distrito Federal.
 
A criação da comissão foi aprovada em reunião da Executiva do PT-DF, na noite de quarta-feira (24). O grupo será composto do presidente regional do partido, Roberto Policarpo, o secretário-geral do partido, Aridelson Sebastião de Almeida, o líder da bancada na Câmara Legislativa, deputado Paulo Tadeu, o secretário de Assuntos Institucionais, Helio José da Silva, e a ex-vice-governadora Arlete Sampaio.

Magela e Agnelo juntos outra vez

Partidos, Política, Sem categoria em 25/03/2010 às 17:24

O ex-ministro Agnelo Queiroz e o deputado federal Geraldo Magela se reuniram na manhã desta quinta-feira (25) em um café da manhã na casa de Magela. O encontro serviu para firmar os compromissos de unidade do partido - e a confirmação de que Magela colaborará efetivamente com a campanha de Agnelo, vencedor das prévias, para o GDF. “Não importa o cargo que estarei disputando nas próximas eleições, mas estarei ao seu lado”, disse o deputado federal. “Cuidarei da sua campanha como se fosse a minha campanha”, prometeu.

Na reunião, que contou com a participação das coordenações das correntes petistas que apoiaram Magela nas prévias, discutiu-se também o futuro do parlamentar nesta eleição. Magela analisa, junto com o partido, a possibilidade de ser candidato ao Senado e deverá anunciar nos próximos dias a sua decisão final. Agnelo saiu satisfeito. “O encontro foi ótimo porque concretizou a nossa unidade e deixou evidente a todos que o PT seguirá unido para as eleições de outubro”, afirmou Agnelo.

O PT e a eleição indireta

Câmara Legislativa, GDF, Partidos em 25/03/2010 às 11:47

Em reunião da executiva regional na noite desta quarta-feira (24), os petistas do Distrito Federal revelaram a dúvida que acomete o partido - e que também é compartilhada por outras legendas: aproveitar a eleição indireta para trabalhar por um nome petista para governador tampão, a fim de fortalecer a candidatura de Agnelo Queiroz ao GDF, ou deixar esse conturbado governo terminar sozinho enquanto a militância vai às ruas preparar a campanha?

Parte do partido defende que o PT deveria, sim, ter candidato à eleição indireta. Alguns nomes estão até sendo sondados, como o ex-deputado federal Sigmaringa Seixas e o assessor da Presidência da República Swendenberger Barbosa.

Outra parte defende que o partido pode contribuir indicando um vice ou participando de algum tipo de coligação, sem tomar à frente do processo.

O principal consenso entre os petistas agora é de que é preciso combater o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), principal adversário de Agnelo nas eleições de outubro. A intenção do partido é evitar que um aliado de Roriz vença as eleições indiretas e acabe fortalecendo a campanha do ex-governador.

Outro consenso é quanto a punição dos culpados. Independentemente do resultado da eleição, a bancada do PT na Câmara Legislativa vai lutar para que as investigações e sanções contra os envolvidos no esquema denunciado pela Caixa de Pandora prossigam.

Magela prega união

Partidos, Política em 22/03/2010 às 16:27

Do deputado federal Geraldo Magela (PT), por seu Twitter, nesta segunda-feira (22) pós-prévias: “A partir de hoje minha disposição é ajudar a unificar o PT e a esquerda para vencermos as eleições e varrer a corrupção do Distrito Federal”.

O deputado também agradeceu às mensagens de apoio e afirmou que ter partido das prévias foi uma de seu interesse na derrota da corrupção. “Ao conseguir mais de 43% dos votos da militância, reafirmo meus compromissos de continuar trabalhando sério e honrado cada apoio recebido. Uniremos o PT para vencer”, garantiu.

Doyle deixa campanha de Agnelo

Partidos, Política em 22/03/2010 às 10:44

O jornalista Hélio Doyle esperou apenas o resultado oficial das prévias do PT-DF para comunicar aos coordenadores da campanha de Agnelo Queiroz e ao próprio candidato que não vai continuar seu trabalho na área de comunicação da campanha. Segundo o jornalista, a decisão foi pessoal e profissional. Doyle foi chamado para a campanha de Agnelo, ainda em 2008, pelo ex e pelo atual presidente do PT-DF, Chico Vigilante e Roberto Policarpo.

Dentro do PT, a certeza é de que Doyle não gostou de ter sido usado como motivo de crítica a Agnelo, durante as prévias, por apoiadores de Geraldo Magela. E preferiu não correr o risco de ter seu nome envolvido na disputa novamente sem poder se defender para não atrapalhar Agnelo.

Agnelo preferido também pelos leitores

Blog, Partidos, Política em 22/03/2010 às 10:03

O ex-ministro Agnelo Queiroz venceu as prévias do PT e também a enquete da semana neste blog. Perguntados sobre quem consideravam o melhor candidato do PT ao GDF 87% dos leitores do blog afirmaram ser Agnelo. Outros 9% disseram preferir um terceiro nome que não o de Agnelo ou do deputado federal Geraldo Magela. E somente 4% dos participantes optaram por Magela.

Uma nova enquete já está no ar. Participe!

Entrevista Agnelo Queiroz

Partidos, Política em 22/03/2010 às 7:40

Do Correio Braziliense: O senhor ficou surpreso com o resultado?

Não fiquei surpreso. Foi uma disputa dura, limpa e legítima. O coroamento veio àquele que o mereceu.

Que alianças o PT fará para as eleições com a escolha do seu nome?
A direção do partido vai começar a buscar essas alianças a partir de amanhã (hoje). Queremos junto partidos de esquerda, partidos irmãos, que estejam dispostos a combater a corrupção.

Como o senhor avalia a campanha?
Foi um grande esforço. E durante campanhas assim, sempre há exageros por parte de alguns. As denúncias que surgiram contra mim foram desmoralizadas e as militâncias entenderam isso. E agora vamos dar um passo a diante. Todas essas acusações e essas divergências ficaram para trás. É tudo secundário pela unidade do partido. Queremos a unidade total.

O senhor acha que agora se tornará ainda mais alvo dessas acusações?
De jeito nenhum. Se algumas pessoas achavam que poderiam me prejudicar com este tipo de acusação, já perceberam que não é possível. Eles foram desmoralizados.

Quem é o maior adversário do PT nas eleições de outubro?
Não sei. O PT está apontando o meu nome agora. E eu sei que vamos lançar um programa de ética radical para acabar com a corrupção. Se Joaquim Roriz se candidatar, ele é um adversário forte que estamos dispostos a enfrentar. Ainda temos um agravante: somos aqui o palanque da ministra Dilma Rousseff e do presidente Lula. Vamos formar alianças fortes para propor uma boa mudança para a população. É isso que o povo quer.

As denúncias da Caixa de Pandora facilitam a situação do PT nas eleições?
Não sei. O importante é que essas denúncias vieram à tona. E a população não aguenta mais essa situação. Vamos propor a mudança radical e a luta contra a corrupção com uma campanha propositiva, cheia de propostas para o povo.

O que vocês vão propor?
Um governo ético, com melhoria na saúde, na segurança, opção de emprego e oportunidade de renda. É isso que importa.

Agnelo é o candidato do PT

Partidos, Política em 22/03/2010 às 7:39

Do Correio Braziliense desta segunda-feira (22): Agnelo Queiroz é o nome do Partido dos Trabalhadores (PT) para concorrer ao governo do Distrito Federal nas eleições de outubro. Depois de uma disputa acirrada com o deputado federal Geraldo Magela, o ex-ministro dos Esportes garantiu os votos da maioria dos militantes da legenda nas urnas durante o dia de ontem. Agnelo recebeu 4.656 votos, que representa 56, 21% de aprovação. Magela arrebatou 3.627, ou 43,79%. O DF conta hoje com 35 mil filiados ao PT, mas apenas 30% — cerca de 8 mil — são atuantes e vão às urnas. O próximo passo do partido, além de reunir os cacos deixados pelas prévias, é buscar alianças para alcançar a cadeira no Palácio do Buriti.

Por volta das 18h de ontem, Agnelo chegou ao clube da Asefe, na 912 Sul, onde ocorreu a apuração dos votos. Todos estavam apreensivos. Mas conforme a apuração paralela era feita pelos militantes, a vitória se aproximava do ex-ministro com boa margem de diferença e o alívio tomou conta do galpão. Antes mesmo do anúncio do resultado oficial, os aliados de Agnelo comemoravam a conquista e o chamavam de “governador”. Ao saber do resultado de boca de urna, Magela foi até o local cumprimentar o então adversário. A fim de mostrar a união do partido, após o embate, os dois subiram juntos no palco para falar a cerca de 200 militantes que ocupavam o galpão. “A prévia é vitória do PT. Uma candidatura apoiada pela militância do partido – e não apenas pela cúpula —, sai fortalecida para as eleições”, defendeu Magela.

Agnelo manteve o discurso de união no microfone. “Tudo agora ficou para trás. O que importa daqui para frente é a unidade do partido. Amanhã já começaremos a procurar alianças de outras legendas para a disputa de outubro”. Durante as prévias, Agnelo foi acusado de não ter informado a origem do dinheiro para comprar a casa onde mora no Lago Sul. Ele defendeu o PT como uma alternativa política para a população do DF. “As denúncias foram desmoralizadas e os militantes perceberam isso. A população quer uma mudança radical. E essa mudança radical somos nós”, defendeu. Enquanto ele discursava, bandeiras do PT foram erguidas no salão.

Quando os números oficiais saíram, perto das 19h, muitos militantes já tinham ido embora. Ainda assim, gritos de alegria ecoaram pelo galpão com o anúncio do TRE. O novo candidato à cadeira de governador do DF recebeu abraços fortes, tapas nas costas e palavras de força. O presidente regional do partido, Roberto Policarpo, gostou do resultado. “O PT é assim. Discute, discute, mas sempre acaba junto. Os dois tinham condições de unir a militância e se tornar uma alternativa ao governo. Estamos preparados”, garantiu. Magela ainda não decidiu quais serão os seus próximos passos políticos. “Só vou decidir depois de ouvir todos os que me apoiaram. Estou disposto”, explicou.

A votação foi realizada das 9h às 17h de ontem, em 20 diretórios da legenda espalhados pelo DF. Pela primeira vez, o PT utilizou urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em disputas internas. Foi uma forma de evitar qualquer denúncia de fraude contra os candidatos, como ocorreu no processo de eleição direta (PED) de dois anos atrás. Na ocasião, houve a denúncia de manipulação dos resultados. O problema só foi resolvido com interferência da direção nacional.

Magela e Agnelo começaram cedo a buscar votos. Visitaram os pontos de votação. Agnelo antes das 11h havia encontrado aliados no Gama e em Santa Maria. Só então chegou à sede regional do partido, no Conic, para votar. De lá, seguiu para Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Sobradinho e Cruzeiro, zonais onde contava com maior apoio.

Magela percorreu locais de votação no Recanto das Emas, Taguatinga, Samambaia e Ceilândia. A recepção era sempre calorosa. Quando ele desceu do carro em frente ao Centro de Ensino Fundamental 301 do Recanto das Emas, foi aplaudido por quase 100 militantes que estavam ali. Todo mundo queria dar um abraço caloroso no político. Alguns gritavam, em coro: “Está chegando aí o nosso governador!”. Experiente na campanha política do DF, Magela chamava alguns militantes pelo nome. Em Samambaia, o forte apoio se repetiu: “Estamos aqui firmes e fortes lutando por você”, disse um militante no ouvido de Magela.

Agnelo vence as prévias

Partidos, Política em 21/03/2010 às 18:05

Ainda nao e oficial, mas Agnelo Queiroz venceu as prévias do PT com 56,7% da preferência da militância petista. Ao todo, foram 8.276 votos válidos, sendo 4.687 para o ex-ministro e 3.589 para o deputado federal Geraldo Magela.

Petistas escolhem candidato hoje

Partidos, Política em 21/03/2010 às 9:48

Já começou a votação para definir quem será o candidato do PT ao Governo do Distrito Federal nas eleições deste ano: o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz e o deputado federal Geraldo Magela. A novidade da disputa é o voto eletrônico, adotado pela primeira vez pelo partido em suas prévias. O TRE disponibilizou 40 urnas eletrônicas que foram distribuídas em 20 localidades do Distrito Federal. A votação vai até às 17h. A apuração ocorrerá no clube da Associação de Assistência aos Trabalhadores em Educação do DF (Asefe), na 912 Sul, logo após o encerramento da votação. Para saber onde votar, clique aqui.

Carta de Agnelo à militância

Partidos, Política em 20/03/2010 às 18:45

Todos se perguntam qual será o futuro político do Distrito Federal depois da crise. Acredito que nós, os moradores de Brasília, temos a grande oportunidade de dar um basta nas práticas nefastas com os recursos públicos e inaugurar um novo tempo de esperança na capital. Um novo tempo com participação popular, transparência, ética e compromissos do governo com quem mais necessita dele.

A militância petista sempre mostrou que tem disposição e competência para promover mudanças. Foi quem liderou a luta para que o Brasil inaugurasse um projeto de desenvolvimento e distribuição de renda que dá a oportunidade a todo brasileiro de ter uma vida digna. A aguerrida e combativa militância petista e dos movimentos de esquerda de todo o país é que representa o projeto iniciado no governo do companheiro Lula.

Por isso, acredito que também chegou a hora da militância do PT e da esquerda de Brasília. Esta é a grande oportunidade que temos no Distrito Federal para mudar a nossa triste realidade política. Este é o momento para sairmos às ruas mais uma vez com nosso mar vermelho e lavarmos, de uma vez por todas, a corrupção.

Cabe ao PT no Distrito Federal congregar as forças mais avançadas de esquerda para que possamos tirar do papel as nossas propostas e construir, de fato, um novo tempo.

Sinto-me preparado para, junto com cada companheiro e com cada companheira que acredita nesse sonho, representar um projeto de governo ético, cidadão, empreendedor e responsável. Um projeto de governo que olhe a vida do homem e a família como bens maiores de uma sociedade. Um projeto de governo que priorize a educação pública de qualidade, um sistema de saúde digno, uma rede de transporte público que funcione bem, enfim, que priorize os serviços públicos em prol da qualidade de vida da população. Esta é a proposta do PT e esta é a vontade da militância.

Eu sou um soldado do meu partido, o PT. Minha luta é - e sempre foi - fazer valer o anseio da coletividade, o anseio democrático da população por um mundo mais justo. Este é um projeto que eu represento, mas que não é meu. Ele é de cada companheiro e cada companheira que tem o sonho e a vontade de mudar o mundo. Mas para mudarmos o mundo, devemos, em primeiro lugar, arrumar a nossa própria casa. Minha casa é o PT. É minha casa hoje e sempre foi também nas lutas que enfrentei durante minha vida pública.

Precisamos sair unidos das prévias de domingo. Qualquer que seja o resultado, a militância petista deve mostrar que é hora de mudanças na política do Distrito Federal. É hora de inaugurarmos um novo tempo de esperança. A luta só está começando; temos muitos desafios pela frente. Devemos seguir caminhando em frente sem nos esquecermos de olhar para o lado, por sobre os nossos ombros, onde nossos companheiros e nossas companheiras de luta estão doando-se em prol de um sonho de justiça e igualdade.

Por tudo isso, peço a cada militante petista o apoio que nosso projeto precisa ter. É com essa contribuição que vamos fazer mudar a vida no Distrito Federal. Sem dúvida nenhuma, chegou a hora da vitória de todos. Chegou a vez da militância!

Agnelo Queiroz

Carta de Magela à militância

Partidos, Política em 20/03/2010 às 18:43

Você vai decidir, no próximo domingo (21), quem será o governador do Distrito Federal nos próximos quatro anos. O PT tem boas possibilidades de vencer as eleições de outubro e instalar um governo democrático, sério e inovador. Podemos ser o instrumento de limpeza ética da política local. Está em suas mãos escolher quem vai representar todos os petistas nesta caminhada.

Eu peço seu apoio para empunhar nossa bandeira na linha de frente desta campanha. Lembro-me da empolgação de cada um dos militantes em 2002, quando fizemos a mais bela e vigorosa campanha de toda a história de Brasília. Podemos resgatar aquela vibração, unir nosso Partido, ampliar a aliança e mobilizar a sociedade, que quer um governo de mudanças.

Trago comigo a história do PT. Esta história que construímos nos momentos difíceis e nos momentos bons. Trago comigo a convivência com cada um de vocês, as lutas do movimento sindical e do movimento social. Está comigo a história dos mandatos parlamentares em defesa da democracia e da ética. Trago comigo o que todos nós construímos por um Brasil melhor.

Nosso maior adversário será Joaquim Roriz, o criador e maior responsável pela corrupção implantada no seio do governo. Ele ainda tem muita força eleitoral, tem apoio em parcelas significativas da população. Será um erro menosprezar sua força. E é, exatamente, contra ele que quero representar nosso Partido. Podemos provocar um interessante terceiro turno. Se na eleição de 2002 conseguimos, juntos, 41% dos votos no primeiro turno, podemos ter este percentual como referencial para crescer e vencer a eleição.

Sei que não é possível pensar na possibilidade de vitória sem a participação de nossos guerreiros militantes. Afinal, o PT só se tornou grande e forte graças ao trabalho de cada um de nós, que construímos este partido e governamos o Brasil. Por isso, preciso do seu apoio no próximo domingo e nos momentos seguintes, na campanha até outubro e no governo, a partir de janeiro. Este sonho é possível de ser construído desde agora.

Se o destino do Distrito Federal está em nossas mãos, podemos desenhar um futuro muito melhor para nós e nossos filhos. A população de Brasília vai se orgulhar do nosso governo. E o Brasil vai respeitar e amar a nossa cidade como a capital de todos os brasileiros e de todas as brasileiras. Esta será uma obra do PT!

Por isso, quero ser o seu governador!

Geraldo Magela

Prévias cheias de desconfianças

Partidos, Política em 20/03/2010 às 9:32

Do Correio Braziliense: Os militantes do PT vão às urnas amanhã para escolher o representante do partido na disputa eleitoral de outubro em meio a desconfianças dos dois lados. O grupo que apoia a candidatura de Agnelo Queiroz denuncia suposto uso da gerência regional da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) na campanha do deputado federal Geraldo Magela. A acusação foi oficializada em documento encaminhado ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a quem o órgão está subordinado. Magela, por sua vez, registrou em ofício dirigido ao próprio PT e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) uma suspeita de uso da direção regional da legenda, aliada de Agnelo, na campanha do ex-ministro do Esporte.

Apoiadores de Magela dizem temer que a tesouraria do PT quite dívidas de filiados como forma de angariar votos de militantes que não poderiam votar. Pelas regras do partido, apenas quem pagou a contribuição partidária, que é proporcional ao salário, pode participar da eleição de um dos concorrentes no Processo de Eleição Direta (PED) do PT. O receio é mútuo. O ex-presidente do PT-DF Chico Vigilante disse que tomou conhecimento de que aliados de Magela queriam quitar R$ 75 mil em dívidas de cinco mil militantes. “O Magela passou dos limites. Está usando a GRPU e busca conquistar aliados de forma ilícita”, disse Vigilante. Magela nega as denúncias e afirmou que vai tomar medidas legais contra o correligionário.

Agnelo Queiroz tem o apoio do Palácio do Planalto, da Centra Única dos Trabalhadores (CUT-DF), do atual comando do PT-DF e dos quatro deputados distritais do partido. Magela, por sua vez, tem tentado furar essa desvantagem, conquistando dissidentes entre os apoiadores de Agnelo, entre os quais integrantes da corrente Articulação. Magela que hoje integra a Movimento PT tem amigos na Articulação, por já ter militado na área sindical, braço forte da tendência. “Tenho convicção de que vou vencer as prévias”, disse Magela. Mesma aposta é feita por Agnelo Queiroz.

Na última terça-feira, os dois adversários se enfrentaram num único debate da campanha. Agnelo se defendeu de acusações de que não poderia comprovar a origem do dinheiro usado na compra de sua casa no Lago Sul e atribuiu a Magela as denúncias que seriam usadas para desestabilizá-lo.

Alheios às críticas

Partidos, Política em 17/03/2010 às 10:41

Enquanto o deputado federal Geraldo Magela (PT) e seus apoiadores criticavam, no debate do PT, a presença do jornalista Hélio Doyle na campanha do adversário de prévias, Agnelo Queiroz, o jornalista participava do jantar de aniversário do ex-ministro José Dirceu, comemorado na noite dessa terça-feira (16), na casa do empresário Jorge Ferreira, no Lago Norte. Doyle, que trabalhou com Dirceu em 2007, foi bem recebido por caciques nacionais do partido, como ministros do governo Lula e deputados federais. Nenhum deles parecia se importar com as acusações dos magelistas.

O jornalista diz que não pretende responder a nenhuma das acusações de Magela. Diz que não vai cair na isca do deputado federal de se envolver em um embate que é apenas entre ele, Magela, e Agnelo.

Danos irreversíveis?

Partidos, Política em 16/03/2010 às 22:39

Uma primeira avaliação do debate petista para as prévias que escolherá o candidato do partido ao GDF é positiva - para os demais partidos adversários do PT. Os discursos na noite desta terça-feira (16) foram inflamados, como sempre o são, mas desta vez os alvos eram os próprios petistas. A militância está aguerrida, mas rachada em grupos distintos e rivais. Acusações são repetidas a exaustão, dando munição farta os futuros adversários do partido nas eleições de outubro.

Não importa quem chegue vencedor das prévias no dia 22. Terá o árduo trabalho de reunificar uma militância recém-saída de uma batalha - batalha que, no debate, chegou às vias de fato entre militantes. E mesmo que vários caciques do partido digam que as divergências são naturais no processo partidário, muitos militantes já admitem que não farão campanha para o candidato adversário. E, na luta para conquistar a militância, o vencedor das prévias  perderá precioso tempo de campanha nas ruas.

Este tempo e este espaço será um bônus bem-vindo a uma possível candidatura  independente do grupo de partidos que sempre apoiou o PT. Ensaiando uma ampla aliança sem participação petista, eles vêm crescendo diante da opinião pública. Nomes como o do senador Cristovam Buarque (PDT) ou do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e do distrital José Antônio Reguffe (PDT) -  antes aliados convictos do partido, apesar das dificuldades - começam a despontar como opções reais para o eleitorado. Resta esperar para descobrir a capacidade de recuperação do PT.

Briga de verdade

Partidos, Política em 16/03/2010 às 22:35

O clima esquentou mesmo no debate do PT-DF. Militantes pró-Geraldo Magela e militantes pró-Agnelo Queiroz se estranharam na plateia e trocaram agressões. Físicas, inclusive. Foi preciso interromper o debate para pedir aos dois envolvidos na briga que se retirassem do auditório.

Discurso mais moderado

Partidos, Política em 16/03/2010 às 22:13

Em seu discurso, o petista Agnelo Queiroz foi mais moderado do que o adversário Geraldo Magela. O ex-ministro repetiu as explicações sobre ter visto as fitas de Durval Barbosa e não ter denunciado - “Ainda bem que fui eu quem viu, se fosse outro, talvez o escândalo não tivesse o resultado que. ” teve”. Também respondeu às críticas do adversário sobre seu marqueteiro político: “que faz a campanha e quem vai governar é a militância, é o partido”, assegurou. Por fim, Agnelo repetiu a reprovação pela mudança de ideia de Magela quanto à disputa ao GDF e pelo rompimento do acordo inicial de que o candidato seria Agnelo. “Não sei porque ele (Magela) diz que me ligou para romper o acordo, ele nunca fez isso. Acordo é para ser cumprido, acordo é coisa séria. Político tem de ter palavra”.

Provocações e promessa de moradia

Partidos, Política em 16/03/2010 às 22:00

O deputado federal Geraldo Magela esquentou ainda mais o clima na militância do PT no seu discurso de encerramento do debate  para as prévias do partido. Magela negou ter conhecimento das fitas de Durval Barbosa. “Começaram a me acusar de coisas que não existiram. Eu nunca vi essas fitas e, se eu tivesse visto, a primeira coisa que eu faria era levar para o partido”. Magela também reforçou as acusações ao marqueteiro de Agnelo, o jornalista Hélio Doyle: “Eu conheço Hélio Doyle, ele sempre quis mandar no PT. E já tem gente demais mandando no PT, tem `chico` demais mandando no governo do Agnelo”, provocou.

O deputado federal também fez promessas de governo. Prometeu, se eleito, criar 40 mil unidades habitacionais no DF e demitir todos os rorizistas do GDF. “Quem tem de governar somos nós, os petistas”.

Magela sabia das fitas

Partidos, Política em 16/03/2010 às 21:33

Na fase de intervenção dos militantes no debate do PT-DF, o ex-deputado distrital Chico Floresta fez uma colocação que enlouqueceu a militância pró-Agnelo Queiroz no partido. Diante das constantes críticas a Agnelo por ter ido se reunir com Durval Barbosa e assistir suas gravações, Floresta afirmou: “Agnelo foi lá ver, mas Magela também sabia das fitas. E se não foi assistir é porque foi tão responsável quanto Agnelo nesta questão”.

Debate esquenta no PT

Partidos, Política em 16/03/2010 às 20:55

Pouco antes do aviso formal aos presentes sobre a cassação do mandato do governador afastado José Roberto Arruda pelo TRE,que provocou imediata comemoração na platéia, o debate no PT seguia em clima quente.

Em seu discurso de abertura, Agnelo Queiroz disse ter sofrido muito esta semana por ter visto sua honra e sua família atacada levianamente com acusações sem fundamento. “Não vamos deixar que a ‘direita’ destrua o PT”, pediu.

Já o deputado federal Geraldo Magela faz discurso duro contra Agnelo Queiroz e sua campanha. Magela afirmou que, em 2002, também sofreu com ataques a sua honra e a de sua família, provocadas por dossiês divulgados pela campanha de Joaquim Roriz.”Fui vítima de dossiês falsos preparados por Hélio Doyle contra mim e minha família”, acusou. O jornalista Hélio Doyle é um dos responsáveis atualmente pela campanha de Agnelo.

Começa debate no PT

Partidos, Política em 16/03/2010 às 20:02

Começou com meia hora de atraso o único debate entre pré-candidatos previsto no processo de prévias do PT-DF. O auditório do Hotel San Marco, com capacidade para 500 pessoas, estava lotado de militantes do partido e de imprensa. O ex-ministro Agnelo Queiroz e o deputado federal Geraldo Magela chegaram alegando tranquilidade ao debate. O presidente do PT Nacional, José Eduardo Dutra, que iria mediar o encontro, não pode comparecer por problemas de saúde. A mediação do encontro será feita pelo presidente regional do partido, Roberto Policarpo.

Agnelo x Magela

Partidos, Política em 16/03/2010 às 7:50

Do Correio Braziliense: Na reta final para a escolha do nome que vai representar o PT na sucessão do governador afastado e preso José Roberto Arruda (sem partido), os dois pré-candidatos petistas vão se enfrentar nesta noite no único debate da campanha no processo de eleição direta (PED) do partido. Para evitar um confronto entre os adversários, o duelo terá um mediador: o presidente nacional da legenda, José Eduardo Dutra, se sentará entre os dois adversários. Embora o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz e o deputado federal Geraldo Magela garantam que não estão dispostos a baixar o nível, há uma expectativa de que pontos sensíveis dos concorrentes sejam abordados nas perguntas que serão feita pela plateia.

Por que não foi possível chegar a um acordo que evitasse as prévias e as trocas de acusações?
Agnelo – Houve acordo que foi descumprido unilateralmente pelo Magela. Esse debate de baixo nível atribuo a um certo desespero, mesmo porque é inconcebível que uma discussão interna que vamos enfrentar com adversários externos possa virar um debate pessoal, violento e inescrupuloso.

Magela – Porque nós queremos disputar o mesmo cargo. Mesmo que eu tenha ouvido a possibilidade de o Agnelo aceitar a possibilidade de ser senador, as forças políticas que o apoiam não concordaram. Não havendo acordo, a prévia é o instrumento mais democrático.

A troca de acusações nas prévias vai prejudicar a campanha do PT ao governo?
Agnelo – Pode (acontecer) porque fazer da disputa interna uma batalha desse nível, do tudo ou nada, com grande irresponsabilidade, é evidente que ajuda os adversários externos e expõe o partido inclusive nacionalmente.

Magela
– Não há troca de acusações. Há um debate em que a militância se envolve, que é natural no processo de disputa. No dia 22, quem for indicado candidato receberá o apoio do outro e a militância estará unida.

O que é mais grave entre todas as denúncias da Operação Caixa de Pandora?
Agnelo – O esquema de corrupção sistêmico, uma organização criminosa que envolve praticamente todos os órgãos de governo, fazendo da administração pública um meio de enriquecimento ilícito.

Magela – A própria existência de um sistema endêmico no DF, envolvendo o Executivo e o Legislativo. A rede de corrupção é o mais grave.

A crise favorece o PT na campanha ao GDF?
Agnelo – Favorece porque o PT é uma alternativa para tirar o Distrito Federal dessa situação, resgatar a esperança, a credibilidade e fazer um governo transparente, ético, de transformação. Mas nós não ficamos contentes com isso porque o desgaste da imagem do DF também atinge todos os moradores, mesmo que não mereçam.

Magela – Ela pode favorecer se o PT tiver a clareza de fazer compromissos claros da defesa de uma limpeza ética e de um programa de mudanças. O PT tem que saber aproveitar a oportunidade porque senão o Roriz pode voltar a governar o Distrito Federal.

Você é a favor de intervenção federal no DF?
Agnelo – No momento, não, porque as instituições passaram a funcionar, a Câmara Legislativa retomou o comando, tem uma direção e está trabalhando no sentido da apuração e punição dos culpados. O governador está preso e o vice já renunciou. Portanto, podemos ter a saída da crise pela linha sucessória

Magela – Sou radicalmente contra a intervenção porque acredito que não há razões sociais que justifiquem isso e no campo político as instituições estão funcionando normalmente, mesmo que não seja do jeito que nós gostaríamos. Não há razão para intervenção.

O governador Arruda deve ficar preso até o fim da investigação da Caixa de Pandora?
Agnelo – A interferência dele, usando os instrumentos de governo, a própria polícia, para impedir a investigação comprometeu definitivamente qualquer atitude que assegure a liberdade para investigação. A decisão da Justiça é correta.

Magela – Acho que a Justiça tem sido sábia nas decisões que tem adotado. Se há evidências de interferências nas investigações, essas interferências têm de ser coibidas.

A Câmara Legislativa tem legitimidade para discutir o impeachment de Arruda e investigar denúncias de corrupção?
Agnelo – Fora os parlamentares que estão envolvidos, a Câmara tem legitimidade para prosseguir com celeridade e nós devemos dar esse voto de confiança para que os parlamentares que lá estão possam responder essa tarefa tão difícil da nossa cidade, sob pena de fragilizar o poder Legislativo local

Magela – Não há nenhuma legitimidade da bancada que era apoiadora do atual governo. No entanto, não é possível analisar a Câmara Legislativa como se todos fossem iguais. É preciso fazer diferenças e hoje a Câmara está conseguindo responder às expectativas e às necessidades da população no tocante à crise.

Por que o senhor é melhor candidato ao governo do que seu adversário?
Agnelo – Não sou melhor do que ninguém. Reúno melhores condições para representar o projeto do PT, dos nossos aliados, da sociedade, pela minha experiência de 20 anos de vida pública e por estar preparado para governar. Reúno mais condições de ganhar eleição, porque tenho menos rejeição e relação forte com amplos setores da sociedade, até com os que não estão no campo da esquerda.

Magela – Com todo respeito ao meu companheiro Agnelo Queiroz, eu considero que quem disputou e teve uma campanha vibrante, vigorosa e vencedora contra Roriz em 2002, pode vencer agora. Em 2002, estavam Roriz, Arruda, Paulo Octávio, todos juntos. Agora eles estão separados. Meu maior objetivo é não deixar Roriz voltar e eu tenho melhores condições para enfrentá-lo.

O senhor vai ganhar as prévias?
Agnelo – Vou ganhar as prévias. A grande maioria das forças do PT me apoia, os quatro parlamentares do PT, lideranças sindicais, a grande maioria dos diretórios, o movimento social, popular, estudantil e agora com toda a campanha tenho percebido na base, na militância, grande expectativa de ganhar as prévias e fazer uma aliança ampla para ganhar o governo.

Magela
– Eu estou convicto de que hoje tenho todas as condições de vencer as prévias. Tenho recebido muitos apoios desde o dia em que lancei minha candidatura e esses apoios têm aumentado nos últimos dias. Tenho todas as condições de vencer.

Se não ganhar as prévias, o que fará depois?
Agnelo – Sou um soldado do partido e vou ajudar o projeto partidário. Não tenho preferência individual porque não tenho intenção de disputar eleição proporcional e agora minha vontade de fato é executar o programa do partido.

Magela – Não sendo o vencedor das prévias, farei um apelo público de unidade do partido no dia 21. Caso eu não seja o vencedor, declararei apoio e unidade do partido no mesmo dia.

Juventude apoia Agnelo

Partidos, Política em 15/03/2010 às 19:43

A Juventude do Partido dos Trabalhadores (JPT) reforçou seu apoio à pré-candidatura de Agnelo Queiroz ao governo do Distrito Federal. Esta segunda, os representantes do segmento petista reafirmaram a nota de apoio ao ex-ministro, lançada em um ato na noite de sexta-feira (12). Na carta, assinada por 43 jovens filiados, a JPT se declara “Agnelo desde o início”.

Update: Fernando Neto, autor da carta, faz uma ressalva. O documento é assinado por representantes da Juventude do PT, mas não vale para toda a Secretaria porque também há jovens apoiando do deputado federal Geraldo Magela.

Confira o texto na íntegra:

“No dia 21 de março viveremos um momento importante dentro do Partido dos Trabalhadores, as Prévias, aonde discutiremos o nosso nome para o Governo de 2010 e referendá-lo ao conjunto da sociedade. Os desafios serão vários para o candidato do partido, começando pela campanha. É fato que todos os últimos acontecimentos viabilizaram uma candidatura sólida e com maiores condições de ser vitoriosa, mas não podemos esquecer que mesmo quando o cenário era desfavorável o nosso companheiro Agnelo se propôs a ser a figura que defenderia e discutiria com a população. E mesmo hoje em condições melhores teremos grande desafio pela frente e o nosso candidato precisa reunir condições para ganhar confiança social suficiente da nossa população para transformamos isso em uma grande vitória.

Lutamos hoje contra diversos adversários e o mais preocupante é a “desilusão”, a falta de confiança nos agentes políticos, e mesmo não compactuando com o que vem acontecendo, somos alvos da generalização, desse modo, esse inimigo invisível é mais um que deveremos combater.

Exatamente por isso enxergamos no companheiro Agnelo condições de ser o nosso candidato, não somente isso, mas, por ele compreender a importância da juventude no debate político da cidade. É preciso evidenciar a juventude como protagonista deste novo modelo de gestão pública, temos que romper com barreiras e paradigmas sociais, e o companheiro Agnelo tem feito isso na sua caminhada.

Vivemos um momento crítico no Distrito Federal, temos os piores índices do Brasil no que tange à violência física: homicídios, roubos e assaltos cometidos por jovens, desistência de estudos, desemprego, falta de oportunidades, sem contar na falta de acesso à cultura da população, muito menos o incentivo aos artistas independentes da cidade (músicos, bandas, atores, atrizes e etc.).

Não podemos discutir política de juventude apenas dentro de uma ótica etária, nossa juventude foi emancipada pela vida, por isso precisamos de alguém preparado e capacitado para entender as tipicidades dos jovens da capital, e o companheiro Agnelo tem sido sensível para isso, compreendendo o grande desafio proposto neste novo momento na capital do país. Este Governo tratou a juventude como caso de polícia, criminalizou os movimentos sociais, desestruturou várias atividades artísticas, jogou para além do descaso o Movimento Hip Hop, a Capoeira, as bandas independentes e freou o desenvolvimento social e da nossa identidade, que lutamos conquistar enquanto povo.

O companheiro Agnelo reúne características necessárias para desenvolvermos um bom trabalho para recuperar nossa cidade e levar a nossa juventude nos maiores patamares de desenvolvimento e estrutura social. Não podemos perder a oportunidade de injetarmos ânimo a todos e a todas, mostrar que existe saída para os problemas e uma cidade nova pode ser construída. Apoiamos e acreditamos em Agnelo Queiroz como Governador do Distrito Federal, por ele entender que é necessário discutir a juventude como ponto central e prioritário na nossa sociedade, elevar o debate e investir na nossa juventude.

Companheiros e companheiras, nós jovens do Distrito Federal somos maioria, somos influenciadores, multiplicadores e compreendemos a importância do voto consciente. As respostas para os desafios são propostos no momento em que entendemos nossos problemas e o companheiro Agnelo entendeu o problema da juventude do Distrito Federal e entendeu como devemos mudar o jogo. Somos Agnelo desde o início e a partir do dia 21 de março estaremos juntos lutando na sociedade pelo Partido dos Trabalhadores com o Agnelo candidato ao Governo do Distrito Federal.”

Chico Leite e o Senado

Partidos, Política, Senado em 15/03/2010 às 16:17

O deputado Chico Leite (PT) está aguardando apenas o fim das prévias para escolha do candidato ao GDF de seu partido para retomar as conversas com a direção regional da legenda. Leite quer discutir a possibilidade de sua candidatura ao Senado. Argumentos não faltam: além de ter aparecido com bons índices nas últimas pesquisas divulgadas na cidade, o distrital tem sido procurado por dirigentes sindicais, representantes de movimentos sociais e mesmo de outros partidos que apóiam a ideia de vê-lo candidato a senador.

Sobre a cobrança de outros partidos para que o PT não indique nomes a mais de uma vaga da chapa majoritária, em caso de ampla coligação, Leite pondera: “O PT poderia indicar dois nomes não por ser melhor do que ninguém, mas por ter maior base social e representatividade. Temos quatro distritais e um deputado federal”. O distrital ainda faz outra ressalva. Os dois últimos senadores eleitos pelo PT acabaram mudando de partido para o PDT - Lauro Campos e Cristovam Buarque.

“É uma decisão coletiva”

Partidos, Política em 15/03/2010 às 7:44

Do Correio Braziliense: Três perguntas para Agnelo.

Quem pode ter feito as denúncias contra o senhor?

Temos uma suspeita muito grande, por isso ter saído uma semana antes da prévia. É uma bateria de ataques à minha moral. Tenho 30 anos de vida pública como médico, deputado distrital, federal, ministro. Tenho uma reputação séria e esse ataque tem características de uma tentativa de me desestabilizar. Tem fogo amigo, pelo baixo nível de disputa. Estamos averiguando isso. O PT está levando com seriedade e o que for comprovado será levado para a Comissão de Ética do partido. Isso infringe o regulamento, vai da advertência à expulsão. Vários pontos da matéria fazem parte de muitos e-mails repassados, muitos assinados por militantes de Geraldo Magela.

O senhor chegou a pensar em desistir de concorrer?

Fiquei profundamente chateado e preocupado em prejudicar o partido. Não seria honesto se dissesse que não me ocorreu. Conversei com forças políticas que me apoiam no PT. Eles não admitem outra possibilidade. Minha candidatura já não pertence ao Agnelo. É uma decisão coletiva.

Que providências o senhor vai tomar em relação ao caso?

Minha assessoria jurídica vai examinar as medidas possíveis. Espero também que o PT faça uma apuração. São denúncias muito graves.

PT mantém prévias

Partidos, Política em 15/03/2010 às 7:42

Do Correio Braziliense: O pré-candidato ao governo do DF Agnelo Queiroz (PT) rebateu ontem as denúncias de evolução patrimonial suspeita e de invasão de área pública, ao construir uma quadra de tênis e um pequeno lago ao lado de sua casa no Lago Sul. Em entrevista ao Correio, por telefone, Agnelo afirmou que as suspeitas lançadas contra ele são infundadas e que não abre mão de disputar as prévias em que seu partido definirá o candidato ao GDF. Após as explicações do ex-ministro do Esporte e hoje diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a direção local do PT anunciou que as prévias estão mantidas para o próximo domingo.

De acordo com Agnelo, as declarações de Imposto de Renda dele e da mulher provam que o casal tem rendimento suficiente para ter comprado a casa por R$ 400 mil. Ontem, o político suspendeu a agenda de campanha para refazer cálculos de declarações que entregou à Receita Federal desde 2005. Também contratou um auditor para fazer uma devassa mais detalhada nas informações — o resultado deve ser divulgado até o fim da semana. Sobre a quadra de tênis que foi construída em área verde, o petista afirmou ter construído sem saber das restrições. “Errei, reconheci e corrigi o erro”, disse. Sobre o fato de ter se reunido com Joaquim Roriz em 2008, Agnelo afirmou ainda que mantém conversas com todos os políticos, de oposição ou situação. Eventualmente, disse ele, mantém conversas com Joaquim Roriz.

O ex-ministro acredita que, por terem sido publicadas uma semana antes da prévia, as informações podem ter partido de dentro do próprio PT. “Vários pontos da matéria (publicada pela revista Época) fazem parte de e-mails repassados, muitos assinados, por pessoas ligadas à militância de Geraldo Magela”, afirmou. “É importante ele identificar quem está fazendo as acusações. Certamente não tem a ver com as prévias, mas com o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral.”

Agnelo ainda acusou Magela de ter rompido acordo feito pela legenda no fim do ano passado. Por este acerto, ele seria candidato ao Buriti e Magela, a uma vaga no Senado. Mas o atual deputado federal não teria cumprido o combinado, lançando seu nome à vaga no governo local. “Quem primeiro descumpriu o acordo foi ele (Agnelo), quando, junto com Chico Vigilante, negociava com outros partidos nas minhas costas”, afirmou ontem Geraldo Magela.

Chico Vigilante também acredita que o episódio tenha participação de Magela. Ele antecipou que encaminharia, ainda hoje, um ofício aos diretórios local e nacional do PT pedindo a investigação de denúncias que teriam participação do oponente de Agnelo. Segundo ele, correligionários de Magela estariam utilizando a Gerência de Patrimônio da União (GRPU), órgão que administra terras públicas, para pedir o apoio de lideranças ligadas à questão habitacional. De acordo com a denúncia, quem não sustentasse sua candidatura correria o risco de ficar sem os lotes. Magela nega: “A declaração é de uma irreponsabilidade que caracteriza a atuação dele (Chico Vigilante) neste processo e deve ser tratada judicialmente”. O adversário de Agnelo Queiroz diz querer uma disputa limpa e um partido unido após a escolha interna.

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, confirmou a realização do debate, amanhã, às 19h, no Hotel San Marco. As prévias para o cargo de governador, até segunda ordem, também estão confirmadas para o próximo domingo. No início deste mês, o Diretório Nacional do Partido aprovou uma recomendação pedindo que os estados evitem a realização das prévias justamente para fugir de disputas internas e favorecer acordos amigáveis entre os concorrentes. Mas como não se chegou a um consenso no DF, a solução, segundo Policarpo, foi contrariar a orientação do partido. “A única coisa que pode levar à suspensão das prévias é uma interferência do partido nacional”, afirmou.

Agnelo se defende

Partidos, Política em 14/03/2010 às 15:55

O pré-candidato do PT ao GDF, Agnelo Queiroz, divulgou na tarde deste domingo (14) uma nota de esclarecimento sobre as denúncias apresentadas pela reportagem da Revista Época desta semana (leia aqui). Na nota, Agnelo diz ter como provar que a compra de sua casa no Lago Sul foi feita de forma legal e com recursos de origem comprovada. Também admite ter cometido um erro, já corrigido, de ter construído na área verde. Por fim, Agnelo afirma que as acusações contra ele são usadas para a disputa eleitoral e assegura que, não tendo nada a esconder, permanece na briga para ser o candidato petista ao governo nesta eleição. Confira a íntegra da nota:

“A revista Época publicou reportagem em que sou acusado de ter comprado minha residência sem ter recursos financeiros para isso. Levanta dúvidas sobre a operação e ainda apresenta outros fatos que, segundo os autores da matéria, comprometem minha idoneidade. Entre esses, um erro que cometi, reconheci e já havia corrigido: construir uma quadra de tênis, já demolida, na área verde de minha casa.

Ao contrário do que afirma a reportagem, posso comprovar a correção da compra da casa. A operação de compra foi escriturada em cartório e está registrada nas declarações de imposto de renda de minha mulher, com quem sou casado em regime de comunhão de bens. As declarações dela e as minhas mostram que nós tínhamos, devidamente comprovados, os recursos financeiros para fazer a compra e efetuar os pagamentos das parcelas. As declarações são dos anos de 2007 e 2008 e não receberam contestação alguma da Receita Federal, órgão ao qual compete a palavra final sobre a legalidade e correção das informações prestadas.  Para reforçar a certeza de que tudo foi feito segundo a lei,  solicitei a auditores independentes um exame técnico das declarações de imposto de renda minhas e da minha esposa e comprometo-me a divulgar o resultado do laudo nesta semana.

Apesar do prazo exíguo, na sexta-feira entreguei voluntariamente à revista extratos bancários que consegui obter e cópias de declarações de imposto de renda apresentadas por mim e por minha mulher.

Ao longo de minha vida pública, como dirigente sindical, deputado distrital, deputado federal, candidato ao Senado e ministro do Esporte, construí uma reputação de honestidade e transparência que não se abala pela reportagem.

Além de falar da compra da casa e da construção em área verde, a matéria faz também ilações absurdas e tira conclusões sem nenhum sentido ou respaldo na verdade com base em fontes anônimas como ”amigos de Durval”, “assessores de Roriz” e “integrantes da coordenação da campanha de Arruda em 2006”.

O Distrito Federal passa por momentos conturbados, com o forte descrédito da política, dos políticos e das próprias instituições. Nesse quadro, acusações como as feitas pela reportagem, ainda que falsas e injustas, têm repercussão acima da que seria normal e são exploradas de maneira pouco ética por adversários.

Antes mesmo da reportagem, eu já vinha sendo vítima de insinuações e acusações levianas, algumas veiculadas pela imprensa. Chegam até mesmo a dar detalhes de suposta gravação que ninguém, na verdade, jamais viu. Já estava claro, para mim, que adversários políticos preparavam uma armação para inviabilizar minha candidatura e o projeto político e ideológico que ela representa.

O processo de eleições prévias pelo qual estamos passando vem sendo altamente negativo para o partido. Alguns militantes vêm recorrendo a acusações, insinuações, agressões verbais e golpes baixos que em nada contribuem para o crescimento do PT e para nossa vitória nas eleições.

Mas não serão fatos como esses que farão com que eu abandone o projeto político e ideológico que mobiliza e entusiasma tantos companheiros e companheiras não só do PT como de outros partidos de esquerda e que tem, paulatinamente, ganhado apoio de expressivas parcelas de nossa população.

Vou disputar as prévias e vencê-las para concorrer ao governo do Distrito Federal. Continuarei empenhado na eleição da companheira Dilma Rousseff para presidente da República, na luta pela ética na política e ao lado das brasilienses e dos brasilienses que buscam um tempo melhor para nossa cidade.”

Testando o melhor nome

Partidos, Política em 14/03/2010 às 13:30

Cristovam Buarque (PDT), Messias de Souza (PCdoB), Rodrigo Rollemberg (PSB). Os diversos nomes lançados, oficialmente ou não, pelo campo de esquerda para o Governo do Distrito Federal têm um objetivo comum: testar todas as opções diante da opinião pública. Ninguém acredita que, de fato, os partidos mantenham todas as candidaturas. A estratégia é colocar os nomes, sondá-los com os eleitores e depois reposicioná-los, da melhor forma (eleitoral e partidariamente) em um chapa única. A grande dúvida hoje é “estará o PT nesta coligação?”

Denúncia racha mais o PT

Partidos, Política em 14/03/2010 às 9:07

Do Correio Braziliense: A uma semana das prévias que escolherão seu candidato ao Governo do Distrito Federal nas eleições de outubro, o Partido dos Trabalhadores (PT) mergulhou ainda mais na crise em que se transformou a disputa interna entre Agnelo Queiroz e Geraldo Magela. Até então favorito na disputa, principalmente em função do apoio da cúpula nacional do partido, o ex-ministro do Esporte teve sua pré-candidatura bombardeada por denúncias de evolução patrimonial suspeita e até mesmo invasão de área pública.

O surgimento das acusações mexeu com o PT. Ontem à tarde, várias lideranças do partido se reuniram para avaliar o impacto das denúncias publicadas pela revista Época. De acordo com a reportagem, Agnelo teria gasto na compra e na reforma de uma casa no Lago Sul valores não condizentes com sua renda. O pré-candidato também teria invadido área pública para construir uma quadra de tênis, além de tentar esconder um acordo eleitoral feito em 2008 com Joaquim Roriz, hoje pré-candidato ao Buriti pelo PSC.

Agnelo, que atualmente é diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), passou a manhã cumprindo agenda com militantes na Ceilândia e não quis se manifestar sobre as denúncias. Ainda ontem à noite se encontraria com o presidente do diretório local do PT, Roberto Policarpo, e com Arlete Sampaio para apresentar suas justificativas. Somente hoje o ex-ministro deve se pronunciar publicamente.

Para medir os estragos causados pela denúncia, a direção local do PT se reuniu ontem à tarde. Além de Policarpo e Arlete, participaram do encontro o ex-presidente do PT-DF Chico Vigilante e o secretário executivo da Câmara Legislativa, Raimundo Júnior. Durante a reunião, o grupo chegou a discutir a renúncia de Agnelo à sua pré-candidatura ou então o adiamento das prévias, marcadas para o próximo domingo. No entanto, uma posição oficial sobre a questão só seria divulgada hoje. “Não tomaremos qualquer decisão antes de ouvir o Agnelo”, disse Policarpo.

Aliados de Agnelo creditam as denúncias a petistas ligados a Geraldo Magela, também pré-candidato ao GDF. De acordo com essa avaliação, se o vazamento de informações viesse de outros adversários, as denúncias viriam à tona somente após a oficialização do nome de Agnelo como candidato. Como o caso surgiu uma semana antes das prévias, a avaliação dos aliados do ex-ministro é de que alguém de dentro do próprio PT teria interesse em minar sua candidatura. Na próxima terça-feira, Magela e Queiroz participam de um debate, que será mediado por José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT. O evento será às 19h, no Hotel San Marco.

Agnelo sabia das denúncias desde a noite de quinta-feira. Reclamou a correligionários não ter tido tempo suficiente para reunir provas mostrando que a compra da casa foi legal. De acordo com a denúncia, o ex-ministro teria declarado à Justiça Eleitoral, em 2006, que todos os seus bens atingiam a soma de R$ 224.300,00. No ano seguinte, ele comprou uma mansão de 500 metros quadrados de área construída no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, com R$ 150 mil de entrada e o restante dividido em quatro parcelas. Na escritura, o valor da casa é de R$ 400 mil.

Na área verde vizinha à mansão, o pré-candidato teria construído uma quadra de tênis, um campo de futebol e um pequeno lago. O problema é que o local é público e Queiroz não tinha autorização para ocupar o espaço. Ele disse que havia mandado desmontar a quadra no ano passado, mas depois afirmou que o fez somente em 2010. Quanto à ligação com Joaquim Roriz, Queiroz negou, para depois corrigir-se, de que encontrou-se com o ex-governador em 2008. Possivelmente para selar um pacto de não agressão na campanha eleitoral deste ano. São justamente essas contradições o que mais incomoda a cúpula do PT-DF.

Chico Vigilante credita as denúncias ao também pré-candidato Geraldo Magela. “Faz parte do jogo bruto que está acontecendo internamente no Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal. O senhor Geraldo Magela partiu para a baixaria”, disse ao Correio, por telefone. Magela, por sua vez, disse que não entraria em debate com Chico Vigilante e que seu propósito é discutir uma limpeza ética no Distrito Federal. “Da minha parte, não vou tocar neste assunto (as denúncias) no debate de terça-feira”, avisou.

Debate petista adiado

Partidos, Política em 12/03/2010 às 15:58

Foi adiado para terça-feira (16) o debate do PT entre os candidatos a pré-candidato ao GDF do partido. Marcado para a noite de segunda-feira (15), o embate entre Agnelo Queiroz e Geraldo Magela foi transferido para terça por conta de compromissos do mediador José Eduardo Dutra. O debate está confirmado agora para às 19h de terça, no Hotel Nacional.

Update: O lugar do debate também mudou: agora será no Hotel San Marco.

Divulgadas regras das prévias

Partidos, Política em 12/03/2010 às 9:07

Apesar das discussões já foram definidas as regras para o debate entre Agnelo Queiroz e Geraldo Magela na noite desta segunda-feira (15) pelas prévias do PT.

O debate será aberto a todos os filiados do PT-DF. Cada candidato terá 20 minutos para fazer a apresentação inicial. Depois, serão feitos dois blocos de intervenções. No segundo bloco, os pré-candidatos deverão fazer as considerações finais. Estão proibidas manifestações da platéia como vaias ou ofensa. O debate será no Hotel Nacional, das 19h às 22h.

Reunião petista com bate-boca

Partidos, Política em 12/03/2010 às 7:46

Do Correio Braziliense: O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, tentou em vão costurar um acordo para evitar prévias no Distrito Federal. Na verdade, terminou em bate-boca um encontro na tarde de ontem para selar a paz. Um dos concorrentes, o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), reclamou de suposto uso do partido em benefício da pré-candidatura do ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz. E foi duro ao se dirigir ao presidente regional, Roberto Policarpo, ao dizer que não se sentia representado por ele, declarado aliado de Agnelo.

Dutra convocou os dois petistas que se enfrentam na disputa interna pela indicação de candidato do partido ao Buriti para evitar um confronto no Distrito Federal que atrapalhe os planos locais e ainda contamine a campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Resolução da direção nacional do PT prega soluções negociadas em todas as unidades da Federação, como forma de suspender eventuais conflitos às vésperas das eleições. No Distrito Federal, no entanto, o clima é de manutenção das prévias. Agnelo e Magela não abrem mão e medem forças.

Na última quarta-feira, Agnelo obteve uma declaração pública importante de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Num ato de apoio à pré-candidatura de Agnelo, ele detalhou um acordo que celebrou entre o ex-ministro do Esporte e Magela no fim do ano passado, quando ficou acertada a chapa petista. Agnelo seria candidato ao GDF e Magela entraria na corrida ao Senado, como candidato preferencial do PT. Na ocasião, segundo Carvalho, o cenário se mostrava complicado para o partido. José Roberto Arruda, então filiado ao DEM, era considerado um candidato quase imbatível na reeleição. Seu único rival com possibilidade de incomodar até então era o ex-governador Joaquim Roriz, hoje no PSC, segundo indicavam as pesquisas de opinião. Agnelo iria para o sacrifício.

Por isso, de acordo com Gilberto Carvalho, a mudança de postura de Magela, agora que Arruda está preso e Roriz distante da campanha desde a deflagração da Operação Caixa de Pandora, demonstra “oportunismo”. O chefe de gabinete disse que não falava em nome do presidente da República, mas afirmou considerar que esse é o pensamento de Lula. Gilberto Carvalho estava acompanhado do chefe de gabinete adjunto, Swedenberger Barbosa, o Berger, e disse representar dois integrantes do governo federal, Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência da República, e Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais.

O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, negou que a direção regional do partido esteja influenciando as decisões internas, mas deixou claro acreditar que as preferências fazem parte do jogo político. “Não sou imparcial, mas sou democrático”, sustentou. Além da reunião com Dutra, Policarpo tratou ontem de questões formais para a realização das prévias que, pela primeira vez, serão realizadas por meio de urnas eletrônicas, em 21 de março. Na próxima segunda-feira, ocorrerá o debate entre os dois pré-candidatos.

Um dos temas que mais desperta controvérsia na campanha para as prévias é o encontro de Agnelo Queiroz com o então secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, no anexo do Palácio do Buriti, meses antes da Operação Caixa de Pandora. Durval mostrou gravações de políticos recebendo dinheiro e também registrou em vídeo esse encontro com o petista. O jornalista Edson Sombra, alvo da suposta tentativa de suborno que provocou a prisão de Arruda e cinco aliados, intermediou a reunião. Para os aliados de Magela, com o encontro, Agnelo passou a ter a informação privilegiada de que o governo Arruda estava por um fio. Em boletins informativos de campanha, o grupo de Magela tem feito ataques a Agnelo.

Enquanto os petistas brigam, aliados potenciais têm feito reuniões para tentar construir candidaturas alternativas. Outros nomes surgem, como o do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), do deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT), do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e de Messias de Souza (PCdoB). Nesta semana, a direção do PT foi informada de que os partidos aliados não pretendem engolir, sem debates, a candidatura a ser lançada pelo partido depois das prévias.

Reações à candidatura de Cristovam

Partidos, Política em 11/03/2010 às 11:32

O anúncio de uma possível candidatura do senador Cristovam Buarque (PDT) ao GDF provocou as mais diversas reações entre os futuros adversários do pedetista. Para o ex-presidente do PT, Chico Vigilante, que por diversas vezes conversou com Cristovam sobre o assunto, a notícia é mera encenação. “Tive encontros com o senador para discutirmos uma possível aliança entre PT e PDT, em que ele seria nosso candidato ao Senado, e ele sempre afirmou que não disputaria o GDF”, conta Vigilante. “Sei que o ex-governador seja um homem de palavra”, garante.

Já entre os rorizistas, o assunto virou tema de piada. Eles avisam que farão a festa de lançamento da candidatura do senador ao governo. Isso porque Cristovam tem dito reiteiradamente que um dos motivos que o fariam ser candidato ao GDF é o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) manter sua candidatura ao cargo. Como Roriz assegura que será candidato, os rorizistas concluem que não restará a Cristovam outra alternativa a também encarar a campanha.

Disputa acirrada no PT

Partidos, Política em 10/03/2010 às 20:20

A cinco dias do debate e 11 dias das prévias internas para escolha do candidato ao Governo do Distrito Federal, o clima dentro do Partidos dos Trabalhadores ferve. Depois da entrevista de Agnelo Queiroz ao jornal O Distrital, em que acusa o adversário Geraldo Magela de usar politicamente seu encontro com Durval Barbosa, os apoiadores de Magela decidiram dar o troco. E divulgaram uma antiga entrevista do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), de dezembro de 2006, em que Roriz dizia ter sido procurado por Agnelo para fazer um acordo político.

Em outra ação, Magela divulgou uma pesquisa eleitoral em que o coloca à frente de Agnelo na disputa com Joaquim Roriz. E a divulgação provocou dura reação do grupo agnelista, que a considerou um ato leviano de campanha já que sequer o nome do instituto responsável pelos dados havia sido divulgado.

A resposta pró-Agnelo veio também em forma de ato de apoio ao ex-ministro, marcado para a noite desta quarta-feira (10) na sede do PT Nacional no Setor Comercial Sul.

O clima aquecidíssimo no PT não preocupa apenas a militância petista que teme um racha muito profundo na legenda. Preocupa também os demais partidos de esquerda que ainda acreditam na aliança com o PT. Eles receiam que a legenda chegue muito fragilizada à campanha real em agosto.

Magela descumpre lei eleitoral

Partidos, Política em 10/03/2010 às 19:48

Do blog do jornalista Fernando Rodrigues: O deputado Geraldo Magela (PT-DF) descumpriu a Lei Eleitoral ao divulgar hoje (10), em seu informativo de gabinete na internet, uma pesquisa de opinião não registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nem no TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal). De acordo com a norma, se confirmada a transgressão, Magela poderá ser condenado a pagar multa de R$ 53.205 a R$ 106.410.

O objetivo do deputado com a divulgação da pesquisa foi mostrar ao seu partido, o PT, que ele é o candidato com maiores chances de rivalizar com Joaquim Roriz (PSC), primeiro colocado nas pesquisas para o governo do Distrito Federal. Magela disputa a indicação à candidatura com Agnelo Queiroz, que está melhor cotado dentro do partido.

Ao blog, o deputado disse que a divulgação não fere a lei. “Nós consultamos isso judicialmente antes de divulgar a informação. Não há nenhuma transgressão da lei porque a pesquisa como um todo não foi divulgada, mas apenas um único dado que consta na pesquisa”, disse Magela.

Magela não explica que tipo de consulta judicial fez. Até porque, a resolução nº 27 do TSE, que regulamenta a divulgação das pesquisas eleitorais, não trata especificamente da situação descrita pelo deputado, mas diz que em se tratando da divulgação de resultados de enquetes deverá se informar não se tratar de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões, sem rigor científico. O boletim de Magela não faz a ressalva exigida.

De acordo com a mesma resolução, todas as pesquisas eleitorais realizadas a partir do dia 1.jan.2010 devem ser registradas no tribunal eleitoral (TSE ou TREs), com no mínimo 5 dias de antecedência da divulgação.

No ato do registro é preciso informar quem contratou a pesquisa, o instituto que realizou o trabalho, a metodologia e data de realização. Estas informações devem ser obrigatoriamente divulgadas com a pesquisa. O objetivo é fazer com que todos os partidos e candidatos tenham acesso às informações e evitar que pesquisas fraudulentas sejam divulgadas.

Cenário com ou sem Roriz

Partidos, Política em 09/03/2010 às 18:51

O governador afastado José Roberto Arruda perdeu um pouco da atenção dos políticos da capital federal. O foco agora é o favorito na disputa pelo GDF: o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Estrategistas e candidatos acompanham atentamente as últimas denúncias contra o ex-governador. A expectativa é saber se elas terão fôlego para continuar e qual estrago político podem provocar.

Isso porque, caso a pressão aumente, o ex-governador pode desistir de concorrer ao GDF em outubro. É o que apostam alguns aliados e adversários. Roriz poderia abrir mão da candidatura para não enfrentar um desgaste grande. Principalmente se perceber que não terá chances de vencer já no primeiro turno - possibilidade com a qual os rorizistas trabalham hoje.

A desistência de Roriz, no entanto, poderia não favorecer o PT, como seria esperado. Com o ex-governador, a campanha tem mais chances de se polarizar entre “direita”e “esquerda”, o que fortalece a candidatura do PT - seja com Agnelo Queiroz ou com Geraldo Magela. Se Roriz sai, não existe mais polarização, muito menos favoritos. E o espaço fica aberto para candidatos antes considerados aventureiros.

A pluralidade de nomes - sem favoritismos - num cenário descrente como o atual funcionaria como uma loteria política. Ninguém saberia dizer ao certo qual aposta sairia vencedora.

Update: A assessoria do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) fez ao blog dois esclarecimentos sobre este post. O primeiro é de que não haveria nenhuma denúncia nova sobre Roriz. O segundo de que ele vai manter sua candidatura qualquer que seja a circunstância das eleições.

Nota de falecimento

Câmara Legislativa em 09/03/2010 às 15:03

Com pesar informamos aos leitores sobre a morte do senhor Luiz Macena da Silva, pai do deputado distrital Paulo Tadeu (PT). Macena estava internado com problemas de saúde e faleceu na manhã desta terça-feira (9) O velório será às15h30, na capela nº 1, do cemitério de Sobradinho. O enterro será às 18h.

Debate oficial no PT

Partidos, Política em 09/03/2010 às 14:57

Desta vez é para valer: está definido o local do único debate previsto entre Agnelo Queiroz e Geraldo Magela pelas prévias eleitorais do Partido dos Trabalhadores. Será na próxima segunda-feira, dia 15, no Hotel Nacional. O local,  um auditório com capacidade para mais de 600 pessoas, foi escolhido pela executiva do partido na noite de segunda-feira (8).

As regras do debate ainda aserão definidas por uma comissão formada por membros da executiva e das duas candidaturas. As prévias ocorrerão no dia 21 de março, das 9h às 17h. Os locais de votação serão divulgados ainda nesta semana.

“Tem gente achando que já ganhou”

Partidos, Política em 08/03/2010 às 17:47

Pré-candidato do PT ao GDF e adversário de Agnelo Queiroz nas prévias do partido, o deputado federal Geraldo Magela não anda economizando nas farpas contra possíveis candidatos ao GDF nesta eleição. Em seu boletim eletrônico nesta segunda-feira (8), Magela afirmou que as “eleições majoritárias no Distrito Federal não estão resolvidas, mesmo com o vácuo de poder aberto com a prisão do governador licenciado José Roberto Arruda (sem partido)”.

“Tem gente aí que está de sapato alto, achando que já ganhou e até dividindo cargos no governo”, afirmou. “Eleição só se ganha depois de totalizado o último voto, até porque nosso principal adversário,o ex-governador Joaquim Roriz, é um candidato forte e precisamos reconhecer isso”.

O informativo ressalta ainda que Magela participaria de debates em em duas cidades – Ceilândia e Recanto das Emas – no sábado, com Agnelo Queiroz, que não compareceu. A assessoria de Agnelo, no entanto, diz que, em nenhum momento, o ex-ministro teria confirmado a ida ao evento.

Magela também concedeu uma entrevista ao jornal Brasília em Dia em que explica porque se considera o melhor candidato do partido para a disputa ao GDF. E rebate as acusações de que estaria provocando a divisão em um momento em que a união do PT seria fundamental. “O PT já deu mostras, aqui, de ser um partido que se unifica. Em toda história do PT, a exceção da última eleição de 2006, nós tivemos disputas. Nós tivemos disputas em 1990, e Carlos Saraiva foi o segundo colocado das eleições, quando disputou com Roriz e com Maurício Corrêa. E Maurício Corrêa, naquela época, foi apoiado por uma ampla frente de esquerda. Em 1994, nós tivemos uma disputa de prévia entre Cristovam e Paulo Bica. Cristovam venceu as eleições e unificou. Em 1998, o Cristovam era Governador e teve que disputar uma prévia com Lauro Campos, e unificou o partido. Em 2002, para ser candidato, eu tive que disputar uma prévia com quatro companheiros e companheiras. A prévia é uma tradição do PT, mas, terminada a prévia, quem ganha recebe o apoio do outro. Isso é uma forma de somar e não de dividir”, explicou. Para conferir a entrevista na íntegra, clique aqui.